quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Lendas Mitológicas




O grande combate


No alto do monte Olimpo, protegidos da curiosidade dos homens por nuvens espessas,
os imortais – deuses e deusas, conversam alegres e despreocupados em volta da mesa de
um grande banquete. Reinam a harmonia e o contentamento. De repente, uma pedra imensa
cai no meio da festa, provocando um começo de pânico.

- Quem teve a ousadia? – grita Zeus, o rei dos deuses, no meio da confusão geral que se
estabelece.

As divindades mal têm tempo de se recuperar do espanto, e já uma série de blocos de
pedra, acompanhadas de tochas em chamas, começa a cair sobre o Olimpo.

Os imortais se reúnem assim que podem e examinam a situação, que, pelo jeito, é muito
preocupante. Sobre todas as montanhas da vizinhança , destacam-se as silhuetas de vinte a
quatro titãs, gigantes de longas cabeleiras, com barbas cerradas e pés em forma de
serpente. São eles os autores desse bombardeio que devasta o Olimpo. Seres da terra,
esses horríveis seres resolveram destronar Zeus, expulsar as outras divindades e tomar seus
lugares.

No momento, beneficiam-se do efeito-surpresa e, se não houver uma reação rápida,
talvez atinjam seus objetivos.

Hera, mulher de Zeus, está com um ar especialmente sombrio. Sabe que nenhum desses
titãs pode ser morto por um deus. Só um mortal, vestido com uma pele de leão, poderia
deixa-los num estado em que não conseguiriam fazer mais nenhum mal. A deusa também
revela ao marido que a guerra estará perdida se não se colher uma planta misteriosa,
escondida num lugar secreto, a qual tem o poder de tornar invencível aquele que a
encontrar.

Preocupado, Zeus chama Atena, a deusa da sabedoria, e conversa longamente com ela.
Depois, manda-a em busca de Héracles, o herói da pele de leão, e ordena que o Sol, a
Aurora e a Lua apaguem suas luzes. Quando tudo fica escuro, Zeus desce do Olimpo e,
tateando, procura e encontra a tal planta mágica, aonde Héracles acaba de chegar.

Agora, os deuses estão prontos para enfrentar os inimigos.

Fazendo pontaria no chefe dos titãs, Héracles lança uma flecha e atinge o gigante. O
monstro cai no chão, mas, para surpresa geral, levanta-se imediatamente, mais vigoroso e
alerta do que antes.

Atena compreende tudo e grita:

- Depressa Héracles! Essa criatura recupera as forças quando está em sua terra natal.
Carregue-a para bem longe!

Enchendo-se de coragem o herói salta sobre o gigante, agarra-o com seus braços fortes e
leva-o para um país longínquo, onde o mata com um golpe da maça.

Enquanto isso, a batalha continua, cruel. Todos os deuses lançam-se ao combate.
Hefesto, o ferreiro manco, deixa em brasa os ferros e funde metal. Apolo, deus do Sol,
lança flechas assustadoras. Possêidon, senhor dos mares, empunha seus tridente. Apenas as
deusas pacíficas como Deméter e Héstia, ficam a margem da luta. Assustadas, trêmulas,
contemplam o terrível espetáculo. Atenas, por sua vez, descobre uma nova arma: erguendo
rochas pesadíssimas, lança-as sobre os atacantes.

No entanto, si mesmo se as pancadas dos deuses e das deusas conseguissem abater os
titãs, não seriam suficientes para eliminá-los, pois, mesmo feridos, esses seres imundos
voltam a luta. Por isso, é necessário que Héracles lhes dê um golpe de misericórdia: desfere
golpes fortíssimos com sua maça e atira flechas com grande destreza.

Daí algum tempo, a maioria dos titãs jaz no chão. Os que ainda agüentam em pé
compreendem que sobram poucos, e a derrota agora lhes parece inevitável. Fogem
desesperadamente e se dispersam sobre a Terra, perseguidos pelos deuses, que querem
completar sua vitória.

