sábado, 9 de outubro de 2010

Igarassu




Histórico

O local onde hoje fica o município de Igarassu era habitado por índios Caetés que levavam uma vida tranqüila até1535, quando o donatário Duarte Coelho desembarcou no local para tomar posse de sua capitania (doada pela Coroa Portuguesa) e iniciou uma série de combates com os índios.

Por ordem de Duarte Coelho, ali foi instalado um marco de pedra, para servir de ponto divisório entre as capitanias de Pernambuco e de Itamaracá, dando início ao processo de colonização no Brasil. Em 1537, foi fundada a Vila de Iguarassú, e hoje o município é considerado o primeiro núcleo de povoamento do país.

O Distrito foi criado em 1550, sob a denominação de Iguarassú. Pela lei estadual nº 130, de 28/06/1895, o Distrito foi elevado à condição de Cidade, sob a mesma denominação de Iguarassú. Pelo decreto-lei estadual nº 235, de 09/12/1938, o município de Iguarassú mudou o nome para Igarassu, sem o "u" depois do "g".

De origem indígena, nome Iguarassú significa "canoa grande". Quem nasce em Igarassu é chamado igarassuano ou igarassuense ou iguarassoura.


Dados gerais

Localização: Região Metropolitana do Recife, distante 28 km do Capital.
Área: 302,9 km²
Clima: do tipo Tropical Chuvoso com verão seco
Precipitação pluviométrica média anual: 2.226,4 milímetros
População: 86.519 habitantes
Eleitorado: 64.679 eleitores (TRE 2010)
Data de comemoração da emancipação política: 27 de setembro
Padroeiros: Santos Cosme e Damião
Dia de feira: sábado
Prefeito: Gesimário Pessoa Baracho
Vice-Prefeito: Herbert Gonçalves Beserra


Base econômica: Agroindústria, voltada para os setores de açúcar e álcool.

Igarassu tem a mais antiga igreja católica ainda em pé no Brasil.

Peculiaridades: Igarassu possui um dos mais ricos e expressivos patrimônios da arquitetura civil e religiosa do Brasil. É no município, por exemplo, onde está localizada a mais antiga igreja do país, a de São Cosme e Damião, datada de 1535. Igarassu é, também, um município de grande importância na formação histórica de Pernambuco, com participações em lutas libertárias a Revolução Praieira e outras batalhas. Veja, aqui, um roteiro do patrimônio histórico e cultural do município:

Sítio histórico dos Marcos: Localizado no Distrito-Sede, o Sítio Histórico dos "Marcos" é um dos mais antigos pontos de contato entre os europeus e ameríndios. Ali foi criada, em 1516, por Cristóvão Jacques, a Feitoria de Pernambuco. Em 1535 foi assentado na localidade o marco de pedra que delimitava as capitanias de Pernambuco e Itamaracá. O marco atual, uma réplica do primitivo, é datado de 1935. É um dos poucos marcos de delimitação de Capitanias Hereditárias existente no Brasil. O marco original está sob a guarda do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco, na no Recife.

Sítio histórico de Igarassu: Localizado no Centro da cidade, no alto e no entorno do Oiteiro dos Santos Cosme e Damião, tem uma área de aproximadamente 0,4 km2 ou 396.202 m2. É um dos mais antigos e bem conservados conjuntos arquitetônicos civil e religioso de Pernambuco, onde estão monumentos como a Igreja dos Santos Cosme e Damião (a mais antiga igreja católica ainda em pé no Brasil, datada de 1535); o Convento de Santo Antônio, datado de 1588; o Convento Sagrado Coração de Jesus, construído em 1742; a antiga Casa de Câmara e Cadeia, hoje Câmara Municipal, século XVIII; a Igreja de Nossa Senhora do Livramento, datada de 1774; a Capela de São Sebastião, construída em 1735; as ruínas das Igrejas de Nossa Senhora da Misericórdia e de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, respectivamente datadas dos séculos XVI e XVIII; a "Ponte de Santo Antônio e São José" sobre o Rio São Domingos, construída inicialmente em madeira nos fins do século XVIII e reformada posteriormente em ferro e madeira em meados do século XIX; além de um belo casario com exemplares dos séculos XVII, XVIII, XIX.

Ruínas do Rosário: Localizada no Distrito-Sede, Centro, em terreno de propriedade particular, são as ruínas da Igreja de N. Sra. do Rosário dos Homens Pretos, já existente em 1701. Está de pé parte da parede lateral ao norte.

Ruínas da Misericórdia: Localizada no Distrito-Sede, Centro, são ruínas da Igreja da Nossa Senhora da Misericórdia, construída em meados do século XVI, local onde foram realizados os autos da inquisição na Vila de Iguarassu. De pé apenas parte da parede lateral da igreja, erguida ao norte.

Relógio Solar - Situado no povoado de Araripe, à margem da PE-41, no largo da Cia. Agro-Industrial de Igarassu, foi construído em meados do século XIX nas terras do então Engenho Araripe de Cima. É um dos poucos relógios solares existentes no Brasil.

Casa de Câmara e Cadeia - Localizado no Outeiro do Largo dos Santos Cosme e Damião, foi construída em meados do século XVIII. Era a maior Casa de Câmara e Cadeia da Província de Pernambuco até a construção da Casa de Detenção do Recife, no século XIX.

