sábado, 7 de agosto de 2010

Zé de Cazuza

O paraibano José Nunes Filho, conhecido como Zé de Cazuza, é fiel depositário da poesia popular e do improviso de viola.



Do alto dos seus 80 anos (nasceu em 13 de dezembro de 1929, na fazenda Boa Vista, em Monteiro-PB), ele se mantém com uma capacidade mnemônica extraordinária e guarda na memória centenas e mais centenas de poemas, causos, canções, pelejas, de alguns dos maiores nomes da história do repente. Parte deste tesouro ele perenizou no livro Poetas encantadores, cuja terceira edição, revista e ampliada, é lançada hoje, a partir das 16h, na Cachaçaria Matulão, no Mercado da Boa Vista. O dom de Zé de Cazuza tem sido aproveitado por muito pesquisadores e historiadores da cantoria de viola. O folclorista Francisco Coutinho Filho, autor do elogiado Violas e repente, lançado em 1953, foi um dos que recorreram a memória de Zé de Cazuza, como escreveu no seu livro: “Desde 23 de março de 1952, venho revolvendo seu riquíssimo arquivo espiritual, onde tenho encontrado preciosos subsídios sócio-históricos para o estudo da poesia folclórica do sertão nordestino”. Zé de Cazuza diz que não se arrepende de ter repassado os versos para Coutinho: “Mas bem que ele poderia ter me dado autoria também no livro, porque mais da metade do que tem ali fui eu que disse a ele”.
Herdeiro de uma tradição de bardos repentistas que remonta aos primeiros grandes nomes do gênero, Zé de Cazuza, cujo pai também era poeta, e em sua casa costumavam ir Lourival Batista e Pinto do Monteiro, dois dos maiores do seu tempo. “Foi ouvindo estes dois que eu comecei a decorar versos. Já fui mais decorador, quando não havia gravador. Agora todo mundo está gravando cantoria. Mas só decoro versos de cantador que merece. Tem muitos deles que têm queixa de mim porque acham que eu não dou valor a eles. Se as pessoas me perguntarem se eles são bons, digo que são boas pessoas, já os versos que fazem... Tem cantador aí que cantou 30 anos em rádio e ninguém lembra um verso dele, se perdeu tudo”, comenta o “Gravador Humano”, seu apelido.
Graças a Zé de Cazuza foram preservados versos de cantadores que ele não chegou a conhecer, que lhe foram ensinados pelos mais velhos ou por alguns que conheceu pouco, como o lendário Antonio Marinho, de São José do Egito. “Quando conheci Antonio Marinho ele já estava bastante doente de tuberculose, não conseguia cantar direito”, lembra Zé de Cazuza, que traz no seu livro versos de marinhos como estes: “O baião muito puxado/Jesus do céu não socorre/vou descansar meu pulmão/ Pinto vai tomar um porre”. Embora tenha convivido com várias gerações de repentistas, não é passadista. Para ele assim como existiram ótimos cantadores no passado, existem ótimos cantadores no presente: “A diferença para o de antigamente é eles eram mais atrasados. Atualmente tem cantadores extraordinários, como Ivanildo Vila Nova, os Nonatos”, diz Zé de Cazuza, que é também poeta e já chegou a ser cantador de viola, mas por pouco tempo: “Ia uma caravana para São Paulo, isto em 1970, eu ia só acompanhar. Iriam seis cantadores, comigo ficava sete. Então tiraram um, e eu fui como cantador. E me sai bem”.
Deu no Diário do Pernambuco
Após sete décadas convivendo com declamadores, apologistas e repentistas do Sertão nordestino, o paraibano Zé de Cazuza arregaçou as mangas e registrou seu conhecimento em livro. Em quase 400 páginas, Poetas encantadores apresenta o trabalho de 66 poetas. Alguns são famosos, como Pinto do Monteiro, Rogaciano Leite e Lourival Batista, o Louro do Pajeú. Outros são conhecidos somente por quem é do meio. Lançado há três anos e com duas edições esgotadas, o livro chega agora à terceira edição, ampliada e comemorativa dos 80 anos do autor, nascido no município de Prata, no Cariri paraibano. O volume será lançado hoje, às 16h, na Cachaçaria Matulão, que funciona no Mercado da Boa Vista. A entrada é franca. O livro custa R$ 50.
Poetas encantadores foi escrito praticamente a partir das memórias e andanças de Zé de Cazuza com Manuel Filó, Manuel Xudu e Geraldo Amâncio. "Gravei tudo no juízo. Fiz o livro tirando da minha cabeça", garante. O autor não virou as costas para a nova geração. Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, também está representado.
José Nunes Filho, Zé de Cazuza nasceu no sítio Boa Vista, na cidade de Monteiro. Começou a frequentar as cantorias aos cinco anos. Aos seis, já guardava versos na cabeça. Quando se mudou para a zona rural de Prata, foi vizinho de Zé Marcolino, mestre cantado por Luiz Gonzaga. Há cinco anos, foi reconhecido como Mestre das Artes da Paraíba, equivalente ao registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. Hoje vive no sítio São Francisco, onde trabalha com agricultura e criação de gado. Nas palavras de Jansen Filho, Zé de Cazuza é um "misto de vaqueiro e poeta, alma coberta de sol e poesia". Segundo o folclorista Francisco Coutinho Filho, no livro Violas e repentes, de 1953, ele é "o mais apurado admirador sertanejo da nossa poesia brava".
A veia lírica corre pela família. Seu pai foi o cordelista Cazuza Nunes. De seis filhos, três seguiram carreira artística. Miguel Marcondes e Luís Homero vieram para o Recife e há dez anos fundaram o grupo Vates e Violas; já Felizardo Moura é famoso apresentador de vaquejadas. "As pessoas alertaram que ele estava cedendo material que ele mesmo poderia registrar", diz o Marcondes, sobre a necessidade do registro das memórias do pai em livro. "Ele passou a vida elogiando e recitando grandes cantadores. Um dia, ele percebeu que é um deles".
Zé de Cazuza diz que há uma infinidade de modalidades de cantorias e repentes. Em menos de um minuto, ele lista o desafio, o lirismo, o trocadilho, a irreverente, a narrativa, o mote, o tema e a satírica. E não torce o nariz para a produção urbana, distante dos assuntos clássicos do repertório matuto. "A poesia é boa em todo campo que ela for bem feita. Há os que martelam por muito tempo e não conseguem e os que fazem repentinamente e fica bonito".

