quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cordel literature



A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, herdamos o nome (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

História

A história da literatura de cordel começa com o romanceiro luso-espanhol da Idade Média e do Renascimento. O nome cordel está ligado à forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde eram pendurados em cordões, lá chamados de cordéis. Inicialmente, eles também continham peças de teatro, como as de autoria de Gil Vicente (1465-1536).Foram os portugueses que trouxeram o cordel para o Brasil desde o início da colonização. Na segunda metade do século XIX começaram as impressões de folhetos brasileiros, com características próprias daqui. Os temas incluem desde fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.

No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.

Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) e João Martins de Athayde (1880-1959) estão entre os principais autores do passado.[1]

Todavia, este tipo de literatura apresenta vários aspectos interessantes e dignos de destaque:

* As suas gravuras, chamadas xilogravuras, representam um importante espólio do imaginário popular;
* Pelo fato de funcionar como divulgadora da arte do cotidiano, das tradições populares e dos autores locais (lembre-se a vitalidade deste gênero ainda no nordeste do Brasil), a literatura de cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a perpetuação do folclore nacional;
* Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um número elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo;
* A tipologia de assuntos que cobrem, crítica social e política e textos de opinião, elevam a literatura de cordel ao estandarte de obras de teor didático e educativo.

Poética

Quadra

Estrofe de quatro versos. A quadra iniciou o cordel, mas hoje não é mais utilizada pelos cordelistas. Porém as estrofes de quatro versos ainda são muito utilizadas em outros estilos de poesia sertaneja, como a matuta, a caipira, a embolada, entre outros.

A quadra é mais usada com sete sílabas. Obrigatoriamente tem que haver rima em dois versos (linhas). Cada poeta tem seu estilo. Um usa rimar a segunda com a quarta. Exemplo:

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá (2)
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá (4).

Outro prefere rimar todas as linhas, alternando ou saltando. Pode ser a primeira com a terceira e a segunda com a quarta, ou a primeira com a quarta e a segunda com a terceira. Vejamos estes exemplos de Zé da Luz: (ABAB ou ABBA)

E nesta constante lida
Na luta de vida e morte
O sertão é a própria vida
Do sertanejo do Norte

Três muié, três irimã,
Três cachorra da mulesta
Eu vi nun dia de festa
No lugar Puxinanã.

Sextilha

Estrofe ou estância de seis versos. Estrofe de seis versos de sete sílabas, com o segundo, o quarto e o sexto rimados; verso de seis pés, colcheia, repente. Estilo muito usado nas cantorias, onde os cantadores fazem alusão a qualquer tema ou evento e usando o ritmo de baião. Exemplo:

Quem inventou esse "S"
Com que se escreve saudade 1
Foi o mesmo que inventou
O "F" da falsidade 2
E o mesmo que fez e "I"
Da minha infelicidade 3

Septilha

Estrofe (rara) de sete versos; setena (de sete em sete). Estilo muito usado por Zé Limeira, o Poeta do Absurdo.

Eu me chamo Zé Limeira
Da Paraiba falada
Cantando nas escrituras
Saudando o pai da coaiada
A lua branca alumia
Jesus, Jose e Maria
Três anjos na farinhada.

Napoleão era um
Bom capitão de navio
Sofria de tosse braba
No tempo que era sadio,
Foi poeta e demagogo
Numa coivara de fogo
Morreu tremendo de frio.

Na septilha ele usa o estilo de rimar a segunda linha com a quarta e a sétima e a quinta com a sexta, deixando livres a primeira e a terceira.

Oitava

Estrofe ou estância (grupo de versos que apresentam, comumente, sentido completo) de oito versos: oito-pés-em-quadrão. Oitavas-a-quadrão.

Como o nome já sugere, a oitava é composta de oito versos, ou oito linhas ou duas quadras, com sete sílabas. A rima na oitava difere das outras. O poeta usa rimar a primeira com a segunda e terceira, a quarta com a quinta e oitava e a sexta com a sétima. Todas as estrofes são encerradas com o verso: Nos oito pés a quadrão. Vejamos versos de uma contaria entre José Gonçalves e Zé Limeira: - (AAABBCCB)

Gonçalves:

Eu canto com Zé Limeira
Rei dos vates do Teixeira
Nesta noite prazenteira
Da lua sob o clarão
Sentindo no coração
A alegria deste canto *
Por isso é que eu canto tanto *
NOS OITO PÉS A QUADRÃO

Limeira:

Eu sou Zé Limeira e tanto
Cantando por todo canto
Frei Damião já é santo
Dizendo a santa missão
Espinhaço e gangão
Batata de fim de rama *
Remédio de velho é cama *
NOS OITO PÉS A QUADRÃO.

Quadrão

Oitava na poesia popular, cantada, na qual os três primeiros versos rimam entre si, o quarto com o oitavo, e o quinto, o sexto e o sétimo também entre si.

Décima

Estrofe de dez versos, com dez ou sete sílabas, cujo esquema rimático é, mais comumente, ABBAACCDDC, empregada sobretudo na glosa dos motes, conquanto se use igualmente nas pelejas e, com menos freqüência, no corpo dos romances.

Geralmente nas pelejas é dado um mote para que os violeiros se desdobrem sobre o mesmo. Vejamos e exemplo com José Alves Sobrinho e Zé Limeira:

* Mote:

VOCÊ HOJE ME PAGA O QUE TEM FEITO
COM OS POETAS MAIS FRACOS DO QUE EU.

