sábado, 18 de dezembro de 2010

Asa Branca



Asa branca é o nome que se dá, no Nordeste, à pomba Columba picazuro, sua denominação científica. Seu dorso é quase todo "escamado", isto é, as orlas das penas são brancas. É a única espécie que tem branco nas asas.

O bico é da cor de chumbo. Ao contrário da rolinha e outras pombinhas brasileiras, a asa branca está incluída no que chamamos de "pombas propriamente ditas" ou "legítimas" porque se assemelha às espécies das pombas domésticas.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dom Helder: Pastor da Liberdade


Produzido pelos jornalistas Marcos Cirano, César Almeida e Ciro Rocha, o vídeo Dom Helder Pastor da Liberdade narra o que foi a vida de Dom Helder Câmara, então arcebispo de Olinda e Recife, durante o conturbado período da ditadura militar instalada no Brasil a partir de 1964.

Com duração de 18 minutos, traz depoimentos de jornalistas, padres, historiadores, políticos, ex-presos políticos e gente que conviveu e trabalhou com o líder religioso que representou um dos integrantes da Igreja Católica que mais se engajaram na luta pela liberdade e defesa dos direitos humanos.

No DVD, são mostradas a derrubada do governo Jango, a ascensão dos coronéis e a chegada, semanas depois do golpe, de Dom Helder para assumir a arquidiocese. É traçada uma cronologia da atuação de Dom Helder como um arcebispo engajado, que tinha sua casa metralhada, recebia ameaças e enfrentava a aversão dos militares que detinham o poder.

Patrocinado pela Companhia Hidro Elétrica do São Fancisco - Chesf, o DVD teve uma tiragem de 200 cópias, que foram distribuídas em bibliotecas e instituições públicas.



DOM HELDER PARTE 01




DOM HELDER PARTE 02

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Morro da Conceição


Situado em área que pertenceu ao bairro de Casa Amarela, o Morro da Conceição tornou-se bairro autônomo em 1988, através do decreto municipal número 14.452 que criou, também, outros novos bairros na cidade.

A região já foi conhecida como Oiteiro de Bagnuolo (referência a um conde napolitano que lutou ao lado dos pernambucanos contra os holandeses) e Oiteiro de Bela Vista, denominação adotada após a expulsão dos holandeses do Estado.

O nome Morro da Conceição surgiu depois que, em 1904, o então bispo de Olinda e Recife, Dom Luis Raimundo da Silva Brito, mandou construir ali um monumento em honra à Virgem da Conceição.

A imagem de Nossa Senhora da Conceição (de 5,5 metros de altura e pesando 1.806 quilos) foi trazida da França e, além da construção do monumento, foi aberta uma estrada de acesso ao morro, para facilitar o deslocamento dos fiéis.

No dia da inauguração do monumento (08 de dezembro de 1904), uma multidão de 20 mil pessoas subiu o morro (na época, toda a população do Recife era 120 mil habitantes) e, desde então, o morro virou um local de romarias.

Todos os anos, no dia 08 de dezembro, o Morro da Conceição é visitado por milhares de pessoas, numa das maiores festas religiosas do Estado. A programação mistura novenas, missas e procissão com a festa dita profana.

A capela existente ao lado do monumento foi construída em 1906.

O bairro do Morro da Conceição integra a 3ª Região Político-Administrativa do Recife (RPA-3), a Noroeste da cidade, formada por um total de 29 bairros.

Conforme dados do Censo IBGE, em 2000 (o único realizado por bairros recifenses até 2008), a população do Morro da Conceição tinha uma renda média mensal de R$ 318,88 a 11ª menor na cidade. Outros dados do Censo:


População: 10.142 habitantes
Área: 40,9 hectares
Densidade: 248,15 hab./há
Domicílios: 2.570
Distância do Marco Zero do Recife: 6,8 km
Limites: O Morro da Conceição limita-se com os seguintes bairros: Ao Norte, Alto José Bonifácio; ao Sul, Casa Amarelo; a Leste, Alto José do Pinho; a Oeste, Vasco da Gama.
Solo: predominantemente argiloso, propício a deslizamentos de encostas na estação chuvosa, sendo o bairro considerado pela Defesa Civil como área de médio risco.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

28ª Festa de Iemanjá aconteceu nos dias 07 e 08 de dezembro de 2010 em Barra de Jangada

A 28ª Festa de Iemanjá aconteceu nos dias 07 e 08 de dezembro de 2010 em barra de jangada. É uma festa tradicional da nossa cidade que possui uma presença negra muito forte desde a formação de nossa cidade. São 101 engenhos coloniais e a tradição Afro brasileira é muito forte.

