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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Das coisas da natureza

Das coisas da natureza

Não a nada mais bonito
que um riacho correndo
pelas pedras escorrendo
... num aguasse infinito
ou o som de apito
do cantado do cancão
que la no capoeirão
é artista com certeza
Das coisas da natureza
sempre nasce a inspiração

A terrinha perfumada
em inicio de inverno
causa um alivio tão terno
depois de uma chuvarada
o canto da passarada
que se espalha pelo chão
é uma bela visão
de incomparável beleza
Das coisas da natureza
sempre nasce a inspiração

O juazeiro verdejante
em tempo de seca forte
que nunca tem cor de morte
com o seu folhear constante
o tiú muito elegante
correndo sem direção
toma sua posição
e corre com tal leveza
Das coisas da natureza
sempre nasce a inspiração

vive a rasga mortalha
la no sino da igreja
pega a cobra que rasteja
nesse ponto nunca falha
com seu bico de navalha
consegue sua refeição
não traz mal agouro não
só pra serpente indefesa
Das coisas da natureza
sempre nasce a inspiração

a rolinha cascavel
ou também fogo apagou
na mata quase acabou
graças ao homem cruel
mas quando voa no céu
causa admiração
sua bela coloração
tem cores de tal riqueza
Das coisas da natureza
sempre nasce a inspiração

a caatinga ou mata branca
a capoeira o tabuleiro
o frondoso umbuzeiro
de serventia tão franca
de sua raiz agua arranca
é um oásis do sertão
ajuda a população
possui agua de pureza
Das coisas da natureza
sempre nasce a inspiração

voando na mataria
um bando de avoantes
os buritis tão gigantes
a visão do fim do dia
o cantar rouco da jia
o carcará e o carão
o velho camaleão
com toda sua aspereza
Das coisas da natureza
sempre nasce a inspiração

Espero sinceramente
que preservem nossa terra
ou a vida se encerra
muito rapidamente
torço que futuramente
essa nova geração
pense com o coração
e a mantenham ilesa
Das coisas da natureza
sempre nasce a inspiração


AOS PROFESSORES...

É gigante o nosso prejuízo
Com esse maltrato a educação
Por que para mudar a condição
Até a greve, aqui é preciso.
Direitos simples como um piso
O governo finge ser irreal
Ignora o decreto federal
Ameaça, coage e se omite.
E ainda quer que a gente acredite
Que a greve é que é ilegal

Estudei ditadores do passado
Lembro-me deles por vários nomes
Mas um que chamam “Cid Gomes”
Que hoje “des”governa nosso estado
Foi o candidato mais bem votado
Por um povo de pouca instrução!
Pra manter-se na sua condição
Quer deixar o povo ignorante
E por isso seu ataque constante
A já tão machucada educação.

Educar por amor é uma verdade
Como o nosso governador aponta
Mas porem o amor não paga conta
Nem garante vida de qualidade
Ou encobre toda a dificuldade
Que o educador hoje enfrenta!
Esse discurso ninguém aguenta
Professor não é nenhum otário
Governador doe então seu salario
Para ver se só amor te sustenta

E aqui falo aos professores
Através desse meu relato breve
Aos que continuam nessa greve
Quero parabenizar aos senhores
Pois vocês carregam nossas dores
Nossa classe sem reconhecimento!
Que se chegue ao entendimento
Que não dá pra manter uma nação
Onde o profissional da educação
É tratado como um instrumento

(Antonio Wilton da Silva-professor/poeta)


Fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/

sábado, 15 de outubro de 2011

4a. Mostra Brasil abre inscrições para grupos de todo o país!

Estão abertas, até o dia 31/10, as inscrições para a 4a. Mostra Brasil Juventude Transformando com Arte, que vai acontecer em maio de 2012, na cidade do Rio de Janeiro.

Em sua quarta edição, a Mostra traz o tema Cultura e Sustentabilidade norteando todas as suas atividades, inserindo-se no contexto da Conferência das Nações Unidas-Rio+20, em 2012.

Os interessados devem preencher o formulário de inscrição on-line disponível no site www.juventudearte.org.br e encaminhar material audiovisual de registro de trabalhos artísticos do grupo.

Podem se inscrever grupos de todos os estados do país com trabalhos artísticos envolvendo jovens e que realizam ações sociais transformadoras. Os trabalhos artísticos podem envolver diferentes linguagens e expressões culturais como dança, musica, circo, teatro/performance, cultura popular, literatura, poesia.

Fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Feliz dia das Crianças


Você criança,
que vive a correr,
é a promessa
que vai acontecer…
é a esperança
do que poderíamos ser…
é a inocência
que deveríamos ter…

Você criança, de qualquer idade,
vivendo entre o sonho e a realidade
espargem pelas ruas da cidade,
suas lições de amor e de simplicidade!

Criança que brinca,
corre, pula e grita
mostra ao mundo,
como se deve viver
cada momento, feliz,
como quem acredita
em um mundo melhor
que ainda vai haver!

Você é como uma raio de luz
a iluminar os nossos caminhos,
assemelhando-se ao Menino Jesus,
encanta-nos com todo teu carinho!

Você é a criança,
que um dia vai crescer!
É a promessa,
que vai se realizar!
É a esperança
da humanidade se entender!
É a realidade
que o adulto precisa ver…
e também aprender a ser…



Homenagem à Criança
Fonte: Mensagens e Poemas

sábado, 8 de outubro de 2011

Cidade de Moreno

Por James Davidson




A cidade de Moreno possui muitos lugares interessantes e de valor histórico. Um simples passeio pelo centro pode revelar uma riqueza de informações e de histórias que um olhar desatento não consegue perceber. Vários pequenos roteiros podem ser feitos. Então vamos lá!


Nosso passeio começa pelo ponto o a cidade nasceu: o Engenho Catende. O Engenho Catende era o antigo Engenho Nossa Senhora da Conceição que aparece nos documentos do período holandês. Situa do às margens do Rio Jaboatão, também aparece na cartografia holandesa com esse nome nos mapas de Vingboons e Marcgraf. É, portanto, um dos engenhos mais antigos do município. Sua casa-grande centenária, apesar de menos opulenta e conhecida que a do Engenho Morenos, ainda encontra-se preservada sendo conhecida pela população como o "Casarão". Chegou a ficar abandonada por um tempo mas foi restaurada pela prefeitura que a utiliza hoje para eventos.


Um pouco mais adiante na avenida encontra-se a Matriz de Nossa Senhora Conceição. Apesar de muito bonita e vistosa, ela não é muito antiga pois foi construída em 1935. Perto dela, onde hoje encotra-se o Colégio Dom Jaime, existia um templo mais antigo - A Igreja de São Sebatião, que tinha sido erguida em 1745 pelo capitão de ordenanças Domingos Bezerra Cavalcanti, e foi destruída em 1973. A matriz hoje conta com uma gruta e um jardim.


Em frente à matriz encontra-se a fábrica fechada do Cotonifício Moreno. Esta fábrica foi fundada em 1910 com o nome de Societè Cotonniere Belge-brasiliense por empresários belgas e foi de extrema importância para o desenvolvimento da cidade. Como na época Catende era apenas um engenho, foi o Cotonifício que foi responsável pelo crescimento populacional e econômico da localidade pois empregou muita gente, inclusive trazendo operários de Paulista e de Camaragibe. Hoje, apesar de fechada, conserva boa parte de sua estrutura.


