sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011!!!


Feliz ano Novo!!! Tudo de bom, saúde e muita cultura para todos nós!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cordel Sindrome de dawn





Meu filho é Up Trissonico
Autor;Cobra Cordelista

A ciência é importante
Para o bem da humanidade
É ele que fundamenta
Os pilares da Verdade
É estudo com paciência
Pro bem da sociedade

Vou discorrer sobre um tema
Sobre modo especial
De uma alteração genética
Que ocorre ao Natural
A tríssomia do 21
Que é síndrome de Dawn

Em tempos muitos remotos
Na Grega de antigamente
Apresentavam-se os filhos
Para toda a sua gente
E logo se eliminavam
Os nascidos deficientes

Só se criavam os filhos
Prontos para guerrear
O povo Grego de Esparta
Mandava eliminar
Criancinhas inocentes
Mandando sacrificar

Um tempo de ignorância
De grande Selvageria
Onde o valor de um homem
Ainda não se entendia
Quantos pobres inocentes
Tolhida a cidadania

Dr John Langdon Down
O estudos aprofundou
Descreveu toda a síndrome
Ele tanto pesquisou
Que a comunidade cientifica
Com seu nome batizou

Era 1866
A pesquisa evoluía
Ao pensar da sociedade
A ciência contribuía
Confrontou-se à igreja
E sua Teologia

Foi chamada mongolismo
Houve muito preconceito
Por gente desinformada
Que se achava perfeito
Egoísta, desumana
Todo cheio de defeito

Jerôme Lejeune
Deu sua contribuição
É acidente genético
Ocorre no Embrião
Na divisão celular
Ocorre esta confusão

Era 1959
O estudo adiantado
Temos 46 cromossomos
Duplamente emparedo
A alteração genética
Modifica o resultado

Quando ocorre a anomalia
O par 21 é duplicado
Com 47 cromossomos
Já esta identificado
Como Síndrome de dawn
Geneticamente modificado

Descobriu-se que a síndrome
Nunca foi deformidade
Ocorre com qualquer um
E não rouba a felicidade
Que na mulher quarentona
Tem mais possibilidade

Que a cada 700
Nasce um bebê assim
Por certo o preconceito
É coisa muito ruim
Não herdamos de Abel
Por certo foi de Caim

Nos laços fortes do amor
É construída a União
Traçam planos de futuro
Para a próxima geração
Se imaginam os filhos
Extrapola a perfeição

Néscios no matrimônio
E com pouca experiência
Se não forem auxiliados
Já começa a desavença
Com muito amor e carinho
A família se sustenta

Algumas sociedades
Praticam a exclusão
Aí se livram do Feto
Abortar é solução
Contraria a lei de Deus
É ato sem compaixão

Praticam o asilamento
Exclui da sociedade
Ou do seio da família
Isto tudo é maldade
Um filho é benção de Deus
Pra quem ama de verdade

Alguns traços são comuns
Lá vai dica pra vocês
Um cabelo bem lisinho
Carinha de japonês
Baixinho,Nariz achatado
Apresenta flacidez

Desenvolve lentamente
Mas atinge o ponto final
Por isto a sua família
Tem papel especial
Pra superar seus limites
E todo potencial

A pessoa trissônica
Tinha suas dificuldades
As doenças do coração
Roubou a felicidade
Infecções respiratórias
As fez sofrer de verdade

Porém no Século presente
O véu do tempo se abriu
A medicina avançou
O pensamento evoluiu
E muitos pais que choraram
Agradeceu e sorriu

Quebremos o preconceito
Que amarra a sociedade
São barreiras, são entraves
Impecílio a felicidade
Com seus padrões de estética
E de alta produtividade

Não tratar o cidadão
Como se fosse um doente
Respeitá-la e escutá-la
Cara a cara, feito gente
Com lazer e com esporte
Estudando indo em frente

Respeitando as diferenças
Nenhum ser humano é igual
Junto a outras crianças
Na educação formal
Com professor competente
E amiguinho legal

Nada de adjetivos
Nenhuma discriminação
A família e a escola
Juntos na educação
E exigindo do governo
Políticas de inclusão

