sábado, 25 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Qual a Origem da Ceia de Natal?

Haverá a alegria do encontro, a saudade de quem partiu, a presença de um novo membro, mesclando emoções diversas, pois todos ficam predispostos a se entregar afetivamente, trazendo a mensagem de que Cristo quer renascer no coração de cada um de nós. A tradição nos conta que após a Missa do Galo, celebrada à meia-noite do dia 24, era servida uma refeição frugal aos presentes.
Com o passar do tempo essa refeição foi transferida para as casas dos fiéis e tornou-se mais sofisticada. Iguarias deliciosas, assados, bolos, pudins, passas, nozes, castanhas, tâmaras, frutas cristalizadas… se tornaram indispensáveis. Na ceia natalina não falta uma vela acesa, nos lembrando a fé das pessoas em Jesus Cristo, que continua brilhando através dos tempos.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
2º PREMIO SOLANO TRINDADE DE POESIAS
02. Altair Leal Ferreira................................Paulista - Pernambuco
03.Flavio Dias da Silva................................Jaboatão – Pernambuco
04. Jose Kildery de Oliveira.........................Recife - Pernambuco
05. Geraldo Ferreira de Lima......................Jaboatão – Pernambuco
06. Ricardo da Conceição Peixoto..............Jaboatão- Pernambuco
07. Paulo Leonardo Batista Silva...............Jaboatão- Pernambuco
08. Rômulo Ramos de Queiroz...................Jaboatão – Pernambuco
09. Romero Ramos de Queiroz..................Jaboatão- Pernambuco
10. Levi da Silva Lima................................Jaboatão- Pernambuco
11. Ronaldo Sebastião de Barros ................Jaboatão – Pernambuco
12. Junior Jose Vieira...................................Recife – Pernambuco
13. Valquer Ramos dos Santos ....................Jaboatão- Pernambuco
14. Dílson Ferreira da Luz filho..................Jaboatão- Pernambuco
15. Adriana costa Mendonça ......................Recife - Pernambuco
16. Mauricio Fonseca dos Santos................Recife - Pernambuco
17.Almesio do Nascimento Silva................Jaboatão- Pernambuco
18. Marcos Antonio Gonçalves de Lima ....Jaboatão- Pernambuco
19. Piteer Junior Antonio da Silva...............Jaboatão- Pernambuco
20. Elizabeth Severina da Cruz Oliveira......Recife - Pernambuco
21. Roni Rossi Luiz da silva........................Jaboatão- Pernambuco
22. Ivano Ferreira do Nascimento................Recife - Pernambuco
Natanael Lima - Escritor (Membro da academia de Letras Cabense)
Lula Cortes - Musico , escritor, Cantor e compositor
Valeria Alvarenga - Presidente do Conselho de Igualdade racial
Mirtes Figueiroa - Secretaria de Educação / Jaboatão Jornal
Nildo Barbosa - Secretaria de Cultura / Professor universitário
Ivaldo Batista - União dos Escritores de Carpina/ Historiador
Paulo Rocha - Jornalista Redação Gazeta Nossa
Cobra Cordelista - Lenemar Santos – Jorge Braz - J. Andrade
Seu Lunga, tolerância zero
Um dos personagens mais populares dos cordéis da atualidade é o Seu Lunga, de Juazeiro do Norte, sempre com suas respostas afiadas para quem lhe faz pergunta besta. Esse cordel é de Ismael Gaião em sua coluna COLCHA DE RETALHOS, do Jornal da Besta Fubana.
SEU LUNGA, tolerância zero Ismael Gaião
Eu vou falar de Seu Lunga
Um cabra muito sincero,
Que não tolera burrice
Nem gosta de lero-lero.
Tem sempre boas maneiras,
Mas se perguntam besteiras,
Sua tolerância é zero!
Ao entrar num restaurante
Logo depois de sentar,
Um garçom lhe perguntou:
O Senhor vai almoçar?
Lunga disse: não Senhor!
Chame o padre, por favor,
Vim aqui me confessar.