A Vila Operária do Cotonifício Moreno é outro ponto histórico. Situada nas ruas que ficam atrás do Cotonifício, caracteriza-se por ser um conjunto de casas conjugadas que foram construídas para abrigar as famílias dos operários da fábrica. De construção contemporânea ao Cotonifício, é uma das vilas operárias mais bem conservadas do estado de Pernambuco, mesmo sem ser tombada, apesar de já existirem algumas casas descaracterizadas.


Descendo novamente para avenida, encontramos outros pontos de destaque. O prédio da prefeitura foi construído após a emancipação politica de 1928. Notar a semelhança com o antigo Teatro Municiapal de Jaboatão erguido em 1911.


O predio do antigo cinema de Moreno só funciona o primeiro pavimento. Os outros estão em ruína. Mais adiante o Mercado Público Municipal, construído em 1922, quando a cidade ainda era distrito de Jaboatão.




A Estação Ferrroviária de Moreno é outro edifício que se destaca. Construída em 1885 pela Great Western, fazia parte da Linha de Ferro Central de Pernambuco que ligava o Recife ao interior. É um importante marco histórico do município, pois foi responsável por facilitar o transporte de produtos e mercadorias, contribuindo também para a implantação do Cotonifício que tanto desenvolveu a cidade. Apesar de sua grande importancia, o prédio encontra-se abandonado, embora em melhores condições que outras estações igualmente abandonadas, como a de Jaboatão. Assim como o Engenho Morenos, é um dos únicos bens em processo de tombamento pela FUNDARPE dentro do município.




Para finalizar: a cidade de Moreno também tem muita história pra contar!

Fonte:http://jaboataodosguararapes.blogspot.com/search?updated-max=2011-07-07T00%3A01%3A00-07%3A00&max-results=5

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Foz do Rio Jaboatão

Por James Davidson


A foz do Rio Jaboatão fica localizada na Praia de Barra de Jangadas, entre os municípios de Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Depois de percorrer cerca de 75 quilômetros desde a sua nascente, em Vitória de Santo Antão, o Rio Jaboatão deságua no Oceano Atlântico, numa foz conjunta com o Rio Pirapama.


A foz do Rio Jaboatão é do tipo estuário, ou seja, encontra-se com o oceano livremente sem formar ilhas ou canais. Lembrando que a denominada Ilha dos Amores, apesar do nome, não constitui uma ilha, mas uma restinga, pois está ligada à Praia do Paiva, no município do Cabo. Por conta dos impactos ambientais das ações humanas e das dinâmicas litorâneas, a foz do Jaboatão têm sofrido significativas alterações como a erosão marinha em alguns trechos e o assoreamento em outros. Culpa das ações mal planejadas do ser humano na costa e também no interior da bacia hidrográfica.


Seguindo em direção sul, é sutil a diferença entre as praias marinhas e a fluvial. Aos poucos, a areia vai ficando mais densa até transformar-se em lama, á medida que subimos o rio. Forma-se assim, um imenso e belo manguezal que se estende por quilômetros para o interior, até onde a influência das águas salobras e da maré pode alcançar. A água do rio é aparentemente tranquila e com pouca correnteza.


Na margem direita do rio, formada pela restinga que separa este do oceano, trechos de mangues formados por pequenas camboas que penetram na Ilha dos Amores alternam-se com os coqueiros. Já na margem esquerda é a vegetação de restinga que domina, cedendo lugar ao mangue à medida que subimos o rio e nas margens das camboas e do Canal Olho D'água. Neste trecho algumas pessoas tomam banho no local, ignorando a poluição das águas do Rio Jaboatão e as femeas do tubarão cabeça-chata que se reproduzem no estuário.


Mais adiante encontra-se a desembocadura do Canal Olho D'água no Rio Jaboatão. Este canal atravessa Curcuranas até encontrar-se com a Lagoa Olho D'água. Suas águas estão muito contaminadas, como atesta sua coloração esverdeada decorrente da ação de bactérias que se proliferam onde se despejam esgotos sanitários. Apesar disso, muitas crianças tomavam banho no local, bem abaixo da nova ponte construída sobre o canal.




O manguezal que margeia o Canal Olho D'água estende-se por quilômetros pelo interior. Porém encontra-se bastante ameaçado pela poluição e pelas atividades humanas.


Mais adiante, a polêmica ponte do Paiva. Construída recentemente pelo governo do estado, constitui uma forma de agilizar o acesso à Praia do Paiva e ao luxuoso condomínio que lá foi construído, sendo necessário para isso pagar um pedágio. A vista da ponte é linda, mas seu principal ponto negativo é que está atraindo uma forte especulação para o local que está ameaçando o frágil ecossistema da região.


Mais adiante, no meio do mangue, o resultado da poluição sofrida pelo rio ao longo de seu caminho até a foz: lixo! Muitos pedaços de isopor, copos descartáveis, plasticos, pets e outros materiais de difícil decomposição ficam acumulados nas margens e entre as raízes do mangue. Quem acredita que o lixo desaparece ao jogá-lo no rio está muito engando!


Logo em seguida o encontro das águas local: o encontro do Rio Pirapama com o Rio Jaboatão. O primeiro vem do sul, oriundo do Cabo de Santo agostinho enquanto o segundo vem do oeste, marcano o limite entre os dois municípios. O local é frequentado por lanchas que visitam ambos os rios, levando turistas e visitantes ás belezas da região. Canoas e barcos de pescadores também podem ser avistados.



Próximo dali, em algum lugar ainda incerto, existiu a antiga Igreja de Santo Antônio da Barra, anterior ao período holandês. Procurei pela região e encontrei alguns possíveis locais onde ficavam, até recentemente, as ruínas dessa igreja, mas não consegui através dos moradores locais nenhuma confirmação conclusiva. Espero obter mais informações a esse respeito para saber quais dos dois locais indicados ficava a igreja.

Por fim, a região do estuário do Rio Jaboatão é um importante santuário ecológico que precisa ser preservado. Além de contar com um vasto manguezal, é um dos poucos trechos do município que preserva a antiga vegetação de restinga, outrora abundante em nossos litorais. Contudo, a especulação imobiliária da localidade, decorrente da Ponte do Paiva, já está afetando e comprometendo esses ambientes frágeis e que merecem ser mantidos para as gerações futuras.



Fonte:http://jaboataodosguararapes.blogspot.com/search?updated-max=2011-07-07T00%3A01%3A00-07%3A00&max-results=5

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Flautins Matuá - Apresentações musicais e oficinas culturais

Influenciado pelas tradicionais bandas de pífano, O Fuá é um espetáculo interativo com diversos elementos da cultura popular brasileira e que pode ser apresentado em diversos espaços, ruas, praças, teatros, Áreas externas e internas em geral.




Fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Além da Primavera



ALÉM DA PRIMAVERA
(Dalinha Catunda)

De flores me vestirei
Seja em qualquer estação.
Não desistirei dos sonhos
Apostei nesta opção
Plantarei sempre alegria
Semear melancolia
Não tenho esta pretensão.
*
A primavera chegou
Sem o sol aparecer,
Mas flores de primavera
Bordaram o amanhecer
Debruçada na janela
Vejo quanto à vida é bela
Sinto seu resplandecer.
*
Amo as flores, amo a vida,
Independente de idade,
O plantio do passado
Colho na maturidade
E em qualquer estação
Bate bem meu coração
Buscando felicidade.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ingra Liberato no 4º Curta Taquary em Taquaritinga do Norte-PE 14.09.2011.flv


Um Olhar



Um Olhar
(Anderson Braga Horta)

Aves da arribação, que passais tristes
e buscais o calor de novos lares…
aves de arribação, acaso vistes
as asas de um amor cortando os ares?

Se da esperança a voz sumida ouvistes,
as lágrimas de luz brotando aos pares
de ocultos arquipélagos sentistes,
nos vôos rente ao dorso azul dos ares,

dizei-me onde é que estão, porque são minhas!
… No entanto elas se foram, tênues linhas
já prestes no horizonte a mergulhar.

Não responderam… Nem sequer me olharam…
Mas, diz o coração - que naufragaram
na profundeza de um celeste olhar.

sábado, 24 de setembro de 2011

Jô Soares entrevista Jurandy do Sax



A dimensão dada a um evento que retrata a abnegação determinante do músico Jurandy do Sax ao completar a marca dos “4.000 boleros” tocados ininterruptamente no pôr do sol da praia do Jacaré, em Cabedelo, no litoral Norte da Paraíba, é um feito a ser enaltecido. Primeiro pelo fato em si ser de uma grandeza espetacular no mundo, onde o show se completa com a música, a performance do artista, a natureza exuberante do local, a cultura, o lazer e o turismo na Paraíba, fazendo do pôr do sol do Jacaré o atrativo turístico mais visitado da Paraíba.

Com um saldo de onze anos de apresentações, esse é um momento para celebrar uma caminhada de muita ação em defesa da cultura musical e do turismo paraibano. Com seu barquinho, seu sax e tocando para o sol o Bolero de Ravel, Jurandy ganhou reconhecimento internacional, levando sua arte em apresentações em outros países. O artista já esteve em Paris, fazendo parte das comemorações do “Ano do Brasil na França”, com convite para conhecer as raízes de Ravel.

Hoje, ao se apresentar durante o pôr do sol no Jacaré, percorrendo um trecho do rio em frente aos bares e o calçadão do Parque Turístico Municipal da Praia de Jacaré em um tradicional barco a remo, tocando a imortal obra de Maurice Ravel, Jurandy do Sax é a maior e a mais famosa atração turística da Paraíba. É ainda o artista paraibano que mais se faz presente na mídia local, regional e nacional.

Por tudo isso, a Paraíba realizou uma grande festa para comemorar o feito do artista ao executar seu “Bolero de número 3.000” no ano de 2009. A programação cultural que contou com a participação de grandes músicos convidados, como Ivanildo O Sax de Ouro e Caio Mesquita, além de artistas paraibanos como JP Sax, aproximando expressões artísticas e enaltecendo a contemplação do pôr-do-sol.

Com esse conjunto de atividades o Festival 3.000 boleros apresentou à Paraíba, ao Brasil e ao mundo, nos dias 11 e 12 de julho de 2009, um evento cultural e turístico com a cara do nosso povo, indo ao encontro do desejo e vontade de amplos setores da sociedade. O anseio de restabelecer o verdadeiro momento do pôr-do-sol como espaço de entretenimento, celebração e afirmação do segmento do turismo cultural da nossa terra.

Fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/

quinta-feira, 22 de setembro de 2011



O concurso envove servidores municipais e alunos das escolas e dos coletivos do Projovem Adolescente

É através de ciclos de palestras nas escolas e nos coletivos do Projovem Adolescente e ações de divulgação nas secretarias municipais, que a Secretaria Executiva da Mulher vem conquistando a adesão de participantes para o segundo concurso de redação sobre Gênero Raça e Etnia. As inscrições seguem até o dia seis de outubro. Mais informações também pelo e-mail pro.equidadejaboatao@gmail.com.

De acordo com a coordenadora de Projetos e Gestão Institucional Laura Monfort, as palestras envolvem discussões relacionadas ao tema “O papel da mulher negra na formação da identidade cultural do povo brasileiro”, principal temática do concurso. “Isso já garante subsídios de argumentos e reflexões para que os estudantes possam escrever seus textos”, destaca Monfort. No momento, mais de sete instituições escolares foram visitadas. A ação também vai seguir pelas escolas da área rural da cidade.

Em relação ao incentivo a participação dos servidores, cada secretaria já estar autorizada a distribuir folders, o regulamento impresso e a fica de inscrição. “Nosso intuito é superar o número de participantes do concurso de 2010 e dá mais ênfase a necessidade de colocar em pauta questões sobre gênero e raça em todo município”, disse Laura Monfort.

A realização da primeira edição do concurso foi uma das atividades que premiou a Prefeitura de Jaboatão com o Selo Pró- equidade de Gênero, do Governo Federal.

O processo de inscrição teve início no último dia seis de setembro. Mais informações no regulamento do concurso abaixo:

BAIXE AQUI O REGULAMENTO.

Fonte:http://www.jaboatao.pe.gov.br/jaboatao/secretarias/desenvolvimento-social/2011/09/21/NWS,413620,52,553,JABOATAO,2132-SEGUEM-INSCRICOES-CONCURSO-MUNICIPAL-REDACAO-SOBRE-GENERO-RACA-ETNIA.aspx

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Os autores pernambucanos que caem no vestibular


Sociólogo, antropólogo e escritor, Gilberto de Melo Freyre nasceu no Recife, a 15/03/1900. Autor de dezenas de livros, entre os quais "Casa Grande e Senzala" (1933), seu mais importante trabalho, obra considerada fundamental para o entendimento da formação da sociedade brasileira.

Escreveu seu primeiro poema aos 11 anos de idade e, em 1917, concluiu, no Recife, o curso colegial (Colégio Americano Gilbeath de Pernambuco), seguindo, no princípio de 1918, para os USA, onde fez seus estudos universitários: na Universidade de Baylor (bacharelado em Artes Liberais com especialização em Ciências políticas e Sociais) e na Universidade de Colúmbia (mestrado e doutorado em Ciências Políticas, jurídicas e Sociais) onde defendeu, em 1922, a tese "Vida Social no Brasil em Meados do Século XIX".

Viaja a países da Europa e retorna ao Brasil em 1923. Considerado pioneiro da Sociologia no Brasil, em 1926 foi um dos idealizadores do I Congresso Brasileiro de Regionalismo do qual resultou a publicação do Manifesto Regionalista - documento contrário à Semana de Arte Moderna de 1922 e que valorizava o regionalismo nordestino em confronto com as manifestações da "cultura européia".

Em 1936 e 1959, publica, respectivamente, os livros "Sobrados e Mocambos" e "Ordem e Progresso", obras que, com "Casa Grande e Senmzala", formam uma trilogia sobre a história da sociedade patriarcal brasileira.


Foi pioneiro no Brasil ao abordar, em estudos sociológicos, temas como alimentação, moda, sexo etc. e causou polêmica ao defendera tese de que a riqueza cultural brasileira originou-se da mistura de raças (a missisgenação racial) propiciada pelo fato de o colonizador português não ter preconceitos raciais e isso teria facilitado o contacto com o colonizado cordato.

