sábado, 7 de agosto de 2010

Mais de Pedro Américo

Juventude

Filho de Daniel Eduardo de Figueiredo e Feliciana Cirne, Pedro Américo era irmão do também pintor Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo. Nasceu em uma família ligada às artes na cidade de Areia no estado da Paraíba, ainda que de escassos recursos, e desde cedo encontrou em sua casa o estímulo necessário ao desenvolvimento de seu talento precoce, incluindo na música, ensinada pelo seu pai Daniel, que era violinista, e que o introduziu também no desenho apresentando-lhe livros sobre artistas célebres.


Casa onde Pedro Américo nasceu, hoje um museu à sua memória

Logo a fama do pequeno prodígio se espalhou pela cidade, e quando ali chegou em 1852 uma expedição científica liderada pelo naturalista Louis Jacques Brunet, este foi visitá-lo e pôde apreciar uma série de cópias de obras clássicas realizadas pelo menino, o que foi causa de pasmo no viajante. Querendo testá-lo para comprovar a habilidade que se apregoava, arranjou uns objetos e fez Pedro Américo desenhá-los em sua presença, e ele os reproduziu com grande semelhança. Impressionado, Brunet decidiu levá-lo consigo como desenhista em sua expedição. Entusiasmado, o jovem artista acompanhou o sábio francês por uma viagem de vinte meses cruzando boa parte do Nordeste brasileiro.Em 1854, com 11 anos, foi mandado para o Rio de Janeiro, para estudar no Colégio Pedro II, destacando-se entre os colegas por sua aplicação e inteligência. Ingressando na Academia Imperial de Belas Artes, seu progresso foi igualmente brilhante, conquistando 15 medalhas e prêmios, e mesmo antes de terminar o curso obteve uma pensão do Imperador Dom Pedro II para ir aperfeiçoar-se na Europa.

Lá demorou-se de 1859 a 1864, cursando a École des Beaux-Arts de Paris, o Instituto de Física de Ganot e a Sorbonne, sendo discípulo de Ingres, um dos maiores nomes do neoclassicismo francês, e também de Coignet, Hippolyte Flandrin e Horace Vernet. Durante sua estadia européia visitou outras capitais a fim de ampliar seus horizontes culturais.

Primeiros sucessos

Regressando ao Brasil, venceu um concurso para professor da cátedra de Desenho da Academia com a obra Sócrates afastando Alcebíades dos braços do vício, que lhe rendeu elogios mesmo dos outros competidores. Desta fase são também Petrus ad Vincula, na Igreja de São Pedro no Rio, e A carioca. Logo em seguida retornou à Europa para mais uma temporada de estudo, produzindo um São Marcos, a Visão de São Paulo e a Cabeça de São Jerônimo, além de outros quadros, e defendendo tese na Faculdade de Ciências da Universidade Livre do Partido Liberal em Bruxelas para obter o grau de Doutor em Ciências Naturais, sendo aprovado com mérito e indicado professor adjunto. A prova foi noticiada em diversos jornais brasileiros e belgas em termos sumamente laudatórios, assumindo um caráter de acontecimento científico.

Voltando para seu país, passou antes por Portugal, onde em fins de 1869 casou com Carlota de Araújo Porto-alegre (1844 - 1918), filha de Manuel de Araújo Porto-alegre, então cônsul brasileiro em Lisboa, e com ela teve mais tarde três filhos. Chegou ao Rio no início do ano seguinte e passou a dedicar-se ao magistério na Academia e à pintura, iniciando um período fértil em grandes realizações, com as telas Batalha do Campo Grande, Ataque da Ilha do Carvalho, o Passo da Pátria e diversos retratos, incluindo dos imperadores Pedro I e Pedro II e do Duque de Caxias.