Engenho Gongançary - Localizado no Distrito de Nova Cruz, próximo ao Povoado de Cuieiras, trata-se de um conjunto arquitetônico do início do século XVIII, formado pela casa grande, capela, cocheiras, seis casas de moradores, escola etc., construídos numa propriedade de 616 hectares de área total. No passado, além de sua importância como unidade econômica, o engenho viveu episódios históricos, sendo, por exemplo, invadido várias vezes durante a Revolta Praeira. Atualmente, o engenho é sede da Agropecuária Tiúma Ltda, do Grupo Votorantim. Visitação mediante autorização prévia da empresa, tel: (81)-3525-0108 e (81) 3525-0680.

MUSEUS

1 – Museu Pinacoteca do Convento de Santo Antônio - Rua Marechal Hermes da Fonseca s/nº, Centro tel. (81) 3543-0258. Criado em agosto de 1957, tem em seu acervo quadros e painéis dos séculos XVII e XVIII, num total de 24 obras em exposição, além de várias imagens sacras. Visitas guiadas, com acesso pago, nos seguintes horários: 2ª a 6ª - das 07 às 17h; sábados e domingos, das 09 às 12 h. Tel. (81) 3543-0258.

2 – Museu Histórico de Igarassu - Localizado no Outeiro do Largo dos Santos Cosme e Damião, Centro da cidade, fundado em 24 de Janeiro de 1954. Tel; (81) 3543-0435 – Ramal: 236 Tem acervo formado por coleções de numismática, mapoteca, arte sacra, mobiliário do século XIX, pinacoteca, documentos dos séculos XVIII e XIX, e um pequeno acervo arqueológico. Entre as peças do seu acervo, destaques para: um relógio carrilhão do século XIX; um oratório em cedro policromado, do século XVIII; uma mão de pilão em pedra granítica que pertenceu, provavelmente, a um grupo pré-histórico brasileiro com idade aproximada de até 5000 anos; livro do Tombo dos bens do conselho da Vila de Iguarassu (1782); diversos inventários e um livro de penhores de escravos.

3 – Eco-Museu Coroa do Avião – Localizado na Ilhota Coroa do Avião, é administrado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, que mantém ali uma base de pesquisa. No seu acervo, espécies empalhadas de maçaricos, gaivotas e andorinhas; fotos e posters de aves; painéis sobre a Coroa do Avião; mostras de vegetação de mangue.

Praias:

Praia dos Marcos - Situada próximo ao Sítio Histórico dos Marcos, no local onde Duarte Coelho desembarcou em 1535 e onde existe uma réplica do marco divisório das capitanias de Pernambuco e Itamaracá. Formada pelas águas do Canal de Santa Cruz, seu entorno é marcado pela Ilha de Itamaracá, pelo próprio canal e seu manguezal e por algumas casas de veraneio. Tem aproximadamente 300 metros de extensão, águas pouco profundas e, no período de preamar, a faixa de praia é totalmente coberta pelas águas do canal. Tem ancoradouros naturais para pequenas embarcações e, entre outros, é recomendada para prática de esportes náuticos.

Praia do Capitão - Também conhecida como Mangue Seco, fica entre a Praia da Gavôa e o cais de Nova Cruz. Extensão de aproximadamente 1.500 m, águas pouco profundas, com pequenas marolas e grande intensidade de maré, com recuo na baixa-mar superior aos 500m. Tem ancoradouro natural para pequenas embarcações e é recomendada para banho, passeios de barco, prática de esportes náuticos, pesca de superfície e degustação da gastronomia típica regional, á base de frutos do mar.

Praia da Gavôa - Com uma extensão de aproximadamente 1.000 metros, plana a suavemente ondulada, de águas pouco profundas com pequenas ondas e grande intensidade de maré. Coqueiros e espécies rasteiras, boa para banho, passeios de barcos e prática de esportes náuticos. Nos períodos de baixa-mar, devido ao grande recuo das águas, é possível caminhar até a Ilhota Coroa do Avião e observar a coleta de mariscos por parte da população local.

Ilhota da Coroa do Avião - Ilhota com uma área superior aos 20.000 m2, estando ainda em processo de formação, apresentando áreas de deposição de sedimentos e áreas sofrendo processo de erosão. O cordão arenoso que forma suas praias, situado em sua face norte e voltado para o Canal de Santa Cruz, apresenta ondas fracas, de média profundidade e pouca intensidade de maré. Já as praias voltadas para sua face sul apresentam ondas fracas, pouca profundidade e grande intensidade de maré, chegando a unir-se ao continente (Praia da Gavôa, Igarassu) nos períodos de baixa-mar. Tem ancoradouros naturais para pequenas embarcações.

