sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Cobra cordelista no Programa a Hora do Vaqueiro da Radio Pedras Soltas FM


Itapetm é meu cantinho no sertão confesso que nunca me senti tão em casa em lugar nenhum no Brasil como Itapetim. Eu já rodei 16 estados Brasil a fora, ou seja, só me falta conhecer dez para poder dizer que já andei em todos. Mas aqui é tudo diferente para mim, todo cidadão ou cidadã Itapetiense que me apresentam é uma nova e concreta amizade, até porque entre nós existe uma cumplicidade, algo que nos une que é a poesia. Nossa amizade gira em torno, a poesia é a liga, é o fermento e o cimento que concretiza a nossa união. Na foto Evaldo Ferreira apresentador do Programa, meu parceiro Messias do Violão de tantas jornadas, Nido do Acordeon que não tira os olhos de Taciana Gomes, Jornalista jovem e bonita daquela cidade, olha Nido do Acordeon contou tantas histórias dele com Luiz Gonzaga, coisa que nunca tinha contado pra mim, que eu não conhecesse do amor e o carinho que ele dedica para sua esposa e companheira de tantos anos, diria que ele se sentiu muito atraído por minha amiga jornalista, mas eu ainda acredito que ela possa ter alguma semelhança com alguma musa que Nido do Acordeon encantou-se no Passado.

Estavam ainda no estúdio da rádio Pedras Soltas FM o Secretario de Saúde do Município a quem desculpo (camisa branca na foto) por não lembrar o nome, que caba de ganhar um prêmio como melhor Secretário de Saúde de Pernambuco, e Sr. Tadeu secretário de Agricultura do município. E meu amigo Grapa (é a mãe) do blog www.itapetim.net que recomendo dar uma olhada e ver os vídeos mais engraçados da internet.













Mais fotos do sarau!


Foi um dia muito especial para mim. Era sexta feira 13 e de Agosto, mas o treze é meu número de sorte. As pessoas foram chegando para ouvir a poesia, que eu misturava a todo instante, com ciranda, samba de latada, musica romântica e forró.

São José do Egito é o Berço Imortal da poesia. Em São José o dom de Fazer poesia é divino, e está no interior da alma de cada pessoa. É um lugar de mulheres belíssimas, que pena eu não podia fotografar a todas, pois estava no palco, só pude iniciar a tirar fotos, depois de meia noite, quando trocamos de cantores, e Pereira foi cantar a releitura de Gonzaga, eu virei produção. Nestas viagens não tem moleza não, uma hora eu canto, outra declamo, outra viro fotografo, em outra produção e sirvo os músicos. Entrevisto os artistas locais, e na volta viro jornalista e redijo as matérias.

Um dia tudo isto cera feito por profissionais, mas até lá agente vai se virando. Sim e ainda sou co-piloto de Renan ou de Pereira, de olho na estrada para orientar o motorista. É mole ou quer mais? Tudo isto para agradar você, que vai ao nosso show, que trabalha todo dia fazendo cultura em qualquer cidade nordestina, ou que acessa nossa revista eletrônica na internet.











Voce sabe o que foi o: MOVIMENTO ARMORIAL?



MOVIMENTO ARMORIAL

A Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos "folhetos" do Romanceiro Popular do Nordeste (Literatura de Cordel), com a Música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus "cantares", e com a Xilogravura que ilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro relacionados".

Ariano Suassuna, Jornal da Semana, Recife, 20 maio 1975.

O Movimento Armorial surgiu sob a inspiração e direção de Ariano Suassuna, com a colaboração de um grupo de artistas e escritores da região Nordeste do Brasil e o apoio do Departamento de Extensão Cultural da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários da Universidade Federal de Pernambuco.

Teve início no âmbito universitário, mas ganhou apoio oficial da Prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco.

Foi lançado oficialmente, no Recife, no dia 18 de outubro de 1970, com a realização de um concerto e uma exposição de artes plásticas realizados no Pátio de São Pedro, no centro da cidade.

Seu objetivo foi o de valorizar a cultura popular do Nordeste brasileiro, pretendendo realizar uma arte brasileira erudita a partir das raízes populares da cultura do País.

Segundo Suassuna, sendo "armorial" o conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo, a heráldica é uma arte muito mais popular do que qualquer coisa. Desse modo, o nome adotado significou o desejo de ligação com essas heráldicas raízes culturais brasileiras.

O Movimento tem interesse pela pintura, música, literatura, cerâmica, dança, escultura, tapeçaria, arquitetura, teatro, gravura e cinema.

