segunda-feira, 21 de março de 2011

Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano



É uma instituição de caráter particular inaugurada ao dia 28 de janeiro de 1862, constitui-se na segunda mais antiga do gênero no Brasil. O IAHGP foi fundado inicialmente nas dependências do convento do Carmo, transferido para a Biblioteca Pública Provincial do mosteiro de São Francisco, depois para um edifício na então Praça da Concórdia (hoje Praça Joaquim Nabuco). Instalou-se ainda no Ginásio Pernambucano durante os anos de 1912 a 1919 e hoje está localizado na Rua do Hospício, num casarão patriarcal de dois andares próximo ao Teatro do Parque.

O acervo de seu museu, aberto ao público e tombado pelo IPHAN, conta com riquíssimas fontes históricas que remontam o passado pernambucano. Entre elas, estão uma coluna em pedra com o brasão e a coroa portugueses datando de 1535, que serviu de marco divisório entre as capitanias de Pernambuco e Itamaracá; o brasão de armas de Duarte Coelho; os bustos de Frei Caneca, Oliveira Lima, Alfredo de Carvalho e Mário Melo, o primeiro prelo do jornal Diario de Pernambuco; um canhão holandês de bronze; pilares norte e sul do demolido arco de Santo Antônio; retratos a óleo e quadros de personalidades como Maurício de Nassau, Dom Pedro II, o bispo Azeredo Coutinho, João Alfredo, o Conde da Boa Vista; dois painéis sobre a primeira e a segunda batalha dos Guararapes; estampas preciosas do Recife antigo; uma coleção numismática; mobiliário pernambucano do século XIX; objetos e manuscritos raros.

Em Decreto Federal de 1919 foi declarado de “utilidade pública”. O Instituto ainda possui uma biblioteca composta por cerca de 16 mil volumes – entre livros, mapas e outras raridades – e publica, desde outubro de 1863, a Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, um periódico de grande relevância para a história do país.

Entre seus sócios, estiveram historiadores e intelectuais como José Higino, Pereira da Costa, Alfredo de Carvalho e José Antônio Gonsalves de Mello, que foi seu presidente de 1965 a 2000. Atualmente seu quadro é formado por cinqüenta sócios efetivos e sócios correspondentes em número ilimitado. Ao longo de sua existência vem pautando sua atuação na defesa do ideário pernambucano e de suas tradições histórico-culturais.

Em sua página na internet, o instituto fornece ao internauta publicações e possibilita visitas virtuais ao seu museu.

Endereço: Rua do Hospício, 130, Boa Vista, Recife - PE.
Fone: (81) 3222-4952
Horário de visitação: Segunda a sexta-feira, das 13h às 17h.
Sábado, das 8h às 12h
Site: www.institutoarqueologico.com.br

sábado, 19 de março de 2011

Movimento Armorial

Movimento cultural oficialmente lançado, no Recife, a 18 de outubro de 1970, tendo como idealizador o escritor Ariano Suassuna. Seu objetivo: "realizar uma arte erudita brasileira a partir das raízes populares da nossa cultura".

De início modesto, partindo de um concerto e uma exposição de artes realizados no Pátio de São Pedro, no centro do Recife, ao poucos o movimento foi ganhando força. Em 1976 já apresentava propostas nos campos da arquitetura, gravura, dança, cinema, música, teatro, cerâmica, tapeçaria, escultura, pintura e literatura.

Surgiu no âmbito universitário, quando seu idealizador era diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco. Depois, o movimento ganhou apoio oficial da prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação de Pernambuco.

Desde o início o Armorial congrega nomes importantes da cultura pernambucana e até mesmo brasileira, como o próprio Ariano Suassuna, Francisco Brennad, Raimundo Carrero, Gilvan Samico e outros. Integraram o movimento grupos como: Balé Armorial do Nordeste, Orquestra Armorial de Câmera, Orquestra Romançal e Quinteto Armorial.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Liceu Nóbrega de Artes e Ofícios


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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O Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco é uma escola brasileira, localizada no Recife, Pernambuco, mantida pela Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP, da Companhia de Jesus. Embora a escola tenha um convênio com a Secretaria de Educação, o Estado cede seus professores.

