sexta-feira, 16 de julho de 2010

Eliza Freire

Eliza Freire\de Brito Pontes Artesã da cidade de Sertânia


O dia de Eliza Freire não é diferente de tantos outros artesãos Pernambucanos que agente encontra ao longo de outras cidades de nosso Estado. Agente encontra ela em sua loja, uma galeria muito bonita no centro de Sertânia, próximo a caixa econômica federal, dando acabamento em suas peças e criando a sua arte tão bela. Ela pinta os Santinhos, faz arranjos belíssimos e possui uma técnica especial que dá graça e beleza especial em tudo que põe a mão.

Viveu grande parte de sua vida ao lado de seu companheiro Severino Missena, político atuante deste município falecido há dezenove anos. Eliza foi conselheira tutelar da cidade e hoje atua no grupo da boa idade com um belo sorriso nos lábios e muita sabedoria e generosidade para distribuir com quem lhe dedicar à necessária atenção. Ela viveu os melhores momentos de sua vida em sua cidade querida e participou de todo movimento literário de poesia e de teatro.

Conheceu Pinto do Monteiro e destas lembranças fala com saudade. O velho Pinto do Monteiro morou na Av. Guararapes em Sertânia de 1975 a 1982 e ia sempre a sua casa, pois era bom companheiro de seu marido que era parceiro de lorota e de um aperitivo ao fim da tarde. Certa vez alguém disse que Pinto era bom Poeta , mas não tinha mais “peito”(voz) o poeta retrucou animadamente dizendo que conhecia uma porca cheia de peito , que porém nunca passou de uma porca. Outra vez vendeu a Missena seu velho violão para completar o dinheiro que compraria a sua ultima viola. Este violão Eliza guarda com carinho em seu atelier, disse ainda a de forma poética “Pense numa troca boa, troquei um homem (um violão) por uma mulher (uma viola) e ainda voltei dinheiro”.

A artesã Eliza Freire é meiga e educada, pessoa inteligente, que uma vez provocada demonstra um enorme conteúdo cultural, e como todo bom Sertanejo que se presa, tem na sua boa formação educacional o seu maior orgulho. Para mim foi um prazer conhecê-la e mostrar para os leitores deste blog Pernambuco esta jóia rara de nossa cultura...

Bruno de Sertânia


Bruno é um jovem talentoso da cultura Pernambucana. È um daqueles artistas que buscam um lugar no cenário da cultura. Trabalha todos os dias na Secretaria de Cultura do Município de Sertânia no Sertão de nosso estado.

Dá gosto dever o amor e o cuidado que ele tem com a sanfona de oitenta baixos, onde faz deslizar cuidadosamente os dedos retirando as harmonias que irão embalar as belas canções que excuta. Ele tem o seu trio pé de serra na linguagem gonzaguiana, sanfona triangulo e zabumba, que resgata o autentico forró de nossa terra. Meu amigo e parceiro Marcos escritor, jornalista deste blog, me chamou esta manhã de “caixeiro viajante da poesia” e me sinto muito honrado com a honraria, pois tenho o prazer de viajar, conhecer e divulgar pessoas como Bruno de Sertânia que, a simplicidade e a força do povo Sertanejo no encha de cultura.

Que Deus faça chover em Sertânia. Chuva fina para fazer crescer o pasto e a vegetação e aumentar a oferta de alimentos e chuva de recursos financeiros para alimentar a esperança de tantos artistas que encontrei no Sertão! (041.87.9129.9949)

Alberto da Cunha Melo


Nascido em Jaboatão dos Guararapes na Rua Azul em Jaboatão Centro, Alberto da Cunha Melo é neto e filho de poetas. Seu pai, Benedito da Cunha Melo é autor da letra do Hino da Cidade de Jaboatão. Estreou em livro em 1966, ano em que o historiador Tadeu Rocha batizou de geração 65 o grupo de poetas surgidos nas páginas do diário de Pernambuco naquela época. Como sociólogo, trabalhou por onze anos na Fundação Joaquim Nabuco. Em sua atuação como jornalista, foi editor do Commercio Cultural, do Jornal do Commercio (Recife) de Pernambuco, e da Revista Pasárgada, além de colaborador da coluna Arte pela Arte, do Jornal da Tarde de São Paulo, e da coluna Marco Zero, da Revista Continente Multicultural.