IGREJAS E CONVENTOS

1- Recolhimento do Sagrado Coração de Jesus e Igreja de Nossa Senhora da Conceição - Localizado no Outeiro do Largo dos Santos Cosme e Damião, em estilo barroco, foi o primeiro convento da ordem do Sagrado Coração de Jesus fundado no Brasil. A construção foi iniciada em 1742, pelos Padres Miguel Rodrigues Sepúlvida e Gabriel Malagrida. Sua capela foi construída em 1758. Tendo ruído em 1850, sua fachada foi novamente erguida em 30 dias, por iniciativa do Frei Caetano de Messina. Encontra-se em bom estado de conservação e ali são celebradas missas aos domingos pela manhã. Aberto à visitação, sob cobrança de taxa. Tel: (81) 3543-0481

2 – Igreja dos Santos Cosme e Damião – Localizada no Largo dos Santos Cosme e Damião, Distrito-Sede, Centro, é uma construção em estilo maneirista, com influência barroca no seu interior. Construção foi iniciada em Setembro de 1535, em pedra e cal, por ordem de Afonso Gonçalves (fundador da povoação de Iguarassu).
Considerada a igreja mais antiga do Brasil ainda em pé, sofreu várias reformas desde a sua construção, entre elas destacam-se às de 1594, meados do século XVIII e 1958. É a igreja matriz do Município, onde a cada mês de setembro ocorre em seu largo a Festa dos Padroeiros Santos Cosme e Damião. Aberto à visitação, sob cobrança de taxa. Tel: (81) 3543-0518.

3 – Igreja de São José – Localizada no Engenho do Meio, Viala de Araripe, Distrito-Sede, em terras da Usina São José, distante 21 km do Centro, é um templo em estilo barroco, construído em meados do século XIX.

4 – Igreja de Nossa Senhora das Dores – Localizada no Distrito de Nova Cruz, teve sua construção concluída em dezembro de 1888, em tijolo manual, pedra e cal, em terreno doado por José Januário Dourado e D.Maria José Queiroz Dourado, proprietários de terra da localidade. Estilo barroco. É dali que, anualmente, no mês de janeiro, ocorre a saída da "Buscada" de São Gonçalo do Amarante.

5 – Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem – Localizada no Núcleo de Pasmado – BR-101 Norte - km 35, PE 041, Distrito-Sede, seu estilo é maneirista, sendo sua fachada composta por uma única porta e duas janelas na parte superior, estando sua a torre sineira localizada ao lado. Possui nave única e seu altar-mor é em cimento, bem como os altares laterais, não dispõe de mobiliário. Sabe-se que em 1753 a igreja já estava construída. Sua construção foi em pedra e cal e tijolo manual. É um resquício da povoação do Pasmado, antigo ponto de estalagem usado pelos viajantes. Sofreu a última reforma em 1986.

6 – Convento de Santo Antônio - Rua Marechal Hermes da Fonseca s/nº, Centro. Uma construção datada de junho de 1588, foi o terceiro Convento Franciscano fundado no Brasil e o primeiro sob a invocação de Santo Antônio. Construído por iniciativa de Frei Antônio de Campo Maior, estilo barroco. Em 1754 Santo Antônio recebe o título de protetor da Câmara da Vila de Iguarassu e em 1951 a Câmara Municipal, através da resolução nº. 17, restitui "ao glorioso Santo Antônio de Pádua o título de vereador perpétuo, recebendo o mesmo um salário anual que é convertido para compra do pão dos pobres". Incorporada ao convento, está uma das mais importantes pinacotecas da América do Sul, reunindo quadros, imagens e painéis do período colonial brasileiro.

7 – Capela de São Sebastião - Largo de São Sebastião, Centro, teve sua construção iniciada em 1735, provavelmente em comemoração aos 200 anos da Igreja dos Santos Cosme e Damião pelo conselho municipal. Estilo é barroco com influência maneirista, a fachada é composta por uma única porta e 02 janelas na parte superior. Sua torre é única, sendo localizada na lateral da igreja. O interior é simples, com seus altares em pedra.

8 – Capela de Nossa Senhora do Livramento - Localizada na Praça da Bandeira, ao lado da prefeitura municipal, consta que a igreja já existia em 1774, tendo sido construída pela elite da Vila de Iguarassu. Sua fachada é composta por uma única porta e duas janelas avarandadas, na parte superior. Não tem torre sineira e tem nave única.
Foi totalmente restaurada em duas ocasiões: 1972 e 1986. Na capela são celebradas missas às segundas, quartas sextas-feiras.

9 – Capela de Nossa Senhora da Piedade – Localizada no km 09 da Rodovia PE-41, Distrito-Sede, é uma construção data de 19/03/1930, provavelmente em substituição à capela original da qual já se tinha notícia no século XVIII. Em frente existe um cruzeiro em ferro, em um jazigo em cimento com três batentes. Ali é celebrada uma missa no segundo sábado de cada mês.

10 – Capela de Nossa Senhora da Conceição – Localizada no Sítio Ramalho, Distrito de Nova Cruz. Consta que desde meados do século XVIII já se tinha notícia da existência dessa capela. De nave única, a fachada é formada por uma porta central, um óculo e um pequeno cruzeiro no alto de seu frontispício.


Festas

Buscada de São Gonçalo do Amarante: Festa religiosa, a Buscada de São Gonçalo do Amarante, padroeiro de Itapissuma, acontece desde 1861. Numa procissão terrestre denominada Levada, a imagem do santo é transportada da Igreja Matriz de Itapissuma para a Igreja de Nossa Senhora das Dores, em Igarassu. Uma semana depois, acontece a procissão marítimo-fluvial, a Buscada, que traz a imagem do santo de volta para Itapissuma. Acontece em janeiro, sempre num domingo, com a participação de dezenas de barcos de pescadores.
Sua origem remonta-se ao fato de pescadores terem encontrado no Canal de Santa Cruz uma imagem do Santo São Gonçalo do Amarante, sendo daí em diante adotado pelos pescadores do Município de Itapissuma (na época ainda Distrito de Igarassu) como padroeiro e protetor dos pescadores.