* Sobrinho:

Vou lhe avisar agora Zé Limeira B
Vou lhe amarrar agora a mão e o pé >B
E lhe atirar naquela capoeira C
Você hoje se esquece que nasceu >C
E se lembra que eu sou bom e perfeito >D
Você hoje me paga o que tem feito >D
Com os poetas mais fracos do que eu. >C

* Zé Limeira:

Mais de trinta da sua qualistria
Não me faz eu correr nem ter sobrosso
Eu agarro a tacaca no pescoço
E carrego pra minha freguesia
Viva João, viva Zé, viva Maria
Viva a lua que o rato não lambeu
Viva o rato que a lua não roeu
Zé Limeira só canta desse jeito
Você hoje me paga o que tem feito
Com os poetas mais fracos do que eu.

Galope à beira-mar

Estrofe de 10 versos hendecassílabos (que tem 11 sílabas), com o mesmo esquema rímico da décima clássica, e que finda com o verso "cantando galope na beira do mar" ou variações dele. Termina, sempre, com a palavra "mar".

Às vezes, porém, o primeiro, o segundo, o quinto e o sexto versos da estrofe são heptassílabos, e o refrão é "meu galope à beira-mar". É considerado o mais difícil gênero da cantoria nordestina, obrigatoriamente tônicas as segunda, quinta, oitava e décima primeira sílabas.

* Sobrinho:

Provo que eu sou navegador romântico
Deixando o sertão para ir ao mirífico
Mar que tanto adoro e que é o Pacífico
Entrando depois pelas águas do Atlântico
E nesse passeio de rumo oceânico
Eu quero nos mares viver e sonhar
Bonitas sereias desejo pescar
Trazê-las na mão pra Raimundo Rolim
Pra mim e pra ele, pra ele e pra mim
Cantando galope na beira do mar.

* Limeira:

Eu sou Zé Limeira, caboclo do mato
Capando carneiro no cerco do bode
Não gosto de feme que vai no pagode
O gato fareja no rastro do rato
Carcaça de besta, suvaco de pato
Jumento, raposa, cancão e preá
Sertão, Pernambuco, Sergipe e Pará
Pará, Pernambuco, Sergipe e Sertão
Dom Pedro Segundo de sela e gibão
Cantando galope na beira do mar.

Martelo

Estrofe composta de decassílabos, muito usada nos versos heróicos ou mais satíricos, nos desafios. Os martelos mais empregados são o gabinete e o agalopado.

Martelo agalopado - Estrofe de dez versos decassílabos, de toada violenta, improvisada pelos cantadores sertanejos nos seus desafios.

Martelo de seis pés, galope - Estrofe de seis versos decassilábicos. Também se diz apenas agalopado.

Redondilha

* Antigamente, quadra de versos de sete sílabas, na qual rimava o primeiro com o quarto e o segundo com o terceiro, seguindo o esquema abba.
* Hoje, verso de cinco ou de sete sílabas, respectivamente redondilha menor e redondilha maior.

Carretilha

Literatura popular brasileira - Décima de redondilhas menores rimadas na mesma disposição da décima clássica; miudinha, parcela, parcela-de-dez.

Métrica e Rima

* Métrica:

Arte que ensina os elementos necessários à feitura de versos medidos. Sistema de versificação particular a um poeta. Contagem das sílabas de um verso. Verso é a linguagem medida. Para medir devemos ajuntar as palavras em número prefixado de pés. Chama-se pé uma sílaba métrica. O verso português pode ter de duas a doze sílabas. Os mais comuns são os de seis, sete, oito, dez e doze pés. Como o verso mais comum, mais espontâneo é o de sete pés, comecemos nele a contagem métrica. Exemplo:

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.

Eis como se contam as sílabas:
Mi | nha | ter | ra |tem | pal | mei|

Não contamos a sílaba final "ras" porque o verso acaba no último acento tônico. O verso a quem sobra uma sílaba final chama-se grave. Aquele a quem sobram duas sílabas finais chama-se esdrúxulo. O terminado por palavra oxítona chama-se agudo, como o segundo e o quarto do exemplo supra. Eis como se decompõe o segundo verso:
On | de | can | ta o | sa | bi |á|
Nesse verso "ta o" se lêem como t'o formando um pé, pela figura sinalefa (fusão) . Sabiá, modernamente, se deve contar dissílabo, porque biá, em duas silabas, forma hiato. Em geral devemos sempre evitar o hiato, quer intraverbal, quer interverbal. Os autores antigos e os modernos pouco escrupulosos toleram muitos hiatos.

*
o Sinalefa:

Figura pela qual se reúnem duas sílabas em uma só, por elisão, crase ou sinérese.

*
o Sinérese:

Contração de duas sílabas em uma só, mas sem alteração de letras nem de sons, como, p. ex., em reu-nir, pie-da-de, em vez de re-u-nir, pi-e-da-de.

As| aves | que a| qui | gor| jei |
Não | gor | jei| am | co | mo | lá |

No caso o verso é um heptassílabo, porque só contamos sete sílabas. Se colocarmos uma sílaba a mais ou a menos em qualquer dos versos, fica dissonante e perde a beleza e harmonia.
Vale lembrar que quando a palavra seguinte inicia com vogal, dependendo do caso, pode haver a junção da sílaba da primeira com a segunda, como se faz na língua francesa. Exemplo:
Para verificar a quantidade de silabas podemos contar nos dedos. Vejamos neste trechinho de Patativa do Assaré:
Nes | ta | noi | te | pas | sa | gei | ra
1 2 3 4 5 6 7

Há | coi| sa | que | mui | to | pas | ma
1 2 3 4 5 6 7

Um mote:
Vou | fa | zer | se | re | na | ta | na | cal | ça | da
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Da | me | ni | na | que a | mei | na | mi | nha | vi | da
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

* Rima

*
o Rimas consoantes:

As que se conformam inteiramente no som desde a vogal ou ditongo do acento tônico até a última letra ou fonema. Exemplo: fecundo e mundo; amigo e contigo; doce e fosse; pálido e válido; moita e afoita.