História

Teve assentada a primeira pedra em 23 de abril de 1871 e foi inaugurado em 1880, como sede da Escola de Ofícios mantida pela Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, que ministrava aos interessados aulas de desenho, arquitetura, aritmética e primeiras letras.

Extinto em 1950, desde 1970 seu acervo e o prédio, localizado na Praça da República, estão sob a guarda da Universidade Católica de Pernambuco, quando foi reativado oferecendo cursos técnicos em adminstração e contabilidade. O início do convênio com a Secretaria de Educação foi por volta dos anos 80, passa a funcionar como uma escola filantrópica, mantida pela Universidade Catolica de Pernambuco(UNICAP), insituição ligada a Companhia de Jesus. A Unicap cria um convênico com a Secretaria de Educação de Pernambuco, porém o Estado só sedia os professores.

Com o fechamento do antigo Colégio Nóbrega (colégio privado ligado à UNICAP), em 2006, ganhou um novo perfil como Complexo Educaional Nóbrega, o Liceu foi transferido para suas instalações, passando a localizar-se no campus da Católica, no bairro da Boa Vista. Na sua antiga sede passou a funcionar o Centro de Ensino Experimental Porto Digital, que agora funciona também no campus da Universidade Católica. No Complexo Nóbrega também funcionava o Centro de Ensino Experimental Nóbrega.

Um novo convênio foi assinado pela Unicap, em 2008. Depois de muitos problemas que a escola enfrentou em 2007 a Católica assinou convênio com varios orgãos de Pernambuco para o Liceu. A Secretaria de Educação foi uma delas, para a secretaria o Liceu passa ser uma escola de aplicação em 2010, para que os alunos podessem receber todos os beneficios e alguns materiais escolares, assim entra definitivamente para a Rede Estadual de Ensino e foi reconhecido como uma escola publica. Todavia mantém suas tradições, como seu fardamento com o brasão da Unicap e emblema dos Jesuítas. Continua vinculado a insituição católica de ensino superior, contando agora com novas parceria como o Fé e Alegria.

Complexo Nóbrega

O Liceu de Artes e Ofícios tem como vizinho no Complexo Nóbrega o Instituto do Patrimônio Historico e Artistico Nacional (IPHAN), que funciona no Palacio da Soledade, no antigo Colégio Nóbrega. A Unicap ainda manté a Igreja de Nossa Senhora de Fátima no local.

Trata-se de um dos maiores complexos de ensino de Pernambuco. Agora o Liceu de Pernambuco conta com instalações adequadas que vão de laboratóriosque não existem a quadra poliesportiva que não se deixam usar, inexistentes na antiga sede, na Praça da República.
Antiga Sede

O prédio oficial do Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco deve se tornar, em breve, um centro cultural. A Unicap estuda criar o Centro Cultural Liceu, para isso está em busca de parceiros.

Cursos
Ensino Fundamental

* 5ª a 8ª série (6ª a 9ª série)

Ensino Médio

* 1° ao 3° ano

Ensino Técnico

* Administração
* Contabilidade

Atualmente funciona no Complexo Educacional Nóbrega, no Campus da Católica.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Morre Chiquinha Gonzaga a última irmã do Rei Luiz Gonzaga