O local onde foi erguida a imagem de Iemanjá (a rainha das águas ), torna-se o local das oferendas onde os terreiros de várias cidades Pernambucanas vem lançar suas cestas no mar. Vieram terreiros de Macaparama, Aliança e de muitas outras cidades de Pernambuco. Este ritual prossegue até a primeira semana de Janeiro.





Mitoligia Grega e Seus Deuses




Principais deuses

Os gregos acreditavam que os deuses haviam escolhido o Monte Olimpo, numa região
conhecida por Tessália, como seu lar. No Olimpo, os deuses formavam uma sociedade que era classificada quanto à autoridade e poder. Entretanto, os deuses tinham liberdade para vagar livremente, e deuses individuais eram associados a três domínios principais - o céu ou paraíso, o mar e a terra. Os doze deuses chefes, usualmente chamados de olimpianos eram Zeus, Hera, Hefaístos, Atena, Apolo, Ártemis, Ares, Afrodite, Héstia, Hermes, Deméter e Possêidon. Zeus era o chefe dos deuses, e o pai espiritual dos deuses e das pessoas. Hera, sua esposa, era a rainha do paraíso e a guardiã do casamento. Outros deuses eram associados ao paraíso, como Hefaístos, deus do fogo e das artes manuais; Atena, deusa da sabedoria e da guerra; Apolo, deus da luz, da poesia e da música; Ártemis, deusa da caça; Ares, deus da guerra; Afrodite, deusa do amor; Héstia, deusa do lar; Hermes, mensageiro dos deuses e senhor das ciências e das invenções. Possêidon era o senhor do mar que, junto com sua esposa Anfitrite, originou um grupo de deuses do mar menos importantes, como as nereidas e Tritão. Deméter, a deusa da agricultura, era associada com a terra.

Hades, um deus importante mas que geralmente não era considerado um olimpiano,
governava o mundo subterrâneo, onde ele vivia com sua esposa Perséfone. O mundo
subterrâneo era um lugar escuro e triste, localizado no centro da terra. Era povoado pelos espíritos das pessoas que morriam. Dionísio, deus do vinho e do prazer, estava entre os deuses mais populares. Os gregos devotavam muitos festivais para este deus , em algumas regiões ele se tornou tão importante quanto Zeus. Ele freqüentemente era acompanhado por um exército de deuses fantásticos, incluindo centauros e ninfas. Centauros tinham a cabeça e o torso humanos e o corpo de cavalo. As belas e charmosas ninfas assombravam os bosques e florestas.


Adorações e Crenças

A mitologia grega realçava a fraqueza humana em contraste ao grandes e terríveis poderes da natureza. Os Gregos acreditavam que seus deuses, que eram imortais, controlavam todos os aspectos da natureza. Assim os gregos reconheciam que suas vidas eram completamente dependentes da boa vontade dos deuses. Em geral, as relações entre as pessoas e deuses eram consideradas amigáveis. Mas os deuses empregavam castigos severos a mortais que mostravam comportamento inaceitável, tal como o orgulho indulgente, a ambição extrema, ou mesmo a prosperidade excessiva. A mitologia estava interligada a cada aspecto da vida grega. Cada cidade se devotou a um deus particular ou para um grupo de deuses, para quem os cidadãos freqüentemente construíam templos de adoração. Em festivais e outras reuniões oficiais, poetas recitavam ou cantavam grandes lendas e histórias. Muitos gregos aprenderam sobre os deuses através das palavras dos poetas. Os gregos também aprendiam sobre os deuses através de diálogos em família, onde a adoração era comum.

Partes diferentes dos lares eram dedicadas a certos deuses, e as pessoas ofereciam orações a esses deuses regularmente.

Lendas Mitológicas




O grande combate


No alto do monte Olimpo, protegidos da curiosidade dos homens por nuvens espessas,
os imortais – deuses e deusas, conversam alegres e despreocupados em volta da mesa de
um grande banquete. Reinam a harmonia e o contentamento. De repente, uma pedra imensa
cai no meio da festa, provocando um começo de pânico.

