Encontramos em Pesqueira, a duzentos quilômetros do Recife, uma obra que eu não imaginava encontrar em Pernambuco, eu vi um belíssimo Castelo da rodovia e pedi ao Renam, que me acompanhava na viagem, para a gente descer e fotografar, para que os leitores diários da nossa revista eletrônica tivessem uma surpresa. Pernambuco tem um castelo, fica na cidade de Pesqueira, e pode ser fotografado apesar de ser impedida a nossa entrada, por se tratar de uma propriedade privada.
Informações não confirmadas, por uma certa língua ferina, o proprietário é gerente de uma agencia da caixa econômica, e possui um banco de fomento na região.
Que belo empreendimento! Seu proprietário deve sentir muito orgulho de sua propriedade, gostaria de fazer um luau neste castelo e um recital de poesias, não seria maravilhoso?
Será que o empresário já pensou nisto? É só me liga me ligar!
1. Pout-pourri: Eu sou o baião (com As 3 Marias & Os Garotos da Lua) 2. Pau de Arara (Versão inédita) 3. Pronde tu vai Luiz (com Seu Januário, Chiquinha e Socorro) 4. O cachorro chora no buraco do tatu (com Severino Januário) 5. Xaxado 6. Encerramento do programa Rádio Tamoio e Tupi (com Osvaldo Luiz) 7. Abertura do programa Rádio Nacional (com Paulo Roberto) 8. O torrado (Cantado) 9. Baião delicado (com Orquestra da Rádio Nacional) 10. Derramaro o gai (com 4 Ases e 1 Coringa) 11. Macapá 12. Diálogo de Zé Dantas e Dr Policarpo 13. Eu sou o baião 14. Encerramento do programa
O Conselho de Cultura da cidade de Abreu e Lima (Pernambuco) tem novo presidente, o ator e Diretor de Teatro Pierre,, tomou posse no Conselho de Cultura deste município. È mais um município brasileiro que se organiza em segmentos, para desenvolver as políticas culturais. È importante dizer que, enquanto a saúde já caminha de vento em popa, e apesar das dificuldades das dificuldades o SUS já completa 20 anos, ou seja, a saúde já realizou mais de vinte conferências nacionais, envolvendo seus conselhos e construindo com a sociedade as políticas culturais, a cultura caminha, apenas para a terceira conferencia nacional, que realizará em 2011.
As conferencias se realizam a cada dois anos, e os conselhos exercem prerrogativas importantes, pois são formados em seu núcleo, por representações paritárias, onde Sociedade civil e Governo indicam seus representantes, que discutem, aprovam, dão parecer e deliberam sobre as políticas públicas na esfera municipal, estadual e federal, conforme a representação do Conselho. Com tão demorado despertamento, eis a razão das dificuldades que a cultura atravessa do Oiapoque ao Chuí. Alguns Prefeitos fazem pouco caso da importância da cultura, e isto é proveniente de seu pouco conhecimento do assunto, e da falta de melhores assessores, técnicos bem preparados, e outros por que são realmente arrombadores de cofres públicos desavergonhados. Graças a Deus existem bons gestores públicos, prefeitos inteligentes, que sabem que a cultura atrai o turismo, que a interação entre os povos se faz muito melhor por este caminho, pois a linguagem é mais compreensível, ou seja, agente se entende sem entender uma palavra. Entre estes bons gestores eu arriscaria alguns sem barreiras partidárias, o Ex-Prefeito do Recife Miguel Arraes, O Ex-Prefeito de Olinda Germano Coelho, o Ex-Prefeito do Recife João Paulo, o prefeito de Abreu e Lima Flavio Gadelha, a prefeita de Sertânia Dona Cleide Ferreira, o prefeito de Itapetim Adelmo Moura, Dr Elsinho Prefeito de Areia-PB; e o ex-prefeito do Cabo e hoje prefeito de Jaboatão Elias Gomes.
Era bom que estes bons exemplos de gestão pública contaminassem a nação e aí agente teria cidadãos mais felizes, pois a cultura de um povo é um patrimônio tão importante que não pode ser negligenciado, e que testemunhem disto a história dos povos desenvolvidos que, preservam sua cultura como um tesouro importante para a posteridade, e sendo objeto da visita de cidadão do mundo inteiro.