Uma grande importância é dada aos folhetos do romanceiro popular nordestino, a chamada literatura de cordel, por achar que neles se encontram a fonte de uma arte e uma literatura que expressa as aspirações e o espírito do povo brasileiro, além de reunir três formas de arte: as narrativas de sua poesia, a xilogravura, que ilustra suas capas e a música, através do canto dos seus versos, acompanhada por viola ou rabeca.

São também importantes para o Movimento Armorial, os espetáculos populares do Nordeste, encenados ao ar livre, com personagens míticas, cantos, roupagens principescas feitas a partir de farrapos, músicas, animais misteriosos como o boi e o cavalo-marinho do bumba-meu-boi.

O mamulengo ou teatro de bonecos nordestino também é uma fonte de inspiração para o Movimento, que procura além da dramaturgia, um modo brasileiro de encenação e representação.

Congrega nomes importantes da cultura pernambucana. Além do próprio Ariano Suassuna, Francisco Brennand, Raimundo Carrero, Gilvan Samico, entre outros, além de grupos como o Balé Armorial do Nordeste, a Orquestra Armorial de Câmara, a Orquestra Romançal e o Quinteto Armorial.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cobra Cordelista na Budega da Poesia em Arcoverde no dia 14 de agosto de 2010

A Bodega da Poesia fica em Arcoverde a 250 km do Recife, ao longo da BR 232. Uma bela cidade a ser visitada.

Este bar é um celeiro de cultura nordestina, onde vários artistas da região se apresentam para um público bastante fiel as nossas tradições culturais. A Bodega da Poesia realiza cantorias com repentistas destacados como Ivanildo Vila Nova, Antônio Lisboa e Edmilson Ferreira e tantos outros.

Poetas como Ronaldo Aboiador e Cobra Cordelista, que tem a honra de apresentar-se na bodega da poesia, que preserva a tradição cultural nordestina. Aqui a nossa equipe, com Pereira na percussão fazendo uma releitura de Gonzaga de cinquenta e sessenta, Messias no Violão e Nido do Acordeon. No palco três artistas de Arcoverde que chamei para participar do Show conosco, e algumas fotos do público presente.

Daqui a pouco agente mostra outras pessoas que estavam no show.













Itapetim- O ventre imortal da poesia

Itapetim possui uma das mais belas igrejas de Pernambuco, fica no Sertão do Pajeú, em Pernambuco distante 19 km de São José do Egito. Terra de Rogaciano Leite, e dos irmãos Batistas, Dimas e Otacílio, citados por João Cabral de Melo Neto como os maiores expoentes da cultura Sertaneja em qualquer tempo. Terra de Val Patriota, nascido em Itapetim. Onde cada morador possui em seu coração a semente da poesia, e isto é de causar respeito e admiração.

Nas fotos a Igreja da Matriz, O Padre João Leite, grande líder religioso e político da região, que tanto contribuiu em vida para o desenvolvimento da cidade. O prefeito Adelmo Moura que apesar dos seus compromissos, nos emprestou o sorriso e pousou com simpatia para nosso blog. Meu amigo Erivan Rubens, diretor da rádio Pedras soltas FM, que tem divulgado e apoiado nosso trabalho no sertão do Pajeú, meu amigo Bernardo (Garapa) blogueiro importante para a nação cultural de Pernambuco e do Brasil, eu recomendo acessar www.itapetim.net e ver os vídeos mais engraçados da internet, o vaqueiro aboiador Evaldo Ferreira que faz o programa a hora do Vaqueiro todo sábado as 13:00hs na rádio Pedras Soltas FM, e minha amiga Taciana Gomes da rádio Sertânia FM, e da rádio Pedras Soltas FM, que construímos uma amizade daquelas que só Deus explica.


Obrigado a todos vocês, pelo carinho dedicado a este caixeiro viajante da cultura nordestina, em nome de todos os artistas populares Pernambucanos.











Reunião do Conselho de Cultura

Reunião do Conselho de Cultura para apreciar o projeto da Associação de Cultura e Arte de Jaboatão dos Guararapes. Para levar a arte do balé as escolas municipais da cidade.








O verdadeiro significado de alguns ditados populares

Você não precisa ir a Roma para entender o significado de alguns ditados populares. Aqui pertinho, no Cultura Nordestina, você não fica a ver navios e aprende tudo sem cair no conto do vigário.

Alguns ditados populares e suas devidas correções:

Dito Popular: “Quem tem boca vai a Roma”.
O correto seria: “Quem tem boca vaia Roma”. (do verbo vaiar).