- Quem teve a ousadia? – grita Zeus, o rei dos deuses, no meio da confusão geral que se
estabelece.

As divindades mal têm tempo de se recuperar do espanto, e já uma série de blocos de
pedra, acompanhadas de tochas em chamas, começa a cair sobre o Olimpo.

Os imortais se reúnem assim que podem e examinam a situação, que, pelo jeito, é muito
preocupante. Sobre todas as montanhas da vizinhança , destacam-se as silhuetas de vinte a
quatro titãs, gigantes de longas cabeleiras, com barbas cerradas e pés em forma de
serpente. São eles os autores desse bombardeio que devasta o Olimpo. Seres da terra,
esses horríveis seres resolveram destronar Zeus, expulsar as outras divindades e tomar seus
lugares.

No momento, beneficiam-se do efeito-surpresa e, se não houver uma reação rápida,
talvez atinjam seus objetivos.

Hera, mulher de Zeus, está com um ar especialmente sombrio. Sabe que nenhum desses
titãs pode ser morto por um deus. Só um mortal, vestido com uma pele de leão, poderia
deixa-los num estado em que não conseguiriam fazer mais nenhum mal. A deusa também
revela ao marido que a guerra estará perdida se não se colher uma planta misteriosa,
escondida num lugar secreto, a qual tem o poder de tornar invencível aquele que a
encontrar.

Preocupado, Zeus chama Atena, a deusa da sabedoria, e conversa longamente com ela.
Depois, manda-a em busca de Héracles, o herói da pele de leão, e ordena que o Sol, a
Aurora e a Lua apaguem suas luzes. Quando tudo fica escuro, Zeus desce do Olimpo e,
tateando, procura e encontra a tal planta mágica, aonde Héracles acaba de chegar.

Agora, os deuses estão prontos para enfrentar os inimigos.

Fazendo pontaria no chefe dos titãs, Héracles lança uma flecha e atinge o gigante. O
monstro cai no chão, mas, para surpresa geral, levanta-se imediatamente, mais vigoroso e
alerta do que antes.

Atena compreende tudo e grita:

- Depressa Héracles! Essa criatura recupera as forças quando está em sua terra natal.
Carregue-a para bem longe!

Enchendo-se de coragem o herói salta sobre o gigante, agarra-o com seus braços fortes e
leva-o para um país longínquo, onde o mata com um golpe da maça.

Enquanto isso, a batalha continua, cruel. Todos os deuses lançam-se ao combate.
Hefesto, o ferreiro manco, deixa em brasa os ferros e funde metal. Apolo, deus do Sol,
lança flechas assustadoras. Possêidon, senhor dos mares, empunha seus tridente. Apenas as
deusas pacíficas como Deméter e Héstia, ficam a margem da luta. Assustadas, trêmulas,
contemplam o terrível espetáculo. Atenas, por sua vez, descobre uma nova arma: erguendo
rochas pesadíssimas, lança-as sobre os atacantes.

No entanto, si mesmo se as pancadas dos deuses e das deusas conseguissem abater os
titãs, não seriam suficientes para eliminá-los, pois, mesmo feridos, esses seres imundos
voltam a luta. Por isso, é necessário que Héracles lhes dê um golpe de misericórdia: desfere
golpes fortíssimos com sua maça e atira flechas com grande destreza.

Daí algum tempo, a maioria dos titãs jaz no chão. Os que ainda agüentam em pé
compreendem que sobram poucos, e a derrota agora lhes parece inevitável. Fogem
desesperadamente e se dispersam sobre a Terra, perseguidos pelos deuses, que querem
completar sua vitória.

Um dos titãs, Encélado, que corre mais depressa que os outros, acha que está seguro
longe da Grécia, mas Atena o descobre. Agarrando um rochedo gigantesco, ela o lança
com violência sobre Encélado. Achatado pelo projétil em pleno mar, desde esse dia o titã
passa a ser a ilha da Sicília.

Com um golpe só de tridente, Possêidon racha em duas a ilha de Cós e joga uma das
partes sobre outro titã, o qual fica esmagado sob uma nova ilha: Nisiro.

Assim um por um, os titãs são todos derrotados.

