sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Batalha dos Gararapes


Batalhas que determinaram o fim do domínio holandês no Nordeste brasileiro, travadas, a 19/04/1648 e 18/02/1649, no Monte Guararapes, localizado ao sul so Recife, no povoado de Prazeres, atualmente um bairro do município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.

Nas duas ocasiões, os holandeses (que, anteriormente, já haviam perdido o primeiro grande confronto, a Batalha das Tabocas, saíram derrotados e teve início a debandada: com o Recife bloqueado por terra, quase todos os fortins já em poder dos reconquistadores (que tiveram à frente o comandante Martin Soares Moreno e os brasileiros João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros e Henrique Dias, altos funcionários holandeses, civis e militares emigravam; os soldados desertavam; todos queriam fugir.

Vem o final de 1653 e só no Recife alguns holandeses resistiam, quando chega à costa pernambucana uma poderosa esquadra portuguesa, com 60 navios comandados por Pedro Jaques de Magalhães e pelo almirante Francisco de Brito Freire.

Com o bloqueio por mar e o assédio por terra, os holandeses se dão por vencidos e, a 26/01/1654, na Campina do Taborda, ao sul do Recife, assinam o termo de rendição, entregando a cidade e todas as fortalezas por eles levantadas no Nordeste brasileiro. Durante as batalhas, os holandeses estavam sob o comando de von Schkoppe.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A cantoria nos tempos modernos

Os antigos repentistas eram pessoas simples e raramente sabiam ler e escrever corretamente. Mas com o passar do tempo as coisas mudam. A ciência e a tecnologia avançam e novos valores surgem. E mesmo que não percam suas raízes, os cantadores não podem ficar para trás no tempo. Eles precisam acompanhar as transformações que surgem no dia a dia, pois precisam de novas e constantes informações para abordar temas modernos.

O violeiro tem que acompanhar tudo que acontece no Nordeste, no Brasil e no mundo, bem como estar por dentro da internet, robotização, efeito estufa e aquecimento global, por exemplos. E ainda ter conhecimento geral sobre Geografia, História, Ciência e muitas outras coisas. A astúcia e o raciocínio rápido também são indispensáveis para um bom cantador.

Se os atuais repentistas não tiverem as qualidades e atributos acima, estão sujeitos a “levar uma surra” do adversário, durante um desafio. Um exemplo do que foi dito acima está nesta obra prima de Galope à Beira Mar, onde os dois renomados repentistas demonstram desenvoltura, talento, habilidade e conhecimento sobre o corpo humano:



( Poetas Rogério Meneses e Hipólito Moura)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O poder da vírgula



Vírgula pode ser uma pausa... ou não:
Não, espere.
Não espere...

Ela pode sumir com o seu dinheiro:
23,4.
2,34.

Pode criar heróis:
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução:
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião:
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar:
Não tenha clemência!
Não,tenha clemência!

Quem tem mais valor, o homem ou a mulher?
Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Você conhece Jaboatão dos Guararapes?



Histórico

A atual cidade de Jaboatão dos Guararapes teve origem em 1593 quando o português Bento Luiz de Figueiroa e sua mulher (dona Maria Feijó de Figueiroa) adquiriram o engenho São João Batista que, mais tarde, seria denominado Engenho Bulhões.

Os novos proprietários reservaram uma área das terras do engenho para quem quisesse se instalar na região e, atraídas pela doação dos lotes, várias pessoas oriundas de Recife e Olinda construíram ali suas casas. Era o início de um povoado.

A povoação teve rápido desenvolvimento e, três anos mais tarde, recebeu "foros" de Paróquia, sob o orago de Santo Amaro. Ainda em 1598, D. Antônio Figueiroa, terceiro bispo do Brasil e, anteriormente Prior da Ordem de São Bento de Avis, criou ali um Curato, provido em 1609.

O Distrito, já sob a denominação de Jaboatão, foi criado por alvará a 20/03/1764. Pela lei-provincial nº 1093, de 24/05/1873, o Distrito foi elevado à categoria de Vila, desmembrado do Recife. Elevado à condição de cidade, ainda sob a denominação de Jaboatão, pela lei-provincial nº 1811, de 27/06/1884.

