quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Baião-de-Dois


Baião-de-Dois é um prato típico da região Nordeste do Brasil, oriundo do Estado do Ceará.Também é bastante apreciado nos estados de Rondônia e Acre. Consiste num preparado de arroz e feijão, de preferência o feijão verde ou feijão novo. É frequente adicionar-se carne-seca (charque). O termo baião, que deu origem ao nome do prato, designa uma dança típica do nordeste, por sua vez derivada de uma forma de lundu, chamada "baiano". A origem do termo ganhou popularidade com a música Baião de Dois, parceria do compositor cearense Humberto Teixeira com o "Rei do Baião", o pernambucano Luís Gonzaga, na metade do século XX.

A origem cearense do prato é atestada também pelo folclorista Câmara Cascudo, citando como referência a obra de 1940, Liceu Cearense, de Gustavo Barroso. Para fazê-lo, deve-se cozinhar o arroz cru no feijão com caldo já cozido e demais temperos como cebola, tomate, pimentão e especiarias como o coentro e a cebolinha. Queijo e nata costumam também ser adicionados.

Na Paraíba, é conhecido como rubacão.No sertão nordestino, principalmente, é bastante apreciado.

Dados da cozinha Cearense

A cozinha cearense tem sabores tropicais e exóticos, com temperos peculiares, agradam aos mais exigentes paladares. Em geral, seus pratos refletem traços marcantes da cultura popular e da influência deixada pelos colonizadores. Os frutos do mar são o carro-chefe da nossa culinária, sendo encontrados com variedade em toda a extensão do litoral cearense. Caranguejos, siris, camarões, e ostras compõem o cardápio dos restaurantes, que os servem de formas diferentes e apetitosas.

Um dos pratos mais tradicionais é a peixada ao molho com legumes, acompanhada de porção de farinha, enquanto a lagosta é o mais requintado e preferido pelos visitantes. Nem só de mar vive a culinária cearense. Do sertão, vem a carne de sol com paçoca e macaxeira, o popular baião-de-dois, o feijão verde, além de comidas com forte tempero como sarrabulho, a carneirada e a panelada. Da cana-de-açúcar se faz a famosa cachaça, bebida que ganhou fronteiras. Não se pode esquecer dos deliciosos doces e bolos das festas juninas, nem deixar de provar os saborosos sucos e sorvetes feitos com frutas tropicais.

A culinária cearense tem influência direta dos costumes alimentares dos primitivos índios que habitavam o Estado, enquanto outros pratos são originários dos colonizadores europeus. A influência negra, que foi muito forte na região Nordeste, principalmente no ciclo da cana-de-açúcar, também deixou marcas na cozinha cearense. Toda essa mistura de raças é responsável por uma herança gastronômica que até hoje pode ser observada no hábito alimentar da população cearense.O baião, por ser uma mistura de dois elementos da culinária brasileira apreciados e de fácil acesso, o arroz e o feijão, é muito comum em áreas rurais do Nordeste. É possível perceber que ele é feito principalmete à noite para que seja aproveitado o restante do feijão cozido durante o dia.

Receita

Ingredientes:


• 1 kg de feijão de corda
• 200 g de lingüiça calabresa
• 300 g de queijo coalho
• 250 g de arroz pronto
• 1 maço de coentro
• 1 maço cebolinha
• 250 g de carne seca cozida e desfiada
• Manteiga de garrafa a gosto
• 200 g de bacon
• 4 dentes de alho
• 1 cebola grande
• Sal a gosto

Prepare assim:

• Coloque o feijão para cozinhar em água;
• Quando estiver cozido tempere com bacon, alho, cebola e manteiga de garrafa;
• Frite em uma frigideira a lingüiça já picada;
• Vá acrescentando arroz, feijão (sem o caldo), carne-seca, queijo coalho, manteiga de garrafa e por último coloque o coentro e a cebolinha.

