sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Os tesouros de Sertânia
Os nossos tesouros estão muito bem guardados no Sertão, principalmente no imaginário das pessoas, e isto compensa o distanciamento que a maioria de nossa “culta sociedade metropolitana” tem de nossa cultura de raiz, nem consigo culpá-las, não seria justo culpar um país jovem que foi ensinado a cultuar as culturas estrangeiras e negligenciar suas raízes. Referenciar os pensamentos e pensadores filosóficos da idade média e, eternizá-los como se Deus na sua infinita sabedoria, não fizesse possível atualizar a mensagem através de seus oráculos no presente, como fizera no passado.
Kant, Sócrates, Platão, Aristóteles, nada mais eram que Oráculos modernos, em plena idade média. O povo de Jerusalém ouviu a voz de Deus nas sábias e eternas palavras de João Batista, Jesus Cristo, do apóstolo Paulo de Pedro e, de outros tantos oráculos, a quem Deus revelou genuinamente a sua vontade, em qualquer tempo. Graças ao bom Deus o povo Sertanejo, teve a satisfação de abrir-se a sua cultura e receberam neste conteúdo a oralidade divina, manifestada por seus poetas populares; assim ganha importância a presença dos irmãos Batista, Lourival e Dimas, Ivanildo Vila Nova, Patativa do Assaré, Zé da Luz, Pinto do Monteiro, Orlando Tejo e tantos outros oráculos Sertanejos que foram e serão como os outros citados, referencias que jamais poderão ser questionadas, pois trata-se da antiga frase que se faz nova todos os dias “A voz do Povo é a voz de Deus”.
Agora algumas imagens de Sertânia, onde um artista reproduz a cabeça dos cangaceiros decapitados pelas volantes por ocasião de confrontos e inclusive da morte de lampião o rei do Cangaço Brasileiro!
Foto de Lampião e Família, e ainda a foto de Conde que é ator e diretor de teatro, as imagens e objetos foram fotografadas na oficina das artes aberta para visitação todos os dias na cidade e ainda seu belo acervo de antiguidades, um museu popular aberto a quem se interessar por nossa cultura.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Você já foi a um castelo?
Informações não confirmadas, por uma certa língua ferina, o proprietário é gerente de uma agencia da caixa econômica, e possui um banco de fomento na região.
Que belo empreendimento! Seu proprietário deve sentir muito orgulho de sua propriedade, gostaria de fazer um luau neste castelo e um recital de poesias, não seria maravilhoso?
Será que o empresário já pensou nisto? É só me liga me ligar!
Raridade de Gonzagão

1952 O Mundo do Baião (Tamoio e Tupi, Nacional)
1. Pout-pourri: Eu sou o baião (com As 3 Marias & Os Garotos da Lua)
2. Pau de Arara (Versão inédita)
3. Pronde tu vai Luiz (com Seu Januário, Chiquinha e Socorro)
4. O cachorro chora no buraco do tatu (com Severino Januário)
5. Xaxado
6. Encerramento do programa Rádio Tamoio e Tupi (com Osvaldo Luiz)
7. Abertura do programa Rádio Nacional (com Paulo Roberto)
8. O torrado (Cantado)
9. Baião delicado (com Orquestra da Rádio Nacional)
10. Derramaro o gai (com 4 Ases e 1 Coringa)
11. Macapá
12. Diálogo de Zé Dantas e Dr Policarpo
13. Eu sou o baião
14. Encerramento do programa
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
A importância de um Conselho de Cultura- Conselho de cultura de Abreu e Lima tem novo Presidente
O Conselho de Cultura da cidade de Abreu e Lima (Pernambuco) tem novo presidente, o ator e Diretor de Teatro Pierre,, tomou posse no Conselho de Cultura deste município. È mais um município brasileiro que se organiza em segmentos, para desenvolver as políticas culturais. È importante dizer que, enquanto a saúde já caminha de vento em popa, e apesar das dificuldades das dificuldades o SUS já completa 20 anos, ou seja, a saúde já realizou mais de vinte conferências nacionais, envolvendo seus conselhos e construindo com a sociedade as políticas culturais, a cultura caminha, apenas para a terceira conferencia nacional, que realizará em 2011.