*
o Rimas toantes:

Aquelas em que só há identidade de sons nas vogais, a começar das vogais ou ditongos que levam o acento tônico, ou, algumas vezes, só nas vogais ou ditongos da sílaba tônica. Exemplo: fuso e veludo; cálida e lágrima; "Sem propósito de sonho / nem de alvoradas seguintes, / esquece teus olhos tontos / e teu coração tão triste." Cecília Meireles, Obra Poética, p. 516).

No caso da literatura de cordel nordestina, faz parte da tradição do gênero o uso de rimas consoantes. Se um folheto de cordel usa rimas toantes, o conhecedor de cordel pensa logo que o autor daquele folheto desconhece a existência destas regras. Um cordel escrito assim pode até ser um grande poema, mas não se pode dizer que se trata de 'um cordel autêntico'.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Dialeto "Nordestinês"




É bem verdade que o Brasil pela sua diversidade cultural poderia muito bem ser dividido, formando uns 4 ou 5 países independentes e manter sua puculiariedade em cada um deles. Se isso fosse possível, o Nordeste certamente seria a grande nação sertaneja, como na canção Nordeste Independente, com vários dialetos e sotaques próprios da região.

Veja alguns desse dialetos: Click aqui!!!

Alguns ditados populares Parte II



ditados populares e suas devidas correções:

Sem eira nem beira
Significado: Pessoas sem bens, sem posses.
Histórico: Eira é um terreno de terra batida ou cimento onde grãos ficam ao ar livre para secar. Beira é a beirada da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos e o proprietário fica sem nada.
Aqui na região nordeste este ditado tem o mesmo significado, mas outra explicação. Dizem que antigamente as casas das pessoas ricas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira como era chamada a parte mais alta do telhado. As pessoas mais pobres não tinham condições de fazer este telhado triplo, então construíam somente a tribeira ficando assim “sem eira nem beira”.

Vá se queixar ao bispo
Significado: Como quem manda ir se queixar de algum problema a outra pessoa.
Histórico: No tempo do Brasil colônia, por causa da necessidade de povoar as novas terras, a fertilidade na mulher era um predicado fundamental. Em função disso, elas eram autorizadas pela igreja a transar antes do casamento, única maneira de o noivo verificar se elas eram realmente férteis. Ocorre que muitos noivinhos fugiam depois do negócio feito. As mulheres iam queixar-se ao bispo, que mandava homens atrás do fujão.

Cair no conto do vigário
Significado: Ser enganado por algum vigarista.
Histórico: Duas igrejas em Ouro Preto receberam um presente: uma imagem de santa. Para verificar qual da paróquias ficaria com o presente, os vigários resolveram deixar por conta da mão divina, ou melhor, das patas de um burro. Exatamente no meio do caminho entre as duas igrejas, colocaram o tal burro, para onde ele se dirigisse, teríamos a igreja felizarda. Assim foi feito, e o vigário vencedor saiu satisfeito com a imagem de sua santa. Mas ficou-se sabendo mais tarde que o burro havia sido treinado para seguir o caminho da igreja vencedora.

Ficar a ver navios
Significado: Esperando algo que não aconteceu ou não apareceu. Esperar em vão.
Histórico: O rei de Portugal, Dom Sebastião, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, mas o corpo não foi encontrado. A partir de então (1578), o povo português esperava sempre o sonhado retorno do monarca salvador. Lembremos que, em 1580, em função da morte de Dom Sebastião, abre-se uma crise sucessória no trono vago de Portugal. A conseqüência dessa crise foi a anexação de Portugal à Espanha (1580 a 1640), governada por Felipe II. Evidentemente, os portugueses sonhavam com o retorno do rei, como forma salvadora de resgatar o orgulho e a dignidade da pátria lusa. Em função disso, o povo passou a visitar com freqüência o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, esperando, ansiosamente, o retorno do dito rei. Como ele não voltou, o povo ficava apenas a ver navios.

Dourar a pílula
Significado: Melhorar a aparência de algo.
Histórico: Vem das farmácias que, antigamente, embrulhavam as pílulas em requintados papéis, para dar melhor aparência ao amargo remédio.

Chegar de mãos abanando
Significado: Chegar em algum lugar sem levar nada, de mãos fazias.
Histórico: Os imigrantes, no século passado, deveriam trazer as ferramentas para o trabalho na terra. Aqueles que chegassem sem elas, ou seja, de mãos abanando, davam um indicativo de que não vinham dispostos ao trabalho árduo da terra virgem.

A voz do povo, a voz de Deus
Significado: Essa tá obvia. Quem realmente sabe das coisas é o povo.
Histórico: As pessoas consultavam o deus Hermes, na cidade grega de Acaia, e faziam uma pergunta ao ouvido do ídolo. Depois o crente cobria a cabeça com um manto e saía à rua. As primeiras palavras que ele ouvisse eram a resposta a sua dúvida.

Chato de galocha
Significado: Pessoas muito chatas, resistente e insistente.
Histórico: Infelizmente, os chatos continuam a existir, ao contrário do acessório que deu origem a essa expressão. A galocha era um tipo de calçado de borracha colocado por cima dos sapatos para reforçá-los e protegê-los da chuva e da lama. Por isso, há uma hipótese de que a expressão tenha vindo da habilidade de reforçar o calçado. Ou seja, o chato de galocha seria um chato resistente e insistente, explica Valter Kehdi, professor de Língua Portuguesa e Filologia da Universidade de São Paulo. De acordo com Kehdi, há ainda a expressão chato de botas, calçados também resistentes, o que reafirma a idéia do chato reforçado.

