segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cobra Cordelista na Escola Edgar Moury Fernandes


A convite de Eri Johnson e Luiz Antônio, indicado pelo Prof. Edmo, recebi uma homenagem muito legal na Escola Edgar Moury Fernandes em Muribeca (Jaboatão) e comparecia festa. Puseram minha foto num mural ao lado de Alguns poetas e artista que eu admiro muito e achei muito legal. Retribui o carinho com a minha arte, o que aprendi em outras gerações e que procurarei deixar as posteriores.

Professores e alunos caíram no forro, na ciranda e no coco e entre uma coisa e outra haja poesia que as meninas aprovavam com gritinhos e os machos com aplausos. O tempo todo eu toquei acompanhado do meu parceiro e amigo Vitor Aragão e da banda pão com ovo, uma galera maluca que toca a batera na escola e percussões e aliás tocam muito, que improviso maravilhoso, gente um dia agente repete.

Já como fica o veio no meio dos meninos, fazendo a maior agitação? Parece um pinto no lixo, é alegria só! Que Deus abençoe vocês e espero que a mensagem tenha ficado; Que a nossa cultura é muito linda e bastante participativa! Por fim mais um recado: Vamos crescendo com muito estudo e superando desafios, sem droga nenhuma, nem álcool, nem cigarro, ou outra porcaria qualquer e se houver sexo com camisinha é mais seguro evita doenças sexuais e gravidez não planejada que lhes fazem serem papai e mamãe em hora errada, e bebê não tem nada a ver com isto! Por fim beijos e sucessos, daqui fico torcendo por boas noticias!

Cobra Cordelista.











Comprando Voto




Quem negocia seu voto
Prega a corrupção
E não pode exigir depois
Nenhuma pequena ação
Daquele seu candidato
Que escolheu na eleição.

Aquele que vende o voto
Sem saber faz aumentar
A injustiça social
Pois não pode nem cobrar
Trabalho do candidato
Depois que este ganhar.

O crápula que compra votos
Do povo não quer saber
O que ele pretende mesmo
É adquirir o poder
Pra roubar dinheiro público
E assim enriquecer.

O Sorriso da Saudade



O Sorriso da Saudade
(Anizio)

Sob o peso da saudade...
Deixo as lágrimas cair!
Triste nem sei mais sorrir,
Em mim só ansiedade...
Que todo meu ser invade!
Nostalgia do passado...
Em mim fica impregnado!
Como enxerto na pele,
Um mal que não se repele!
Neste meu rosto marcado.

Lamentando essa ausência...
As lágrimas voltam a rolar!
No silêncio a lamentar,
Do amor sinto a presencia...
Mas sofro com paciência,
Vendo sorrir a saudade...
Fazendo-me essa crueldade!
Levando parte de mim,
Querendo ver o meu fim!
Expondo-me a sua maldade.

E nos soluços em silêncio,
Faz expulsar minhas lágrimas...
Expandindo minhas mágoas!
Meu coração é um vazio...
Sinto este amor por um fio!
Mas mesmo na ansiedade,
Eu busco a felicidade...
Para acalmar minha dor!
Nas memórias do amor...
Vive sorrindo a saudade.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Lançamento do livro "Madrugada de Anseios", do poeta Edivaldo Miranda

Estive na Cidade Carpina para prestigiar o lançamento do livro "Madrugada de Anseios", do poeta Edivaldo Miranda. O livro é uma série de poesias inéditas do escritor sexagenário, que lança seu primeiro livro, uma coletânea de toda a sua trajetória poética, e são maravilhosas as composições que o mesmo postou em sua obra.

Lá estavam Ramos Silva, presidente da associação dos escritores de Carpina, Professora Zélia Secretaria de Educação, o escritor Ivaldo Batista e outros escritores presentes que realizaram um belo Sarau no auditório da prefeitura de Carpina. O neto de Edivaldo Miranda fez uma bela declamação imortalizou em suas memórias a lembrança do avô. Ezequiel ao violão e nunca vi um violão tocado da forma como toca, creio que a experiências dos anos vividos e das serenatas amadureceu o trabalho, e assim houve um show de cultura para presentear o público presente.

Cobra Cordelista.

Vejam as fotos.











2◦ FESTIVAL JABOATANENSE DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA (PRÊMIO SOLANO TRINDADE)


A Premiação dos vencedores da Finalíssima será a seguinte:

1º colocado – R$ 2. 000,00 (dois mil reais) mais uma placa.
2º colocado – R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais) mais uma placa.
3º colocado – R$ 1.000,00 (hum mil reais) mais uma placa.