Festa dos santos Cosme e Damião: Festa popular religiosa em homenagem aos Santos padroeiros do Município, cuja Capela foi uma das primeiras erguidas no Brasil. Missas, procissão, novenários, desfiles escolares, barracas com bebidas e comidas típicas, parque de diversões, apresentações folclóricas.
Data: 20 a 27
Local: Centro Histórico- Largo dos santos Cosme e Damião – Igarassu


Serviços

Prefeitura/endereço:
Praça da Bandeira, 14 - CEP: 53600-000
Tel: (81) 3543-0435 (81) 3543-0494

Fórum/endereço:
Forum Dom Pedro II
AV 27 de Setembro, s/n - Centro - Cep: 53.600-000
Tel: (81) 3543.1561 (81) 3543.0329
(81) 3543.1379 (81) 3543.1482


Câmara Municipal/endereço:
Rua Capitão Afonso Gonçalves, s/n - Centro
CEP : 53. 600-000
Tel: (81) 3543-0063 (81) 3543-1016 3543-1288

Vereadores (10):
Ademar Soares de Barros
Ademeval Alves de Almeida
Aristoteles José de Souza Silva
Francisco Galvao de Sa Leitão
José Carlos da Silva
Luiz Cavalcante dos Passos
Paulo Roberto Pacifico das Neves
Saulo Mauricio Lopes Cavalcanti
Valdemir Nunes de Souza
Willams Moraes de Souza


Hospedagem

1 - Pousada Vale do Monjope
Rua Lajedo 10 – Monjope – Tel.: (81) 3543-1591
Site: www.pousadamonjope.com.br
E-mail: contato@pousadamonjope.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

2 - Pousada Porto Canoas
Estrada da Gavoa, 230 – Tel.: (81) 3424-2845
Site: www.catamarantours.com.br/apousada


Restaurantes

1 – Natrielli Grill e Massas
Av. Barão de Vera Cruz, 1612 A – Cruz de Rebouças – Tel.: (81) 3543-0000
Diariamente das 11 às 16h.
Fonte:http://www.pe-az.com.br/

JANE RINDO DAS PERNAS FINA DE BERNARDO

Acesse o http://arquivomusical2.blogspot.com/2010/07/pegadinha.html e veja mais coisa engraçadas.



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O Maculelê



Maculelê é um tipo de dança, bailado, que se exibe na bahia, na cidade de Santo Amaro, Bahia. Acredita-se ter evoluído do cucumbi (antigo folguedo de negros) até tornar-se um misto de dança luta e jogo de bastões, chamados grimas (esgrimas), com os quais os participantes desferem e aparam golpes. Num grau maior de dificuldade e ousadia, pode-se dançar com facões em lugar de bastões, o que dá um bonito efeito visual pelas faíscas que saem após cada golpe. O makulelê é uma dança em que envolve a batida dos bastões, sempre quando acaba cada frase da música. Esta dança se assemelha a muitas outras danças brasileiras como: capoeira, moçambique, e o frevo.

Conta-se que Maculelê era um negro fugido que tinha doença de pele. Ele foi acolhido por uma tribo indígena e cuidado por eles, mas ainda assim não podia realizar todas as atividades com o grupo, por não ser um índio também. Certa vez, Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando a tribo saiu para caçar. E eis que uma tribo rival aparece para dominar o local. Maculelê lutou sozinho contra o grupo rival e, heroicamente, venceu a disputa. Desde então passou a ser considerado um herói na tribo.

Há uma variação deste conto, na qual o guerreiro Maculelê era um índio preguiçoso e que não fazia nada certo; por esta razão, os demais homens da tribo saíam em busca de alimento e deixavam-no na tribo com as mulheres, os idosos e as crianças. Para defender a sua tribo, o índio enfrenta e mata quase todos os invasores da tribo inimiga, morrendo nas mãos daqueles que ele não conseguiu vencer. Nesta versão, Maculelê usa dois bastões como armas, já que os demais índios da sua tribo haviam levado todas as armas para caçar. Sua morte foi vingada, e ele passou a ser o herói da tribo.

A dança com bastões simboliza a luta de Maculelê contra os guerreiros.

Foi Popó do Maculelê o responsável pela sua divulgação, formando um modesto grupo com seus filhos, netos e outros negros da Rua da Linha. Enquanto trabalhavam em canaviais, os negros cantavam músicas que evidenciavam o ódio. Mas eles cantavam na língua que eles trouxeram da África, para que os feitores não entendessem o sentido das palavras.

Onde irá parar esse estrangeirismo?

Comadre Fulozinha - mitos nordestinos



Histórias da guardiã da mata

Comadre Fulozinha, conforme nos ensina o mestre Câmara Cascudo, é um ente mitológico, uma fantástica e misteriosa mulher que vive na floresta, sempre pronta a defender animais e plantas contra as investidas dos predadores da natureza. É uma caboclinha que tem longos cabelos negros, que lhe cobrem o corpo.

Ela é caminhante, brincalhona e vive na Zona da Mata de Pernambuco. Consegue desaparecer sem deixar rastro e adora fazer tranças na cauda dos cavalos. Ela protege a caça contra os caçadores, desorientando-os com seus assobios e fazendo com que eles fiquem perdidos na mata. Adora receber presentes como mingau, confeitos e fumo.