Foi o maior incentivador do Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco nos anos 1980 e faleceu em 13 de outubro de 2007, durante a realização da Bienal do livro de Pernambuco. Foi, também, Vice-Presidente da União Brasileira de Escritores – Secção Pernambuco – UBE-PE, entre 1983-1984, primeira gestão da entidade após a sua reorganização, com o início da abertura política no Brasil, e, por duas vezes, Diretor de Assuntos Culturais da Fundação do Patrimônio e Artístico de Pernambuco – FUNDARPE.

Além das obras individuais, publicou poemas em antologias nacionais e estrangeiras. Em 2001, foi incluído na coletânea Os cem melhores poetas brasileiros do século XX, organizada por José Nêumanne Pinto (São Paulo: Geração Editorial). Ocupou a cadeira 60 da Academia de Letras e Artes do Nordeste.

Alberto da Cunha Melo pertence à reduzida estirpe daqueles ourives do texto que, afastados do tumulto das multidões, realizam em silêncio uma obra de arte absolutamente original. Chegou a hora de revelar a todo o Brasil o valor desse artista da palavra, até agora celebrado por poucos (e exigentes) conhecedores como o professor e ensaísta Alfredo Bosi, o poeta Bruno Tolentino e o jornalista e crítico Mário Hélio, cujos textos sobre a obra de Cunha Melo são especialmente reproduzidos neste volume. Celebrado como um dos maiores poetas de nossa língua, Alberto da Cunha Melo pertence à reduzida estirpe daqueles ourives do texto que, afastados do tumulto das multidões, realizam em silêncio uma obra de arte absolutamente original.

Chegou a hora de revelar a todo o Brasil o valor desse artista da palavra, até agora celebrado por poucos (e exigentes).

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Festas populares no mês de Julho


JULHO

FESTA DE NOSSA SENHORA DO CARMO
Tradicional festa popular religiosa em homenagem à padroeira do Recife. Novenas, missas e procissão. Além das celebrações religiosas, conta com manifestações folclóricas, parque de diversões, feira de artesanato e barracas de comidas típicas.
Data: 08 a 16
Local: Igreja de Nossa Senhora do Carmo- Pátio do Carmo- Av. Dantas Barreto - Recife.

FESTA DAS MAROCAS / FESTA DA REDENÇÃO
Realizada desde 1970, quando as senhoras da comunidade resolveram homenagear as "mexeriqueiras", mostrando os seus costumes como na antiga novela "Redenção". A festa atrai mais de vinte mil pessoas à cidade. Barracas com bebidas e comidas típicas, parque de diversões, manifestações folclóricas da época e shows musicais.
Data: 11 a 15
Local: Av. Siqueira Campos- Belo Jardim

FESTA DE NOSSA SENHORA DO CARMO
Festa popular religiosa em louvor à Santa. Missas, procissão, barracas com bebidas e comidas típicas.
Data: 14 a 16
Local: Bom Jardim

FESTA DE NOSSA SENHORA DO CARMO
Festa popular religiosa em louvor a Santa.
Data: 16
Local: Praça do Carmo – Olinda

FESTA DE NOSSA SENHORA DE SANT`ANA
Festa popular religiosa em louvor à Santa. Além de celebrações religiosas, são realizados , shows musicais, manifestações culturais, feira de artesanato e comidas típicas.
Data: 17 a 26
Local: Praça 19 de Julho – Bom Jardim

MISSA DO VAQUEIRO
A festa é um dos maiores espetáculos do calendário turístico do estado. Consta de uma missa celebrada a céu aberto, com os participantes montados a cavalo e vestidos com o tradicional gibão do vaqueiro nordestino. É uma homenagem ao vaqueiro Raimundo Jacó, assassinado misteriosamente em 1954. Além da missa, tem vaquejada, apresentações de espetáculos populares, feira de artesanato, cantoria, aboio, forró pé-de-serra e barracas com bebidas e comidas típicas.
Data: terceiro domingo do mês de julho
Local: Parque Estadual do Vaqueiro – município de Serrita

FESTA DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA
Festa popular religiosa em louvor ao Santo. Missas e procissão, além de shows musicais.
Data: 30 e 31
Local: Forte Santo Inácio de Loyola (Av. Leopoldo Lins) e Palhoção Municipal (Av. José Bezerra Sobrinho s/n), Tamandaré

quarta-feira, 14 de julho de 2010

XXXVIII EXPOCOSE EXPOSIÇÃO ESPECIALIZADA EM CAPRINOS E OVINOS DE SERTÂNIA

Rogaciano Leite


Rogaciano Bezerra Leite (São José do Egito, sítio Cacimba Nova- Atualmente, município de Itapetim-PE 1 de julho de 1920 — Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1969) foi um poeta brasileiro.