Lunga tava na parada
Com Renata perto dele.
Esse ônibus vai pra praia?
Ela perguntou a ele.
Ele, então, disse à mulher:
- Só se a Senhora tiver
Um biquini que dê nele!
Seu Lunga tava pescando
E alguém lhe perguntou:
- Você gosta de pescar?
Ele logo retrucou:
- Como você pode ver,
Eu vim pescar sem querer,
A polícia me obrigou.
Pagando contas no Banco
Lunga viveu um dilema
Pois com um talão nas mãos,
Ouviu de Pedro Jurema:
O Senhor vai usar cheque?
- Ele disse: não, moleque,
Vou escrever um poema.
Em sua sucataria
Alguém tava escolhendo,
- Por quanto o Senhor me dá,
Essa lata com remendo?
Lunga, sem pestanejar,
Disse: não posso lhe dar,
Porque eu estou vendendo.
E ainda muito irritado
A seu freguês respondeu:
Tudo que eu tenho aqui,
Eu vendo porque é meu.
Pois se o Senhor quiser ver,
Coisas sem ser pra vender,
Vá visitar um museu.
Lunga foi comprar sapato
Na loja de Barnabé
E um rapaz bem gentil
Perguntou: é pra seu pé?
Ele disse: não esqueça,
Bote na minha cabeça,
Vou usar como boné.
Lunga carregava leite
Numa garrafa tampada
E um velho lhe perguntou:
Bebe leite, camarada?
Ele disse: bebo não!
Depois derramou no chão.
- Eu vou lavar a calçada.
Seu Lunga tava deitado
Na cama, sem se mexer.
E um amigo idiota
Perguntou, a lhe bater:
- O senhor está dormindo?
Lunga disse: tô fingindo
E treinando pra morrer!
Seu Lunga foi a um banco
Com um cheque pra trocar
Um caixa muito imbecil
Achou de lhe perguntar:
O Senhor quer em dinheiro?
- Não quero não, companheiro,
Quero em bolas de bilhar.
Lunga olhou pro relógio
Na frente de Gabriela,
Quando menos esperava,
Ouviu a pergunta dela:
- Lunga viu que horas são?
Ele disse: não, vi não,
Olhei pra ver a novela!
Seu Lunga comprava esporas
Para correr argolinha
E o vendedor idiota
Fez essa perguntazinha:
- É pra usar no cavalo?
- É não, eu uso no galo,
Monto e dou uma voltinha.
Seu Lunga tava pescando
Quando chegou Viriato
- Perguntando: aqui dá peixe?
Lunga disse: isso é boato!
No rio só dá tatu,
Paca, cutia e teju,
Peixe dá dentro do mato.
Lunga foi se consultar
Com um Doutor que era Crente
Esse logo perguntou:
- O Senhor está doente?
- Lunga disse: não Senhor,
Vim convidar o Doutor,
Para tomar aguardente.
Seu Lunga, com seu cachorro,
Saiu para caminhar
E um besta lhe perguntou:
É seu cão, vai passear?
Lunga sofreu um abalo,
Disse: não, é um cavalo,
Vou levá-lo pra montar.
Lunga trazia da feira,
Já em ponto de tratar,
Uma cabeça de porco,
Quando ouviu alguém falar:
- Vai levando pra comer?
Ele só fez responder:
- Vou levando pra criar!
Lunga foi à eletrônica
Com um som pra consertar
Lá ouviu um idiota
Sem demora, perguntar:
- O seu som está quebrado?
- Tá não, está estressado.
Eu trouxe pra passear.
Seu Lunga foi numa loja
Lá perto de Itaqui
- Tem veneno pra rato?
- Temos o melhor daqui.
Vai levá-lo? Está barato.
- Vou não, vou buscar o rato
Para vim comer aqui!
Seu Lunga tava bebendo,
Quando escutou de Tião:
- Já que faltou energia,
Nós vamos fechar irmão!
Lunga falou: que desgraça!