Direito a vida ao trabalho
Liberdade e igualdade
O direito de ter um lar
Ter sua propriedade
Orientação sexual
Momentos de intimidade

Direito de ser artista
Tudo que imaginar
Pois o destino de alguém
Só cabe a ele traçar
E nosso papel como Pais
È aos filhos apoiar

Exigir do nosso governo
Compromisso com educação
Exigir que a faculdade
Promova a discussão
Pois lá estão os doutores
Agentes da transformação

Com Estudo Pesquisa
Chegamos a conclusão
Que pra síndrome de Down
O remédio é instrução
Pra ter sucesso na vida
A base é educação

Que a família é um alicerce
Uma base pra toda vida
Nela constroem-se os sonhos
É amparo e guarida
E as lembranças do lar
Jamais serão esquecidas

Subiu na perna do pinto
Caiu na perna do Pato
Seu rei mandou dizer
Que acreditem no fato
Pois história acabou
Ta findado meu relato!





quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Para saber mais sobre A Saga de Benjamim Abrahão




O Caju e a Castanha




O Caju e a Castanha
(Dalinha Catunda)

Outubro é mês de caju
Em meu querido sertão.
Quando a safra é boa,
Dá tanto que cai no chão.
Totalmente seduzida
Eu sou só contemplação.

Vermelho e amarelo,
Alaranjado também.
Comprido, arredondado
De todo formato tem.
E transformado em suco,
É gostoso e faz bem.

Dele é feito o doce,
Mel, vinho e cajuína,
Produtos apreciados,
Na região nordestina.
Tudo que vem do caju
Na verdade me fascina.

O Caju é o pedúnculo.
A castanha é o fruto.
Não sei de qual gosto mais
Só sei que dos dois desfruto.
Sou doidinha por castanha,
Por caju e seus produtos.

Na folia do caju
Eu nasci e me criei.
Em flandres assei castanha,
Com seu leite me queimei.
Aventuras de menina,
Que arrebatada provei.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Conheça o cordel sobre bullying

O cordel será distribuído nas escolas do Recife


BULLYING ESCOLAR:
A peleja da covardia com a senhora educação
Autores: Advs. ISAAC LUNA E INaCIO FEITOSA

I
Esse cordel tão modesto
Mas feito com consciência
Pretende sintetizar
Com clareza e eficiência
O significado de bullying
Como assédio ou violência

II
O bullying pode ocorrer
No ambiente de emprego
No parque ou no futebol
Causando desassossego
Espalhando a discórdia
A violência e o medo

III
Tem também o cyberbullying
Que ocorre no Orkut
Nos sites da internet
No twitter ou facebook
Qualquer um pode ser vítima
Seja pobre, rico ou Cult

IV
Até mesmo na escola
Lugar de cidadania
Do respeito às diferenças
Palco da democracia
Há o bullying escolar
Uma tremenda covardia

V
Isso mesmo meu amigo
Se atualize sem demora
Preste muita atenção
Ao que vou dizer agora
O Bullying também ocorre
No chão das nossas escolas!

VI
E é sobre esse último caso
Que agora vou falar
A terrível violência
Que vive a nos rodear
Principalmente a que ocorre
No ambiente escolar

VII
A discriminação é a base
Do assédio praticado
Com o intuito de humilhar
O sujeito atacado
Constranger ou meter medo
Pra deixá lo acuado

VIII
Também há o preconceito
Como chave desse mal
Seja ele de estética
Ou de classe social
De racismo deslavado
Ou de escolha sexual

IX
Apelidos humilhantes
Xingamentos raciais
Palavrões e ameaças
Atitudes imorais
Esses são alguns exemplos
Mais existe muito mais...