Agora veja as fotos da posse de Pierre, na mesa o jovem prefeito em suas articulações, na platéia vários artistas e achei o presidente do conselho de cultura do Recife, o meu amigo Aelson da Hora, dos tradicionais bois Pernambucanos e esta mais uma espiadinha do nosso blog, no que andam fazendo por ai em outros municípios, para preservar a nossa cultura.
Em outubro de 1966, o então governador de Pernambuco, Paulo Guerra, assiste na residência do deputado Walfredo Siqueira, em São José do Egito, a uma apresentação dos violeiros-repentistas Louro do Pajeú e Ivanildo Vilanova. A foto é do arquivo particular da família Siqueira. Um dos grandes repentistas do Nordeste, Lourival Batista Patriota nasceu em 6/1/1915, na Vila Umburanas, hoje município de Itapetim – PE (antes pertencia a São José do Egito - PE) e faleceu em Recife – PE, em 8/12/1992.
"Versos do "Louro do Pajeú"
Meus filhos são passarinhos que vivem dos meus gorjeios; eu, para encher os seus papos, caço grãos em chãos alheios e só boto um grão no meu quando vejo os deles cheios...
Meu DEUS que sorte mesquinha desse cego e dessa cega, chegaram aqui na bodega, se meteram na branquinha, DIOGO puxa CHIQUINHA, CHIQUINHA puxa DIOGO, ficaram assim nesse jogo, o carro já está no prego. A cega puxando o cego e o cego puxando fogo.
Pra cantar um desafio a ninguém peço socorro;... vai chegando ORLANDO TEJO, que é da altura dum morro, TEJO que anda esta hora não tem medo de cachorro.
Entre o gosto e o desgosto, o quadro é bem diferente, ser moço é ser um sol nascente, ser velho é ser um sol posto, pelas rugas do meu rosto, o que fui hoje não sou, ontem estive, hoje não estou, que o sol ao nascer fulgura, mas ao se pôr deixa escura a parte que iluminou.
Um sábio muito profundo me perguntou certa vez: você já conhece os três desmantelos deste mundo? Eu respondi num segundo DOIDO, MULHER e LADRÃO, dei mais a explicação DOIDO não tem paciência, LADRÃO não tem consciência, MULHER não tem coração.
Era apenas para agente afinar o novo repertório, nos juntamos no primeiro andar do Bar Sem Nome. Zeca chegou com a sua amada Patrícia pra lá de legal e bonitona, afinal os pombinhos estão de namoro recente. Boa sorte e que Deus ilumine seus caminhos. Luiza, de Preto soltou a voz, e com as duas formaram um trio harmonioso, e cantaram "lembrança de um Beijo". Na percussão meu amigo Pereira, e no Violão Messias, que também soltou o gogó pra cima, e arrancou aplausos da platéia. Depois tem mais gente, a próxima aqui em Jaboatão, é no dia 30 de setembro, no Tendas Bar, e começa as 16:00h, sem hora pra terminar , pois é aniversário deste cordelista e com certeza vários artistas vão passar por lá e dá uma canjinha, vai ser de arrombar a boca do balão. E tem mais, nosso blog vai comemorar os dez mil acessos conseguidos este ano até agora, divulgando a cultura nordestina.
Indique nosso blog pra seus amigos e não perca a festa!
Essa história da Perna Cabeluda foi criada, no início da década de 1970, por jornalistas do Diário de Pernambuco e do Diário da Noite, este último o vespertino (hoje extinto) do Jornal do Commercio. Em resumo, é mais ou menos o seguinte:
Certo dia, a polícia encontrou, boiando no Rio Capibaribe, no Recife, uma perna humana, provavelmente de um homem, visto que era bastante peluda. Os jornais noticiaram o achado macabro, em suas páginas policiais.
Como à época os jornais viviam sob a censura política dos governos militares e muitas informações não podiam ser veiculadas, esse tipo de notícias tinha razoável destaque. E foi assim com a tal perna. Só que, nos dias seguintes, a polícia nada mais encontrou, nenhum corpo mutilado ao qual a perna pertenceria. Tudo ficou apenas na dita perna.
