quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Crendices relacionadas a animais

Apesar de definidas como crenças populares absurdas e ridículas, as crendices (ou superstições) sempre existiram entre todos os povos. Em Pernambuco, bem como nos demais Estados do Nordeste brasileiro, crendices de todos os tipos são repassadas de geração a geração. Veja, aqui, as crendices relacionadas com os animais:
Besouro - Quando um besouro passa zumbindo pelos ouvidos de uma pessoa é sinal de mau agouro. A solução é pronunciar frases do tipo: "Credo! Vai-te para quem te mandou; dize que não me achaste; eu te arrenego; cruz credo!".
Coruja - É de mau agouro o canto lúgubre de uma coruja, ao cair da tarde, ou simplesmente quando ela pousa sobre o telhado da casa.
Beija-flor - Da mesma forma que as borboletas pretas ou as formigas de asa, quando um beija-flor invada a casa é mau agouro.
Anum - Também é considerado de mau agouro quando um anum preto pousa nas árvores vizinhas das casas habitadas na zona rural.
Cachorro - Quando um cachorro cava à porta ou no quintal de uma casa é sinal de que uma sepultura terá de ser aberta.
Urubu - É prenúncio de morte quando um urubu pousa no telhado de uma casa ou simplesmente quando ele voa repetidas vezes em torno de uma residência.
Esperança - Quando a esperança (espécie de gafanhoto verde) entra na casa ou pousa sobre uma pessoa é sinal de alegria, de que uma coisa boa vai acontecer.
Bem-ti-vi - Quando um bem-ti-vi canta insistentemente nas proximidade de uma casa é sinal de que uma pessoa ausente e estimada irá chegar.
Pitiguari - Quando um pitiguari canta também é aviso de que uma pessoa querida irá chegar. O sertanejo afirma que o cantar desse pássaro parece dizer claramente: "Olha para o caminho, quem vem!...".
O que acontece quando:
- Quem pisa o rabo de um gato não casa no ano em que o fato aconteceu
- Ao encontrar uma cobra, uma mulher deve virá o cós da saia e dizer: "Estás presa por ordem de São Bento" (que é o advogado contra os ofídios). Assim, essa cobra ficará imóvel, não oferecerá nenhuma resistência, e a mulher poderá matá-la facilmente.
- Quem mata um cachorro fica devendo uma alma a São Lázaro
- Para um cachorro não crescer, basta pesá-lo com sal, logo ao nascer
- Quando uma cabra espirra é sinal de chuva
- Quando a cigarra estoura, de tanta cantar, de sua casca nasce o cipó japecanga
- O sapo não entra em decomposição, fica ressequido, mirrado e quem o matar ficará com o corpo do mesmo jeito
- Quando uma cobra entra na água deixa o veneno em terra e, picando alguém, não causa mal algum
- O pavão entristece quando olha para os pés
- Os negócios serão bons quando o dono colocar um chifre de boi no alto de uma balança ou em outra parte do seu estabelecimento comercial
- Uma pessoa que come uma galinha choca fica com fome canina
- Se o galo cantar várias vezes durante o dia é mau agouro. Se cantar exatamente ao meio-dia é sinal de moça fugida e cantando às dez horas é sinal de casamento
- Aos rapazes que apalpam galinhas não nasce barba
Origem da intriga entre o cachorro e o gato
Como tudo no mundo tem uma explicação, o imaginário popular também inventou uma história para explicar a famosa inimizade entre o cachorro e o gato. Essa estória é a seguinte:
Consta que, em tempos passados, o cachorro, hoje escravo do homem, havia conquistado o direito de viver livremente e era um dos grandes amigos do gato. E essa liberdade foi atestada inclusive com papel passado, uma carta de alforria.
Não tendo onde guardar o documento, um dia o cachorro pediu ao gato que guardasse a tal carta de alforria. Meio desligado, o gato depositou o documento do amigo entre as telhas da coberta da casa, crente que aquele era um lugar seguro.
Mas, eis que aconteceu o inesperado. O rato encontrou aquele papel e, como andava à cata de algo para forrar seu ninho, fez a festa: picotou a carta de alforria em centenas de pedaço. Com isso, o cachorro voltou ao cativeiro e jamais perdoou o gato.