Entretanto, não pende que eles morreram. Seus corpos estão debaixo da terras, é
verdade. Mas as numerosas erupções vulcânicas provam que continuam vivos, tão
perigosos e malvados quanto antes.

Héracles parte para outras aventuras, e os deuses voltam ao Olimpo. Logo está tudo
arrumado, e o banquete interrompido volta a prosseguir. Em volta do trono de Zeus, deuses
e deusas reencontram sua alegria, tomando sua bebida habitual, o néctar, e deliciando-se
com seu petisco favorito, a ambrosia. A conversa continua descontraída, como se nada
houvesse acontecido. Afinal, são imortais. Têm todo tempo do mundo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Expansão Marítima Portuguesa




A expansão marítima portuguesa teve início após a Revolução de Avis, graças à consolidação da monarquia nacional e sua aliança coma burguesia mercantil. Buscava novas rotas de comércio para romper o monopólio árabe-italiano sobre as especiarias orientais. Graças à “escola de Sagres”, possuidora de técnicas náuticas e formada com capitais da Ordem de Cristo, Portugal lançou-se ao mar, “descobrindo”:

1 – Ceuta (1415).
2 – Ilhas do Atlântico (Madeira, Cabo Verde, Açores, etc.).
3 – Cabo de Boa Esperança.
4 – Índias (1498 – Vasco da Gama).
5 – Brasil (1500 – Pedro Álvares Cabral).


Fonte do texto:
http://www.revisaovirtual.com/site/Artigos_28_Expansao_Maritima_Portuguesa.htm

Execuções à Forca no Estado




Areia foi o único município da Paraíba onde a forca se ergueu e funcionou, não para executar presos políticos, mas para presos comuns, condenados à morte pela justiça local.

O patíbulo foi erguido nas imediações do matadouro público e compunha-se de dois pesados esteios de madeiras fincados ao solo e ligados no alto por espaçoso travejamento. Havia ainda a escada por onde subiam os condenados, o carrasco e o sacerdote. O carrasco era escolhido entre os presos, já condenado, que era tirado da cadeia e obrigado a cumprir o macabro ofício.

Mas na forca de Areia houve apenas duas execuções. Os enforcados foram Marçal e Beiju.

O negro Marçal foi morto em 1847. Ele era escravo de Manoel Gomes da Cunha Lima, dono dos engenhos “Jussara” e “Novo Mundo”. Foi executado por haver atacado e ferido seu senhor quando este açoitava sua esposa, também escrava. Marçal, quando perguntado qual seu último desejo, pediu doce com queijo. Na hora do enforcamento ele mesmo pulou para morte e antes soltou impropérios às autoridades presentes.

A outra morte ocorreu em maio de 1861. O enforcado foi Antonio José das Virgens, vulgo Beiju. Era um pobre agregado, que uma vez tinha gozado da proteção da família Santos Leal. Foi condenado à morte pelo assassinato do Dr. Trajano Augusto de Holanda Chacon.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SAIU O RESULTADO DO 2º PRÊMIO SOLANO TRINDADE DE POESIAS


Saiu o Resultado do 2 prêmio Solano Trinade, para saber quem ganhou click na imagem.

Ou click aqui no nome do Blog: Fala Jaboatão

O que é o Ramadã


O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico. Pelo fato de o Islamismo usar um calendário lunar, o Ramadã começa e termina em diferentes períodos do ano. O calendário lunar é baseado na observação das fases da Lua, em que o início de cada mês é identificado com a visão de uma nova Lua. Este calendário tem cerca de 11 dias a menos que o calendário solar usado na maior parte do mundo ocidental.

O início do Ramadã em cada ano é baseado na combinação das observações da Lua e em cálculos astronômicos. Nos Estados Unidos, muitos muçulmanos aderem à decisão da Sociedade Islâmica da América do Norte para o começo da festividade. O final do Ramadã é determinado de maneira semelhante.

Todos os anos, mais de um bilhão de muçulmanos do mundo todo consideram a importância do mês de Ramadã(em árabe رَمَضَان) . Esse período do ano é um momento para reflexão, devoção a Deus e autocontrole, demonstrado por meio do jejum.