Eu vim pra tomar cachaça,
Não foi tomar choque não!
Lunga tava em sua loja
Numa preguiça profunda
Quando escutou a pergunta
Vindo de Dona Raimunda:
- O Senhor tem meia-calça?
- Isso em você não realça,
Ou você, tem meia bunda?
Lunga saiu pra pescar,
Quando um amigo encontrou.
Depois de cumprimentá-lo
Seu amigo perguntou:
Lunga vai à pescaria?
Seu Lunga só disse: ia.
Pegou a vara e quebrou.
Jacó estava querendo
Apostar numa milhar
Vendo Lunga numa banca
Disse: agora vou jogar!
E foi gritando dali:
- Lunga, passa bicho aqui?
- Passa sim! Pode passar.
Seu Lunga sentia dor
Procurou Doutor Ramon
Que começou a consulta
Já perguntando em bom tom:
Seu Lunga, qual o seu plano?
Lunga disse: sem engano,
O meu plano é ficar bom!
Lunga tava em seu comércio
Despachando a Zé Lulu
Que depois de escolher
A fava e o feijão guandu.
- Disse: vou levar fubá.
E o arroz como está?
Seu Lunga disse: Tá cru!
Lunga com uma galinha
E a faca pra cortar,
Seu vizinho perguntou:
Oh! Seu Lunga, vai matar?
Com essa pergunta burra,
Disse: não, vou dar uma surra,
Logo depois vou soltar.
Lunga indo a um enterro
Encontrou Zeca Passivo
- Seu Lunga pra onde vai?
Ao enterro de Biu Ivo.
- E Seu Biu Ivo morreu?
- Não, isso é engano seu,
Vão enterrar ele vivo!
Lunga mostrou um relógio
Ao filho de Biu Romão
- Posso botar dentro d’água?
Perguntou o garotão.
Lunga disse sem demora:
- Relógio é pra ver a hora,
Não é sabonete, não!
Lunga fez uma viagem
Pra cidade de Belém
E quando voltou pra casa
Escutou essa de alguém:
- Oh! Seu Lunga, já chegou?
- Eu não, você se enganou,
Chego semana que vem!
Lunga levou uma queda
De cima de seu balcão
- Quer tomar um pouco d’água?
Perguntou o seu irmão.
Lunga logo, respondeu:
Foi só uma queda, meu!
Eu não comi doce não!
Na porta do elevador
Esperando ele chegar
Seu Lunga escutou um besta
Pro seu lado perguntar:
- Vai subir nesse momento?
- Não, que meu apartamento,
Vai descer pra me pegar.
Se encontrar com Seu Lunga
Converse, mas com cuidado,
Pois ele pode ser grosso,
Mesmo sendo educado.
Eu já fiz o meu papel,
Escrevendo este cordel
Pra você ficar ligado!
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Cobra Cordelista na Escola Edgar Moury Fernandes
Professores e alunos caíram no forro, na ciranda e no coco e entre uma coisa e outra haja poesia que as meninas aprovavam com gritinhos e os machos com aplausos. O tempo todo eu toquei acompanhado do meu parceiro e amigo Vitor Aragão e da banda pão com ovo, uma galera maluca que toca a batera na escola e percussões e aliás tocam muito, que improviso maravilhoso, gente um dia agente repete.
Já como fica o veio no meio dos meninos, fazendo a maior agitação? Parece um pinto no lixo, é alegria só! Que Deus abençoe vocês e espero que a mensagem tenha ficado; Que a nossa cultura é muito linda e bastante participativa! Por fim mais um recado: Vamos crescendo com muito estudo e superando desafios, sem droga nenhuma, nem álcool, nem cigarro, ou outra porcaria qualquer e se houver sexo com camisinha é mais seguro evita doenças sexuais e gravidez não planejada que lhes fazem serem papai e mamãe em hora errada, e bebê não tem nada a ver com isto! Por fim beijos e sucessos, daqui fico torcendo por boas noticias!
Cobra Cordelista.