Publicado por Itapetim.net em 15 de março de 2011 | Categoria: Itapetim Notícias

Morreu na madrugada desta terça-feira (15/03/2011) na cidade de Santa Cruz da Serra, no Rio de Janeiro. A última dos dez irmãos do Rei Luiz Gonzaga a cantora e compositora Chiquinha Gonzaga, aos 85 anos. Chiquinha começou a carreira na década de 1950 e seu último trabalho gravado foi o CD “Chiquinha Gonzaga – 8 & 80″, de 2006.A também cantora e compositora Raimunda Gonzaga, 87 anos, conhecida como Muniz, morreu há 22 dias, no Rio de Janeiro. Ela foi sepultada na cidade de Exu (PE). Muniz é mãe de Maria Gonzaga e irmã de Chiquinha.O sepultamento de Chiquinha Gonzaga será realizado na tarde desta quarta-feira (16), no mausoléu da família, no Cemitério Tanque do Anil, no Rio de Janeiro.A irmã de Luiz Gonzaga é homônima da pianista carioca que viveu entre 1847 e 1935, e teve sua vida e carreira retratada na minissérie “Chiquinha Gonzaga”, da Rede Globo. Francisca Edwiges Neves Gonzaga ficou conhecida, entre outras músicas, por ter composto a marchinha carnavalesca “Ô abre alas”.A cantora, compositora e sanfoneira Chiquinha Gonzaga, 85 anos, irmã mais nova de Luiz Gonzaga, o rei do baião, morreu na madrugada desta terça-feira (15) no Hospital Moacir do Carmo, em Duque de Caxias (RJ). Segundo a família, ela sofria de Mal de Alzheimer e vinha sofrendo com complicações nos últimos nove meses.Ela era a caçula de dez irmãos e chegou ao hospital com problemas respiratórios e infecção urinária. “Minha tia foi ficando debilitada por conta da doença de Alzheimer, já que ela ficava mais na cama”, disse a sobrinha Maria Gonzaga, que morava com a tia em Duque de Caxias.
fonte da Noticia: G1- Pop & Arte
Foto:Carlos Augusto/ Foto de Divulgação da Prefeitura de Recife

Morre Chiquinha Gonzaga a última irmã do Rei Luiz Gonzaga

Publicado por Itapetim.net em 15 de março de 2011 | Categoria: Itapetim Notícias




Morreu na madrugada desta terça-feira (15/03/2011) na cidade de Santa Cruz da Serra, no Rio de Janeiro. A última dos dez irmãos do Rei Luiz Gonzaga a cantora e compositora Chiquinha Gonzaga, aos 85 anos. Chiquinha começou a carreira na década de 1950 e seu último trabalho gravado foi o CD “Chiquinha Gonzaga – 8 & 80″, de 2006. A também cantora e compositora Raimunda Gonzaga, 87 anos, conhecida como Muniz, morreu há 22 dias, no Rio de Janeiro. Ela foi sepultada na cidade de Exu (PE). Muniz é mãe de Maria Gonzaga e irmã de Chiquinha.O sepultamento de Chiquinha Gonzaga será realizado na tarde desta quarta-feira (16), no mausoléu da família, no Cemitério Tanque do Anil, no Rio de Janeiro.A irmã de Luiz Gonzaga é homônima da pianista carioca que viveu entre 1847 e 1935, e teve sua vida e carreira retratada na minissérie “Chiquinha Gonzaga”, da Rede Globo. Francisca Edwiges Neves Gonzaga ficou conhecida, entre outras músicas, por ter composto a marchinha carnavalesca “Ô abre alas”.A cantora, compositora e sanfoneira Chiquinha Gonzaga, 85 anos, irmã mais nova de Luiz Gonzaga, o rei do baião, morreu na madrugada desta terça-feira (15) no Hospital Moacir do Carmo, em Duque de Caxias (RJ). Segundo a família, ela sofria de Mal de Alzheimer e vinha sofrendo com complicações nos últimos nove meses.Ela era a caçula de dez irmãos e chegou ao hospital com problemas respiratórios e infecção urinária. “Minha tia foi ficando debilitada por conta da doença de Alzheimer, já que ela ficava mais na cama”, disse a sobrinha Maria Gonzaga, que morava com a tia em Duque de Caxias.

Fonte da Noticia: G1- Pop & Arte
Foto:Carlos Augusto/ Foto de Divulgação da Prefeitura de Recife

A origem do Reino Encantado



Movimento fanático, surgiu na localidade denominada Sítio da Pedra Bonita (área próxima à Vila Bela e que depois integraria o município de São José do Belmonte), interior de Pernambuco, em 1836, um ano depois de o estado sofrer uma grande seca. Teve início com as pregações do beato João Antônio, segundo as quais o rei Sebastião iria "desencantar" e voltar para distribuir riqueza com o povo.

O beato foi logo seguido por uma legião de adeptos, mas, pressionado por padres católicos, desistiu da iniciativa. Dois anos depois, João Ferreira (um cunhado do beato João Antônio) reinicia o movimento, com as mesmas promessas de criação do "Reino Encantado".