Consagração

Também neste período começou os esboços para uma que seria das suas maiores obras-primas, a enorme Batalha de Avaí, que só viria a ser concluída em 1877 e que é uma das peças capitais do nacionalismo romântico e do academismo no Brasil. Quando exposta pela primeira vez em Florença, ainda incompleta, a composição causou sensação entre os conhecedores de arte que estavam reunidos em grande número na cidade para as comemorações do centenário de Michelangelo. A obra, e um discurso que proferiu em duas línguas diante da estátua de David do mestre da Renascença, espalharam sua fama por toda a Europa, sendo celebrado em uma multidão de artigos e notícias como um dos maiores pintores de seu tempo. O governo italiano, ecoando os louvores generalizados, solicitou ao artista um retrato para que figurasse junto dos luminares da arte de todos os tempos na galeria de retratos dos Uffizi, sendo exposto entre os de Ingres e Flandrin, seus próprios mestres.

Ainda em Florença realizou muitas outras pinturas, das quais se destacam A Batalha de San Martino, A noite acompanhada dos gênios do amor e do estudo, Joana D'Arc e O voto de Heloísa. Entre 1885 e 1893 deslocou-se diversas vezes entre Europa e Brasil, terminando a Batalha de Avaí e outra obra de grande vulto, a Proclamação da Independência, e peças menores. Neste ínterim foi eleito em 1890 deputado junto ao Congresso Constituinte por Pernambuco.

Conseguiu manter seu prestígio junto ao governo quando proclamou-se a República, mudança que levou ao ostracismo o outro grande mestre acadêmico de sua geração, Victor Meirelles, e para o novo regime produziu obras emblemáticas como o Tiradentes esquartejado, além de Honra e Pátria e Paz e Concórdia, seu último trabalho.

Falecendo em Florença, vítima da beribéri que o afligia desde a infância, praticamente cego e empobrecido com a crise financeira nacional causada pelo Encilhamento, seu corpo foi transladado para o Rio de Janeiro, e depois de exposto durante vários dias no Arsenal de Guerra, foi provisoriamente sepultado em janeiro de 1906, no Cemitério São João Batista, depois enterrado definitivamente em sua cidade natal, Areia, onde foi erguido um monumento. A casa onde nasceu hoje é um museu dedicado á sua memória, a Casa Museu Pedro Américo.

Distinções

Pedro Américo em vida recebeu as honrarias de Cavaleiro da Coroa da Alemanha e de Grão Cavaleiro da Ordem Romana do Santo Sepulcro.

Academia Paraibana de Letras

É patrono da cadeira número 24 da Academia Paraibana de Letras, que tem como fundador Horácio de Almeida. Atualmente é ocupada por Evaldo Gonçalves de Queiroz

Além de pintor insigne, foi historiador, filósofo e escritor, deixando cerca de 15 trabalhos literários de História, Filosofia Natural e Belas Artes, e poesias e romances. Em 1871 apareceu sua primeira biografia, tendo o artista menos de 30 anos de idade, que o colocava na posição de fundador da escola de pintura nacional, peça de propaganda que foi distribuída por todo o Brasil e também editada no exterior, e que é a fonte primária das biografias que surgiram depois.

Pedro Américo inseriu-se na tradição acadêmica de índole neoclássica que foi estabelecida pela Academia Imperial, que privilegiava temas históricos e personificações alegóricas em abordagens idealistas, mas quando sua carreira realmente tomou alento o estilo geral já havia evoluído para o Romantismo, tendência que ele rapidamente pôde acompanhar e onde deixou sua melhor produção.