Filho dos agricultores Manoel Francisco Bezerra e de Maria Rita Serqueira Leite, iniciou a carreira de poeta-violeiro aos 15 anos de idade, quando desafiou, na cidade paraibana de Patos, o cantador Amaro Bernadino.

Em seguida, Rogaciano Leite foi para o Rio Grande do Norte, onde conheceu e iniciou amizade com o renomado poeta recifense Manuel Bandeira. Aos 23 anos de idade mudou-se para Caruaru, no agreste pernambucano, onde apresentou um programa diário de rádio. De Caruaru, seguiu para Fortaleza, onde tornou-se bancário.

Entre 1950 e 1955, Rogaciano residiu nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. No Rio casou-se com Maria José Ramos Cavalcante, com quem teve os filhos Rogaciano Filho, Anita Garibaldi, Roberto Lincoln, Helena Roraima, Rosana Cristina e Ricardo Wagner.

Em 1968 deixou o Brasil para uma temporada na França e outros países da Europa. Na Rússia deixou gravado, em monumento na Praça de Moscou, o poema Os Trabalhadores.

Alguns dos poemas mais conhecidos de Rogaciano Leite são Acorda Castro Alves, Dois de Dezembro, Poemas escolhidos, Carne e Alma, Os Trabalhadores e "Eulália. Rogaciano faleceu, de enfarte do miocárdio, no Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro. O corpo do poeta está sepultado no cemitério São João Batista, em Fortaleza, Ceará.

Rogaciano Leite foi, ainda, jornalista e era formado em Direito e Letras.

Em dezembro de 2007 foi lançado em Pernambuco na cidade de Itapetim pela jornalista Tacianna Lopes o documentário "Reminiscência em Prosa e Versos",o vídeo conta um pouco da história de Rogaciano Leite. Um trabalho inédito, um curta-metragem de aproximadamente 23 minutos e que conta com a participação de familiares, admiradores e amigos contemporâneo do Poeta, entre eles está o escritor Ariano Suassuna, que junto com Rogaciano na década de 40 foi responsável pela realização do I Congresso de Cantadores Repentistas do Brasil.


Uma das estrofes mais repetidas no universo da poesia popular foi escrita por Rogaciano Leite, em Setembro de 1950.


"Senhores críticos, basta!
Deixai-me passar sem pejo,
Que o trovador sertanejo
Vai seu pinho dedilhar...
Eu sou da terra onde as almas
São todas de cantadores
-Sou do Pajeú das Flores
Tenho razão de cantar!

Essa estrofe inicia o poema "Aos Críticos"(no total são 16 estrofes), escrito quando o poeta estava no Rio de Janeiro e publicado no livro "Carne e Alma". Há uma controvérsia em relação a sua terra natal. Particularmente não compartilho desta discussão. Se ele é pernambucano de Itapetim ou de São José do Egito, tanto faz. Mas a verdade é que ele nasceu em junho de 1920 no Sítio Cacimba Nova, nas Umburanas, hoje pertencente a Itapetim, mas quando ele nasceu pertencia a São José do Egito, então pela obviedade em seu registro ele é egipsiense. Morreu no dia 7 de outubro de 1969 no Rio, seu corpo foi levado ao Ceará, onde foi enterrado em Fortaleza cidade em que viveu. Com uma inquieta crítica às diferenças sociais Rogaciano deu voz ao grito do povo, ao escrever "Aos trabalhadores", em 1943. Um trecho:

"Trabalhar! Que o trabalho é sacrifício santo,
Estaleiro de amor que as almas purifica!
Onde o pólen fecunda, o pão se multiplica
E em flores se transforma a lágrima do pranto!

Mas não vale o trabalho andar a passo largo
Quando a estrada é forrada de injustiça e crimes
Porque em vez de dar frutos dúlcidos, sublimes,
Gera bargos mortais e de sabor amargo!"

