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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Primeiro Telefone em Pernambuco



A telefonia em Pernambuco teve início a 27 de abril de 1882, com a instalação, no Recife, do primeiro telefone: ligando o palácio da presidência da província à Secretaria de Polícia. A responsável pela instalação foi a Empresa Telefônica Bourgard, de José Leopoldo Bourgard, primeiro concessionário dos serviços telefônicos no Estado.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Cobra Cordelista na Faculdade Uva do Cabo de Santo Agostinho-PE curso de Pedagogia


Cobra em mais uma de suas apresentações, levando nossa cultura a todos os lugares e classes sociais e pela animação o povo gostou muito.


Vejam mais fotos, logo abaixo:







A cultura nordestina é rica, abundante e bela




A cultura nordestina é rica, abundante e bela
(José de Sousa Dantas)

A CULTURA variada
Do NORDESTE brasileiro,
Tem valor no mundo inteiro,
Por ser distinta, esmerada,
Consistente e temperada,
Maravilhosa e singela,
O povo se inspira nela,
Se desenvolve e se afina.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

A CULTURA popular
Nordestina, brasileira,
É autêntica, verdadeira,
Valiosa e singular,
Que se torna basilar,
Resiste e não se esfacela,
E a gente luta por ela,
Por ser nobre e genuína.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

O NORDESTE tem artista,
Talentoso, criativo,
Competente, combativo,
Que canta, escreve e conquista,
Mostrando o ponto de vista,
Com a devida cautela,
Se destaca e se nivela
Ao melhor duma doutrina.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

Tem POETAS e cantores,
Artesãos e cordelistas,
Violeiros e coquistas,
Literatas, escultores,
Cineastas e pintores,
Criadores de novela,…..
Cada um pensa e modela
Sua OBRA cristalina.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

Tem repente, apartação,
Glosa, cordel, boi-bumbá,
Carnaval, iemanjá,
Ciranda, adivinhação,
Maracatu e São João,
A dança da Cinderela,
O forró flor de canela,
Ao som da concertina,……
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

Assombrações e lendas


Galega da Cadisa


No final da década de 1960, surgiu em Caruaru uma bela e loura mulher que acabou levando pânico a todos aqueles que ousassem passar de carro, a partir de certas horas da noite, por um trecho de rua à época pouco movimentado, localizado nas proximidades do estádio do Central, na época o principal time de futebol da cidade.


Na esquina desse pedaço de rua ficava o prédio de uma revendedora de automóveis denominada Caruaru Diesel S.A (Cadisa), em frente ao qual tudo acontecia. Durante o dia, não havia nada de estranho, até crianças passavam por ali sem nenhum problema. O perigo era trafegar pela área depois das dez horas da noite.


Veja como tudo acontecia: quando um carro apontava na esquina, uma bela mulher, loura de olhos azuis, surgia de repente, supostamente vinda do interior do prédio da Cadisa que, no entanto, permanecia com todas as portas fechadas. Se a pessoa que dirigisse o carro fosse uma outra mulher, a Galega deixava passar. Se fosse um homem, ela pedia carona.


Perto dali ficava a zona de prostituição de Caruaru e, talvez por isso, a Galega da Cadisa sempre conseguia caronas. Ela pedia que a deixassem em sua residência, uma pequena casa no bairro do Salgado, e no caminho insinuava querer ter um caso amoroso com seus caroneiros. Mas, ao chagar, se despedia e, de pressa, entrava em casa, dizendo que logo retomaria o contato.


Os mais encantados com a Galega (a maioria deles motoristas de táxis) acabavam não resistindo e, no dia seguinte, iam procurá-la, em casa. Quem atendia, porém, era um senhor de idade, ferreiro de profissão, o verdadeiro morador da casa. Ele sabia, sim, que ali havia morado uma mulher loura e informava que ela morrera fazia vinte anos.


As primeiras aparições da Galega da Cadisa não tiveram grande repercussão, até porque os casos eram comentados à boca pequena, apenas entre alguns motoristas que diziam já ter passado pela experiência, ou nas rodas-de-bar. Mas, depois que um radialista passou noticiar os causos no programa policial de uma emissora de rádio de grande audiência, a estória pipocou na cidade.