Por ter perdido o grande amigo, o gato, por sua vez, tornou-se inimigo ferrenho do rato que, afinal, foi o grande causador do infortúnio do cachorro. Dizem que, ainda hoje, o gato não perdeu totalmente a esperança de reconquistar a velha amizade.
E é por isso que, de vez em quando, as pessoas encontram um gato e um cachorro que se dão bem.
Ditados populares relacionados a animais
- Um dia, um dia, cachorro de paca mata cotia
- Camarada é boi de carga
- Boi solto lambe-se todo
- Na casa de Gonçalo, a galinha manda mais que o galo
- Quem come galinha magra paga uma gorda
- A galinha da minha vizinha é mais gorda do que a minha
- Galinha preta põe ovos brancos
- De grão em grão a galinha enche o papo
- Na sombra da galinha o cachorro bebe água
- Não se amarra cachorro com lingüiça
- A grande cão, grande osso
- Cachorro que muito anda, apanha pau ou rabugem
- Cão que muito late não morde
- Quem não tem cão, caça com gato
- Gato escaldado de água fria tem medo
- Gato quando não morde, arranha
- Gato escondido com o rabo de fora
- Tirar com a mão do gato
- Da casa de gato não sai rato farto
- Gato muito miador é pouco caçador
- Para burro velho, capim novo
- Cavalo dado não se abre a boca
- Por uma besta dar um coice, não se lhe corta a perna
- Praga de urubu magro não mata cavalo gordo
- Urubu pelado não voa em bando
- Quando urubu está caipora, não há galho verde que o agüente
- Onde se mata o boi aí se esfola
- Guariba quando se remexe, quer chumbo
- A ovelha mansa mama na sua teta e na alheia
- Uma ovelha má deita um rebanho a perder
- Macaco velho não mete a mão em cumbuca
- Cada macaco no seu galho
- Em terra de sapo, de cócoras com ele
- Cobra que não nada, não engole sapo
- A primeira pancada é que mata a cobra
- Dois tatus machos não moram em um buraco
- Dois bicudos não se beijam
- Em festa de jacaré não entra nambu
- Pela boca morre o peixe
- Com mel se pegam as moscas
- Em boca fechada não entram moscas
- Papagaio come milho, periquito leva a fama
- A formiga quando quer se perder cria asas
Besouro - Quando um besouro passa zumbindo pelos ouvidos de uma pessoa é sinal de mau agouro. A solução é pronunciar frases do tipo: "Credo! Vai-te para quem te mandou; dize que não me achaste; eu te arrenego; cruz credo!".
Coruja - É de mau agouro o canto lúgubre de uma coruja, ao cair da tarde, ou simplesmente quando ela pousa sobre o telhado da casa.
Beija-flor - Da mesma forma que as borboletas pretas ou as formigas de asa, quando um beija-flor invada a casa é mau agouro.
Anum - Também é considerado de mau agouro quando um anum preto pousa nas árvores vizinhas das casas habitadas na zona rural.
Cachorro - Quando um cachorro cava à porta ou no quintal de uma casa é sinal de que uma sepultura terá de ser aberta.
Urubu - É prenúncio de morte quando um urubu pousa no telhado de uma casa ou simplesmente quando ele voa repetidas vezes em torno de uma residência.
Esperança - Quando a esperança (espécie de gafanhoto verde) entra na casa ou pousa sobre uma pessoa é sinal de alegria, de que uma coisa boa vai acontecer.
Bem-ti-vi - Quando um bem-ti-vi canta insistentemente nas proximidade de uma casa é sinal de que uma pessoa ausente e estimada irá chegar.
Pitiguari - Quando um pitiguari canta também é aviso de que uma pessoa querida irá chegar. O sertanejo afirma que o cantar desse pássaro parece dizer claramente: "Olha para o caminho, quem vem!...".
O que acontece quando:
- Quem pisa o rabo de um gato não casa no ano em que o fato aconteceu
- Ao encontrar uma cobra, uma mulher deve virá o cós da saia e dizer: "Estás presa por ordem de São Bento" (que é o advogado contra os ofídios). Assim, essa cobra ficará imóvel, não oferecerá nenhuma resistência, e a mulher poderá matá-la facilmente.
