quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A Morte do Rei de Barro

Todo feito com fotos digitais, a animação "A Morte do Rei de Barro" ultiliza um dos principais símbolos da cultura nordestina, os bonecos de barro, animados com atécnica de stop-motion, para contar a história de uma luta entre dois bandos rivais de cangaceiros.



Núcleo de Animação das Faculdades Integradas Barros Melo
www.barrosmelo.edu.br/animation
Direção: Plínio Uchoa

TORRE MALAKOFF



A Torre Malakoff foi construída na época da heróica defesa de Sebastopol, durante a guerra da Criméia (1853-1855). De um lado da trincheira, os russos, e do outro, o exército aliado, formado por ingleses, franceses, turcos e italianos da região de Piemonte. A guerra da Criméia, penísula ao sul da Ucrânia, foi um confronto fundamentalmente naval, travado no mar Negro e que teve como episódio mais sangrento e marcante o cerco à cidade portuária de Sebastopol. O destaque que ganhou os jornais de toda a Europa foi o foco de resistência em defesa da colina e da torre fortificada de Malakoff. A despeito da derrota russa a resistência em Malakoff é lembrada como um dos mais importantes momentos da História Militar.

A partir de informações de jornais europeus, o Diário de Pernambuco passou a noticiar o desenrolar da guerra da Criméia . E as imagens das batalhas no interior das trincheiras de Malakoff, que despertou grande interesse no Recife, chegavam através dos cosmoramas do Diário e das exposições do fotógrafo Fredk Lembeke. A popularização de nomes relacionados à guerra, tornou-se comum em Pernambuco. Engenhos de açúcar foram batizados com denominações como Malakoff, Sebastopol (Cabo) e Criméia ( Escada e Nazaré). Produtos de consumo como seda, bolacha e até marchinha de carnaval também ganharam popularidade e glamour com os nomes da guerra.

Na origem da Torre Malakoff está o Decreto Providencial de 01 de janeiro de 1834, que criou o Arsenal da Marinha, cujo Projeto Arquitetônico foi elaborado em 1837. Embora não tivesse ainda sede própria, o Arsenal já possuía, em 1846, oficinas de carpintaria, calafates, ferreiros, tanoeiros, pedreiros e muitas outras necessárias ao reparo das embarcações de guerra e paquetes nacionais. Em 1850, os planos de implantação dos Arsenais da Marinha, Brasil afora, são objeto de um Plano Geral para uniformização das construções desses edifícios. Mas é só em 1853, que as obras de construção do chamado Portão Monumental do arsenal de Marinha, na zona do Porto do Recife e, portanto, no bojo desse plano de melhoramentos, ganham mais regularidade. O andamento das obras acompanha o ritmo das demolições de importantes edificações existentes nas proximidades, como é o caso do Forte do Bom Jesus, cujo material construtivo foi aproveitado no edifício da Torre.

A referência mais antiga , em letra de forma, ao edifício do Arsenal da Marinha(concluído em 1855), foi encontrada pelo historiador José Antônio Gonsalves de Mello, no Diário de Pernambuco de 04/12/1857 que descreve: "Por diversas vezes temos falado nesse edifício, o mais importante da Província, quanto ao seu material e ao estado de melhora progressiva que se lhe nota,(...) No pavimento abaixo da cúpula vê-se colocado um grande relógio de mostrador transparente, para serem as horas visíveis à noite, pondo-se-lhe luz por detrás, fabricado em Inglaterra por um dos melhores autores. Na cúpula se porá um observatório, podendo-se aí estabelecer também um telégrafo, para indicar aos navios o meio-dia pela pêndula horária". Colaborador do Diário nesse tempo, Antônio Pedro de Figueiredo fez minuciosa descrição do Arsenal e do Torreão, do qual se salienta o "colossal portão de ferro" e a cúpula de metal que cobria o edifício, provida de um maquinismo que a movia, tendo ainda uma luneta para proporcionar a observação dos astros.

Apesar da beleza e imponência da Torre , esta era, tão somente o acesso ou portão de entrada para o Arsenal de Marinha , construída num amplo terreno a beira mar, com quase 800 metros de cais, onde funcionavam a administração , depósitos e galpões para recolher, consertar e construir embarcações. A origem do nome Malakoff, por algum tempo foi atribuída ao nome do relojoeiro ou a marca do relógio existente na Torre, hipótese não comprovada pelos pesquisadores. Segundo Veloso Costa, o batismo do Torreão do Arsenal, no Recife, foi dado pela população, identificada com a resistência da Malakoff de além mar.

