quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Balé Municipal de Jaboatão participa do dia do Folclore no Engenho São Bartolomeu


Nino Fernandez e a professora Claudia do Balé Municipal fizeram a alegria, e mataram a curiosidade das crianças da Zona Rural, que nunca tinham visto um balé. A platéia entusiasmada aplaudiu bastante e corroborou com a organização do evento, de forma participativa e educada, fazendo com que as jovens Bailarinas se sentissem respeitadas e valorizando o seu trabalho.

Maiure a mais experiente delas, mais uma vez deu um show a parte, e estes rostinhos lindos que a gente ama, com certeza vão encantar ainda o Brasil e o Mundo, pela qualidade do espetáculo, e a responsabilidade com que elas são dirigidas.











terça-feira, 24 de agosto de 2010

Os artistas de jaboatão comemoram o dia do folclore parte I


A gente comemorou o dia do folclore numa boa, foi excelente. Amanda representando o GAME - Grêmio acadêmico Meninos de Engenho. Abriu falando sobre Heleno Veríssimo, e emocionou a todos nós, e nos deu a certeza que a memória de Heleno será eterna. Nunca vi Heleno Veríssimo, escritor que dedicou a sua vida aos meninos de Engenho, cuja morte completa um ano no dia 26 de Agosto, mas sinto por ele um enorme carinho e admiração, como todos naquele engenho.

Heleno nos ensinou em vida, que a bondade é o caminho que aponta para a eternidade. Eulina representando o Instituto Histórico de Jaboatão, falou sobre os sete donos anteriores do engenho são Bartlomeu, e agente lembrou com tristeza, a forma brusca como a casa grande do Engenho foi derrubada pelo atual proprietário, por pura ignorância e desconhecimento da história e das leis, achando que o tombamento da casa centenária, lhe implicaria em perdas ao seu patrimônio. Aí eu percebi o dono do Engenho São Bartolomeu, e Heleno Veríssimo, entraram para a história por caminhos diferentes. A casa de Maná também esteve presente com Isis e Danielle, que exibiam simpatia beleza e responsabilidade social, mostraram a importância que este trabalho vem ganhando na história recente da nossa cidade.

A prefeitura nos cedeu este ônibus, foram 47 artistas muito bem acomodados, onde apresentaram maracatu, balé popular, artesanato, Cordel, hip hop, boi, côco de roda, ciranda, xaxado, forró, capoeira etc.

O evento começou às dez da manhã e rolou até as 16:00 com os artistas se revezando no palco. A secretaria de turismo de Turismo e o Conselho de Desenvolvimento Rural com Fernando, e Veríssimo seu presidente. Uns vieram no ônibus, outros no seu próprio carro, alguns a pé, ou a cavalo como o aboiador Dudé, mas todos tinham o propósito de festejar o dia do folclore, e trouxeram as famílias para a festa ficar mais completa.

Abraços!!!










CAVALO NÃO TEM CHIFRE PORQUE CASOU COM UMA ÉGUA



CAVALO NÃO TEM CHIFRE
PORQUE CASOU COM UMA ÉGUA

Literatura de Cordel

Autora:
Narli Dias de Oliveira
João Pessoa-PB, 31-12-1985


Eu vou contar uma história
Do jeito que aconteceu,
Senhor Honório de Lima
Me disse que conheceu
Os personagens da mesma,
Pois eram vizinhos seus.

No estado de Pernambuco,
Numa pacata cidade,
Morava um belo casal,
Ambos na flor da idade
Viviam bem até o dia
Que surgiu toda verdade.

Já fazia 8 meses
Que ambos tavam casados,
Estevão foi visitar
Uns parentes afastados,
Que moravam em um sítio
E eram bem abastados.

Para chegar neste sítio
Num motel ele passava,
Qual foi a sua surpresa
Quando se aproximava,
O carro da sua esposa
Parado ali estava.
1

Estevão ficou pensando
E um pouco perturbado,
O carro da sua esposa
Ali de frente, parado,
Mas quem será que pegou
O carro dela emprestado?

Jamais esse pobre homem,
Nem de longe imaginava
Que sua esposa querida
Nesse motel se encontrava
Era infiel, traidora,
Muito sonsa e não prestava.

Um dia Estevão da Silva
Quando ia trabalhar
Encontrou um seu colega
Começaram a conversar
O colega disse Estevão
Eu quero te avisar.