Em sua viagem a Europa na década de 60 deixou fincado um pouco do seu talento em um monumento na Rússia, o poema acima "Aos trabalhadores", na praça de Moscou.O escritor baiano Jorge Amado, ao ver uma apresentação do poeta disse:"Versos que seriam dignos da pena de Castro Alves!".E era como Rogaciano era comparado, inclusive pelo porte físico e pelas madeixas negras.De cantador de viola a jornalista premiado, recebeu o prêmio Esso pela reportagem "Amazônia".


terça-feira, 13 de julho de 2010

XXXVIII EXPOCOSE (EXPOSIÇÃO ESPECIALIZADA EM CAPRINOS E OVINOS DE SERTÂNIA)

Enchentes


O período das grandes enchentes em Pernambuco tem sido de junho a agosto. Entre os meses de janeiro e fevereiro só há registros, em toda a História, de duas pequenas inundações. E assim mesmo restritas a algumas áreas do Recife. Acompanhe aqui todas as enchentes que já castigaram o Estado.

1632 - A 28 de janeiro, ocorre a primeira enchente de que se tem notícia no Recife, "causando perdas de muitas casas e vivandeiros estabelecidos às margens do Rio Capibaribe".

1638 - Maurício de Nassau manda construir a primeira barragem no leito do Rio Capibaribe para proteger o Recife das enchentes: foi o Dique de Afogados, que tinha mais de 2 km e hoje é uma rua do Recife, a Imperial.

1824 - Entre fevereiro e abril, nova enchente atinge o Recife.

1842 - Junho. Enchente atinge o Recife, derrubando várias casas. Pontes desabaram; trens saíram dos trilhos; milhares de pessoas ficaram desabrigadas. Foi a primeira enchente de grandes proporções do Rio Capibaribe.

1854 - Foi a maior enchente do século. Durou 72 horas, atingindo todos os bairros do Recife. Derrubou a muralha que guarnecia a Rua da Aurora; parte do cais da Casa de detenção veio abaixo; a cidade ficou sem comunicações com o interior; no Porto do Recife, os navios foram atirados uns contra os outros.

1862 - Nova enchente castiga o Recife.

1869 - Grande enchente destrói as pontes da Torre, Remédios e Barbalho, e rompe os aterros da via férrea do Recife. Foi a maior enchente até então, tendo o imperador Pedro II determinado que o engenheiro Rafael Arcanjo Galvão viesse a Pernambuco "estudar o problema".

1870 - A 16 de Julho, o bacharel em matemática e ciências físicas José Tibúrcio Pereira de Magalhães, diretor de Obras e Fiscalização do Serviço Público do Estado, sugere ao governo imperial a construção de uma série de barragens nos principais afluentes do Rio Capibaribe, para evitar cheias no Recife.

1884 - Outra enchente atinge o Recife.

1894 - Em junho, enchente atinge todos os subúrbios recifenses situados às margens do Rio Capibaribe.

1899 - 01 de Julho. Vários bairros do Recife foram inundados por cheia do Rio Capibaribe. No município de Vitória de Santo Antão, desaba o segundo encontro da ponte sobre o Rio Itapicuru.

1914 - Outra enchente desaba sobre o Recife, deixando vários mortos.

1920 - A 14 de Abril, grande enchente deixa Recife isolada do resto do Estado, durante três dias. Postes foram derrubados; linhas telegráficas interrompidas; trens paralisados; pontes vieram abaixo, entre elas a da Torre. Os bairros de Caxangá, Cordeiro, Várzea e Iputinga ficaram totalmente isolados do resto da cidade.

1924 - Nova enchente deixa os bairros da Ilha do Leite, Santo Amaro, Afogados, Dois Irmãos, Apipucos, Torre, Zumbi e Cordeiro complemente submersos. O prédio do Serviço de Saúde e Assistência desabou e as obras do Quartel do derby sofreram grandes prejuízos.

1960 - Nova enchente do Rio Capibaribe castiga o Recife.

1961 - Enchente deixa 2 mil pessoas desabrigadas no Recife.

1965 - Outra enchente castiga o Recife. Os bairros de Caxangá, Iputinga, Zumbi e Bongi ficaram complemente inundados. Nas áreas mais próximas ao Rio Capibaribe, a água cobriu o telhado das casas.