Na década de 20 a Torre do Arsenal foi condenada a demolição para ampliação do Porto do Recife, o que motivou um vitorioso movimento em sua defesa. Formado por importantes setores da intelectualidade e instituições culturais pernambucanas , o movimento contou com amplo engajamento da sociedade e utilizou-se do nome Malakoff- símbolo de resistência e capacidade de luta - para sensibilizar as autoridades durante o processo de defesa do edifício. Com o advento da República são extintos os Arsenais de Marinha do Pará, da Bahia e de Pernambuco. Com a extinção dessas unidades e a centralização das atribuições no Rio de Janeiro, o imóvel passa a servir à Capitania dos Portos de Pernambuco. Anos mais tarde, com a transferência da Capitania para outro local, a Torre Malakoff cai no abandono , até ser resgatada para funcionar como um centro de referência da cultura em Pernambuco.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Academia Pernambucana de Letras (APL)



Foi fundada em 26 de janeiro de 1901, por Joaquim Maria Carneiro Vilela e um grupo de literatos radicados no Recife, tendo como objetivo "promover a defesa dos valores culturais do Estado, especialmente no campo da criação literária".

Academia Pernambucana de Letras

É uma instituição civil, de utilidade pública e foi a terceira academia de letras fundada no Brasil. A primeira foi a do Ceará, criada em 1894, três anos antes da Academia Brasileira de Letras (1897).

No início, as reuniões da APL eram realizadas em salas do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Em 1966, passou a funcionar em sede própria, num casarão na Av. Rui Barbosa, n. 1596, que pertenceu ao Barão Rodrigues Mendes, João José Rodrigues Mendes um comerciante português. O Governo do Estado de Pernambuco, na época do então governador Paulo Guerra, desapropriou o imóvel, doando-o à Academia, através do Decreto n.1.184, de 14 de janeiro de 19666. O edifício-sede da Academia é conhecido como a Casa de Carneiro Vilella.

Os móveis e as obras de arte foram doados, em sua maioria, pela sociedade pernambucana, incluindo doações do arcebispo Dom Helder Câmara.

Em 1911, foi aumentado o número de acadêmicos de vinte para trinta e, em 1960, passou para quarenta cadeiras, por sugestão do acadêmico Mauro Mota. Compõe-se hoje de quarenta membros, podendo ter o mesmo número de sócios correspondentes, residentes em outros Estados ou no Exterior.

Os acadêmicos não usam o fardão, como na Academia Brasileira de Letras. O fardão foi substituído por um colar dourado, com medalhão distintivo.

A APL possui uma biblioteca, um auditório e edita a Revista da Academia Pernambucana de Letras, que apesar de ter uma periodicidade irregular, é publicada desde 1901. Promove e estimula iniciativas de caráter cultural, concede prêmios literários, medalhas, troféus e títulos honoríficos, realiza cursos, reuniões e simpósios destinados ao estudo, pesquisa e discussões sobre literatura, especialmente a pernambucana.

Recife, 13 de junho de 2003.

(Atualizado em 20 de agosto de 2009).


FONTES CONSULTADAS:

CENTENÁRIO da Academia Pernambucana de Letras: os de ontem, os de hoje, os de sempre. Recife: APL, 2001. 2 v.

CHACON, Vamireh. Uma academia de Pernambuco e do Nordeste. Cultura, Brasília, ano 8, n. 30, p. 85-89, jul./dez. 1978.

SUPLEMENTO CULTURAL D.O. PE, Recife, ano 15, jan. 2001. [Fascículo dedicado à APL].


COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: GASPAR, Lúcia. Academia Pernambucana de Letras (APL). Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: . Acesso em:dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fotos da missa do vaqueiro em Itapetim no Sertão do Pajeú


Tradicional missa anual do vaqueiro em Itapetim. 10ª missa do vaqueiro celebrada na capela de São Francisco pelo padre José Viana, no Bairro São Francisco.

O espaço tornou-se pequeno para esta grandiosa missa comparecimento em massa dos vaqueiros, seus familiares, amigos e demais itapetineses.

Homenagearam o vaqueiro mais velho do município “ Sr. Arvelino” . Outros vaqueiros também foram homenageados. Todos os homenageados receberam troféus.

Estive lá e tirei algumas fotos dessa festa maravilhosa:


Fonte: http://itapetim.net/2011/01/10%C2%AA-missa-do-vaqueiro-de-itapetim-pe/











sábado, 5 de fevereiro de 2011

Forte do Brum



Construção iniciada em 1629, pelo governador da Capitania de Pernambuco, Matias de Albuquerque. Foi denominado inicialmente Forte Diogo Pais, que era um morador do Recife que financiou a obra. Em 1630, por conta das Invasões Holandesas, as obras foram paralisadas e, no ano seguinte, foi erguido no local um novo forte. Foi restaurado entre 1886 e 1889, sendo mantido o estilo arquitetônico do século XVII.