Maxixe Cristo nasceu na Bahia

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Maxixe


Originado de procedimentos empregados pelos músicos de grupos de choro e bandas de coretos do Rio de Janeiro desde a década de 1860, o futuro gênero de música popular chamado de maxixe ia surgir a partir de 1880 acompanhando a maneira exageradamente requebrada de dançar tal tipo de execução, principalmente de polca-tango. Isso poderia ser comprovado quando, a 17 de abril de 1883, na cena cômica intitulada Aí, Caradura!, o ator Vasques mostrava um carioca, em cuja casa se realizava um baile, a incitar seu convidado caradura (hoje cara de pau) a demonstrar suas habilidades de dançarino dizendo: "Vamos, seu Manduca, não me seja mole: eu quero ver isso de maxixe!" O que realmente acontecia obedecendo a seguinte rubrica do texto: "A orquestra executa uma polca-tango, e ele depois de dançar algum tempo, grita entusiasmado: – Aí caradura!". Ao que acrescentava a indicação: "(Canta: No maxixe requebrado/ Nada perde o maganão!/ Ou aperta a pobre moça/ Ou lhe arruma um beliscão!)".

Foi, pois, o estilo de tal forma malandra e exagerada de dançar o ritmo quebrado da polca-tango que acabaria por fazer surgir o maxixe como gênero musical autônomo, ao estruturar-se pelos fins do século XIX sua forma básica: a exageração dos baixos – inclusive pelos instrumentos de tessitura grave das bandas – conforme o acompanhamento normalmente já cheio de descaídas dos músicos de choro. Ou, como explicava no artigo Variações sobre o Maxixe o maestro Guerra-Peixe, "melodia contrapontada pela baixaria, passagens melódicas à guisa de contraponto ou variações e, em alguns casos, baixaria tomando importância capital".

Sucesso brasileiro na Europa

Definido como gênero autônomo, o maxixe, contaminado pelo preconceito em relação ao baixo nível social em que surgira – os forrobodós ou bailes populares também chamados de maxixes –, continuaria a ser cultivado musicalmente até inícios do século XX, muitas vezes encoberto pelos nomes de tango ou tanguinho (caso dos tangos pianísticos de Ernesto Nazareth). E, enquanto dança, progressivamente submetido à estilização dos seus passos – como logo faria o bailarino Antonio Lopes Amorim Diniz, o Duque – a fim de permitir sua aceitação nas salas e salões das classes média e alta. Transformada em número obrigatório do teatro de revistas (desde o quadro Um Maxixe da Cidade Nova, da peça O Bilontra, de Artur Azevedo, de 1866), a dança do maxixe seria levada para a Europa no início dos 1900 para tornar-se – sob o nome de tango brasileiro – uma onda da moda, favorecida por sua atração de coisa exótica. E isso a ponto de estimular compositores locais a tentar o gênero, como aconteceria com o francês Charles Borel Clerk com sua criação intitulada La Matchichinette, consagradora da novidade: "C’est la chanson nouvelle/ Mademoiselle/ C’est la chanson que esguiche/ C’est le matchiche".

A maior prova da repercussão alcançada pelo maxixe na Europa, porém, seria fornecida pela literatura. Em suas Memórias escritas na década de 1960, o escritor soviético Ilia Ehrenburg, ao recordar no capítulo Infância e Juventude, no primeiro volume, da agitada vida russa de 1905, lembrava que, já então, "em lugar da mignone e da chacona da minha infância, as moças estudavam, diante das assustadas mamães, o cake-walk e o maxixe". Em outro livro de memórias – este do escritor Paul Léautaud, no Journal Littéraire – o ensaista e cronista recordava uma recepção na casa de Mme. Dehaynin, num domingo de novembro de 1905, em que, após o jantar, "a senhorita Marcelle Dehaynin, acompanhada ao piano por sua mãe, dançou para nós o cake-walk, o matchice etc. E ainda antes da Primeira Grande Guerra, enquanto Georges Courteline dedicava uma de suas pequenas cenas cômicas ao diálogo de suas parisienses a discutir futilidades como infidelidade dos maridos, festas e o maxixe, o poeta Jean Richepin – segundo revelava o cronista Alvaro Moreyra em 1914 – provocava a Academia Francesa com uma conferência sobre o tango e o maxixe. Tema que, aliás, aproveitaria logo a seguir numa peça teatral escrita em parceria com a mulher, Mme. Richepin.