1966 - Enchente catastrófica provocada pelo Rio Capibaribe, com a água atingindo mais de 2 metros de altura, nas áreas mais baixas do Recife. Em poucas horas, toda a extensão da Av. Caxangá foi transformada num grande rio. Na capital e interior, mais de 10 mil casas (a maioria mocambos) foram destruídas e outras 30 mil sofreram danos, como paredes derrubadas. Morreram 175 pessoas e mais de 10 mil ficaram desabrigadas. O nível do Rio Capibaribe subiu 9,20 metros além do nível normal. O presidente da República, marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, veio ao Recife verificar os danos causados.

1967 - A Sudene apresenta relatório de uma comissão de técnicos, constituída logo após a enchente de

1966 - Para encontrar soluções para o problema. O relatório sugere a construção de barragens nos seus principais afluentes e no próprio Rio Capibaribe, que é a mesma sugestão apresentada quase um século antes pelo engenheiro José Tibúrcio.

1970 - Ocorrem duas enchentes em Pernambuco. Em Julho, as águas atingem a zona da Mata Sul e o Agreste do Estado, por conta do transbordamento dos rios Una, Ipojuca, Formoso, Tapacurá, Pirapama, Gurjaú, Amaraji e outros. A cidade que mais sofreu foi o Cabo, que teve 04 dos seus 05 hospitais inundados e várias indústrias pararam suas atividades. No Recife, as águas da Capibaribe causaram grande destruição. Na capital e interior, 500 mil pessoas foram atingidas e 150 morreram; 1.266 casas foram destruídas em 28 cidades. Só no Recife, 50 mil pessoas ficaram desabrigadas.

Em Agosto, nova cheia atinge o Recife e Olinda, desta vez provocada pelo Rio Beberibe. Em Olinda, 5 mil pessoas ficaram desabrigadas e foi decretado estado de calamidade pública.

1973 - Material de propaganda da Secretaria de Obras do governo do Estado anuncia, em letras garrafais, que a Barragem de Tapacurá, inaugurada naquele ano, era solução definitiva para dois graves problemas que afetavam o Recife: abastecimento de água da população e "o fim" das enchentes no Recife.

1974 - Outra enchente atinge o Recife. A Comissão de Defesa Civil, que tinha previsão do avanço das águas, retirou a tempo a população das área ribeirinhas. Em São Lourenço da Mata, uma ponte ficou parcialmente destruída e a população isolada. No município de Macaparana, 20 pessoas morreram, por conta do transbordamento do riacho Tiúma.

1975 - Considerada a maior calamidade do século, esta enchente ocorreu entre os dias 17 e 18 de Julho, deixando 80% da cidade do Recife sob as águas. Outros 25 municípios da bacia do Capibaribe também foram atingidos. Morreram 107 pessoas e outras 350 mil ficaram desabrigadas.

Na capital e interior, 1.000 km de ferrovias foram destruídos, pontes desabaram, casas foram arrastadas pelas águas. Só no Recife, 31 bairros, 370 ruas e praças ficaram submersos; 40% dos postos de gasolina da cidade foram inundados; o sistema de energia elétrica foi cortado em 70% da área do município; quase todos os hospitais recifenses ficaram inundados, tendo o depósito de alimentos do Hospital Pedro II. sido saqueado. Por terra, o Recife ficou isolada do resto do País durante dois dias.

O governador Moura Cavalcanti decretou estado de calamidade pública na capital e em 09 municípios do interior. O presidente da República, em cadeia nacional de televisão, anunciou medidas para socorrer as cidades pernambucanas atingidas. No Recife, a cheia atingiu seu ponto culminante às 04 da madrugada do dia 18.



Na manhã do dia 21, quando as águas baixaram e a população começava retomar a vida, o pânico tomou conta das ruas do Recife, em decorrência de um boato de que a Barragem de Tapacurá havia estourado e que a cidade seria arrasada.

Tudo ocorreu às 10 horas: de repente, a multidão corria de um lado para outro sem saber aonde ir; mulheres desmaiavam; os carros não respeitavam sinais nem contra-mão; guardas de trânsito abandonavam seus postos; várias pessoas foram atropeladas; bancos, casas comerciais e a agência central dos Correios fecharam as portas; no Hospital Barão de Lucena várias pessoas pularam do primeiro andar; enquanto o boato se espalhava de boca em boca.

