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terça-feira, 2 de novembro de 2010

HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS




O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.

É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos". O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação
Fonte: http://www.arquidiocese-sp.org.br

O NASCER PARA O ALÉM...

Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.

Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.

E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência: - porque não há formas para se tocar.
Presença: - porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez. Esse céu azul e misterioso.
Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos. Sentimos, quando mergulhados em oração, o
ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta...

E...
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir. Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!

Texto: Padre Juca
Adaptação: Sandra Zilio

CRENDICES E SUPERSTIÇÕES COM
A MORTE

• Quando morre uma pessoa, deve-se abrir todas as portas para a alma sair. Fecham-se porém os fundos da casa. A alma deve sair pela frente. A casa não deve ser fechada antes de sete dias pois o fel (as vísceras) do defunto só se arrebentará nesse prazo. Então a alma vai para o seu lugar. A novena de defunto é para a alma ir para onde foi destinada.

• Não se deve chorar a morte de um anjinho, pois as lágrimas molharão as suas asas e ele não alcançará o céu.

• Quando numa procissão, o pálio para defronte de alguma porta de uma casa, é isso presságio de morte de alguma pessoa dessa casa, porque o pálio para sempre defronte às janelas.

• Homem velho que muda de casa, morre logo.

• Quando a pessoa tem um tremor, é porque a morte passou por perto dela. Deve-se bater na pessoa que está próxima e dizer: Sai morte, que estou bem forte.

• Acender os cigarros de três pessoas com um fósforo só, provoca a morte da terceira pessoa. Outra versão: morrerá a mais moça dos três fumantes.

• Derrubar tinta é prenúncio de morte.

• Quando várias pessoas estão conversando e param repentinamente, é que algum padre morreu.

• Perder pedra de anel é prenúncio de morte de pessoa da família.

• Quando uma pessoa vai para a mesa de operação, não deve levar nenhum objeto de ouro, pois se tal acontecer, morre na certa.

• Não presta tirar fotografia, sendo três pessoas, pois morre a que está no centro.

• Doente que troca de cama, morrerá na certa. Outra versão: não morrerá.

• Não se deve deitar no chão limpo, pois isso chama a morte para uma pessoa da família.

• Quando pessoas vão caçar ou pescar, nunca devem ir em número de três, pois uma será picada por cobra e morrerá na certa.

• Quem come o último bocado morre solteiro.

• Se acontece de se ouvir barulho à noite, em casa, é que a morte está se aproximando.

• Quando morre uma pessoa idosa, morre logo um anjo seu parente (criança) para levar aquela para o céu.

• Defunto que está com braços duros, amolece-os se pedir que assim faça.

• Defunto que fica com o corpo mole é indício de que um seu parente o segue na morte.

• Quando o defunto fica com os olhos abertos é porque logo outro da família o seguirá.

• Não se deve beijar os pés de defunto, pois logo se irá atrás dele, morrendo também.

• Na hora da morte, fazer o agonizante segurar uma vela para alumiar o caminho que vai seguir.

• Em mortalha, a linha não deve ter nó.

• Água benta ou alcânfora temperada na pinga joga-se com um galho de alecrim, sobre o defunto.

• Quando uma pessoa jogar terra sobre o defunto na cova, deve pedir ao mesmo que lhe arranje um bom lugar no além. Se ele for para um bom lugar, arranjará; se para um mau quem pede está azarado. Bom é pedir lugar para o cadáver de um anjinho, pois este sempre vai para um bom lugar.

• Não se deve trazer terra do cemitério quando se volta de um enterro, pois ela traz a morte para a casa.

• A pessoa que apaga as velas após a saída do enterro morrerá logo. É bom colocar perto do caixão do defunto um copo d’água benta.

• Não presta ver muitos enterros, pois com isso se chama a morte para si.

• Quando passa um enterro, não se deve atravessar o acompanhamento, pois isso traz a morte para pessoas da família. Bom é acompanhar o enterro.

• Não presta acender só três velas para defunto; deve-se acender quatro.

(ARAÚJO, Alceu Maynard. Folclore nacional, São Paulo, Edições Melhoramentos. v. 1)

A HISTÓRIA DAS VELAS

No início desta história as velas não existiam como as conhecemos. Por volta do ano 50.000 a.C. havia uma variação daquilo que chamamos de velas, criada para funcionar como fonte de luz. Eram usados pratos ou cubas com gordura animal, tendo como pavio algumas fibras vegetais, apresentando uma diferença básica em relação às velas atuais, de parafina: a gordura que servia de base para a queima encontrava-se no estado líquido. Mesmo antes do ano 50.000 a.C. este tipo de fonte de luz era usada pelos homens, conforme pinturas encontradas em algumas cavernas.

Há menções sobre velas nas escritas Bíblicas, datando do século 10 a.C. Um pouco mais recentemente, no ano 3.000 A.C., foram descobertas velas em forma de bastão no Egito e na Grécia. Outras fontes de pesquisa afirmam que, na Grécia, as velas eram usadas em comemorações feitas para Artemis, a deusa da caça, reverenciada no 6º dia de cada mês, e representavam o luar. Um fragmento de vela do século I d.C. foi encontrado em Avignon, na França.

Na Idade Média as velas eram usadas em grandes salões, monastérios e igrejas. Nesta época, quando a fabricação de velas se estabeleceu como um comércio, a gordura animal (sebo) era o material mais comumente usado. Infelizmente, este material não era uma boa opção devido à fumaça e ao odor desagradável que sua queima gerava. Outro ingrediente comum, a cera das colméias de abelhas, nunca foi suficiente para atender a demanda.