A mudança do nome de Jaboatão para Jaboatão dos Guararapes ocorreu a 05/05/1989, por lei estadual. O nome Jaboatão teria origem no vocábulo indígena Yapoatan que designa uma planta (antes comum na região) usada na fabricação de mastros para embarcações. Guararapes é referência ao local onde foi travada a batalha que resultou na expulsão dos holandeses de Pernambuco.

Dados gerais

Localização: Região Metropolitana do Recife, distante18 km da capital.
Área: 234 km2
Solo: Argiloso
Relevo: Forte ondulado e montanhoso
Ocorrência mineral: -
Precipitação pluviométrica média anual: 2.445,5 milímetros
População: 610.648 habitantes
Eleitorado: 372.962 eleitores (TRE 2006)
Prefeito: Elias Gomes da Silva
Vice-Prefeito: Edir Pinto Peres
Padroeiro: Santo Amaro

Economia: Indústria, comércio e turismo.


Peculiaridades - De grande importância histórica, por ter sido o local onde se travaram as duas grandes batalhas que determinaram a expulsão dos holandeses de Pernambuco. (V. Batalha dos Guararapes), Jaboatão foi, também, o primeiro municipío brasileiro a eleger um prefeito comunista a 26/10/1947 ganhando, por isso, o apelido de "Moscouzinho". Na época, Jaboatão tinha 3.198 eleitores e o eleito foi o médico Manuel Rodrigues Calheiros, pela aliança PSD/PCB, que obteve 1.829 votos contra 1.249 votos dados a Carlos Portela, o candidato da UDN.

Acompanha alguns atrativos da cidade:

Praia de Barra de Jangada - Entre Candeias e a foz do Rio Jaboatão, de águas escuras e rasas é uma praia de poucas ondas e, sempre que a maré está baixa, são formados bancos de areia usados como ancoradouros naturais para pequenas embarcações. Dispõe de bares, restaurantes, marinas e pousadas. Do pontal da Barra, pode-se fazer a travessia de barco até a Ilha do Amor, praia de vegetação intocada que fica próxima à costa.

Praia de Piedade - Na área mais urbanizada da cidade, conta com hotéis de grande porte e prédios de luxo. As águas esverdeadas e os arrecifes naturais fizeram com que a praia se transformasse num verdadeiro cartão postal da cidade. Por se tratar de mar aberto, o que propicia a presença de tubarões nas áreas mais profundas, a prática do surf é proibida no local.

Praia Candeias - Localizada numa área de grande concentração urbana, entre Piedade e Barra de Jangada, tem águas limpas e rasas, com poucas ondas, o que a tornam ideal para o banho de mar. Também oferece uma boa infra-estrutura turística, com grande número de bares, restaurantes, hotéis e pousadas.

Parque Histórico Nacional dos Guararapes - Situado no bairro de Prazeres, é considerado o "Berço da Nacionalidade Brasileira", pois foi ali, (nos seus Montes Guararapes) que se deram as batalhas que resultaram na expulsão dos holandeses do território pernambucano. O parque tem uma área total de 363 hectares e ali existem uma igreja (de Nossa Senhora dos Prazeres), praças, mirante e um espaço cultural.

Igreja Matriz de Santo Amaro – Localizada num dos locais mais altos da cidade, foi construída em 1691 e reformada em 1852. Sua fachada possui cinco portas na parte inferior e cinco portas-janela na parte superior.

Igreja Nossa Senhora de Piedade - Localizada na Praia de Piedade, data de 1683. Sua referência mais antiga está inscrita sobre o jazido de Francisco Gomes Salgueiro - seu fundador, que doou a capela à Ordem Carmelita. Passou por várias reformas e melhoramentos. Seu estilo é maneirista. É uma construção em alvenaria de pedra, com anexo de um convento erguido no século XVIII.

Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres - Localizada no Parque Histórico dos Guararapes, data do século 17 e foi construída em reverência à vitória dos luso-brasileiros sobre os holandeses durante as Batalhas dos Guararapes. Passou por sucessivas reformas. No fundo da nave, há um grande painel histórico representando cenas da famosa batalha. No alta-mor repousam os restos mortais de André Vidal de Negreiros e João Fernandes Vieira, heróis da chamada Restauração Pernambucana.