Do arco-da-velha
Significado: Coisas do arco-da-velha são coisas inacreditáveis, absurdas.
Histórico: Arco-da-velha é como é chamado o arco-íris em Portugal, e existem muitas lendas sobre suas propriedades mágicas. Uma delas é beber a água de um lugar e devolvê-la em outro - tanto que há quem defenda que “arco-da-velha” venha de arco da bere (”de beber”, em italiano).

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PRÊMIO SOLANO TRINDADE




REGULAMENTO DO 2◦ FESTIVAL JABOATANENSE DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA (PRÊMIO SOLANO TRINDADE)




Art. 1º. A Secretaria de Cultura e Eventos da cidade do Jaboatão dos Guararapes promoverá o 2º FESTIVAL JABOATANENSE DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA (PRÊMIO SOLANO TRINDADE 2010), cujo objetivo é divulgar a poesia Afro-Brasileira, através de recitais poéticos de autores brasileiros maiores de 16 (dezesseis) anos, em língua portuguesa, como parte da Festa de Iemanjá. Revelando poesias inéditas, aprimorando assim, o gosto pela arte literária e incentivando novos talentos, bem como tornar enaltecido o Poeta Solando Trindade que dá nome ao 2º Festival Jaboatanense de Literatura Afro-Brasileira.

Art. 2º. Para participar do 2º FESTIVAL JABOATANENSE DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA (PRÊMIO SOLANO TRINDADE 2010), os poetas devem concorrer de forma individual e recitar textos de sua própria autoria, respeitando o estabelecido neste edital.

§ 1º – Os poetas deverão firmar declaração de autoria, responsabilizando-se pela veracidade das informações prestadas no ato da inscrição.

§ 2º – O número de textos recitados ficará a critério dos participantes, que deverão respeitar o limite de tempo para a performance, estabelecido neste regulamento.

§ 3º – As performances poéticas terão a duração máxima de 04 (quatro) minutos, sendo desclassificado aquele concorrente que ultrapassar o tempo estabelecido.

§ 4º – É facultado ao participante a utilização de instrumentos e recursos cênicos na sua performance, desde que no tempo estabelecido para a sua recitação, conforme parágrafo anterior.

§ 5º – Será disponibilizado ao participante: palco, som, microfone de pé e microfone sem fio.

Art. 3º. As inscrições serão realizadas no período de 15 de outubro a 15 de novembro de 2010 na Secretaria de Cultura e Eventos, sito na Rua Comendador José Didier, nº 345, Piedade – Jaboatão dos Guararapes/PE. CEP 54.400-160, Fones: 3462.4440 ou pelo e-mail: premiosolano2010@hotmail.com

Parágrafo Único – Após o ato da inscrição, os participantes receberão por E-mail a confirmação e o número de sua inscrição e deverão estar presentes nas três etapas classificatórias que irão realizar-se nos dias 08, 09, e 10 de Dezembro de 2010, classificando-se em cada etapa 05 (cinco) poemas para uma final no dia 12 de Dezembro de 2010, onde 15 poemas classificados anteriormente, concorrerão entre si, aos prêmios de 1º, 2º e 3º lugar respectivamente. Aos demais classificados como reconhecimento de seus talentos receberão uma placa que simboliza o Prêmio Solano Trindade 2010 de Poesia Afro-Brasileira.

Art. 4º. O local para a realização do 1º FESTIVAL JABOATANENSE DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA (PRÊMIO SOLANO TRINDADE 2010) será no Palco da Festa de Iemanjá, em Barra de Jangada, com início marcado para às 19:00h, nos dias 08, 09, 10 e 12 de Dezembro de 2010, sendo a primeira e segunda e terceira classificatória nos dias 08, 09 e 10 de dezembro e no dia 12 de dezembro de 2010, às 19:00 horas, Grande Finalíssima no Palco da Festa de Iemanjá, em Barra de Jangada, tudo em Jaboatão dos Guararapes.

Art. 5º. O Júri será composto por três membros: um da Secretaria de Cultura e Eventos, outro do Conselho Municipal de Cultura do Município do Jaboatão dos Guararapes e o terceiro membro da Sociedade Civil, este escolhido entre os presentes, que julgará e escolherá, de forma independente, cada um dos participantes conforme pontuação geral com notas de 05(cinco) a 10(dez) pontos, nas três etapas classificatórias para concorrer à Grande Finalíssima.

§ 1º – O Júri julgará e escolherá, de forma independente, cada um dos concorrentes a grande finalíssima, que serão classificados conforme pontuação geral em primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente.

§ 2º – Em caso de empate na fase classificatória, haverá nova apresentação dos concorrentes empatados, com duração máxima de 02 (dois) minutos para os inscritos.

§ 3º – Os concorrentes deverão estar presentes no local do 2º FESTIVAL JABOATANENSE DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA (PRÊMIO SOLANO TRINDADE 2010) com 30 (trinta) minutos de antecedência em relação ao horário previsto para o início, tanto nas fases classificatórias, quanto na Grande Finalíssima.

§ 4º – A ordem de apresentação será definida conforme a ordem de inscrição.

Art. 6º. Os jurados atribuirão nota individual, em planilhas apropriadas, e as entregarão separadamente, para que haja computação distinta dos votos de cada um dos jurados.

§ 1º – A coordenação do concurso recomendará aos julgadores a observação dos seguintes critérios:

a) cumprimento do tempo de apresentação;
b) consistência das linguagens verbal e corporal;
c) performance do participante;
d) capacidade de comunicação com o público.

Art. 7º. Para a apuração dos votos, será instalado, no local do evento, sistema informatizado com telão, onde serão publicados os votos atribuídos pelo Júri.