Foram dois anos de muitos causos envolvendo a Galega da Cadisa e seus pobres pretendentes. Depois, quando a revendedora de automóveis encerrou suas atividades, nunca mais se ouviu falar da encantadora loura. Ficaram apenas o mistério em torno daquelas aparições e a intrigante constatação de que a Galega só saía do prédio para pedir caronas enquanto ali funcionou uma revendedora de automóveis.


Por que será que a Galega sumiu depois que o edifício passou a ter outro uso? Pare essa pergunta, ninguém nunca teve resposta.


sábado, 20 de novembro de 2010

Uma pá pá rapá pá

Uma pá pá rapá pá
(Poeta Dedé Monteiro)


Eu ja ví coisas demais
nesse mundão de Jesus
já vi espelho sem luz
inferno sem satanás
baralho sem reis nem ais
um bode enjoar juá
e hoje através de Ma-
ciel piadista fera
Fiquei sabendo o que era
Uma pá pa rapá pá

Sentado sobre um degrau,
um rapaz temendo um berro
fazia uma pá de pau
pra limpá a pá de ferro
e o patrão com voz de aço
gritou agitando o braço:
“- que diabo fazendo está?????”
E trabalhador tremendo:
“-perdão eu só tô fazendo”
uma pá pa rapá pá!!!!

Fonte: http://culturanordestina.blogspot.com/

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cobra Cordelista na escola Pedro II em candeias

Cobra Cordelista na escola Pedro II em candeias, na feira de Ciência, com uma galera pra lá de animada. Nossos meninos não tem nenhuma culpa se a eles não é dado o entretenimento cultural, na capital, no Sertão, ou no agreste, por onde passamos a alegria é a mesma com a nossa cultura popular, o erro está em nossos gestores, onde falta compromisso com as nossas raízes.

A 100 km de nossa capital Recife a parabólica impede a conexão do jovem com a nossa cultura e somente o contato direto pode mudar isso. Não tenho visto novos repentistas, por onde passo, adolescentes empunhando uma viola e improvisando, nem com um pandeiro fazendo embolada, ou uma criança cirandeira, e isto significa que providencias urgentes precisam ser tomadas para que a nossa cultura não desapareça e nisto os professores tem um papel fundamental. Como artista popular, estou disposto enquanto vivo a cumprir a minha parte. Sou um Pernambucano orgulhoso da minha cultura, do legado que o nosso povo deixou a minha geração e com a missão de repassar o que recebi!

Cobra Cordelista,

Bom fim de semana!









Cova da Onça

Cova da onça pede nossa ajuda é uma comunidade rural que está sofrendo agressão ambiental, pois lá estão derrubando barreiras para negociar o barro.




Fotos: Marcelo Ferreira

Mangerioba-do-Pará



Mangerioba-do-Pará
(Dalinha Catunda)

Na estação das chuvas
A caatinga se refaz.
Oferecendo aos olhos
A graça que a água traz.
Difícil fica esquecer
A magia do floresce
Cheio de um viço audaz.

Em meio ao mata-pasto,
Jurema, salsa e sabiá,
Feito ouro se destaca,
A mangerioba-do-pará.
Entre o verde e o amarelo,
Descubro o quanto é belo,
O rebrotar no meu Ceará.

Só mesmo quem conhece,
Tem a verdadeira noção,
Do que faz a falta de chuva
Com a flora do meu sertão.
Mas tudo se acaba em festa,
Quando o verde se manifesta,
Dando nova cor ao meu chão.

Fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/

Pesquisa: Marcos Escritor (http://poemasdecaverna.blogspot.com/)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Hino Nacional ao som da sanfona



Sem desvirtuar os ideais de liberdade, coragem e amor à pátria, aclamados na letra de Osório Duque Estrada, esse arranjo da música de Francisco Manuel da Silva é uma manifestação de amor e respeito tanto ao Brasil quanto ao nordeste porque expressa um patriotismo cotidiano, genuíno e verdadeiro. Sem a menor intenção de afrontar os emblemas nacionais e a liturgia militar, o Pirata acredita ter o direito, como qualquer brasileiro, de tocar o nosso Hino do jeito que o nosso coração, patriota, cearense e "cabra da peste", bate.