Comprando Voto
Prega a corrupção
E não pode exigir depois
Nenhuma pequena ação
Daquele seu candidato
Que escolheu na eleição.
Aquele que vende o voto
Sem saber faz aumentar
A injustiça social
Pois não pode nem cobrar
Trabalho do candidato
Depois que este ganhar.
O crápula que compra votos
Do povo não quer saber
O que ele pretende mesmo
É adquirir o poder
Pra roubar dinheiro público
E assim enriquecer.
O Sorriso da Saudade

(Anizio)
Sob o peso da saudade...
Deixo as lágrimas cair!
Triste nem sei mais sorrir,
Em mim só ansiedade...
Que todo meu ser invade!
Nostalgia do passado...
Em mim fica impregnado!
Como enxerto na pele,
Um mal que não se repele!
Neste meu rosto marcado.
Lamentando essa ausência...
As lágrimas voltam a rolar!
No silêncio a lamentar,
Do amor sinto a presencia...
Mas sofro com paciência,
Vendo sorrir a saudade...
Fazendo-me essa crueldade!
Levando parte de mim,
Querendo ver o meu fim!
Expondo-me a sua maldade.
E nos soluços em silêncio,
Faz expulsar minhas lágrimas...
Expandindo minhas mágoas!
Meu coração é um vazio...
Sinto este amor por um fio!
Mas mesmo na ansiedade,
Eu busco a felicidade...
Para acalmar minha dor!
Nas memórias do amor...
Vive sorrindo a saudade.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Lançamento do livro "Madrugada de Anseios", do poeta Edivaldo Miranda
Estive na Cidade Carpina para prestigiar o lançamento do livro "Madrugada de Anseios", do poeta Edivaldo Miranda. O livro é uma série de poesias inéditas do escritor sexagenário, que lança seu primeiro livro, uma coletânea de toda a sua trajetória poética, e são maravilhosas as composições que o mesmo postou em sua obra.
Lá estavam Ramos Silva, presidente da associação dos escritores de Carpina, Professora Zélia Secretaria de Educação, o escritor Ivaldo Batista e outros escritores presentes que realizaram um belo Sarau no auditório da prefeitura de Carpina. O neto de Edivaldo Miranda fez uma bela declamação imortalizou em suas memórias a lembrança do avô. Ezequiel ao violão e nunca vi um violão tocado da forma como toca, creio que a experiências dos anos vividos e das serenatas amadureceu o trabalho, e assim houve um show de cultura para presentear o público presente.
Vejam as fotos.
Zé Limeira o Poeta do Absurdo

Os temas que abordava em suas poesias e repentes eram variados e chegavam, muitas vezes, ao delírio. Pornografia era um tema recorrente, mas Zé Limeira ficou conhecido como "Poeta do Absurdo" por suas distorções históricas, poesias recheadas de surrealismo e nonsense, e pelos neologismos esdrúxulos que criava.
Vestia-se de forma berrante, com enormes óculos escuros e anéis em todos os dedos, e saía pelos caminhos de sua vida, cantando e versando.
Minha muié chama Bela
Quando eu vou chegando em casa
O galo canta na brasa,
Cai o texto da panela
Eu fico olhando para ela
Cheio de contentamento
O satanaz num jumento
Pra mordê a Mãe de Deus
Não mordeu ela nem eus
Diz o novo testamento
Eu vi uma gavetinha
Da casa de João Moisés
Mais de cem contos de réis
Só de ovo de galinha
Ela comeu uma tinha
Da carcassa de um jumento
Que bicho má, peçonhento
Lacrau e piôi de cobra
Não pode mais fazer obra,
Diz o novo testamento
Jesus nasceu em Belém,
Conseguiu sair dalí
Passou por Tamataí
Por Guarabira também
Nessa viagem de trem
Foi pará no Entroncamento
Não encontrando aposento
Dormiu na casa do cabo
Jantou cuscus com quiabo
Diz o novo testamento
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
2º FESTIVAL SOLANO TRINDADE DE POESIA AFRO-BRASILEIRA
2º FESTIVAL SOLANO TRINDADE DE
POESIA AFRO-BRASILEIRA
MAIOR SARAU BRASILEIRO DE POESIA AFRO
PRESENÇA DE VÁRIOS POETAS DO BRASIL
LOCA: PRAIA DE BARRA DE JANGADA/PE. (AO LADO DA IMAGEM DE IEMANJÁ)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Essa é imperdível! Os Vates & Violas fazem a gravação de seu primeiro DVD
fazem a gravação de seu primeiro DVD, na Casa de Zé Nabo (ao lado do Jóquei Clube,
antigo Cavalo Dourado, Prado, no Recife), no domingo, dia 12/dezembro.