Tem uma capela dedicada a São João e, no século XVIII, serviu de sede do governo da Província de Pernambuco. É tombado pelo Patrimônio Histórico nacional e está localizado no Bairro do Recife.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Forte das Cinco Pontas



Localizado no bairro de São José, Recife, foi construído pelos holandeses, em 1630. Em 1654, os portugueses assumiram o forte. Em 1684, foi reconstruído, com um novo traçado: o número de bastiões foi reduzido de cinco para quatro. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1938, serve atualmente como sede do Museu da Cidade do Recife.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Você sabe quem foi Conde da Boa Vista?



Francisco do Rego Barros (o Conde da Boa Vista) nasceu a 03 de fevereiro de 1802, no Engenho Trapiche, município do Cabo de Santo Agostinho. Militar e político, bacharelou-se em Matemática pela Universidade de Paris, França. Foi eleito deputado-geral pela província de Pernambuco em duas legislaturas: 1830/33 e 1850.

Por carta imperial de 06 de abril de 1850, foi escolhido senador, cargo que ocupou por 20 anos. Por duas vezes, foi governador de Pernambuco: entre 1838/41 e entre 1841/44, cargo na época denominado presidente da província.Ganhou do governo imperial os títulos de Barão da Boa Vista (1840), Visconde (1858) e Conde (1866).

Foi, ainda, comandante superior da Guarda Nacional do município do Recife e em 1865 foi nomeado comandante das Armas da Província do Rio Grande do Sul, cargo do qual pediu exoneração no ano seguinte, para retornar a Pernambuco. Morreu no Recife, a 04 de outubro de 1870.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Shopping Del Paseo sedia exposição do artista plástico Romero Britto



Em janeiro, o Shopping Del Paseo traz arte ao seu público. De 19 de janeiro a 19 de fevereiro, o shopping sedia exposição do artista plástico Romero Britto. A mostra apresenta obras originais, serigrafia em tela, séries especiais, gravuras, escultura em alumínio com couro, camisas e canecas. O público pode visitar a exposição no Piso L1, de 10h às 22h, com acesso livre.

Romero Britto é um artista brasileiro com obra internacional. Sua característica está no uso de cores fortes e alegres, traços geométricos e angulosos, que reproduzem objetos do dia a dia, ideias, pessoas e a natureza. Curvas e diagonais se cruzam para formar os desenhos, que transmitem alto astral e vivacidade, chamando a atenção de quem os vê. As pinturas são delineadas de preto e apresentam harmonia nas cores, que se combinam de modo a revelar jogos de luz, planos e suas profundidades, além de texturas e contrastes.

Nascido na cidade de Recife, Romero Britto mostrou interesse pela arte aos oito anos de idade, pintando sucatas, papelão e jornal, tendo seu talento estimulado pela família através de livros. Em contraste com sua realidade pobre, o jovem Romero reproduzia felicidade e alegria de viver. Aos 14 anos, expôs seus quadros pela primeira vez e vendeu um deles à Organização dos Estados Americanos. Depois de visitar a Europa e entrar em contato direto com o mundo da arte, fixou residência em Miami (EUA) e conseguiu um espaço próprio para expor suas pinturas. A partir daí, empresas com interesse em cultura popular, como Absoluty Vodka, IBM, Disney, Pepsi e Grand Manier, incorporaram as pinturas de Britto em seus projetos especiais.

A diversidade de sua arte ultrapassa os limites das telas e dos salões de exposição. Posteres, cadernos, cartões, louças, latas, relógios e livros trazem suas cores e traços. Sua obra inspirou desde uma coleção para a marca de moda praia brasileira Rosa Chá até um perfume. Apreciadas por todo tipo de público, suas pinturas encantam desde crianças até celebridades de Hollywood.
Serviço: Exposição Romero Britto. De 19 de janeiro a 19 de fevereiro no Piso L1 do Shopping Del Paseo. Aberta ao público de 10h às 22h. Entrada franca. Informações: (85) 3456.3131

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SHOW DE COBRA CORDELISTA

SHOW DE COBRA CORDELISTA NO RESTAURANTE ESPETO NA MESA EM JABOATÃO DIA 04.02.2011 (sexta-feira)20h




Dia 04 de Fevereiro de 2011,(sexta-feira)as 20h no RESTAURANTE ESPETO NA MESA (ANTIGO BAR DA POEIRA) na cidade de Jaboatão dos Guararapes tem Recital de Cobra Cordelista e a presença de vários poetas convidados. Nos Violões Vitor aragão e Fauzer Zaidan, com Felipe de Dora na Percussão,no Repertório Contos,Causos,Forró de Raiz,e a poesia matuta com muito Lirismo e bom humor. Na ocasião estará lançando o livro Alma Sertaneja ,que possui dois elogiados contos narrados pelo poeta que compoem o Cd que acompanha o livro.

RESTAURANTE ESPETO NA MESA (ANTIGO BAR DA POEIRA) Av. Comercial ,Sn, Candeias Após o Restaurante Recanto Gaucho FONE (81) 8828-0242