Em 1946 foi eleito deputado federal constituinte (UDN-PE), sendo vice-presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara e representante do governo brasileiro na Assembléia geral das Nações Unidas em 1947. Quando deputado, apresentou o projeto de criação do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (posteriormente transformado em fundação).

De 1926 a 1930, foi secretário particular do então governador de Pernambuco, Estácio Coimbra. Durante a ditadura Vargas foi preso três vezes. Apoiou o governo militar que se instalou no Brasil em 1964 e, posteriormente, defenderia uma reabertura.

Foi, também, pintor. Como jornalista, dirigiu o jornal "A Província" (Recife) e o Diario de Pernambuco; escreveu para a revista O Cruzeiro e colaborou com várias revistas estrangeiras, entre as quais The American Scholar (USA), The Listener (Londres), Diogène (Paris), Kontinent (Viena) e outras.

Era integrante do Conselho Federal de Cultura desde a sua criação; foi presidente do conselho-diretor da Fundação Joaquim Nabuco (Recife); ; detentor de vários prêmios literários e doutor Honoris Causa de dezenas de universidades brasileiras e estrangeiras. Da Rainha Elezibeth II recebeu o título de Cavaleiro do Império Britânico. Morreu no Recife, a 18/07/1987, de isquemia cerebral, depois de passar uma semana na UTI do Hospital Português.

Interpretação da obra

Segundo Celso Pedro Luft, Gilberto Freyre "é uma das glórias do pensamento brasileiro". No Dicionário de Literatura Portuguesa e Brasileiro, Luft assim define o autor pernambucano: "A rigorosa formação universitária, as qualidades de cientista e artista, o seu anti-sectarismo permitiram-lhe imprimir novos rumos aos estudos socioculturais. Rumos mais metódicos, mais técnicos, para progredir nos caminhos de Sílvio Romero e Euclides da Cunha. Casa Grande & Senzala é um marco de suma importância para a ciência e as letras brasileiras, valendo ao autor projeção internacional".

Ainda segundo Celso Luft, Gilberto Freyre foi "um pensador equilibrado, soube evitar os extremos: como cientista foge aos exageros cientificistas, como artista nada tem de estetismo. Revolucionando o ensaio científico nos seus métodos, revolucionou-o também na expressão.

A sua prosa, pobre na aparência, é antes sóbria e precisa. Vocabulário reduzido, terminologia científica só rigorosamente necessária, pouca adjetivação. Não qualifica; faz das comparações os seus adjetivos -como observou Luís Jardim. Mas, preferindo palavras simples e pouco numerosas, evitando o preciosismo, a retórica, o supérfluo - G.F. imprime grande plasticidade, colorido e ritmo à sua prosa".

Celso Pedro Luft conclui: "Pela expressão concreta, pelas imagens fortes, pelo vocabulário e fraseado vivo, Gilberto Freyre consegue dar força e calor humano ao que escreve. Daí o interesse com que se lêem os seus ensaios que, sem o estilo pessoal do autor, facilmente seriam áridos ou indigestos".

Sobre Casa Grande & Senzala, Celso Luft escreve: "Pode-se dizer que, com esse livro, Gilberto Freyre iniciou o ensaio científico, em contraposição ao ensaio acadêmico; revolucionou os estudos de sociologia histórica brasileira. Nessa obra, como nas que se lhe seguem, uma ampla e inteligente pesquisa justifica as conclusões".

Prêmios e medalhas

Prêmio da Sociedade Felipe d'Oliveira, RJ, 1934 * Prêmio Anisfield-Wolf, USA, 1957 * Prêmio de Excelência Literária, Academia Paulista de Letras, 1961 * Prêmio Machado de Assis, Academia Brasileira de Letras (conjunto de obra), 1962 * Prêmio Moinho Santista de Ciências Sociais, 1964 * Prêmio Aspen, Instituto Aspen, USA, 1967 * Prêmio Internacional La Madonnina, Itália, 1969 * Troféu Novo Mundo, São Paulo, por "obras notáveis em Sociologia e História", 1973 * Troféu Diários Associados, por "maior distinção atual em Artes Plásticas", 1973 * Prêmio Jabuti, Câmara Brasileira do Livro, 1973 * Sir - "Cavaleiro Comandante do Império Britânico", distinção conferida pela Rainha da Inglaterra em 1971 * Medalha Joaquim Nabuco, Assembléia Legislativa de Pernambuco, 1972 * Medalha de Ouro José Vasconcelos, Frente de Afirmación Hispanista de México, 1974 * Educador do Ano, Sindicato dos Professores do Ensino Primário e Secundário em Pernambuco e Associação dos Professores do Ensino Oficial, 1974 * Medalha Massangana, Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, 1974 * Prêmio Caixa Econômica Federal, Fundação Cultural do Distrito Federal, 1979 * Prêmio Moinho Recife, 1980 * Medalha da Ordem do Ipiranga, do Estado de São Paulo, 1980 * Grã-cruz da República Federal Alemã, 1980.

Títulos

Doutor Honoris Causa, em Letras, pela Universidade de Columbia * Doutor Honoris Causa pela Sorbonne * Doutor Honoris Causa, em Letras, pela Universidade de Coimbra * Doutor Honoris Causa, em Letras, pela Universidade de Sussex, Inglaterra * Doutor em Ciências Políticas, Jurídicas e Sociais, pela Universidade de Münster, Alemanha * Doutor Honoris Causa, em Filosofia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro * Doutor Honoris Causa, em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Universidade Federal de Pernambuco * Adstrito Honorário da Universidade de Salamanca, Espanha * Adstrito Honorário da Universidade de Buenos Ayres * Professor Honorário das universidades federais de Pernambuco, Bahia e Paraíba.

Bibliografia completa

1933: Casa Grande e Senzala (Formação da Família Brasileira sob o Regime de Economia patriarcal), Maia & Schmidt Ltda, RJ. 20a edição, comemorativa do 80o aniversário do autor, pela Editora José Olympio/Instituto Nacional do Livro, com ilustrações de Tomás Santa Rosa, Cícero Dias e Poty e poemas de Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira; prefácio de Eduardo Portella e crônica de José Lins do Rego. Traduções nas línguas espanhola, inglesa, francesa, alemã, italiana e polonesa e edição em Portugal.

1934: Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife, com ilustrações de Luís Jardim, Edição do Autor. 4a edição pela Editora José Olympio, RJ, 1968, com fotografias e ilustrações de Luís Jardim e Rosa Maria.

1935: Artigos de Jornal, Casa Mouzart, Recife. Incluído em Retalhos de Jornais Velhos.

1936: Sobrados e Mocambos (Decadência do Patriarcado Rural e Desenvolvimento do Urbano), Companhia Editora Nacional, São Paulo. 2a edição, refundida, 3 volumes, com ilustrações de Lula Cardoso Ayres, Manuel Bandeira, Carlos Leão e do autor, Editora José Olympio, RJ, 1951. Várias edições seguintes e edições também inglesa e norte-americana.

1937: Nordeste (Aspectos da Influência da Cana Sobre a Vida e a Paisagem do Nordeste do Brasil), com fotografias e ilustrações de Manuel Bandeira, Editora José Olympio, RJ. Várias edições seguintes e traduções espanhola, francesa e italiana.

1938: Conferências na Europa, Ministério da Educação e Saúde, RJ. Revisto e aumentado, passou a constituir O Mundo que o Português Criou.