Se ta difícil de acreditar, então veja esse depoimento de João Balado. Caboclo veio sertanejo, ele jura que já viu o Lobisomem e Comadre Fulosinha.

Uma história da Comadre Fulozinha

Zeza trabalha com a família há uns 30 e muitos anos. É nossa cozinheira e faz uns quitutes irresistíveis! Cozinha no fogão a lenha, faz canjica, cuscuz de massa, cocada, bode assado, guisado e um pão integral maravilhoso!

Enquanto ela fica cortando rabanete, nabo, picando alho-porró, cortando jambu, conta as histórias deste lugar. Estamos na área rural do município de Gravatá, uma área de transição entre Zona da Mata e Agreste. Neste brejo de altitude, ela nasceu e se criou e conta o que viu e ouviu desde pequena.

Perguntei-lhe sobre a Comadre Fulozinha e ela me disse que seu tio fez um pacto com a Comadre: todos os dias colocaria na mata um prato de barro cheio de mingau de massa de mandioca. Em troca, ela o “deixaria” caçar um animal dentro da mata. Mas somente um. Todos os dias ele mandava sua esposa fazer o mingau. Ela fazia sem questionar, mas ficava sempre um pouco desconfiada. Todos sabem que a Comadre não pode com pimenta. Nem pense em oferecer ou colocar na sua comida que ela fica muito brava!

Um dia, já cansada de fazer o tal mingau, a esposa decidiu colocar pimenta e entregou o prato ao marido sem dizer nada. Naquele mesmo dia, o caçador não encontrou sua caça e se perdeu na mata. De manhãzinha, chegando em casa, perguntou à esposa o que ela havia feito e soube o que ocorrera.

A mesma Zeza conta, ou melhor, perdeu a conta de quantas vezes teve que desatar as tranças das caudas dos cavalos que a tal Comadre Fulozinha fazia. Diz que era tão difícil desatar, chegava a criar calo na ponta dos dedos!

Caso conheça alguma história sobre Comadre Fulozinha, entre em contato ou deixe um comentário relatando.

Fonte:
www.comadrefulozinha.com.br

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Boiúna - A cobra gigante



A serpente está dentro do Homem, é o intestino. Ela tenta, trai e pune.” Vitor Hugo

Um dos mitos do Amazonas, que aparece sob diferentes feições. Ora como uma cobra preta, ora como uma cobra grande, de olhos luminosos como dois faróis. Os caboclos anunciam sua presença nos rios, lagos, igarapés e igapós com a mesma insistência que os marinheiros e pescadores da Europa acreditam no monstro de Loch-Ness.

A imaginação amazônica, mais floreada e portentosa, criou para o nosso mito propriedades fantásticas: a boiuna pode metamorfosear-se em embarcação de vapor ou vela e ir da forma de ofídio à navio, para mais trair e desorientar as suas vítimas. Esta cobra, possui diferentes formas encantatórias, conformes dados colhidos entre a população ribeirinha. Acreditam até, que alguns igarapés foram formados pela sua passagem que abre grandes sulcos nas restingas, igapós e em terra firme.

Na Amazônia, ela toma diversos nomes: Boiúna, Cobra Grande, Cobra Norato, Mãe D Água, entre outros, mas independentemente de seu nome, ela é a Rainha dos rios Amazônicos e suas lendas podem ter surgido em virtude do medo que provoca a serpente d água, que devora o gado que mata a sede na beira dos rios.

A Cobra-Grande ou a Boiuna, sobe os rios, entra nos igarapés, devassa os lagos, onde cantam a sua área de beijos os nenúfares opalizados pela luz do luar, transformada em majestoso, todo iluminado e fascinante, que atrai o caboclo extasiado pela sua irradiosa aparição.

Diz a lenda, que Waldemar Henrique, em verso e música traduziu, que uma vez por ano a Boiúna saía de seus domínios para escolher uma noiva entre as cunhãs da Amazônia. E, diante daquele enorme vulto prateado de luar que atravessava vertiginosamente o grande rio, os pajés rezavam, as redes tremiam, os curumins escondiam-se chorando, enquanto um imenso delírio de horror rebentava na mata iluminada...

"Credo! Cruz!
Lá vem a Cobra Grande
Lá vem Boiuna de prata...
A danada vem à beira do rio
E o vento grita alto no meio da mata!
Credo! Cruz!
Cunhatã ter esconde
Lá vem a Cobra Grande
á-á...
faz depressa uma oração
prá ela não te levar
á-á...

A floresta tremeu quando ela saiu,
Quem estava lá perto, de medo fugiu
e a Boiuna passou tão depressa,
Que somente um clarão foi que se viu...
A noiva cunhatã está dormindo medrosa,
Agarrada no punho da rede,
E o luar faz mortalha em cima dela,
Pela fresta quebrada da janela..
Eh! Cobra-Grande
Lá vai ela!..."

Em mitos e crenças antigas, era muito comum a afirmação de que as cobras buscavam as mulheres para engravidá-las e acreditava-se também, que a partir da primeira menstruação, as jovens índias virgens estavam particularmente sujeitas a atraírem "o amor de uma serpente", por este motivo, elas evitavam de irem ao mato ou a beira de um rio, quando menstruadas.