Um dos titãs, Encélado, que corre mais depressa que os outros, acha que está seguro
longe da Grécia, mas Atena o descobre. Agarrando um rochedo gigantesco, ela o lança
com violência sobre Encélado. Achatado pelo projétil em pleno mar, desde esse dia o titã
passa a ser a ilha da Sicília.

Com um golpe só de tridente, Possêidon racha em duas a ilha de Cós e joga uma das
partes sobre outro titã, o qual fica esmagado sob uma nova ilha: Nisiro.

Assim um por um, os titãs são todos derrotados.

Entretanto, não pende que eles morreram. Seus corpos estão debaixo da terras, é
verdade. Mas as numerosas erupções vulcânicas provam que continuam vivos, tão
perigosos e malvados quanto antes.

Héracles parte para outras aventuras, e os deuses voltam ao Olimpo. Logo está tudo
arrumado, e o banquete interrompido volta a prosseguir. Em volta do trono de Zeus, deuses
e deusas reencontram sua alegria, tomando sua bebida habitual, o néctar, e deliciando-se
com seu petisco favorito, a ambrosia. A conversa continua descontraída, como se nada
houvesse acontecido. Afinal, são imortais. Têm todo tempo do mundo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Expansão Marítima Portuguesa




A expansão marítima portuguesa teve início após a Revolução de Avis, graças à consolidação da monarquia nacional e sua aliança coma burguesia mercantil. Buscava novas rotas de comércio para romper o monopólio árabe-italiano sobre as especiarias orientais. Graças à “escola de Sagres”, possuidora de técnicas náuticas e formada com capitais da Ordem de Cristo, Portugal lançou-se ao mar, “descobrindo”:

1 – Ceuta (1415).
2 – Ilhas do Atlântico (Madeira, Cabo Verde, Açores, etc.).
3 – Cabo de Boa Esperança.
4 – Índias (1498 – Vasco da Gama).
5 – Brasil (1500 – Pedro Álvares Cabral).


Fonte do texto:
http://www.revisaovirtual.com/site/Artigos_28_Expansao_Maritima_Portuguesa.htm

Execuções à Forca no Estado




Areia foi o único município da Paraíba onde a forca se ergueu e funcionou, não para executar presos políticos, mas para presos comuns, condenados à morte pela justiça local.

O patíbulo foi erguido nas imediações do matadouro público e compunha-se de dois pesados esteios de madeiras fincados ao solo e ligados no alto por espaçoso travejamento. Havia ainda a escada por onde subiam os condenados, o carrasco e o sacerdote. O carrasco era escolhido entre os presos, já condenado, que era tirado da cadeia e obrigado a cumprir o macabro ofício.

Mas na forca de Areia houve apenas duas execuções. Os enforcados foram Marçal e Beiju.

O negro Marçal foi morto em 1847. Ele era escravo de Manoel Gomes da Cunha Lima, dono dos engenhos “Jussara” e “Novo Mundo”. Foi executado por haver atacado e ferido seu senhor quando este açoitava sua esposa, também escrava. Marçal, quando perguntado qual seu último desejo, pediu doce com queijo. Na hora do enforcamento ele mesmo pulou para morte e antes soltou impropérios às autoridades presentes.

A outra morte ocorreu em maio de 1861. O enforcado foi Antonio José das Virgens, vulgo Beiju. Era um pobre agregado, que uma vez tinha gozado da proteção da família Santos Leal. Foi condenado à morte pelo assassinato do Dr. Trajano Augusto de Holanda Chacon.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SAIU O RESULTADO DO 2º PRÊMIO SOLANO TRINDADE DE POESIAS


Saiu o Resultado do 2 prêmio Solano Trinade, para saber quem ganhou click na imagem.