1939: Açúcar (Algumas Receitas de Doces e Bolos dos Engenhos do Nordeste), com ilustrações de Manuel Bandeira, Editora José Olympio, RJ. A partir de 1969, novas edições, aumentadas, sob o título Açúcar (Em Torno da Etnografia, da História e da Sociologia do Doce no Nordeste Canavieiro do Brasil), com ilustrações de Manuel Bandeira.

1939: Olinda - 2o Guia prático, Histórico e Sentimental de Cidade Brasileira, edição do autor, Recife, com ilustrações de Manuel Bandeira. Várias edições seguintes, revistas e aumentadas, pela Editora José Olympio, RJ.

1940: Diário Íntimo do Engenheiro Vauthier (prefácio e notas), Ministério da educação, RJ. Incluído na segunda edição de Um Engenheiro Francês no Brasil.

1940: Um Engenheiro Francês no Brasil - prefácio do prof. Paul Arbousse-Bastide. 2a edição em 2 volumes ilustrados, 1960: 1o vol. Um Engenheiro Francês no Brasil; 2o vol. Diário Íntimo de Louis Léger Vauthier, Cartas Brasileiras de Vauthier, tradução de Vera M.F. de Andrade e prefácio, introdução e notas de G. Freyre. Todas as edições pela Editora José Olympio, RJ.

1940: Memória de Um Cavalcanti (Introdução às), Companhia Editora Nacional, SP. Incluído em O Velho Félix e suas Memórias de um Cavalcanti.

1940: O Mundo que o Português Criou (Aspectos das Relações Sociais e de Cultura do Brasil com Portugal e as Colônias Portuguesas), Editora José Olympio. Edição em Portugal.

1941: Região e Tradição, prefácio de José Lins do Rego e ilustrações de Cícero Dias, Editora José Olympio, RJ. 2a edição Gráfica Record Editora, RJ, 1968.

1942: Ingleses, prefácio de José Lins do Rego, Editora José Olympio.

1943: Problemas Brasileiros de Antropologia, Casa do Estudante do Brasil, RJ. Edições seguintes, com prefácio de Gonçalves Fernandes, pela Editora José Olympio, RJ.

1944: Perfil de Euclides e Outros Perfis, desenhos de Santa Rosa e C. Portinari, Editora José Olympio, RJ.

1944: Na Bahia, Em 1943, Companhia Brasileira de Artes Gráficas, RJ.

1945: Sociologia I (Introdução ao Estudo dos Seus Princípios), 2 volumes, várias edições, todas pela Editora José Olympio, com prefácio de Anísio Teixeira.

1945: Brazil: An Interpretation, Alfred A. Knopf, Nova Iorque. 2a edição em 1947 (texto expandido em New World in the Tropics). Edição brasileira: Interpretação do Brasil, tradução e introdução de Olívio Montenegro, Editora José Olympio, RJ, 1947. Edições também em Portugal, Itália, México.

1948: Ingleses no Brasil (Aspectos da Influência Britânica sobre a Vida, a Paisagem e a Cultura do Brasil), Editora José Olympio, RJ.

1950: Quase Política (9 Discursos e 1 Conferência), Editora José Olympio, RJ. 2a edição em 1966.

1953: Um Brasileiro em Terras Portuguesas (Introdução a uma Possível Lusotropicologia, Acompanhada de Conferências e Discursos Proferidos em Portugal e em Terras Lusitanas e ex-Lusitanas da Ásia, da África e do Atlântico), Editora José Olympio, RJ. Edição também em Portugal.

1953: Aventura e Rotina (Sugestões de uma Viagem à Procura das Constantes Portuguesas de Caráter e Ação), Editora José Olympio, RJ, e edição em Portugal.

1955: Assombrações do Recife Velho, Editora Condé, RJ. 2a e 3a edições pela José Olympio, 1970 e 1974.

1956: Problème de Changement Social Au 20eme Siècle (com L. von Wiese, Morris Guinsberg e Georges Davy), Londres e Hereford.

1958: Integração Portuguesa nos Trópicos. Portuguese Integration in the Tropics. Junta de Investigações do Ultramar, Vila Nova de Famalicão, Portugal.

1959: Ordem e Progresso (Processo de Desintegração das Sociedades Patriarcal e Semipatriarcal no Brasil sob o Regime de Trabalho Livre: Aspectos de um Quase Meio Século de Transição do Trabalho escravo para o Trabalho Livre; e da Monarquia para a República), 2 volumes, Editora José Olympio, RJ. Edição também em língua inglesa.

1959: O Velho Félix e suas Memórias de um Cavalcanti, Editora José Olympio, RJ.

1959: New World in the Tropics, Knopf, Nova Iorque. edição em língua portuguesa: Novo Mundo nos Trópicos, tradução de Olívio Montenegro e Luís Miranda Corrêa, 1a edição pela Companhia Editora nacional, SP, 1971. Também editada no Japão.

1959: A Propósito de Frades, Universidade da Bahia.

1960: Brasis, Brasil e Brasília, Livros do Brasil, Lisboa. 2a edição,atualizada, Gráfica Record Editora, RJ, 1968.

1961: O Luso e o Trópico - Sugestões em Torno dos Métodos Portugueses de Integração de Povos Autóctones e de Culturas Diferentes da Européia num Complexo Novo de Civilização: O Lusotropical, editado pela Comissão Executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, Lisboa. edições também em francês e inglês.

1961: Sugestões de um Novo Contacto com Universidades Européias, Imprensa Universitária, Recife.

1962: Arte, Ciência e Trópico (Em Torno de Alguns Problemas de Sociologia da Arte), Edições Martins, SP.

1962: Homem, Cultura e Trópico, Imprensa Universitária, Recife.

1962: Vida, Forma e Cor, Editora José Olympio, RJ, prefácio de Renato Carneiro Campos.

1962: Talvez Poesia, Editora José Olympio, RJ, prefácio de Mauro Mota.

1963: Brazil, Pan American Union, Washington.

1963: O Escravo nos Anúncios de Jornais Brasileiros do Século XIX, Imprensa Universitária, Recife e 2a edição pela Companhia Editora Nacional/Instituto Joaquim Nabuco, em 1979.

1964: Vida Social no Brasil nos Meados do Século XIX, tradução do original inglês (Social Life in Brazil in the Middle of the 19th Century) por Valdemar Valente e prefaciada pelo autor, Instituto Joaquim Nabuco, Recife.

1964: Retalhos de Jornais Velhos, Editora José Olympio, RJ, prefácio de Luís Jardim.

1964: Dona Sinhá e o Filho Padre (seminovela), editora José Olympio, RJ. Edições também norte-americana e em Portugal.

1965: Seis Conferências em Busca de um Leitor, Editora José Olympio, RJ.

1966: The Racial Factors in Contemporany Politics, Sussex, Inglaterra.

1967: Sociologia da Medicina, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

1968: Oliveira Lima, Dom Quixote Gordo (com 60 cartas inéditas de Oliveira Lima), Imprensa Universitária, Recife. 2a edição em 1970.

1968: Como e Porque Sou e Não Sou Sociólogo, Editora Universidade de Brasília.