Fonte: Cariri Ligado


A casa de Pedro Américo

No Centro da cidade de Areia, dorme para sempre o seu filho mais importante, o artista, político importante e intelectual entre outras coisas, Pedro Américo. Não se pode ir até Areia e não visitar, e visitando não se emocionar na casa de Pedro Américo. È uma casa dedicada a contar a sua história e de sua família, é o lugar onde este artista nasceu, e com tinta e pincel, foi construindo a sua história ao lado dos grandes pintores mundiais. Ele através de suas telas, os brasileiros sentirem orgulho de sua história e olhar com mais carinho para um País, que estava ainda em formação e ajudou na formação da consciência nacionalista, e talvez igual a mim você já tenha visto antes, alguma coisa de Pedro Américo, alguns quadros importantes que ele pintou, por exemplo, mas que passou despercebida a importância deste artista para a história Brasileira, e se sua história já é grande, torna-se maior quando a gente percebe o amor com que as pessoas falam desta história, o orgulho que sentem deste ilustre Areiense, inclusive dos funcionários que se dedicam a contar esta História no dia a dia, mas para falar de Pedro Américo e não cometer deslizes em sua biografia, um Nordestino tão importante que ultrapassou as fronteiras do Brasil, e venceu com a sua arte conquistando o mundo inteiro, vou recorrer a história oficial .



Continua...










sexta-feira, 6 de agosto de 2010

“AREIA-PARAIBA” Patrimônio Cultural da humanidade


Se em Pernambuco nossa cidade símbolo da cultura é Olinda, na Bahia é Salvador, na Paraíba, Areia é a cidade que simboliza a cultura e a tradição do nosso povo. Não vou me deter aqui, na História contada nos Livros, pois ela esta disponível na biblioteca dos museus de Areias, principalmente, nosso Blog foi até lá ouvir a oralidade, a voz do povo, que se mantém viva na Mente do povo Areiense. Gente simples e trabalhadora como Sebastião, que trabalha hoje no Museu da Rapadura, que se localiza dentro da Faculdade de Agronomia de Areias, mas que já foi trabalhador braçal, lavrador da terra e dedicou aos Senhores de Engenho da cidade, sua força e sua juventude, que conta com orgulho a história do município, onde casou e criou a sua família e pretende viver até o seu último dia de vida.