A vizinhança já sabe
Pode a todos perguntar
Que depois que você vai
Todo dia trabalhar,
Gracinha sua mulher
Vai pra rua namorar.
2

Não queria lhe dizer
Pra não lhe contrariar,
Mas aí achei que estava
Também a lhe enganar
Se quer saber a verdade
Pode pra casa voltar.

Estevão sentiu-se mal
E ficou muito abalado,
Esta notícia o deixou
Triste e desanimado,
Amava a sua esposa
E pensava que era amado.

De repente enfureceu-se
E para casa voltou,
Vou dar-lhe uma boa surra,
Mas quando em casa chegou
Não encontrando sua esposa,
Mais furioso ficou.

Começou a quebrar tudo
Estava obstinado,
Praguejava cada nome,
Batia pra todo lado,
Estava tão furioso,
Que deixou tudo quebrado.
3

Ele tinha um papagaio
Que a tudo observava,
Disse ele: desgraçado,
Sabia e não me contava
Que aquela vil e infame
Com outros me enganava.

Pegou o louro com raiva,
Com furor e desacato,
Com toda força que tinha
Jogou-o em cima do gato!
Eu não sei aonde estou
Que agora não te mato.

Com a pancada do louro
O gato ficou zangado.
Deu umas duas assopradas
E ficou todo arqueado.
Disse o louro: Não ri não
Que hoje o corno tá danado.

Estevão já bem mais calmo
A mulher foi esperar
As duas horas da tarde,
Quando ela veio chegar.
Aonde você estava?
Foi ele a lhe perguntar.
4

Fui visitar uma tia
Que estava passando mal,
Saí sem lhe avisar,
Acho muito natural,
Se tratando de doença
É um caso especial.

Estevão ficou em dúvida,
Não sabia o que pensar,
Não falou nada à mulher,
Queria observar
Suas saídas diárias,
Pois queria lhe flagrar.

Gracinha lhe perguntou:
O que foi que houve aqui?
Parece que um furacão
Passou aqui depois que eu saí?
Cheguei em casa e chamei
Você saiu e não vi!

Não encontrando você
Tive uma raiva danada,
Comecei a quebrar tudo
Não restando quase nada,
Mas vamos fazer de conta
Que aqui não houve nada.
5

Passaram mais de 3 meses,
Estevão já esquecido,
Saiu para trabalhar
E ia bem entretido,
O colega o acompanhou
Fez cara de ofendido.

O rapaz disse: Estevão
O que foi que aconteceu?
Nunca mais tinha lhe visto,
Parece que se escondeu
O que eu contei de Gracinha
Parece que lhe ofendeu.

Você está conformado
Com esta situação?
Ela ainda está saindo
Um dia e outro não
Por que não fala com ela
E pede uma explicação?

Ela anda freqüentando
Aquele primeiro andar,
É uma casa suspeita
Pra uma senhora entrar,
Querendo tirar a dúvida
É só ir lá tocaiar.
6

Estevão faria serão,
Mas para casa voltou,
Chegando em frente ao prédio
Viu quando a mulher entrou
Acompanhada do amante,
Pasmado ele ficou.

Ficou por mais de uma hora
Sem do canto se mexer,
Estava petrificado
Com o que acabara de ver,
Isto é um pesadelo,
Não pode acontecer.

Estevão então reagiu,
Embora estivesse zangado,
Passa um policial,
Ele disse: seu soldado
Quero que vá lá em cima
Pra me fazer um mandado.

Seu praça, minha mulher,
Entrou aí a safada,
Quero que o senhor traga
Pelo cabelo arrastada
Porque vou dar-lhe uma surra,
Peço não lhe dizer nada.
7

Como é a sua esposa?
Pra não fazer coisa errada.
Ela é bem alva e bonita,
Tem a face bem corada,
Está de blusa amarela
E uma saia listrada.

O praça entrou na casa,
Foi a mulher procurando,
Quando Estevão olhou pra cima
O Praça vinha voltando
Com uma mulher morena
Brigando e esbofeteando.

Estevão apavorou-se
E disse: Camaradinha
Essa não é minha mulher,
Minha mulher é Gracinha
O praça disse: não é
A sua, mas é a minha.

O praça levou a mulher
Para casa rebocando,
Estevão ficou ali
Pela sua esperando,
Mas desistiu e foi pra casa,
Pois estava demorando.
8

Gracinha quando chegou
Ele já estava dormindo,
Passaram-se uns dez anos,
Ela continuou saindo,
Estevão se conformou,
Não vivia discutindo.

Mas a dúvida existia
E Estevão desconfiado,
Pediu ajuda ao amigo
Disse ele transtornado:
Desconfio de Gracinha,
Sinto-me um desgraçado.