Na Europa, o Romantismo foi uma corrente que encontrou força nas antigas mitologias nacionais para prosperar, e olhou para o passado com olhos de nostalgia das suas glórias pregressas. Mas a jovem monarquia brasileira nada encontrou no passado local que se comparasse à milenar herança cultural européia. No remoto passado brasileiro só havia selvagens, e os monumentos de arte e arquitetura significativos eram todos barrocos, um estilo considerado há muito fora de moda e por demais ligado a Portugal e à religião para satisfazer as elites e a burguesia ascendente, que desejavam afastar a memória dos tempos de colônia dominada pela Igreja e explorada pela Metrópole distante, e agora tinham a França como modelo. Era um país novo, pobre, que somente há poucos anos conquistara sua independência, e para construir as bases de identidade e união desse projeto de nação, foi necessário o resgate de elementos locais que antes havia rejeitado, como o índio, agora idealizado e retratado cheio de uma nobreza, pureza e beleza inatas. Através dele, e da representação de personagens da família imperial como símbolos vivos da soberania nacional, e das batalhas que asseguraram a posse do território e afirmaram o Brasil como potência militar na América do Sul, além de ilustrarem o heroísmo nativo, encontraram-se os elementos emocionais e conceituais adequados para a construção de uma iconografia nacionalista que pudesse legitimar este país recente diante das potências internacionais e que ainda carecia de uma simbologia própria.

Nessa busca, obras como A Batalha de Avaí e O grito do Ipiranga, que ocasionaram um debate público sobre estética e nacionalismo de enorme repercussão, contribuíram para fomentar o patriotismo entre os brasileiros, e se alinhavam perfeitamente com a ideologia da época, da qual foi sem dúvida um dos grandes intérpretes e o que lhe assegurou um sucesso contínuo entre as elites patrocinadoras, mesmo que na temática suas preferências pessoais caminhassem em outra direção. Apesar de ser mais conhecido por suas obras históricas profanas, era, segundo ele mesmo, a história sagrada o que mais lhe atraía:

Mesmo contando com o aplauso geral, sua obra não passou imune ao crivo de críticos como Gonzaga Duque e Ângelo Agostini, que o consideravam um oportunista antiquado, embora suas críticas sejam hoje consideradas parciais e bitoladas por sua óbvia preferência a temas burgueses, tidos como mais modernos.[

Em vários aspectos Pedro Américo foi de fato um inovador, como sugeria seu primeiro biógrafo, pois manifestava-se favorável ao uso da fotografia como auxiliar na confecção das obras pictóricas e como divulgadora da produção dos artistas; tinha as obras premiadas nos salões europeus como reflexos imperfeitos da civilização e freqüentou lá os famosos Salões dos Recusados, assimilando algumas influências progressistas, visíveis por exemplo na obra A carioca, que foi oferecida ao Imperador mas foi recusada por ser considerada licenciosa, causando escândalo quando foi exposta ao público em 1865. Também inovou ao proferir a partir de 1870 uma série de palestras públicas sobre História da Arte e Estética, e participou da edição de um jornal satírico intitulado A Comédia Social.

Seu nacionalismo encontrou expressão na constante promoção de um projeto de arte nacional, sendo mesmo um defensor da mudança da capital do Rio para o centro do país, embora outros digam que ele pouco interesse real tinha pelo Brasil e que suas longas estadas na Europa eram uma fuga. Seja como for, muitas de suas obras entraram para o imaginário coletivo brasileiro, tendo sido reproduzidas em inúmeros livros de História usados nas escolas e universidades.

Quadros mais conhecidos

  • A Batalha do Avaí
  • A Batalha do Campo Grande
  • A Fala do Trono
  • Independência ou Morte
  • Paz e Concórdia
  • Tiradentes esquartejado


Zé de Cazuza

O paraibano José Nunes Filho, conhecido como Zé de Cazuza, é fiel depositário da poesia popular e do improviso de viola.