A coordenação do concurso recomendará aos julgadores a observação dos seguintes critérios:
a) Cumprimento do tempo de apresentação de 4 minutos
b) Consistência das linguagens verbal e corporal
c) Performance do participante
d) Capacidade de comunicação com o público
As inscrições serão realizadas no período de 08 de novembro a 03 de Dezembro de 2010 na Secretaria de Cultura e Eventos, sito na Rua Comendador José Didier, nº 345, Piedade – Jaboatão dos Guararapes/PE. CEP 54.400-160, Fones: 3462.4440 ou pelo e-mail: premiosolano2010@hotmail.com

O local para a realização do 1º FESTIVAL JABOATANENSE DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA (PRÊMIO SOLANO TRINDADE 2010) será no Palco da Festa de Iemanjá, em Barra de Jangada, com início marcado para às 16:00h, no dia 08 de Dezembro de 2010, no Palco da Festa de Iemanjá, em Barra de Jangada, tudo em Jaboatão dos Guararapes.

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Realização Prefeitura municipal de Jaboatão dos Guararapes , Secretaria de Cultura e Eventos e Conselho Municipal de Cultura de Jaboatão dos Guararapes

Zé Limeira o Poeta do Absurdo


Zé Limeira (Teixeira, 1886 — 1954) foi o cordelista/repentista mais mitológico do Brasil. Era conhecido como Poeta do Absurdo. Nasceu no sitio Tauá, em Teixeira, cidade da Paraíba que foi o principal reduto de repentistas no século XIX.

Os temas que abordava em suas poesias e repentes eram variados e chegavam, muitas vezes, ao delírio. Pornografia era um tema recorrente, mas Zé Limeira ficou conhecido como "Poeta do Absurdo" por suas distorções históricas, poesias recheadas de surrealismo e nonsense, e pelos neologismos esdrúxulos que criava.

Vestia-se de forma berrante, com enormes óculos escuros e anéis em todos os dedos, e saía pelos caminhos de sua vida, cantando e versando.


Mote: Diz o novo testamento

Minha muié chama Bela
Quando eu vou chegando em casa
O galo canta na brasa,
Cai o texto da panela
Eu fico olhando para ela
Cheio de contentamento
O satanaz num jumento
Pra mordê a Mãe de Deus
Não mordeu ela nem eus
Diz o novo testamento

Eu vi uma gavetinha
Da casa de João Moisés
Mais de cem contos de réis
Só de ovo de galinha
Ela comeu uma tinha
Da carcassa de um jumento
Que bicho má, peçonhento
Lacrau e piôi de cobra
Não pode mais fazer obra,
Diz o novo testamento

Jesus nasceu em Belém,
Conseguiu sair dalí
Passou por Tamataí
Por Guarabira também
Nessa viagem de trem

Foi pará no Entroncamento
Não encontrando aposento
Dormiu na casa do cabo
Jantou cuscus com quiabo
Diz o novo testamento

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Tem rapariga aí? - Texto de Ariano Suassuna



Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão.

Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas bandas do gênero).

As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam).

Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade. Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas.

Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá:

Calcinha no chão (Caviar com Rapadura),
Zé Priquito (Duquinha),
Fiel à putaria (Felipão Forró Moral),
Chefe do puteiro (Aviões do forró),
Mulher roleira (Saia Rodada),
Mulher roleira a resposta (Forró Real),
Chico Rola (Bonde do Forró),
Banho de língua (Solteirões do Forró),
Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal),
Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada),
Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca),
Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró),
Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró).

Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas. Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo.

O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental.

As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde.

Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na platéia’, alguma coisa está fora de ordem.

Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é: ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

Um texto de Ariano Suassuna
Caricatura: Baptistão

Quinteto Armorial - Cantiga - 1980

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

2º FESTIVAL SOLANO TRINDADE DE POESIA AFRO-BRASILEIRA

CONVITE

2º FESTIVAL SOLANO TRINDADE DE
POESIA AFRO-BRASILEIRA
MAIOR SARAU BRASILEIRO DE POESIA AFRO
PRESENÇA DE VÁRIOS POETAS DO BRASIL





DIA 08 DE DEZEMBRO DE 2010 A PARTIR DAS 16:00 HORAS
LOCA: PRAIA DE BARRA DE JANGADA/PE. (AO LADO DA IMAGEM DE IEMANJÁ)

A Arvore do Dinheiro