Igreja de Nossa Senhora do Livramento - Localizada na Rua de Santo Amaro, Centro de Jaboatão, foi construída no final do século XVIII. Possui planta de nave única, com corredor lateral, além de capela-mor profunda. Seu interior é adornado por falsas janelas, fazendo composição com as aberturas do corredor lateral. O frontispício é marcado pelo frontão triangular com pináculo lateral. As portas e janelas superiores são emolduradas por arco pleno.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário - Localizada na Rua da Matriz, no Povoado de Muribeca, foi erguida no século XVII, pela Irmandade S. Sacramento. Durante a invasão holandesa foi depredada e transformada em fortificação, sendo reconstruída em 1781 pelo proprietário do Engenho Santo André, Felipe Campelo. No frontispício, portas e janelas em arcos abatidos, emoldurados com cercaduras e adornos. A Igreja destaca-se no conjunto, por sua proporção e imponência.

Igreja de Nossa Senhora do Loreto - Localizada na Rua Nossa Senhora do Loreto, em Piedade. Tem no seu frontispício a data de 1660. É uma capela maneirista, construída em alvenaria de pedra e coberta com telhado em duas águas. Não se tem referência de quem a fundou. Sabe-se, apenas, que passou para a propriedade da Ordem dos Beneditinos, quando sofreu reformas e melhoramentos.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário - Localizada na Praça Nossa Senhora do Rosário, no Centro de Jaboatão, levou 25 anos para ser construída e o seu projeto foi concluído em 1960. Sua fachada é composta por duas portas menores. Seu interior é simples tendo nave única, dois altares laterais e um altar-mor em mármore com imagem de Nossa Senhora do Rosário. Por toda a extensão da nave estão janelas com vitrais.

Santuário Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora - Localizado nas cercanias do Centro de Jaboatão, foi construído em 1915, pelo padre italiano Antônio Villar, a pedido de Dom Bosco. Foi erguido sobre um monólito, de uma grande pedra, medindo 36,50 metros de comprimento, 22 metros de largura e de aproximadamente 11 metros de altura, localizada no antigo Engenho Suassuna, hoje Colônia dos Padres Salesianos. O Santuário é de estilo romântico com forma externa bizantina. No frontispício, encontra-se a imagem de Nossa Senhora Auxiliadora com 4 metros de altura.

Engenhos e Usinas:

1 -Engenho Santana - Localizado no bairro de Sucupira, construção: meados do século XIX.

2 -Engenho Duas Unas - Localizado em Jaboatão Centro, às margens do Rio Duas Unas,construção: final do século XVIII.

3 - Usina Bulhões- Antigo Engenho São João Batista, localizada à margem da rodovia PE-07, próximo ao Rio Jaboatão, de fundação datada de 1575.

4 - Usina Jaboatão - Localizada a 5,3 Km de Jaboatão Centro, surgiu do antigo Engenho Jaboatão (movido à água) em cujas terras residiam, em 1857, 154 pessoas, sendo 28 escravos. A construção da Casa-Grande data de 1790.

5 - Usina Muribeca - Localizada às margens da Via de Integração Prazeres, foi fundada em 1889, pela Companhia Açucareira de Pernambuco. Sua desativação data de 1965.

6 - Engenho Duas Unas - Construído no final do século XVIII. Em 1937 o engenho modernizou-se e começou a funcionar como usina. Do antigo engenho restam apenas a Casa-Grande e um pequeno galpão. A Casa-Grande foi construída nos fins do século XIX em estilo eclético.

7 - Engenho Macujé - Localizado a 4 Km de Jaboatão Centro, o Engenho Macujé foi construído em terras doadas, pelo segundo donatário Duarte Coelho, a Gaspar Alves e sua mulher Isabel Freire em 1575. A atual Casa-Grande é em estilo eclético datada de 1918, construída na parte mais alta do terreno acidentado.

8 - Engenho Megaype - Localizado a 3 km do povoado da Muribeca, sua Casa-Grande foi construída no século XIX em alvenaria de tijolos e coberta em telha cerâmica. Do antigo engenho resta ainda a capela, muito deteriorada. O edifício da vivenda encontra-se em bom estado de conservação.

9 - Engenho Santana - Sua Casa-Grande data do início do século XX. Em estilo eclético, foi erguida em alvenaria de tijolos sobre base de pedra. A capela, anexa ao edifício da vivenda, tem uma fachada de composição triangular e porta de arco pleno com moldura em pedra.