Por muitos séculos as velas eram consideradas artigos de luxo na Europa. Elas eram feitas nas cidades, por artesãos, e eram compradas apenas por aqueles que podiam pagar um preço considerável. Feitas de cera ou sebo, estas velas eram depois colocadas em trabalhados castiçais de prata ou madeira. Mesmo sendo consideradas como artigos caros, o negócio das velas já despontava como uma indústria de futuro: em uma lista de impostos parisiense, no ano de 1292, eram listados 71 fabricantes.

Na Inglaterra, os fabricantes de velas de cera eram considerados de melhor classe se comparados àqueles que fabricavam velas de sebo. O negócio tornou-se mais rentável porque as pessoas estavam aptas a pagar mais por uma vela de cera. Em 1462 os fabricantes Ingleses de velas de sebo foram incorporados e o comércio de velas de gordura animal foi regulamentado.

No século 16 houve uma melhora no padrão de vida. Como passou a haver uma maior disponibilidade de castiçais e suportes para velas a preços mais acessíveis, estas passaram a ser vendidas por peso ou em grupos de oito, dez ou doze unidades.

As velas eram usadas também na iluminação de teatros. Nesta época elas eram colocadas atrás de frascos d'água colorida, com tons de azul ou âmbar. Apesar desta prática ser perigosa e cara para aquela época, as velas eram as únicas fontes de luz para ambientes internos.

A qualidade da luz emitida por uma vela depende do material usado em seu fabrico. Velas feitas com cera de colméia de abelhas, por exemplo, produzem uma chama mais brilhante que as velas de sebo. Outro material, derivado do óleo encontrado no esperma de baleias, passou a ser usado na época para aumentar o brilho das chamas. Devido a questões ambientais e ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este elemento não é mais usado.

Trabalhos para o estudo do oxigênio foram desenvolvidos observando-se a chama de uma vela. Como exemplo temos relatos feitos pelo químico amador Josehp Priestley, em agosto de 1774, que concluiu que, se a chama de uma vela se tornava mais forte e viva na presença de oxigênio puro, reação semelhante deveria ser observada em pulmões adoentados quando estimulados com este mesmo oxigênio.

O século 19 trouxe a introdução da iluminação a gás e também o desenvolvimento do maquinário destinado ao fabrico de velas, que passaram a estar disponíveis para os lares mais pobres. Para proteger a indústria, o governo Inglês proibiu que as velas fossem fabricadas em casa sem a posse de uma licença especial. Em 1811, um químico francês chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o sebo não era uma substância única, mas sim uma composição de dois ácidos gordurosos combinados com glicerina para formar um material não-inflamável.

Removendo a glicerina da mistura de sebo, Chevreul inventou uma nova substância chamada "Esterine", que era mais dura que o sebo e queimava por mais tempo e com mais brilho. Essa descoberta impulsionou a melhora na qualidade das velas e também trouxe, em 1825, melhoras ao fabrico dos pavios, que, devido à estrutura da vela, deixaram de ser mechas de algodão para se tornar um pavio enrolado, como conhecemos hoje. Essa mudança fez com que a queima da vela se tornasse uniforme e completa ao invés da queima desordenada, característica dos pavios de algodão.

Em 1830, teve início a exploração petrolífera e a parafina era um subproduto do petróleo. Por ser mais dura e menos gordurosa que o sebo, a parafina se tornou o ingrediente primário nas velas. Em 1854 a parafina e o esterine foram combinados para fazer velas muito parecidas com as que usamos hoje.

No ano de 1921 foi criado o padrão internacional de velas, de acordo com a intensidade da emissão de luz gerada por sua queima. O padrão tomava por base a comparação com a luminosidade emitida por lâmpadas incandescentes. Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este padrão não é mais utilizado como referência nos dias de hoje.

A parafina sintética surgiu após a 2ª Guerra Mundial e sua qualidade superior tornou-a o ingrediente primário de compostos de ceras e plásticos modernos.

Usada nos primórdios de sua existência como fonte de luz, as velas são usadas hoje como artigos de decoração ou como acessórios em cerimônias religiosas e comemorativas. Há vários tipos de velas, produzidas em uma ampla variedade de cores, formas e tamanhos, mas, quando mencionamos velas artesanais, nos referimos àquelas feitas manualmente, onde é possível encontrar modelos pouco convencionais, usados para diferentes finalidades, tais como: decoração de interiores, purificação do ambiente, manipulação da energia com base em suas cores e essências e etc.

Fonte:http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diafinados.html

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O verdadeiro significado de alguns ditados populares


Alguns ditados populares e suas devidas correções:

Dito Popular: “Quem tem boca vai a Roma”.
O correto seria: “Quem tem boca vaia Roma”. (do verbo vaiar).

Dito Popular: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro”.
O correto seria: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro”.

Dito Popular: “Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão”.
O correto seria: “Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão”.

Dito Popular: “Cor de burro quando foge”.
O correto seria: “Corro de burro quando foge!”

Dito Popular: “Cuspido e escarrado”. (alguém muito parecido com oura pessoa).
O correto seria: “Esculpido em carraro”. (tipo de mármore).

Dito Popular: "Quem não tem cão, caça com gato".
O correto seria: "Quem não tem cão, caça como gato". (ou seja, sozinho, esgueirando, astutamente, traiçoeiramente).