Ou click aqui no nome do Blog: Fala Jaboatão

O que é o Ramadã


O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico. Pelo fato de o Islamismo usar um calendário lunar, o Ramadã começa e termina em diferentes períodos do ano. O calendário lunar é baseado na observação das fases da Lua, em que o início de cada mês é identificado com a visão de uma nova Lua. Este calendário tem cerca de 11 dias a menos que o calendário solar usado na maior parte do mundo ocidental.

O início do Ramadã em cada ano é baseado na combinação das observações da Lua e em cálculos astronômicos. Nos Estados Unidos, muitos muçulmanos aderem à decisão da Sociedade Islâmica da América do Norte para o começo da festividade. O final do Ramadã é determinado de maneira semelhante.

Todos os anos, mais de um bilhão de muçulmanos do mundo todo consideram a importância do mês de Ramadã(em árabe رَمَضَان) . Esse período do ano é um momento para reflexão, devoção a Deus e autocontrole, demonstrado por meio do jejum.

Muitas religiões encorajam alguns tipos de jejum para propósitos religiosos. Por exemplo, os católicos não comem carne na Quaresma e os judeus jejuam durante o feriado de Yom Kippur. Para os muçulmanos, o jejum é um componente muito importante do Islamismo. Os benefícios do jejum para o Ramadã são numerosos. O mais importante, no entanto, é a idéia de que, por meio do autocontrole do jejum, uma pessoa pode prestar atenção especial em sua natureza espiritual.

O Ramadã é um período importante para os muçulmanos, não somente porque ajuda a desenvolver um relacionamento mais próximo com Deus, mas também por ser um período para pensar nas pessoas menos favorecidas. Outro objetivo do jejum para o Ramadã é experimentar a fome em compaixão por aqueles que não têm comida. Essa é a forma pela qual muitos muçulmanos aprendem a gratidão e a valorização daquilo que possuem.

- O significado do Ramadã

Para os muçulmanos, o Ramadã é um mês de bênção que inclui oração, jejum e caridade. O significado do Ramadã retrocede a muitos séculos, a cerca de 610 d.C. Era nesse período, durante o nono mês do calendário lunar, que os muçulmanos acreditavam que Deus, ou Alá, revelara os primeiros versos do Alcorão, o livro sagrado do Islamismo.

De acordo com o Islamismo, um comerciante chamado Maomé estava andando em um deserto perto de Meca. Isso aconteceu onde atualmente localiza-se a Arábia Saudita. Certa noite, uma voz vinda do céu o chamou. Foi a voz do anjo Gabriel que falou que Maomé tinha sido escolhido para receber a palavra de Alá. Nos dias posteriores, Maomé começou a falar os versos que seriam transcritos, compondo o Alcorão.

Em muitas mesquitas, durante o Ramadã, os versos do Alcorão são recitados todas as noites. Os oradores são conhecidos como tarawih. No final do Ramadã, a escritura completa foi recitada. Ramadã é o período no qual os muçulmanos podem se interligar aos ensinamentos do Alcorão.

-Como o Ramadã é celebrado?

Durante o Ramadã, os muçulmanos praticam o sawm, ou jejum. Claro que ninguém é obrigado a jejuar o mês inteiro. A prática do jejum durante o Ramadã significa que os muçulmanos não devem comer ou beber nada, incluindo água, enquanto o sol estiver brilhando. O jejum é um dos cinco pilares ou obrigações do Islamismo. Como na maioria das práticas religiosas no Islamismo, os muçulmanos participam do jejum desde os 12 anos.

Um dos aspectos mais importantes do jejum do Ramadã é chamado niyyah. Niyyah significa "intenção". Os muçulmanos não devem simples ou acidentalmente se abster da comida. Eles devem realizar a condição do niyyah. Para executar essa exigência, um muçulmano deve "propor em seu coração que o jejum significa uma adoração somente a Alá". Dessa forma, se alguma pessoa jejua por razões políticas ou de dieta, essa pessoa não realizaria o niyyah. De acordo com as escrituras, "quem não faz niyyad antes do amanhecer, não deveria ter jejuado". A determinação de jejuar é de igual importância ao jejum em si mesmo.