Festas:

1 - Festa de Nossa Senhora dos Prazeres, também conhecido por Festa da Pitomba, por coincidir com a época de colheita dessa fruta. Acontece há mais de trezentos anos, na primeira segunda-feira após a Páscoa, no alto dos Montes Guararapes, celebrando a padroeira das batalhas coloniais. Dura dez dia e, além de missas e procissão, conta com feirinha de bebidas e comidas típicas, parque de diversão e shows musicais.

2 - Festa de Santo Amaro, acontece em janeiro, no Centro, em louvor ao padroeiro da cidade. Além das celebrações religiosas, conta com feirinha de comidas típicas, parque de diversão e shows musicais.

3 – Festa de emancipação política da cidade, a 20 de dezembro.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Você conhece o site Pernambuco Nação Cultural?



O site Pernambuco Nação Cultural está repleto de dicas e trabalhos de artistas Pernambucanos. Existem fotos, textos, imagens, músicas, várias coisas.
Eu recomendo!!!


Pernambuco Nação Cultural

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Você conhece a História do Carnaval?


Festa popular, o carnaval ocorre em regiões católicas, mas sua origem é obscura. No Brasil, o primeiro carnaval surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. Hoje é uma das manifestações mais populares do país e festejado em todo o território nacional.

Conceito e origem. O carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma, principalmente do domingo da Qüinquagésima à chamada terça-feira gorda. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas cidades em que se popularizou.

O termo carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como carnem levare ou carnelevarium, palavra dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.

A própria origem do carnaval é obscura. É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de caráter orgíaco. Contudo, o rei Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.

Período de duração. Os dias exatos do início e fim da estação carnavalesca variam de acordo com as tradições nacionais e locais, e têm-se alterado no tempo. Assim, em Munique e na Baviera (Alemanha), ela começa na festa da Epifania, 6 de janeiro (dia dos Reis Magos), enquanto em Colônia e na Renânia, também na Alemanha, o carnaval começa às 11h11min do dia 11 de novembro (undécimo mês do ano). Na França, a celebração se restringe à terça-feira gorda e à mi-carême, quinta-feira da terceira semana da Quaresma. Nos Estados Unidos, festeja-se o carnaval principalmente de 6 de janeiro à terça-feira gorda (mardi-gras em francês, idioma dos primeiros colonizadores de Nova Orleans, na Louisiana), enquanto na Espanha a quarta-feira de cinzas se inclui no período momesco, como lembrança de uma fase em que esse dia não fazia parte da Quaresma. No Brasil, até a década de 1940, sobretudo no Rio de Janeiro, as festas pré-carnavalescas se iniciavam em outubro, na comemoração de N. Sra. da Penha, crescia durante a passagem de ano e atingia o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda. Hoje em dia, tanto em Recife (Pernambuco), quanto em Salvador (Bahia), o carnaval inclui a quarta-feira de cinzas e dias subseqüentes, chegando, por vezes, a incluir o sábado de Aleluia.

Carnaval no Brasil. Nem um décimo do povo participa hoje ativamente do carnaval— ao contrário do que ocorria em sua época de ouro, do fim do século XIX até a década de 1950. Entretanto, o carnaval brasileiro ainda é considerado um dos melhores do mundo, seja pelos turistas estrangeiros como por boa parte dos brasileiros, principalmente o público jovem que não alcançou a glória do carnaval verdadeiramente popular. Como declarou Luís da Câmara Cascudo, etnólogo, musicólogo e folclorista, "o carnaval de hoje é de desfile, carnaval assistido, paga-se para ver. O carnaval, digamos, de 1922 era compartilhado, dançado, pulado, gritado, catucado. Agora não é mais assim, é para ser visto".

Entrudo. O entrudo, importado dos Açores, foi o precursor das festas de carnaval, trazido pelo colonizador português. Grosseiro, violento, imundo, constituiu a forma mais generalizada de brincar no período colonial e monárquico, mas também a mais popular. Consistia em lançar, sobre os outros foliões, baldes de água, esguichos de bisnagas e limões-de-cheiro (feitos ambos de cera), pó de cal (uma brutalidade, que poderia cegar as pessoas atingidas), vinagre, groselha ou vinho e até outros líquidos que estragavam roupas e sujavam ou tornavam mal-cheirosas as vítimas. Esta estupidez, porém, era tolerada pelo imperador Pedro II e foi praticada com entusiasmo, na Quinta da Boa Vista e em seus jardins, pela chamada nobreza... E foi livre até o aparecimento do lança-perfume, já no século XX, assim como do confete e da serpentina, trazidos da Europa.