Não sei como vou fazer
Pra descobrir a verdade,
Esta dúvida me matando,
Eu quero a realidade,
Parece que estou vivendo
Numa grande tempestade.

O amigo disse: meu caro
Vou lhe dar um parecer,
Bata na porta da frente,
Pros fundos pode correr,
Se tiver alguém com ela
Você vai surpreender.
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Estevão disse: rapaz,
Desse jeito fez Menezes,
Acho que não vai dar certo,
Aí vai dias e meses,
O amigo disse: Garanto
Pois já peguei 8 vezes.

O coitado do Estevão
Fez como o amigo ensinou,
Bateu na porta da frente
E na de trás esperou
Se escondeu pra não ser visto
E o rival observou.

Tomou uma iniciativa
E resolveu se mudar,
Fez uma casa no sítio
E nela foram morar
Aqui vou viver tranqüilo
Ela não vai namorar.

Mas aí ela já tinha
Com o amante combinado,
Um código entre eles dois,
Tudo ficou acertado
O marido estando em casa
Tinha um pano colocado.
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Era o sinal entre eles,
Ambos guardavam segredo.
Certo dia, no entanto,
Estevão chegou mais cedo,
Ela esqueceu-se do pano
E complicou o enredo.

Como é que eu saio dessa?
Aí o cara chegou,
Ficou ali dando volta,
A casa arrodeou,
Gracinha inteligente
Dessa forma se safou.

Nessas alturas, Estevão
De medo estava tremendo,
Gracinha disse: isso é alma
De alguém se arrependendo
E ela pra ir embora
Só vai alguém requerendo.

Já que você não requer,
Vou fazê-lo sem demora:
Oh alma que estais penando
Aí do lado de fora
Meu marido está em casa,
Me lembrei do plano agora.
11

O cabra assim que ouviu
Da amante o aviso:
- Valham-me santas canelas
E a terra onde eu piso
Já vou é dando nos calos,
Pra isso eu tenho juízo.

Estevão já estava cheio,
Não dava pra suportar
As tantas humilhações
Que teve de agüentar,
Gracinha adoeceu
E nada de melhorar.

Um certo dia a mulher
Da doença piorou,
Chamou assim seu marido
E por sua vez confessou
Quanto lhe fora infiel
E como lhe enganou.

Disse então ela: meu velho,
Pelo Deus onipotente,
Eu botei-lhe tanto chifre
Deixei-lhe a cabeça quente,
Você sem saber de nada,
Coitado, tão inocente.

- Você está enganada,
Falou com a fala tropa,
- Você pensa que sou linho,
Porém eu sou é estopa,
Adivinha quem botou
Veneno em sua sopa?
12
FIM

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cobra Cordelista faz show com a terceira idade do Sesc



Elas e Eles são demais! Já tive várias oportunidades de realizar eventos com a terceira idade, não falta animação e carinho. Esta turma esbanja sorriso e bom humor. Com certeza quem tem preconceito, ou medo de envelhecer, precisa conhecer e se integrar com qualquer grupo da terceira idade. Se for jovem vá para contribuir, interagir e irá descobrir que o amor pela vida existe em qualquer tempo e fora disto é doença psicologia que precisa ser tratada.

O homem, ou a mulher da boa idade saudável, gosta de praticar esportes de dançar, de sorrir com uma boa piada de cantar, de sexo e de tudo que faz bem para a alma. Porém com uma certa idade agente faz tudo com mais cuidado, com mais jeito e isto se chama maturidade.

Um beijo para a turma da boa idade do SESC depois a gente se vê de novo!!!











Cobra Cordelista realiza o Show Salas de Cordel na Biblioteca do SESC em Piedade-Jaboatão dos Guararapes

Meus parabéns a Ana Rosa responsável pela biblioteca do SESC, pelo carinho dedicado as crianças, a organização do Evento, a estrutura providenciada e, acima de tudo a participação responsável para o sucesso do Evento.