Do alto dos seus 80 anos (nasceu em 13 de dezembro de 1929, na fazenda Boa Vista, em Monteiro-PB), ele se mantém com uma capacidade mnemônica extraordinária e guarda na memória centenas e mais centenas de poemas, causos, canções, pelejas, de alguns dos maiores nomes da história do repente. Parte deste tesouro ele perenizou no livro Poetas encantadores, cuja terceira edição, revista e ampliada, é lançada hoje, a partir das 16h, na Cachaçaria Matulão, no Mercado da Boa Vista. O dom de Zé de Cazuza tem sido aproveitado por muito pesquisadores e historiadores da cantoria de viola. O folclorista Francisco Coutinho Filho, autor do elogiado Violas e repente, lançado em 1953, foi um dos que recorreram a memória de Zé de Cazuza, como escreveu no seu livro: “Desde 23 de março de 1952, venho revolvendo seu riquíssimo arquivo espiritual, onde tenho encontrado preciosos subsídios sócio-históricos para o estudo da poesia folclórica do sertão nordestino”. Zé de Cazuza diz que não se arrepende de ter repassado os versos para Coutinho: “Mas bem que ele poderia ter me dado autoria também no livro, porque mais da metade do que tem ali fui eu que disse a ele”.
Herdeiro de uma tradição de bardos repentistas que remonta aos primeiros grandes nomes do gênero, Zé de Cazuza, cujo pai também era poeta, e em sua casa costumavam ir Lourival Batista e Pinto do Monteiro, dois dos maiores do seu tempo. “Foi ouvindo estes dois que eu comecei a decorar versos. Já fui mais decorador, quando não havia gravador. Agora todo mundo está gravando cantoria. Mas só decoro versos de cantador que merece. Tem muitos deles que têm queixa de mim porque acham que eu não dou valor a eles. Se as pessoas me perguntarem se eles são bons, digo que são boas pessoas, já os versos que fazem... Tem cantador aí que cantou 30 anos em rádio e ninguém lembra um verso dele, se perdeu tudo”, comenta o “Gravador Humano”, seu apelido.
Graças a Zé de Cazuza foram preservados versos de cantadores que ele não chegou a conhecer, que lhe foram ensinados pelos mais velhos ou por alguns que conheceu pouco, como o lendário Antonio Marinho, de São José do Egito. “Quando conheci Antonio Marinho ele já estava bastante doente de tuberculose, não conseguia cantar direito”, lembra Zé de Cazuza, que traz no seu livro versos de marinhos como estes: “O baião muito puxado/Jesus do céu não socorre/vou descansar meu pulmão/ Pinto vai tomar um porre”. Embora tenha convivido com várias gerações de repentistas, não é passadista. Para ele assim como existiram ótimos cantadores no passado, existem ótimos cantadores no presente: “A diferença para o de antigamente é eles eram mais atrasados. Atualmente tem cantadores extraordinários, como Ivanildo Vila Nova, os Nonatos”, diz Zé de Cazuza, que é também poeta e já chegou a ser cantador de viola, mas por pouco tempo: “Ia uma caravana para São Paulo, isto em 1970, eu ia só acompanhar. Iriam seis cantadores, comigo ficava sete. Então tiraram um, e eu fui como cantador. E me sai bem”.
Deu no Diário do Pernambuco
Após sete décadas convivendo com declamadores, apologistas e repentistas do Sertão nordestino, o paraibano Zé de Cazuza arregaçou as mangas e registrou seu conhecimento em livro. Em quase 400 páginas, Poetas encantadores apresenta o trabalho de 66 poetas. Alguns são famosos, como Pinto do Monteiro, Rogaciano Leite e Lourival Batista, o Louro do Pajeú. Outros são conhecidos somente por quem é do meio. Lançado há três anos e com duas edições esgotadas, o livro chega agora à terceira edição, ampliada e comemorativa dos 80 anos do autor, nascido no município de Prata, no Cariri paraibano. O volume será lançado hoje, às 16h, na Cachaçaria Matulão, que funciona no Mercado da Boa Vista. A entrada é franca. O livro custa R$ 50.
Poetas encantadores foi escrito praticamente a partir das memórias e andanças de Zé de Cazuza com Manuel Filó, Manuel Xudu e Geraldo Amâncio. "Gravei tudo no juízo. Fiz o livro tirando da minha cabeça", garante. O autor não virou as costas para a nova geração. Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, também está representado.
José Nunes Filho, Zé de Cazuza nasceu no sítio Boa Vista, na cidade de Monteiro. Começou a frequentar as cantorias aos cinco anos. Aos seis, já guardava versos na cabeça. Quando se mudou para a zona rural de Prata, foi vizinho de Zé Marcolino, mestre cantado por Luiz Gonzaga. Há cinco anos, foi reconhecido como Mestre das Artes da Paraíba, equivalente ao registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. Hoje vive no sítio São Francisco, onde trabalha com agricultura e criação de gado. Nas palavras de Jansen Filho, Zé de Cazuza é um "misto de vaqueiro e poeta, alma coberta de sol e poesia". Segundo o folclorista Francisco Coutinho Filho, no livro Violas e repentes, de 1953, ele é "o mais apurado admirador sertanejo da nossa poesia brava".
A veia lírica corre pela família. Seu pai foi o cordelista Cazuza Nunes. De seis filhos, três seguiram carreira artística. Miguel Marcondes e Luís Homero vieram para o Recife e há dez anos fundaram o grupo Vates e Violas; já Felizardo Moura é famoso apresentador de vaquejadas. "As pessoas alertaram que ele estava cedendo material que ele mesmo poderia registrar", diz o Marcondes, sobre a necessidade do registro das memórias do pai em livro. "Ele passou a vida elogiando e recitando grandes cantadores. Um dia, ele percebeu que é um deles".
Zé de Cazuza diz que há uma infinidade de modalidades de cantorias e repentes. Em menos de um minuto, ele lista o desafio, o lirismo, o trocadilho, a irreverente, a narrativa, o mote, o tema e a satírica. E não torce o nariz para a produção urbana, distante dos assuntos clássicos do repertório matuto. "A poesia é boa em todo campo que ela for bem feita. Há os que martelam por muito tempo e não conseguem e os que fazem repentinamente e fica bonito".