Art. 8º. A premiação dos vencedores da Grande Finalíssima será a seguinte:
1º colocado – R$ 2. 000,00 (dois mil reais) mais uma placa.
2º colocado – R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais) mais uma placa.
3º colocado – R$ 1.000,00 (hum mil reais) mais uma placa.

§ 1º – Todos os participantes da grande finalíssima receberão uma placa de participação.

§ 2º – Os poetas, vencedores da Grande Finalíssima, receberão a placa referente a sua classificação no Prêmio Solano Trindade de Literatura Afro-Brasileira e o respectivo prêmio em dinheiro durante a cerimônia de encerramento da Festa de Iemanjá no dia 12 de Dezembro de 2010, das mãos do Prefeito do Município e do Secretario de Cultura e Eventos.

Art. 9º. Em caso de empate na fase final, serão utilizados os seguintes critérios de desempate:

a) número de pontos obtidos na etapa classificatória;
b) nova apresentação dos concorrentes empatados, com duração máxima de 02 (dois) minutos.

Art.10. Ao se inscreverem no 2º FESTIVAL JABOATANENSE DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA (PRÊMIO SOLANO TRINDADE 2010) os participantes autorizam a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes a realizar o registro e a edição das imagens para divulgação e distribuição sem fins lucrativos.

Art.11. Os concorrentes, ao se inscreverem, concordam com as normas do 2º FESTIVAL JABOATANENSE DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA (PRÊMIO SOLANO TRINDADE 2010), cujo descumprimento implicará na sua eliminação imediata, a critério da Comissão Organizadora do Evento e por decisão fundamentada.

§ 1º – A Comissão Organizadora é composta pelos seguintes membros:

Edvaldo Fernando dos Santos (Cobra Cordelista) - PRESIDENTE

Marlene Maria dos Santos - Coordenadora.

Jorge José Brás - Membro.

Josenaldo Firmino de Andrade - Membro.



Jaboatão dos Guararapes, 08 de Setembro de 2010.



Edvaldo Fernando dos Santos (Cobra Cordelista) - Presidente

Homem da Meia-Noite



Fundado em 1932, o clube carnavalesco de alegoria misto "O Homem da Meia-Noite" é uma das mais famosas agremiações de Olinda. Com o seu boneco gigante, sai às ruas a zero hora do sábado, abrindo o carnaval da cidade.

Atualmente, o bloco nada mais é que o gigantesco boneco e o estandarte, acompanhados por uma orquestra de frevos, arrastando uma multidão pelas históricas ladeiras olindenses. Mas, nem sempre foi assim. Já houve épocas em que o clube desfilava com carros alegóricos, enredo previamente definido e fantasias luxuosas.

De acordo com o autor do Livro "Olinda, Carnaval e Povo", o carnavalesco José Ataíde, mais conhecido por Zé de Marli, uma das maiores exibições de "O Homem da Meia-Noite" aconteceu no carnaval de 1945. Naquele ano, o clube levou às ruas quatro carros alegóricos, uma cavalariça com 40 cavaleiros e dezenas de participantes luxuosamente fantasiados. Entre as alegorias, uma representava as ruínas do antigo senado de Olinda e as outras compunham o enredo do desfile que se referia aos trabalhadores, ao trabalho.

"O Homem da Meia-Noite" surgiu como troça, categoria a qual pertenceu até 1936. Seus fundadores foram: Benedito Bernardino da Silva, Cosme José dos Santos, Sebastião Bernardino da Silva, Luciano Anacleto de Queiroz, Eliodora Pereira de Lira e Manuel dos Santos. O Clube tem sede própria, na Rua do Bonsucesso, e desde a sua fundação mantém a tradição de desfilar seguindo exatamente o mesmo percurso. O boneco gigante tem a aparência do seu construtor, Benedito Bernardino da Silva que também é autor do hino do clube cuja letra tem apenas quatro versos:

Lá vem o Homem da Meia-Noite
Vem pelas ruas a passear
A fantasia é verde e branca
Para brincar o carnaval.

O nome da troça, pelo menos de acordo com uma das versões mais populares, deve-se ao seguinte fato: todo dia, exatamente à meia-noite, um homem voltava para casa, na Rua do Bonsucesso, seguindo, a pé, o mesmo caminho. Depois de um certo tempo, essa rotina do homem foi descoberta e ele passou a ser aguardado, com ansiedade, pelas donzelas da rua que se plantavam atrás das janelas para, através das frestas, apreciar o bonitão. Esse episódio ganhou fama e, em seguida, surgiu o troça que, curiosamente, desfila seguindo o mesmo percurso desde a sua fundação.

Conheçam nossas Igrejas e Capelas



Conheçam nossas Igrejas e Capelas

Igreja da Ordem Terceira do Carmo

Localizada na Praça do Carmo, Recife, foi concluída em 1837. Possui um verdadeiro tesouro de pedras lavradas e azulejos portugueses. A sacristia original tem móveis embutidos em jacarandá, considerados dos mais importantes de toda a América do século XVIII.

Igreja da Madre de Deus

Localizada no bairro do Recife, teve construção iniciada em 1679 e foi concluída em 1720. Surgiu a partir de uma pequena capela de taipa do covento do mesmo nome. Em 1910, quando o bairro sofreu uma grande reforma para ser trasnformado em área portuária, a igreja (que é uma das maiores do Recife) foi um dos poucos prédios preservados. É tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional e já foi restaurada várias vezes.

Igreja da Misericórdia

Localizada no Largo da Misericórdia, Olinda, foi fundada em 1540, juntamente com a Santa Casa da Misericórdia da Vila de Olinda que foi o primeiro hospital de Pernambuco. A igreja foi restaurada em 1654, depois da expulsão dos holandeses. No muro, conserva uma placa de pedra com a seguinte inscrição: "Aqui, no adro desta igreja, o capitão André Pereira Temudo, seguido de um punhado de bravos pernambucanos, sacrificaram heroicamente as suas vidas para impedir os ultrajes que faziam à Pátria e à Religião os invasores holandeses - 1630".

