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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Você sabe quem foi Padre Henrique?

Padre Antônio Henrique Pereira da Silva Neto foi auxiliar do arcebispo de Olinda e Recife Dom Hélder Câmara, era responsável pelo setor da Arquidiocese que dava assistência à juventude. Foi torturado e assassinado, no Recife, entre a noite de 26 e a madrugada de 27 de maio de 1969, tendo seu corpo jogado num matagal da Cidade Universitária.

O episódio teve características de crime político (Dom Hélder liderava a corrente da Igreja Católica que contestava o regime militar instalado no Brasil em 1964) e os autores do assassinato nunca foram identificados. O enterro do Padre Henrique transformou-se numa gigantesca passeata pelas ruas do Recife, com vários atritos com as forças policiais.

Padre Henrique saiu para uma reunião e no outro dia seu corpo apareceu num matagal


A corda aperta-lhe o pescoço e o homem dobra as pernas, semi-asfixiado e cai de joelhos. Uma pancada de faca ou canivete no rosto e o sangue escorre, grosso, molhando o dorso nu e as calças.

Os vultos, ao seu redor, começam a tornar-se ainda mais difusos e ele sente um impacto na face e, certamente, não sente o segundo, à queima-roupa, pouco acima da orelha.

Dois tiros de mestre, convergindo para um só ponto do cérebro. O homem estende-se em meio à pequena clareira aberta no matagal e, nos últimos estertores da morte, agarra, com a mão direita, crispada, um tufo de capim.

Passava da primeira hora da madrugada de 27 de maio de 1969 e não era chegada, ainda, a terceira hora. Os olhos do homem estavam abertos, como abertos e cheio de espanto estavam os olhos do vigia Sérgio Miranda da Silva, quando o encontrou, estirado no chão, às seis e meia da manhã.

Antes das dez, o corpo estava identificado: era do padre Antônio Henrique Pereira da Silva Neto, 28 anos de idade, visto com vida, pela última vez, por uma testemunha, quando era obrigado a entrar numa rural verde e branca.

No final da tarde, a igreja do Espinheiro, no Recife, estava abarrotada de gente para assistir à missa de corpo presente, celebrada por 40 sacerdotes. Durante toda a noite houve vigília e, no dia seguinte, a pé, por mais de 15 quilômetros, uma multidão de 20 mil pessoas acompanhava o enterro até um cemitério próximo à Cidade Universitária, a mesma região aonde aconteceu o crime.

Foi assim que, seis anos depois, ao reconstituir o episódio, o Jornal da Cidade narrou o assassinato do Padre Henrique. Um crime que até hoje nunca foi explicado e, provavelmente, nunca o será.

Sabe-se apenas que, por várias vezes, antes daquela madrugada, o padre sofrera veladas ameaças de morte. Sabe-se, também, que ficaram pistas. Mas só as pistas não resolvem casos. Principalmente casos acontecidos numa época em que o Brasil vivia sob a censura e a brutalidade da ditadura militar.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Você sabe o que é a Chesf?



Empresa do sistema Eletrobrás, com sede no Recife, foi uma das pioneiras no Brasil na construção de grandes usinas hidrelétricas. Criada através do Decreto 8031, de 03 de outubro de 1945, assinado pelo presidente Getúlio Vargas, e constituída a 15 de março de 1948, com o objetivo de gerar energia elétrica para o Nordeste, aproveitando o potencial hidráulico do Rio São Francisco.

Iniciou sua operação no começo de 1955, com duas unidades geradoras de 60 mil megawatts, instaladas na região de Paulo Afonso Bahia.

Em 1996, contava com um complexo de 13 grandes hidrelétricas e algumas termoelétricas. A princípio, tinha uma área de atuação que se estendia por todo o Nordeste até que, em 1980, o estado do Maranhão teve seu abastecimento transferido para o Sistema Eletronorte.

A partir de então, passou a atuar nos demais estados nordestinos, da Bahia ao Piauí, abrangendo uma área 1 milhão 220 mil km2, equivalentes a 14,3% do território brasileiro. Pouco antes da hidrelétrica de Tucuruí entrar em operação, em 1984, a energia gerada pela Chesf foi levada também ao Pará, para iluminar Belém e o acampamento daquela futura usina.

Esta interligação entre Nordeste e Norte foi considerada um importante marco da engenharia brasileira, por conta da distância entre a fonte geradora e a de consumo da energia, superior a 1.800 quilômetros.

Para explorar as águas do São Francisco, a Chesf enfrentou grandes desafios, entre os quais a escavação de uma grande caverna, 80 metros adentro do solo do semi-árido, para a instalação da primeira hidrelétrica nordestina, que foi a usina Paulo Afonso I, iniciada em 1949 e inaugurada a 15 de janeiro de 1955, pelo então presidente da República, João Café Filho.

Antes da construção da hidrelétrica de Paulo Afonso, tudo o que existia no Nordeste eram pequenos aproveitamentos hidráulicos ou de geração térmica, que abasteciam localidades isoladas. Após a construção da Paulo Afonso, sucederam-se as outras grandes hidrelétricas do sistema Chesf.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

RECEITAS DO CAMPO


Cocada ao leite


Ingredientes

1 (sopa) de manteiga
2 de coco fresco ralado
2 de açúcar
1 lata de leite condensado

Modo de preparo

Untar uma pedra mármore com um pouco de óleo. Ou então untar uma assadeira. Misturar em uma panela o coco, leite condensado e açúcar. Levar ao fogo e misturar bem, cozinhar misturando regularmente com uma colher de pau. Quando o doce começar a ser soltar do fundo da panela, retirar do fogo e acrescentar a manteiga. Bater bem com a colher de pau para que o doce açúcare. Despejar sobre o mármore untado e deixar esfriar. Cortar quadrados de 10x10 cm.

Patativa do Assaré - Entrevista e Poemas

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Alemães em Pernambuco

Chã de Estevam foi a denominação de uma espécie de campo de concentração criado a 22 de novembro de 1942, no local onde hoje está situado o município de Araçoiaba, a 60 km do Recife, em terras da Fábrica de Tecidos Paulista, de propriedade da família Lundgren, fundadora das Casas Pernambucanas. Abrigou, até 1945, um grupo de 33 operários alemães e suas famílias, em casas de alvenaria.

Eles eram os empregados dos Lundgren, não sofriam maus-tratos, recebiam metade do salário a que tinha direito se estivessem trabalhando, tinham direito a manter correspondência com parentes na Alemanha e iam à feira sem vigilância ostensiva. As únicas restrições eram o afastamento do trabalho; a proibição de falar alemão e não se deslocar, sem autorização, ao Recife, mesmo que para tratamento médico.