As conferencias se realizam a cada dois anos, e os conselhos exercem prerrogativas importantes, pois são formados em seu núcleo, por representações paritárias, onde Sociedade civil e Governo indicam seus representantes, que discutem, aprovam, dão parecer e deliberam sobre as políticas públicas na esfera municipal, estadual e federal, conforme a representação do Conselho. Com tão demorado despertamento, eis a razão das dificuldades que a cultura atravessa do Oiapoque ao Chuí. Alguns Prefeitos fazem pouco caso da importância da cultura, e isto é proveniente de seu pouco conhecimento do assunto, e da falta de melhores assessores, técnicos bem preparados, e outros por que são realmente arrombadores de cofres públicos desavergonhados. Graças a Deus existem bons gestores públicos, prefeitos inteligentes, que sabem que a cultura atrai o turismo, que a interação entre os povos se faz muito melhor por este caminho, pois a linguagem é mais compreensível, ou seja, agente se entende sem entender uma palavra. Entre estes bons gestores eu arriscaria alguns sem barreiras partidárias, o Ex-Prefeito do Recife Miguel Arraes, O Ex-Prefeito de Olinda Germano Coelho, o Ex-Prefeito do Recife João Paulo, o prefeito de Abreu e Lima Flavio Gadelha, a prefeita de Sertânia Dona Cleide Ferreira, o prefeito de Itapetim Adelmo Moura, Dr Elsinho Prefeito de Areia-PB; e o ex-prefeito do Cabo e hoje prefeito de Jaboatão Elias Gomes.
Era bom que estes bons exemplos de gestão pública contaminassem a nação e aí agente teria cidadãos mais felizes, pois a cultura de um povo é um patrimônio tão importante que não pode ser negligenciado, e que testemunhem disto a história dos povos desenvolvidos que, preservam sua cultura como um tesouro importante para a posteridade, e sendo objeto da visita de cidadão do mundo inteiro.
Agora veja as fotos da posse de Pierre, na mesa o jovem prefeito em suas articulações, na platéia vários artistas e achei o presidente do conselho de cultura do Recife, o meu amigo Aelson da Hora, dos tradicionais bois Pernambucanos e esta mais uma espiadinha do nosso blog, no que andam fazendo por ai em outros municípios, para preservar a nossa cultura.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Louro do Pajeú
Meus filhos são passarinhos
que vivem dos meus gorjeios;
eu, para encher os seus papos,
caço grãos em chãos alheios
e só boto um grão no meu
quando vejo os deles cheios...
Meu DEUS que sorte mesquinha
desse cego e dessa cega,
chegaram aqui na bodega,
se meteram na branquinha,
DIOGO puxa CHIQUINHA,
CHIQUINHA puxa DIOGO,
ficaram assim nesse jogo,
o carro já está no prego.
A cega puxando o cego
e o cego puxando fogo.
Pra cantar um desafio
a ninguém peço socorro;...
vai chegando ORLANDO TEJO,
que é da altura dum morro,
TEJO que anda esta hora
não tem medo de cachorro.
Entre o gosto e o desgosto,
o quadro é bem diferente,
ser moço é ser um sol nascente,
ser velho é ser um sol posto,
pelas rugas do meu rosto,
o que fui hoje não sou,
ontem estive, hoje não estou,
que o sol ao nascer fulgura,
mas ao se pôr deixa escura
a parte que iluminou.
Um sábio muito profundo
me perguntou certa vez:
você já conhece os três
desmantelos deste mundo?
Eu respondi num segundo
DOIDO, MULHER e LADRÃO,
dei mais a explicação
DOIDO não tem paciência,
LADRÃO não tem consciência,
MULHER não tem coração.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Passando o repertório
Indique nosso blog pra seus amigos e não perca a festa!