O Zé-Pereira. Em todo o Brasil, mas sobretudo no Rio de Janeiro, havia o costume de se prestar homenagem galhofeira a notórios tipos populares de cada cidade ou vila do país durante os festejos de Momo. O mais famoso tipo carioca foi um sapateiro português, chamado José Nogueira de Azevedo Paredes. Segundo o historiador Vieira Fazenda, foi ele o introdutor, em 1846, do hábito de animar a folia ao som de zabumbas e tambores, em passeatas pelas ruas, como se fazia em sua terra. O zé-pereira cresceu de fama no fim do século XIX, quando o ator Vasques elogiou a barulhada encenando a comédia carnavalesca O Zé-Pereira, na qual propagava os versos que o zabumba cantava anualmente: E viva o Zé-Pereira/Pois que a ninguém faz mal./Viva a pagodeira/dos dias de Carnaval! A peça não passava de uma paródia de Les Pompiers de Nanterre, encenada em 1896. No início do século XX, por volta da segunda década, a percussão do zé-pereira cedeu a vez a outros instrumentos como o pandeiro, o tamborim, o reco-reco, a cuíca, o triângulo e as "frigideiras".

As fantasias. O uso de fantasias e máscaras teve, em todo o Brasil, mais de setenta anos de sucesso — de 1870 até início do decênio de 1950. Começou a declinar depois de 1930, quando encareceram os materiais para confeccionar as fantasias — fazendas e ornamentos –, sapatilhas, botinas, quepes, boinas, bonés etc. As roupas de disfarce, ou as fantasias que embelezaram rapazes e moças, foram aos poucos sendo reduzidas ao mais sumário possível, em nome da liberdade de movimentos e da fuga à insolação do período mais quente do ano.

E foram desaparecendo os disfarces mais famosos do tempo do império e início da república, como a caveira, o velho, o burro (com orelhões e tudo), o doutor, o morcego, diabinho e diabão, o pai João, a morte, o príncipe, o mandarim, o rajá, o marajá. E também fantasias clássicas da commedia dell’arte italiana, como dominó, pierrô, arlequim e colombina — de largo emprego entre foliões e que já não tinham razão de ser, depois que a polícia proibiu o uso de máscaras nos salões e nas ruas... Aliás, desde 1685 as máscaras ora eram proibidas, ora liberadas. E a proibição era séria, bastando dizer que as penas, já no século XVII, eram rigorosíssimas: um proclama do governador Duarte Teixeira Chaves mandava que negros e mulatos mascarados fossem chicoteados em praça pública, e brancos mascarados fossem degredados para a Colônia do Sacramento...

Quer saber mais? Este link vai te revelar mais curiosidades sobre o carnaval História do Carnaval

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Galo da Madrugada vem ai!


O Galo da Madrugada é um bloco carnavalesco que sai todo sábado de carnaval do bairro de São José, um dos bairros do centro da cidade do Recife, capital estado de Pernambuco, nordeste do Brasil.

É considerado pelo Guinness Book - o livro dos recordes - o maior bloco de carnaval do mundo. Em 2009, o desfile do bloco Galo da Madrugada, no centro do Recife, arrastou mais de 2 milhões de foliões. O bloco foi criado por Enéas Freire1978 e surgiu na rua Padre Floriano nº 43, no bairro de São José.

O trajeto do Galo começa em frente ao Forte das Cinco Pontas, passando pela Avenida Dantas Barreto, Praça Sérgio Loreto, Rua da Concórdia (via mais estreita), e terminando na Avenida Guararapes.

Vários barcos se posicionam no Rio Capibaribe para acompanhar a passagem do bloco.

A movimentação de pessoas no centro do Recife no sábado de carnaval do Galo da Madrugada dura todo o dia. Os foliões começam a chegar de manhã - por volta das 7 horas da manhã - e o bloco tem sua saída oficial por volta das 10 horas; os trios elétricos tocam até cerca de 18 horas e até a noite ainda sobram muitas pessoas voltando para casa ou seguindo direto para outra aglomeração de carnaval do Recife, a maioria delas localizadas no perímetro do Recife Antigo.

O Galo da Madrugada é composto por carros alegóricos, freviocas e vários trios elétricos (cerca de vinte e sete em 2009).