Igreja de Nossa Senhora da Boa Hora

Localizada à Rua da Boa Hora, Olinda. Foi construída em 1807, no local onde, em meados do século XVIII, existia um nicho dedicado à Nossa Senhora da Boa Hora.

Igreja de N. Senhora da Boa Viagem

Edificada no bairro de Boa Viagem, Recife, em 1730. Foi restaurada em 1862.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição

Localizada no bairro de Santo Antônio, Recife, foi construída em 1710 e reformada em 1777. No forro do coro, tem um painel que representa uma das Batalhas dos Guararapes. O altar-mor, o retábulo e o arco central são decorados com talhas douradas.

Igreja de Nossa Senhora das Graças/Seminário de Olinda

Inicialmente (1550), foi construída uma capela, que teve o prédio ampliado em 1569. A partir de 1576, foi fundado no local o Real Colégio de Olinda, onde o padre Antônio Vieira lecionou. Tornou-se Seminário de Olinda em 1800.

Igreja de Nossa Senhora das Neves/Convento de São Francisco

Erguida em 1585, em Olinda, foi a primeira sede de um estabelecimento franciscano no Brasil. Incendiada em 1631, pelos holandeses, a igreja foi reconstruída no século XVII. Na frente do convento existe um cruseiro trabalhado em pedra arenito dos arrecifes.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo/Convento do Carmo

Localizada na Praça do Carmo, foi ermida de Santo Antônio e São Gonçalo, em 1535. Passou a convento em 1581, sendo a primeira igreja da Ordem Carmelita no Brasil. Tem fachada em estilo colonial renascentista.

Igreja de Nossa Senhora do Desterro/Convento de Santa Tereza

Localizada na Av. Olinda, em Olinda, é uma construção de 1687. Possui talhas douradas e imagens dos séculos XVII e XVIII.

Igreja de N. Senhora do Guadalupe

Localizada em Olinda, foi construída em 1626.

Igreja de Nossa Senhora do Livramento dos Homens Pardos

Localizada no Pátio do Livramento, Recife, é uma construção do século XVII. Entre 1830 e 1856, foi totalmente modificada.

Igreja de N. Senhora do Monte

Localizada na Praça Nossa Senhora do Monte, Olinda, data de 1535 e foi a primeira igreja erguida em Pernambuco em honra de Maria Santíssima. Na última década do século XVI, a igreja foi doada aos monges beneditinos, tendo funcionado ali, por algum tempo, o Mosteiro de São Bento.

Igreja de Nossa Senhora da Penha

Localizada na Praça Dom Vital, bairro de São José, Recife, foi construída pelos frades capuchinhos franceses e concluída em 1882. É a única no Recife em estilo coríntio. Entre o início da construção (1656) e a conclusão de suas obras, passaram-se mais de 200 anos, em decorrência da expulsão dos capuchinhos frances do Recife, por determinação da Corte Portuguesa.

Igreja de Nossa Senhora da Saúde

Está localizada no Poço da Panela, Recife, concluída em 1820. Sua construção é atribuída ao mestre de campo Henrique Martins, que doou o terreno e ouro, pagando uma promessa de sua mulher que sobreviveu a uma grave doença.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Localizada no Largo do Bonsucesso, Olinda, é uma construção do século XVII. Foi a primeira igreja edificada em Pernambuco por uma irmandade de homens negros.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Localizada no bairro de Santo Antônio, Recife, foi construída entre 1662 e 1667. Teve um novo frontispício construído em 1777, pois o original estava desmoronando.

Igreja de Nossa Senhora dos Milagres

Localizada à Av. Santos Dumont, Olinda, é uma construção datada de 1862.

Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres

Localizada no Parque Histórico Nacional dos Guararapes, no município de Jaboatão dos Guararapes. Construída em agradecimento à Nossa Senhora dos Prazeres, pelas vitórias nas batalhas travadas contra os holandeses, ali nos Montes Guararapes.

Igreja de Santa Cruz do Bom Jesus da Via Sacra

No Pátio de Santa Cruz, Recife, foi construída entre 1711 e 1725. De estilo colonial barroco, foi sede paroquial até o final do século XVIII.

Igreja de S. Bento/Mosteiro de S. Bento

Localizados na Rua de São Bento, Olinda. Construídos entre 1597 e 1599. Foi o segundo mosteiro beneditino erguido no Brasil. Durante o incêndio provocado em Olinda pelos holandeses, o mosteiro foi destruído, sendo reerguido em seguida.

Igreja de S. João Batista dos Militares

Primeiro templo beneditino construído em Olinda, em 1595. Foi a única igreja não atingida pelo incêndio que destruiu a cidade em 1631, provocado pelos holandeses. Alguns historiadores afirmam que fora poupada para servir de quartel para os invasores. Localizada no Amparo.

Igreja de São José do Ribamar

Localizada na Rua do Sol, Olinda. Inicialmente, era uma ermida. Tornou-se capela em 1901 e, em 1936, foi ampliada.

Igreja de São Pedro Apóstolo

Construída no final do século XVIII. Localizada no Carmo, Olinda.

Igreja de São Sebastião

Localizada à Rua 15 de Novembro, Olinda. Construída entre 1686 e 1697, reformada em 1773. Foi erguida por determinação do então governador, João Fernandes Vieira, depois que uma epidemia de cólera matou centenas de olindenses. Guarda uma imagem de São Sebastião, trazida de Portugal no século XVIII.

Igreja do Bom Jesus do Bonfim

Localizada à Rua do Bonfim, Olinda. Construída no século XVIII.