Muitas religiões encorajam alguns tipos de jejum para propósitos religiosos. Por exemplo, os católicos não comem carne na Quaresma e os judeus jejuam durante o feriado de Yom Kippur. Para os muçulmanos, o jejum é um componente muito importante do Islamismo. Os benefícios do jejum para o Ramadã são numerosos. O mais importante, no entanto, é a idéia de que, por meio do autocontrole do jejum, uma pessoa pode prestar atenção especial em sua natureza espiritual.

O Ramadã é um período importante para os muçulmanos, não somente porque ajuda a desenvolver um relacionamento mais próximo com Deus, mas também por ser um período para pensar nas pessoas menos favorecidas. Outro objetivo do jejum para o Ramadã é experimentar a fome em compaixão por aqueles que não têm comida. Essa é a forma pela qual muitos muçulmanos aprendem a gratidão e a valorização daquilo que possuem.

- O significado do Ramadã

Para os muçulmanos, o Ramadã é um mês de bênção que inclui oração, jejum e caridade. O significado do Ramadã retrocede a muitos séculos, a cerca de 610 d.C. Era nesse período, durante o nono mês do calendário lunar, que os muçulmanos acreditavam que Deus, ou Alá, revelara os primeiros versos do Alcorão, o livro sagrado do Islamismo.

De acordo com o Islamismo, um comerciante chamado Maomé estava andando em um deserto perto de Meca. Isso aconteceu onde atualmente localiza-se a Arábia Saudita. Certa noite, uma voz vinda do céu o chamou. Foi a voz do anjo Gabriel que falou que Maomé tinha sido escolhido para receber a palavra de Alá. Nos dias posteriores, Maomé começou a falar os versos que seriam transcritos, compondo o Alcorão.

Em muitas mesquitas, durante o Ramadã, os versos do Alcorão são recitados todas as noites. Os oradores são conhecidos como tarawih. No final do Ramadã, a escritura completa foi recitada. Ramadã é o período no qual os muçulmanos podem se interligar aos ensinamentos do Alcorão.

-Como o Ramadã é celebrado?

Durante o Ramadã, os muçulmanos praticam o sawm, ou jejum. Claro que ninguém é obrigado a jejuar o mês inteiro. A prática do jejum durante o Ramadã significa que os muçulmanos não devem comer ou beber nada, incluindo água, enquanto o sol estiver brilhando. O jejum é um dos cinco pilares ou obrigações do Islamismo. Como na maioria das práticas religiosas no Islamismo, os muçulmanos participam do jejum desde os 12 anos.

Um dos aspectos mais importantes do jejum do Ramadã é chamado niyyah. Niyyah significa "intenção". Os muçulmanos não devem simples ou acidentalmente se abster da comida. Eles devem realizar a condição do niyyah. Para executar essa exigência, um muçulmano deve "propor em seu coração que o jejum significa uma adoração somente a Alá". Dessa forma, se alguma pessoa jejua por razões políticas ou de dieta, essa pessoa não realizaria o niyyah. De acordo com as escrituras, "quem não faz niyyad antes do amanhecer, não deveria ter jejuado". A determinação de jejuar é de igual importância ao jejum em si mesmo.

Em muitos lugares do mundo, os restaurantes muçulmanos fecham durante o dia no período do Ramadã. As famílias acordam cedo, antes do sol nascer, e comem uma refeição chamada sohour. Depois que o sol se põe, o jejum é quebrado com uma refeição chamada iftar. O iftar muitas vezes começa com a ingestão de tâmaras e bebidas doces para dar ao jejum muçulmano um rápido aumento da energia, além de ser deliciosa. Pode ser adicionado qualquer tipo de alimento, mas a sobremesa quase sempre inclui konafa ou qattayef. Konafa é um bolo feito de trigo, açúcar, mel, uvas secas e nozes. O qatayef é um bolo semelhante, mas é menor e dobrado para revestir as nozes e as uvas secas. Entre as duas refeições, o iftar do período da noite e o shour antes do amanhecer, os muçulmanos podem comer livremente.

O jejum é muito importante para os muçulmanos por uma série de razões. Primeiro, quando você não está prestando atenção a suas necessidades físicas como o alimento, poderá ser capaz de estar em maior harmonia com Deus e com seu lado espiritual. Além disso, o jejum serve para lembrar os muçulmanos do sofrimento do pobre. Essa idéia reafirma a importância da caridade durante o Ramadã.O jejum propicia aos muçulmanos uma oportunidade para praticar o autocontrole e a limpeza do corpo e do espírito. Muitas culturas e religiões usam o jejum para esse propósito. Durante o Ramadã, o jejum ajuda os muçulmanos em sua devoção espiritual, bem como no desenvolvimento de um sentimento de irmandade com outros muçulmanos.