Em muitos lugares do mundo, os restaurantes muçulmanos fecham durante o dia no período do Ramadã. As famílias acordam cedo, antes do sol nascer, e comem uma refeição chamada sohour. Depois que o sol se põe, o jejum é quebrado com uma refeição chamada iftar. O iftar muitas vezes começa com a ingestão de tâmaras e bebidas doces para dar ao jejum muçulmano um rápido aumento da energia, além de ser deliciosa. Pode ser adicionado qualquer tipo de alimento, mas a sobremesa quase sempre inclui konafa ou qattayef. Konafa é um bolo feito de trigo, açúcar, mel, uvas secas e nozes. O qatayef é um bolo semelhante, mas é menor e dobrado para revestir as nozes e as uvas secas. Entre as duas refeições, o iftar do período da noite e o shour antes do amanhecer, os muçulmanos podem comer livremente.

O jejum é muito importante para os muçulmanos por uma série de razões. Primeiro, quando você não está prestando atenção a suas necessidades físicas como o alimento, poderá ser capaz de estar em maior harmonia com Deus e com seu lado espiritual. Além disso, o jejum serve para lembrar os muçulmanos do sofrimento do pobre. Essa idéia reafirma a importância da caridade durante o Ramadã.O jejum propicia aos muçulmanos uma oportunidade para praticar o autocontrole e a limpeza do corpo e do espírito. Muitas culturas e religiões usam o jejum para esse propósito. Durante o Ramadã, o jejum ajuda os muçulmanos em sua devoção espiritual, bem como no desenvolvimento de um sentimento de irmandade com outros muçulmanos.

Conforme segue a história, o Ramadã é o mês em que Alá entrou em contato com o profeta Maomé e lhe deu os versos do livro sagrado, ou Alcorão. Dessa forma, orar durante o Ramadã é muito importante. Os muçulmanos praticam orações noturnas, seja no período do Ramadã ou não, mas o taraweeh, ou oração noturna do Ramadã, carrega um peso adicional.

De acordo com as escrituras, "aquele que observa a oração noturna no Ramadã como uma expressão de sua fé e para buscar a recompensa de Alá, terá seus pecados apagados". Desse modo, a oração noturna de Ramadã, depois de um dia de jejum, tem o propósito de erradicar os pecados cometidos anteriormente, sendo, então, um elemento importante para os rituais de Ramadã.

Ao final do Ramadã e antes da quebra do jejum, os muçulmanos dizem takbeer. O takbeer é uma frase que indica que não há nada no mundo que seja maior ou melhor do que Alá. O takbeer é sempre falado quando um muçulmano completa uma tarefa importante, como o término do jejum de Ramadã.

Traduzido, o takbeer exclama: "Alá é o Maior, Alá é o Maior. Não há divindade digna de adoração que não seja Alá e ele é o maior. Alá é o Maior e todo o louvor é devido a Ele". Recomenda-se que os homens falem alto o takbeer e as mulheres o façam em pensamento. Takbeer é um sinal de que as festividades de Eid Al-Fitr começaram. É uma frase de contentamento da fé e da consumação.

-Eid al-Fitr

O Ramadã é considerado o mês do ano mais alegre, que termina com a maior celebração de todas: a quebra do jejum, Eid al-Fitr. Em todo o mundo, os muçulmanos celebram com luzes e decorações. No Egito, "fanoos" - lanternas feitas de lata e vidro colorido - decoram as ruas e as mesquitas. No passado, as crianças brincavam com as lanternas nas ruas. Hoje, os carros nas ruas tornaram essa prática perigosa, mas a tradição ainda é realizada nos lares e nas reuniões de Eid al-Fitr.