Desaparecimento gradual

No Brasil, o maxixe, sob esse nome ou disfarçado às vezes por outras denominações (como a de samba, tal como se comprova ouvindo a execução de Pelo Telefone pela Banda Odeon em 1917), prolongou sua trajetória até às vésperas da década de 1930, com alguns piques de sucesso, já agora revestido de letra, como aconteceria com a composição de Sebastião Cirino Cristo Nasceu na Bahia, de 1926. A partir de então, o maxixe estava destinado a reaparecer apenas eventualmente, como aconteceria em 1968, como reaproveitamento do seu ritmo na segunda parte da composição Bom Tempo, de Chico Buarque de Holanda, que ia fazer o público da I Bienal do Samba da TV Record, de São Paulo, entoar sem saber o canto de cisne do gênero pensando tratar-se de novidade em matéria de samba: "No compasso/ Do samba eu disfarço/ O cansaço/ Joana debaixo do braço/ Carregadinho de amor/ Vou que vou...".


Músicas

Cristo Nasceu na Bahia (Sebastião Cirino) – Banda do Corpo de Bombeiros
O Maxixe (Aurélio Cavalcanti) – Carolina Cardoso de Menezes
Dorinha, Meu Amor (José Francisco de Freitas) – Mário Reis
Rio Antigo (Altamiro Carrilho/ Augusto Mesquita) – Altamiro Carrilho
E Você Não Dizia Nada (Hélio Sindô/ J. Sacomani) – Gilberto Alves
Bom Tempo (Chico Buarque) – Chico Buarque
Serei Teu Ioiô (Paulo da Portela/ Monarco) – João Nogueira

Vatapá


Vatapá é um prato típico da cozinha da Bahia.

O seu preparo pode incluir pão molhado ou farinha de rosca, fubá, gengibre, pimenta-malagueta, amendoim, castanha de caju, leite de coco, azeite-de-dendê, cebola e tomate.

Pode ser preparado com camarões frescos inteiros, ou secos e moídos, com peixe, com bacalhau ou com carne de frango, acompanhados de arroz. A sua consistência é cremosa.

Também é muito famoso no Pará, onde a receita sofre variações como a ausência de amendoim e outros ingredientes comuns na versão tradicional baiana.

O vatapá é influência da culinária africana trazida pelos escravos nos navios negreiros, a partir do século XVI. Com os ingredientes encontrados nesta nova terra e a necessidade de suplementar sua dieta alimentar, desenvolveram outros pratos, que passaram a ser típicos da culinária brasileira. São disso exemplos o angu e a feijoada, entre outros.

• 70g de camarão seco defumado
• - 250g de postas de peixe branco
• - ½ cebola cortada em rodelas
• - 1 tomate sem pele cortado em cubos
• - 2 colheres (chá) de coentro empPó
• - ½ xícara (chá) de pimentão verde
• - 1 colher (chá) de pimenta calabresa em flocos
• - 20 mL de suco de limão
• - 3 colheres (sopa) de azeite de dendê
• - ½ xícara (chá) de castanha de caju torrada
• - ½ xícara (chá) de amendoim descascado
• • - 1 colher (chá) de gengibre ralado
• - 2 unidades de pão de forma sem casca
• - ½ xícara (chá) de leite de coco
• - ½ xícara (chá) de água
• - Sal e pimenta do reino preta a gosto



COMIDA BAIANA

A culinária baiana é talvez a mais popular do Brasil. Cantadas em prosa e verso, delícias como acarajé, vatapá, caruru, cocadas e quindins ganharam fama mundial e conquistaram admiradores em todo o mundo. Assim como a dos outros estados, é também um exemplo da preservação das influências culturais, principalmente a africana.