1968: Contribuição Para Uma Sociologia da Biografia (O Exemplo de Luís de Albuquerque, Governador de Mato Grosso, no fim do Século XVIII), 2 volumes, Academia Internacional de Cultura Portuguesa, Lisboa. 2a edição pela Fundação de Cultura de Mato Grosso, 1978.

1969: Transformação Regional e Ciência Ecológica, Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, Recife.

1970: Cana e Reforma Agrária (com outros autores), Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, Recife.

1971: Seleta para Jovens, Organizada pelo autor com a colaboração de Maria Elisa Dias Collier, Editora José Olympio, RJ.

1971: The History of Brazil, 3 volumes, edição conjunta de The Masters and Slaves, The mansions and the Shanties e Order and Progress, Secker & Warbury, Londres.

1971: Nós e a Europa Germânica (Em Torno de Alguns Aspectos das Relações do Brasil com a Cultura Germânica no Decorrer do Século XIX), Grifo Edições/INL, Rio de Janeiro/Brasília.

1971: A Casa Brasileira (Tentativa de Síntese de Três Diferentes Abordagens, já Realizadas pelo Autor, de um Assunto Complexo: a Antropológica, a Histórica, a Sociológica), Grifo Edições, RJ.

1972: A Condição Humana e Outros Temas - Trechos escolhidos por Maria Elisa Dias Collier, Grifo Edições/INL, Rio de Janeiro/Brasília.

1973:Além do Apenas Moderno (Sugestões em Torno de Possíveis Futuros do Homem, em Geral, e do Homem Brasileiro, em Particular), Editora José Olympio, RJ. Edição também na Espanha.

1974: The Gilberto Freyre Reader. Transl. by Barbara Shelby. Alfred A. Knopf, New York.

1975: Tempo Morto e Outros Tempos (trechos de um diário de adolescência e primeira mocidade - 1915/1930), Editora José Olympio.

1975: A Presença do Açúcar na Formação Brasileira, Instituto do Açúcar e do Álcool.

1975: O Brasileiro Entre os Outros Hispanos: Afinidades e Possíveis Futuros nas suas Inter-relações, Editora José Olympio/INL.

1977: O Outro Amor do Dr. Paulo (seminovela, continuação de Dona Sinhá e o Filho Padre), Editora José Olympio, RJ.

1977: Antologia, Ediciones Cultura Hispánica, Madri.

1977: Obra Escolhida (Casa Grande & Senzala, Nordeste e Novo Mundo nos Trópicos), Nova Aguilar, RJ.

1978: Alhos & Bugalhos, Editora Nova Fronteira, RJ.

1978: Cartas do Próprio Punho Sobre Pessoas e Coisas do Brasil e do Estrangeiro, Conselho Federal de Cultura, RJ.

1979: Heróis e Vilões no Romance Brasileiro, Cultrix/Editora da USP.

1979: OH de Casa! - Em Torno da Casa Brasileira e da sua Projeção sobre um Tipo Nacional de Homem, Artenova/Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais.

1979: Tempo de Aprendiz, Ibrasa/INL.

1979: Pessoas, Coisa e Animais, MPM Propaganda.

1980: Poesia Reunida, Edições Pirata, Recife, com ilustrações de Marcos Cordeiro.

1988: Ferro e Civilização no Brasil, Fundação Gilberto Freyre, Recife, e Editora Record, Rio de Janeiro.

Adaptção para teatro: Casa Grande & Senzala, drama em três atos, de José Carlos Cavalcanti Borges, Serviço Nacional de Teatro, RJ.


Livros sobre Gilberto Freyre


1944: Gilberto Freyre (Notas biográficas), ilustrado, de Diogo de Melo Menezes, prefácio de Monteiro Lobato, Casa do Estudante do Brasil, RJ.

1962: Gilberto Freyre, Sua Ciência, Sua Filosofia, Sua Arte (64 ensaios sobre G.F. e sua influência na moderna cultura do Brasil), obra comemorativa do jubileu de prata de Casa grande & Senzala, ilustrado, Editora José Olympio, RJ.

1979: Casa Grande & Senzala, Obra Didática?, de Gilberto de Macedo, Editora Cátedra/INL.

1984: O Elogio da Dominação - Relendo Casa Grande & Senzala, Maria Alice de Aguiar Medeiros, Achiamé, RJ.


Outros: Casa Grande & Senzala foi o tema escolhido pela Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira para o seu desfile no carnaval carioca de 1962.

Fonte:http://www.pe-az.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=313:gilberto-freyre&catid=60:vestibular-autores-pernambucanos&Itemid=168

sábado, 10 de setembro de 2011

O MONSTRO LABATUT


O Labatut é um monstro que apresenta origem européia ao qual foi acrescentado elementos indígenas. A princípio, Labatut adquiriu seu caráter de malvado como herança da imagem que ficou na lembrança do povo sobre a atuação do general Pedro LABATUT, que esteve no Ceará, de junho de 1832 a abril de 1833, reprimindo a insurreição de Joaquim Pinto Madeira. Dizia-se que esse general era extremamente violento e muito cruel. Fuzilou muitos negros, surrou muitas pretas, e em virtude de incontrolável crueldade acabou revoltando até o exército.

A sua forma monstruosa foi acrescentada pelo imaginário indígena que era fértil na composição de monstros animalescos.

LABATUT (segundo José Martins de Vasconcelos)

Era noite e a cidade dormia pacificamente em seu habitual conchego sertanejo.

-"Cala esse assobio, menino!", gritava minha mãe, aturdida com o meu assobiar.

Era a hora em que todos em casa descansavam da labuta e dormiam placidamente.

-"Cala esse assobio menino! Não ouves??"

-"O que?" - indaguei, curioso e insistente, procurando descobrir naquilo alguma piegueci para zombar...

-"Então não ouves o tropel de Labatut? Escuta...ele vem na ventania que já se aproxima rugindo! O vento geme longe... ele vem...Ao sair da lua entrará na cidade como um cão danado, devorando tudo que encontrar: homens, mulheres e meninos!...Ai do que cair nas suas mãos, porque jamais verá os seus queridos entes: irá dormir eternamente nas suas entranhas insaciáveis, cheias de fogo!"

-"E o que é Labatut, mamãe?" - perguntei, agora mais trêmulo e assustado que zombeteiro, crendo ver ali uma monstruosidade do outro mundo, coisa tida para mim "in illo tempore", como caverna incomensurável cheia de bichos descomunais, ferozes, e tudo isso, misturado com tais almas penadas que me faziam tremer, ouvindo-lhes as estórias fantásticas e macabras!

-"Fala baixo!...Queres morrer engolido? Labatut ouve de longe! Ele traz a ventania para ninguém ouvir-lhe a bulha dos passos pesados e retinentes, e para mais facilmente abocanhar a presa!"

E eu, engolindo um grito prestes a explodir, engasguei-me alguns segundos, tendo os olhos esbugalhados, luzindo na escuridão do quarto, como se alguém me comprimisse a garganta, fazendo-me extertorar, fustigando-me, impiedosamente! Afinal, estourei, balbuciando surdamente:

-"Mas quem é Labatut? Diga...Tenho medo!"