Fonte: Cariri Ligado


A casa de Pedro Américo

No Centro da cidade de Areia, dorme para sempre o seu filho mais importante, o artista, político importante e intelectual entre outras coisas, Pedro Américo. Não se pode ir até Areia e não visitar, e visitando não se emocionar na casa de Pedro Américo. È uma casa dedicada a contar a sua história e de sua família, é o lugar onde este artista nasceu, e com tinta e pincel, foi construindo a sua história ao lado dos grandes pintores mundiais. Ele através de suas telas, os brasileiros sentirem orgulho de sua história e olhar com mais carinho para um País, que estava ainda em formação e ajudou na formação da consciência nacionalista, e talvez igual a mim você já tenha visto antes, alguma coisa de Pedro Américo, alguns quadros importantes que ele pintou, por exemplo, mas que passou despercebida a importância deste artista para a história Brasileira, e se sua história já é grande, torna-se maior quando a gente percebe o amor com que as pessoas falam desta história, o orgulho que sentem deste ilustre Areiense, inclusive dos funcionários que se dedicam a contar esta História no dia a dia, mas para falar de Pedro Américo e não cometer deslizes em sua biografia, um Nordestino tão importante que ultrapassou as fronteiras do Brasil, e venceu com a sua arte conquistando o mundo inteiro, vou recorrer a história oficial .



Continua...










sexta-feira, 6 de agosto de 2010

“AREIA-PARAIBA” Patrimônio Cultural da humanidade


Se em Pernambuco nossa cidade símbolo da cultura é Olinda, na Bahia é Salvador, na Paraíba, Areia é a cidade que simboliza a cultura e a tradição do nosso povo. Não vou me deter aqui, na História contada nos Livros, pois ela esta disponível na biblioteca dos museus de Areias, principalmente, nosso Blog foi até lá ouvir a oralidade, a voz do povo, que se mantém viva na Mente do povo Areiense. Gente simples e trabalhadora como Sebastião, que trabalha hoje no Museu da Rapadura, que se localiza dentro da Faculdade de Agronomia de Areias, mas que já foi trabalhador braçal, lavrador da terra e dedicou aos Senhores de Engenho da cidade, sua força e sua juventude, que conta com orgulho a história do município, onde casou e criou a sua família e pretende viver até o seu último dia de vida.