Mesmo assim, antes de iniciar a divulgação, foi enviada a gravação para o então Ministro da Cultura, Francisco Weffort. Por telegrama, ele respondeu que não via "nenhum desrespeito nem depreciação do Hino Nacional no arranjo popular do sanfoneiro Adelson Viana e Pirata". O Ministério Público Federal, porém, não entendeu o mesmo e entrou com uma ação na justiça contra a apresentação do Hino Nacional em ritmo de forró.

Apenas em setembro de 2007, o Juiz Federal Substituto da 6ª Vara da Justiça Federal do Ceará, José Eduardo de Melo Vilar Filho, autorizou, enfim, a gravação e execução da versão em forró do Hino pelo Pirata na TV, rádio e shows ao vivo.

Livre para declarar seu amor pelo Brasil, o Pirata disponibiliza para download gratuito a versão em forró desse arranjo. Destaca-se que todos os direitos autorais da versão em forró do Hino Nacional Brasileiro serão revertidos para as ações e projetos da Fundação Pirata Marinheiros.

OBS.: Caso não consiga ouvir basta ir nesse endereço:http://www.goear.com/listen/0eef695/Hino-Nacional-Sanfona-adelson-viana-e-pirata


Fonte: http://culturanordestina.blogspot.com/

Pesquisa: Marcos Escritor (http://poemasdecaverna.blogspot.com/)


A cultura nordestina é rica, abundante e bela


A cultura nordestina é rica, abundante e bela
(José de Sousa Dantas)

A CULTURA variada
Do NORDESTE brasileiro,
Tem valor no mundo inteiro,
Por ser distinta, esmerada,
Consistente e temperada,
Maravilhosa e singela,
O povo se inspira nela,
Se desenvolve e se afina.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

A CULTURA popular
Nordestina, brasileira,
É autêntica, verdadeira,
Valiosa e singular,
Que se torna basilar,
Resiste e não se esfacela,
E a gente luta por ela,
Por ser nobre e genuína.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

O NORDESTE tem artista,
Talentoso, criativo,
Competente, combativo,
Que canta, escreve e conquista,
Mostrando o ponto de vista,
Com a devida cautela,
Se destaca e se nivela
Ao melhor duma doutrina.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

Tem POETAS e cantores,
Artesãos e cordelistas,
Violeiros e coquistas,
Literatas, escultores,
Cineastas e pintores,
Criadores de novela,…..
Cada um pensa e modela
Sua OBRA cristalina.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

Tem repente, apartação,
Glosa, cordel, boi-bumbá,
Carnaval, iemanjá,
Ciranda, adivinhação,
Maracatu e São João,
A dança da Cinderela,
O forró flor de canela,
Ao som da concertina,……
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

Fonte: http://culturanordestina.blogspot.com/

Pesquisa: Marcos Escritor (http://poemasdecaverna.blogspot.com/)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Zé da Luz – Ai! Se sêsse!…



Encontrei estes versos em: Jornal de Poesia - Remetente: Marcos Maia


Ai! Se sêsse!…
Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dos se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas [...]

Quinteto Armorial - Martelo Agapado - 1980

terça-feira, 16 de novembro de 2010

XI MOSTRA DE TEATRO DE JABOATÃO


O evento aconteceu de 07 a 14 de novembro de 2010 no teatro Ariano Suassuna (colégio Souza Leão), com apresentação de teatro infantil as 16:00h e espetáculo adulto as 19:30h.

O evento foi produzido sob a direção do produtor J. Andrade e está na sua XI edição.

Parabéns J. Andrade e toda sua equipe, até o ano que vem!

Cobra Cordelista.











A pedra casamenteira



Durante todo o ano, um grande número de devotos, curiosos e principalmente solteiros, vão até a Serra do Bodopitá, no município de Fagundes (100km de João Pessoa). Lá se encontra a Pedra de Santo Antônio, uma relíquia natural que segundo as tradições, quem passar por debaixo dela, irá conseguir se casar ou no mínimo, arranjar uma união estável.

Veja vídeo sobre o lugar

O ritual é um pouco complicado. Você tem que passar por debaixo do lajedo através de uma estreita fenda, arrastando o corpo no granito áspero. Quem já fez o sacrifício garante que vale a pena. O local ganhou fama de milagroso há mais de cem anos. Tudo começou após escravos encontrarem a estátua de Santo Antônio (santo casamenteiro) no alto da rocha e ao levarem para a igreja, a imagem teria sumido e reaparecido misteriosamente no alto da rocha. Isso aconteceu 3 vezes seguidas e logo foi construída uma capela nas proximidades da pedra. Dai, para começarem as romarias não demorou muito.

