sábado, 8 de janeiro de 2011

AMÁLIA GUIMARÃES


Amália, a pernambucana Amália


Por Gilberto Freyre

(Para os Diários Associados)
Matéria publicada no Diário de Pernambuco
Secção Opinião, em 6 de Maio de 1973

Não: não é privilégio de Pernambuco vir contribuindo para dar ao Brasil algumas das mulheres mais ilustres pela personalidade, pela beleza, pela graça, pelo espírito e até pela coragem; que o diga o feito heróico das bravas sinhás de Tejucupapo. Tanto não é só Pernambuco que vem produzindo mulheres superiores que o pernambucaníssimo Joaquim Nabuco, depois de um idílio célebre com iaiázinha fluminense, casou com outra fluminense fidalga e ilustre, sem nunca ter tido flirt sequer com pernambucana; a não ser, segundo certa tradição, uma inglesa das chamadas de Apipucos.

Mas quem, senão uma pernambucana, famosa pela beleza -- uma Alves da Silva -- inspirou a Maciel Monteiro o "formosa qual pincel em tela fina, debuxar jamais pôde ou nunca ousar?" Quem senão uma pernambucana, jovem e morena, mereceu de Castro Alves o seu primeiro amor de poeta talvez mais poeta pelos seus líricos que pela sua ardente retórica política?

Quem senão uma pernambucana foi esposa de diplomata brasileiro que mais se distinguiu na Europa e nas Américas pela fidalguia do seu porte de filha de senhor de engenho brasileiro a quem uma governante inglesa acrescentara dignidade Vitoriana, sendo ela menina de casa-grande de Vitória: Flora Cavalcanti de Oliveira Lima? Quem, senão a tambem pernambucana Dona Olegarinha soube juntar as façanhas cívicas do popularíssimo esposo à doçura e à abnegação de uma abolicionista por nenhuma outra exercida no Brasil, em serviços à grande causa?

Pernambuco vem sendo tão opulento de mulheres de valor como de homens superiores. E há uma graça de mulher brasileira que só se encontra na pernambucana como há outra própria só de baianas e, ainda outra, de gaúchas, sem nos esquecermos do encanto, já internacionalmente célebre, da carioca ou da paulista.

Ao que se pretende chegar com este comentário ao valor da pernambucana? À recordação de recente perda, para Pernambuco, de uma figura de mulher em cuja personalidade se juntavam as mais fortes características da gente de sua terra. Ninguem mais brasileira. Mas dentro de sua brasileiridade, ninguem que, no Rio, onde residia há longos anos, se conservasse mais fiel às suas origens. Mais pernambucanamente mestra da culinária tradicional de Pernambuco. Mais vibrante de civismo. Mais leitora de autores novos sem deixar de reler os antigos. Mais saudosa dos sobrados do Recife, dos azulejos de Olinda, dos canaviais de Jaboatão, das goiabeiras dos fundos de sítios ou simplesmente de quintais recifenses.

Refiro-me a Amália Guimarães de Barros Carvalho. Era senhorial sem deixar de ser simples. Juntava ao gosto pelas pratas, pelas louças e pelos móveis fidalgos a sensibilidade às artes populares mais rústicas; inclusive a dos doces plebeus vendidos outrora -nos dias de sua meninice - em taboleiros. Explica-se que de sua união com o no fim da vida Senador Antonio de Barros Carvalho tivesse resultado uma artista do extraordinário valor de Rosa Maria*. Complementavam-se, nos últimos anos, a mãe e a filha.

Inclusive a filha ilustrando, de modo admirável, o livro que a mãe deixa felizmente pronto para publicação, de receitas de quitutes tradicionais de sua terra. Livro que, agora, precisa de sair quanto antes, com as suas ilustrações a cores inspiradas pela autora à arte da filha e colaboradora.

* Rosa Maria de Barros Carvalho -- filha única de Antonio e Amália, ilustrou várias obras de Gilberto Freyre e de outros famosos personagens da literatura brasileira.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Martelo meu pensar



Martelo meu pensar


Martelo;
Centauro;
Sentado o vento sopra longe do acaso das virgens que sonham por quem nunca há de chegar.