- Quem mata um cachorro fica devendo uma alma a São Lázaro
- Para um cachorro não crescer, basta pesá-lo com sal, logo ao nascer
- Quando uma cabra espirra é sinal de chuva
- Quando a cigarra estoura, de tanta cantar, de sua casca nasce o cipó japecanga
- O sapo não entra em decomposição, fica ressequido, mirrado e quem o matar ficará com o corpo do mesmo jeito
- Quando uma cobra entra na água deixa o veneno em terra e, picando alguém, não causa mal algum
- O pavão entristece quando olha para os pés
- Os negócios serão bons quando o dono colocar um chifre de boi no alto de uma balança ou em outra parte do seu estabelecimento comercial
- Uma pessoa que come uma galinha choca fica com fome canina
- Se o galo cantar várias vezes durante o dia é mau agouro. Se cantar exatamente ao meio-dia é sinal de moça fugida e cantando às dez horas é sinal de casamento
- Aos rapazes que apalpam galinhas não nasce barba
Origem da intriga entre o cachorro e o gato
Como tudo no mundo tem uma explicação, o imaginário popular também inventou uma história para explicar a famosa inimizade entre o cachorro e o gato. Essa estória é a seguinte:
Consta que, em tempos passados, o cachorro, hoje escravo do homem, havia conquistado o direito de viver livremente e era um dos grandes amigos do gato. E essa liberdade foi atestada inclusive com papel passado, uma carta de alforria.
Não tendo onde guardar o documento, um dia o cachorro pediu ao gato que guardasse a tal carta de alforria. Meio desligado, o gato depositou o documento do amigo entre as telhas da coberta da casa, crente que aquele era um lugar seguro.
Mas, eis que aconteceu o inesperado. O rato encontrou aquele papel e, como andava à cata de algo para forrar seu ninho, fez a festa: picotou a carta de alforria em centenas de pedaço. Com isso, o cachorro voltou ao cativeiro e jamais perdoou o gato.
Por ter perdido o grande amigo, o gato, por sua vez, tornou-se inimigo ferrenho do rato que, afinal, foi o grande causador do infortúnio do cachorro. Dizem que, ainda hoje, o gato não perdeu totalmente a esperança de reconquistar a velha amizade.
E é por isso que, de vez em quando, as pessoas encontram um gato e um cachorro que se dão bem.
Ditados populares relacionados a animais
- Um dia, um dia, cachorro de paca mata cotia
- Camarada é boi de carga
- Boi solto lambe-se todo
- Na casa de Gonçalo, a galinha manda mais que o galo
- Quem come galinha magra paga uma gorda
- A galinha da minha vizinha é mais gorda do que a minha
- Galinha preta põe ovos brancos
- De grão em grão a galinha enche o papo
- Na sombra da galinha o cachorro bebe água
- Não se amarra cachorro com lingüiça
- A grande cão, grande osso
- Cachorro que muito anda, apanha pau ou rabugem
- Cão que muito late não morde
- Quem não tem cão, caça com gato
- Gato escaldado de água fria tem medo
- Gato quando não morde, arranha
- Gato escondido com o rabo de fora
- Tirar com a mão do gato
- Da casa de gato não sai rato farto
- Gato muito miador é pouco caçador
- Para burro velho, capim novo
- Cavalo dado não se abre a boca
- Por uma besta dar um coice, não se lhe corta a perna
- Praga de urubu magro não mata cavalo gordo
- Urubu pelado não voa em bando
- Quando urubu está caipora, não há galho verde que o agüente
- Onde se mata o boi aí se esfola
- Guariba quando se remexe, quer chumbo
- A ovelha mansa mama na sua teta e na alheia
- Uma ovelha má deita um rebanho a perder
- Macaco velho não mete a mão em cumbuca
- Cada macaco no seu galho
- Em terra de sapo, de cócoras com ele
- Cobra que não nada, não engole sapo
- A primeira pancada é que mata a cobra
- Dois tatus machos não moram em um buraco
- Dois bicudos não se beijam
- Em festa de jacaré não entra nambu
- Pela boca morre o peixe
- Com mel se pegam as moscas
- Em boca fechada não entram moscas
- Papagaio come milho, periquito leva a fama
- A formiga quando quer se perder cria asas
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Primeiro Telefone em Pernambuco

A telefonia em Pernambuco teve início a 27 de abril de 1882, com a instalação, no Recife, do primeiro telefone: ligando o palácio da presidência da província à Secretaria de Polícia. A responsável pela instalação foi a Empresa Telefônica Bourgard, de José Leopoldo Bourgard, primeiro concessionário dos serviços telefônicos no Estado.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Cobra Cordelista na Faculdade Uva do Cabo de Santo Agostinho-PE curso de Pedagogia
Cobra em mais uma de suas apresentações, levando nossa cultura a todos os lugares e classes sociais e pela animação o povo gostou muito.