O principal ritmo tocado no bloco é o frevo, mas vários outros ritmos são executados pelas dezenas de trios que cruzam a cidade animando os foliões.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Veja no Mapa do Carnaval, onde terá a melhor folia!

Se ainda ta em dúvida onde passar o carnaval deste ano, olhe o Mapa do Carnaval 2010 pra saber o que vai acontecer em cada estado de nosso imenso Brasil brasileiro. Veja um resumo das atividades e eventos carnavalescos para 2010 escolhendo o local desejado. Boa folia!

OBS.: Esse mapa vale para todo o Brasil

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

103 anos de frevo




Ontem terça-feira dia 09 de fevereiro, foi comemorado o dia do fevereiro, o frevo comemora 103 anos. Para marcar a data, Prefeitura do Recife organizou uma vasta programação. Uma delas foi o Arrastão do Frevo que conduziu centenas de pessoas pelas ruas dos bairros de São José, Santo Antônio e da Boa Vista, com o objetivo de promover um resgate aos antigos carnavais, festejados pelas famílias recifenses. Quem comandou a folia foi a Troça Carnavalesca Mista O Cachorro do Homem do Miúdo, agremiação que será homenageada por completar, em 2010, cem anos de fundação. Além do Cachorro, também estavam presentes – como convidadas -, as troças Bagaço é Meu, Batutas de Água Fria, Destemidos de Campo Grande, 10 porta-estandartes, um orquestrão de 78 músicos regidos pelo Maestro Ademir Araújo, 100 passistas, a Frevioca com o Maestro Fábio César e a Orquestra de Frevo Raízes Pernambucanas, com os cantores Ivanildo Silva, Carlinhos Caetés, dois bonecos gigantes e algumas agremiações do bairro dos Coelhos.


O próximo passo dos foliões será a Estação do Frevo II, na esquina da Rua Nova com a Rua da Palma. O cortejo será recebido pela Orquestra 100% Mulher e por passistas de frevo. De lá, a próxima parada será a Estação do Frevo III, na Praça do Diário. Neste local, será feita uma homenagem aos 30 anos da Frevioca com a Orquestra de Ademir Araújo e os cantores Paulo da Hora e Carmem Silva. Haverá também apresentações teatrais com as companhias Haja Teatro, Ariano Suassuna e Foco 3 do Coliseu.

Às 19h o cortejo deverá chegar no Pólo de Todos os Ritmos (Pátio de São Pedro), onde acontecerá a apoteose do evento. Os foliões assistirão ao show da Orquestra da Bomba do Hemetério com o Maestro Forró e à homenagem ao centenário da troça O Cachorro do Homem do Miúdo.



HISTÓRICO – O nome da agremiação surgiu de uma história pitoresca. Na volta de um funeral, alguns amigos, associados do Clube Carnavalesco Lenhadores da Boa Vista, presenciaram a cena de um vendedor de miúdos (vísceras de gado), embriagado, procurando juntar o cavalete e o seu tabuleiro para ir para casa. Algumas pessoas tentavam ajudá-lo, mas o tabuleiro caiu, espalhado os miúdos pelo chão. Todos ficam aguardando que os cachorros que o acompanhavam se atirassem sobre a mercadoria, mas, para surpresa de todos, os cães, além de não comerem o miúdo ainda o vigiavam para que ninguém se aproximasse. A troça já conquistou 23 títulos dos concursos de agremiações carnavalescas promovidos pela Prefeitura do Recife. O atual presidente é Carlos Orlando. Suas cores são verde, vermelho, azul e branco.



MAIS FREVO – Além do arrastão do Cachorro do Homem do Miúdo, outros lugares da Cidade também farão reverências ao Frevo. É o caso do Pólo das Fantasias, responsável pelo circuito entre a Rua da Moeda e a Praça do Arsenal da Marinha. Nesse mesmo dia, a partir das 16h, acontece a saída da troça Bacia D’água, dos blocos O Bonde, Cordas e Retalhos e Pierrot de São José. Às nove e meia da noite será lançado o CD do Bloco das Flores com uma festa em homenagem aos 90 anos de fundação da agremiação. Os cantores Claudionor e Nono Germano, Mônica Feijó, Nena Queiroga, Kelly Rosa, Getúlio Cavalcanti, Coral do Bloco da Saudade e Balé Popular, se apresentam no palco principal a partir das 22h30 cantando as histórias do Frevo. Às 23h30 sobe ao palco a banda Pinga Fogo.