Ótimas surpresas serão reveladas apenas aos presentes! Tô falando que é imperdível...
Para não enfrentar filas: antecipados à venda no "Canto Sertanejo" (Mercado da
Madalena), "Cachaçaria Matulão" (Mercado da Boa Vista) e "Caldácio" (Rua da Saudade
com Princesa Isabel, próx. à Faculdade de Direito do Recife). R$15,00.
Te esperamos por lá!
Geandré Gomides
Produção
(81) 9161.5979
Sentimento Poético

Para sentir, para crer.
Construir com as palavras
Edifícios de prazer.
Sentir o que o outro não sente
Mentir o que outro não mente
Vê o que o outro não vê.
O gato tem sete fôlego
O poeta tem setenta
Se faltar respiração
O poeta cria, inventa
Não morre asfixiado,
Pode até correr de lado
Ou andar em marcha lenta.
Pois quando está inspirado
Viaja com a poesia
Cheira o perfume da flor
Encontra a alegria,
A paz, o sonho, o amor
E tudo é fantasia.
Como é bom ser um poeta
Sereno, em paz, tranqüilo.
Tratando no dia-a-dia
Disso, daquele ou daquilo.
Cada poeta faz verso
Demonstrando seu estilo.
Valentim Martins Quaresma Neto 01/01/2001
Você já viu um Gorjala

Gigante negro, com bocarra escancarada e faminta.
Só tem um olho.
Caça homens, metendo-os em baixo dos braços e comendo-os a dentadas.
Habita as serras e penhascos do Ceará.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Cobra cordelista no Colégio Zequinha Barreto
Era a feira de conhecimentos da Escola Zequinha Barreto e a convite da direção da escola e da professora Paula, fui lá conhecer esta meninada que eu quero tanto bem. E torço pelo seu sucesso em qualquer lugar deste meu país.
Alguns por ser muito longe torna-se difícil ir até eles, mas de longe fico feliz com a vitória de cada um. Como para Deus não é impossível, agente um dia se encontra, por enquanto vou contando causos e encurtando caminhos e em um destes becos da vida agente se encontra.
Cobra Cordelista.
Cobra Cordelista na Universidade Federal de Vitória de Santo Antão
A professora da turma era a Beatriz, declamei filho agente não enjeita e fiz uma bela amizade com professores e alunos desta universidade, um dia agente se encontra de novo um beijo no coração de todos vocês.
Cobra Cordelista.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Outras Histórias de Assombrações
Conta a lenda que era um enorme monstro, de dentes agudíssimos, que soltava fogo pelas narinas e pela boca. Em suas investidas noturnas, procurava entrar nas casas para devorar os meninos que encontrava. Existem vários contos populares cujo personagem central é a Cabra Cabriola. O mais famoso em Pernambuco data de meados do século XIX e diz mais ou menos assim:
Existia uma mulher, mãe de três crianças pequenas, que sempre saía à noite em busca de meios para sustentar seus filhos. Ao sair, ela recomendava às crianças que tomassem cuidados com monstros, que não abrissem a porta para ninguém até ela voltar. E, assim, os meninos costumavam fazer: só abriam a porta quando a mãe retornava e, com sua voz familiar, pedia aos filhos que a abrissem.