Vejam mais fotos, logo abaixo:
A cultura nordestina é rica, abundante e bela

A cultura nordestina é rica, abundante e bela
(José de Sousa Dantas)
A CULTURA variada
Do NORDESTE brasileiro,
Tem valor no mundo inteiro,
Por ser distinta, esmerada,
Consistente e temperada,
Maravilhosa e singela,
O povo se inspira nela,
Se desenvolve e se afina.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.
A CULTURA popular
Nordestina, brasileira,
É autêntica, verdadeira,
Valiosa e singular,
Que se torna basilar,
Resiste e não se esfacela,
E a gente luta por ela,
Por ser nobre e genuína.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.
O NORDESTE tem artista,
Talentoso, criativo,
Competente, combativo,
Que canta, escreve e conquista,
Mostrando o ponto de vista,
Com a devida cautela,
Se destaca e se nivela
Ao melhor duma doutrina.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.
Tem POETAS e cantores,
Artesãos e cordelistas,
Violeiros e coquistas,
Literatas, escultores,
Cineastas e pintores,
Criadores de novela,…..
Cada um pensa e modela
Sua OBRA cristalina.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.
Tem repente, apartação,
Glosa, cordel, boi-bumbá,
Carnaval, iemanjá,
Ciranda, adivinhação,
Maracatu e São João,
A dança da Cinderela,
O forró flor de canela,
Ao som da concertina,……
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.
Assombrações e lendas
Galega da Cadisa
No final da década de 1960, surgiu em Caruaru uma bela e loura mulher que acabou levando pânico a todos aqueles que ousassem passar de carro, a partir de certas horas da noite, por um trecho de rua à época pouco movimentado, localizado nas proximidades do estádio do Central, na época o principal time de futebol da cidade.
Na esquina desse pedaço de rua ficava o prédio de uma revendedora de automóveis denominada Caruaru Diesel S.A (Cadisa), em frente ao qual tudo acontecia. Durante o dia, não havia nada de estranho, até crianças passavam por ali sem nenhum problema. O perigo era trafegar pela área depois das dez horas da noite.
Veja como tudo acontecia: quando um carro apontava na esquina, uma bela mulher, loura de olhos azuis, surgia de repente, supostamente vinda do interior do prédio da Cadisa que, no entanto, permanecia com todas as portas fechadas. Se a pessoa que dirigisse o carro fosse uma outra mulher, a Galega deixava passar. Se fosse um homem, ela pedia carona.
Perto dali ficava a zona de prostituição de Caruaru e, talvez por isso, a Galega da Cadisa sempre conseguia caronas. Ela pedia que a deixassem em sua residência, uma pequena casa no bairro do Salgado, e no caminho insinuava querer ter um caso amoroso com seus caroneiros. Mas, ao chagar, se despedia e, de pressa, entrava em casa, dizendo que logo retomaria o contato.
Os mais encantados com a Galega (a maioria deles motoristas de táxis) acabavam não resistindo e, no dia seguinte, iam procurá-la, em casa. Quem atendia, porém, era um senhor de idade, ferreiro de profissão, o verdadeiro morador da casa. Ele sabia, sim, que ali havia morado uma mulher loura e informava que ela morrera fazia vinte anos.