Assombrações e lendas

Essa história da Perna Cabeluda foi criada, no início da década de 1970, por jornalistas do Diário de Pernambuco e do Diário da Noite, este último o vespertino (hoje extinto) do Jornal do Commercio. Em resumo, é mais ou menos o seguinte:
Certo dia, a polícia encontrou, boiando no Rio Capibaribe, no Recife, uma perna humana, provavelmente de um homem, visto que era bastante peluda. Os jornais noticiaram o achado macabro, em suas páginas policiais.
Como à época os jornais viviam sob a censura política dos governos militares e muitas informações não podiam ser veiculadas, esse tipo de notícias tinha razoável destaque. E foi assim com a tal perna. Só que, nos dias seguintes, a polícia nada mais encontrou, nenhum corpo mutilado ao qual a perna pertenceria. Tudo ficou apenas na dita perna.
Para não perder o assunto, os jornais começaram a inventar versões para a perna. A princípio, eram versões normais, sobre essa ou aquela possível origem da perna cabeluda. Depois, vieram as fantasias, entre as quais a versão de que a perna era mal-assombrada e corria atrás das pessoas pelas ruas do Recife.
Pronto, a partir daí, todo dia os jornais publicavam estórias sobre a Perna Cabeluda. "Notícias" dando conta que uma perna cabeluda estaria assustando os moradores desse e daquele bairro; que uma perna cabeluda correu atrás de uma moça na Av. Conde da Boa Vista etc. e tal.
Foram vários meses com esse tipo de "notícias" e muita gente do povo entrou na onda, pois os jornais traziam depoimentos de populares afirmando que viram a dita perna e tal. Numa ocasião, a perna cabeluda aparecia numa gafieira, assustando as pessoas que se divertiam; noutro instante, a perna passeava pelo centro da cidade.
Bem, depois que os jornalistas desistiram da "brincadeira", a história da misteriosa perna ficou na boca do povo. E hoje existem até folhetos de cordel sobre o tema. Chico Science também já citou a perna cabeluda numa música e por aí vai. Cada versão aumenta ainda mais a fantasia em torno da estória.
sábado, 7 de agosto de 2010
O poeta Cobra Cordelista volta ao Sertão

O repertório com muito lirismo na poesia, forró de raiz e canções românticas para embalar a noite dos enamorados, a luz do belo Luar sertanejo, como tão bem descreveu Catulo da Paixão Cearense em sua canção.
Mais de Pedro Américo
Juventude
Filho de Daniel Eduardo de Figueiredo e Feliciana Cirne, Pedro Américo era irmão do também pintor Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo. Nasceu em uma família ligada às artes na cidade de Areia no estado da Paraíba, ainda que de escassos recursos, e desde cedo encontrou em sua casa o estímulo necessário ao desenvolvimento de seu talento precoce, incluindo na música, ensinada pelo seu pai Daniel, que era violinista, e que o introduziu também no desenho apresentando-lhe livros sobre artistas célebres.
Logo a fama do pequeno prodígio se espalhou pela cidade, e quando ali chegou em 1852 uma expedição científica liderada pelo naturalista Louis Jacques Brunet, este foi visitá-lo e pôde apreciar uma série de cópias de obras clássicas realizadas pelo menino, o que foi causa de pasmo no viajante. Querendo testá-lo para comprovar a habilidade que se apregoava, arranjou uns objetos e fez Pedro Américo desenhá-los em sua presença, e ele os reproduziu com grande semelhança. Impressionado, Brunet decidiu levá-lo consigo como desenhista em sua expedição. Entusiasmado, o jovem artista acompanhou o sábio francês por uma viagem de vinte meses cruzando boa parte do Nordeste brasileiro.Em 1854, com 11 anos, foi mandado para o Rio de Janeiro, para estudar no Colégio Pedro II, destacando-se entre os colegas por sua aplicação e inteligência. Ingressando na Academia Imperial de Belas Artes, seu progresso foi igualmente brilhante, conquistando 15 medalhas e prêmios, e mesmo antes de terminar o curso obteve uma pensão do Imperador Dom Pedro II para ir aperfeiçoar-se na Europa.