Greve do Cabo


Decretada a 13/12/1966, por mais de dois mil trabalhadores rurais do município do Cabo, foi a primeira greve de trabalhadores brasileiros depois do golpe militar de 1964. Os agricultores, sob a liderança da direção do seu sindicato e com apoio do movimento estudantil, exigiam pagamento de 13º salário, férias e assinatura da carteira de trabalho.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

SUAPE - O QUE É:


Idealizado em 1968, o Complexo Industrial e Portuário de Suape teve a sua primeira atracação de navio em 1982. O Complexo de Suape é o mais completo pólo para a localização de negócios industriais e portuários da Região Nordeste. Dispondo de uma infra-estrutura completa para atender às necessidades dos mais diversos empreendimentos, Suape tem atraído um número cada vez maior de empresas interessadas em colocar seus produtos no mercado regional ou exportá-los para outros países.

Em 2009, mais de 70 empresas já estavam instaladas ou em fase de implantação no Complexo Industrial, representando investimentos da ordem de US$ 1,7 bilhão. Além da infra-estrutura adequada, essas empresas contam ainda com incentivos fiscais, oferecidos pelos governos estadual e municipal, com o objetivo de estimular a geração de empregos e incrementar a economia regional.

Localização – O Complexo de Suape fica entre os municípios do Cabo e Ipojuca e tem uma localização estratégica em relação às principais rotas marítimas de navegação, conectando-se com mais de 160 portos em todos os continentes, colocando-o em condições de ser o principal porto concentrador do Atlântico Sul.

O Complexo Industrial Portuário de Suape está situado 40 km ao sul do Recife (PE), nos municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. O porto é a única entrada e saída para toda a Região Nordeste. Um mercado consumidor com 50 milhões de habitantes e um PIB de US$ 110 bilhões.



Suape ocupa uma área extensa de 13.500 hectares de terra. Para garantir um crescimento ordenado e facilitar a administração, o complexo foi dividido em zonas: portuária, industrial, administrativa e de preservação ecológica e cultural.



Extrutura Portuária - Suape opera navios nos 365 dias do ano, sem restrições de horário de marés. Para auxiliar as operações de acostagem dos navios, o Porto dispõe de um sistema de monitoração de atracação de navios a laser, que possibilita um controle efetivo e seguro, oferecendo ao prático condições técnicas nos padrões dos portos mais importantes do mundo.

O Porto já movimenta mais de 5 milhões de toneladas de carga por ano, destacando-se, entre elas, os granéis líquidos (derivados de petróleo, produtos químicos, álcoois, óleos vegetais etc), com mais de 80% da movimentação, e a carga conteinerizada. O Porto pode atender a navios de até 170.000 tpb e calado operacional de 14,50 m. Com 27 km² de retroporto, seus portos externo e interno oferecem as condições necessárias para atendimento de navios de grande porte.

O canal de acesso tem 5.000 m de extensão, 300 m de largura e 16,5 m de profundidade.

Suape conta com um Porto Externo, Porto Interno, Terminais de Granéis Líquidos, Cais de Múltiplos Usos, além de um Terminal de Contêineres.


Empresas instaladas no Complexo até 2009:



Aluminic Industrial S/A
Amanco Brasil S/A
Andaluz Logística e Transportes Ltda.
Arcor do Brasil Ltda.
Atlântico Terminais S/A
Bahiana Distribuidora de Gás Ltda
Braspack Embalagens do Nordeste S/A.
Bunge Alimentos S/A.
Caulim do Nordeste S/A
Cebal Brasil Ltda (Alcan)
Cerâmica Monte Carlo Ltda.
Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga
Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco S/A - CITEPE
Cimec - Cia. Industrial e Mercantil de Cimentos
Concreto Redimix do NE S/A
Condor Nordeste Indústria e Comércio Ltda.
Copagás Distribuidora de Gás Ltda.
Decal Brasil Ltda.
Elite Cerâmica S/A.
Emplal - Embalagens Plásticas
Esso Brasileira de Petróleo S/A.
Estaleiro Atlântico Sul
Filmflex Indústria e Comércio de Embalagens Plásticas Ltda S/A. (Filmplastic)
IGL Industrial Ltda
Komboogie Transporte Ltda.
Liquigás Distribuidora S/A.
Máquinas Piratininga Indústria e Comércio Ltda.
MHAG – Serviços e Mineração S/A
Microlite S/A.
Minasgás Participações S/A.
M&G Polímeros Brasil S.A.
Nacional Gás Butano Distribuidora S/A.
Ogramac Ltda.
Nutrinor Indústria e Comércio de Alimentos Ltda.
Pamesa
Pandenor - Importação e Exportção
Pedreira Anhanguera S/A.
Pedreiras do Brasil S/A.
Pepsico do Brasil Ltda. (Elma Chips)
Pernod Ricard Brasil (Seagram)
Petrobras Distribuidora S/A.
Petróleo Suape Ltda.
Petroquímica Suape S/A
Pousadas do Cabo de Santo Agostinho Empreendimentos Hoteleiros
Quebecor World Recife Ltda
Refresco Guararapes Ltda. (Coca-Cola)
Rexam Beverage Can South América (Lanesa - Latas de Alumínio do NE S/A)
Saveiros Camuyrano Marítimos Ltda.
Senai - Serviço Nac. Aprend. Industrial
Shell do Brasil S/A.
Suape Têxtil S/A.
Suata Serviços e Logística Ltda.
Sapeka Indústria e Comércio de Fraldas Descartáveis do Nordeste Ltda.
Tecon Suape S/A
Temape - Terminais Marítimos de PE
Tequimar - Terminal Químico Aratu S/A
Terranor Indústria e Comércio de Materias Gráficos Ltda.
Termopernambuco S/A.
Texaco do Brasil S/A.
Thor Nordeste Ltda
TOC Empreendimentos Ltda.
TRANSPAZ - Trans. Rodoviário de Cargas
Vitivinícola Cereser LTDA
Wilport Operadores Portuários Ltda.
Windrose - Serv. Marítimos e Representações Ltda.
Work Mariner Ltda.