E, minha mãe, sibilando por entre os dentes uma resposta arranjada a jeito, prosseguia:

“Labatut é um bicho pior que o Lobisomem, pior que a Burrinha, pior que a Caipora e mais terrível que o Cão-Coxo. Ele mora, como dizem os velhos, no fim do mundo, e todas as noites percorre as cidades, para saciar a fome, porque ele vive eternamente esfaimado. Anda a pé; os pés são redondos, as mãos compridas, os cabelos longos e assanhados, corpo cabeludo, como o porco espinho, só tem um olho na testa como os cíclopes da fábula e os dentes são como as presas do elefante!. Ele gosta muito mais de meninos, porque são menos duros que os adultos! Ao sair da lua, ele, que anda ligeiro, entrará pelas ruas num trote estugada, pairando às portas para ouvir quem fala, quem canta, quem assobia e quem ressonar alto e zás! Devorar!...Os cães dão sinal, latindo-lhe atrás!”.

SIMBOLISMO DA LENDA

A crueldade e brutalidade humana está personificada na lenda sob a forma de Labatut. Os animais não são cruéis, pois vivem instintivamente e só matam ou devoram quando são ameaçados ou estão com fome. A imagem animalesca de Labatut refletem a idéia que o homem faz de si próprio, isto é, ele projeta nos animais seus ódios, seus desejos, seus temores...

O animal é a realidade, enquanto que o homem para fugir dela, criou um mundo imaginário. Os monstros criados pela imaginação fértil do homem simbolizam as dificuldades a vencer ou os obstáculos a ultrapassar. O monstro é a imagem do "Eu inconsciente", que é necessário vencer, para desenvolver o "Eu individualizado".

Encontramos exatamente essa mesma noção no monstro do pesadelo, o qual personifica o medo ou o perigo. O sonhador deve enfrentar esse monstro noturno, porque, do contrário, ressurgirá cedo ou tarde em outro sonho. Dominar o medo já é vencer o monstro!

Texto pesquisado e desenvolvido por ROSANE VOLPATTO

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sou filha do rei - Dalinha Catunda

SOU FILHA DO REI
(Dalinha Catunda)

Nasci na terra da luz
Pegando sol na moleira
Tomando banho de açude
Pulando da ribanceira
Brincando de tibungar
Nos rios do meu lugar
Na meninice brejeira.
*
Em noite de lua cheia,
Sob o luar do sertão
Serenatas escutei
Nos acordes da paixão
Presente de namorados,
Poéticos, apaixonados,
Escravos do coração.
*
Feliz eu era e sabia
Nas terras de Alencar
No leque da carnaúba
Ouvia o vento cantar
Assobiando bonito
No entre palmas um agito
Formando um grácil bailar.
*
Nasce detrás de um serrote,
O rei sol na minha terra,
Mas na boquinha da noite
Quanta beleza ele encerra
Com a sua vermelhidão
Tinge de rubro o sertão
E se esconde atrás da serra.
*
No sertão do Ceará
Eu nasci e me criei.
Já andei por muitos reinos
Mas lá sou filha do rei!
No condado de Ipueiras
Depois de romper barreiras
Meu palacete montei.


Dalinha Catunda
www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.cordeldesaia.blogspot.com

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O menino que queria comer bosta




Literatura de Cordel
http://literaturadecordel.vila.bol.com.br

Literatura de Cordel
Autor: Francisco Diniz
João Pessoa-PB, 26 de setembro de 2005, 04:00 H.

A vida é muito bela,
Nós temos que dar valor,
Aproveitar os momentos,
Guardar bem o que passou,
Saber viver o presente
Com amigos e parentes
Ou seja lá com quem for.

Se o instante for de dor,
Que possamos refletir
No que devemos fazer
E entender que o existir
É feito de mal e bem,
De sim, não, talvez, porém,
De chorar e de sorrir.

A vida é o porvir,
É o ontem, é o agora,
É o ganhar, é o perder,
É água, é luz, é flora,
É o saber, é a ignorância,
É a miséria, é a bonança,
É fogo, é dentro, é fora.
-1-

É o chegar, é ir embora,
É chuva, é sol, é dia,
É noite, é acordar,
É dormir, é ventania,
É correr, é caminhar,
Mas é também se sentar,
É prosa e é poesia...

É tristeza, é alegria,
É o que não sei escrever.
A vida é um mistério,
Talvez se aprenda ao morrer,
E eu peço licença aqui
Para poder exprimir
O meu cordel pra você.

A história vou oferecer
A um ente muito amado
Que já não está entre nós:
Nilton foi pro outro lado,
Mas se estivesse aqui
Ele morreria de rir,
Pois o causo é engraçado.
-2-

Um dia eu estava sentado
Embaixo de um juazeiro,
Lá no sítio do Pé Branco,
9 do mês de janeiro,
2004, o ano,
Ao lado do quase mano
Elineto, o verdadeiro,

Aliás, é o primeiro,
Na arte de bem mentir,
De contar história engraçada
Pra fazer o povo rir,
E o que ele me contou,
Depois que a gente almoçou,
Eu faço o registro aqui.

Nós estávamos ali
Um pouco a descansar
Esperando tio Raimundo,
Zaca e Doutor pra contar
O nosso trabalho final:
Medir as terras de Vital,
O que este tinha pra herdar.
-3-

- Nenen eu vou lhe contar,
Começava Elineto,
Contar o que aconteceu
Num lugar aqui bem perto,
Você preste atenção
E veja quem tem razão,
Se isso é errado ou certo:

Um menino bem esperto,
Certa noite começou
A choramingar bastante
E muito tempo passou
Chamando pelos seus pais,
Vizinhos não tinham paz,
Todo o mundo escutou.

O danado abusou,
Parecia está doente:
"- Qüên, qüên, qüên, qüên, qüên, qüên, qüên",
Era uma zoada estridente,
O pai com raiva dizia,
- "Cala a boca Abdia,
Vai durmir, se acalente".
-4-

O menino descontente
Continuava a chorar.
- "Será pussíve muié,
Que o diabo num vai pará?
Trabaiei o dia intêro
E essa peste, desordêro,
Não me dêxa descansar?!

Levanta muié, vai lá,
Sabê o qui ele qué?
Acenda a lamparina,
Faça logo o qui pudé,
Mande ele calá a boca,
Será que você tá môca?
Isso é um cabaré!"

Finalmente a mulher
Foi à rede do menino:
- "O qui tu qué disgraçado?
Laiga de tu sê traquino,
Num viu qui teu pai falô
Qui ainda não descansou?
Te aquiéta e vai durmino!
-5-

Zé, ele tá insistino
E qué falá é cum você,
Dixe qui tá cum fome!"
- "Ora, o qui é qui eu vô fazê?
Não tem nada a essa hora,
Só me fartava isso agora,
O qui mais se farta vê?!"

O pai não queria entender
Aquela reclamação,
A mãe voltou pro seu quarto,
Pra Zé dava explicação:
"Num sei o qui se passou,
Esse minino jantou,
Cumeu feito um lião!"

Não havia trégua não,
O menino aperreava:
- "Qüên, qüên, qüên, qüên, qüên, qüên, qüên",
E direto ele gritava:
- "Ô pai, eu tô é cum fome!"
- "Parece qui num é hômi?!"
E o menino não parava.
-6-

Quando não mais agüentava,
Zé, da cama, levantou:
- "O qui diabo tu qué?
Com raiva ele indagou.
- "Pai eu quero é cumer,
Mas eu tem medo de dizê,
De expricar pu sinhô".