A história da criação de suas receitas começa em torno do século XVI, quando as escravas eram levadas para a cozinha. Lá encontravam ingredientes novos trazidos pelos europeus como o açúcar, sal, alho, limão, além das carnes de boi e frango apreciadas pelos senhores da casa grande. Havia também banana, amendoim, inhame, feijão e milho, já bastante consumidos pelos índios. Logo elas começaram a misturar de tudo um pouco, adaptando as comidas de orixás aos novos ingredientes. Assim, foram, aos poucos, surgindo muitos dos pratos que são hoje apreciados no estado.

Uma das características mais fortes e marcantes da comida baiana atualmente é o uso, em quase todos os pratos, de ingredientes como o azeite de dendê, o leite de coco, o coentro e, é claro, da pimenta. O que naquele tempo significavam especiarias raras, hoje fazem parte das comidas preparadas no dia a dia do povo baiano.

Quem já foi na Bahia sabe que seu principal quitute é o acarajé, vendido na rua pelas baianas, que usam uma indumentária ligada aos rituais do candomblé. Além de já fazer parte do livro de patrimônios culturais brasileiros, quem experimenta se encanta com a mistura de sabores. O acarajé é um bolinho feito de feijão fradinho ralado e frito no azeite de dendê e normalmente é partido ao meio e recheado com vatapá e camarão. Esse salgadinho que lembra mais um sanduíche coberto por camarão é consumido em qualquer hora do dia, do café da manhã ao jantar.

As tradicionais baianas que montam suas barracas de guloseimas pelas ruas das cidades vendem também outras iguarias locais, como o abará, um bolinho de feijão ralado e camarão seco, cozido e enrolado na folha da bananeira. Como opção de sobremesa são oferecidas cocadas de vários tipos.

As moquecas são outro prato típico da culinária local, podendo ser de peixe, de camarão, de siri, e até mesmo de arraia. Esse prato é uma espécie de ensopado preparado com leite de coco, azeite de dendê, pimentão, cebola e coentro. Quem não gostar de azeite de dendê ou quiser fazer uma refeição mais leve, pode pedir o ensopado, que segue a mesma receita, porém, sem esse ingrediente em sua mistura.

Outra boa pedida, muito característica da comida local, é o vatapá, feito com fubá, gengibre, castanha de caju, camarão e dendê. Tem também o caruru, feito com quiabo e camarão seco, que geralmente serve como acompanhamento para o vatapá. Não deixe também de experimentar o chamado bolinho de estudante, feito com tapioca, arroz de hauçá e o xinxim de galinha. Os nomes podem soar diferentes, mas os sabores são inigualáveis.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Aqui as Três paixões do homem do campo: Cavalo, mulher e sela

Aqui as Três paixões do homem do campo: Cavalo, mulher e sela. O cavalo tem que ser forte, a mulher tem que ser carinhosa, mas a sela tem que ser bonita.

No final de semana uma partida de futebol, uma cervejinha gelada e vale beijar muito, pois vaqueiro que não gosta de mulher, sei não! Agente chegou com a cultura para incentivar a feira de gado. Percebe-se que as motocicletas fazem parte da vida do campo, os filhos dos agricultores e dos criadores, inclusive alguns destes, trocaram os cavalos pelas motocicletas, que andam rápido, pois possuem muitos cavalos no motor.

Chegamos as 11:00h da manhã e foi muita alegria, um galo bem guisado que eu comprei e mandei preparar pra nós , arroz tropeiro e feijão verde. Vitor no violão adorou a festança, é a segunda vez que me acompanha ao violão, e está cada vez melhor esta parceria. Moço educado e muito bom violonista, ainda toca muito bem padeiro e contra baixo, valeu parceiro, seja bem vindo!

