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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pernambuco criou 63 municípios em apenas duas canetadas

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pernambuco é um dos Estados brasileiros que menos criaram municípios, nos últimos 30 anos. Mas, nem sempre foi assim. Recuando um pouco mais na História, é fácil descobrir que os pernambucanos também já tiveram muita sede por emancipação de Distritos. Em duas canetas, por exemplo (uma em 1928 e outra em 1963), nada menos do que 63 Distritos foram elevados à categoria de Cidade no Estado.

E essas duas canetadas não ficaram restritas a uma ou outra região: elas envolveram Distritos localizados em todo o território estadual, do Litoral ao Sertão. Em 1928, através da Lei Estadual nº 1.931 (de 14 de novembro), foram emancipados 23 Distritos assim distribuídos: 05 no Sertão, 11 no Agreste e 07 no Litoral-Mata. Já em 1963, através da Lei Estadual nº 4.983 (de 20 de dezembro), as emancipações beneficiaram 40 Distritos, sendo 12 no Sertão, 19 no Agreste e 09 no Litoral-Mata.

Nessa curta reportagem, o Pernambuco de A-Z não pretende discutir os argumentos de quem é contra ou a favor da criação de novos municípios. O objetivo, aqui, é apenas historiar o que vem ocorrendo em Pernambuco e fornecer subsídios para estimular o debate num Estados que, passados quase meio século daquela canetada de 1963, tem um total de 185 municípios, sendo que as últimas emancipações (as de Santa Filomena, Manari e Casinhas) ocorreram em 1997.

Entre os municípios emancipados em 1928 estão vários que se transformaram em importantes polos de desenvolvimento, como por exemplo Arcoverde (em 2011 um centro comercial, com mais de 70 mil habitantes) e Araripina (integrante do polo gesseiro do Estado e onde vivem hoje cerca de 80 mil pessoas). Outros, ao contrário, pouco evoluíram, como é o caso de Palmerina que, passados 83 anos, tem uma população que não chega a 10 mil habitantes e 6.820 eleitores.


Foto de Arcoverde


De todos os municípios emancipados em 1963, ainda hoje (2011) nenhum pode ser considerado como cidade importante. Praticamente todos continuam com uma economia pouco representativa no conjunto do Estado e mais de uma dezena deles continua, 48 depois, com população inferior a 10 mil habitantes. São exemplos: Itacuruba (4.369 habitantes), Ingazeira (4.496) e Solidão (5.744 habitantes). O mais populoso entre todos é Passira, com 28.664 habitantes (IBGE-2010).

Veja, a seguir, a relação dos municípios emancipados em 1928 e 1963:

1928: Agrestina, Aliança, Araripina, Arcoverde, Belém de São Francisco, Belo Jardim, Carpina, Catende, Custódia, Jurema, Lagoa dos Gatos, Macaparana, Maraial, Orobó, Palmeirina, Ribeirão, São Caetano, São Joaquim do Monte, São Vicente Férrer, Serrita, Surubim, Vertentes e Vicência.

Foto de Araripina


1963: Afrânio, Brejinho, Buenos Aires, Caetés, Calçados, Calumbi, Camutanga, Capoeiras, Cedro, Chã de Alegria, Cumaru, Feira Nova, Ferreiros, Frei Miguelinho, Iati, Ibimirim, Ibirajuba, Iguaracy, Ingazeira, Itacuruba, Itaíba, Itaquitinga, Lagoa de Itaenga, Machados, Orocó, Paranatama, Passira, Primavera, Sairé, Salgadinho, Saloá, Santa Maria do Cambucá, Santa Terezinha, São Benedito do Sul, Solidão, Tacaimbó, Terezinha, Tracunhaém, Trindade e Tupanatinga.

Foto de Tracunhaém

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O expresso forrozeiro



Dentro do maior São João do mundo existe um evento que vem se destacando a cada ano. É o Expresso Forrozeiro, um passeio de trem que sai da cidade de Campina Grande-PB até o distrito de Galante, um lugarejo encantador, localizado numa região montanhosa e com uma bela paisagem bucólica. A saída é na estação velha, prédio antigo que abriga o museu do algodão. Durante o trajeto, muito forró e animação nos vagões. Toda uma estrutura de restaurantes, pontos de apoio, ilhas de forró e passeios a cavalo e charrete.