Durante a celebração, as pessoas se vestem com o que têm de mais fino, decoram suas casas com luzes, dão divertimento para as crianças e visitam os amigos e a família. Para muitas pessoas, um senso de generosidade, de gratidão e de boas maneiras é o principal tema do Eid al-Fitr e são muito importantes para o Ramadã. O mês sempre consistirá no auxílio dos muçulmanos na alimentação dos pobres e nas contribuições para suas mesquitas.

Quando os muçulmanos terminam o mês do jejum, partem com muitos benefícios que o Ramadã deixa para trás. De acordo com a tradição muçulmana, o Ramadã:

1) fortalece o vínculo da pessoa com Alá e educa a alma a observar as obrigações de devoção de acordo com os ensinamentos do Alcorão;

2) impõe paciência e determinação;

3) desenvolve o princípio da sinceridade, afastando o ser individual da arrogância e da vaidade;

4) desenvolve o bom caráter, em especial a honestidade e a confiança;

5) encoraja o indivíduo a deixar os maus hábitos e mudar suas circunstâncias para melhor;

6) intensifica a generosidade, a hospitalidade e o dom da caridade;

7) reforça os sentimentos de unidade e irmandade entre os muçulmanos;

8) suscita ordem e cumprimento rigoroso dos valores do período;

9) serve como uma oportunidade para as crianças executarem a obediência e praticarem leis islâmicas de adoração;

10) oferece a chance de equilibrar a atenção da pessoa tanto para as necessicidades físicas como para as espirituais.

Durante o mês do Ramadã, os muçulmanos conquistam mais do que uma purificação do corpo e da mente. Sentem que estão fazendo o trabalho de chegar mais perto de Alá por meio da oração e tornando-se pessoas mais misericordiosas por experimentar a fome e aprender sobre o sofrimento dos pobres. O jejum do Ramadã é a experiência principal na religião islâmica.

Fonte: www.obeabadosertão.com.br

sábado, 11 de dezembro de 2010

Hércules e os seus 12 trabalhos



Na mitologia greco-romana, Hércules era filho de uma mortal com Zeus, o chefe dos deuses. Seu nascimento provocou a ira de Hera, a esposa oficial de Zeus, que mandou duas serpentes matarem o recém-nascido. Este, porém, sem grande esforço, estrangulou as cobras, mostrando desde cedo possuir uma força descomunal. Enquanto ainda um menino, ele matou um leão selvagem no Monte Citéron.

Na vida adulta, as aventuras de Hércules foram maiores e mais espetaculares do que as de qualquer outro herói.

Hércules cresceu, mas Hera continuou a persegui-lo e usou seus poderes para provocar um acesso de loucura no herói, que acabou matando a própria esposa e os filhos. Quando Hércules recuperou a razão, procurou o Oráculo de Delfos - o mais famoso templo de consulta às divindades gregas - para buscar orientação sobre como enfrentar a tragédia.

O Oráculo mandou-o se entregar em servidão a Euristeus, rei da cidade de Micenas, que ordenou a realização das 12 famosas tarefas. Eram trabalhos que só podiam ser realizadas por alguém com força sobre-humana. Se fossem cumpridos, permitiriam que Hércules se redimisse das mortes que cometeu, além de elevá-lo à condição divina ao fim de sua jornada. E no cumprimento dessas obrigações colossais, o herói enfrentou vários monstros. Eis as tarefas:

1 - LEÃO DE NEMÉIA: Um leão gigantesco, quase invulnerável, devastava a região de Neméia, próxima à cidade de Micenas. Hércules tentou matá-lo com sua clava e com seu arco, sem sucesso. Então, encurralou o animal e o estrangulou até a morte. Realizado o primeiro trabalho, o herói tirou a pele do leão e passou a usá-la como manto.

2 - HIDRA DE LERNA: Na cidade de Lerna, vivia uma enorme serpente com nove cabeças, uma delas imortal. Hércules decepou oito cabeças e Iolau, seu sobrinho, queimou as feridas para elas não nascerem mais. A cabeça imortal foi enterrada num buraco fundo. Ao molhar suas flechas no sangue da Hidra, o herói as tornou venenosas.