X
O importante é entender
Que bullying é covardia
É o ato do valentão
Praticado dia a dia
Contra aquele que é mais fraco
Ou que está em minoria

XI
A violência se apresenta
De maneira variada
Pode ser psicológica
Quase sempre com piadas
Ou então pode ser física
Na base da cassetada

XII
O resultado é a dor
E o sofrimento da criança
O afastamento social
E a perda da esperança
Pra dar basta a essa moléstia
É preciso haver mudança

XIII
Pensando nisso educadores
Preocupados com a questão
Reunidos em debate
Da Confraria da Educação
Propuseram uma lei
Pra regulamentar a questão

XIV
A Assembleia Legislativa
Do Estado de Pernambuco
Recebeu esse projeto
E depois de muito estudo
Aprovou a nova lei
Pra acabar com esse absurdo

XV
Com a Lei 13.995 de 2009
Qualquer um pode fazer
Uma denúncia contra o bullying
Na polícia ou na OAB
A um promotor de justiça
Também dito MP

XVI
Mas é bom não esquecer
Que é uma lei estadual
E é preciso unir forças
Pra torná la federal
Aprovando o seu texto
no congresso nacional

XVII
O bullying é uma vergonha
É pura contradição
É a derrota da escola
Da universidade e da nação
Diante da prepotência
Do covarde valentão

XVIII
Por isso é preciso haver
Grande mobilização
Pra não se fazer vista grossa
A essa situação
Enfraquecendo o valor
Da real educação

XIX
O professor é responsável
O coordenador também
Os pais e os alunos
Todo mundo e mais alguém
No combate contra o bullying
Não se isenta seu ninguém

XX
A OAB de Pernambuco
E a Confraria da Educação
De mãos dadas com a sociedade
Ao bullying dizem não
Em respeito à cidadania
E aos direitos do cidadão.


Texto: Advs. ISAAC LUNA E INaCIO FEITOSA
Ilustrações: Ivo Andrade
Diagramação: osvaldo morais
Recife: 2010

Fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/2010/12/conheca-o-cordel-sobre-bullying-que.html

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A Saga de Benjamim Abrahão Parte I

Por Rostand Medeiros
de CARIRI CANGAÇO


Benjamin Abrahão em fotografia realizada em um estúdio fotográfico pernambucano. A partir do livro “Lampião o mito”, autoria de Roberto Tapioca, 9ª edição, página 50.


No início da vida bandida de Virgulino Ferreira da Silva, o famoso cangaceiro Lampião, as suas ações, os seus feitos de armas, eram basicamente conhecidos pelos sertanejos através dos cantadores, dos emboladores, das conversas dos mascates nos dias de feira. Estes meios de divulgação tradicionais, mesmo de forma lenta, ajudaram cada vez mais a criar na população do sertão o temor e, igualmente, contribuíram na propagação do mito ao redor da figura verdadeira.

Durante certo tempo muitos sertanejos não tiveram ideia da aparência e de outros aspectos ligados à figura de Lampião. Logo surgiu na imprensa uma boa quantidade de fotografias do chefe cangaceiro e este fazia questão de se deixar reproduzir diante das câmeras. Ele não tinha a aversão que o grande cangaceiro Antônio Silvino, preso em 1914, nutria pelas lentes fotográficas. Pelo contrário, gostava tanto que até cartões com a sua foto estampada foram um dia produzidos.

Benjamim ao lado do Rei e Rainha do Cangaço

Na proporção em que cresciam as suas ações e a fama do seu bando nos sertões nordestinos, a sua figura ultrapassava limites regionais e as pessoas de todas as partes passaram a ouvir falar no conhecido “Rei do Cangaço”. Mas para o público dos grandes centros terem a oportunidade de visualizarem a figura de Lampião e seu bando, em uma película cinematográfica, no interior de uma confortável sala de projeção, era algo mais complicado.

Desde que o cinema chegou ao Brasil, em 8 de julho de 1896, com a inauguração de um “omniographo” na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, o seu desenvolvimento era cada vez mais intenso. Novas salas de exibição eram inauguradas pelo país afora, onde o público consumidor desejava através das imagens, tanto o entretenimento, quanto o conhecimento dos aspectos do imenso país.

Para uma pessoa de iniciativa e coragem, a ideia de filmar Lampião e seu bando poderia gerar muita fama e dinheiro. Somente através da iniciativa de um emigrante libanês, foi possível imagens do famoso cangaceiro e do seu bando, sendo este o único registro cinematográfico desta controversa figura.