Se você não pretende deixar de ser solteiro, pode aproveitar para fazer aventuras, pois, o cenário serrano é repleto de trilhas ecológicas, com matas preservadas e fontes de água doce. A pedra de Santo Antônio tem 900 metros de altura e de lá, se tem uma excelente vista panorâmica. Solteiro ou casado vale a pena ir conhecer o lugar.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Por que doença no nordeste tem nome esquisito?


Porque o nordestino é criativo, pra tudo no mundo inventa uma explicação e um nome. Com as doenças não é diferente. Pode ser a unhazinha encravada ou um sopro no coração, logo se arranja um nome pra batizar a mazela. Ganha uma caixinha de chá de boldo quem acertar os sintomas das que indico abaixo:

1 - Antójo
2 - Ispinhela caída
3 - Dor nos quartos
4 - Pé dismintido
5 - Moleira mole
6 - Quebranto
7 - Tosse de cachorro
8 - Farnizim
9 - Passamento
10 - Cachingar
11 - Frieira
12 - Cobreiro de pé
13 - Pereba
14 - Curuba
15 - Remela no zói
16 - Dordói (conjuntivite)
17 - Gastura
18 - Maria preta
19 - Dor no pé da barriga
20 - Dor de viado
21 - Bode
22 - Boi
23 - Impinge
24 - Pilôra
25 - Pano branco
26 - Xanha
27 - Estalicido
28 - Bicheira
29 - Fininha
30 - Alôjo
31 - Íngua
32 - Bicho de pé
33 - Empachado
34 - Fastio
35 - Dor no espinhaço
36 - Bucho quebrado
37 - Dentiquêro
38 - Calo seco
39 - Unha fofa
40 - Pé inchado
41 - Papoquinha
42 - Corpo reimoso
43 - Mucuim
44 - Berruga
45 - Olho de peixe (verruga na planta do pé)
46 - Sete couro
47 - Corpo muído
48 - Barriga farosa
49 - Difruço (resfriado)
50 - Gôto inflamado (quando a comida cai no g?to)
51 - Môco
52 - Pá quebrada
53 - Caduquice
54 - Vista cansada
55 - Os quarto arriado
56 - Espinha carnal
57 - Papêra
58 - Doença dos nervo
59 - Ombro dismintido
60 - Queima no estombo
61 - Juízo incriziado
62 - Fervião no corpo
63 - Campanhia caída
64 - Esmorecimento no corpo
65 - Desenchavido
66 - Pito frouxo
67 - Iscuricimento de vista
68 - Pira
69 - Tisga
70 - Infraquicida
71 - Vento caído
72 - Fraco dos nervo
73 - Esporão de galo
74 - Bico de papagaio
75 - Landra inchada (gânglios inchados)
76 - Dor nas costas que responde na perna
77 - Dor nas cruz
78 - Dor nos brugumi
79 - Mal jeito no espinhaço
80 - Intalo
81 - Intanguida
82 - Difuluço
83 - Dor nas cadeira
84 - Sapiranga nos ói
85 - Ruçara
86 - Dor na junta
87 - Mondrongo
88 - Inquizila
89 - Pé durmente (remédio é fazer uma cruz com cuspe em cima do pé. é pei bufe)
90 - Esquentamento
91 - Vermêia
92 - Cesão
93 - Carne triada
94 - Nervo torto
95 - Dor no mucumbú
96 - Solitária
97 - Astrose e astrite
98 - Sapinho
99 - Entojo
100 - Papeira
101 - Tirissa
102 - Lundu
103 - Nó nas tripa
104 - Algueiro
105 - Estopor
106 - Gôgo
107 - Unheiro
108 - Boqueira
109 - Calombo
110 - Dormência numa banda do corpo
111 - Zôvo gôro
112 - Murrinha
113 - Zôvo virado
114 - Cansaço no coração
115 - Juêi dismantelado
116 - Zóio nuviado
117 - Vazamento (caganeira)
118 - Água nas junta
119 - Resguardo
120 - Intupido (passar dias sem obrar)
121 - Mufumba
122 - Fígado ofendido
123 - Vêia quebrada
124 - Chaboque do joelho arrancado