Martelo;
Asfalto;
Vem vento descalço, sem roupas. Desnudo! Sem culpa da culpa que me foi doada em forma de peste e demência do que há por lá.

Martelo;
Tempo;
Asilo;
Pecado, combinação de cofre arrombado, sem nada para ver de fato valioso, pois vida se esvai com ou sem rimas de virgens que sonham pecados entre seus rins.

Pecados no asfalto! Loucos de pedra que rasgam dinheiro e comem merda como se fossem deuses dessa vida morta moderna.

Martelo quebrado;
Cabeça quebrada;
Escândalo calado;
Martelo minha vida, sem tempo, sem vida de fato. O tédio, a impotência da morte é meu martelo, que martelo meu pensar.

Marcos Henrique.

Marcos Henrique é escritor e poeta, reside em Jaboatão dos Guararapes-PE.
Seu blog:http://poemasdecaverna.blogspot.com/

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Conheça Laudemiro - O Lampião moderno da Paraíba

É no sertão paraibano, mais precisamente na cidade de São João do Rio do Peixe (485km de João Pessoa) que vive Laudemiro, o Lampião do século XXI. Bem diferente do verdadeiro, o Lampião da Paraíba é um sujeito tranquilo, mas também faz sucesso por onde passa. Conheça um pouco mais dessa história.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

LEONARDO ORLANDO DE BARROS o coronel abolicionista




LEONARDO ORLANDO DE BARROS, pai da minha avó paterna, Francisca Gouveia de Barros, foi senhor de muitos engenhos na zona da mata de Pernambuco, especialmente em Palmares, onde era dono do Engenho Camevou (Cá-me-vou) e Santo Antônio. Nesses dois engenhos nasceram seus nove filhos - oito varões e uma mulher.

Ao contrário do meu outro bisavô paterno, o
Major Antônio de Carvalho e Albuquerque, Leonardo era Liberal, e deu liberdade a seus escravos um ano antes da Lei Áurea.

Autodidata, falava várias linguas, inclusive o dialeto indígena. Era também poeta, músico e
compositor, segundo os relatos de vovó Franciscquinha.

Estudando o cultivo da cana, foi responsável
pela introdução da saúva em Pernambuco - a
qual importou de São Paulo. Construiu em Pernambuco a primeira casa de farinha, em nível industrial e cultivou novas variedades da cana de açucar, mais resistentes às pragas.

Sua vida merece um estudo mais detalhado, que algum dia gostaria de fazer, mas para adiantar
transcrevo abaixo o que nos conta Gerardo Mello Mourão no seu livro intitulado - Um Senador de Pernambuco - Breve Memória de Antonio de Barros Carvalho Topbooks, 1999, 199 páginas. (págs. 26 a 31)


"Leonardo Orlando de Barros foi filho e neto de Albuquerques e Cavalcantis, da árvore dos Rego Barros, do conde da Boa Vista (Francisco do Rego Barros), descendente em linha direta de Jerônimo de Albuquerque e de Catarina de Albuquerque, de Maria do Espírito Santo Arcoverde, dos Albuquerque Melo, dos Cavalcanti e dos Albuquerque Maranhão"

"Leonardo, filho do coronel Manuel Cavalcanti de Albuquerque Barros e de Ursulina de Castro Sá Barreto - dos Sá Cavalcanti de Ipojuca - começou a aumentar seu patrimônio ao casar-se com dona Francisca Caraciola da Costa Gouveia, filha do coronel João Bento de Gouveia, gente de costados na Casa da Torre e nos primeiros donatários da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho Pereira e Dona Brites de Albuquerque. Este João Bento era marido de dona Rita Enedina da Costa, filha do português José da Costa, chegado ao Recife no final do século XVIII, em mil setecentos e tantos.