Veja também como surgiram esses:

O pior cego é o que não quer ver
Significado: Diz-se da pessoa que não quer ver o que está bem na sua frente. Nega-se a ver a verdade.
Histórico: Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D'Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.

De cabo a rabo
Significado: Total conhecedor. Conhecer algo do começo ao fim.
Histórico: Durante o período das grandes navegações portuguesas, era comum se dizer total conhecedor de algo, quando se conhecia este algo de "cabo a rabah", ou seja, como de fato conhecer todo o continente africano, da Cidade do Cabo ao Sul, até a cidade de Rabah no Marrocos (rota de circulação total da África com destino às Índias).

Andar à toa
Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.
Histórico: Toa é a corda com que uma embarcação remboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar. Uma mulher à toa, por exemplo, é aquela que é comandada pelos outros. Jorge Ferreira de Vasconcelos já escrevia, em 1619: Cuidou de levar à toa sua dama.

Casa de mãe Joana
Significado: Onde vale tudo, todo mundo pode entrar, mandar, etc.
Histórico: Esta vem da Itália. Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença (1326-1382), liberou os bordéis em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: "que tenha uma porta por onde todos entrarão". O lugar ficou conhecido como Paço de Mãe Joana, em Portugal. Ao vir para o Brasil a expressão virou "Casa da Mãe Joana". A outra expressão envolvendo Mãe Joana, um tanto chula, tem a mesma origem, naturalmente.

Onde judas perdeu as botas
Significado: Lugar longe, distante, inacessível.
Histórico: Como todos sabem, depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar enforcando-se numa árvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A história é omissa daí pra frente. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.

Da pá virada
Significado: Um sujeito da pá virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio.
Histórico: Mas a origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita. Hoje em dia, o sujeito da "pá virada", parece-me, tem outro sentido. Ele é O "bom". O significado das expressões mudam muito no Brasil com o passar do tempo.

Nhenhenhém
Significado: Conversa interminável em tom de lamúria, irritante, monótona. Resmungo, rezinga.
Histórico: Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen".

Estar de paquete
Significado: Situação das mulheres quando estão menstruadas.
Histórico: Paquete, já nos ensina o Aurélio, é um das denominações de navio. A partir de 1810, chegava um paquete mensalmente, no mesmo dia, no Rio de Janeiro. E a bandeira vermelha da Inglaterra tremulava. Daí logo se vulgarizou a expressão sobre o ciclo menstrual das mulheres. Foi até escrita uma "Convenção Sobre o Estabelecimento dos Paquetes", referindo-se, é claro, aos navios mensais.

Pensando na morte da bezerra
Significado: Estar distante, pensativo, alheio a tudo.
Histórico: Esta é bíblica. Como vocês sabem, o bezerro era adorado pelos hebreus e sacrificados para Deus num altar. Quando Absalão, por não ter mais bezerros, resolveu sacrificar uma bezerra, seu filho menor, que tinha grande carinho pelo animal, se opôs. Em vão. A bezerra foi oferecida aos céus e o garoto passou o resto da vida sentado do lado do altar "pensando na morte da bezerra". Consta que meses depois veio a falecer.

Não entender patavina
Significado: Não saber nada sobre determinado assunto. Nada mesmo.
Histórico: Tito Lívio, natural de Patavium (hoje Pádova, na Itália), usava um latim horroroso, originário de sua região. Nem todos entendiam. Daí surgiu i Patavinismo, que originariamente significava não entender Tito Lívio, não entender patavina.

Santinha do pau ôco
Significado: Pessoa que se faz de boazinha, mas não é.
Histórico: Nos século XVIII e XIX os contrabandistas de ouro em pó, moedas e pedras preciosas utilizavam estátuas de santos ocas por dentro. O santo era “recheado” com preciosidades roubadas e enviado para Portugal.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Futebol no Sertão

Literatura de Cordel
Autor: Valentim Quaresma
Capa: Leontino Quirino
Santa Helena-PB


Futebol é alegria
E o gol a grande emoção,
O psicólogo defende,
Faz liberar a tensão.
Nesse campo eu vou entrar,
Leitor eu quero falar
Do futebol no sertão.

Não pense que falarei
Do futebol dos milhões,
Jogadores que ganharam
Os títulos nas seleções,
Quero falar das peladas,
Partidas bem disputadas
Nas quebradas dos sertões.

Eu sou esse homem torto,
Do andar desaprumado,
Correndo pelo sertão,
Lugar muito iluminado...
Trabalho de sol a sol,
Depois vou pro futebol
E nunca fico cansado.
1

No sítio onde eu nasci,
Marcado pela pobreza,
A começar pelo solo,
São coisas da natureza,
Por isso sofremos tanto
A procura de um campo,
Foi grande a nossa peleja.

Arranjamos um local,
É um campinho pequeno,
Espaço bem desigual,
Sempre subindo e descendo,
Uma pedrinha miúda,
Vermelhinha, pontiaguda,
Bem afiada, um veneno...

Descalço, nesse terreno
E driblando a precisão,
Sempre com falta de bola,
De chuteira e de meião.
E para ser mais exato
Pedindo aos candidatos
No tempo da eleição...
2

Chegou ao sítio um barão,
Candidato a prefeito,
Fez uma reunião
Bem cordial e com jeito
E disse pra animar:
- Vou o esporte ajudar,
Só preciso ser eleito.

Meninos se eu ganhar
Não haverá mais pobreza...
Eu quero ofertar ao time
Um terno da Portuguesa,
Da qual eu sou torcedor,
Mas ninguém desconfiou
Que tudo era esperteza...