Para realizar um evento como este, é importante a participação dos gestores públicos e educadores, pois os jovens muitas vezes não estão habituados com esta relação direta com o autor, seja ele escritor, jornalista, poeta, ou qualquer outro profissional que realize palestras e shows culturais, cujo conteúdo da mensagem necessite de maior atenção, ou interação por parte do público. Para ser mais claro, em algumas escolas onde visitei alguns gestores não entendem a mensagem, e encararam como aula vaga, o momento em que os meninos estão com o artista, e vão para a sala dos professores corrigir provas, ou mesmo relaxar. E aí aquilo que poderia ser bem proveitoso, torna-se desgastante. Este é um momento de educar, ensinar a criança, ou ao jovem, como se comportar em um teatro, em um cinema, em uma palestra etc. Ou seja, a escola precisa educar para a vida, a vida em sociedade e nisto no SESC foi nota dez. Espero voltar lá em outro momento, aguardo convite, e gostaria que em outras escolas onde já realizei o Salas de Cordel, todos os Gestores tivessem a mesma sensibilidade e responsabilidade.

Abraços de Cobra Cordelista.

Vejam as fotos:




sábado, 21 de agosto de 2010

22 de Agosto dia do Folclore Brasileiro


Amanhã dia 22 de agosto de 2010 vai ter festa no Brasil inteiro, pois é o dia mais importante para a cultura Nacional, é dia do Folclore Brasileiro. O Conselho de Cultura de Jaboatão dos Guararapes, através de seu presidente, este cordelista, firmou uma bela parceria com o GAME-Grêmio Acadêmico dos Meninos de Engenho, fundado pelo escritor Heleno Veríssimo vai comemorar o dia do folclore no Engenho São Bartolomeu em Jaboatão dos Guararapes. Vai ter Côco, Ciranda, Maracatu, Verso, Forro Pé de Serra, Balé, Hip Hop, Rock, Frevo, Capoeira, Caboclinhos, Cordel e contação de histórias.


Embaixo, na sombra de um belo e gigante Baobá, a festa cultural vai acontecer das 09:00hs da Manhã até as 15:00hs e vai reunir vários artistas da região. Vai ter feijoada, refrigerantes e lanche pra todo mundo, inclusive um delicioso cachorro quente e ainda macaxeira com carne de charque. Venha e traga a sua família. O engenho São Bartolomeu fica após a fabrica da Vitarela, no sentido Cabo de santo Agostinho, no Bairro de Comporta. Sair da pista na primeira passarela à direita, e pegar a área rural. È logo ali, um quilometro de estrada de terra.

Iremos gravar um vídeo com todas as pessoas presentes, e enviaremos para a Suíça, para que conheçam a nossa cultura, a cultura nordestina, a mais rica do Brasil.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Cobra cordelista no Programa a Hora do Vaqueiro da Radio Pedras Soltas FM


Itapetm é meu cantinho no sertão confesso que nunca me senti tão em casa em lugar nenhum no Brasil como Itapetim. Eu já rodei 16 estados Brasil a fora, ou seja, só me falta conhecer dez para poder dizer que já andei em todos. Mas aqui é tudo diferente para mim, todo cidadão ou cidadã Itapetiense que me apresentam é uma nova e concreta amizade, até porque entre nós existe uma cumplicidade, algo que nos une que é a poesia. Nossa amizade gira em torno, a poesia é a liga, é o fermento e o cimento que concretiza a nossa união. Na foto Evaldo Ferreira apresentador do Programa, meu parceiro Messias do Violão de tantas jornadas, Nido do Acordeon que não tira os olhos de Taciana Gomes, Jornalista jovem e bonita daquela cidade, olha Nido do Acordeon contou tantas histórias dele com Luiz Gonzaga, coisa que nunca tinha contado pra mim, que eu não conhecesse do amor e o carinho que ele dedica para sua esposa e companheira de tantos anos, diria que ele se sentiu muito atraído por minha amiga jornalista, mas eu ainda acredito que ela possa ter alguma semelhança com alguma musa que Nido do Acordeon encantou-se no Passado.

Estavam ainda no estúdio da rádio Pedras Soltas FM o Secretario de Saúde do Município a quem desculpo (camisa branca na foto) por não lembrar o nome, que caba de ganhar um prêmio como melhor Secretário de Saúde de Pernambuco, e Sr. Tadeu secretário de Agricultura do município. E meu amigo Grapa (é a mãe) do blog www.itapetim.net que recomendo dar uma olhada e ver os vídeos mais engraçados da internet.













Mais fotos do sarau!


Foi um dia muito especial para mim. Era sexta feira 13 e de Agosto, mas o treze é meu número de sorte. As pessoas foram chegando para ouvir a poesia, que eu misturava a todo instante, com ciranda, samba de latada, musica romântica e forró.