Conforme segue a história, o Ramadã é o mês em que Alá entrou em contato com o profeta Maomé e lhe deu os versos do livro sagrado, ou Alcorão. Dessa forma, orar durante o Ramadã é muito importante. Os muçulmanos praticam orações noturnas, seja no período do Ramadã ou não, mas o taraweeh, ou oração noturna do Ramadã, carrega um peso adicional.

De acordo com as escrituras, "aquele que observa a oração noturna no Ramadã como uma expressão de sua fé e para buscar a recompensa de Alá, terá seus pecados apagados". Desse modo, a oração noturna de Ramadã, depois de um dia de jejum, tem o propósito de erradicar os pecados cometidos anteriormente, sendo, então, um elemento importante para os rituais de Ramadã.

Ao final do Ramadã e antes da quebra do jejum, os muçulmanos dizem takbeer. O takbeer é uma frase que indica que não há nada no mundo que seja maior ou melhor do que Alá. O takbeer é sempre falado quando um muçulmano completa uma tarefa importante, como o término do jejum de Ramadã.

Traduzido, o takbeer exclama: "Alá é o Maior, Alá é o Maior. Não há divindade digna de adoração que não seja Alá e ele é o maior. Alá é o Maior e todo o louvor é devido a Ele". Recomenda-se que os homens falem alto o takbeer e as mulheres o façam em pensamento. Takbeer é um sinal de que as festividades de Eid Al-Fitr começaram. É uma frase de contentamento da fé e da consumação.

-Eid al-Fitr

O Ramadã é considerado o mês do ano mais alegre, que termina com a maior celebração de todas: a quebra do jejum, Eid al-Fitr. Em todo o mundo, os muçulmanos celebram com luzes e decorações. No Egito, "fanoos" - lanternas feitas de lata e vidro colorido - decoram as ruas e as mesquitas. No passado, as crianças brincavam com as lanternas nas ruas. Hoje, os carros nas ruas tornaram essa prática perigosa, mas a tradição ainda é realizada nos lares e nas reuniões de Eid al-Fitr.

Durante a celebração, as pessoas se vestem com o que têm de mais fino, decoram suas casas com luzes, dão divertimento para as crianças e visitam os amigos e a família. Para muitas pessoas, um senso de generosidade, de gratidão e de boas maneiras é o principal tema do Eid al-Fitr e são muito importantes para o Ramadã. O mês sempre consistirá no auxílio dos muçulmanos na alimentação dos pobres e nas contribuições para suas mesquitas.

Quando os muçulmanos terminam o mês do jejum, partem com muitos benefícios que o Ramadã deixa para trás. De acordo com a tradição muçulmana, o Ramadã:

1) fortalece o vínculo da pessoa com Alá e educa a alma a observar as obrigações de devoção de acordo com os ensinamentos do Alcorão;

2) impõe paciência e determinação;

3) desenvolve o princípio da sinceridade, afastando o ser individual da arrogância e da vaidade;

4) desenvolve o bom caráter, em especial a honestidade e a confiança;

5) encoraja o indivíduo a deixar os maus hábitos e mudar suas circunstâncias para melhor;

6) intensifica a generosidade, a hospitalidade e o dom da caridade;

7) reforça os sentimentos de unidade e irmandade entre os muçulmanos;

8) suscita ordem e cumprimento rigoroso dos valores do período;

9) serve como uma oportunidade para as crianças executarem a obediência e praticarem leis islâmicas de adoração;

10) oferece a chance de equilibrar a atenção da pessoa tanto para as necessicidades físicas como para as espirituais.

Durante o mês do Ramadã, os muçulmanos conquistam mais do que uma purificação do corpo e da mente. Sentem que estão fazendo o trabalho de chegar mais perto de Alá por meio da oração e tornando-se pessoas mais misericordiosas por experimentar a fome e aprender sobre o sofrimento dos pobres. O jejum do Ramadã é a experiência principal na religião islâmica.

Fonte: www.obeabadosertão.com.br