A família ainda hoje guarda a lenda deste Costa. Saiu de Portugal em circunstancias dramáticas e pitorescas. Perseguido por agentes de justiça, com ordens de arrastá-lo, vivo ou morto – perseguido no sentido literal da palavra - escapou em desabalada carreira pelas ruas de Lisboa, alcançando um navio que se preparava para partir, no qual se meteu com a roupa do corpo, sem saber para onde ia, até que os marinheiros o despejassem, afinal, nas praias do Recife. A versão mais corrente é a história de uma pedrada atirada a esmo, numa praça de Restelo, que teria atingido a cabeça de um cortesão ou de um clérigo poderoso, que mobilizou os beleguins no encalço do rapaz.

Bendita pedrada! Ao dar com os costados em Pernambuco, depois de arranjar-se em ocupações modestas, ajudado pela versão do que seria, para uns, um fidalgo rebelde, para outros o filho estróina de uma família rica de Portugal, o Costa, com a velha sagacidade mercantil dos portugueses, casou-se bem, foi adotado pela sociedade pernambucana, e acabou senhor de canaviais, tendo deixado aos descendentes um surpreendente inventário de engenhos de nomes sonoros. Era dono dos engenhos Cucaú, Catuama, Burarema, Oncinha, Conceição, Cabuçu, Limão Doce, Maçaranduba e outros.

O português deu à filha Rita, como presente ou dote de casamento, o valioso Engenho Mato Grosso, do qual a bisneta, Dona Francisquinha, nos manuscritos de seu diário de Sinhá de Engenho, recolhidos pela filha Suané (Lúcia de Barros Carvalho - Lúcia Nóbrega) - diz que era um "portentoso engenho imenso e lindo". Maior do que aqueles que ela mesmo recebeu também como dote, o Engenho Camevou (Onde nasceram Carlos e Antonio de Barros Carvalho), adquirido de um parente rico e solteirão, o capitão José Cardoso de Araújo, cunhado do Barão de Contendas, (Antônio Epaminondas de Barros Correia) e o engenho Santo Antonio – terras das reinações de infância e da adolescência dos oito filhos homens e da filha do Coronel Carvalhinho e dona Francisquinha.

Os senhores de engenho foram, muitas vezes, precursores das mais avançadas reformas políticas, econômicas e sociais de seu tempo. Entre eles se recrutaram os primeiros partidários da República, os mais apaixonados abolicionistas e os mais progressistas pioneiros da agroindústria de seu tempo. O avô materno dos Barros Carvalho, coronel Leonardo Orlando de Barros, é um fascinante exemplo desse tipo esclarecido de senhores de engenho. Era uma espécie de iluminista "à l'état sauvage" - para usar a expressão de Claudel sobre Rimbaud.

Antônio (Antonio de Barros Carvalho) era fascinado pelas histórias deste avô. Quando senador, deu uma vez uma entrevista ao jornalista Aderson Magalhães, do então prestigioso Correio da Manhã, interessado em documentar as experiências sociais e as reformas introduzidas pelo coronel Leonardo nas atividiades de seus engenhos pernambucanos. Uma delas merece ser contada aqui, até por seu caráter pitoresco.

O coronel era autodidata, mas apaixonado por todo tipo de leitura. Aprendeu francês sozinho, comprava livros franceses e revistas francesas de agricultura, junto com as publicações nacionais que mandava vir de São Paulo. Um dia leu numa dessas revistas que em São Paulo havia uma formiga terrível, a saúva, que de acordo com o que lera em periódicos franceses, tinha todas as características dos himetópteros que atacam e destroem os insetos malígnos que provocam a broca da cana. Não teve dúvidas: encomendou ao Departamento de Agricultura de São Paulo, ou a uma escola de Piracicaba, um carregamento de saúvas. O pedido insólito foi despachado, e os fornecedores, como a Alfândega do Recife, acreditaram que se tratava dum entomologista interessado em estudar as formigas ruivas.

O coronel recebeu a carga preciosa, entupiu de saúvas seus canaviais e ainda ofereceu as sobras a alguns amigos, progressistas como ele, nas experiências da lavoura. Resultado: matou as larvas da broca, mas em compensação introduziu em Pernambuco uma praga pior - a praga da saúva, da qual diria anos depois Monteiro Lobato que "ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil."