Para não perder o assunto, os jornais começaram a inventar versões para a perna. A princípio, eram versões normais, sobre essa ou aquela possível origem da perna cabeluda. Depois, vieram as fantasias, entre as quais a versão de que a perna era mal-assombrada e corria atrás das pessoas pelas ruas do Recife.
Pronto, a partir daí, todo dia os jornais publicavam estórias sobre a Perna Cabeluda. "Notícias" dando conta que uma perna cabeluda estaria assustando os moradores desse e daquele bairro; que uma perna cabeluda correu atrás de uma moça na Av. Conde da Boa Vista etc. e tal.
Foram vários meses com esse tipo de "notícias" e muita gente do povo entrou na onda, pois os jornais traziam depoimentos de populares afirmando que viram a dita perna e tal. Numa ocasião, a perna cabeluda aparecia numa gafieira, assustando as pessoas que se divertiam; noutro instante, a perna passeava pelo centro da cidade.
Bem, depois que os jornalistas desistiram da "brincadeira", a história da misteriosa perna ficou na boca do povo. E hoje existem até folhetos de cordel sobre o tema. Chico Science também já citou a perna cabeluda numa música e por aí vai. Cada versão aumenta ainda mais a fantasia em torno da estória.
O poeta Cobra Cordelista volta ao Sertão na próxima sexta-feira dia 13. Faz show em São José do Egito em Marcellos Bar, na Sanfona Nido do Acordeon, no Violão Messias e na Percussão Pereira.
O repertório com muito lirismo na poesia, forró de raiz e canções românticas para embalar a noite dos enamorados, a luz do belo Luar sertanejo, como tão bem descreveu Catulo da Paixão Cearense em sua canção.
Filho de Daniel Eduardo de Figueiredo e Feliciana Cirne, Pedro Américo era irmão do também pintor Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo. Nasceu em uma família ligada às artes na cidade de Areia no estado da Paraíba, ainda que de escassos recursos, e desde cedo encontrou em sua casa o estímulo necessário ao desenvolvimento de seu talento precoce, incluindo na música, ensinada pelo seu pai Daniel, que era violinista, e que o introduziu também no desenho apresentando-lhe livros sobre artistas célebres.
Casa onde Pedro Américo nasceu, hoje um museu à sua memória
Logo a fama do pequeno prodígio se espalhou pela cidade, e quando ali chegou em 1852 uma expedição científica liderada pelo naturalistaLouis Jacques Brunet, este foi visitá-lo e pôde apreciar uma série de cópias de obras clássicas realizadas pelo menino, o que foi causa de pasmo no viajante. Querendo testá-lo para comprovar a habilidade que se apregoava, arranjou uns objetos e fez Pedro Américo desenhá-los em sua presença, e ele os reproduziu com grande semelhança. Impressionado, Brunet decidiu levá-lo consigo como desenhista em sua expedição. Entusiasmado, o jovem artista acompanhou o sábio francês por uma viagem de vinte meses cruzando boa parte do Nordeste brasileiro.Em 1854, com 11 anos, foi mandado para o Rio de Janeiro, para estudar no Colégio Pedro II, destacando-se entre os colegas por sua aplicação e inteligência. Ingressando na Academia Imperial de Belas Artes, seu progresso foi igualmente brilhante, conquistando 15 medalhas e prêmios, e mesmo antes de terminar o curso obteve uma pensão do Imperador Dom Pedro II para ir aperfeiçoar-se na Europa.
Regressando ao Brasil, venceu um concurso para professor da cátedra de Desenho da Academia com a obra Sócrates afastando Alcebíades dos braços do vício, que lhe rendeu elogios mesmo dos outros competidores. Desta fase são também Petrus ad Vincula, na Igreja de São Pedro no Rio, e A carioca. Logo em seguida retornou à Europa para mais uma temporada de estudo, produzindo um São Marcos, a Visão de São Paulo e a Cabeça de São Jerônimo, além de outros quadros, e defendendo tese na Faculdade de Ciências da Universidade Livre do Partido Liberal em Bruxelas para obter o grau de Doutor em Ciências Naturais, sendo aprovado com mérito e indicado professor adjunto. A prova foi noticiada em diversos jornais brasileiros e belgas em termos sumamente laudatórios, assumindo um caráter de acontecimento científico.