O fanático João Ferreira reunia seus seguidores em torno de um grande rochedo (a "Pedra do Reino") e dizia que, para que o rei Sebastião revivesse e pudesse realizar o milagre da riqueza, era preciso que a grande pedra ficasse totalmente tingida com sangue humano.

Quem doasse o sangue para a volta do rei seria recompensado: velhos ressuscitariam jovens; pretos voltariam brancos e todos, além de ricos, seriam imortais na nova vida. Tiradas de suas lavouras pelo flagelo da seca, famílias de agricultores acamparam em volta da rocha e passaram a aguardar o milagre.

João Ferreira proclamou-se "rei" e estabeleceu os costumes da comunidade ali formada. Por exemplo, cada homem poderia ter várias mulheres, mas cabia ao "rei" o direito da primeira noite: ele dormia a noite de núpcias com a recém-casada, devolvendo-a no dia seguinte ao marido.

Todas as outras normas de conduta também eram ditadas por ele. A tentativa de tingir a pedra com sangue humano (para que, finalmente, o milagre acontecesse) foi levada à prática durante três dias de maio de 1838. O primeiro a ser degolado foi o pai do "rei" João Ferreira.

Outras 50 pessoas foram sacrificadas, a maioria crianças. Mas, mesmo assim, o rei Sebastião não apareceu. Os fanáticos, então, decidiram sair em procissão, tendo à frente João Ferreira. Encontraram uma patrulha e foram massacrados.

terça-feira, 15 de março de 2011

O dia em que Jarbas deu uma de repórter



O ex-governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, no passado já deu uma de repórter. Foi em 1973, quando, disfarçado de turista, ele entrou numa fazenda em Brejo da Madre Deus, a 190 km do Recife, para cumprir uma missão: documentar a suspeita de que máquinas e trabalhadores pagos pelo governo estariam sendo utilizados para realizar obras numa propriedade particular do então governador do Estado, Eraldo Gueiros Leite. E o episódio teve grande repercussão.

Na época, Jarbas Vasconcelos era deputado pelo MDB, líder da Oposição na Assembléia Legislativa, e contratou um fotógrafo que também se fez passar por turista. Na propriedade de Eraldo Gueiros, a Fazenda Salobro, de 90 hectares, os dois fotografaram equipamentos e operários de duas empresas estatais (o Departamento Estadual de Poços e Açudagem e a Companhia de Eletrificação de Pernambuco) executando obras de eletrificação e perfuração de poços.

As fotos ficaram guardadas por duas semanas até que, no dia 27 de abril, foram divulgadas. Primeiro, Jarbas exibiu as fotografias no plenário da Assembléia Legislativa do Estado, durante uma tumultuada sessão, confirmando, assim, "tratar-se evidentemente de um ato imoral". No dia seguinte, as fotos acabariam publicadas pelos jornais pernambucanos e de outros estados brasileiros, entre os quais o Jornal da Tarde, vespertino paulista.

Em meio à sessão durante a qual as fotos foram exibidas, o líder do Governo, Antônio Correia de Oliveira, saiu em defesa de Eraldo Gueiros, dizendo que os trabalhos na fazenda do governador foram pagos das seguintes formas: a perfuração dos poços teria sido quitada ao Departamento de Poços e Açudagem com o cheque de nº 069322, do Bandepe; e a eletrificação rural fora paga à Celpe, com 170 notas promissoras de CR$ 76,00 cada. E, assim, tudo parecia resolvido.

Mas, a explicação de Antônio Correia não convenceu muita gente. O deputado Antônio Airton Benjamim, governista dissidente, foi um exemplo. Exibindo um exemplar do Diário Oficial do Estado daquela semana, ele leu em plenário a notícia sobre a assinatura de um contrato no valor de 7,3 milhões, entre o Governo do Estado (via Celpe) e várias cooperativas agrícolas, para eletrificação de propriedades rurais. E a legenda de uma foto da notícia dizia o seguinte:

"O chefe do executivo dirige-se aos presidentes de cooperativas do interior, afirmando que também participará, como simples cidadão, dos benefícios da eletrificação rural."