A mãe de Antônio (Antônio de Barros Carvalho) , dona Francisquinha, conta em seu Diário:

"Meu pai entendia de todas as artes. Poetava nas noites do engenho, e enchia cadernos de versos sentimentais, metrificados e rimados, no tom dos românticos da moda. Não tocava nenhum instrumento, mas sabia música e ensinava a qualquer um que quisesse aprender, como ensinou aos filhos piano, flauta e violão. Dançava muito bem - conta a filha - e nos adestrou na "quadrilha", na polka, na "valsa", "shots" e "lanceiros". Eram as danças de salão da época." Como agricultor - conta ainda a filha memorialista - passou anos lutando para obter a semente da cana nascida na flor da flecha.

O sistema utilizado era plantar o broto da cana. Aprendera em suas leituras, e em seu saber de experiências feito, que a cana brotada da semente não viria já atacada pelas pragas, como ocorria com o broto de socas, re-socas e contra-socas. A praga da broca da cana era um flagelo naquele tempo. Os senhores de engenho apelavam para os conhecimentos de Leonardo, mas o processo por ele adotado, até por ser pioneiro e inédito, era lento e aleatório. Muitos já duvidavam do êxito, e achavam que Leonardo estava perdendo tempo.

Mas o coronel era teimoso. Levou anos em suas experiências, até que um dia viu surgir o broto vivo de uma semente de cana. A alegria do pesquisador não foi menor do que a importância da descoberta para a salvação dos canaviais. A princípio, os pantadores vinham a seu engenho mais incrédulos do que esperançosos, e só se convenciam depois de ver o broto verde rompendo a semente minúscula. O coronel plantou imensos canaviais com sua cana limpa, e passou a produzir vários tipos da semente saudável, que distribuiu entre os colegas dos engenhos da várzea. Criou várias espécies de cana, classificando-as com nomes que escolhia.

A uma chamou de "Leonardo", dando-lhe seu próprio nome. A outra chamou de "Arcoverde", em homenagem a seu primo, Dr. Leonardo Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti. Criou a cana "Botocuda" e a cana "Melo", em homenagem a seu grande amigo, vizinho e compadre, o coronel Pihauhylino Gomes de Mello (a quem pertenceu o Engenho Camevou). E várias outras, cujos nomes a improvisada memorialista, já septuagenária, não conseguia recordar.

Ainda instruido por suas leituras especializadas, construiu a primeira casa de farinha em Pernambuco, capaz de processar trinta cuias por dia, o equivalente a cerca de um alqueire, ou trinta litros, com apenas dois empregados, o que reduzia em noventa por cento a necessidade da mão de obra. Em seu Engenho Camevou instalou a primeira restilaria do Estado, capaz de produzir os mais refinados tipos de álcool bidestilado.

Era republicano e abolicionista, amigo de Joaquim Nabuco, Marins Júnior, Silva Jardim e José do Patrocínio, com eles mantendo ativa correspondência em torno das atividades abolicionistas. Gozava de grande prestígio entre todos os senhores de engenho da região, e a imagem que todos tinham dele era de um homem exemplar por sua bravura, por seu cavalheirismo, pela firmeza de sua palavra e por seu sentimento de honra pessoal.

Nunca aceitou postos de governo. E do poder público valeu-se apenas uma única vez: o Barão de Lucena (Henrique Pereira de Lucena), seu parente próximo e seu grande amigo, por cuja causa lutara ativamente, ao eleger-se governador (* 05/11/1872 a 10/05/1875), insistia para que escolhesse a posição que quisesse em seu governo. Leonardo tinha um único desafeto em Pernambuco: um senhor de engenho vizinho à sua propriedade, que montara em suas terras uma quadrilha de ladrões de cavalo, e vivia depredando, a ferro e fogo, em surtidas criminosas, as reservas de animais dos outros proprietários.

Disse ao seu parente Barão de Lucena que não queria nada: apenas ser delegado de Bentevi por um dia, e que o chefe de polícia pusesse sob suas ordens, também por um dia, duzentos soldados. Invadiu o engenho do ladrão de cavalos, apreendeu todo o seu arsenal e acabou com o abigeato que intranquilizava a região. Conta-se que o chefe de bando então castigado, que era também senhor de engenho, dizia, até o fim da vida, que só de uma coisa tinha vergonha: de não ter merecido a amizade do coronel Leonardo.