Igreja do Espírito Santo

Localizada na Praça 17, bairro de São José, Recife, pertenceu inicialmente aos franceses calvinistas. Em 1654, foi doada aos Jesuítas, para servir de sede de uma escola, sendo abandonada com a expulsão dos Jesuítas pelo Marquês de Pombal. Em 1816, passou para a Irmandade de São João Batista dos Militares e novamente foi abandonada. Restaurada em 1855, passou à Irmandade do Divino Espírito Santo.

Igreja do Sagrado Coração de Jesus

Localizada no município de Igarassu, é um anexo do convento do mesmo nome fundado a 01/03/1742. Destaque para a imponência de sua fachada.

Igreja do Santíssimo Sacramento - Matriz de Santo Antônio

Localizada na Praça da Independência, Recife, foi concluída em 1790. Sua pedra fundamental foi lançada no local onde existiu uma casa de pólvora no período holandês.

Igreja dos Santos Cosme e Damião

É a mais antiga igreja em funcionamento no Brasil, datada de 1535, localizada no município de Igarassu. Fundada a mando de Duarte Coelho, para celebrar a vitória sobre os índios que habitavam aquelas terras.

Igreja e Convento de Nossa Senhora da Conceição

Localizados no Largo da Misericórdia, Olinda, são construções de 1585. Durante a invasão holandesa, o convento foi abandonado, sendo em seguida reconstruído e utilizado como abrigo para mulheres abandonadas. Um dos destaques da igreja é a imagem da padroeira, pintada em ouro, com uma coroa de prata - obras do século XVIII.

Igreja e Convento de Santo Antônio

Localizados na Rua do Imperador, Recife. O convento, construído pelos frades franciscanos entre 1612 e 1613, deu origem ao bairro de Santo Antônio. Durante a Invasão Holandesa, foi usado como quartel, sendo denominado Forte Ernesto.

Igreja Matriz da Boa Vista

Está localizada na Rua do Hospício, Recife. É uma construção datada de 1793, possui obras do pintor Caetano da Rocha Pereira. É a única igreja de Pernambuco que tem todo o frontispício em pedras portuguesas. Uma de suas características é não possuir imagens


CAPELAS

Capela de Nossa Senhora dos Aflitos

Construída na hoje Avenida Rosa e Silva, Recife-PE, em 1762. Foi modificada no século XIX, mantendo algumas partes (pia batismal, pintura do teto, grade que separa o santuário do arco cruzeiro) da construção original.

Capela de Nossa Senhora da Conceição da Jaqueira

Construída em 1766, no Recife, a mando de Henrique Martins, é um belo exemplar da arquitetura barroca. Em 1938, foi tombada pelo Patrimônio Histórico como monumento nacional. Em 1950, foi saqueada e suas imagens, portas e janelas originais foram roubadas.

Capela de Santo Amaro das Salinas

Localizada na Praça General Abreu e Lima, Recife, é uma construção do século XVII. Em 1894 estava em ruínas e foi reconstruída pelos moradores do local, que já haviam organizado uma irmandade e adquirido todo o seu patrimônio.

Capela de Santo Antônio de Paratibe

Localizada no Seminário de Jardim Paulista, município de Paulista, é a segunda igreja erguida no Brasil, datada de 1555. Lembra as igrejas construídas junto às casas de engenhos de cana-de-açúcar.

Capela de São Pedro Advíncula

Localizada à Rua 13 de Maio, Olinda, foi construída em 1764, como um anexo do Aljube (a cadeia eclesiástica) para os presos assistirem a missas. É tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional.

Capela Dourada da Órdem Terceira de São Francisco

Anexa ao Convento de Santo Antônio, no Recife, foi inaugurada em 1697. Tem obras do mestre entalhador pernambucano Antônio Martins Santiago e azulejos portugueses.

domingo, 7 de novembro de 2010

Maracatu Piaba de Ouro



32 anos de tradição e história são celebrados em grande festa, em Olinda. A Cidade Tabajara, em Olinda (PE), foi palco das comemorações dos 32 anos do tradicional Maracatu Piaba de Ouro, fundado pelo Mestre Salustiano (falecido em 2008), no último fim de semana. Brincantes de todas as idades festejaram o aniversário do Maracatu Piaba de Ouro, referência para outros 104 grupos de maracatus que existem em Pernambuco, fundado em 11 de setembro de 1977.

O Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula, a representante da Regional Nordeste (RRNE/MinC), Tarciana Portella, a viúva de Hermílio Borba Filho e umas das grandes incentivadoras do maracatu pernambucano, Leda Alves, além de diversos amigos e pesquisadores estiveram presentes na festa do Ponto de Cultura Piaba de Ouro.

O legado construído por Mestre Salu é mantido pelos 15 filhos e pela comunidade de mais de 250 brincantes, que criam seus mamulengos, bordados e estandartes e perpetuam a Cultura Viva da história de luta e resistência dessa manifestação cultural. No encontro foi lançado o site e o segundo CD do Piaba de Ouro. Confira em:

http://www.maracatupiabadeouro.com.

sábado, 6 de novembro de 2010

Quilombos



Relação de Quilombos do Estado de Pernambuco


Fonte: "Quilombolas: Tradições e Cultura da Resistência", Rafael Sanzio
Araújo e André Cipriano, Aori Comunicação, São Paulo, 2006