Eu tinha tanta certeza
Que o homem ia deixar
Terno, meião e chuteira,
Cheguei até a sonhar,
Na rede bateu meu pai:
- Meu filho assim você cai
Eu dando soco no ar...
3

Mas ao se aproximar
O dia da eleição,
Não gosto nem de lembrar,
Tamanha decepção...
O homem chamou o time
E anunciou o crime
Da chuteira e do meião...

Com um calçado na mão,
Começou a explicar:
- O terno eu não consegui,
Calção eu não posso dar,
Só tem meião e chuteira
E eu não vou fazer besteira,
Não posso mais confiar...

Agora eu vou entregar
Somente a do pé esquerdo,
Então depois que eu ganhar,
Acabará o segredo,
Quando eu já for o prefeito
Entrego a do pé direito,
Confiem, não tenham medo.
4

A equipe ficou triste,
Nesse dia não treinou,
O material entregue
A cada um jogador
Depressa foi devolvido
Porque aquele bandido
Graças a Deus não ganhou...

O time todo votou,
Pois ninguém tinha juízo,
Depois que o pleito passou
Fez-se o que foi preciso,
Continuou a treinar,
Toda hora, sem parar
Pra tirar o prejuízo...

Sertanejo pé pesado
Couro grosso, casca grossa
Tem coragem até demais
Esse pessoal da roça,
Começamos a ganhar
Torneio em qualquer lugar,
A vitória era nossa...
5

Fomos a um grande torneio
Lá no Sítio Umarizeiro...
O prêmio era de ponta
Nem troféu e nem dinheiro...
Naquela doce manhã
Ganhamos uma marrã
Para botar no chiqueiro...

O time com pulso firme,
Alegre, feliz da vida...
Ganhou lá no Sítio Altos
Uma cabrinha parida,
Um bode na Rua Nova,
As conquistas eram a prova
Que a equipe estava unida...

No Sítio Bezerro Morto,
Numa tarde ensolarada:
Uma novilha de porca
Muito gorda, bem cevada
Também engordou a lista
Desse tempo de conquistas
Da equipe consagrada...
6

Na hora da volta olímpica
Quase que deu confusão,
Deixaram o prêmio nas costas
Do pobre do capitão,
O coitado se esforçou
Quase que não completou
A volta de campeão.

Em fim, choveu no sertão,
Fizemos uma parada,
Fomos cuidar dos roçados
Diminuíram as peladas.
Zé Preto o treinador
Chamou o time e mostrou
Os títulos da temporada...

Uma galeria viva
E também muito esquisita,
Foi chamando cocho, cocho...
E mudou pra bita, bita...
Galinha, peru, marrã,
Foi essa a melhor manhã
Que eu passei na Bonita...
7

O treino, a dedicação,
O prazer de existir,
O respeito, a alegria
Sempre vão fazer surgir
Equipes de vencedores
Como a dos jogadores
Que listarei a seguir:

No gol ficava Carão,
Burrai e Zé Vaca Magra,
Corró, Antônio Morcego,
Buzica, Chico Chapada,
Valentim, Jiló, Melado
E Luís Arrupiado...
És a equipe formada.

Dê bola para as crianças,
Ensine-as a amar...
Onde você estiver
Não deixe de apoiar
Essa minha seleção,
Pois igual ao meu Sertão
Outro futebol não há.
Fim

Valentim Martins Quaresma Neto
Santa Helena-PB, junho de 2009

Fonte:http://literaturadecordel.vilabol.uol.com.br/

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dom Helder: Pastor da Liberdade PARTE I

Produzido pelos jornalistas Marcos Cirano, César Almeida e Ciro Rocha, o vídeo Dom Helder Pastor da Liberdade narra o que foi a vida de Dom Helder Câmara, então arcebispo de Olinda e Recife, durante o conturbado período da ditadura militar instalada no Brasil a partir de 1964.

Com duração de 18 minutos, traz depoimentos de jornalistas, padres, historiadores, políticos, ex-presos políticos e gente que conviveu e trabalhou com o líder religioso que representou um dos integrantes da Igreja Católica que mais se engajaram na luta pela liberdade e defesa dos direitos humanos.

No DVD, são mostradas a derrubada do governo Jango, a ascensão dos coronéis e a chegada, semanas depois do golpe, de Dom Helder para assumir a arquidiocese. É traçada uma cronologia da atuação de Dom Helder como um arcebispo engajado, que tinha sua casa metralhada, recebia ameaças e enfrentava a aversão dos militares que detinham o poder.

Patrocinado pela Companhia Hidro Elétrica do São Fancisco - Chesf, o DVD teve uma tiragem de 200 cópias, que foram distribuídas em bibliotecas e instituições públicas.

Fonte:http://www.pe-az.com.br/

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Poesia: Beijando a fita da viola de "Preto Limão"



(Trecho do Canto 08 do poema “Sertão de Espinho e de Flor”, de OTHONIEL MENEZES (1895-1969), Poeta, Jornalista e Escritor potiguar, inserto na sua “Obra Reunida”, no prelo em 2010, organizada e anotada por Laélio Ferreira, seu filho).


“No alpendre de Dona Santa,
Preto Limão(*) cospe e canta,
num tom de bravura e dó…
Mistral de chapéu-de-couro,
teu verso é uma prima de ouro,
na viola do Seridó!

– Negro velho escopeteiro,
louve aqui meu companhero,
poeta que vem mais eu!
Retruca o Homero tisnado:
– Você traz um convidado,
que é tomém amigo meu!