Fonte:http://www.pe-az.com.br

terça-feira, 5 de julho de 2011

Recife iluminada por lampiões a base de óleo de mamona


Até 1822, as ruas do Recife não tinham iluminação pública de qualquer tipo, só eram iluminadas durante as chamadas grandes noites. Entre estas ocasiões especiais, estavam as festas de final de ano e o nascimento de um príncipe na Côrte, Rio de Janeiro. E o curioso dessa história é que, mesmo sem ter suas ruas iluminadas, todos os recifenses eram obrigados a pagar um imposto para custear a iluminação da Côrte.

O serviço de iluminação pública do Recife foi inaugurado em maio de 1822.
Os lampiões nas calçadas eram alimentados com óleo de mamona, que a população chamava de óleo de carrapateira. Os recifenses continuaram pagando o imposto para custear a iluminação do Rio de Janeiro até 1827, ano em que o governo decidiu que o arrecadado com o tributo passaria a ser aplicado na Capital da Província.

Em 1857, os lampiões da cidade passaram a utilizar como combustível o óleo de peixe, o que melhorou o desempenho da iluminação. Os postes ainda eram poucos, dezenas deles, mas o suficiente para que a população se orgulhasse do serviço que deu vida noturna a cidade.

Gasômetro de São José é inaugurado em 1859

A 26 de abril de 1856, dois comerciantes (Felipe Lopes Neto e Hény Gibson) e o engenheiro Manuel Barros Barreto se associam e firmam, com o governo, um contrato para instalação de gás no Recife, que seria fornecido por combustores, com luz equivalente, em densidade, a dez velas de espermacete.

Eles teriam o direito de explorar o serviço por trinta anos, mas não chegaram a concretizar seus planos. Transferiram o contrato para a empresa Roston Roocker & Cia, que também desistiu e repassou o projeto para a empresa Fielden Brothers.

Foi esta última empresa que concretizou a novo serviço de iluminação do Recife. Iniciou as obras de instalação de um gasômetro, no bairro de São José, e depois construiu o encanamento e instalou os combustores. O tão esperado gasômetro foi inaugurado a 26 de abril de 1859.

O sistema de iluminação pública do Recife, a gás carbônico, foi inaugurado, festivamente, um mês depois (26/05/1859). Naquela ocasião, a cidade já dispunha de 1.037 lampiões e a iluminação tornou-se bem mais potente.

Estação de trem e mercado, dois nobres pontos de luz

Antes mesmo que o Recife ganhasse o serviço de iluminação pública por energia elétrica, dois pontos da cidade já dispunham desse tipo de iluminação: a Estação Central, da rede ferroviária, e o Mercado do Derby, este construído pelo empresário Delmiro Gouveia que, mais tarde, seria o pioneiro na exploração do Rio São Francisco para a geração de energia.

A luz vinha de geradores e apareceu pela primeira vez em 1890, na estação ferroviária, atual Museu do Trem, que também estendeu o benefício para a pequena praça que ainda hoje existe em frente ao seu prédio.

Já o Mercado do Derby, que funcionou onde hoje fica o quartel da Polícia Militar, no Derby, foi inaugurado em 1898. Era uma espécie de precursor dos atuais shoppings, num imponente prédio onde se vendia de tudo, de carne, artigos importados, verduras, até gelo ou jornais.

E com uma grande atração: luz elétrica, que proporcionou aos comerciantes estenderem o horário comercial de suas lojas até às 8h da noite. Na frente do mercado, foi criada uma área de lazer, onde as festas para crianças e adultos, realizadas à noite, atraíam multidões. Era o ponto mais concorrido do Recife.

O Mercado do Derby (ou Mercado Modelo Coelho Cintra, seu nome oficial) foi destruído por um incêndio, na madrugada de 01 de janeiro de 1900. Dizem que o incêndio foi criminoso e que os seus autores foram os inimigos políticos de Delmiro Gouveia, na época chefiados pelo vice-presidente da República, o pernambucano Rosa e Silva.

O prédio ficou abandonado até 1909, quando foi recuperado e passou a abrigar a Escola de Aprendizes de Artífices. Tempos mais tarde, o edifício do velho mercado virou quartel da Polícia Militar. Quartel que ainda hoje existe no local.

Olinda pioneira

Antes mesmo do Recife, Olinda foi a primeira cidade do Nordeste brasileiro a contar com um sistema de iluminação pública através de energia elétrica. O fato aconteceu a 14 de julho de 1913, quando a Companhia Santa Tereza (Empreza de Illuminação Electrica e Abastecimento D?Água da Cidade de Olinda) inaugurou esse serviço na cidade. Até então, Olinda contou apenas com iluminação a gás, sistema também gerido pela Companhia Santa Tereza, de propriedade do empresário Claudino Coelho Leal.


Energia elétrica põe fim aos bondes puxados a burros

A 27 de outubro de 1913 é assinado o contrato, entre o governo estadual e a empresa The Pernambuco Tramways and Company Limited, para implantar os serviços de iluminação pública e residencial no Recife. A partir de então, gradativamente a cidade passou a ser iluminada, mas seria somente no ano seguinte, com a inauguração do serviço de bondes elétricos, a 13 de maio de 1914, que a cidade teria luz elétrica em larga escala.

O bonde, transporte coletivo da época, também era explorado pela Pernambuco Tramways, deu novo impulso ao desenvolvimento da Capital e circulou até o final da década de 1950.

No tempo em que o transporte coletivo puxado a burros foi aposentado, havia máquinas geradoras de energia elétrica para abastecimento da rede de bondes, à base de 500 volts, e duas estações rebaixadoras de corrente: uma na Rua Gervásio Pires e outra na Rua das Graças.

Essas estações transformavam a corrente alternada em contínua e, com o sistema já implantado, foi fácil adaptar o fornecimento de energia elétrica para as residências, substituindo a luz do gás carbônico. A energia era gerada por uma termelétrica, construída nas proximidades da Estação Central, com turbinas a vapor, movidas inicialmente a carvão e, depois, a óleo.

O banco de transformadores de corrente ficava na Rua do Sol e a rede de distribuição tinha postes de madeira e de ferro. A corrente fornecida pela usina era de 220 volts mas, como o serviço não era perfeito, em alguns lugares da cidade não chegava nem a 180 volts. Nestas áreas, a iluminação era fraca e o rádio tocava baixinho, como se fosse um rádio com pilhas fracas.

Apesar dos problemas técnicos iniciais, esse primeiro sistema de iluminação pública à base de energia elétrica deu grande contribuição ao desenvolvimento do Recife. E continuaria sendo utilizado até mesmo depois da chegada da energia do São Francisco, para reforçar o abastecimento da cidade.