No Palácio do Governo, ao saber do que estava acontecendo, o governador Moura Cavalcanti comentou: "Agora não é mais tragédia, agora é mortandade". As emissoras de rádio passaram imediatamente a divulgar insistentes desmentidos. A Polícia Militar divulgou nota oficial informando que prenderia quem fosse flagrado repetindo o alarme.

A Polícia Federal anunciou que estava investigando a origem (nunca descoberta) do boato. O pânico durou cerca de duas horas, mas seu momento de maior intensidade teve cerca de 30 minutos. Mais de 100 pessoas foram atendidas nos serviços de emergência dos hospitais.

Passado o pânico, técnicos da Companhia de Abastecimento de Água informaram que um rompimento da Barragem de Tapacurá (que tem capacidade para 94 milhões de metros cúbicos de água e nada sofrera com a enchente) traria conseqüências imprevisíveis para a cidade do Recife.

1977 - A 01 de Maio, nova enchente do Rio Capibaribe deixa 16 bairros do Recife embaixo d'água. Olinda e outras 15 cidades do interior do Estado também foram atingidas. Mais de 15 mil pessoas ficaram desabrigadas e só não foram registradas mortes porque a população das áreas ribeirinhas foram retiradas 24 horas antes. São Lourenço da Mata foi o município mais atingido. Em Limoeiro, houve desabamento de ponte.

1978 - A 29 de Maio, o presidente da República, Ernesto Geisel, vem ao Recife inaugurar a Barragem de Carpina, construída para conter as enchentes do Rio Capibaribe. Com 950 metros de comprimento, 42 metros de altura, a barragem tem capacidade para armazenar 295 milhões de m3 de água e fica a maior parte do ano seca, só enchendo no período chuvoso.

2000 - Entre os dias 30 de julho e 01 de agosto, fortes chuvas castigaram o Estado, inclusive a Região Metropolitana do Recife, deixando um total de 22 mortos, 100 feridos e mais de 60 mil pessoas desabrigadas. Cidades foram parcialmente destruídas, tendo ás águas que transbordaram dos rios levado pontes e casas.

As chuvas foram anunciadas com 40 dias de antecedência pelos serviços de meteorologia, mas as autoridades governamentais deram pouca importância à previsão. As chuvas atingiram 300 milímetros em apenas três dias e só na RMR aconteceram 102 deslizamentos de barreiras. No município de Belém de Maria, com 15 mil habitantes, 450 casas foram arrastadas pelas águas.

O centro de Palmares ficou complemente debaixo de água e em Barreiros a água atingiu o teto do hospital da cidade. Dos 33 municípios seriamente atingidos, em 16 foi decretado estado de emergência e em 17 estado de calamidade pública, entre os quais Rio Formoso, Gameleira, Belém de Maria, Goiana, Cupira e São José da Coroa Grande.

O presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, veio a Pernambuco observar de perto os efeitos da calamidade e, dias depois, autorizou a liberação de apenas 30% dos R$ 129 milhões que, segundo levantamento do governo do Estado, seriam os recursos emergenciais necessários para recuperação das áreas atingidas.

2004 - Fortes chuvas entre 08 de janeiro 02 de fevereiro de 2004 castigam todas as regiões do Estado, deixando 36 mortos e cerca de 20 mil pessoas desabrigadas. As chuvas (jamais registradas entre os dois primeiros meses do ano) foram provocadas por fenômenos atípicos (frente fria e outros) e destruíram pontes e estradas, açudes romperam, casas desabaram, populações inteiras ficaram ilhadas.

Treze cidades ficaram em estado de calamidade pública e 76 em estado de emergência. Petrolina, no sertão do São Francisco, ficou vários dias isolada, depois que as águas levaram a estrada de acesso à cidade. Todos os açudes e barragens do Sertão e Agreste transbordaram, inclusive a gigantesca Barragem de Jucazinho, em Surubim. De acordo com levantamento do governo estadual, os prejuízos em todo o Estado chegaram a R$ 54 milhões.

2005 - Entre os dias 30 de maio e 02 de junho, fortes chuvas provocaram enchentes em 25 cidades do Agreste, Zona da Mata e Litoral pernambucanos, deixando 36 mortos e mais de 30 mil pessoas desabrigadas.

Cerca de 07 (sete) mil casas foram parcialmente ou totalmente destruídas; 40 pontes foram danificadas; 11 rodovias estaduais foram atingidas, sendo que sete delas ficaram interditadas; a água inundou ruas centrais, hospitais, escolas e casas comerciais de várias cidades, provocando enormes prejuízos materiais.