Nº - Município - Comunidade

01 - Goiana - Povoação
02 - Afogados da Ingazeira - Giquiki
03 - Afogados da Ingazeira - Pintada
04 - Afogados da Ingazeira - Leitão
05 - Afogados da Ingazeira - Umbuzeiro
06 - Agrestina - Furnas
07 - Agrestina - Pé de Serra
08 - Aguas Belas - Quilombo
09 - Aguas Belas - Sítio Pião
10 - Aguas Belas - Tanquinho
11 - Alagoinha - Carrapicho
12 - Alagoinha - Morada de Negras
13 - Arcoverde - Bacuré
14 - Arcoverde- Cajueiro
15 - Arcoverde -Fundão
16 - Arcoverde - Gravatá das Varas
17 - Arcoverde - Lagoa da Porta
18 - Arcoverde - Maria Martins
19 - Arcoverde - Mocó
20 - Arcoverde - Olhos D?agua
21 - Arcoverde - Periperi
22 - Arcoverde - Pintada
23 - Arcoverde - Serra das Varas
24 - Betania - Poço do Boi
25 - Betania - São Caetano
26 - Bezerros - Guaribas
27 - Bom Conselho - Angico
28 - Bom Conselho - Isabel
29 - Bom Conselho - Macacos
30 - Brejão - Batinga
31 - Brejão - Curiquinha dos Negros
32 - Buique - Façola
33 - Buique - Serra do Catimbau
34 - Cabo de Santo Agustinho - Doze Negras
35 - Capoeiras - Cascavel
36 - Capoeiras - Sitio Imbé
37 - Capoeiras - Fidelão
38 - Carnaiba - Abelha
39 - Carnaiba - Brejo de Dentro
40 - Carnaiba - Gameleira
41 - Catende - Serra dos Quilombos
42 - Cupira - Sambaquim
43 - Custodia - Arara
44 - Custodia - Caldeirão
45 - Custodia - Carvalho
46 - Custodia - Lajedo
47 - Custodia - São José
48 - Custodia - Cachoeira
49 - Floresta - Massapé
50 - Garanhuns - Caluete
51 - Garanhuns - Sapo
52 - Garanhuns - Castaínho
53 - Garanhuns - Estiva
54 - Garanhuns - Estrela
55 - Garanhuns - Timbó
56 - Garanhuns - Cabeleiras
57 - Ibimirim - Jeritacol
58 - Imbé - Capoeiras
59 - Inajá - Poço Dantas
60 - Ingazeira - Jorge
61 - Ingazeira - Santo Antonio Ii
62 - Itacuruba - Negros do Gilú
63 - Lagoa dos Gatos - Cavuco
64 - Lagoa dos Gatos - Pau Ferrado
65 - Mirandiba - Araçá
66 - Mirandiba - Caruru
67 - Mirandiba - Feijão
68 - Mirandiba - Januario Grande
69 - Mirandiba - Pedra Branca
70 - Mirandiba - Serra Verde
71 - Passira - Cacimbinha
72 - Passira - Chã de Negros
73 - Pesqueira - Osso (Serra Cruz)
74 - Pesqueira - Negros dos Ossos
75 - Petrolandia - Borba do Lago
76 - Petrolina - Afranto
77 - Petrolina - Fandango
78 - Quixaba - Sitio Gia
79 - Rio Formoso - Engenho Siqueira
80 - Salgadinho - Conté
81 - Salgadinho - Contendas
82 - Salgueiro - Conceição das Criolas
83 - São Bento do Uma - Serrote do Gado Brabo
84 - São Bento do Uma - Jirau
85 - São Bento do Uma - Caldeiralzinho
86 - São Bento do Uma - Caibra
87 - São Bento do Uma - Gado Brabo
88 - São Bento do Uma - Primavera
89 - São Bento do Uma - Sitio Caldeirãozinho
90 - São José do Egito - Queimada Zé Vicente
91 - Sertânia - Claudinos (Varzea Velha)
92 - Sertânia - Estreito (Caroalina)
93 - Sertânia - Jacuzinho
94 - Sertânia - Jibóia
95 - Sertânia - Lage da Onça(Albuquerque Né)
96 - Sertânia - Os Custódios
97 - Sertânia - Sitio Varzea Limpa
98 - Sertânia - Urubu
99 - Terra Nova - Contendas
100 - Triunfo - Livramento
101 - Triunfo - Sitio Novo
102 - Triunfo - Lagoinha Águas Claras

Cultura Popular



O Papa Figo

O Papa Figo, ao contrário dos outros mitos, não tem aparência extraordinária. Parece mais com uma pessoa comum. Outras vezes, pode parecer como um velho esquisito que carrega um grande saco às costas.

Na verdade, ele mesmo pouco aparece. Prefere mandar seus ajudantes em busca de suas vítimas. Os ajudantes por sua vez, usam de todos os artifícios para atrair as vítimas, todas crianças claro, tais como; distribuir presentes, doces, dinheiro, brinquedos ou comida. Eles agem em qualquer lugar público ou em portas de escolas, parques, ou mesmo locais desertos.

Depois de atrair as vítimas, estas são levadas para o verdadeiro Papa-Figo, um sujeito estranho, que sofre de uma doença rara e sem cura. Um sintoma dessa doença seria o crescimento anormal de suas orelhas.

Diz a lenda, que para aliviar os sintomas dessa terrível doença ou maldição, o Papa-Figo, precisa se alimentar do Fígado de uma criança. Feito a extração do fígado, eles costumam deixar junto com a vítima, uma grande quantia em dinheiro, que é para o enterro e também para compensar a família.

Origem: Mito muito comum em todo meio rural. Acredita-se que a intenção do conto era para alertar as crianças para o contato com estranhos, como no conto de Chapeuzinho Vermelho.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Casamento do Curió

Auto nordestino sobre figuras pitorescas que permeiam o imaginário de cordelistas, repentistas e apaixonados por nossa cultura em geral. Vencedor do Itaú Cultural 2005-2006 categoria Textos Inéditos. Texto Cadu Pereira. Roteiro Alexandre Guimarães.