Ariano Suassuna - Aula Espetáculo - A mulher do piolho

sábado, 13 de novembro de 2010

Revolta Pernambucana de 1817


Rebelião inspirada nos ideais da Revolução Francesa e da Independência dos Estados Unidos, ocorrida no Recife às vésperas da Independência do Brasil. O comércio era dominado pelos portugueses e ingleses; as exportações de açúcar enfrentavam dificuldades e a economia da província estava de mal a pior.

Insatisfeitos com o domínio português, proprietários de terra, padres, comerciantes, bacharéis, militares descontentes passaram a se reunir no Recife e iniciaram a conspiração.

O golpe foi planejado para abril de 1817, mas o complô foi descoberto pelo governo e iniciou-se a caça e prisão dos líderes do movimento. No dia 06 de março, o comandante do Regimento de Artilharia do Recife (Manuel Joaquim Barbosa) deu voz de prisão ao capitão José de Barros Lima (o Leão Coroado), este reagiu, sacou da espada e matou o comandante.

Explodia, assim, a revolta que estava marcada para dali a um mês. Em seguida, os revoltosos derrotaram as forças portuguesas e o governador da capitania (Caetano Pinto de Miranda Montenegro) fugiu.

Foi, então, instalado um governo provisório, formado por cinco representantes de categorias da sociedade: Domingos Teotônio Jorge (representando os militares), Padre João Ribeiro (Igreja), Domingos José Martins (comerciantes), José Luís Mendonça (Judiciário) e Manuel Correia de Araújo (representando os proprietários de terras). Foi instalada uma República, criada sua bandeira, etc.

Os revoltosos pretendiam estender o movimento e enviaram representantes para a Bahia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Mas a pretendida expansão não aconteceu: os enviados a Bahia (General Abreu e Lima e o Padre Roma) e ao Ceará (o seminarista José Martiniano de Alencar) foram presos logo ao desembarcar.

E só aderiram ao movimento, ainda assim timidamente, as capitanias da Paraíba e Alagoas. A República duraria apenas 75 dias, não resistiu à reação da Coroa: tropas enviadas do Rio de Janeiro ocuparam o Recife no dia 18 de maio e sufocaram o movimento. Os líderes foram presos e executados.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Cobra Cordelista na Associação dos escritores de Carpina

Apresentado e convidado pelo escritor Ivaldo Silva de reconhecimento nacional e internacional que pesquisa com profundidade a história da cultura nordestina, natural de Carpina de onde saiu aos seis anos e hoje reside em Jaboatão dos Guararapes, onde leciona e administra escolas da rede municipal, estadual e privada.


Compareci a Associação dos Escritores de Carpina que é regida pela batuta do presidente Ramos Silva, jornalista, marqueteiro de primeiro e assessor político de larga experiência, que já ocupou cargos públicos importantes e exerce com destaque papel importante na fomentação das atividades culturais daquela região. Lá conheci meu xará Edivaldo que faz lançamento de seu livro dia 19 as 19:00hs no auditório da Prefeitura de Carpina, que é administrada por um político importante da região do quadro do PSDB, o Senhor Manoel Botafogo. Fiz um recital a convite do presidente e aumentei minha lista de amigos da cultura.





Que Deus abençoe a todos e conforme convite e estarei de volta na festa de confraternização em dezembro desse decorrente ano.

Quer ver esta matéria e outras matérias que serão postadas sobre Carpina ou acompanhar a trajetória do poeta cobra Cordelista continue Acessando nosso blog http://cobracordelista.blogspot.com/