Voltando para seu país, passou antes por Portugal, onde em fins de 1869 casou com Carlota de Araújo Porto-alegre (1844 - 1918), filha de Manuel de Araújo Porto-alegre, então cônsul brasileiro em Lisboa, e com ela teve mais tarde três filhos. Chegou ao Rio no início do ano seguinte e passou a dedicar-se ao magistério na Academia e à pintura, iniciando um período fértil em grandes realizações, com as telas Batalha do Campo Grande, Ataque da Ilha do Carvalho, o Passo da Pátria e diversos retratos, incluindo dos imperadores Pedro I e Pedro II e do Duque de Caxias.
Consagração
Também neste período começou os esboços para uma que seria das suas maiores obras-primas, a enorme Batalha de Avaí, que só viria a ser concluída em 1877 e que é uma das peças capitais do nacionalismo romântico e do academismo no Brasil. Quando exposta pela primeira vez em Florença, ainda incompleta, a composição causou sensação entre os conhecedores de arte que estavam reunidos em grande número na cidade para as comemorações do centenário de Michelangelo. A obra, e um discurso que proferiu em duas línguas diante da estátua de David do mestre da Renascença, espalharam sua fama por toda a Europa, sendo celebrado em uma multidão de artigos e notícias como um dos maiores pintores de seu tempo. O governo italiano, ecoando os louvores generalizados, solicitou ao artista um retrato para que figurasse junto dos luminares da arte de todos os tempos na galeria de retratos dos Uffizi, sendo exposto entre os de Ingres e Flandrin, seus próprios mestres.
Ainda em Florença realizou muitas outras pinturas, das quais se destacam A Batalha de San Martino, A noite acompanhada dos gênios do amor e do estudo, Joana D'Arc e O voto de Heloísa. Entre 1885 e 1893 deslocou-se diversas vezes entre Europa e Brasil, terminando a Batalha de Avaí e outra obra de grande vulto, a Proclamação da Independência, e peças menores. Neste ínterim foi eleito em 1890deputado junto ao Congresso Constituinte por Pernambuco.
Conseguiu manter seu prestígio junto ao governo quando proclamou-se a República, mudança que levou ao ostracismo o outro grande mestre acadêmico de sua geração, Victor Meirelles, e para o novo regime produziu obras emblemáticas como o Tiradentes esquartejado, além de Honra e Pátria e Paz e Concórdia, seu último trabalho.
Falecendo em Florença, vítima da beribéri que o afligia desde a infância, praticamente cego e empobrecido com a crise financeira nacional causada pelo Encilhamento, seu corpo foi transladado para o Rio de Janeiro, e depois de exposto durante vários dias no Arsenal de Guerra, foi provisoriamente sepultado em janeiro de 1906, no Cemitério São João Batista, depois enterrado definitivamente em sua cidade natal, Areia, onde foi erguido um monumento. A casa onde nasceu hoje é um museu dedicado á sua memória, a Casa Museu Pedro Américo.
Além de pintor insigne, foi historiador, filósofo e escritor, deixando cerca de 15 trabalhos literários de História, Filosofia Natural e Belas Artes, e poesias e romances. Em 1871 apareceu sua primeira biografia, tendo o artista menos de 30 anos de idade, que o colocava na posição de fundador da escola de pintura nacional, peça de propaganda que foi distribuída por todo o Brasil e também editada no exterior, e que é a fonte primária das biografias que surgiram depois.
Pedro Américo inseriu-se na tradição acadêmica de índole neoclássica que foi estabelecida pela Academia Imperial, que privilegiava temas históricos e personificações alegóricas em abordagens idealistas, mas quando sua carreira realmente tomou alento o estilo geral já havia evoluído para o Romantismo, tendência que ele rapidamente pôde acompanhar e onde deixou sua melhor produção.