A galera do estrela da tarde botou o boi pra dançar, e arroxou na percussão, com frevo e com coco de raiz, e confesso que fiquei de perna bamba de tanto dançar coco e frevo com a vaquerama. Houve uma hora que me distanciei um pouco, e ouvi uma crítica gostosa que partiu de uma pessoa que assistia: “estes caras estão doido, tocando frevo e coco, e é carnaval è”? Fiquei feliz coma crítica, pois para mim a intenção é esta mesmo, divulgar a cultura de época o ano inteiro.

O nosso frevo que já passa dos 103 anos, precisa ser tocado todos os dias e a nossa cultura conhecida pelo nosso povo. Críticas igual a esse que recebi agente mata no peito e vai comemorar mais um gol pro time da cultura. È assim minha vida, senão estiver fazendo shows em qualquer cidade, meu palco é o campo, é a feira, pois o artista deve ir onde o povo está. Claro que é legal fazer um show no palco, com iluminação, som de boa qualidade e produção.

Aliás dirigir carro novo é uma beleza, mas para dirigir um fusca 69, tem que ser bom motorista, pois bom no bom todo mundo é ,quero ver bom, no ruim.











Bacamarteiros


Bacamarte é uma arma de fogo, de cano curto e largo, também conhecida comogranadeira, reiuna, reuna ou riuna, principalmente, no Nordeste brasileiro. As granadeiras ou bacamartes que serviram na Guerra do Paraguai, em 1865, foram modificadas para que as armas se adaptassem ao uso dos bacamarteiros nas festas do interior de Pernambuco. Desde os fins do século XIX, grupos de bacamarteiros se exibem em várias cidades Nordestinas durante as festas juninas.

De um modo geral, o folguedo se constitui de homens portando bacamarte, que são disparados com cargas de pólvora seca, em homenagem aos santos padroeiros ou em cerimônias cívicas e políticas. Este folguedo iniciou como uma lembrança dos soldados que voltaram da guerra do Paraguai, e atiravam em comemoração ao retornar da guerra. Porém nossos Bacamarteiros atuais fazem mais uma moção aos embates travados no Sertão entre os volante ( a policia da época) e os cabras de Lampião. Creio que vem daí as cores do uniforme , uns azuis que lembram os volantes , e outros de Cor Caque lembrando os cangaceiros do Capitão Virgulino, que somente foi visto como bandido depois, pois no inicio recebera do governo a patente de capitão, para combater Luiz Carlos Prestes, Gregório Bezerra e tantos outros que acreditavam no comunismo advindo da Filosofia Maxsista.

Em Caruaru, Abreu e Lima, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes e em outros municípios nordestinos os bacamarteiros reúnem-se em grupos, troças ou batalhões, sob a chefia de um sargento e o controle geral de um comandante, que responde, perante às autoridades, pelos atiradores durante as apresentações.

A forma como os bacamarteiros se agrupam é bastante primitiva. Não há formalidades ou regulamentos. Só é necessário possuir um bacamarte, obedecer ao sargento e saber manejar a arma. A sanfona de 8 baixos, o triângulo, o zabumba de couro curtido e a banda de pífanos, acompanham os bacamarteiros de Caruaru, ao som de uma melodia de xaxado, que é acelerada nos desfiles ou lenta nas evoluções, na apresentação das armas, na frente das Igrejas e antes do início das salvas. O vestuário compõe-se de roupa de zuarte (algodão azul), lenço no pescoço, chapéu de couro, alpargatas e cartucheiras de flandre. Os bacamarteiros oriundos dos brejos, usam chapéus de abas largas, quebrado na frente, enfeitados com flores silvestres. Eles também colocam flores nos canos das armas.

Os comandantes exibem estrelas nos ombros e nos chapéus e usam bengalas ou guarda-chuvas como símbolo de comando. Apesar de Caruaru ser o maior pólo de bacamarteiros no Estado, existem também grupos em outros municípios pernambucanos como Cabo, Limoeiro, Belo Jardim.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quem são o Pierrô, o Arlequim e a Colombina?