Seu Sebastião e sua família, inclusive seu pai, viu a oligarquia da cana de açúcar prosperar, e cair em decadência. A cidade de Areias, durante muitos anos teve como atividade econômica principal, a monocultura da cana de açúcar. Existiam em Areias 363 engenhos, e hoje existem ainda 120 deles, alguns produzindo em pleno exercício de atividades, cachaça e rapadura, plantando cana de açúcar, desenvolvendo a pecuária, ou a criação de caprinos e ovinos. A Cidade perdeu muito destes Engenhos, por conta das emancipações acontecidas na Região, com a formação de outras cidades vizinhas, todas com origem na cidade de Areia, devidamente registrada na história oficial do Povo Paraibano.




Os Engenhos de Areias, são uma tradição importante para a cultura Brasileira, são um retrato fiel de um momento importante de nossa história. O Centro da cidade é belíssimo, cheio de casarões antigos, todos muito bem preservados, altivos conduzindo para as gerações futuras seu imponente passado, e um bom exemplo disto é a secretaria de Turismo do município, que esta abrigada num velho e bonito casarão colonial, morada de um ex-Senhor de Engenho, inclusive com Senzalas que foram por nós visitadas, na companhia de Marcos, que trabalha na secretaria de turismo de Areia, que contou detalhes desta história, com sapiência e dedicação exclusiva. Aqui de Pernambuco, meus parabéns ao Prefeito Elsinho Cunha Lima, e ao Secretario de Turismo, que cuidam com tanto zelo, desta beleza de cidade, que merece ser visitada por todo e qualquer cidadão Brasileiro, que sente orgulho de sua história. Areias já possuiu 120 casarões luxuosos, que eram a moradia dos Senhores de Engenhos da Cidade, e hoje alguns destes casarões, abrigam importantes museus da cidade. Aliás, me falou uma boca miúda importante, um tenente Coronel do Exercito, um amigo, que não reside em Areia, mas que conhece a região, que a cidade foi construída no alto, bem longe das habitações simples dos lavradores, para ser a morada destacada da oligarquia Paraibana da cana de açúcar. Hoje a cidade, longe deste pensamento caminha de mãos dadas no presente, olhando para o futuro, brancos e negros, pobres e ricos, sem esquecer o seu rico e valoroso passado, do qual sentem muito orgulho. Agora vamos ver algumas fotos, para emocionar os muitos brasileiros, daqui e do exterior que visitam o nosso blog todos os dias.




Areias é patrimônio Cultural da humanidade, e os museus são a sua atividade cultural mais importante, esta cidade é guardiã da nossa história, e não poderia deixar de ser registrada, pela nossa revista eletrônica com acesso gratuito via internet, registrando todos os dias a cultura Nordestina, que em breve irá se transformar em um tablóide, que chegará até a sua casa, com os melhores fatos aqui registrados, divulgando os artistas que fazem a cultura popular nordestina, através de uma assinatura, por um preço bem acessível...