Na Europa, o Romantismo foi uma corrente que encontrou força nas antigas mitologias nacionais para prosperar, e olhou para o passado com olhos de nostalgia das suas glórias pregressas. Mas a jovem monarquia brasileira nada encontrou no passado local que se comparasse à milenar herança cultural européia. No remoto passado brasileiro só havia selvagens, e os monumentos de arte e arquitetura significativos eram todos barrocos, um estilo considerado há muito fora de moda e por demais ligado a Portugal e à religião para satisfazer as elites e a burguesia ascendente, que desejavam afastar a memória dos tempos de colônia dominada pela Igreja e explorada pela Metrópole distante, e agora tinham a França como modelo. Era um país novo, pobre, que somente há poucos anos conquistara sua independência, e para construir as bases de identidade e união desse projeto de nação, foi necessário o resgate de elementos locais que antes havia rejeitado, como o índio, agora idealizado e retratado cheio de uma nobreza, pureza e beleza inatas. Através dele, e da representação de personagens da família imperial como símbolos vivos da soberania nacional, e das batalhas que asseguraram a posse do território e afirmaram o Brasil como potência militar na América do Sul, além de ilustrarem o heroísmo nativo, encontraram-se os elementos emocionais e conceituais adequados para a construção de uma iconografia nacionalista que pudesse legitimar este país recente diante das potências internacionais e que ainda carecia de uma simbologia própria.
Nessa busca, obras como A Batalha de Avaí e O grito do Ipiranga, que ocasionaram um debate público sobre estética e nacionalismo de enorme repercussão, contribuíram para fomentar o patriotismo entre os brasileiros, e se alinhavam perfeitamente com a ideologia da época, da qual foi sem dúvida um dos grandes intérpretes e o que lhe assegurou um sucesso contínuo entre as elites patrocinadoras, mesmo que na temática suas preferências pessoais caminhassem em outra direção. Apesar de ser mais conhecido por suas obras históricas profanas, era, segundo ele mesmo, a história sagrada o que mais lhe atraía:
Mesmo contando com o aplauso geral, sua obra não passou imune ao crivo de críticos como Gonzaga Duque e Ângelo Agostini, que o consideravam um oportunista antiquado, embora suas críticas sejam hoje consideradas parciais e bitoladas por sua óbvia preferência a temas burgueses, tidos como mais modernos.[
Em vários aspectos Pedro Américo foi de fato um inovador, como sugeria seu primeiro biógrafo, pois manifestava-se favorável ao uso da fotografia como auxiliar na confecção das obras pictóricas e como divulgadora da produção dos artistas; tinha as obras premiadas nos salões europeus como reflexos imperfeitos da civilização e freqüentou lá os famosos Salões dos Recusados, assimilando algumas influências progressistas, visíveis por exemplo na obra A carioca, que foi oferecida ao Imperador mas foi recusada por ser considerada licenciosa, causando escândalo quando foi exposta ao público em 1865. Também inovou ao proferir a partir de 1870 uma série de palestras públicas sobre História da Arte e Estética, e participou da edição de um jornal satírico intitulado A Comédia Social.
Seu nacionalismo encontrou expressão na constante promoção de um projeto de arte nacional, sendo mesmo um defensor da mudança da capital do Rio para o centro do país, embora outros digam que ele pouco interesse real tinha pelo Brasil e que suas longas estadas na Europa eram uma fuga. Seja como for, muitas de suas obras entraram para o imaginário coletivo brasileiro, tendo sido reproduzidas em inúmeros livros de História usados nas escolas e universidades.
O paraibano José Nunes Filho, conhecido como Zé de Cazuza, é fiel depositário da poesia popular e do improviso de viola.