3 - JAVALI DE ERIMANTO: Um javali aterrorizava as vizinhanças do monte Erimanto, no noroeste da Arcádia. Enorme e feroz, ele matava quem cruzasse seu caminho. A tarefa era capturá-lo vivo. O animal foi cercado e, quando se cansou, foi dominado por Hércules.

4 - CORÇA CERINÉIA: No monte Cerineu - também próximo da região da Arcádia - havia uma corça com chifres de ouro e pés de bronze. Ela era muito veloz e tinha que ser capturada viva. Hércules a perseguiu por um ano até os confins do mundo conhecido. Finalmente a capturou durante a travessia de um rio.

5 - AVES DO ESTÍNFALE: Num bosque às margens do lago Estínfale, no norte da Arcádia, escondiam-se aves que, além de devorar as colheitas da região, também atacavam os homens. Para matá-las, Hércules primeiro usou um címbalo (antigo instrumento de cordas) para atraí-las. Assim que as aves saíram do bosque, o herói pôde atingi-las com suas flechas venenosas.

6 - CAVALARIÇAS DE ÁUGIAS: Áugias, rei da Élida, região a oeste da Arcádia, tinha grandes rebanhos de cavalos (ou gado, conforme a versão), mas não cuidava de seus estábulos, que acumularam uma colossal quantidade de estrume ao longo dos anos. Hércules conseguiu lavá-los num só dia, usando a água de dois rios, cujos cursos desviou com sua força.

7 - TOURO DE CRETA: Por vingança, Poseidon, deus do mar, havia deixado louco um lindo touro pertencente ao rei de Creta, uma ilha grega. O animal devastava os campos da região e Hércules foi até lá para dominá-lo. Após controlar o touro, o herói precisou nadar de Creta até o continente levando a fera consigo.

8 - ÉGUAS DE DIOMEDES: Diomedes - filho de Ares, deus da guerra - vivia na Trácia (região hoje pertencente à Turquia e à Bulgária). Ele tinha quatro éguas ferozes e carnívoras, que alimentava com os estrangeiros que apareciam em suas terras. Hércules capturou as éguas e, notando que elas estavam famintas, serviu-lhes Diomedes como refeição.

9 - CINTO DE HIPÓLITA: Hipólita era rainha das amazonas, tribo de mulheres guerreiras que viviam perto do mar Negro. Ela tinha um belo cinto, desejado pela filha de Euristeus. A mando do rei, Hércules convenceu Hipólita a lhe entregar o objeto, mas Hera incitou as amazonas à guerra e o herói teve que matar a rainha.

10 - BOIS DE GÉRION: Gérion, um gigante de três cabeças, vivia na ilha de Erítia (possivelmente perto de Cádiz, no sul da Espanha) e possuía um numeroso rebanho de bois. Os animais eram guardados por um pastor monstruoso, Eurítion, e seu cão, ambos com diversas cabeças. Após matar a dupla, Hércules acabou com Gérion, usando sua clava, e entregou os bois a Euristeus.

11 - POMOS DE OURO: As maçãs de ouro ficavam num jardim desconhecido e Hércules vagou o mundo atrás delas. Segundo alguns textos mitológicos, quem finalmente encontrou os pomos para o herói foi Atlas - que havia recebido de Zeus o castigo de carregar o mundo nas costas. Enquanto Atlas foi atrás das maçãs, Hércules sustentou o mundo em seu lugar.

12 - GUARDIÃO DO HADES: Cérbero, um cão de três cabeças e cauda em forma de serpente, guardava a entrada do Hades, o mundo subterrâneo, permitindo a entrada de todos, mas não deixando ninguém sair. Hércules o capturou e, após mostrar Cérbero a Euristeus, devolveu o cão guardião ao inferno.