Tem início em Pernambuco a era das hidrelétricas

O Recife passou a contar com energia elétrica gerada pelo Rio São Francisco no dia 01 de dezembro de 1954, às 06h da manhã, quando a Companhia Hidroelétrica do São Francisco-Chesf ligou o primeiro circuito para alimentar a rede da capital pernambucana.

A energia vinha da Hidrelétrica de Paulo Afonso, que acabara de ser construída em território baiano e que seria inaugurada oficialmente a 15 de janeiro de 1955, com a presença do então presidente da República, João Café Filho.

Naquela época, a cidade era iluminada pelo sistema da Pernambuco Tramways, através de termelétrica, que já não conseguia atender as necessidades dos consumidores. Daí, a chegada da energia elétrica de Paulo Afonso (que também passou a iluminar a cidade de Salvador e outras regiões do Nordeste) ter sido celebrada com festas.

Mas, houve problemas, também. Com a usina ainda em fase de testes, o governo levou a energia da Chesf para outras cidades, o sistema apresentou falhas e vieram os protestos.

Foi nessa fase, por exemplo, que a população da cidade de Jaboatão saiu às ruas para protestar contra os apagões programados por um rigoroso plano de racionamento, adotado pelas autoridades enquanto as falhas no sistema de transmissão eram reparadas. (Veja o texto População de Jaboatão foi às ruas para impedir apagões).

Quando o Recife foi iluminada pela energia de Paulo Afonso, já haviam passados 41 anos da primeira experiência de utilização das águas do Rio São Francisco para a produção de energia elétrica.

O pioneiro desse sistema foi o empresário cearense Delmiro Gouveia, que em 1913 inaugurou, no penhasco da cachoeira de Paulo Afonso, na margem alagoana do rio, uma pequena hidrelétrica, para mover uma fábrica de linhas de coser e iluminar uma vila operária, instaladas por ele na localidade de Pedras (AL), a 24 km dali.

Pernambuco já foi atingido por apagões

Nos últimos 15 anos, os pernambucanos presenciaram, pelo menos, dois grandes apagões acidentais. Um deles ocorreu em 1987, quando o Estado ficou totalmente às escuras por cerca de três horas. Mas, o blecaute que mais danos causou ao Estado ocorreu em agosto de 2000 e foi parcial.

Atingiu apenas os municípios de Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Escada, deixando um prejuízo de R$ 8,5 milhões a cerca de 40 indústrias que operam no Complexo Industrial Portuário de Suape e demais áreas afetadas. Na ocasião, a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) classifiou o incidente como o maior apagão dos últimos dez anos em Pernambuco.

Tudo aconteceu às 18h03m da quinta-feira 24 de agosto de 2000, quando o rompimento de um cabo na linha de transmissão da Chesf interrompeu o fornecimento de energia na área sul da Região Metropolitana do Recife e algumas cidades da Zona da Mata.

O apagão durou sete horas e trinta minutos e, de acordo com a Chesf, afetou a vida de 750 mil pessoas. O blecaute comprometeu entre 5% e 7% de toda a carga elétrica do Estado. Para contornar o problema, a Chesf utilizou 30 homens numa operação de emergência e o abastecimento na área atingida só foi totalmente normalizado à 01h33m da sexta-feira 25 de agosto.

Segundo os técnicos, o rompimento do cabo que gerou o apagão foi provocado por um defeito num esforçador (peça que separa um cabo do outro) instalado num trecho do município de Moreno, exatamente no cruzamento da linha de transmissão de 500 quilovolts que vinha de Paulo Afonso (BA) com outro trecho de transmissão de energia de 230 quilovolts para a subestação de Pirapama.

Ou seja, foi um problema operacional. Apesar de menos abrangente que o de 1987, este último apagão trouxe mais prejuízos para Pernambuco porque ocorreu numa área onde está localizado o pólo industrial do Estado.


População de Jaboatão foi às ruas para impedir apagões


Mesmo antes de 2001 – quando o Brasil se assustou com uma série de apagões promovidos pelo Governo para forçar a população economizar energia -, Pernambuco já havia convivido com o racionamento de energia elétrica através de apagões programados. Aconteceu em 1954 e provocou todo tipo de reação. Em Jaboatão, a população foi às ruas e impediu que a Companhia energética desligasse as luzes da cidade.

A empresa que abastecia o município era a Pernambuco Tramways, sediada no Recife. Com a capacidade de produção esgotada e, para evitar o colapso na Capital, a concessionária adotou uma série de medidas restritivas, sendo a principal delas a suspensão temporária da energia enviada para Jaboatão.

O racionamento entrou em vigor no início de novembro e, diariamente, Jaboatão ficava três horas às escuras, entre 17h30m e 20h30m. O corte era feito por um funcionário da empresa, na localidade de Volta do Caranguejo, no distrito de Socorro. Apesar dos transtornos causados, os primeiros dias de apagões foram encarados com serenidade pela população.

Um mês mais tarde, quando a Pernambuco Tramways passou a receber energia gerada pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco-Chesf e, mesmo assim, não suspendeu o racionamento, os ânimos se exaltaram.

A situação azedou de vez no dia 12 de dezembro, quando dezenas de pessoas se dirigiram à Volta do Caranguejo, dispostas a impedir a interrupção do fornecimento de energia. Sem condições de enfrentar a multidão, o funcionário encarregado de desligar a rede desistiu de sua tarefa e, naquela noite, não houve apagão na cidade.

A mobilização popular prosseguiu nos dois dias seguintes, exatamente da mesma forma. Mas, como não havia mesmo energia suficiente, tudo terminou com um acordo: o apagão foi reduzido para apenas uma hora, entre às 17h30m e 18h30m. Ao justificar os protestos, a população de Jaboatão indagava: por que os apagões no mesmo momento em que o governo festejava a conclusão da primeira grande hidrelétrica da Chesf, que iria iluminar todo o Nordeste?


O problema era que a Usina de Paulo Afonso ainda operava em caráter experimental e, toda vez que ocorria algum problema nos geradores ou na linha de transmissão entre Paulo Afonso e a subestação do Bonji, a Pernambuco Tramways era obrigada a operar somente com a sua já defasada termelétrica e o racionamento era inevitável. Os apagões, também.

Detalhes curiosos: a atitude dos moradores de Jaboatão foi considerada ousada porque ocorreu num dia em que o presidente da República, Café Filho, permaneceu seis horas no Recife, inaugurando obras, o que não inibiu o povo de ir às ruas.

O país vivia uma grave crise política, desencadeada pelo suicídio de Getúlio Vargas.