Dito Popular: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro”.
O correto seria: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro”.


Dito Popular: “Batatinha quando nasce, esparra
ma pelo chão”.
O correto seria: “Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão”.

Dito Popular: “Cor de burro quando foge”.
O correto seria: “Corro de burro quando foge!”

Dito Popular: “Cuspido e escarrado”. (alguém muito parecido com oura pessoa).
O correto seria: “Esculpido em carraro”. (tipo de má
rmore).

Dito Popular: "Quem não tem cão, caça com gato".
O correto seria: "Quem não tem cão, caça como gato". (ou seja, sozinho, esgueirando, astutamente, traiçoeiramente).

Veja também como surgiram esses:

O pior cego é o que não quer ver
Significado: Diz-se da pessoa que não quer ver o que está bem na sua frente. Nega-se a ver a verdade.
Histórico: Em 1647, em Nimes, na França, na uni
versidade local, o doutor Vicent de Paul D'Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.

De cabo a rabo
Significado: Total conhecedor. Conhecer algo do começo ao fim.
Histórico: Durante o período das grandes navegações portuguesas, era comum se dizer total conhecedor de algo, quando se conhecia este algo de "cabo a rabah", ou seja, como de fato conhecer todo o continente afr
icano, da Cidade do Cabo ao Sul, até a cidade de Rabah no Marrocos (rota de circulação total da África com destino às Índias).

Andar à toa

Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.
Histórico: Toa é a corda com que uma embarcação remboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, ind
o para onde o navio que o reboca determinar. Uma mulher à toa, por exemplo, é aquela que é comandada pelos outros. Jorge Ferreira de Vasconcelos já escrevia, em 1619: Cuidou de levar à toa sua dama.

Casa de mãe Joana

Significado: Onde vale tudo, todo mundo pode entrar, mandar, etc.
Histórico: Esta vem da Itália. Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença (1326-1382), liberou os bordéis em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: "que tenha uma porta po
r onde todos entrarão". O lugar ficou conhecido como Paço de Mãe Joana, em Portugal. Ao vir para o Brasil a expressão virou "Casa da Mãe Joana". A outra expressão envolvendo Mãe Joana, um tanto chula, tem a mesma origem, naturalmente.

Onde judas perdeu as botas

Significado: Lugar longe, distante, inacessível.
Histórico: Como todos sabem, depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar enf
orcando-se numa árvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A história é omissa daí pra frente. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.

Da pá virada
Significado: Um sujeito da pá virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio.
Histórico: Mas a origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo,
está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita. Hoje em dia, o sujeito da "pá virada", parece-me, tem outro sentido. Ele é O "bom". O significado das expressões mudam muito no Brasil com o passar do tempo.


Nhenhenhém
Significado: Conversa interminável em tom de lamúria, irritante, monótona. Resmungo, rezinga.
Histórico: Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles não entendiam aquela falação estra
nha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen".

Estar de paquete
Significado: Situação das mulheres quando estão menstruadas.
Histórico: Paquete, já nos ensina o Aurélio, é um da
s denominações de navio. A partir de 1810, chegava um paquete mensalmente, no mesmo dia, no Rio de Janeiro. E a bandeira vermelha da Inglaterra tremulava. Daí logo se vulgarizou a expressão sobre o ciclo menstrual das mulheres. Foi até escrita uma "Convenção Sobre o Estabelecimento dos Paquetes", referindo-se, é claro, aos navios mensais.

Pensando na morte da bezerra
Significado: Estar distante, pensativo, alheio a tudo.
Histórico: Esta é bíblica. Como vocês sabem, o bezerro era adorado pelos hebreus e sacrificados para Deus num altar. Quando Absalão, por não ter mais bezerros, resolveu sacrificar uma bezerra, seu filho menor, que tinha grande carinho pelo animal, se opôs. Em vão. A bezerra foi oferecida aos céus e o garoto passou o resto da vida sentado do lado do altar "pensando na mort
e da bezerra". Consta que meses depois veio a falecer.

Não entender patavina
Significado: Não saber nada sobre determinado assunto. Nada mesmo.
Histórico: Tito Lívio, natural de Patavium (hoje Pádova, na Itália), usava um latim horroroso, originário de sua região. Nem todos entendiam. Daí surgiu i Patavinismo, que originariamente significava não entender Tito Lívio, não entender patavina.