Matéria exibida pela TV Itararé, em Campina Grande, estado da Paraíba.
Contato: jornalismo@tvitarare.com.br

terça-feira, 21 de junho de 2011

Uma homenagem a VIERÓPOLIS




Uma homenagem a VIERÓPOLIS
(Poeta Raimundo Nonato da Silva)


VIERÓPOLIS, VIERÓPOLIS
Muitos anos de batalha
Na luta pela conquista
Venceu e não ouve falha
Cada filha é uma heroína
Cada filho é um campeão
E todos lutaram em prol
Da emancipação

Nossa cidade é pequena
Mais tem um povo valente
Hoje como o meu Brasil
Está livre independente
O seu povo triunfante
Se precisar vão à guerra
Para ver a liberdade
Reinando na nossa terra

Cada jovem é uma rosa
Cada criança é uma flor
A cidade é um jardim
Jorrando aromas de amor
VIERÓPOLIS, VIEIRÓPOLIS
Cidade dos sonhos meus
O nosso povo é liberto
E a vitória vem de Deus

Vamos todos nós unidos
Trabalhar-mos sem cessar
Progredir e prosseguir
Sem desistir de lutar
Cada filho e cada filha
É um fã e uma fã
VIERÓPOLIS hoje é bonita
E melhor será a manhã

Temos esta serra branca
Que nos serve de muralha
Da proteção a Cidade
E aos filhos que trabalham
Nosso povo é progressista
Corajoso e resistente
VIERÓPOLIS nossa mãe
Nossa pátria independente

Por tico de Neco Emidio
Eu tenho um grande respeito
Ganhou pra vereador
Ficou muito satisfeito
Porque nunca teve sorte
Para ser vice-prefeito

E Getulio de dedinho
É um homem pensador
Diz que esta trabalhando
Pelo povo do setor
Botou na cabeça agora
Que vai ser vereador

Fazendeiro e empresário
E o rei do alumínio
É nosso Antônio Barbosa
Vou pedir um patrocínio
Deus queira que nesta empreita
Eu não venha ter um declínio

Tio Assis Barbosa foi
Um grande agropecuário
E nonato do bom fim
Também fez o necessário
Quando aplicava injeção
Era extraordinário

Nesta região bacana
Ninguém é de cambalacho
Tio de Bastiana tem
Um clube lá no riacho
E o poeta Zé Alcindo
É um homem muito macho

Nos temos Isauro Rita
Que é grande leiloeiro
Trincha, trincha corta, corta
Esta penosa ligeiro
Evandro ex-vereador
É rapaz hospitaleiro

Jader de miro machado
É empresário também
Zé de Miro em João pessoa
Hoje esta vivendo bem
Lá na nossa região
De tudo que é bom tem

E na mesma deixa eu pego
Pra falar noutro famoso
Foi Duda de Antonio Pedro
Ele é muito habilidoso
É artesão e consola
Faz trabalho caprichoso

No riacho outro torrão
Mora meu primo Tonheiro
Da família Xavier
Dizem que deu pra padeiro
O velho Joaquim seu pai
Morreu mais foi bom oleiro

Lá na nossa região
Ninguém com nada se apoca
Célio da algodoe ira
Foi prefeito sem fofoca
Mais entre ele e o outro
A justiça fez uma troca

Eu por ser positivista
Falo em cada companheiro
No riacho Antonio domingo
Quando vivo era ligeiro
Foi mestre de rapadura
Fez tabaco e foi fumeiro

Um outro amigo altaneiro
Um cidadão de primeira
Adenor do campo alegre
Tem ou teve espopadeira
Zé de Noemi é tratorista
Lá da região inteira

Outra mulher de primeira
Eu falo sem acanhes
Santa de doutor Ri Célio
Foi prefeita mais de uma vez
Esta mulher ta guardada
Na memória de vocês


A cachoeira tem vez
Para falar a verdade
Mocinho é o matemático
Que faz conta de idade
E heleno de Ana costa
É uma grande autoridade