São José do Egito é o Berço Imortal da poesia. Em São José o dom de Fazer poesia é divino, e está no interior da alma de cada pessoa. É um lugar de mulheres belíssimas, que pena eu não podia fotografar a todas, pois estava no palco, só pude iniciar a tirar fotos, depois de meia noite, quando trocamos de cantores, e Pereira foi cantar a releitura de Gonzaga, eu virei produção. Nestas viagens não tem moleza não, uma hora eu canto, outra declamo, outra viro fotografo, em outra produção e sirvo os músicos. Entrevisto os artistas locais, e na volta viro jornalista e redijo as matérias.

Um dia tudo isto cera feito por profissionais, mas até lá agente vai se virando. Sim e ainda sou co-piloto de Renan ou de Pereira, de olho na estrada para orientar o motorista. É mole ou quer mais? Tudo isto para agradar você, que vai ao nosso show, que trabalha todo dia fazendo cultura em qualquer cidade nordestina, ou que acessa nossa revista eletrônica na internet.











Voce sabe o que foi o: MOVIMENTO ARMORIAL?



MOVIMENTO ARMORIAL

A Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos "folhetos" do Romanceiro Popular do Nordeste (Literatura de Cordel), com a Música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus "cantares", e com a Xilogravura que ilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro relacionados".

Ariano Suassuna, Jornal da Semana, Recife, 20 maio 1975.

O Movimento Armorial surgiu sob a inspiração e direção de Ariano Suassuna, com a colaboração de um grupo de artistas e escritores da região Nordeste do Brasil e o apoio do Departamento de Extensão Cultural da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários da Universidade Federal de Pernambuco.

Teve início no âmbito universitário, mas ganhou apoio oficial da Prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco.

Foi lançado oficialmente, no Recife, no dia 18 de outubro de 1970, com a realização de um concerto e uma exposição de artes plásticas realizados no Pátio de São Pedro, no centro da cidade.

Seu objetivo foi o de valorizar a cultura popular do Nordeste brasileiro, pretendendo realizar uma arte brasileira erudita a partir das raízes populares da cultura do País.

Segundo Suassuna, sendo "armorial" o conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo, a heráldica é uma arte muito mais popular do que qualquer coisa. Desse modo, o nome adotado significou o desejo de ligação com essas heráldicas raízes culturais brasileiras.

O Movimento tem interesse pela pintura, música, literatura, cerâmica, dança, escultura, tapeçaria, arquitetura, teatro, gravura e cinema.

Uma grande importância é dada aos folhetos do romanceiro popular nordestino, a chamada literatura de cordel, por achar que neles se encontram a fonte de uma arte e uma literatura que expressa as aspirações e o espírito do povo brasileiro, além de reunir três formas de arte: as narrativas de sua poesia, a xilogravura, que ilustra suas capas e a música, através do canto dos seus versos, acompanhada por viola ou rabeca.

São também importantes para o Movimento Armorial, os espetáculos populares do Nordeste, encenados ao ar livre, com personagens míticas, cantos, roupagens principescas feitas a partir de farrapos, músicas, animais misteriosos como o boi e o cavalo-marinho do bumba-meu-boi.

O mamulengo ou teatro de bonecos nordestino também é uma fonte de inspiração para o Movimento, que procura além da dramaturgia, um modo brasileiro de encenação e representação.

Congrega nomes importantes da cultura pernambucana. Além do próprio Ariano Suassuna, Francisco Brennand, Raimundo Carrero, Gilvan Samico, entre outros, além de grupos como o Balé Armorial do Nordeste, a Orquestra Armorial de Câmara, a Orquestra Romançal e o Quinteto Armorial.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cobra Cordelista na Budega da Poesia em Arcoverde no dia 14 de agosto de 2010

A Bodega da Poesia fica em Arcoverde a 250 km do Recife, ao longo da BR 232. Uma bela cidade a ser visitada.

Este bar é um celeiro de cultura nordestina, onde vários artistas da região se apresentam para um público bastante fiel as nossas tradições culturais. A Bodega da Poesia realiza cantorias com repentistas destacados como Ivanildo Vila Nova, Antônio Lisboa e Edmilson Ferreira e tantos outros.

Poetas como Ronaldo Aboiador e Cobra Cordelista, que tem a honra de apresentar-se na bodega da poesia, que preserva a tradição cultural nordestina. Aqui a nossa equipe, com Pereira na percussão fazendo uma releitura de Gonzaga de cinquenta e sessenta, Messias no Violão e Nido do Acordeon. No palco três artistas de Arcoverde que chamei para participar do Show conosco, e algumas fotos do público presente.

Daqui a pouco agente mostra outras pessoas que estavam no show.