As autoridades não se entendiam sobre a tarifa de energia a ser cobrada pela novata Chesf. E, diferentemente do que ocorreu em 2001, o Nordeste não estava ameaçado de blecaute. Pelo contrário, iniciava a sua fase de grande gerador de energia, através de modernas hidrelétricas no Rio São Francisco.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Crendices Relacionadas a Animais





Apesar de definidas como crenças populares absurdas e ridículas, as crendices (ou superstições) sempre existiram entre todos os povos. Em Pernambuco, bem como nos demais Estados do Nordeste brasileiro, crendices de todos os tipos são repassadas de geração a geração. Veja, aqui, as crendices relacionadas com os animais:
Besouro - Quando um besouro passa zumbindo pelos ouvidos de uma pessoa é sinal de mau agouro. A solução é pronunciar frases do tipo: "Credo! Vai-te para quem te mandou; dize que não me achaste; eu te arrenego; cruz credo!".

Coruja - É de mau agouro o canto lúgubre de uma coruja, ao cair da tarde, ou simplesmente quando ela pousa sobre o telhado da casa.

Beija-flor - Da mesma forma que as borboletas pretas ou as formigas de asa, quando um beija-flor invada a casa é mau agouro.

Anum - Também é considerado de mau agouro quando um anum preto pousa nas árvores vizinhas das casas habitadas na zona rural.

Cachorro - Quando um cachorro cava à porta ou no quintal de uma casa é sinal de que uma sepultura terá de ser aberta.

Urubu - É prenúncio de morte quando um urubu pousa no telhado de uma casa ou simplesmente quando ele voa repetidas vezes em torno de uma residência.

Esperança - Quando a esperança (espécie de gafanhoto verde) entra na casa ou pousa sobre uma pessoa é sinal de alegria, de que uma coisa boa vai acontecer.

Bem-ti-vi - Quando um bem-ti-vi canta insistentemente nas proximidade de uma casa é sinal de que uma pessoa ausente e estimada irá chegar.

Pitiguari - Quando um pitiguari canta também é aviso de que uma pessoa querida irá chegar. O sertanejo afirma que o cantar desse pássaro parece dizer claramente: "Olha para o caminho, quem vem!...".

O que acontece quando:

- Quem pisa o rabo de um gato não casa no ano em que o fato aconteceu

- Ao encontrar uma cobra, uma mulher deve virá o cós da saia e dizer: "Estás presa por ordem de São Bento" (que é o advogado contra os ofídios). Assim, essa cobra ficará imóvel, não oferecerá nenhuma resistência, e a mulher poderá matá-la facilmente.

- Quem mata um cachorro fica devendo uma alma a São Lázaro

- Para um cachorro não crescer, basta pesá-lo com sal, logo ao nascer

- Quando uma cabra espirra é sinal de chuva

- Quando a cigarra estoura, de tanta cantar, de sua casca nasce o cipó japecanga

- O sapo não entra em decomposição, fica ressequido, mirrado e quem o matar ficará com o corpo do mesmo jeito

- Quando uma cobra entra na água deixa o veneno em terra e, picando alguém, não causa mal algum

- O pavão entristece quando olha para os pés

- Os negócios serão bons quando o dono colocar um chifre de boi no alto de uma balança ou em outra parte do seu estabelecimento comercial

- Uma pessoa que come uma galinha choca fica com fome canina

- Se o galo cantar várias vezes durante o dia é mau agouro. Se cantar exatamente ao meio-dia é sinal de moça fugida e cantando às dez horas é sinal de casamento

- Aos rapazes que apalpam galinhas não nasce barba

Origem da intriga entre o cachorro e o gato

Como tudo no mundo tem uma explicação, o imaginário popular também inventou uma história para explicar a famosa inimizade entre o cachorro e o gato. Essa estória é a seguinte:

Consta que, em tempos passados, o cachorro, hoje escravo do homem, havia conquistado o direito de viver livremente e era um dos grandes amigos do gato. E essa liberdade foi atestada inclusive com papel passado, uma carta de alforria.

Não tendo onde guardar o documento, um dia o cachorro pediu ao gato que guardasse a tal carta de alforria. Meio desligado, o gato depositou o documento do amigo entre as telhas da coberta da casa, crente que aquele era um lugar seguro.

Mas, eis que aconteceu o inesperado. O rato encontrou aquele papel e, como andava à cata de algo para forrar seu ninho, fez a festa: picotou a carta de alforria em centenas de pedaço. Com isso, o cachorro voltou ao cativeiro e jamais perdoou o gato.

Por ter perdido o grande amigo, o gato, por sua vez, tornou-se inimigo ferrenho do rato que, afinal, foi o grande causador do infortúnio do cachorro. Dizem que, ainda hoje, o gato não perdeu totalmente a esperança de reconquistar a velha amizade.

E é por isso que, de vez em quando, as pessoas encontram um gato e um cachorro que se dão bem.


Ditados populares relacionados a animais

- Um dia, um dia, cachorro de paca mata cotia

- Camarada é boi de carga

- Boi solto lambe-se todo

- Na casa de Gonçalo, a galinha manda mais que o galo

- Quem come galinha magra paga uma gorda

- A galinha da minha vizinha é mais gorda do que a minha

- Galinha preta põe ovos brancos

- De grão em grão a galinha enche o papo

- Na sombra da galinha o cachorro bebe água

- Não se amarra cachorro com lingüiça

- A grande cão, grande osso

- Cachorro que muito anda, apanha pau ou rabugem

- Cão que muito late não morde

- Quem não tem cão, caça com gato

- Gato escaldado de água fria tem medo

- Gato quando não morde, arranha

- Gato escondido com o rabo de fora

- Tirar com a mão do gato

- Da casa de gato não sai rato farto

- Gato muito miador é pouco caçador

- Para burro velho, capim novo

- Cavalo dado não se abre a boca

- Por uma besta dar um coice, não se lhe corta a perna

- Praga de urubu magro não mata cavalo gordo

- Urubu pelado não voa em bando

- Quando urubu está caipora, não há galho verde que o agüente

- Onde se mata o boi aí se esfola

- Guariba quando se remexe, quer chumbo

- A ovelha mansa mama na sua teta e na alheia

- Uma ovelha má deita um rebanho a perder

- Macaco velho não mete a mão em cumbuca

- Cada macaco no seu galho

- Em terra de sapo, de cócoras com ele

- Cobra que não nada, não engole sapo

- A primeira pancada é que mata a cobra

- Dois tatus machos não moram em um buraco

- Dois bicudos não se beijam

- Em festa de jacaré não entra nambu

- Pela boca morre o peixe

- Com mel se pegam as moscas

- Em boca fechada não entram moscas

- Papagaio come milho, periquito leva a fama

- A formiga quando quer se perder cria asas

Fonte:http://www.pe-az.com.br

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011!!!