A Cobra Grande ou Boiuna é vista à noite, iluminando os remansos dos rios com a fosforescência dos seus olhos constantes. Transforma-se, muitas vezes, em um veleiro, que apresenta uma luz da vermelha à bombordo e outra verde à boreste. que confunde os incautos e desce silenciosamente a torrente dos igarapés. Aí daquele que se aproximar desta forma enganosa, pois estará sujeito a ser arrebatado às profundezas do rio, para nunca mais retornar.

Antonio Nóbrega - Ponteio Acutilado

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Folclore Infantil




Quem não conhece uma brincadeira, um versinho popular ou uma cantiga de roda? Pois saiba que as músicas, os brinquedos, as parlendas e os jogos fazem parte do rico folclore infantil brasileiro. Se você prestar atenção, vai perceber que o folclore também faz parte da sua vida.

1. Parlendas

Você sabe o que são parlendas? São versos infantis com rimas, criados para as mais diferentes finalidades, entre elas divertir, acalmar, ajudar a decorar números ou escolher quem deve iniciar uma brincadeira. Como variam bastante, cada pessoa pode conhecê-las de um modo diferente. Confira uma parlenda e veja se a que você conhece é parecida com essas!

"Um, dois, feijão-com-arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, bolo inglês.
Sete, oito, comer biscoito.
Nove, dez, comer pastéis."

"Batatinha quando nasce
se esparrama pelo chão.
Menininha quando dorme
põe a mão no coração"
2. Coisas de assustar

As assombrações e os seres sobrenaturais não existem, mas muitas são as histórias que fazem parte da imaginação das pessoas. Elas são transmitidas de pai para filho e muito comuns em todo o Brasil.
MULA-SEM-CABEÇA

Segundo a lenda, a mula-sem-cabeça tem cascos afiados e pode dar coices que machucam bastante. Embora não tenha cabeça, ela pode relinchar. Dizem que toda mulher que faz algum mal se torna mula-sem-cabeça na noite de quinta para sexta-feira. Antigamente, dizia-se que essa transformação acontecia com mulher que namorasse um padre católico.

BICHO-PAPÃO
A lenda do bicho-papão diz que ele tem um corpo peludo e olhos vermelhos. Ele ficaria escondido para assustar crianças que não querem dormir.

LOBISOMEM O mito do lobisomem foi trazido ao Brasil pelos portugueses e diz que todo filho nascido depois de sete filhas se transforma em lobisomem. Essa transformação aconteceria sempre nas sextas-feiras de lua cheia, entre meia-noite e duas e meia da madrugada.
3. Lendas e Mitos

O folclore brasileiro é rico em lendas e personagens. Transmitida há várias gerações, essas histórias fascinam adultos e crianças. Conheça as principais.

CURUPIRA

Defensor das matas, segundo a lenda o curupira é um índio pequeno, que surge e desaparece de repente. Tem pés virados para trás e faz ruídos misteriosos, para confundir e assustar os caçadores e os agressores das matas.
BOITATÁ

Descrito como um touro com um olho no meio da testa, essa história diz que o boitatá protege as matas das pessoas que as incendeiam.

CAIPORA Pela lenda, a caipora tem o corpo coberto de pêlos e percorre as matas montada num porco selvagem, para proteger os animais que vivem na floresta.

IARA, MÃE-D'ÁGUA
Versão brasileira da lenda das sereias, Iara é a mãe-d'água. Ela vive no Rio Amazonas e, nas noites de lua cheia, fica em cima das pedras, penteando seus longos cabelos para atrair os jovens com quem deseja casar.

GRALHA-AZUL
Essa lenda paraense conta que, depois de ver um pinheiro sendo destruído, uma gralha ficou triste e subiu para o céu. De lá, ouviu uma voz dizendo que a partir de então ela teria a cor azul e seria responsável por plantar pinheiros na Terra.

SACI-PERERÊ
É o mais famoso personagem do folclore brasileiro. A história do saci-pererê conta que ele tem apenas uma perna, usa um gorro vermelho, vive fumando um cachimbo e aparece e desaparece quando quer. Sapeca por natureza, está sempre aprontando, além de assustar todas as pessoas que tentam destruir as florestas.

LENDA DA VITÓRIA RÉGIA
É uma história da região norte do Brasil, contada pelos índios daquela região sobre o surgimento de uma das mais belas flores aquáticas do mundo: a Vitória-Régia. Conta a lenda que uma jovem índia chamada Naiá queria conquistar o amor da Lua, que era para eles um homem guerreiro audacioso, belo e forte. Ela acreditava que a Lua (o guerreiro) iria transformá-la em estrela e assim corria todas as noites com os braços estendidos tentando alcançar a Lua, sem jamais conseguir. Certa noite, Naiá viu a Lua refletida nas águas de um rio e pensando ser o seu amado atendendo seus chamados, ela atirou-se no rio e nunca mais voltou. A Lua, com pena de tamanha tragédia, ao invés de transformá-la em uma estrela, acabou transformando-a em uma flor tão bela quanto imensa: a Vitória-Régia.