O coronel que teve a coragem de importar a saúva não teve receio de correr outro risco: passou a ser um ativista na campanha da abolição. Quando ela chegou, já fazia mais de um ano que não havia escravos em suas propriedades. Recebeu pelo telégrafo a notícia da abolição, reuniu os antigos escravos que continuavam a viver no engenho, mandou que convidassem todos os outros dos engenhos em redor, chamou todos os senhores de engenho da redondeza e promoveu festa de arromba no terreiro da casa-grande. A filha memorialista (Francisca Gouveia de Barros), que participou da festa, conta a história:

"Meu pai reuniu os ex-escravos no terraço, comunicou-lhes que tinha sido decretada a abolição, e que não havia mais escravos no Brasil. Muita emoção, muitos vivas e palmas foram dados à princesa Isabel. Meu pai fez um discurso que comoveu a todos e disse-lhes que em regozijo realizassem uma festa, convidando seus colegas e os senhores seus amigos; ele daria o vinho e tudo quanto fosse necessário. Mandou matar os garrotes, os carneiros, os bodes, os porcos e as galinhas-d'angola para o banquete. Os ex-escravos engalanaram a casa do engenho, improvisaram-se mesa para mais de duzentos talheres, fizeram os convites.

Compareceram muitos escravos e amigos de meu pai. Comeram e beberam à vontade, dançaram um dia e uma noite, os brancos se misturaram com os negros, as sinhazinhas serviram a mesa, reinou muita alegria. Acabadas as comemorações, cada um tomou um novo rumo. Uns ficaram trabalhando para meu pai, recebendo seu salário; ele lhes deu uma posse de terra para plantarem cana ou o que quisessem."

Este é um breve retrato do avô de Antônio de Barros Carvalho, o senhor de engenho que ele mais admirava em sua família, filho e neto de Albuquerques e Cavalcantis, da árvore dos Rego Barros, do Conde da Boa Vista, descendente em linha direta de Jerônimo de Albuquerque e de Catarina de Albuquerque, de Maria do Espírito Santo Arcoverde, dos Albuquerque Melo, dos Cavalcanti e dos Albuquerque Maranhão. Mas era um aristocrata liberal e esclarecido, que tinha, como o primeiro Jerônimo de que descendia, um pé fincado nas casas nobres da província e do Império, e outro na taba do indio Arcoverde, na senzala dos africanos e nas ruas do Recife, a cidade rebelde por excelência.

O coronel Leonardo, pai de dona Francisquinha, foi também pai de um filho de alta reputação em Pernambuco, o dr. Gouveia de Barros (Manoel Gouveia de Barros), médico considerado e político bem sucedido, que seria Secretário de Estado e deputado federal.

Fonte:

Mourão, Gerardo Mello - Um Senador de Pernambuco - Breve Memória de Antonio de Barros Carvalho
Topbooks, 1999, 199 páginas. (págs. 26 a 31)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

DOMÍNIO HOLANDES



Levantamento dos engenhos das capitanias de Pernambuco, Itamaracá, Paraíba e Rio Grande, feito durante o primeiro ano do domínio Holandes, conforme publicado no número 34 da Revista do Instituto Archeológico e Geográfico de Pernambuco em 1887. O documento, em Holandes, foi traduzido para o Portugues e consta dos arquivos de Haya. Preferimos usar a ortografia atual e organizar os dados para facilitar a leitura.



BREVE DISCURSO


Sobre o estado das quatro capitanias conquistadas
de Pernambuco, Itamaracá, Paraíba e Rio Grande
situadas na parte detentrional do Brasil


Quer saber mais sobre o dominio Holandes em Pernambuco? click aqui

Silvio Bulhões, o filho de Dadá e Corisco

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Histórias de Caboclo – Para Corações Pequeninos

Livro


Histórias de Caboclo
Para corações pequeninos
1 – Edição

Autor: Cobra Cordelista


No livro Histórias de Caboclos – Para Corações Pequeninos. O Poeta e Cordelista Cobra Cordelista mostra a importância de traduzir a cultura na formação dos pequeninos cidadãos.
O livro é também um instrumento de denúncia contra a ação de algumas pessoas públicas, que no exercício de seus mandatos insistem em desviar os recursos destinados à cultura impedindo assim o desenvolvimento das artes e a formação de novos artistas.