- "Meu fi, me faça o favô,
Diga logo o qui tu qué,
Pá vê se nóis te arranja
E acaba esse labacé,
Eu tô quereno durmir,
Bem cedo eu vou partir,
Pu roçado de Mané".

- "Se eu pidir o qui quisé,
O sinhô num acha rim?
- Peça meu fi, num se acanhe!"
- "E se o sinhô mangá de mim?"
- "Qui istóra é essa Abdia?
Dêxe logo de agonia,
Pode pidir qui eu digo sim!
-7-

E o menino falou assim:
- "Pai, eu quero cumer bosta!
Pode até ser muito estranho,
Eu num sei se o sinhô gosta,
Mas bosta eu quero cumer
E o sinhô pode trazer
Numa bacia feito posta".

O pai quase cai de costa
Com a conversa de Abdias.
- "Pai, num faça uma desfeita,
Num me corte essa aligria!
Vá lá fora no oitão,
Cague logo um toletão
E traga em minha bacia".

E o pai com muita ironia
L ogo trouxe pro herdeiro:
- "I nda falta alguma coisa?"
- "N ão, mas eu vou ser verdadeiro,
E sse banquete aqui
T á certo, e eu só como si
O sinhô cumer primeiro".
-8-
FIM
Francisco Diniz
João Pessoa-PB, 26 de setembro de 2005, 04:00 H.
_________________________________________
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E-mail: literaturadecordel@bol.com.br

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Do passado ao presente

Autor: Wilton Silva

Não a certo sem errado
futuro sem precedente
nem passado sem presente
nem forte sem fracassado
nem tudo que é contado
pode ser mesmo verdade
nem velho de pouca idade
nem mentira verdadeira
nem sério sem brincadeira
essa é a realidade

Mas o tempo vai passando
e tudo se modifica
tem o pobre que enrica
rico que entra no cano
tem quem cai no desengano
e quem atinge a fama
mas dessa para a lama
é um passo bem pequeno
cada qual fique sabeno
que o tempo a ninguém ama

Então vamos de demonstrar
de uma forma diferente
no passado e no presente
cada coisa a se falar
então queiram escutar
pois é uma realidade
a grande diversidade
desse mundão hoje em dia
diferente de um dia
que o passado faz saudade

O ladrão de antigamente
roubava uma galinha
do quintal da vizinha
mas logo o inconsequente
ficava era sem os dente
apanhava pra lascar
era preso sem contar
com a vergonha gigante
e logo o ignorante
nunca mais ia roubar

Hoje ladrão rouba banco
ou ganha para roubar
tem um novo patamar
usa colarinho branco
e para ser mais franco
tem orgulho do que faz
estuda é muito audaz
é de alta sociedade
é rico tem faculdade
cheio de viço e cartaz

No passado a amizade
era muito diferente
amigo estava com a gente
pra qualquer necessidade
era irmão na verdade
perto sempre que preciso
seja pra manter juízo
ou pra defender de briga
amigo nunca de intriga
seja rico ou seja lizo

Já amizade de agora
a gente muito discute
os amigo do orkut
são só por uma hora
quem vai o quem fica agora
não importa é virtual
e o amigo irreal
nunca que está presente
vai saber o que ele sente
no seu sentir natural

Sexo que se falava
só depois do casamento
feito em certo momento
que o casal ocultava
pois pouco se comentava
esse assunto particular
e ninguém ia tocar
por ser mal compreendido
não tinha duplo sentido
apenas duplo sentar

Não vale a pena citar
o sexo de hoje em dia
essa grande baixaria
que está em todo lugar
o povo a praticar
em casa boate e rua
todo canto mulher nua
vendendo o corpo barato
e esse triste relato
é a verdade mais crua

A criança foi um dia
motivo de grande afeto
era amada tinha teto
vivia com alegria
encantava quando sorria
era brincalhona e ágil
respeitada por ser frágil
crescia com tal carinho
seguia no seu caminho
respeitada em seu estagio

Já a criança de agora
só serve de objeto
é tirado seu afeto
não tem amor de outrora
o adulto a ignora
trabalha e é explorada
as vezes violentada
ou crescendo sem lugar
onde é que vai parar
geração pouco aceita
que o adulto rejeita
com casa, mas sem um lar

Casamento antigamente
foi algo mais que sagrado
era muito respeitado
feito uma vez somente
e o casal referente
vivia junto até o fim
não havia nada ruim
separação ou divorcio
era um grande consorcio
"naquele tempo era assim"

Já hoje o casamento
não dura uma semana
o casal que se engana
se separa no momento
não há mais o sentimento
nem respeito existe mais
hoje se casam iguais
mas o amor fica fora
e eu pergunto: e agora
o que é que falta mais

E a policia afamada
no passado era uma gloria
lembro que na nossa historia
era muito respeitada
uma classe muito honrada
defendendo nossa gente
combatendo delinquente
agindo em prol da verdade
por uma sociedade
que já foi tão diferente

Já hoje o policial
perdeu a reputação
desmerece sua ação
o que se faz na real
muito ato ilegal,
muito salario ruim
hoje a pouco em fim
policial de verdade
que mesmo na dificuldade
trabalha tão bem assim

Os alunos do passado
estudavam de verdade
tinha sim dificuldade
mas quem era dedicado
andava um bocado
pra conseguir instrução
sem ganhar um tostão
mas ganhando o conteúdo
antigamente o estudo
tinha uma outra função

Agora tudo perfeito
a escola é muito perto
livros e merenda , é certo
que são mesmo um direito
porem algo não aceito
que sei por experiencia
de se cobrar só frequência
pra manter bolsa família
formando assim uma pilha
de aluno sem competência

A musica que se ouvia
era muito mais bonita
gravada em disco e fita
era uma alegria
quando o respeito existia
do forro a bossa nova
toda canção era prova
de um talento a parte
pena que hoje essa arte
uns querem levar pra cova

Musica hoje é sem arte
forro é só putaria
mpb foi um dia
hoje só querem restart
o estilo que se aparte
as letras onde estão
está uma confusão
prefiro ser do passado
deixando a moda de lado
e curtindoGonzagão

O artista no passa do
não estava tão avista
se mostrava em entrevista
e era mais respeitado
era mais organizado
e até mais aplaudido
fazia por merecido
pelo seu belo trabalho
sem pegar certo atalho
cultivava seu estilo

O artista comumente
“da mídia televisiva”
pra manter sua chama viva
não é nada consciente
faz coisa sem precedente
fás barraco,polemiza
e a mídia prioriza
esse tipo de conflito
parece que acha bonito
apoiar quem não precisa

O cordel no passado
era arte respeitada
estava em toda bancada
era muito procurado
tudo pôr ele falado
do conto ao noticiário
foi um grande quebra galho
com jornal popular
estando em todo lugar
servindo desse trabalho

Já hoje e o cordel
sera que o povo conhece?
atualmente se esquece
da arte do menestrel
mas eu faço meu papel
não sucumbi ao progresso
no cordel ainda expresso
tudo o que estou dizendo
e se você está lendo
sei que estou tendo sucesso

Então saúdo o leitor
te desejo um bom futuro
que seja um porto seguro
feliz e acolhedor
mas amigo onde for
cultive o que aprendeu
os erros que cometeu
não devem ser repetidos
mas uns fatos aqui lidos
leve ao futuro seu.

Fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/