– Pruquê abasta tê vindo
mais você! Seu moço, eu brindo
vossa entrada no lugá.
Não tem fulôres agora,
mas esta chorona chora
e canta, pra lhe sarvá…

No juazeiro verdinho,
tá cantando um passarinho,
outro chega, e pega o tom…
Num faz mal que eu sêje franco:
sô moreno, o moço é branco
– café cum leite é que é bom…

Poeta parnasiano
– que faz um poema por ano,
e livros lê, mais de cem –,
renego o cinzel e a trena,
beijo essa fita morena
que a tua viola tem!”


(*) Preto Limão: Anota Câmara Cascudo em Vaqueiros e Cantadores, p. 256-257, ed. citada: Preto Limão, famosíssimo cantador e violeiro. Era um negro alto, esguio, de olhos amarelados, e com um cavanhaque de soba africano. É sempre enumerado entre os primeiros cantadores, e como residindo em Natal, embora não fosse verídico.

Derrotou dezenas de menestréis, mais sua maior glória é ter-se batido com Bernardo Nogueira, que o venceu. Dizem os cantadores que Preto Limão só foi vencido por estar doente, e ter a família adoecido também.

Areia na Paraíba concorrerá ao título de Capital Brasileira da Cultura

De 1 de setembro até 30 de outubro de 2010, estará aberto o prazo para inscrição de candidaturas das cidades que desejem concorrer ao título de Capital Brasileira da Cultura 2011.

O Projeto Capital Brasileira da Cultura (CBC) é uma iniciativa com abrangência nacional, implementado pela Organização Capital Brasileira da Cultura (ONG CBC), e está aberto à participação de todos os municípios do Brasil. Tem a finalidade de eleger anualmente uma cidade brasileira com o título de Capital Brasileira da Cultura e conta com o apoio dos ministérios da Cultura e do Turismo e de entidades nacionais e internacionais. Os objetivos do projeto são: valorizar e promover a cultura brasileira em todas as suas formas de expressão; contribuir para que haja um maior conhecimento da identidade e diversidade cultural do Brasil; colaborar nos processos de integração nacional e de inclusão social através da cultura.

A cidade que queira participar do concurso deverá solicitar o Formulário de Candidatura e apresentar a documentação exigida pelo regulamento, acompanhada de uma carta do prefeito. O secretário de Turismo e Eventos da cidade de Areia, jornalista Ney Vital disse que o projeto 2011 e certamente atende as exigências de envolver e movimentar toda a cidade e região. A Prefeitura Municipal já realiza trabalhos para resgatar e valorizar as ações e as pessoas que promovem cultural na primeira cidade da Paraíba reconhecida Patrimônio Nacional da Cultura.

“Ao concorrer ao título de capital brasileira da cultura estaremos buscando o crescimento do setor turístico, divulgação do potencial da cidade, valorizar e expor nossa cultura e as ações de investimento no setor turístico histórico cultural”, ressaltou Ney Vital. "Concorrer ao título já motivo de vitória e orgulho para todos envolvidos no setor cultural da cidade.

A seleção das candidaturas apresentadas pelas prefeituras será feita por uma comissão julgadora formada pelos órgãos e entidades que apoiam o projeto. Em 15 de novembro de 2010 será divulgado o nome da cidade que receberá o título de Capital Brasileira da Cultura 2011, a sexta edição do projeto , após Olinda 2006, São João del-Rei 2007, Caxias do Sul 2008 , São Luís do Maranhão 2009 e Ribeirão Preto 2010.

A cidade eleita como Capital Brasileira da Cultura 2011 deverá desenvolver durante o próximo ano, o programa de atividades proposto na candidatura, que tenha como objetivos valorizar e divulgar seu patrimônio cultural material e imaterial, obtendo com isto muitos benefícios para seu desenvolvimento social e econômico.

PATRIMÔNIO: A serrana cidade de Areia foi tombada como Patrimônio Histórico nacional, pelo seu conjunto Paisagístico, Urbanístico e Cultural desde 2005.

“A Vila Real do Brejo de Areia, Brejo de Areia, Areia” se notabilizou pelo legado cultural e político que rendeu à Paraíba. Afinal, a cidade abriga o primeiro Teatro do Estado, terceiro do Nordeste, o Teatro Minerva, erguido por iniciativa de particulares. Em Areia foi criado o primeiro curso de nível superior do Estado: a Escola de Agronomia do Nordeste; Areia foi o palco do primeiro festival de Artes do Estado, em 1976: os famosos festivais de artes, que até hoje são referência no campo das artes e da cultura nacional. Areia é o berço onde nasceu Pedro Américo, o maior pintor histórico do país e José Américo de Almeida, criador do romance regional brasileiro com “A Bagaceira”. Areia possui ainda uma das Filarmônicas mais antigas do Nordeste em atividade ininterrupta desde 1847. O Hino do Estado da Paraíba é da autoria de dois areenses: Abdón Milanês e Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo.

Hoje, Areia conta com dois grupos de Teatro, grupos de capoeira, bandas marciais, artistas plásticos, grupos folclóricos, dentre eles o Moenda, com experiência internacional, com mais de trinta anos. E músicos, escritores, artesãos. A cidade possui cursos superiores de Agronomia, Zootecnia, Biologia, ciências biológicas, Pedagogia, medicina veterinária e Letras e várias escolas de nível fundamental e médio urbanas e rurais. O Centro de Ciências Agrárias é reconhecido pelo alto nível dos mestres e doutores.