Seu Sebastião e sua família, inclusive seu pai, viu a oligarquia da cana de açúcar prosperar, e cair em decadência. A cidade de Areias, durante muitos anos teve como atividade econômica principal, a monocultura da cana de açúcar. Existiam em Areias 363 engenhos, e hoje existem ainda 120 deles, alguns produzindo em pleno exercício de atividades, cachaça e rapadura, plantando cana de açúcar, desenvolvendo a pecuária, ou a criação de caprinos e ovinos. A Cidade perdeu muito destes Engenhos, por conta das emancipações acontecidas na Região, com a formação de outras cidades vizinhas, todas com origem na cidade de Areia, devidamente registrada na história oficial do Povo Paraibano.




Os Engenhos de Areias, são uma tradição importante para a cultura Brasileira, são um retrato fiel de um momento importante de nossa história. O Centro da cidade é belíssimo, cheio de casarões antigos, todos muito bem preservados, altivos conduzindo para as gerações futuras seu imponente passado, e um bom exemplo disto é a secretaria de Turismo do município, que esta abrigada num velho e bonito casarão colonial, morada de um ex-Senhor de Engenho, inclusive com Senzalas que foram por nós visitadas, na companhia de Marcos, que trabalha na secretaria de turismo de Areia, que contou detalhes desta história, com sapiência e dedicação exclusiva. Aqui de Pernambuco, meus parabéns ao Prefeito Elsinho Cunha Lima, e ao Secretario de Turismo, que cuidam com tanto zelo, desta beleza de cidade, que merece ser visitada por todo e qualquer cidadão Brasileiro, que sente orgulho de sua história. Areias já possuiu 120 casarões luxuosos, que eram a moradia dos Senhores de Engenhos da Cidade, e hoje alguns destes casarões, abrigam importantes museus da cidade. Aliás, me falou uma boca miúda importante, um tenente Coronel do Exercito, um amigo, que não reside em Areia, mas que conhece a região, que a cidade foi construída no alto, bem longe das habitações simples dos lavradores, para ser a morada destacada da oligarquia Paraibana da cana de açúcar. Hoje a cidade, longe deste pensamento caminha de mãos dadas no presente, olhando para o futuro, brancos e negros, pobres e ricos, sem esquecer o seu rico e valoroso passado, do qual sentem muito orgulho. Agora vamos ver algumas fotos, para emocionar os muitos brasileiros, daqui e do exterior que visitam o nosso blog todos os dias.




Areias é patrimônio Cultural da humanidade, e os museus são a sua atividade cultural mais importante, esta cidade é guardiã da nossa história, e não poderia deixar de ser registrada, pela nossa revista eletrônica com acesso gratuito via internet, registrando todos os dias a cultura Nordestina, que em breve irá se transformar em um tablóide, que chegará até a sua casa, com os melhores fatos aqui registrados, divulgando os artistas que fazem a cultura popular nordestina, através de uma assinatura, por um preço bem acessível...



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Mais raridades do velho Gonzaga


1959 Luiz Gonzaga Canta seus Sucessos com Zé Dantas

1. Sabiá
2. O xote das meninas
3. Vem morena
4. A volta da Asa Branca
5. A letra I
6. Forró de Mané Vito
7. A dança da moda
8. Riacho do navio
9. Vozes da seca
10. Cintura fina
11. Algodão
12. Paulo Afonso

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Areia Paraíba - Patrimônio Cultural da Humanidade comemora o dia do Agricultor

Festa em comemoração ao dia do agricultor





Areias Paraíba -Patrimônio Cultural da Humanidade

Areia fica no Brejo Paraibano, após Campina Grande, e é uma das lindas regiões do Brasil. Nesta região chove o ano inteiro, tem um clima agradável que desenvolve a pecuária e a agricultura. Lá se encontra A Faculdade de Ciências Agrárias, que é uma das melhores do Brasil. encontrei no laboratório de pesquisas da faculdade os Jovens Mesquita e Tiago. O Mesquita já formado e fazendo uma pós graduação e Tiago estudando em seu curso de agronomia. As pesquisas realizadas no laboratório desta faculdade auxiliam o desenvolvimento de diversas Regiões Nordestinas, e os profissionais ali formados são de excelente conhecimento.