Santinha do pau ôco
Significado: Pessoa que se faz de boazinha, mas não é.
Histórico: Nos século XVIII e XIX os contrabandistas de ouro em pó, moedas e pedras preciosas utilizavam estátuas de santos ocas por dentro. O santo era “recheado” com preciosidades roubadas e enviado para Portugal.

Sem eira nem beira
Significado: Pessoas sem bens, sem posses.
Histórico: Eira é um terreno de terra batida ou cimento onde grãos ficam ao ar livre para secar. Beira é a beirada da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos e o proprietário fica sem nada.
Aqui na região nordeste este ditado tem o mesm
o significado, mas outra explicação. Dizem que antigamente as casas das pessoas ricas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira como era chamada a parte mais alta do telhado. As pessoas mais pobres não tinham condições de fazer este telhado triplo, então construíam somente a tribeira ficando assim “sem eira nem beira”.

Vá se queixar ao bispo

Significado: Como quem manda ir se queixar de algum problema a outra pessoa.
Histórico: No tempo do Brasil colônia, por cau
sa da necessidade de povoar as novas terras, a fertilidade na mulher era um predicado fundamental. Em função disso, elas eram autorizadas pela igreja a transar antes do casamento, única maneira de o noivo verificar se elas eram realmente férteis. Ocorre que muitos noivinhos fugiam depois do negócio feito. As mulheres iam queixar-se ao bispo, que mandava homens atrás do fujão.



Cair no conto do vigário
Significado: Ser enganado por algum vigarista.
Histórico: Duas igrejas em Ouro Preto receberam um presente: uma imagem de santa. Para verificar qual da paróquias ficaria com o presente, os vigários resolveram deixar por conta da mão divina, ou melhor, das patas de um burro. Exatamente no meio do caminho entre as duas igrejas, colocaram o tal burro, para onde ele se dirigisse, teríamos a igreja felizarda. Assim foi feito, e o vigário vencedor saiu satisfeito com a imagem de sua santa. Mas ficou-se sabendo mais tarde que o burro havia sido treinado para seguir o caminho da igreja vencedora.

Ficar a ver navios
Significado: Esperando algo que não aconteceu ou não apareceu. Esperar em vão.
Histórico: O rei de Portugal, Dom Sebastião, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, mas o corpo não foi encontrado. A partir de então (1578), o povo português esperava sempre o sonhado retorno do monarca salvador. Lembremos que, em 1580, em função da morte de Dom Sebastião, abre-se uma crise sucessória no trono vago de Portugal. A conseqüência dessa crise foi a anexação de Portugal à Espanha (1580 a 1640), governada por Felipe II. Evidentemente, os portugueses sonhavam com o retorno do rei, como forma salvadora de resgatar o orgulho e a dignidade da pátria lusa. Em função disso, o povo passou a visitar com freqüência o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, esperando, ansiosamente, o retorno do dito rei. Como ele não voltou, o povo ficava apenas a ver navios.

Dourar a pílula
Significado: Melhorar a aparência de algo.
Histórico: Vem das farmácias que, antigamente, embrulhavam as pílulas em requintados papéis, para dar melhor aparência ao amargo remédio.

Chegar de mãos abanando
Significado: Chegar em algum lugar sem levar nada, de mãos fazias.
Histórico: Os imigrantes, no século passado, deveriam trazer as ferramentas para o trabalho na terra. Aqueles que chegassem sem elas, ou seja, de mãos abanando, davam um indicativo de que não vinham dispostos ao trabalho árduo da terra virgem.

A voz do povo, a voz de Deus
Significado: Essa tá obvia. Quem realmente sabe das coisas é o povo.
Histórico: As pessoas consultavam o deus Hermes, na cidade grega de Acaia, e faziam uma pergunta ao ouvido do ídolo. Depois o crente cobria a cabeça com um manto e saía à rua. As primeiras palavras que ele ouvisse eram a resposta a sua dúvida.

Chato de galocha
Significado: Pessoas muito chatas, resistente e insistente.
Histórico: Infelizmente, os chatos continuam a existir, ao contrário do acessório que deu origem a essa expressão. A galocha era um tipo de calçado de borracha colocado por cima dos sapatos para reforçá-los e protegê-los da chuva e da lama. Por isso, há uma hipótese de que a expressão tenha vindo da habilidade de reforçar o calçado. Ou seja, o chato de galocha seria um chato resistente e insistente, explica Valter Kehdi, professor de Língua Portuguesa e Filologia da Universidade de São Paulo. De acordo com Kehdi, há ainda a expressão chato de botas, calçados também resistentes, o que reafirma a idéia do chato reforçado.