LENDA DA BRUXA NICÁCIA
É uma lenda do sertão nordestino, onde o regime irregular de chuva criou esse personagem. Conta a lenda que há muitos anos, no sítio das Limeiras, Sertão do Piauí, vivia uma bruxa chamada Nicácia. Ela era a sétima filha de um casal, e tinha que cumprir o triste destino de sugar o sangue de criancinhas na Quaresma. A bruxa vivia com a sua amiga coruja, numa cabana afastada de todos. Quando ela sumia, todos diziam que ela ia visitar o diabo. Quando voltava desses encontros ela preparava suas terríveis poções e fazia previsões, como a de que um dia o rio Corrente sairia do seu leito, causando uma enchente e afogaria a todos. Certa noite houve uma horrível tempestade, inundando tudo. Depois de passada a chuva, a bruxa, sua cabana e sua coruja sumiram. Alguns contam que ela foi arrastada para o fundo de um poço e se transformou num animal horrendo, o qual foi visto algumas vezes tomando sol nas margens do rio, espantando as lavadeiras com seus urros.

Estórias de Brasileiros


Estórias de Brasileiros
do livro Brasil x Portugal - aquele abraço


São Pedro resolveu mudar a porta de céu. É que a porta já estava muito velha, precisando de uma reforma. Ele, então, abriu uma concorrência. 0 primeiro candidato que apareceu foi um português que, depois de medir aqui, ali, fazer suas contas, apresentou um orçamento de três mil dólares. Depois, apareceu o segundo candidato, um americano que, depois de medir tudo e fazer seus cálculos, fez seu orçamento de seis mil dólares, alegando que sua porta era eletrônica, toda especial, material de primeira qualidade.

- Tá bem, disse São Pedro. Vou ouvir a proposta do brasileiro.
- É, a porta está meio ruim, tá caindo de lado, dando cupim na madeira. E eu estou vendo quem é que faz o melhor preço e as melhores condições de trabalho pra mim.
0 brasileiro olhou a porta, mediu, calculou tudo muito direitinho e falou:
- Tá bem, São Pedro. Eu faço o trabalho!
- E seu orçamento?
- Nada, São Pedro. Não é preciso. 0 senhor vai vendo meu serviço, gostando e depois a gente acerta o preço.
- Nada disso. Você tem que dar o seu orçamento. Aqui, eu só trabalho com orçamento. Não adianta...

Aí o brasileiro pensou, pensou e disse:

- Tá bem. Eu faço o serviço por nove mil dólares...
- Nove mil dólares? Tá doido! 0 português faz por três mil. 0 americano faz uma porta eletrônica, com controle remoto, por seis mil e o senhor quer fazer uma porta comum por nove mil dólares?
Aí o brasileiro chamou São Pedro para um reservado, onde não tinha nenhum anjo escutando a conversa, e fez a seguinte proposta:

- 0 negócio é o seguinte. Dos nove mil o senhor fica com três mil, eu fico com três mil e a gente manda o português fazer a porta por três mil dólares. Combinado?

0 Aeroporto da Portela de Sacavém, em Lisboa, estava cheio de brasileiros, recém-chegados. A fila de atendimento estava muito lenta. Então, um dos brasileiros dirige-se, em voz alta, ao chefe da Alfândega:
- Como' é, ó meu... Esta fila não anda?
- Cá, nós não chamamos fila. Cá nós chamamos bicha...
A demora continuava e a funcionária não tinha pressa em despachar o pesssoal. 0 brasileiro, já impaciente, não aguentou mais:
- Ó, meu! Essa moça não trabalha, não?
- Cá nós não chamamos moça. Cá nós chamamos rapariga.
- Ah! é? E filho da p., como é que vocês chamam cá?
- Cá, nós não chamamos. Cá, eles chegam pela Várig...

Um brasileiro vai pela estrada, pára e vê outro que está a cavar com uma enxada, sentado no chão.
- Ei, você, aí! Tá trabalhando sentado?
- Pois é, meu chapa. Já experimentei deitado mas não dava jeito...

Lemas de alguns brasileiros:
- Mais vale morrer de frio do que trabalhar para aquecer..
- Mais vale uma mão inchada do que urna enxada na mão...

Vocês sabem por que os brasileiros se levantam tão cedo pela manhã? É para estarem mais tempo sem fazer nada...

0 que é que fazem os brasileiros depois de terem trabalhado? Tiram as mãos dos bolsos...

Qual é a diferença que há entre um brasileiro e um ovo? É que o ovo tem alguma coisa lá dentro...

Como é que se diz brasileiro em russo? Soestorva (só estorva).

Por que é que se pensou em mandar tropas brasileiras para o Golfo? Para acalmar a situação...

0 que é que parece uma lesma com um pirilampo na cabeça? Parece um brasileiro com idéias luminosas.

0 Joaquim foi tentar a vida no Brasil e deixou, em sua aldeia natal, a Maria e dois filhos ainda pequenos. Com muito trabalho e pouco descanso, o Joaquim conseguiu juntar algum dinheiro e resolveu matar as saudades da santa terrinha. Quando chegou a sua aldeia, encontrou a Maria com mais um filho, o Zézinho, para a feitura do qual o Joaquim não tinha sido metido nem achado. Nada perguntou a Maria e nada lhe foi explicado. Para onde ía, levava o Zézinho e ninguém, na aldeia, teve coragem de fazer qualquer comentário.

Quando Joaquim resolveu voltar para o Brasil anunciou que o Zézinho também vinha com ele. 0 presidente da Junta de Freguesia (uma espécie de prefeito misturado com presidente da Câmara de Vereadores) e o padre foram ao Joaquim, querendo saber por que ele estava preterindo seus dois filhos em benefício do Zézinho, que nem seu filho era. E o Joaquim, com a maior das calmas, informou:
- Eu só vou levar o Zézínho, porque lugar de fdp mesmo é no Brasil!