São personagens de um estilo teatral conhecido como Commedia dell’Arte, nascido na Itália do século XVI. Integrantes de uma trama cheia de sátira social, os três papéis representam serviçais envolvidos em um triângulo amoroso: Pierrô ama Colombina, que ama Arlequim, que, por sua vez, também deseja Colombina. O estilo surgiu como alternativa à chamada Commedia Erudita, de inspiração literária, que apresentava atores falando em latim, naquela época uma língua já inacessível à maioria das pessoas. Assim, a história do trio enamorado sempre foi um autêntico entretenimento popular, de origem influenciada pelas brincadeiras de Carnaval. Apresentadas nas ruas e praças das cidades italianas, as histórias encenadas ironizavam a vida e os costumes dos poderosos de então. Para isso, entravam em cena muitos outros personagens, além dos três mais famosos.

Antes do advento do samba e da marchinha, fazia sucesso no carnaval qualquer tipo de música, nem sempre alegre, como é o caso de "Pierrô e Colombina". Também chamada de "O despertar de Pierrô" e "Paixão de Pierrô", esta valsa de versos ("A vós que acabais de ouvir meu pranto, meu padecer / quero um pedido fazer / tenham dó do meu carpir...") e melodia carregados de tristeza, tomou conta do Rio de Janeiro nos carnavais de 1915 e 16, por paradoxal que possa parecer.

Você sabe o que Manguebeat?


Manguebeat (também grafado como manguebit ou mangue beat) é um movimento musical que surgiu no Brasil na década de 90 em Recife que mistura ritmos regionais, como o maracatu, com rock, hip hop e música eletrônica.

Esse estilo tem como ícone o músico Chico Science, ex-vocalista, já falecido, da banda Chico Science e Nação Zumbi, idealizador do rótulo mangue e principal divulgador das idéias, ritmos e contestações do Manguebeat. Outro grande responsável pelo crescimento desse movimento foi Fred 04, vocalista da banda Mundo Livre S/A e autor do primeiro manifesto do Mangue de 1992, intitulado "Caranguejos com cérebro".

O objetivo do movimento surgiu de uma metáfora idealizada por Zero Quatro, ao trabalhar em vídeos ecológicos. Como o mangue é o ecossistema biologicamente mais rico do planeta, o Manguebeat precisava formar uma cena musical tão rica e diversificada como os manguezais. Devido a principal bandeira do mangue ser a diversidade, a agitação na música contaminou outras formas de expressão culturais como o cinema, a moda e as artes plásticas. O Manguebeat influenciou muitas bandas de Pernambuco e do Brasil, sendo o principal motor para Recife voltar a ser um centro musical, e permanecer com esse título até o momento.

Com o surgimento de várias bandas no cenário recifense, gravadoras como Sony, Virgin e outras famosas, deram início a uma contratação de bandas que se incluíam nesse cenário Mangue.

Notáveis bandas do gênero manguebeat incluem Mundo Livre S/A, Chico Science & Nação Zumbi, Sheik Tosado, Mestre Ambrósio, Eddie, Via Sat, Querosene Jacaré, Jorge Cabeleira, Arrastamangue e Caiçara.


Francisco de Assis França, mais conhecido pela alcunha de Chico Science (Olinda, 13 de março de 1966 — Recife, 2 de fevereiro de 1997) foi um cantor e compositor olindense, um dos principais colaboradores do movimento manguebeat em meados da década de 1990. Líder da banda Chico Science & Nação Zumbi, deixou dois discos gravados: Da Lama ao Caos e Afrociberdelia, tendo sua carreira precocemente encerrada por um acidente de carro na rodovia entre as cidades de Olinda e Recife. Seus dois álbuns foram incluídos na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da revista Rolling Stone, elaborada a partir de uma votação com 60 jornalistas, produtores e estudiosos de música brasileira.