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Mais raridades do velho Gonzaga


1959 Luiz Gonzaga Canta seus Sucessos com Zé Dantas

1. Sabiá
2. O xote das meninas
3. Vem morena
4. A volta da Asa Branca
5. A letra I
6. Forró de Mané Vito
7. A dança da moda
8. Riacho do navio
9. Vozes da seca
10. Cintura fina
11. Algodão
12. Paulo Afonso

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Areia Paraíba - Patrimônio Cultural da Humanidade comemora o dia do Agricultor

Festa em comemoração ao dia do agricultor





Areias Paraíba -Patrimônio Cultural da Humanidade

Areia fica no Brejo Paraibano, após Campina Grande, e é uma das lindas regiões do Brasil. Nesta região chove o ano inteiro, tem um clima agradável que desenvolve a pecuária e a agricultura. Lá se encontra A Faculdade de Ciências Agrárias, que é uma das melhores do Brasil. encontrei no laboratório de pesquisas da faculdade os Jovens Mesquita e Tiago. O Mesquita já formado e fazendo uma pós graduação e Tiago estudando em seu curso de agronomia. As pesquisas realizadas no laboratório desta faculdade auxiliam o desenvolvimento de diversas Regiões Nordestinas, e os profissionais ali formados são de excelente conhecimento.

Em todo o Brasil jovens formados pela Faculdade de Areias são bem sucedidos no mercado de trabalho e ocupam cargos e funções importantes e com estes não será diferente. Sucesso meus jovens amigos! A natureza no brejo é encantadora e graciosa, eu fiquei junto com meu filho Eduardo na Casa do hospede Pertencente à Faculdade, e meu amigo Everaldo nos deu a melhor das atenções, apesar dos muitos compromissos de sua gerencia, e isto só foi possível porque os universitários estavam de Férias e o circuito de frio já tinha encerrado em Areias.










segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Parceria para o bem da cultura

O Poeta Cobra Cordelista, Presidente do Conselho de Cultura de Jaboatão dos Guararapes e membro da secretaria de cultura desta cidade. Filho de Maria Fernandes Batista, Natural da cidade de Areias na Paraíba, firma parceria com o grupo teatral Recreio Dramático que, atualmente está em cartaz na Paraíba com a comédia "Familia é uma desgraça”. O objetivo desta parceria é viabilizar, divulgar e fortalecer o trabalho de ambos nos Estados de Pernambuco e Paraíba. O batismo desta união vai acontecer no dia 10.10.2010 no teatro Minerva em Areias na Paraíba, onde acontecerá no palco a união destas duas artes, onde as 19:00hs a comunidade vai assistir a peça "Familia é uma desgraça" e as 20:00hs o show do poeta e Cantador Pernambucano Cobra Cordelista, acompanhado de Messias do Violão e Nido do Acordeon.

Os ingressos estarão à venda no local e antecipadamente com Buiu em areias na Paraíba. Na imagem alguns atores do Grupo Teatral Recreio Dramático entre eles Buiu e meu filho Eduardo, a outra foto é do Teatro Minerva tão importante para a cultura do povo de Areias, há quase duzentos anos. Esta é mais uma espiada do nosso Blog o que fazem os brasileiros que amam a nossa cultura e para ela dedicam a sua vida, nos vários municípios nordestinos. A outra foto é de um gigante, o Marcos da secretaria de Turismo de Areia, gigante em tudo, inclusive na educação, gentileza e atenção dispensada a este humilde contador de histórias Nordestinas.








sábado, 31 de julho de 2010

SHOW DE COBRA CORDELISTA

SHOW DE COBRA CORDELISTA
NA BEIRA MAR DE BARRA DE JANGADA
DIA 06.08.2010 (sexta-feira)20:00hs





Dia 06 de Agosto de 2010 (sexta-feira) as 20:00hs no BAR SEM NOME na cidade de Jaboatão dos Guararapes tem Recital de Cobra Cordelista. Na ocasião cada cliente é um poeta, com microfone franqueado para recitarem seus versos. No Repertório, contos, causos, forró de raiz e a poesia matuta com muito Lirismo e bom humor. Não faltará a música romântica para embalar a noite dos casais enamorados.

BAR SEM NOME
Presidente Castelo Branco, Sn
Na Beira mar de Barra de Jangada
Próximo imagem de IEMANJA
FONE (81) 3469.3127