Um veado brasileiro, fazendo a vida pelo Rossio, foi abordado por uma reportagem de rua da CIC (Canal de TV 33):
- 0 senhor é brasileiro? - perguntou o repórter.
- Sooou, sim - respondeu a boneca toda dengosa.
- Se você não fosse homem, o senhor queria ser o que?
- Se eu não fosse homem, euu queriiia ser uma ambulância, tá?
- Uma ambulância, por que? - insistiu o repórter.
- Paaaara receebeer homens poor tráaas e faaazeeer... uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!

Outra boneca brasileira, abordava seus possíveis clientes nos passantes das calçadas, sempre apinhadas, com perguntas meio esquisitas:
- Aí, que sapatos tão lindos tem o cavalheiro. É pele de...
- De p respondeu o lisboeta, danado da vida.
- Chuta chuta- pede-lhe a boneca virando-lhe as nádegas.

Um casal de portugueses resolve fazer um cruzeiro em volta do mundo. Assim que vêem um monumento, a Maria diz:
- Olha lá... Acho que chegamos ao Brasil!
- Deixa de sere ignorante, mulher! Estamos em Nova York. Não vês que é a estátua da Liberdade?
Depois de mais alguns dias de viagem, lá vem a Maria de novo:
- Agora tenho a certeza de que chegamos ao Brasil!
- Como sabes? Viste o Cristo Redentor?
- Não... Roubaram o meu relógio!

Um dia, chegaram ao mesmo tempo ao céu um político brasileiro e o Papa. São Pedro mandou um anjo conduzir o político para uma tremenda suíte, cheia de mordomia. Tinha sauna, hidromassagem, televisão, vídeocassete, etc. Em seguida levaram o Papa para um quarto comum, onde só tinha uma cama simples e mais nada. 0 Papa fala indignado:
-Mas São Pedro... Isto não é justo! Por que um político brasileiro tem tratamento melhor do que o de um Papa?

E São Pedro explica:

-Acontece que já recebemos aqui no céu mais de cem papas, mas esse é o primeiro político brasileiro que chega aqui!

Por que é que brasileiro não bebe leite gelado? Porque a vaca não cabe na geladeira

De que nacionalidade eram Adão e Eva? Claro que eram brasileiros - respondeu um português. Primeiro, não tinham com que se vestir. Depois, só tinham uma maçã para duas pessoas. E, finalmente, julgavam estar no Paraíso...

Estavam dois brasileiros a trabalhar. Um abria uma cova, um buraco e o outro tapava. E faziam isso sucessivamente. Passou pelo local um português e perguntou por que um cavava e o outro tapava os buracos. Então um dos brasileiros respondeu: - É que o colega encarregado de botar os postes nos buracos não veio trabalhar hoje...

Tu sabes por que os brasileiros têm dois copos à mesa de cabeceira, um com água e o outro vazio? - perguntou um português ao outro.
Não sei, não... - respondeu o amigo.
É porque o copo cheio ele bebe quando tem sede e o vazio é para quando não tem sede...

Por força de um acordo luso-brasileiro os dois países decidiram enviar uma nave espacial à Lua. Então, para coordenar a operação, Portugal enviou dois macacos e o Brasil, dois brasileiros. A missão dos brasileiros era somente para alimentar os macacos e não mexer nos botões de comando...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Poesia: Beijando a fita da viola de "Preto Limão"



(Trecho do Canto 08 do poema “Sertão de Espinho e de Flor”, de OTHONIEL MENEZES (1895-1969), Poeta, Jornalista e Escritor potiguar, inserto na sua “Obra Reunida”, no prelo em 2010, organizada e anotada por Laélio Ferreira, seu filho).


“No alpendre de Dona Santa,
Preto Limão(*) cospe e canta,
num tom de bravura e dó…
Mistral de chapéu-de-couro,
teu verso é uma prima de ouro,
na viola do Seridó!

– Negro velho escopeteiro,
louve aqui meu companhero,
poeta que vem mais eu!
Retruca o Homero tisnado:
– Você traz um convidado,
que é tomém amigo meu!

– Pruquê abasta tê vindo
mais você! Seu moço, eu brindo
vossa entrada no lugá.
Não tem fulôres agora,
mas esta chorona chora
e canta, pra lhe sarvá…

No juazeiro verdinho,
tá cantando um passarinho,
outro chega, e pega o tom…
Num faz mal que eu sêje franco:
sô moreno, o moço é branco
– café cum leite é que é bom…

Poeta parnasiano
– que faz um poema por ano,
e livros lê, mais de cem –,
renego o cinzel e a trena,
beijo essa fita morena
que a tua viola tem!”


(*) Preto Limão: Anota Câmara Cascudo em Vaqueiros e Cantadores, p. 256-257, ed. citada: Preto Limão, famosíssimo cantador e violeiro. Era um negro alto, esguio, de olhos amarelados, e com um cavanhaque de soba africano. É sempre enumerado entre os primeiros cantadores, e como residindo em Natal, embora não fosse verídico.

Derrotou dezenas de menestréis, mais sua maior glória é ter-se batido com Bernardo Nogueira, que o venceu. Dizem os cantadores que Preto Limão só foi vencido por estar doente, e ter a família adoecido também.