Feliz ano Novo!!! Tudo de bom, saúde e muita cultura para todos nós!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cordel Sindrome de dawn





Meu filho é Up Trissonico
Autor;Cobra Cordelista

A ciência é importante
Para o bem da humanidade
É ele que fundamenta
Os pilares da Verdade
É estudo com paciência
Pro bem da sociedade

Vou discorrer sobre um tema
Sobre modo especial
De uma alteração genética
Que ocorre ao Natural
A tríssomia do 21
Que é síndrome de Dawn

Em tempos muitos remotos
Na Grega de antigamente
Apresentavam-se os filhos
Para toda a sua gente
E logo se eliminavam
Os nascidos deficientes

Só se criavam os filhos
Prontos para guerrear
O povo Grego de Esparta
Mandava eliminar
Criancinhas inocentes
Mandando sacrificar

Um tempo de ignorância
De grande Selvageria
Onde o valor de um homem
Ainda não se entendia
Quantos pobres inocentes
Tolhida a cidadania

Dr John Langdon Down
O estudos aprofundou
Descreveu toda a síndrome
Ele tanto pesquisou
Que a comunidade cientifica
Com seu nome batizou

Era 1866
A pesquisa evoluía
Ao pensar da sociedade
A ciência contribuía
Confrontou-se à igreja
E sua Teologia

Foi chamada mongolismo
Houve muito preconceito
Por gente desinformada
Que se achava perfeito
Egoísta, desumana
Todo cheio de defeito

Jerôme Lejeune
Deu sua contribuição
É acidente genético
Ocorre no Embrião
Na divisão celular
Ocorre esta confusão

Era 1959
O estudo adiantado
Temos 46 cromossomos
Duplamente emparedo
A alteração genética
Modifica o resultado

Quando ocorre a anomalia
O par 21 é duplicado
Com 47 cromossomos
Já esta identificado
Como Síndrome de dawn
Geneticamente modificado

Descobriu-se que a síndrome
Nunca foi deformidade
Ocorre com qualquer um
E não rouba a felicidade
Que na mulher quarentona
Tem mais possibilidade

Que a cada 700
Nasce um bebê assim
Por certo o preconceito
É coisa muito ruim
Não herdamos de Abel
Por certo foi de Caim

Nos laços fortes do amor
É construída a União
Traçam planos de futuro
Para a próxima geração
Se imaginam os filhos
Extrapola a perfeição

Néscios no matrimônio
E com pouca experiência
Se não forem auxiliados
Já começa a desavença
Com muito amor e carinho
A família se sustenta

Algumas sociedades
Praticam a exclusão
Aí se livram do Feto
Abortar é solução
Contraria a lei de Deus
É ato sem compaixão

Praticam o asilamento
Exclui da sociedade
Ou do seio da família
Isto tudo é maldade
Um filho é benção de Deus
Pra quem ama de verdade

Alguns traços são comuns
Lá vai dica pra vocês
Um cabelo bem lisinho
Carinha de japonês
Baixinho,Nariz achatado
Apresenta flacidez

Desenvolve lentamente
Mas atinge o ponto final
Por isto a sua família
Tem papel especial
Pra superar seus limites
E todo potencial

A pessoa trissônica
Tinha suas dificuldades
As doenças do coração
Roubou a felicidade
Infecções respiratórias
As fez sofrer de verdade

Porém no Século presente
O véu do tempo se abriu
A medicina avançou
O pensamento evoluiu
E muitos pais que choraram
Agradeceu e sorriu

Quebremos o preconceito
Que amarra a sociedade
São barreiras, são entraves
Impecílio a felicidade
Com seus padrões de estética
E de alta produtividade

Não tratar o cidadão
Como se fosse um doente
Respeitá-la e escutá-la
Cara a cara, feito gente
Com lazer e com esporte
Estudando indo em frente

Respeitando as diferenças
Nenhum ser humano é igual
Junto a outras crianças
Na educação formal
Com professor competente
E amiguinho legal

Nada de adjetivos
Nenhuma discriminação
A família e a escola
Juntos na educação
E exigindo do governo
Políticas de inclusão

Direito a vida ao trabalho
Liberdade e igualdade
O direito de ter um lar
Ter sua propriedade
Orientação sexual
Momentos de intimidade

Direito de ser artista
Tudo que imaginar
Pois o destino de alguém
Só cabe a ele traçar
E nosso papel como Pais
È aos filhos apoiar

Exigir do nosso governo
Compromisso com educação
Exigir que a faculdade
Promova a discussão
Pois lá estão os doutores
Agentes da transformação

Com Estudo Pesquisa
Chegamos a conclusão
Que pra síndrome de Down
O remédio é instrução
Pra ter sucesso na vida
A base é educação

Que a família é um alicerce
Uma base pra toda vida
Nela constroem-se os sonhos
É amparo e guarida
E as lembranças do lar
Jamais serão esquecidas

Subiu na perna do pinto
Caiu na perna do Pato
Seu rei mandou dizer
Que acreditem no fato
Pois história acabou
Ta findado meu relato!





quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Para saber mais sobre A Saga de Benjamim Abrahão




O Caju e a Castanha




O Caju e a Castanha
(Dalinha Catunda)

Outubro é mês de caju
Em meu querido sertão.
Quando a safra é boa,
Dá tanto que cai no chão.
Totalmente seduzida
Eu sou só contemplação.

Vermelho e amarelo,
Alaranjado também.
Comprido, arredondado
De todo formato tem.
E transformado em suco,
É gostoso e faz bem.

Dele é feito o doce,
Mel, vinho e cajuína,
Produtos apreciados,
Na região nordestina.
Tudo que vem do caju
Na verdade me fascina.

O Caju é o pedúnculo.
A castanha é o fruto.
Não sei de qual gosto mais
Só sei que dos dois desfruto.
Sou doidinha por castanha,
Por caju e seus produtos.