Segundo o pesquisador Frederico Pernambucano de Mello (in “Guerreiros do sol, 2ª edição”, págs. 313 a 317), seu nome completo era Benjamin Abrahão Calil Botto, sendo originário do Líbano. Sua terra natal era Zahle, uma cidade situada na parte central deste país, no chamado Vale do Bekaa, próxima a cadeia de montanhas do Monte Líbano, em uma área extremamente fértil para agricultura e onde até hoje predomina uma população cristã.

Para alguns estudiosos ele teria vindo para o Brasil em 1910 e para outros ele aqui chegou em 1915. A razão de sua saída seria a ideia de buscar novas paragens para progredir na vida e deixar uma região então dominada pelo Império Turco Otomano desde 1517. Outra teoria aponta que a vinda de Abrahão seria uma fuga da convocação do exército que ocupava sua terra, para combater na Primeira Guerra Mundial.

Nesta época a nação libanesa ainda não havia sido oficialmente criada e os imigrantes que deixavam esta região e se dirigiam para o Brasil, eram normalmente conhecidos como “Turcos” ou “Sírios”. Apenas em 1926 foi oficialmente criada à República do Líbano, por interesses dos franceses.
Quis o destino que Benjamin Abrahão viesse para Recife, onde conseguiu um emprego de vendedor. Depois, impulsionado pelo espirito aventureiro e senso de oportunidade, foi até a cidade de Juazeiro, no interior do Ceará, onde conheceu o mítico e venerado líder religioso Padre Cícero Romão Batista. Após os primeiros contatos com o homem considerado santo pelos romeiros que afluíam de todos os lugares do Nordeste, o libanês passou a ser conhecido na cidade como jornalista, secretário particular, fotógrafo e acompanhante do “Padim Ciço”. Existe a versão que o libanês de fala enrolada conquistou o coração do severo clérigo quando mentiu descaradamente ao afirmar ter nascido em Belém, a cidade natal de Jesus Cristo.


Para estas duas interessantes figuras este encontro foi extremamente positivo. Para o eterno cura dos desvalidos do Cariri, a figura de um secretário estrangeiro, nascido na terra de Jesus, certamente trazia respeitabilidade junto a elite local e chamava a atenção dos milhares de romeiros que vinham atrás de suas bênçãos. Já Benjamim sabia que o Padre Cícero era um líder prestigiado, sendo um porto seguro em um país desconhecido, em meio a uma Juazeiro em franco crescimento. Era bem melhor o calor de Juazeiro, do que vestir um uniforme turco e levar um tiro dos ingleses na península de Gallipoli.

Tudo indica que o imigrante se deu muito bem nas terras do “Padim Ciço” e se entrosou perfeitamente com a sociedade local. Segundo o jornal “Diário de Pernambuco”, edição de 27 de dezembro de 1936, ao apresentar o “Sírio” Abrahão, o periódico informava que o imigrante teria fundado um jornal chamado “O Cariri”.


Rostand Medeiros
Pesquisador e Escritor

sábado, 25 de dezembro de 2010

Feliz Natal!!!


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Olá! Estou passando aqui para te deixar uma mensagem...







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Já é NATAL!!!

Natal Nordestino - Eliezer Setton

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!!!




Época em que estamos tão sensíveis e alegres...

...que contagiamos a todos,
e que podemos refletir sobre nossos verdadeiros amigos.

Fazemos um balanço de nossas vidas,
somamos todas as alegrias,
e subtraímos as tristezas.

Gostaria que nessa noite de confraternização,
nossos relacionamentos, se estreite ainda mais,
e que nossa amizade, que perdure para sempre.

Ter você como amigo, é uma dádiva,
sua companhia nos momentos mais difíceis,
faz tudo ficar mais leve.

Que o seu Natal, seja repleto de alegria e paz,
sinceramente é o que eu desejo e todos.

FELIZ NATAL!

Cobra Cordelista

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Clã Brasil - Sebastiana

Dignas de serem conterrâneas do grande Jackson do Pandeiro e do extraordinário Sivuca.
Atentem para a capacidade da sanfoneira.