Certa noite, a Cabra Cabriola chegou à casa dessa mulher, bateu à porte e, falando como se fosse a mãe das crianças, pediu que a deixassem entrar. O disfarce, porém, não foi perfeito, visto que a Cabra Cabriola não modificou o timbre de sua voz grossa e horrível. Os meninos perceberam que não se tratava da mãe deles e não abriram a porta. A Cabra Cabriola, então, foi embora prometendo, baixinho, voltar.
Semanas depois, a Cabra Cabriola voltou à casa daquelas três pobres crianças. Mas, desta vez não bateu à porta, ela ficou escondida aguardando o retorno da mãe das crianças, com o seguinte objetivo: conhecer o timbre da voz da mulher e aprender todos os termos usados por ela para chamar os filhos. Era a preparação para a grande e certeira investida que realmente aconteceria.
No dia seguinte, a Cabra Cabriola foi à oficina de um ferreiro e mandou que ele batesse a língua dela na bigorna, para que o timbre de sua voz, antes grossa e horrível, ficasse bem parecido com o da voz da mulher. À noite, a Cabra Cabriola esperou que a mãe das crianças saísse e completou o seu terrível plano: bateu à porta, imitando em tudo o chamado da mulher: "Filhinhos, filhinhos..."
Crentes que era a mãe delas, as crianças abriram a porta e foram todas devoradas pela Cabra Cabriola.
Chora Menino
Praça situada no final da Rua Manoel Borba, na Boa Vista, é um dos mais famosos lugares mal-assombrados do Recife. Antigamente, o local era denominado Mondego e tinha ali uma capelinha.
Durante a revolta militar conhecida como Setembrizada, que eclodiu entre os dias 14 e 16 de setembro de 1831, cerca de 300 soldados se amotinaram ali e foram massacrados por tropas leais ao governo.
A maioria desses soldados foi sepultada ali mesmo no local da carnificina e, a partir daquela data, quem passasse pelo local ouvia gemidos e choros que seriam dos filhos dos soldados lamentando a morte dos seus pais.
A história desses choros e gemidos ganhou as ruas do Recife e, assim, a praça passou a ser chamada de Chora Menino, ao mesmo tempo em que ganhou fama de local mal-assombrado.
Cantigas de ninar
No começo, não passava de uma simples melodia rudimentar, um rum-rum-rum. Aos poucos a coisa foi evoluindo para frases soltas e ritmadas até chegar ao que conhecemos hoje, com versos inocentes que abordam geralmente temas religiosos, folclóricos ou fatos do cotidiano.
Como acontece em praticamente todas as manifestações culturais correntes no Brasil, a cantiga de ninar também teve origens portuguesas, africanas e indígenas. Dessa forma, houve misturas e adaptações entre cada uma delas. A melodia e letra da cantiga portuguesa sofreu alterações quando cantadas pelas escravas ou índias e vice-versa. Isso explica em parte, as diferentes versões para a mesma cantiga de região para região no Brasil. Um bom exemplo disso aconteceu nessa cantiga de origem portuguesa:
"Vai-te, Côca, vai-te, Côca, Prá cima do telhado
Deixa dormir o menino Um soninho sossegado."
Côca ou cuca - espécie de bicho imaginário criado e usado para fazer medo às crianças choronas continua apenas no Sul do país. No Nordeste foi substituída pelo pavão e no lugar de "para cima do telhado", nossa versão registra "sai de cima do telhado", imagine que em cima do telhado fica mais difícil para o menino poder dormir seu sono sossegado não é mesmo.
Sai de cima do telhado
Deixe meu filho dormir
Seu soninho sossegado."
Fui varrer a Conceição,
Encontrei Nossa Sra
Com seu raminho na mão.
Eu lhe pedi um raminho,
Ela me disse que não,
Eu lhe tornei a pedir,
Ela me deu seu cordão.
Numa ponta Sto Antônio,
Noutra ponta São João,
No meio Nossa Sra
Com seu lencinho na mão.