A criança é a grande esperança deste mundo, do seu futuro sabe-se muito pouco, porém, é fundamental que seja cuidada com bastante carinho, como uma árvore que dará seu fruto na estação própria.

As escolas que estiverem interessadas em adotar o livro como paradidático é só entrar em contato com o próprio artista através dos telefones: (81)8649-6768 ou por e-mail (cobracordelista@hotmail.com) o livro sai ao preço de R$ 15,00 (Quinze reais).

Trechos do livro:


O Sabiá e o Gavião



Mas que história bonita
Que eu tenho para contar
E é pra você criança
Que titio que dedicar

Existiu na floresta
Um bonito gavião
Um terror dos passarinhos
Da coruja ao chorão

Gavião era famoso
Por comer ovos do ninho
Devorava pássaros pequenos
Que caminhasse sozinho

Aqui começo uma história
Carregada de emoção
De Piu-Piu o Sabiá
E Chico o Gavião...



O Poeta e a Lagoa que Chora


Existe em Jaboatão
Uma Lagoa imensa
Uma jóia natural
No passado opulenta
Havia piado das aves
O jacaré passeava
Aumentando a beleza

Lembro-me da Jaçanã
De cor azul muito bela
Eu lembro a Galinha D’àgua
Com sua cor amarela
A natureza convidativa
Sorridente qual donzela
Fascinava todos nós
Mortos de amor por ela

O Uititiu dava o tom
Orquestrando melodia
E o bicuri qual poeta
Cantava em versos e dizia
Seu amor pela lagoa
Sempre ao raiar do dia
E natureza em festa
Expressavam alegria...


O Menino Sonhador



Entre tantas brincadeiras existentes, Zezinho sempre preferiu empinar papagaio. Era motivo de muita alegria observar aquele papagaio de papel de seda colorido, com esqueleto de paletas de coqueiro, e rabada de plástico subir...subir...subir
...sumir nos céus. Voando alto que nem passarinho, rumando para o sol, até se perder entre as nuvens, soprado pelos ventos de Agosto...



Nordeste Caboclo




As lendas e tradições
Que o nordeste construiu
São um belo patrimônio
Cultural do mau Brasil
Retratam a tradição
E a crendice popular
São jóia deste torrão
Que não canso de contar...



Filho agente não enjeita...


O compadre Chico Maiado
Cabra macho do sertão
Resolveu casar sua filha
A mais bela da região
Com um cabra da cidade
Chamado Manuel João

A moça muito bonita
De alcunha Isabela
Seus cabelos cacheados
Pele escura e muito bela
Pernas grossas, seios fartos
Uma jóia de donzela...


Essas são apenas algumas das muitas Histórias de Cobra Cordelista, para conhecer todo esse universo basta adquirir seu livro “Histórias de Caboclo – Para Corações Pequeninos”.


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011!!!


Feliz ano Novo!!! Tudo de bom, saúde e muita cultura para todos nós!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cordel Sindrome de dawn





Meu filho é Up Trissonico
Autor;Cobra Cordelista

A ciência é importante
Para o bem da humanidade
É ele que fundamenta
Os pilares da Verdade
É estudo com paciência
Pro bem da sociedade

Vou discorrer sobre um tema
Sobre modo especial
De uma alteração genética
Que ocorre ao Natural
A tríssomia do 21
Que é síndrome de Dawn

Em tempos muitos remotos
Na Grega de antigamente
Apresentavam-se os filhos
Para toda a sua gente
E logo se eliminavam
Os nascidos deficientes

Só se criavam os filhos
Prontos para guerrear
O povo Grego de Esparta
Mandava eliminar
Criancinhas inocentes
Mandando sacrificar

Um tempo de ignorância
De grande Selvageria
Onde o valor de um homem
Ainda não se entendia
Quantos pobres inocentes
Tolhida a cidadania