Do arco-da-velha
Significado: Coisas do arco-da-velha são coisas inacreditáveis, absurdas.
Histórico: Arco-da-velha é como é chamado o arco-íris em Portugal, e existem muitas lendas sobre suas propriedades mágicas. Uma delas é beber a água de um lugar e devolvê-la em outro - tanto que há quem defenda que “arco-da-velha” venha de arco da bere (”de beber”, em italiano).

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Passamos do 10 mil acessos!!!

Parabéns para todos nós, nosso blog passou dos dez mil acessos este ano!


Para mim é uma grande marca. No inicio era apenas a intenção de divulgar a carreira deste poeta, um dia eu pedi a marquinhos para postar uma matéria sobre cultura popular, e nos viciamos eu e ele. Agente começou a colocar matérias no blog, e isto foi ficando muito legal. Certo dia fui fazer show em uma cidade, e resolvi fotografar um artista local, pois achei a sua obra belíssima, e gostaria de mostrar para quem acessasse o blog. Virou mania, e depois um objetivo, que evoluiu para uma missão: Divulgar o artista local, aquele que a grande mídia não mostra. E aí a maquininha não parou mais de clicar, quero mostrar por todo lugar onde passo, a cultura destas pessoas, a beleza de suas artes, e a qualidade de seus artistas. Qual o lucro que se leva disto? pode alguém perguntar! A satisfação de estar fazendo algo muito bom como ser humano. Outro ganho enorme foi o conhecimento acrescentado a minha experiência de vida, e de artista popular, no contato com estas pessoas, suas artes e suas crenças. Mas nada se compara com as amizades verdadeiras, construídas por estes chãos percorridos.

Não vou aqui nesta matéria dizer nomes, pois esquecer o nome de qualquer um, seria uma grande injustiça, mais você sabe que eu estou falando de você parceiro(a) e amigo(a), cuja relação foi construída sobre o trilhar da Cultura, na nossa imensa nação cultural. Outras vezes fico feliz e emocionado, quando percebo a quantos lugares nossa mensagem esta chegando, no Brasil e no exterior, gente que em outras partes do mundo bem distante de nós, acessa o nosso blog constantemente em busca de uma palavra, ou uma notícia, qualquer lembrança, que console o peito cheio de saudade do Brasil. Tem gente de Portugal, dos Estados Unidos, da Itália e de outros países, que eu acredito sejam Brasileiros com olhos marejados de saudade de sua terra, mas que o trabalho o levou para lugares mais distantes, o que prova que o Deus é, mesmo em todos os povos, sempre cuidando de seus filhos onde quer que estejam a estes um verso do poeta Antonio Pereira "o poeta da Saudade :



Saudade é um parafuso
que na rosca quando cai
só entra se for torcendo
por que batendo não vai
e quando enferruja dentro
nem distorcendo não sai..


Depois eu retirei a minha foto da entrada do blog, pois este espaço é da cultura é, dos artistas é, dos leitores no Brasil e do exterior, não cabe mais a minha foto na entrada do blog, colocamos símbolos mais representativos para a história da cultura do nosso povo, se as vezes apareço no blog é porque também sou cultura, sou poeta, sou povo, e disto sinto muito orgulho. Obrigado ao jornalista Marcos Escritor, que iniciou esta tarefa comigo, a Eduardo Henrique meu filho, aos artistas que confiam na minha palavra e no meu empenho, as pessoas que acompanham meus shows e eventos na cidade, no Sertão e no Campo, aos professores e pesquisadores da Cultura popular, aos gestores públicos que, tem apoiado e recebido este poeta em suas cidades, e a você que acessa este blog e faz dele um grande sucesso...

Obrigado de coração!

Do seu poeta Cobra Cordelista



Mais fotos do show em Marcelos Bar



terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sexta feira 13

Era Sexta feira 13 e foi um dia maravilhoso na estrada, viagem tranquila e uma noite excelente para conhecer o povo do Sertão que tem um amor muito especial pela nossa cultura.

Um som muito legal e o atendimento diferenciado de Marcelo que realiza na última quinta feira de cada mês uma cantoria de viola as 21:00 em São José do Egito. Desta vez eu levei comigo Messias do Violão, Nido do Acordeon e Pereira, que tocou a percussão e em seguida após a minha participação, declamando e fazendo uma releitura de clássicos nordestinos, cantou uma releitura de Luiz Gonzaga de 1950 e 1960.