As primeiras aparições da Galega da Cadisa não tiveram grande repercussão, até porque os casos eram comentados à boca pequena, apenas entre alguns motoristas que diziam já ter passado pela experiência, ou nas rodas-de-bar. Mas, depois que um radialista passou noticiar os causos no programa policial de uma emissora de rádio de grande audiência, a estória pipocou na cidade.
Foram dois anos de muitos causos envolvendo a Galega da Cadisa e seus pobres pretendentes. Depois, quando a revendedora de automóveis encerrou suas atividades, nunca mais se ouviu falar da encantadora loura. Ficaram apenas o mistério em torno daquelas aparições e a intrigante constatação de que a Galega só saía do prédio para pedir caronas enquanto ali funcionou uma revendedora de automóveis.
Por que será que a Galega sumiu depois que o edifício passou a ter outro uso? Pare essa pergunta, ninguém nunca teve resposta.
Na esquina desse pedaço de rua ficava o prédio de uma revendedora de automóveis denominada Caruaru Diesel S.A (Cadisa), em frente ao qual tudo acontecia. Durante o dia, não havia nada de estranho, até crianças passavam por ali sem nenhum problema. O perigo era trafegar pela área depois das dez horas da noite.
Veja como tudo acontecia: quando um carro apontava na esquina, uma bela mulher, loura de olhos azuis, surgia de repente, supostamente vinda do interior do prédio da Cadisa que, no entanto, permanecia com todas as portas fechadas. Se a pessoa que dirigisse o carro fosse uma outra mulher, a Galega deixava passar. Se fosse um homem, ela pedia carona.
Perto dali ficava a zona de prostituição de Caruaru e, talvez por isso, a Galega da Cadisa sempre conseguia caronas. Ela pedia que a deixassem em sua residência, uma pequena casa no bairro do Salgado, e no caminho insinuava querer ter um caso amoroso com seus caroneiros. Mas, ao chagar, se despedia e, de pressa, entrava em casa, dizendo que logo retomaria o contato.
Os mais encantados com a Galega (a maioria deles motoristas de táxis) acabavam não resistindo e, no dia seguinte, iam procurá-la, em casa. Quem atendia, porém, era um senhor de idade, ferreiro de profissão, o verdadeiro morador da casa. Ele sabia, sim, que ali havia morado uma mulher loura e informava que ela morrera fazia vinte anos.
As primeiras aparições da Galega da Cadisa não tiveram grande repercussão, até porque os casos eram comentados à boca pequena, apenas entre alguns motoristas que diziam já ter passado pela experiência, ou nas rodas-de-bar. Mas, depois que um radialista passou noticiar os causos no programa policial de uma emissora de rádio de grande audiência, a estória pipocou na cidade.
Foram dois anos de muitos causos envolvendo a Galega da Cadisa e seus pobres pretendentes. Depois, quando a revendedora de automóveis encerrou suas atividades, nunca mais se ouviu falar da encantadora loura. Ficaram apenas o mistério em torno daquelas aparições e a intrigante constatação de que a Galega só saía do prédio para pedir caronas enquanto ali funcionou uma revendedora de automóveis.
Por que será que a Galega sumiu depois que o edifício passou a ter outro uso? Pare essa pergunta, ninguém nunca teve resposta.
sábado, 20 de novembro de 2010
Uma pá pá rapá pá
Uma pá pá rapá pá
(Poeta Dedé Monteiro)
Eu ja ví coisas demais
nesse mundão de Jesus
já vi espelho sem luz
inferno sem satanás
baralho sem reis nem ais
um bode enjoar juá
e hoje através de Ma-
ciel piadista fera
Fiquei sabendo o que era
Uma pá pa rapá pá
Sentado sobre um degrau,
um rapaz temendo um berro
fazia uma pá de pau
pra limpá a pá de ferro
e o patrão com voz de aço
gritou agitando o braço:
“- que diabo fazendo está?????”
E trabalhador tremendo:
“-perdão eu só tô fazendo”
uma pá pa rapá pá!!!!
(Poeta Dedé Monteiro)
Eu ja ví coisas demais
nesse mundão de Jesus
já vi espelho sem luz
inferno sem satanás
baralho sem reis nem ais
um bode enjoar juá
e hoje através de Ma-
ciel piadista fera
Fiquei sabendo o que era
Uma pá pa rapá pá
Sentado sobre um degrau,
um rapaz temendo um berro
fazia uma pá de pau
pra limpá a pá de ferro
e o patrão com voz de aço
gritou agitando o braço:
“- que diabo fazendo está?????”