Dr John Langdon Down
O estudos aprofundou
Descreveu toda a síndrome
Ele tanto pesquisou
Que a comunidade cientifica
Com seu nome batizou

Era 1866
A pesquisa evoluía
Ao pensar da sociedade
A ciência contribuía
Confrontou-se à igreja
E sua Teologia

Foi chamada mongolismo
Houve muito preconceito
Por gente desinformada
Que se achava perfeito
Egoísta, desumana
Todo cheio de defeito

Jerôme Lejeune
Deu sua contribuição
É acidente genético
Ocorre no Embrião
Na divisão celular
Ocorre esta confusão

Era 1959
O estudo adiantado
Temos 46 cromossomos
Duplamente emparedo
A alteração genética
Modifica o resultado

Quando ocorre a anomalia
O par 21 é duplicado
Com 47 cromossomos
Já esta identificado
Como Síndrome de dawn
Geneticamente modificado

Descobriu-se que a síndrome
Nunca foi deformidade
Ocorre com qualquer um
E não rouba a felicidade
Que na mulher quarentona
Tem mais possibilidade

Que a cada 700
Nasce um bebê assim
Por certo o preconceito
É coisa muito ruim
Não herdamos de Abel
Por certo foi de Caim

Nos laços fortes do amor
É construída a União
Traçam planos de futuro
Para a próxima geração
Se imaginam os filhos
Extrapola a perfeição

Néscios no matrimônio
E com pouca experiência
Se não forem auxiliados
Já começa a desavença
Com muito amor e carinho
A família se sustenta

Algumas sociedades
Praticam a exclusão
Aí se livram do Feto
Abortar é solução
Contraria a lei de Deus
É ato sem compaixão

Praticam o asilamento
Exclui da sociedade
Ou do seio da família
Isto tudo é maldade
Um filho é benção de Deus
Pra quem ama de verdade

Alguns traços são comuns
Lá vai dica pra vocês
Um cabelo bem lisinho
Carinha de japonês
Baixinho,Nariz achatado
Apresenta flacidez

Desenvolve lentamente
Mas atinge o ponto final
Por isto a sua família
Tem papel especial
Pra superar seus limites
E todo potencial

A pessoa trissônica
Tinha suas dificuldades
As doenças do coração
Roubou a felicidade
Infecções respiratórias
As fez sofrer de verdade

Porém no Século presente
O véu do tempo se abriu
A medicina avançou
O pensamento evoluiu
E muitos pais que choraram
Agradeceu e sorriu

Quebremos o preconceito
Que amarra a sociedade
São barreiras, são entraves
Impecílio a felicidade
Com seus padrões de estética
E de alta produtividade

Não tratar o cidadão
Como se fosse um doente
Respeitá-la e escutá-la
Cara a cara, feito gente
Com lazer e com esporte
Estudando indo em frente

Respeitando as diferenças
Nenhum ser humano é igual
Junto a outras crianças
Na educação formal
Com professor competente
E amiguinho legal

Nada de adjetivos
Nenhuma discriminação
A família e a escola
Juntos na educação
E exigindo do governo
Políticas de inclusão

Direito a vida ao trabalho
Liberdade e igualdade
O direito de ter um lar
Ter sua propriedade
Orientação sexual
Momentos de intimidade

Direito de ser artista
Tudo que imaginar
Pois o destino de alguém
Só cabe a ele traçar
E nosso papel como Pais
È aos filhos apoiar

Exigir do nosso governo
Compromisso com educação
Exigir que a faculdade
Promova a discussão
Pois lá estão os doutores
Agentes da transformação

Com Estudo Pesquisa
Chegamos a conclusão
Que pra síndrome de Down
O remédio é instrução
Pra ter sucesso na vida
A base é educação

Que a família é um alicerce
Uma base pra toda vida
Nela constroem-se os sonhos
É amparo e guarida
E as lembranças do lar
Jamais serão esquecidas

Subiu na perna do pinto
Caiu na perna do Pato
Seu rei mandou dizer
Que acreditem no fato
Pois história acabou
Ta findado meu relato!