Chico Science participava de grupos de dança e hip hop em Pernambuco no início dos anos 1980. No final da década integrou algumas bandas de música como Orla Orbe e Loustal, inspiradas na música soul, no funk e no hip hop. A fusão com os ritmos nordestinos, principalmente o maracatu, veio em 1991, quando Science entrou em contato com o bloco afro Lamento Negro, de Peixinhos, subúrbio de Olinda. Misturou o ritmo da percussão com o som de sua antiga banda e formou o Nação Zumbi. A partir daí o grupo começou a se apresentar no Recife e em Olinda e iniciou o "movimento" mangue beat, com direito a manifesto ("Caranguejos com Cérebro", de Fred 04, da Mundo Livre S/A). Em 1993 uma rápida turnê por São Paulo e Belo Horizonte chamou a atenção da mídia. O primeiro disco, "Da Lama ao Caos", projetou a banda nacionalmente. O segundo, "Afrociberdelia", mais pop e eletrônico, confirmou a tendência inovadora de Chico Science e Nação Zumbi, que excursionaram pela Europa e Estados Unidos, onde fizeram sucesso de público e crítica. O Nação Zumbi lançou um CD duplo em 1998, depois da morte do líder, com músicas novas e versões ao vivo remixadas por DJs. A família de Chico Science recebeu indenização de cerca de 10 milhões de reais da montadora Fiat.

Caravana da Cultura visita a feira do Gado

Isto é uma tradição de minha cidade, todo domingo eles se reúnem para vender uma mula, para trocar um cavalo ou mesmo vender, comprar uma sela ou um arreio etc. Porém todo mundo começa tomando uma lapada de cachaça e no final uma cervejinha para lavar. Alguns exageram e passam dos limites, mas é tudo gente pacifica apesar de não abrir mão de um bom facão na cintura. Um cigarrinho de fumo, uma lapadinha, uma fofoca nova e o dia vai passando devagar sem muita pressa.

Vindo ao Nordeste visite uma feira de gado, você vai gostar e em Jaboatão é muito melhor, estas imagens são de ontem quando a caravana da cultura saiu para alegrar o povo, nós os artistas populares de nossa cidade, nos juntamos e fomos apoiar esta tão maravilhosa tradição Pernambucana e quem ama a cultura tem a obrigação de preservar e apoiar atividades assim.

Abraços a todos!










sábado, 18 de setembro de 2010

Banda de Pífanos de Caruaru.


A Banda de Pífanos de Caruaru tem suas origens no ano de 1924, quando Manoel Clarindo Biano, sertanejo das Alagoas, herdou de seu pai dois pífanos (ou pifes), um bombo, um prato e a missão de manter viva a Zabumba Cabaçal criada por seu avô, banda de pífanos, ou "esquenta mulher", como é conhecida nas Alagoas, ou banda cabaçal, ou terno de zabumba, dentre outras denominações que variam conforme a região.

Manoel juntou a família, seus filhos Benedito e Sebastião, e um amigo e começaram a percorrer o nordeste, fugindo da seca e da miséria, fazendo apresentações em quermesses, novenas, casamentos, batizados, enterro de "anjos" e até mesmo para o lendário Lampião (1927). Foi nessas andanças que aportaram em Caruaru, no ano de 1939, onde continuaram com seus shows. 1955 marca a perda de "Seu Manoel". A missão de manter viva a tradição foi delegada aos seus filhos, e agora também aos seus netos: Luiz, que permaneceu por pouco tempo, e Amaro (filhos de Sebastião) e Gilberto e João (filhos de Benedito), agora batizados com o nome de Banda de Pífanos de Caruaru.

A música da "Bandinha" ultrapassou os limites do estado de Pernambuco, chegando aos ouvidos, nos anos 60, dos tropicalistas Jards Macalé, de nosso ex- ministro Gilberto Gil e, mais prá frente de Caetano Veloso. Do encontro entre os instrumentistas e Caetano nasceu "Pipoca Moderna", que permitiu, embora os Bianos só tivessem descoberto, por acaso, a veiculação da música alguns anos depois, e o reconhecimento nacional da Banda de Pífanos de Caruaru.