Cala a boca, iaiazinha,
Que seu pai já vem já,
Já foi buscar timão de seda,
forrado de tafetá. "
"Boi, boi, boi
boi da cara preta
pega este menino
que tem medo de careta
Não, não, não
não coitadinho
ele está chorando
mas é tão bonitinho. "
"Tutu sossegue,
vá dormir seu sono
está com medo diga
qué dinheiro tome. "
"João Curutú
detrás do murundu
levai este menino
pra comer angu. "
"Nana, neném
que a cuca vem pegar
papai tá na roça
mamãe foi cozinhar."
"Dorme filhinho,
dorme meu amor,
que a faca que corta
dá talho sem dor."
"Não chore, meu menino,
não chore, meu amor
que a faca que corta
dá golpes sem dor. "
"O menino tem soninho,
e o seu sono não quer vir
venham os anjinhos do céu
ajudá-lo a dormir. "
"Sra Santana
Senhor São Joaquim
acalentai esse menino
que o sono não quer "vim"."
"Estava Maria
na beira do rio
lavando os paninhos
do seu bento filho.
A Sra lavava
São José estendia,
o Menino chorava
do frio que fazia."
"Embala, José, embala
que a Sra logo vem
foi lavar um cueirinho
no riacho de Belém."
"Maria e José
vão para Belém
levando o Menino
que eles querem bem."
"Dorme, dorme, meu filhinho
é noite, papai já veio
Teu maninho também dorme
embalado no meu seio.
Dorme, dorme, meu filhinho
que as aves já estão dormindo
E as estrelas cintilantes
Lá no céu estão luzindo
Anunciando que horas
o galo cucaricou
E lá na torre da igreja
a mesma hora soou. "
"Desce gatinho
de cima do telhado
que é pra ver se esse menino
dorme um sono sossegado
ô ô ô/ô ô ô a."
"Gatim marambaia
não vem assustar
que o pai do menino
já vem te matar. ô..."
sábado, 27 de novembro de 2010
A Princesa Encantada de Jericoacoara

Perto da praia, quando a maré está baixa, há uma furna onde só se pode entrar agachado. Esta furna de fato existe. Só se pode entrar pela boca da caverna, mas não se pode percorrê-la, porque, está bloqueada por um enorme portão de ferro.
A cidade encantada e a princesa estariam além daquele portão. A encantadora princesa está transformada, por magia, numa serpente de escamas de ouro, só tendo a cabeça e os pés de mulher.
De acordo com a lenda, ela só pode ser desencantada com sangue humano. Assim, no dia em que alguém for sacrificado junto do portão, abrir-se-á a entrada para um reino maravilhoso. Com o sangue será feita uma cruz no dorso da serpente, e então surgirá a princesa com toda sua beleza, cercada de tesouros inimagináveis, e a cidade com suas torres douradas, finalmente poderá ser vista. Então, o felizardo responsável pelo desencantamento, poderá casar com a princesa cuja beleza é sem igual nesse mundo.
Mas, como até hoje não apareceu ninguém disposto a quebrar esse encanto, a princesa, metade mulher, metade serpente, com seus tesouros e sua cidade encantada, continuam na gruta a espera desse "heroí".
Essas princesas-serpentinas são comuns no folclore nortista. Mário Melo fala da furna da Serra Talhada, em Vila Bela, Pernambuco, morada duma princesa, semelhante a esta.[1]
Princesas tornadas serpentes são vestígios do ciclo das Mouras na penísula ibérica. Em Portugal quase a totalidade das Mouras Encantadas vive sob a forma de serpentes. Nas noites de São João ou Natal, antes da meia-noite, voltam à forma humana, tornadas mulheres lindas, cantam, penteando-se com pentes de ouro. Ao seu lado pode-se ver a pele de serpente à espera do corpo para a continuação da maldição. O ferimento, mesmo diminuto, bastando apenas que derrame sangue, quebra o encanto. Aqui a lenda se assemelha com o mito da Cobra Norato, do Pará.