quinta-feira, 11 de novembro de 2010

JOÃO MARTINS DE ATHAYDE


Nasceu no povoado de Cachoeira de Cebolas (hoje denominada Itaituba), município de Ingá do Bacamarte-PB, em 23 de junho de 1880*, filho de Belchior Martins de Lima e de dona Antônia Lima de Athayde. e faleceu no Recife-PE, no dia 7 de agosto de 1959.
Foi o maior editor de literatura de cordel de todos os tempos, tendo iniciado suas atividades de poeta-editor em 1909, influenciado pelo mestre Leandro Gomes de Barros. Em 1921 comprou os direitos autorais do velho poeta, falecido em 1918 e tornou-se, durante mais de 20 anos, detentor exclusivo dos maiores clássicos da Literatura de Cordel, tendo vendido seu acervo - a obra de Leandro, a sua e a e diversos poetas - ao alagoano José Bernardo da Silva, em 1949, estabelecido em Juazeiro do Norte com uma tipografia desde 1936. Por essa época, Zé Bernardo já era o maior "agente" da folheteria de Athayde.
* Segundo o escritor pernambucano Mário Souto Maior, a data correta do nascimento de Athayde é 23 de junho de 1877. João Martins de Athayde, em entrevista concedida ao escritor Orígenes Lessa, no dia 9 de outubro de 1954, em Recife, faz confusão quanto a data de seu nascimento. Nessa entrevista, consta que o nome de sua mãe era Antônia Lacerda Athayde. O sobrenome Lima seria proveniente do marido.
Apesar dos problemas envolvendo questão de autoria, já que Athayde identificava-se ora como editor, ora como autor da mesma obra (tendo inclusive usurpado a autoria de várias obras de Leandro, colocando seu nome na capa e adulterando os acrósticos), atribui-se ao poeta de Ingá do Bacamarte cerca de 60 títulos, dos quais destacamos os seguintes:

- A BELA ADORMECIDA NO BOSQUE
- A GARÇA ENCANTADA
- A MENINA PERDIDA
- A MOÇA QUE FOI ENTERRADA VIVA
- A PAIXÃO DE MADALENA
- A PÉROLA SAGRADA
- A SORTE DE UMA MERETRIZ
- HISTÓRIA DA MOÇA QUE FOI ENTERRADA VIVA
- HISTÓRIA DA PRINCESA ELIZA
- HISTORIA DE JOÃOZINHO E MARIQUINHA
- HISTÓRIA DE JOSÉ DO EGITO
- HISTÓRIA DE NATANAEL E CECÍLIA
- HISTÓRIA DE ROBERTO DO DIABO
- HISTÓRIA DO VALENTE VILELA
- MABEL OU LÁGRIMAS DE MÃE - DOIS VOLUMES
- O BALÃO DO DESTINO E A MENINA DA ILHA (2 VOLUMES)
- O ESTUDANTE QUE SE VENDEU AO DIABO
- O MARCO DO MEIO MUNDO
- O NAMORO DE UM CEGO COM UMA MELINDROSA DA ATUALIDADE
- O PRISIONEIRO DO CASTELO DA ROCHA NEGRA
- O RETIRANTE
- O SEGREDO DA PRINCESA
- PELEJA DE ANTÔNIO MACHADO COM MANOEL GAVIÃO
- PELEJA DE BERNARDO NOGUEIRA COM PRETO LIMÃO
- PELEJA DE LAURINDO GATO COM MARCOLINO COBRA VERDE
- PELEJA DE VENTANIA COM PEDRA AZUL
- RAQUEL E A FERA ENCANTADA
- ROMANCE DE JOSÉ DE SOUSA LEÃO DO AMAZONAS
- ROMEU E JULIETA
- UM PASSEIO NO ESCURO


O maior editor da Literatura de Cordel


Nasceu no dia 24 de junho de 1880, em Cachoeira da Cebola, no município de Ingá, Paraíba.

Trabalhou como mascate e atraído pela febre da borracha, foi para o Amazonas onde teve 25 filhos com as caboclas das tabas indígenas.

Retornou ao nordeste e transferiu-se para Recife, onde fez curso de enfermagem.

Em 1921, já com bela fortuna amealhada, comprou o famoso projeto editorial de Leandro Gomes de Barros, tornando-se o maior editor de literatura de cordel de todos os tempos.

Vendo que oitenta por cento dos folhetos vendidos nas feiras era de humor ou de pelejas, e tendo especial vocação para duelos verbais, inclinou sua pena para esse tipo de produção.

Usando personagens reais e fictícias, escreveu mais de uma dezena de pelejas até hoje muito procuradas e lidas, como a de "Serrador e Carneiro".

Fonte: ABL

Quinteto Armorial - Zabumba lanceada - 1980