E trabalhador tremendo:
“-perdão eu só tô fazendo”
uma pá pa rapá pá!!!!
Fonte: http://culturanordestina.blogspot.com/
A cantoria nos tempos modernos
Os antigos repentistas eram pessoas simples e raramente sabiam ler e escrever corretamente. Mas com o passar do tempo as coisas mudam. A ciência e a tecnologia avançam e novos valores surgem. E mesmo que não percam suas raízes, os cantadores não podem ficar para trás no tempo. Eles precisam acompanhar as transformações que surgem no dia a dia, pois precisam de novas e constantes informações para abordar temas modernos.
O violeiro tem que acompanhar tudo que acontece no Nordeste, no Brasil e no mundo, bem como estar por dentro da internet, robotização, efeito estufa e aquecimento global, por exemplos. E ainda ter conhecimento geral sobre Geografia, História, Ciência e muitas outras coisas. A astúcia e o raciocínio rápido também são indispensáveis para um bom cantador.
Se os atuais repentistas não tiverem as qualidades e atributos acima, estão sujeitos a “levar uma surra” do adversário, durante um desafio. Um exemplo do que foi dito acima está nesta obra prima de Galope à Beira Mar, onde os dois renomados repentistas demonstram desenvoltura, talento, habilidade e conhecimento sobre o corpo humano:
O violeiro tem que acompanhar tudo que acontece no Nordeste, no Brasil e no mundo, bem como estar por dentro da internet, robotização, efeito estufa e aquecimento global, por exemplos. E ainda ter conhecimento geral sobre Geografia, História, Ciência e muitas outras coisas. A astúcia e o raciocínio rápido também são indispensáveis para um bom cantador.
Se os atuais repentistas não tiverem as qualidades e atributos acima, estão sujeitos a “levar uma surra” do adversário, durante um desafio. Um exemplo do que foi dito acima está nesta obra prima de Galope à Beira Mar, onde os dois renomados repentistas demonstram desenvoltura, talento, habilidade e conhecimento sobre o corpo humano:
Fonte: http://culturanordestina.blogspot.com/
Pesquisa: Marcos Escritor (http://poemasdecaverna.blogspot.com/)
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Cobra Cordelista na escola Pedro II em candeias
Cobra Cordelista na escola Pedro II em candeias, na feira de Ciência, com uma galera pra lá de animada. Nossos meninos não tem nenhuma culpa se a eles não é dado o entretenimento cultural, na capital, no Sertão, ou no agreste, por onde passamos a alegria é a mesma com a nossa cultura popular, o erro está em nossos gestores, onde falta compromisso com as nossas raízes.
A 100 km de nossa capital Recife a parabólica impede a conexão do jovem com a nossa cultura e somente o contato direto pode mudar isso. Não tenho visto novos repentistas, por onde passo, adolescentes empunhando uma viola e improvisando, nem com um pandeiro fazendo embolada, ou uma criança cirandeira, e isto significa que providencias urgentes precisam ser tomadas para que a nossa cultura não desapareça e nisto os professores tem um papel fundamental. Como artista popular, estou disposto enquanto vivo a cumprir a minha parte. Sou um Pernambucano orgulhoso da minha cultura, do legado que o nosso povo deixou a minha geração e com a missão de repassar o que recebi!
Cobra Cordelista,A 100 km de nossa capital Recife a parabólica impede a conexão do jovem com a nossa cultura e somente o contato direto pode mudar isso. Não tenho visto novos repentistas, por onde passo, adolescentes empunhando uma viola e improvisando, nem com um pandeiro fazendo embolada, ou uma criança cirandeira, e isto significa que providencias urgentes precisam ser tomadas para que a nossa cultura não desapareça e nisto os professores tem um papel fundamental. Como artista popular, estou disposto enquanto vivo a cumprir a minha parte. Sou um Pernambucano orgulhoso da minha cultura, do legado que o nosso povo deixou a minha geração e com a missão de repassar o que recebi!
Bom fim de semana!
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