Informações Complementares:
Nomes comuns: Cidade encantada de Jericoacoara, A Princesa encantada do mesmo nome, O Reino Encantado, O Reino de Pedra Bonita.
Origem Provável: A tradição de Jericoacoara é legitimamente portuguesa e a princesa enfeitiçada é uma "moura", esquecida em seu castelo obscuro, guardando ouro, joias, pedrarias, barras de prata, montões de moedas, para o heroi audacioso que resolva lhe "quebrar" o encanto. Em toda a Europa e Ásia, existem relatos muito antigos de vários povos que falam de cidades encantadas, onde moram reis e princesas, outras vezes raças de inteligência superior.
Vinda da Europa, pelos espanhóis, havia a lenda que falava de um lugar maravilhoso que poderia estar oculto nas florestas virgens da América do Sul, onde as pessoas viviam eternamente. Se alimentariam da água da Fonte da Juventude eterna. Também os espanhóis acreditavam existir uma fenomenal cidade subterrânea com tesouros fabulosos, nas montanhas dos Andes, seu nome seria Cibola.
No estado de Pernambuco, na cidade de Serra Talhada, antiga Vila Bela, existe uma lenda parecida que também fala de uma gruta encantada onde mora uma princesa serpente. Outros afirmam que esta gruta, seria na verdade o Reino de Pedra Bonita, que ficava no sítio de Pedra Bonita, na mesma cidade, e onde viveu um povo muito místico e cruel.
Conta a lenda que para manter o reino encantado e oculto das vistas de curiosos, os habitantes locais sacrificavam crianças cujo sangue puro, mantinha sua invisibilidade. Se isto não fosse feito, o reino se desencataria e se tornaria visível. Naquele reino existiria uma fabulosa mina encantada de diamantes.
A Serpente, o animal sem idade, o animal sábio, é a forma preferida pela alta e velha magia árabe. As tradições orientais estão repletas de rainhas e princesas que vivem como grandes cobras, sujeitas a uma penitência cujo fim depende dum gesto humano e cavalheiresco.
Toda Europa conhece a tradição de Melusina, a fada amorosa da casa dos Lusignan. Filha da fada Pressina, Melusina se tornava serpente todos os sábados. Durante uma caçada, Raimondin, filho do conde de Forez, encontrou-a numa floresta do Poitou. Apaixonaram-se e se casaram. Melusina construiu milagrosamente o castelo de Lusignan. Viviam amorosamente. Nasceram oito filhos, fortes e belos mas portadores de anomalias.
Vriam, o primogênito, tinha a face mais larga do que longa e um olho era vermelho e o outro azul. Odon, o segundo, possuía orelhas enormes. Guion, o terceiro, apresentava os olhos colocados desigualmente. A face do quarto filho, Antônio, era marcada por uma garra de leão. Renault, o quinto, parecia um Ciclops, com seu único olho mas enxergava numa distância de vinte e uma léguas. Godofredo, o sexto, orgulhava-se de ter apenas um dente que lhe saía da boca mais de uma polegada. O sétimo tinha um nariz peludo como se fosse uma toupeira. O oitavo, não se sabe o nome, se tornou monge. Este possuía três olhos.
Melusina fizera o marido jurar que não a procuraria ver durante os sábados. Anos depois, tomado pela curiosidade, o fidalgo abriu um furo com a espada na porta do aposento onde a esposa se banhava. Viu-a como uma enorme e horrenda serpente. Gemendo de dor, Melusina desapareceu por uma janela. Nunca mais o marido tornou a vê-la. Fiel ao seu amor, cada vez que o castelo de Lusignan mudava de senhor, ou um dos chefes da família ia morrer, Melusina aparecia no alto das torres do castelo, chorando. Três dias depois voltava para anunciar a visita do anjo da morte.
Vê-se claramente, pelo exposto, porque a princesa de Jericoacoara ainda espera pelo seu Salvador, um homem sem medo e sem mácula, armado apenas de coragem e transbordando de amor.
Fonte:http://sitededicas.uol.com.br/folk20.htm