“Por todas essas razões a cidade convida todos os paraibanos e nordestinos a unir-se por esse ideal e mais subir a serra nublada e conhecer a cidade de Areia e seu derredor, como o Museu Jackson do Pandeiro, situado na cidade de Alagoa Grande, vizinha e filha de Areia e também conhecer Bananeiras e todas que forma o rico brejo da Paraíba”, finalizou Elson da Cunha Lima Filho, prefeito de Areia.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O interessante estudo do folclore



Folclore, palavra de origem inglesa que significa sabedoria do povo, é o estudo das tradições populares: brincadeiras de roda e jogos infantis, comidas típicas, ditos, provérbios e crendices, danças e festejos populares, como o frevo pernambucano e o bumba-meu-boi do Maranhão, tudo que o povo inventa, que não tem criação individual.

Com o progresso, muitas tradições vão morrendo: as crianças, por exemplo, ignoram muitos dos brinquedos de antigamente e as serenatas, que vieram da Europa com os portugueses, desapareceram das grandes cidades. Hoje, para ouvi-las, tem-se que ir a Ouro Preto, a cidade mineira dos velhos sobrados. O governo, porém, procura preservar o folclore por interesse cultural e econômico, pois ele promove o turismo; é o que justifica o apoio oficial dado ao carnaval de várias cidades, como Rio de Janeiro, Salvador, Olinda, etc.

O mais folclórico dos carnavais brasileiros é o pernambucano, com forte influência africana e indígena. Nas ruas de Recife e Olinda, o povo dança o frevo, de ritmo contagiante, que freve ou ferve. Muitos acreditam que o frevo nasceu da capoeira, a luta africana que no Brasil virou dança.

O maracatu também aparece no carnaval pernambucano com reis, príncipes e embaixadores vestidos com fantasias de luxo. Foi na origem um cortejo religioso: nas portas das igrejas eram coroados reis e rainhas de escravos. Muitas vezes eram soberanos de verdade, pois houve reis africanos que foram aprisionados em sua terra e vieram para o Brasil na condição de escravo.
Ainda no carnaval de Pernambuco aparecem os caboclinhos, grupos fantasiados de índios, que lembram a velha dança dos curumins. Nas ruas e em rápidos movimentos, os caboclinhos levantam-se ou abaixam-se, avançam ou recuam, como se estivessem no ataque ou na defesa.

Das tradições de origem portuguesa, os festejos juninos ou de junho são os mais propagados pelo Brasil, principalmente no Nordeste.

Embora sejam em louvor de São João, Santo Antônio e São Pedro, os festejos juninos são muito remotos, anteriores mesmo à formação do cristianismo. É que no Hemisfério Norte o 24 de junho (dia de São João) é também a entrada do verão. Por ser o início da época das colheitas, os lavradores comemoravam a data com fogueiras, e para afastar os maus espíritos, causadores de pragas e doenças nas plantas e nos animais, davam tiros, costume que se converteu nos fogos de São João.

Aos festejos juninos veio juntar-se, curiosamente, uma tradição de origem diversa, vinda da França: é a quadrilha, que já foi dança aristocrática, mesmo no Brasil, dançada pelos nobres no tempo do Império.

HERMIDA, Borges. O interessante estudo do folclore. In: História do Brasil. SP: Companhia Editora Nacional, 1986. 8ª ed. Pp. 112.

No folclore brasileiro, aparecem a sanfona e a rabeca. Deve-se considerar que, de um modo geral, o músico folclórico toca "de ouvido", sendo a arte transmitida de pai para filho, o que valoriza ainda mais a vocação artística desses músicos.

Rabeca

A rabeca é uma forma rudimentar do violino, e seu uso é mais acentuado nas localidades do litoral brasileiro, onde praticamente é indispensável em diversas festas populares, como nas Folias de Reis, onde os tocadores fazem o acompanhamento musical aos cantadores, que visitam as casas solicitando prendas e esmolas. Enquanto que o violinista costuma apoiar o instrumento entre o queixo e o ombro, o rabequista, obedecendo a um costume característico da Idade Média, toca a rabeca firmando-a no peito. Embora o som da rabeca emita uma certa tristeza, possibilita a marcação movimentada exigida por certos tipos de dança.

Berimbau

Este instrumento caracteriza bastante as festas folclóricas nordestinas. Possui também a denominação de berimbau de barriga para diferenciá-lo do berimbau de beiço, ou marimbau, que era de ferro e fixado entre os dentes pelo tocador. O uso deste tipo de berimbau já não é registrado no Brasil. Ambos foram aqui introduzidos pelos escravos. O berimbau de barriga, ou simplesmente berimbau, como hoje é conhecido, constitui-se de um pedaço de madeira, vergado por um arame, formando, assim, um arco. Na parte inferior e anterior do arco encontra-se presa uma caixa de ressonância. Entre a madeira e o arame, coloca-se uma moeda ou uma rodela de ferro para esticar melhor o arame, que é percurtido por uma vareta. O tocador usa, ainda, um recipiente que lembra um minúsculo cesto, que contém pequenas conchas ou sementes e ajuda a marcar o ritmo. Para a marcação dos passos da capoeira, o berimbau é imprescindível.

Instrumentos Musicais. In: Nova Enciclopédia Brasileira de Consultas e Pesquisas. SP: Novo Brasil, 1986. Pp. 20, 21.

