Quando a música começou, nos demos às mãos e fomos dançar a dança mais democrática do mundo. A ciranda.
Tudo isso para homenagear o dia do folclore. Esse dia ficará marcado no coração de todos os que estiveram no Engenho São Bartolomeu e nos corações de todos vocês que acompanham essa revista eletrônica!
O bloco estrela da tarde chegou com o boi e contagiou a turma toda que caiu no frevo canção e frevo de bloco, como faz há pelo menos 100 anos. Só Maria Gambôa que estava de cama acometida de gripe não veio. Se viesse, tomava uma lapada de cachaça e caia na bagunça, como faz todo ano, apesar de seus 94 anos.
Toinho cantou o côco, maravilhosamente como canta a quarenta anos, cantando o côco de raiz no bairro de comporta, desde que seu pai lhe levou a primeira sambada de côco, e lhe inseriu na cultura de raiz.
Parabéns mestre toinho, que sabe tudo do ramo e já ensinou para a sobrinha a Amanda e para os filhos e netos. Tudo gente simples que já trabalhou na cana de açúcar e hoje tem outras ocupações.
O aboaiador Chalega veio a cavalo, Lenemar a poeta dos sinais, distribuiu sorrisos e autógrafos. O poeta Geraldo Valério fez Versos, e do cavalo assisti a prosa do poeta.
Ricardo Realidade comandou a alegria no Hip Hop. Com letras sadias muita imaginação, balanço e improvisação a galera desceu dos Montes Guararapes para celebrar a paz e a cultura.
Agente sabe que o folclore esta na alma de seu povo. Mas em alguns artistas isto se manifesta de forma mais evidente. Foi assim no domingo no engenho São Bartolomeu, depois da bela exibição do Balé, a capoeira tomou conta do lugar com muita ginga e saltos mortais, acompanhado de um batuque que não deixou ninguém ficar parado.
Eu, com um pé na tribo, outro na senzala, e cabeça no Sertão, fui logo fazendo a minha ginga, sem nenhum desconforto e logo todo mundo seguiu o batuque que, não deixou ninguém parado. Mas havia ainda muita surpresa para aquele dia.
A professora Roseana, da rede municipal de Jaboatão, encarnou o Personagem Severina e deu um show de humor e interpretação, apresentou um show lindíssimo com seus alunos do colégio municipal de Comporta, o Sementes da cultura, com caboclinhos, xaxado, e forró.
Quando te conheci Te tratei como rainha Você era só minha Eu não queria te dividir Por tanto tempo vivi Sem nunca te abandonar Não via ninguem adiante Minha mãe tão importante Não tomaria teu lugar
Pra onde eu ia te levava O meu desejo era ardente Não comandava mais a mente Era você quem me guiava Meu deu Deus como te amava A familia deixei pra lá Você me consumia Minha única alegria O meu verdadeiro par
Você era o meu castigo Me tornei seu prisioneiro Dependente do teu cheiro O meu corpo é o teu abrigo Já não existe aquele amigo Nem ninguém pra conversar Por você eu já roubei E quem sabe matarei Se pra mim você faltar
Hoje estou enfraquecido Maltrapilho, abandonado Colhendo o resultado De tanto tempo perdido Fui mais um a ser vencido Nem um ombro pra chorar Você continua forte convidando pra morte Quem ousa lhe experimentar.
Nino Fernandez e a professora Claudia do Balé Municipal fizeram a alegria, e mataram a curiosidade das crianças da Zona Rural, que nunca tinham visto um balé. A platéia entusiasmada aplaudiu bastante e corroborou com a organização do evento, de forma participativa e educada, fazendo com que as jovens Bailarinas se sentissem respeitadas e valorizando o seu trabalho.
Maiure a mais experiente delas, mais uma vez deu um show a parte, e estes rostinhos lindos que a gente ama, com certeza vão encantar ainda o Brasil e o Mundo, pela qualidade do espetáculo, e a responsabilidade com que elas são dirigidas.
A gente comemorou o dia do folclore numa boa, foi excelente. Amanda representando o GAME - Grêmio acadêmico Meninos de Engenho. Abriu falando sobre Heleno Veríssimo, e emocionou a todos nós, e nos deu a certeza que a memória de Heleno será eterna. Nunca vi Heleno Veríssimo, escritor que dedicou a sua vida aos meninos de Engenho, cuja morte completa um ano no dia 26 de Agosto, mas sinto por ele um enorme carinho e admiração, como todos naquele engenho.
Heleno nos ensinou em vida, que a bondade é o caminho que aponta para a eternidade. Eulina representando o Instituto Histórico de Jaboatão, falou sobre os sete donos anteriores do engenho são Bartlomeu, e agente lembrou com tristeza, a forma brusca como a casa grande do Engenho foi derrubada pelo atual proprietário, por pura ignorância e desconhecimento da história e das leis, achando que o tombamento da casa centenária, lhe implicaria em perdas ao seu patrimônio. Aí eu percebi o dono do Engenho São Bartolomeu, e Heleno Veríssimo, entraram para a história por caminhos diferentes. A casa de Maná também esteve presente com Isis e Danielle, que exibiam simpatia beleza e responsabilidade social, mostraram a importância que este trabalho vem ganhando na história recente da nossa cidade.
A prefeitura nos cedeu este ônibus, foram 47 artistas muito bem acomodados, onde apresentaram maracatu, balé popular, artesanato, Cordel, hip hop, boi, côco de roda, ciranda, xaxado, forró, capoeira etc.
O evento começou às dez da manhã e rolou até as 16:00 com os artistas se revezando no palco. A secretaria de turismo de Turismo e o Conselho de Desenvolvimento Rural com Fernando, e Veríssimo seu presidente. Uns vieram no ônibus, outros no seu próprio carro, alguns a pé, ou a cavalo como o aboiador Dudé, mas todos tinham o propósito de festejar o dia do folclore, e trouxeram as famílias para a festa ficar mais completa.
Ouça a música filho agente não enjeita de cobra cordelista
Histórias de Caboclo – Para Corações Pequeninos
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Poeta é natural de Recife-PE.
Em 2005 retomou com força a atividade poética, em 2006 voltou a publicar, foram 04 publicações, assumiu sua condição de poeta definitivamente e passa a realizar os shows “Coisas do Sertão” e “Salas de Cordel”, chamando para compor este evento consigo, o violonista Carlinhos.Hoje estes shows acompanhado do projeto Curupira que fundou com a finalidade de arte musical ,ensinando os jovens a tocar e a dançar os ritmos da cultura Pernambucana. Em 2007, foram 08 publicações só no primeiro semestre, em 2008 lançou o livro Estórias de Caboclo para corações pequeninos e o Cd Cordas Coisas do Sertão e o Cordas e cordéis de Recife, e tem por objetivo lançar um DVD com a historia de Jaboatão dos Guararapes com narrativa em cordel, e inaugurar a primeira escola de cultura de Jaboatão dos Guararapes. “A cultura, é uma bela política de inclusão social ,pois um instrumento, um palco, um texto, podem mudar a vida de uma pessoa, pois Deus reparte os Dons conforme á sua vontade , e o artista nasce nos Arranha Céus da cidade e nos becos e Vielas deste País." Cobra Cordelista".