Chico de nonato foi
Um parlamentar direito
Helio de Moisés é um
Vereador de respeito
E na nossa região
O povo esta satisfeito

Nós temos Zé de Maroca
Uma pessoa altaneira
Gosta muito de pescar
Com lanterna e roçadeira
Os preás têm medo dele
Quando vê a bailadeira

Temos mané de Peinha
Valente igual burra braba
Certa vez numa brigada
O mundo quase se acaba
Tanto os caba bateu nele
Como ele apanhou dos cabas

Lucena é um cidadão
Que nunca foi boca quente
Mais tem Mane seu irmão
Que bebe e fica valente
Já meteu o pé do ouvido
Nos braços de muita gente

André de Casusa consola
O povo da região
Além de bom fogueteiro
Ele é um bom cidadão
Faz traque bomba e chuvinha
Busca pé e foguetão

Zé de Lucia de Isidoro
Na coragem se confia
É muito trabalhador
Aquilo é ter energia
Dez milheiros de tijolos
Ele bate em meio dia


Outro que bate pandeiro
Para o povo da elite
Toca sanfona pro povo
Sempre recebe convite
É o Didi de Quinor
E seu falar deus permite

Outro que nunca foi tolo
Nem se quer por um segundo
Pra fazer troca é tio Cícero
Inda tem Chico Raimundo
No sitio Matogrosso corta
Cabelo de todo mundo

Lembro-me a cada segundo
Do povo do meu setor
Lá na vila campo alegre
Tem Manuel de Agenor
Além de ajeitar radio
De sanfona é tocador

Cada um tem seu valor
E na arte se confia
Tem Iordan e Zé Neto
Trabalham com energia
E Joaquim de Assis Barbosa
É mecânico de garantia

Ainda tem Abdias
Que é grande jornalista
Doutor Augusto Barbosa
É o melhor analista
E Chiquinho do campo alegre
Já foi o melhor dentista

Advogado e artista
Chiquinho do PDT
Foi vice-prefeito de Sousa
Não me esqueço por que
Quero deixar informado
O povo todo e você

Falo de A e de B
E não faço paradeiro
Temos Dionísio Pedro
Ele é poeta e pedreiro
E pra fazer cerca de arame
Tem Pedro e Vidal brejeiro


Outro que é justiceiro
E é da mesma raiz
É o Didi de Isidoro
Um esportista feliz
Quando não é bandeirinha
Ou é gandula ou juiz

Não convido pra vista
Em Sousa nem em MARISÓPOLIS
Mas, você que é artista.
Conheça as nossas metrópoles
E vá conhecer os grandes
Artistas de VIEIRÓPOLIS

O povo de VIEIRÓPOLIS
Esta m e jogam até bola
Lá tem até sanfoneiro
E tocador de viola
E Zequinha do campo alegre
Trabalha batendo sola

Joaquim Pedro do pinhão
Foi um artista fantástico
Fez espingarda de pau
E botava o cão de plástico
Não vou esticar de mais
Pra não parecer elástico

Pra falar em orador
Com você me emparelho
É Mario de João mutuca
Pregador do evangelho
No tempo que era novo
Concertava radio velho

Inácio Batista tem
Um curtume de alta linha
Amaro Batista neto
Compra e vende galinha
E o Nego Mara valha
É uma pessoa minha

Zezuito é o ciclista
Lá da nossa freguesia
Conta piada de noite
Faz o povo rir de dia
E uma vez inventou
Até fazer cantoria


Já com mel de Jandaira
Eu sei e o povo diz
Pra tirar mel de italiana
Aqui no nosso país
Só tem mesmo João Brejeiro
Aquilo é que é ser feliz

Severino cordonís
Foi o maior caçador
Caçava peba e tatu
E foi grande matador
Acabou com os veados
Que tinha em nosso setor

Até Chico de Nezinho
Que fazia reza quente
Em toda propriedade
Expulsou fera e serpente
Deixou a idolatria
Agora é um homem crente

Lá da vila campo alegre
Leon ido é sacristão
Foi tocador de sanfona
Tocava qualquer canção
Não era Luiz Gonzaga
Mas, era bom de baião.