Constituem uma forma de divertimento popular, onde se torna possível a demonstração de força ou agilidade. Constituem formas rudes e primitivas de recreação. Em geral, não subsistem nos meios civilizados, ficando circunscritos aos ambientes de origem. A capoeira é uma exceção. Usada pelos escravos negros como meio de defesa contra os seus perseguidores, passou a ser usada pelos guarda-costas de políticos, que incluíam o emprego de navalhas, e finalmente se tranformou num esporte de agilidade, bastante praticado hoje em dia.

Bate-Coxa

É um jogo de força e resistência. Dois lutadores desnudos da cintura para cima, apóiam as mãos um nos ombros do outro antagonista e unem peito com peito. Em torno dos dois, colocam-se os assistentes, que cantam a música de acompanhamento onde se repete a frase: "Eh! Boi..." Cada vez que essa frase é entoada, um dos contendores acerta com a coxa a coxa do outro o mais forte que pode, trocando de coxa a cada entoação da frase. A luta termina quando um dos contendores vai ao chão ou não sente mais forças para prosseguir. Esse jogo se registra em Alagoas e é bem provável ser de origem africana.

Capoeira

A capoeira, que já sabemos ter sido utilizada como arma de defesa dos negros e por guarda-costas de políticos, é um verdadeiro balé popular. Jogo que exige muita agilidade, é formado por um círculo de participantes, dos quais dois a dois vão para o centro a fim de mostrar a sua capacidade. O ritmo é marcado principalmente pelo som do berimbau, um dos instrumentos mais representativos do nosso folclore. A capoeira tornou-se também um jogo de salão e está bem difundida por todo o Brasil.

Jogos Atléticos. In: Nova Enciclopédia Brasileira de Consultas e Pesquisas. SP: Novo Brasil, 1986. Pp. 31,32.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Caravana da Cultura vai até Alto do Céu no Engenho

Com o propósito firme de preservar a nossa cultura e levar lazer e entretenimento para a zona Rural, mais uma vez um grupo de aristas foi até a Zona Rural, desta vez na comunidade alto do céu no Engenho Comportas.

Depois de ter passado com a caravana no Engenho São Bartolomeu, Engenho Carpina tudo registrado neste blog, agora chegamos à comporta.

Na poesia, no forró e no aboio, tomando coca cola e comendo buchada de bode, enquanto a turma tomava uma de pitu, aguardente fabricada em Pernambuco, mais de fama mundial, agente deixava o tempo passar e mandava o stress pra longe, pras cuncuias, se este lugar existe! Eu Cantava forró e fazia versos, o poeta Geraldo Valério fez um belo recital, Vitor cantou muito bem e, pra mim o grande momento foi quando ele cantou a musica do Mestre Salustiano e Sanfona Branca de Benito de Paula, lembrando Luiz Gonzaga. Luciano e Pintado tocavam a percussão, o público presente apesar de pequeno era muito acolhedor, aplaudia e participava bastante, inclusive arrastando o pé!

Bom eu achei maravilhoso e de engenho em engenho após as eleições, agente continua!











segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cobra Cordelista realiza o Show Salas de Cordel na Biblioteca do SESC em Piedade-Jaboatão dos Guararapes

Meus parabéns a Ana Rosa responsável pela biblioteca do SESC, pelo carinho dedicado as crianças, a organização do Evento, a estrutura providenciada e, acima de tudo a participação responsável para o sucesso do Evento.



Para realizar um evento como este, é importante a participação dos gestores públicos e educadores, pois os jovens muitas vezes não estão habituados com esta relação direta com o autor, seja ele escritor, jornalista, poeta, ou qualquer outro profissional que realize palestras e shows culturais, cujo conteúdo da mensagem necessite de maior atenção, ou interação por parte do público. Para ser mais claro, em algumas escolas onde visitei alguns gestores não entendem a mensagem, e encararam como aula vaga, o momento em que os meninos estão com o artista, e vão para a sala dos professores corrigir provas, ou mesmo relaxar. E aí aquilo que poderia ser bem proveitoso, torna-se desgastante. Este é um momento de educar, ensinar a criança, ou ao jovem, como se comportar em um teatro, em um cinema, em uma palestra etc. Ou seja, a escola precisa educar para a vida, a vida em sociedade e nisto no SESC foi nota dez. Espero voltar lá em outro momento, aguardo convite, e gostaria que em outras escolas onde já realizei o Salas de Cordel, todos os Gestores tivessem a mesma sensibilidade e responsabilidade.

Abraços de Cobra Cordelista.

Vejam as fotos:




sábado, 21 de agosto de 2010

22 de Agosto dia do Folclore Brasileiro


Amanhã dia 22 de agosto de 2010 vai ter festa no Brasil inteiro, pois é o dia mais importante para a cultura Nacional, é dia do Folclore Brasileiro. O Conselho de Cultura de Jaboatão dos Guararapes, através de seu presidente, este cordelista, firmou uma bela parceria com o GAME-Grêmio Acadêmico dos Meninos de Engenho, fundado pelo escritor Heleno Veríssimo vai comemorar o dia do folclore no Engenho São Bartolomeu em Jaboatão dos Guararapes. Vai ter Côco, Ciranda, Maracatu, Verso, Forro Pé de Serra, Balé, Hip Hop, Rock, Frevo, Capoeira, Caboclinhos, Cordel e contação de histórias.


Embaixo, na sombra de um belo e gigante Baobá, a festa cultural vai acontecer das 09:00hs da Manhã até as 15:00hs e vai reunir vários artistas da região. Vai ter feijoada, refrigerantes e lanche pra todo mundo, inclusive um delicioso cachorro quente e ainda macaxeira com carne de charque. Venha e traga a sua família. O engenho São Bartolomeu fica após a fabrica da Vitarela, no sentido Cabo de santo Agostinho, no Bairro de Comporta. Sair da pista na primeira passarela à direita, e pegar a área rural. È logo ali, um quilometro de estrada de terra.