Lá demorou-se de 1859 a 1864, cursando a École des Beaux-Arts de Paris, o Instituto de Física de Ganot e a Sorbonne, sendo discípulo de Ingres, um dos maiores nomes do neoclassicismo francês, e também de Coignet, Hippolyte Flandrin e Horace Vernet. Durante sua estadia européia visitou outras capitais a fim de ampliar seus horizontes culturais.
Primeiros sucessos
Voltando para seu país, passou antes por Portugal, onde em fins de 1869 casou com Carlota de Araújo Porto-alegre (1844 - 1918), filha de Manuel de Araújo Porto-alegre, então cônsul brasileiro em Lisboa, e com ela teve mais tarde três filhos. Chegou ao Rio no início do ano seguinte e passou a dedicar-se ao magistério na Academia e à pintura, iniciando um período fértil em grandes realizações, com as telas Batalha do Campo Grande, Ataque da Ilha do Carvalho, o Passo da Pátria e diversos retratos, incluindo dos imperadores Pedro I e Pedro II e do Duque de Caxias.
Consagração
Também neste período começou os esboços para uma que seria das suas maiores obras-primas, a enorme Batalha de Avaí, que só viria a ser concluída em 1877 e que é uma das peças capitais do nacionalismo romântico e do academismo no Brasil. Quando exposta pela primeira vez em Florença, ainda incompleta, a composição causou sensação entre os conhecedores de arte que estavam reunidos em grande número na cidade para as comemorações do centenário de Michelangelo. A obra, e um discurso que proferiu em duas línguas diante da estátua de David do mestre da Renascença, espalharam sua fama por toda a Europa, sendo celebrado em uma multidão de artigos e notícias como um dos maiores pintores de seu tempo. O governo italiano, ecoando os louvores generalizados, solicitou ao artista um retrato para que figurasse junto dos luminares da arte de todos os tempos na galeria de retratos dos Uffizi, sendo exposto entre os de Ingres e Flandrin, seus próprios mestres.
Ainda em Florença realizou muitas outras pinturas, das quais se destacam A Batalha de San Martino, A noite acompanhada dos gênios do amor e do estudo, Joana D'Arc e O voto de Heloísa. Entre 1885 e 1893 deslocou-se diversas vezes entre Europa e Brasil, terminando a Batalha de Avaí e outra obra de grande vulto, a Proclamação da Independência, e peças menores. Neste ínterim foi eleito em 1890 deputado junto ao Congresso Constituinte por Pernambuco.
Conseguiu manter seu prestígio junto ao governo quando proclamou-se a República, mudança que levou ao ostracismo o outro grande mestre acadêmico de sua geração, Victor Meirelles, e para o novo regime produziu obras emblemáticas como o Tiradentes esquartejado, além de Honra e Pátria e Paz e Concórdia, seu último trabalho.
Falecendo em Florença, vítima da beribéri que o afligia desde a infância, praticamente cego e empobrecido com a crise financeira nacional causada pelo Encilhamento, seu corpo foi transladado para o Rio de Janeiro, e depois de exposto durante vários dias no Arsenal de Guerra, foi provisoriamente sepultado em janeiro de 1906, no Cemitério São João Batista, depois enterrado definitivamente em sua cidade natal, Areia, onde foi erguido um monumento. A casa onde nasceu hoje é um museu dedicado á sua memória, a Casa Museu Pedro Américo.
Distinções
Pedro Américo em vida recebeu as honrarias de Cavaleiro da Coroa da Alemanha e de Grão Cavaleiro da Ordem Romana do Santo Sepulcro.
Academia Paraibana de Letras
Além de pintor insigne, foi historiador, filósofo e escritor, deixando cerca de 15 trabalhos literários de História, Filosofia Natural e Belas Artes, e poesias e romances. Em 1871 apareceu sua primeira biografia, tendo o artista menos de 30 anos de idade, que o colocava na posição de fundador da escola de pintura nacional, peça de propaganda que foi distribuída por todo o Brasil e também editada no exterior, e que é a fonte primária das biografias que surgiram depois.