Chico de Nezinho em casa
Tem posto de gasolina
Antonio de Alexandre
Estuda e é gente fina
Zé de Cândida aprende tudo
Que Mane de Inácio ensina

VIEIROPÓLES no futuro
Pode ser mais promissora
A cidade tem aluno
Diretor e professora
E Jorge de Oberico
Troca e vende vassoura

Lá só não tem um profeta
Mas, até astrólogo tem.
Como Valdomiro Souto
Lá do riacho também
Basta o céu nevoar
Já sabe que a chuva vem


Nós temos doutor Ri Célio
E dona Nazaré Vieira
Não posso esquecer também
O doutor Marcos Pereira
E o Teté de Sebasto
Uma pessoa pioneira

E Helena de Zué
Naquela época passada
Fez perfume e fez remédio
Xarope de raizada
Na química da natureza
Foi cientista formada

São Diogo na verdade
Aquele sitio me amarra
O grande paquerador
É o nosso Zé Bandarra
E Raimundo Gabriel
A inda gosta de farra

Outro que não é ingrato
Eu quero dizer em fim
Do pinhão é Mane gago
Compra coco no bom fim
E ainda bota a mão no fogo
Por todo político ruim

Nós temos doutora Eva
Que é uma advogada
É pequena no tamanho
Mas, tem saber a danada.
Faz oposição aos outros
Na câmara verse a suada

Paula Xavier Pamplona
Tem teoria e é prático
Terminou o doutorado
E é grande matemático
Alem de ser bom amigo
É um rapas carismático

Políticos e candidatos
Tem firmeza e desempenho
Zé Julho e Olegário
Dois senhores de engenho
E falar em todo mundo
É um prazer que eu tenho


Inda tem Pedro Ferreira
Que aquele ninguém manja
Foi tocador de sanfona
Pesca e vende laranja
E Mane de Inácio de Bila
Diz que vai botar uma granja

E Chiquinho de Tonheiro
Foi da família Ferreira
No tempo que era novo
Gostava de bebedeira
Não tinha tamanho de gente
Mas, era bom de rasteira.

E dá de Antônio Emidio
Que de santa é um devoto
Teve uma eleição que disse
A alguém eu lhe derroto
E perdeu porque errou
Na urna o seu próprio voto

Domingo de Antonio domingo
É um galã com Razão
Tem Zé França e Chico preto
Que matava criação
E Zé branco compra e vende
Jumentos na região

Vicentin de João de Rita
É um grande poliglota
Dinheiro a cinqüenta por cento
Toma a qualquer agiota
Mas, Zé Gabriel já disse.
Quem empresta é idiota

Antonio Felix do riacho
Todo mundo lhe admira
Numa cacimba do riacho
Eu digo e não é mentira
Ele jogou a tarrafa
E pegou uma traíra

O saudoso Antonio Adelino
E dona Nazaré Vieira
E Agripino Fernandes
O fundador dar ribeira
João Chagas e a família
Lopes e também Moreira

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Eleição no Reino do Faz de Conta

(Cobra Cordelista)

No reino da fantasia
Além da imaginação
Por sobre todo animal
Feliz governa o leão

Lá prevalece a monarquia
O seu reinado é sem fim
Todos devem reverenciar
Se o rei falou é assim

Lá no trono bem sentado
Com o seu cetro na mão
Governa toda a floresta
Sem qualquer contestação

O pequeno leãozinho
Já se imagina rei
Um dia quando crescer
Maior que papai serei

E a madame leoa
Capricha no penteado
Só vive amolando as unhas
E cortejando o amado

O rei adora uma prosa
De comer e de dormir
Trabalho é coisa estranha
Nem se fala por aqui

Além desta vida boa
Que usufrui Rei Leão
Empregando todo parente
Primo, sobrinho, irmão.