Iremos gravar um vídeo com todas as pessoas presentes, e enviaremos para a Suíça, para que conheçam a nossa cultura, a cultura nordestina, a mais rica do Brasil.


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Os tesouros de Sertânia

Os nossos tesouros estão muito bem guardados no Sertão, principalmente no imaginário das pessoas, e isto compensa o distanciamento que a maioria de nossa “culta sociedade metropolitana” tem de nossa cultura de raiz, nem consigo culpá-las, não seria justo culpar um país jovem que foi ensinado a cultuar as culturas estrangeiras e negligenciar suas raízes. Referenciar os pensamentos e pensadores filosóficos da idade média e, eternizá-los como se Deus na sua infinita sabedoria, não fizesse possível atualizar a mensagem através de seus oráculos no presente, como fizera no passado.

Kant, Sócrates, Platão, Aristóteles, nada mais eram que Oráculos modernos, em plena idade média. O povo de Jerusalém ouviu a voz de Deus nas sábias e eternas palavras de João Batista, Jesus Cristo, do apóstolo Paulo de Pedro e, de outros tantos oráculos, a quem Deus revelou genuinamente a sua vontade, em qualquer tempo. Graças ao bom Deus o povo Sertanejo, teve a satisfação de abrir-se a sua cultura e receberam neste conteúdo a oralidade divina, manifestada por seus poetas populares; assim ganha importância a presença dos irmãos Batista, Lourival e Dimas, Ivanildo Vila Nova, Patativa do Assaré, Zé da Luz, Pinto do Monteiro, Orlando Tejo e tantos outros oráculos Sertanejos que foram e serão como os outros citados, referencias que jamais poderão ser questionadas, pois trata-se da antiga frase que se faz nova todos os dias “A voz do Povo é a voz de Deus”.

Agora algumas imagens de Sertânia, onde um artista reproduz a cabeça dos cangaceiros decapitados pelas volantes por ocasião de confrontos e inclusive da morte de lampião o rei do Cangaço Brasileiro!

Foto de Lampião e Família, e ainda a foto de Conde que é ator e diretor de teatro, as imagens e objetos foram fotografadas na oficina das artes aberta para visitação todos os dias na cidade e ainda seu belo acervo de antiguidades, um museu popular aberto a quem se interessar por nossa cultura.












quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Você já foi a um castelo?


Encontramos em Pesqueira, a duzentos quilômetros do Recife, uma obra que eu não imaginava encontrar em Pernambuco, eu vi um belíssimo Castelo da rodovia e pedi ao Renam, que me acompanhava na viagem, para a gente descer e fotografar, para que os leitores diários da nossa revista eletrônica tivessem uma surpresa. Pernambuco tem um castelo, fica na cidade de Pesqueira, e pode ser fotografado apesar de ser impedida a nossa entrada, por se tratar de uma propriedade privada.



Informações não confirmadas, por uma certa língua ferina, o proprietário é gerente de uma agencia da caixa econômica, e possui um banco de fomento na região.


Que belo empreendimento! Seu proprietário deve sentir muito orgulho de sua propriedade, gostaria de fazer um luau neste castelo e um recital de poesias, não seria maravilhoso?

Será que o empresário já pensou nisto? É só me liga me ligar!






segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Passando o repertório

Era apenas para agente afinar o novo repertório, nos juntamos no primeiro andar do Bar Sem Nome. Zeca chegou com a sua amada Patrícia pra lá de legal e bonitona, afinal os pombinhos estão de namoro recente. Boa sorte e que Deus ilumine seus caminhos. Luiza, de Preto soltou a voz, e com as duas formaram um trio harmonioso, e cantaram "lembrança de um Beijo". Na percussão meu amigo Pereira, e no Violão Messias, que também soltou o gogó pra cima, e arrancou aplausos da platéia. Depois tem mais gente, a próxima aqui em Jaboatão, é no dia 30 de setembro, no Tendas Bar, e começa as 16:00h, sem hora pra terminar , pois é aniversário deste cordelista e com certeza vários artistas vão passar por lá e dá uma canjinha, vai ser de arrombar a boca do balão. E tem mais, nosso blog vai comemorar os dez mil acessos conseguidos este ano até agora, divulgando a cultura nordestina.

Indique nosso blog pra seus amigos e não perca a festa!



sábado, 31 de julho de 2010

Achei Bin Laden em São José do Egito


Eu achei Bin Laden em São José do Egito. Ele é dono do bar mais exótico do Pajeú das Flores. Um ponto de encontro do povo da região. Indo a São José do Egito não deixe de ir a "shecos bar" e conversar diretamente com nosso Bin Laden, mas não espalhe a notícia, pois a cia não pode saber que Bin Laden é Brasileiro, mora e trabalha em São José do Egito. Agora cá pra nós, dizem as línguas ferinas que, se o cabra tomar umas doses a mais e ficar meio bebum, o sheco aumenta a conta, ou seja, segundo dizem, para nosso barman, cu de bebo não tem dono.



Segura a onda, esta é mais uma curiosidade nordestina, que o nosso blog já sacou!

Bar do Sheco fica por trás da igreja matriz de São José do Egito, indo lá é só pegar a dica do nosso blog e conferir...

Abraços!