Na folia do caju
Eu nasci e me criei.
Em flandres assei castanha,
Com seu leite me queimei.
Aventuras de menina,
Que arrebatada provei.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Conheça o cordel sobre bullying

O cordel será distribuído nas escolas do Recife


BULLYING ESCOLAR:
A peleja da covardia com a senhora educação
Autores: Advs. ISAAC LUNA E INaCIO FEITOSA

I
Esse cordel tão modesto
Mas feito com consciência
Pretende sintetizar
Com clareza e eficiência
O significado de bullying
Como assédio ou violência

II
O bullying pode ocorrer
No ambiente de emprego
No parque ou no futebol
Causando desassossego
Espalhando a discórdia
A violência e o medo

III
Tem também o cyberbullying
Que ocorre no Orkut
Nos sites da internet
No twitter ou facebook
Qualquer um pode ser vítima
Seja pobre, rico ou Cult

IV
Até mesmo na escola
Lugar de cidadania
Do respeito às diferenças
Palco da democracia
Há o bullying escolar
Uma tremenda covardia

V
Isso mesmo meu amigo
Se atualize sem demora
Preste muita atenção
Ao que vou dizer agora
O Bullying também ocorre
No chão das nossas escolas!

VI
E é sobre esse último caso
Que agora vou falar
A terrível violência
Que vive a nos rodear
Principalmente a que ocorre
No ambiente escolar

VII
A discriminação é a base
Do assédio praticado
Com o intuito de humilhar
O sujeito atacado
Constranger ou meter medo
Pra deixá lo acuado

VIII
Também há o preconceito
Como chave desse mal
Seja ele de estética
Ou de classe social
De racismo deslavado
Ou de escolha sexual

IX
Apelidos humilhantes
Xingamentos raciais
Palavrões e ameaças
Atitudes imorais
Esses são alguns exemplos
Mais existe muito mais...

X
O importante é entender
Que bullying é covardia
É o ato do valentão
Praticado dia a dia
Contra aquele que é mais fraco
Ou que está em minoria

XI
A violência se apresenta
De maneira variada
Pode ser psicológica
Quase sempre com piadas
Ou então pode ser física
Na base da cassetada

XII
O resultado é a dor
E o sofrimento da criança
O afastamento social
E a perda da esperança
Pra dar basta a essa moléstia
É preciso haver mudança

XIII
Pensando nisso educadores
Preocupados com a questão
Reunidos em debate
Da Confraria da Educação
Propuseram uma lei
Pra regulamentar a questão

XIV
A Assembleia Legislativa
Do Estado de Pernambuco
Recebeu esse projeto
E depois de muito estudo
Aprovou a nova lei
Pra acabar com esse absurdo

XV
Com a Lei 13.995 de 2009
Qualquer um pode fazer
Uma denúncia contra o bullying
Na polícia ou na OAB
A um promotor de justiça
Também dito MP

XVI
Mas é bom não esquecer
Que é uma lei estadual
E é preciso unir forças
Pra torná la federal
Aprovando o seu texto
no congresso nacional

XVII
O bullying é uma vergonha
É pura contradição
É a derrota da escola
Da universidade e da nação
Diante da prepotência
Do covarde valentão

XVIII
Por isso é preciso haver
Grande mobilização
Pra não se fazer vista grossa
A essa situação
Enfraquecendo o valor
Da real educação

XIX
O professor é responsável
O coordenador também
Os pais e os alunos
Todo mundo e mais alguém
No combate contra o bullying
Não se isenta seu ninguém

XX
A OAB de Pernambuco
E a Confraria da Educação
De mãos dadas com a sociedade
Ao bullying dizem não
Em respeito à cidadania
E aos direitos do cidadão.


Texto: Advs. ISAAC LUNA E INaCIO FEITOSA
Ilustrações: Ivo Andrade
Diagramação: osvaldo morais
Recife: 2010

Fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/2010/12/conheca-o-cordel-sobre-bullying-que.html

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A Saga de Benjamim Abrahão Parte I

Por Rostand Medeiros
de CARIRI CANGAÇO


Benjamin Abrahão em fotografia realizada em um estúdio fotográfico pernambucano. A partir do livro “Lampião o mito”, autoria de Roberto Tapioca, 9ª edição, página 50.


No início da vida bandida de Virgulino Ferreira da Silva, o famoso cangaceiro Lampião, as suas ações, os seus feitos de armas, eram basicamente conhecidos pelos sertanejos através dos cantadores, dos emboladores, das conversas dos mascates nos dias de feira. Estes meios de divulgação tradicionais, mesmo de forma lenta, ajudaram cada vez mais a criar na população do sertão o temor e, igualmente, contribuíram na propagação do mito ao redor da figura verdadeira.

Durante certo tempo muitos sertanejos não tiveram ideia da aparência e de outros aspectos ligados à figura de Lampião. Logo surgiu na imprensa uma boa quantidade de fotografias do chefe cangaceiro e este fazia questão de se deixar reproduzir diante das câmeras. Ele não tinha a aversão que o grande cangaceiro Antônio Silvino, preso em 1914, nutria pelas lentes fotográficas. Pelo contrário, gostava tanto que até cartões com a sua foto estampada foram um dia produzidos.

Benjamim ao lado do Rei e Rainha do Cangaço

Na proporção em que cresciam as suas ações e a fama do seu bando nos sertões nordestinos, a sua figura ultrapassava limites regionais e as pessoas de todas as partes passaram a ouvir falar no conhecido “Rei do Cangaço”. Mas para o público dos grandes centros terem a oportunidade de visualizarem a figura de Lampião e seu bando, em uma película cinematográfica, no interior de uma confortável sala de projeção, era algo mais complicado.

Desde que o cinema chegou ao Brasil, em 8 de julho de 1896, com a inauguração de um “omniographo” na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, o seu desenvolvimento era cada vez mais intenso. Novas salas de exibição eram inauguradas pelo país afora, onde o público consumidor desejava através das imagens, tanto o entretenimento, quanto o conhecimento dos aspectos do imenso país.

Para uma pessoa de iniciativa e coragem, a ideia de filmar Lampião e seu bando poderia gerar muita fama e dinheiro. Somente através da iniciativa de um emigrante libanês, foi possível imagens do famoso cangaceiro e do seu bando, sendo este o único registro cinematográfico desta controversa figura.

Segundo o pesquisador Frederico Pernambucano de Mello (in “Guerreiros do sol, 2ª edição”, págs. 313 a 317), seu nome completo era Benjamin Abrahão Calil Botto, sendo originário do Líbano. Sua terra natal era Zahle, uma cidade situada na parte central deste país, no chamado Vale do Bekaa, próxima a cadeia de montanhas do Monte Líbano, em uma área extremamente fértil para agricultura e onde até hoje predomina uma população cristã.