A onça e a jaguatirica
Estão sorrindo de montão
Todo mês bota nos bolsos
O dinheiro do mensalão

Neste reino faz de conta
Cada qual tem uma função
O elefante é ministro
De segurança da nação

O papagaio é jornalista
Enquanto a coruja é vigia
O pavão é da cultura
O galo da cantoria

Até o bicho preguiça
Se ajeitou na monarquia
Vive muito assessorado
E empregou uma tia

Enquanto esta bicharada
Está feliz, vive bem
O resto entrou pelo cano
No bolso nem um vintém

Coitadinho do jacaré
Só água tem pra beber
Passando necessidade
Sem nada para comer

O pobre rinoceronte
O tempo todo calado
Indignou-se com o rei
Está muito revoltado

As galinhas carcarejam
Aumentando a confusão
O veado articula
Buscando uma solução

O urso de tanta raiva
Não consegue se controlar
Junto com a comadre arara
Não param de fofocar

Até mesmo o canário
Que detesta rebuliço
- Chamei meu amigo macaco
pra conversar sobre isso

Chegou à bicharada
O gambá e o furão
E o compadre macaco
Esperto que só cão

O macaco se assentou
No mais alto lugar
Ouviu a bicharada
E começou a discursar

Esta tal de monarquia
Precisar se acabar
Viva a democracia
E o governo popular

Viva o presidencialismo
Com congresso e senado
Com eleição pra prefeito
Vereador e deputado

Se vocês fechar comigo
Eu vou me candidatar
Acabe-se a monarquia
E a gente começa a votar

A cobra que só assistia
Deu um piado de cão
Aceito o presidencialismo
Mas com modificação

Como? Perguntou o macaco
Qual é a sua objeção
Me diga compadre cobra
Qual a sua opinião?

- Quero parlamentarismo
Com um primeiro ministro
Pro rei não mudar de nome
Pra mudar tem que ter isto!

Se o cabra num fizer bem
Nós convoca nova eleição
Nós deixa o presidente
Mas retira o paspalhão

Quando a cobra disse isto
A bicharada aplaudiu
O macaco disse; - concordo!
E o veado sorriu!

O rei soube de fato
Enfureceu-se o leão
Mas teve um plebiscito
Consulta a população

Lá perdeu a monarquia
Macaco venceu o leão
Mas ele disse: - A revanche
É no dia da eleição!

-Pois vou me candidatar
Me eleger presidente
Tenho família grande
De numerosos parentes

O macaco muito esperto
- Tem regra na eleição
Não pode compra o voto
Tem risco de cassação

Nem terá boca de urna
Privilégio em televisão
Não pode fazer trapaça
Calúnia, difamação

Houve acordo que a girafa
Julgaria a eleição
Seu papel era espiar
Esticando o pescoção

Já no dia seguinte o leão entrou em campanha
Andava pela floresta
Contava muita façanha

O leão chamou a serpente
Tentou lhe chantagear
Ofereceu-lhe presentes
E cargo para ocupar

- Eu sou parlamentarista
Defendo a democracia
Estou com compadre macaco
Nem ouro me compraria!

Enquanto o macaco andava
E tome aperto de mão
Abraçou até gambá
Mas ganhou a eleição

Quando findou a eleição
O leão tava quebrado
Não tinha nenhum partidário
Passaram pro outro lado

No reino da floresta
Um fato inusitado
Um macaco presidente
Muito bem assessorado

A cobra foi empossada
Tornou primeiro ministro
Fez juramento em combater
A corrupção, o desperdício

E o reino seguiu feliz
A cada dois anos eleição
Um gato virou prefeito
Com muita articulação

Tem um coelho senador
Um jumento deputado
Um cachorro foi eleito
E assumiu o senado

O compadre jacaré
Agora é vereador
Até um rinoceronte
Se elegeu governador

Um papagaio falante
Assim que findou a eleição
O macaco nomeou
Ministro da educação

O leão já humilde
Parece aprendeu a lição
Mas diz derrubar o macaco
Já na próxima eleição

Promete reforma agrária
Habitação popular
Uma revolução na cultura
Quem quiser pode apostar

Assim terminou a história
No reino do faz de conta
Pra ganhar uma eleição
de tudo político apronta

Entrou na perna do pinto
Saiu na perna do pato
Seu rei mandou dizer
Que acreditem no fato!