Pouco mais de 30 mil estudantes da rede estadual de ensino ficaram vários dias sem aulas, porque em todas as cidades atingidas 93 escolas foram danificadas e outras 11 foram transformadas em abrigos para os desabrigados.

As cidades mais atingidas: Moreno, Vitória de Santo Antão, Jaboatão, Nazaré da Mata, Pombos, Ribeirão, Cabo e Escada. O município que teve o maior número de casas destruídas ou parcialmente danificadas foi Vitória: 5 (cinco) mil casas.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O Nordestinês do Pernambucano!




Pernambucano não fica solteiro, ele fica "solto na bagaceira".
Pernambucano não vai embora, ele "pega o beco".
Pernambucano não diz 'concordo com você', ele diz: issssso, homi!!!
Pernambucano não conserta, ele "imenda".
Pernambucano quando se empolga, fica com a "mulesta dos cachorro".
Pernambucano não bate, ele 'senta-le' a mão. (entra aí)
Pernambucano não bebe um drink, ele "toma uma".
Pernambucano não é sortudo, ele é "cagado".
Pernambucano não corre, ele "dá uma carreira".
Pernambucano não malha os outros, ele "manga".
Pernambucano não conversa, ele "resenha".
Pernambucano não toma água com açúcar, ele toma "garapa".
Pernambucano não mente, ele "engana".
Pernambucano não percebe, ele "dá fé".
Pernambucano não sai apressado, ele sai "desembestado".
Pernambucano não aperta, ele "arroxa".
Pernambucano não dá volta, ele "arrudeia". (a melhor do dicionário)
Pernambucano não espera um minuto, ele espera um "pedacinho".
Pernambucano não é distraído, ele é "avoado".
Pernambucano não se irrita, ele se "arreta".
Pernambucano não fica com vergonha, ele fica "encabulado, todo errado".
Pernambucano não passa a roupa, ele "engoma".
Pernambucano não ouve barulho, ele ouve "zuada".
Pernambucano não acompanha casal de namorados, ele "segura vela".
Pernambucano não rega as plantas, ele "agoa".
Pernambucano não quebra algo, ele "tora".
Pernambucano não é esperto, ele é "desenrolado".
Pernambucano não é rico, ele é um cabra "estribado".
Pernambucano não é homem, ele é "macho".
Pernambucano não é gay, ele é "bicha".
Pernambucano não pede almoço, ele pede o "cumê".
Pernambucano não merenda, "lancha".
Pernambucano não fica satisfeito quando come, ele "enche o bucho".
Pernambucano não dá bronca, dá "carão".
Pernambucano quando não casa, ele fica "amigado".
Pernambucano não tem diarréia, tem "caganeira".
Pernambucano não tem mau cheiro nas axilas, ele tem "suvaqueira".
Pernambucano não tem perna fina, ele tem "cambitos".
Pernambucano não é mulherengo, ele é "raparigueiro".
Pernambucano não joga fora, ele "avoa no mato".
Pernambucano não vigia as coisas, ele "fica atucaiando".
Pernambucano não se dá mal, "se lasca todinho". (Me lasquei todinho!!!!)
Pernambucano quando se espanta não diz: - Xiiii! Ele diz: "Viiixi Maria! Aff Maria!"
Pernambucano não vê coisas do outro mundo, ele vê "malassombros".
Pernambucano não é chato, é "cabuloso".
Pernambucano não é cheio de frescura, é cheio de "pantim".
Pernambucano não pula, "dá pinote".
Pernambucano não briga, "arenga".
Pernambucana não fica grávida, fica "buchuda".
Pernambucano não fica bravo, fica com a "gota serena".
Pernambucano não é corajoso, é "cabra de pêia".
Pernambucano não fica apaixonado, ele "arrêia os pneus".
Pernambucano quando liga pra alguém não diz alô,atende e diz logo:- "Tais ondi?"

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A cultura nordestina da feira São Cristóvão/RJ

Recebi do Fernando Borges uma matéria bem interessante sobre a influência da cultura nordestina nas outras regiões do país. A produção é do programa TV News e foi realizado pelos estudantes da UERJ na Feira de São Cristóvão/RJ.




O TV NEWS é um webprograma independente mensal que visa informar e entreter o público da internet.