Pedro Américo inseriu-se na tradição acadêmica de índole neoclássica que foi estabelecida pela Academia Imperial, que privilegiava temas históricos e personificações alegóricas em abordagens idealistas, mas quando sua carreira realmente tomou alento o estilo geral já havia evoluído para o Romantismo, tendência que ele rapidamente pôde acompanhar e onde deixou sua melhor produção.
Na Europa, o Romantismo foi uma corrente que encontrou força nas antigas mitologias nacionais para prosperar, e olhou para o passado com olhos de nostalgia das suas glórias pregressas. Mas a jovem monarquia brasileira nada encontrou no passado local que se comparasse à milenar herança cultural européia. No remoto passado brasileiro só havia selvagens, e os monumentos de arte e arquitetura significativos eram todos barrocos, um estilo considerado há muito fora de moda e por demais ligado a Portugal e à religião para satisfazer as elites e a burguesia ascendente, que desejavam afastar a memória dos tempos de colônia dominada pela Igreja e explorada pela Metrópole distante, e agora tinham a França como modelo. Era um país novo, pobre, que somente há poucos anos conquistara sua independência, e para construir as bases de identidade e união desse projeto de nação, foi necessário o resgate de elementos locais que antes havia rejeitado, como o índio, agora idealizado e retratado cheio de uma nobreza, pureza e beleza inatas. Através dele, e da representação de personagens da família imperial como símbolos vivos da soberania nacional, e das batalhas que asseguraram a posse do território e afirmaram o Brasil como potência militar na América do Sul, além de ilustrarem o heroísmo nativo, encontraram-se os elementos emocionais e conceituais adequados para a construção de uma iconografia nacionalista que pudesse legitimar este país recente diante das potências internacionais e que ainda carecia de uma simbologia própria.
Nessa busca, obras como A Batalha de Avaí e O grito do Ipiranga, que ocasionaram um debate público sobre estética e nacionalismo de enorme repercussão, contribuíram para fomentar o patriotismo entre os brasileiros, e se alinhavam perfeitamente com a ideologia da época, da qual foi sem dúvida um dos grandes intérpretes e o que lhe assegurou um sucesso contínuo entre as elites patrocinadoras, mesmo que na temática suas preferências pessoais caminhassem em outra direção. Apesar de ser mais conhecido por suas obras históricas profanas, era, segundo ele mesmo, a história sagrada o que mais lhe atraía:
Mesmo contando com o aplauso geral, sua obra não passou imune ao crivo de críticos como Gonzaga Duque e Ângelo Agostini, que o consideravam um oportunista antiquado, embora suas críticas sejam hoje consideradas parciais e bitoladas por sua óbvia preferência a temas burgueses, tidos como mais modernos.[
Em vários aspectos Pedro Américo foi de fato um inovador, como sugeria seu primeiro biógrafo, pois manifestava-se favorável ao uso da fotografia como auxiliar na confecção das obras pictóricas e como divulgadora da produção dos artistas; tinha as obras premiadas nos salões europeus como reflexos imperfeitos da civilização e freqüentou lá os famosos Salões dos Recusados, assimilando algumas influências progressistas, visíveis por exemplo na obra A carioca, que foi oferecida ao Imperador mas foi recusada por ser considerada licenciosa, causando escândalo quando foi exposta ao público em 1865. Também inovou ao proferir a partir de 1870 uma série de palestras públicas sobre História da Arte e Estética, e participou da edição de um jornal satírico intitulado A Comédia Social.
Seu nacionalismo encontrou expressão na constante promoção de um projeto de arte nacional, sendo mesmo um defensor da mudança da capital do Rio para o centro do país, embora outros digam que ele pouco interesse real tinha pelo Brasil e que suas longas estadas na Europa eram uma fuga. Seja como for, muitas de suas obras entraram para o imaginário coletivo brasileiro, tendo sido reproduzidas em inúmeros livros de História usados nas escolas e universidades.
Quadros mais conhecidos
- A Batalha do Avaí
- A Batalha do Campo Grande
- A Fala do Trono
- Independência ou Morte
- Paz e Concórdia
- Tiradentes esquartejado