Do alto dos seus 80 anos (nasceu em 13 de dezembro de 1929, na fazenda Boa Vista, em Monteiro-PB), ele se mantém com uma capacidade mnemônica extraordinária e guarda na memória centenas e mais centenas de poemas, causos, canções, pelejas, de alguns dos maiores nomes da história do repente. Parte deste tesouro ele perenizou no livro Poetas encantadores, cuja terceira edição, revista e ampliada, é lançada hoje, a partir das 16h, na Cachaçaria Matulão, no Mercado da Boa Vista. O dom de Zé de Cazuza tem sido aproveitado por muito pesquisadores e historiadores da cantoria de viola. O folclorista Francisco Coutinho Filho, autor do elogiado Violas e repente, lançado em 1953, foi um dos que recorreram a memória de Zé de Cazuza, como escreveu no seu livro: “Desde 23 de março de 1952, venho revolvendo seu riquíssimo arquivo espiritual, onde tenho encontrado preciosos subsídios sócio-históricos para o estudo da poesia folclórica do sertão nordestino”. Zé de Cazuza diz que não se arrepende de ter repassado os versos para Coutinho: “Mas bem que ele poderia ter me dado autoria também no livro, porque mais da metade do que tem ali fui eu que disse a ele”. Herdeiro de uma tradição de bardos repentistas que remonta aos primeiros grandes nomes do gênero, Zé de Cazuza, cujo pai também era poeta, e em sua casa costumavam ir Lourival Batista e Pinto do Monteiro, dois dos maiores do seu tempo. “Foi ouvindo estes dois que eu comecei a decorar versos. Já fui mais decorador, quando não havia gravador. Agora todo mundo está gravando cantoria. Mas só decoro versos de cantador que merece. Tem muitos deles que têm queixa de mim porque acham que eu não dou valor a eles. Se as pessoas me perguntarem se eles são bons, digo que são boas pessoas, já os versos que fazem... Tem cantador aí que cantou 30 anos em rádio e ninguém lembra um verso dele, se perdeu tudo”, comenta o “Gravador Humano”, seu apelido. Graças a Zé de Cazuza foram preservados versos de cantadores que ele não chegou a conhecer, que lhe foram ensinados pelos mais velhos ou por alguns que conheceu pouco, como o lendário Antonio Marinho, de São José do Egito. “Quando conheci Antonio Marinho ele já estava bastante doente de tuberculose, não conseguia cantar direito”, lembra Zé de Cazuza, que traz no seu livro versos de marinhos como estes: “O baião muito puxado/Jesus do céu não socorre/vou descansar meu pulmão/ Pinto vai tomar um porre”. Embora tenha convivido com várias gerações de repentistas, não é passadista. Para ele assim como existiram ótimos cantadores no passado, existem ótimos cantadores no presente: “A diferença para o de antigamente é eles eram mais atrasados. Atualmente tem cantadores extraordinários, como Ivanildo Vila Nova, os Nonatos”, diz Zé de Cazuza, que é também poeta e já chegou a ser cantador de viola, mas por pouco tempo: “Ia uma caravana para São Paulo, isto em 1970, eu ia só acompanhar. Iriam seis cantadores, comigo ficava sete. Então tiraram um, e eu fui como cantador. E me sai bem”. Deu no Diário do Pernambuco Após sete décadas convivendo com declamadores, apologistas e repentistas do Sertão nordestino, o paraibano Zé de Cazuza arregaçou as mangas e registrou seu conhecimento em livro. Em quase 400 páginas, Poetas encantadores apresenta o trabalho de 66 poetas. Alguns são famosos, como Pinto do Monteiro, Rogaciano Leite e Lourival Batista, o Louro do Pajeú. Outros são conhecidos somente por quem é do meio. Lançado há três anos e com duas edições esgotadas, o livro chega agora à terceira edição, ampliada e comemorativa dos 80 anos do autor, nascido no município de Prata, no Cariri paraibano. O volume será lançado hoje, às 16h, na Cachaçaria Matulão, que funciona no Mercado da Boa Vista. A entrada é franca. O livro custa R$ 50. Poetas encantadores foi escrito praticamente a partir das memórias e andanças de Zé de Cazuza com Manuel Filó, Manuel Xudu e Geraldo Amâncio. "Gravei tudo no juízo. Fiz o livro tirando da minha cabeça", garante. O autor não virou as costas para a nova geração. Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, também está representado. José Nunes Filho, Zé de Cazuza nasceu no sítio Boa Vista, na cidade de Monteiro. Começou a frequentar as cantorias aos cinco anos. Aos seis, já guardava versos na cabeça. Quando se mudou para a zona rural de Prata, foi vizinho de Zé Marcolino, mestre cantado por Luiz Gonzaga. Há cinco anos, foi reconhecido como Mestre das Artes da Paraíba, equivalente ao registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. Hoje vive no sítio São Francisco, onde trabalha com agricultura e criação de gado. Nas palavras de Jansen Filho, Zé de Cazuza é um "misto de vaqueiro e poeta, alma coberta de sol e poesia". Segundo o folclorista Francisco Coutinho Filho, no livro Violas e repentes, de 1953, ele é "o mais apurado admirador sertanejo da nossa poesia brava". A veia lírica corre pela família. Seu pai foi o cordelista Cazuza Nunes. De seis filhos, três seguiram carreira artística. Miguel Marcondes e Luís Homero vieram para o Recife e há dez anos fundaram o grupo Vates e Violas; já Felizardo Moura é famoso apresentador de vaquejadas. "As pessoas alertaram que ele estava cedendo material que ele mesmo poderia registrar", diz o Marcondes, sobre a necessidade do registro das memórias do pai em livro. "Ele passou a vida elogiando e recitando grandes cantadores. Um dia, ele percebeu que é um deles". Zé de Cazuza diz que há uma infinidade de modalidades de cantorias e repentes. Em menos de um minuto, ele lista o desafio, o lirismo, o trocadilho, a irreverente, a narrativa, o mote, o tema e a satírica. E não torce o nariz para a produção urbana, distante dos assuntos clássicos do repertório matuto. "A poesia é boa em todo campo que ela for bem feita. Há os que martelam por muito tempo e não conseguem e os que fazem repentinamente e fica bonito".
No Centro da cidade de Areia, dorme para sempre o seu filho mais importante, o artista, político importante e intelectual entre outras coisas, Pedro Américo. Não se pode ir até Areia e não visitar, e visitando não se emocionar na casa de Pedro Américo. È uma casa dedicada a contar a sua história e de sua família, é o lugar onde este artista nasceu, e com tinta e pincel, foi construindo a sua história ao lado dos grandes pintores mundiais. Ele através de suas telas, os brasileiros sentirem orgulho de sua história e olhar com mais carinho para um País, que estava ainda em formação e ajudou na formação da consciência nacionalista, e talvez igual a mim você já tenha visto antes, alguma coisa de Pedro Américo, alguns quadros importantes que ele pintou, por exemplo, mas que passou despercebida a importância deste artista para a história Brasileira, e se sua história já é grande, torna-se maior quando a gente percebe o amor com que as pessoas falam desta história, o orgulho que sentem deste ilustre Areiense, inclusive dos funcionários que se dedicam a contar esta História no dia a dia, mas para falar de Pedro Américo e não cometer deslizes em sua biografia, um Nordestino tão importante que ultrapassou as fronteiras do Brasil, e venceu com a sua arte conquistando o mundo inteiro, vou recorrer a história oficial .
Ouça a música filho agente não enjeita de cobra cordelista
Histórias de Caboclo – Para Corações Pequeninos
Adquira o livro Histórias de Caboclo – Para Corações Pequeninos. As escolas interessadas em adquirir o livro como paradidático basta entrar em contato com o próprio artista. Click na imagem e saiba mais.
Poeta é natural de Recife-PE.
Em 2005 retomou com força a atividade poética, em 2006 voltou a publicar, foram 04 publicações, assumiu sua condição de poeta definitivamente e passa a realizar os shows “Coisas do Sertão” e “Salas de Cordel”, chamando para compor este evento consigo, o violonista Carlinhos.Hoje estes shows acompanhado do projeto Curupira que fundou com a finalidade de arte musical ,ensinando os jovens a tocar e a dançar os ritmos da cultura Pernambucana. Em 2007, foram 08 publicações só no primeiro semestre, em 2008 lançou o livro Estórias de Caboclo para corações pequeninos e o Cd Cordas Coisas do Sertão e o Cordas e cordéis de Recife, e tem por objetivo lançar um DVD com a historia de Jaboatão dos Guararapes com narrativa em cordel, e inaugurar a primeira escola de cultura de Jaboatão dos Guararapes. “A cultura, é uma bela política de inclusão social ,pois um instrumento, um palco, um texto, podem mudar a vida de uma pessoa, pois Deus reparte os Dons conforme á sua vontade , e o artista nasce nos Arranha Céus da cidade e nos becos e Vielas deste País." Cobra Cordelista".