Em todo o Brasil jovens formados pela Faculdade de Areias são bem sucedidos no mercado de trabalho e ocupam cargos e funções importantes e com estes não será diferente. Sucesso meus jovens amigos! A natureza no brejo é encantadora e graciosa, eu fiquei junto com meu filho Eduardo na Casa do hospede Pertencente à Faculdade, e meu amigo Everaldo nos deu a melhor das atenções, apesar dos muitos compromissos de sua gerencia, e isto só foi possível porque os universitários estavam de Férias e o circuito de frio já tinha encerrado em Areias.










segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Parceria para o bem da cultura

O Poeta Cobra Cordelista, Presidente do Conselho de Cultura de Jaboatão dos Guararapes e membro da secretaria de cultura desta cidade. Filho de Maria Fernandes Batista, Natural da cidade de Areias na Paraíba, firma parceria com o grupo teatral Recreio Dramático que, atualmente está em cartaz na Paraíba com a comédia "Familia é uma desgraça”. O objetivo desta parceria é viabilizar, divulgar e fortalecer o trabalho de ambos nos Estados de Pernambuco e Paraíba. O batismo desta união vai acontecer no dia 10.10.2010 no teatro Minerva em Areias na Paraíba, onde acontecerá no palco a união destas duas artes, onde as 19:00hs a comunidade vai assistir a peça "Familia é uma desgraça" e as 20:00hs o show do poeta e Cantador Pernambucano Cobra Cordelista, acompanhado de Messias do Violão e Nido do Acordeon.

Os ingressos estarão à venda no local e antecipadamente com Buiu em areias na Paraíba. Na imagem alguns atores do Grupo Teatral Recreio Dramático entre eles Buiu e meu filho Eduardo, a outra foto é do Teatro Minerva tão importante para a cultura do povo de Areias, há quase duzentos anos. Esta é mais uma espiada do nosso Blog o que fazem os brasileiros que amam a nossa cultura e para ela dedicam a sua vida, nos vários municípios nordestinos. A outra foto é de um gigante, o Marcos da secretaria de Turismo de Areia, gigante em tudo, inclusive na educação, gentileza e atenção dispensada a este humilde contador de histórias Nordestinas.








sábado, 31 de julho de 2010

SHOW DE COBRA CORDELISTA

SHOW DE COBRA CORDELISTA
NA BEIRA MAR DE BARRA DE JANGADA
DIA 06.08.2010 (sexta-feira)20:00hs





Dia 06 de Agosto de 2010 (sexta-feira) as 20:00hs no BAR SEM NOME na cidade de Jaboatão dos Guararapes tem Recital de Cobra Cordelista. Na ocasião cada cliente é um poeta, com microfone franqueado para recitarem seus versos. No Repertório, contos, causos, forró de raiz e a poesia matuta com muito Lirismo e bom humor. Não faltará a música romântica para embalar a noite dos casais enamorados.

BAR SEM NOME
Presidente Castelo Branco, Sn
Na Beira mar de Barra de Jangada
Próximo imagem de IEMANJA
FONE (81) 3469.3127

Achei Bin Laden em São José do Egito


Eu achei Bin Laden em São José do Egito. Ele é dono do bar mais exótico do Pajeú das Flores. Um ponto de encontro do povo da região. Indo a São José do Egito não deixe de ir a "shecos bar" e conversar diretamente com nosso Bin Laden, mas não espalhe a notícia, pois a cia não pode saber que Bin Laden é Brasileiro, mora e trabalha em São José do Egito. Agora cá pra nós, dizem as línguas ferinas que, se o cabra tomar umas doses a mais e ficar meio bebum, o sheco aumenta a conta, ou seja, segundo dizem, para nosso barman, cu de bebo não tem dono.



Segura a onda, esta é mais uma curiosidade nordestina, que o nosso blog já sacou!

Bar do Sheco fica por trás da igreja matriz de São José do Egito, indo lá é só pegar a dica do nosso blog e conferir...

Abraços!