Para alguns estudiosos ele teria vindo para o Brasil em 1910 e para outros ele aqui chegou em 1915. A razão de sua saída seria a ideia de buscar novas paragens para progredir na vida e deixar uma região então dominada pelo Império Turco Otomano desde 1517. Outra teoria aponta que a vinda de Abrahão seria uma fuga da convocação do exército que ocupava sua terra, para combater na Primeira Guerra Mundial.

Nesta época a nação libanesa ainda não havia sido oficialmente criada e os imigrantes que deixavam esta região e se dirigiam para o Brasil, eram normalmente conhecidos como “Turcos” ou “Sírios”. Apenas em 1926 foi oficialmente criada à República do Líbano, por interesses dos franceses.
Quis o destino que Benjamin Abrahão viesse para Recife, onde conseguiu um emprego de vendedor. Depois, impulsionado pelo espirito aventureiro e senso de oportunidade, foi até a cidade de Juazeiro, no interior do Ceará, onde conheceu o mítico e venerado líder religioso Padre Cícero Romão Batista. Após os primeiros contatos com o homem considerado santo pelos romeiros que afluíam de todos os lugares do Nordeste, o libanês passou a ser conhecido na cidade como jornalista, secretário particular, fotógrafo e acompanhante do “Padim Ciço”. Existe a versão que o libanês de fala enrolada conquistou o coração do severo clérigo quando mentiu descaradamente ao afirmar ter nascido em Belém, a cidade natal de Jesus Cristo.


Para estas duas interessantes figuras este encontro foi extremamente positivo. Para o eterno cura dos desvalidos do Cariri, a figura de um secretário estrangeiro, nascido na terra de Jesus, certamente trazia respeitabilidade junto a elite local e chamava a atenção dos milhares de romeiros que vinham atrás de suas bênçãos. Já Benjamim sabia que o Padre Cícero era um líder prestigiado, sendo um porto seguro em um país desconhecido, em meio a uma Juazeiro em franco crescimento. Era bem melhor o calor de Juazeiro, do que vestir um uniforme turco e levar um tiro dos ingleses na península de Gallipoli.

Tudo indica que o imigrante se deu muito bem nas terras do “Padim Ciço” e se entrosou perfeitamente com a sociedade local. Segundo o jornal “Diário de Pernambuco”, edição de 27 de dezembro de 1936, ao apresentar o “Sírio” Abrahão, o periódico informava que o imigrante teria fundado um jornal chamado “O Cariri”.


Rostand Medeiros
Pesquisador e Escritor

sábado, 25 de dezembro de 2010

Já é NATAL!!!

Natal Nordestino - Eliezer Setton

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!!!




Época em que estamos tão sensíveis e alegres...

...que contagiamos a todos,
e que podemos refletir sobre nossos verdadeiros amigos.

Fazemos um balanço de nossas vidas,
somamos todas as alegrias,
e subtraímos as tristezas.

Gostaria que nessa noite de confraternização,
nossos relacionamentos, se estreite ainda mais,
e que nossa amizade, que perdure para sempre.

Ter você como amigo, é uma dádiva,
sua companhia nos momentos mais difíceis,
faz tudo ficar mais leve.

Que o seu Natal, seja repleto de alegria e paz,
sinceramente é o que eu desejo e todos.

FELIZ NATAL!

Cobra Cordelista

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Qual a Origem da Ceia de Natal?


Ceia é uma reunião festiva entre os familiares e amigos para se comemorar algum evento importante. A ceia natalina é uma reunião ainda mais familiar, íntima e carinhosa, quando afloram nos corações das pessoas os sentimentos mais variados.

Haverá a alegria do encontro, a saudade de quem partiu, a presença de um novo membro, mesclando emoções diversas, pois todos ficam predispostos a se entregar afetivamente, trazendo a mensagem de que Cristo quer renascer no coração de cada um de nós. A tradição nos conta que após a Missa do Galo, celebrada à meia-noite do dia 24, era servida uma refeição frugal aos presentes.

Com o passar do tempo essa refeição foi transferida para as casas dos fiéis e tornou-se mais sofisticada. Iguarias deliciosas, assados, bolos, pudins, passas, nozes, castanhas, tâmaras, frutas cristalizadas… se tornaram indispensáveis. Na ceia natalina não falta uma vela acesa, nos lembrando a fé das pessoas em Jesus Cristo, que continua brilhando através dos tempos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Expansão Marítima Portuguesa




A expansão marítima portuguesa teve início após a Revolução de Avis, graças à consolidação da monarquia nacional e sua aliança coma burguesia mercantil. Buscava novas rotas de comércio para romper o monopólio árabe-italiano sobre as especiarias orientais. Graças à “escola de Sagres”, possuidora de técnicas náuticas e formada com capitais da Ordem de Cristo, Portugal lançou-se ao mar, “descobrindo”:

1 – Ceuta (1415).
2 – Ilhas do Atlântico (Madeira, Cabo Verde, Açores, etc.).
3 – Cabo de Boa Esperança.
4 – Índias (1498 – Vasco da Gama).
5 – Brasil (1500 – Pedro Álvares Cabral).


Fonte do texto:
http://www.revisaovirtual.com/site/Artigos_28_Expansao_Maritima_Portuguesa.htm

Execuções à Forca no Estado




Areia foi o único município da Paraíba onde a forca se ergueu e funcionou, não para executar presos políticos, mas para presos comuns, condenados à morte pela justiça local.

O patíbulo foi erguido nas imediações do matadouro público e compunha-se de dois pesados esteios de madeiras fincados ao solo e ligados no alto por espaçoso travejamento. Havia ainda a escada por onde subiam os condenados, o carrasco e o sacerdote. O carrasco era escolhido entre os presos, já condenado, que era tirado da cadeia e obrigado a cumprir o macabro ofício.

Mas na forca de Areia houve apenas duas execuções. Os enforcados foram Marçal e Beiju.

O negro Marçal foi morto em 1847. Ele era escravo de Manoel Gomes da Cunha Lima, dono dos engenhos “Jussara” e “Novo Mundo”. Foi executado por haver atacado e ferido seu senhor quando este açoitava sua esposa, também escrava. Marçal, quando perguntado qual seu último desejo, pediu doce com queijo. Na hora do enforcamento ele mesmo pulou para morte e antes soltou impropérios às autoridades presentes.

A outra morte ocorreu em maio de 1861. O enforcado foi Antonio José das Virgens, vulgo Beiju. Era um pobre agregado, que uma vez tinha gozado da proteção da família Santos Leal. Foi condenado à morte pelo assassinato do Dr. Trajano Augusto de Holanda Chacon.