Após o último trabalho, Hércules se casou com uma mulher chamada Dejanira. Numa viagem, o centauro Néssus tentou violentá-la e o herói o matou. Entretanto, antes de morrer e disposto a se vingar, Néssus disse a Dejanira que seu sangue era um elixir do amor e a aconselhou a guardar um pouco caso o marido deixasse de amá-la. Quando de fato Hércules se apaixonou por outra mulher, Dejanira mandou-lhe um manto com gotas do sangue de Néssus. Ao vesti-lo, o herói sentiu o veneno e percebeu que ia morrer.

Segundo a mitologia, seu corpo humano foi queimado numa pira, mas sua essência ascendeu ao Olimpo - a morada dos deuses. Apesar de tudo ser um mito, alguns historiadores suspeitam que a história de Hércules possa ter sido inspirada num homem real, que seria um poderoso líder escravizado por algum reino grego.
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Vale dos dinossauros - Sousa PB




Localizado na cidade de Sousa, sertão da Paraíba, O Vale dos Dinossauros é um sítio arqueológico onde são visíveis e registradas as pegadas de mais de 50 espécies diferentes de dinossauros. Foi aí, em 1898, que o agricultor Anísio Fausto da Silva viu, pela primeira vez, umas pegadas estranhas: algumas eram semelhantes às de uma ave e outras redondas. Por isso, Anísio as batizou de “rastros de boi e ema”. Na década de 1920, Luciano Jocques de Morais, um engenheiro de minas que trabalhava para a Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (IFOCS), também descobriu novas pegadas na região. Ele, inclusive, enviou para os Estados Unidos um molde de uma pegada, para ser estudada por paleontólogos, pois suspeitava que se tratava de pegada de dinossauro.

Para ver mais fotos e saber um pouco mais acesse: http://culturanordestina.blogspot.com/2010/05/vale-dos-dinossauros-sousa-pb.html

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Raridade - Gonzagão diz como surgiu a integração entre a sanfona, o triângulo e a zabumba


Pouca gente sabe, mas foi Gonzagão o idealizador do perfeito casamento entre a sanfona, o triângulo e a zabumba. O mais interessante é saber como surgiu tudo isso.

A revelação foi feita no programa Proposta com Luiz Gonzaga, que teve também a ilustre participação de Gonzaguinha no quadro Arquivo do Radiola na TV Cultura.

Fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/

Versos de João Paraibano


João Paraibano nasceu em Princesa Isabel, na Paraíba, mas está radicado em Afogados da Ingazeira, em Pernambuco. Entre os seus discos, destacam-se "Encontro com a Poesia" - com a participação de Valdir Teles, Sebastião da Silva e Sebastião Dias - e "A Arte da Cantoria" - com Ivanildo Vilanova.

Vi o fantasma da seca
Ser transportado numa rede
Vi o açude secando
Com três rachões na parede
E as abelhas no velório
Da flor que morreu de sede.

...

Terreno ruim não dá fruto,
Por mais que a gente cultive,
No seu céu eu nunca fui,
Sua estrela eu nunca tive,
Que o espinho não se hospeda,
Na mansão que a rosa vive.

...

A juventude não dá
Direito a segunda via
Jesus pintou meus cabelos
No final da boemia
Mas na hora de pintar
Esqueceu de perguntar
Qual era a cor que eu queria

Toda a noite quando deito
Um pesadelo me abraça
Meu cabelo que era preto
Está da cor de fumaça
Ficou branco após os trinta
Eu não quis gastar com tinta
O tempo pintou de graça

...

Coruja dá gargalhada
Na casa que não tem dono
A borboleta azulada
Da cor de um papel carbono
Faz ventilador das asas
Pra rosa pegar no sono.

...

Faço da minha esperança
Arma pra sobreviver
Até desengano eu planto
Pensando que vai nascer
E rego com as próprias lágrimas
Pra ilusão não morrer.