A partir daquele momento, a sessão na Assembléia Legislativa ganhou ares de guerra. A Oposição queria pedir o impeachment de Eraldo Gueiros, com base no artigo 173 da Constituição Federal, segundo o qual "não é permitido a um governador de Estado fazer contratos com companhias do governo ou naquelas em que o governo é o maior acionista". Mas, para pedir o impeachment, a Oposição teria que reunir os votos de 2/3 dos deputados, coisa que nem de longe ela conseguiria.

E, assim, com aquela tensa sessão na Assembléia Legislativa (que acabaria pondo mais fogo na velha briga Governo/Opisição), estaria encerrado o episódio das reveladoras fotografias realizadas por Jarbas Vasconcelos.

Mas, um detalhe de toda essa história ainda hoje provoca indagação:

Se, durante a sessão em que Jarbas apresentou as fotos, Pedro Correia já tinha em mãos os argumentos para defender o Governo, isso significa que o Governo sabia antecipadamente que as fotos seriam divulgadas. Por que, então, o Governo nada fez para tentar impedir que a divulgação se consumasse, já que esse tipo de intervenção era "normal" durante a ditadura militar? Teria sido descuido?

Fonte:http://www.pe-az.com.br

segunda-feira, 14 de março de 2011

Hoje é o dia da poesia

Hoje é dia da poesia e não poderia faltar nossa homenagem, há esse dia tão especial!!!

Parabéns poetas de meu Brasil

O que foi a Setembrizada?


Foi uma revolta militar ocorrida no Recife, durante os dias 14, 15 e 16 de setembro de 1831, exatamente cinco meses depois da abdicação imperial de Dom Pedro I. O movimento foi iniciado por soldados do Batalhão 14, que saquearam a cidade fazendo fogo, pedindo a volta do ex-imperador.

Rebelião até o momento pouco estudada, a Setembrizada teve - segundo o historiador Milton F. de Mello - antecendentes vinculados ao partido "Regressista", composto, em sua grande parte, por portugueses.

Tudo começou sob o pretexto de que os soldados não queriam ver fechado o portão do quartel, depois da revista das oito horas. Foram três dias de batalha travada desde os bairros de Boa Viagem, Afogados, Boa Vista até a vizinha cidade de Olinda.

O saldo da rebelião: 500 mortos e 800 presos, sendo que estes, posteriormente, foram transferidos para o arquipélago de Fernando de Noronha. Um dos responsáveis pelo fim da rebelião foi o tenente-coronel Antônio José Vitoriano, comandante do 4º Corpo de Artilharia, que foi às ruas combater os revoltosos.

Ao final, o tenente enviou um relatório ao Comandante das Armas em Pernambuco, brigadeiro Francisco de Paula Vasconcelos, narrando os espisódios.

A setembrizada foi a designação dado à prisão e subsequente deportação de um grupo de personalidades, em boa parte ligadas à Maçonaria, jacobinos e adeptos conhecidos dos ideais da Revolução Francesa, acusadas de colaboracionismo com as forças de ocupação da Primeira Invasão Francesa. A maioria das prisões realizou-se entre 10 e 13 de Setembro de 1810, daí a designação de setembrizada, e foi feita em reacção à entrada em Portugal das forças da Segunda Invasão Francesa, comandadas pelo general Nicolas Jean de Dieu Soult.

A maior parte dos presos foi embarcada na fragata Amazona e enviada, sob escolta britânica, para a ilha Terceira, nos Açores, onde permaneceriam exilados durante alguns anos, constituindo o núcleo dos deportados da Amazona que se revelaria instrumental na instauração do regime liberal nos Açores e nos acontecimentos subsequentes que levaram a ilha Terceira a ser um dos baluartes da luta contra as forças de D. Miguel I de Portugal.

Entre os presos encontravam-se intelectuais que muito contribuíram para a implantação do liberalismo em Portugal, entre as quais Domingos Vandelli, Manuel Ferreira Gordo, José Sebastião de Saldanha, Jácome Ratton e Vicente José Ferreira Cardoso da Costa. Alguns dos presos faleceram no cativeiro, entre os quais D. Pedro de Almeida Portugal e Cândido José Xavier Dias da Silva.