sexta-feira, 29 de abril de 2011

Olímpia - Capital do Folclore



Olímpia, cidade que fica entre Barretos e São José do Rio Preto, a 422 quilômetros de São Paulo e que, anualmente, comemora com um festival, o mês do folclore. Lá, a quietude e a tranqüilidade dos dias normais, dão lugar a um movimento cultural intenso durante a semana do folclore. A cidade se transforma, ganha um ar de festa. Faceira, ela se enfeita e se prepara para receber os grupos folclóricos do Brasil inteiro que ainda resistem e se reproduzem no asfalto da cidade e na poeira do sertão.

Eles chegam aos poucos, são recebidos nas praças, nas escolas, pelas autoridades e famílias olimpienses.

São grupos de moçambiques, congadas, batuques, fandangos, reisados. Chegam cansados, mas nos alojamentos não perdem tempo. Ensaiam músicas e danças que um dia fizeram parte do repertório das festas dos seus antepassados, depois se exibem pela cidade, cada qual aguardando a sua vez de subir no palanque armado do Ginásio de Esportes, Vera Maria Toledo, do centro Comunitário. É uma manifestação popular em sua totalidade. Com bailados, danças, ritos, recreação, tradicionais brincadeiras infantis e bailes típicos.

Hoje, ostenta com orgulho o cognome de Capital do Folclore, adotado oficialmente em 18 de abril de 1977, depois que Ático Vilas Boas da Mota, uns dos maiores incentivadores do folclore nacional, sugeriu a um deputado federal que levasse à Brasília o pedido de que Olímpia fosse consagrada no país como a Capital do Folclore. Dele também partiu a sugestão de se adotar o nome de Folclorística para os estudos relacionados com o folclore enquanto ciência.

Se Olímpia conseguiu, ao longo destes 20 anos, ser conhecida e respeitada como a Capital do Folclore, foi graças a persistência de José Sant'anna que mobilizou na cidade, e em torno dela, no estado e no país, todo um interesse e um redespertar para as nossas coisas. José Sant'anna é conhecido na cidade inteira e por todos os grupos que chegam. Carinhosamente ele é chamado de professor Santana e seu nome faz parte das toadas dos festeiros e das rezas das benzedeiras. Sem ele, a impressão é que não existiria o festival de Olímpia. É como se ele fosse o capitão dos capitães dos congadeiros, o mestre dos mestres das folias de reis.

O professor se confessa um apaixonado pela cultura popular e, por esse motivo, dedicou sua vida inteira ao folclore. Suas heranças (do pai e da mãe) e uma chacára foram aplicadas para sustentar o festival desde 1965, ano em que, depois de estudar e pesquisar metodicamente o assunto, resolveu levar as manifestações para a rua. Na época, foi taxado de louco, débil, irresponsável, principalmente de ter apresentado o grupo de moçambique que as pessoas confundiram com umbanda e baixo-espiritismo nas ruas. Hoje, esses grupos não só foram assimilados pela população como também o trabalho de José Sant'anna prosseguiu através dos professores de Olímpia que resolveram aproveitar nas escolas o autêntico folclore, mas de uma maneira sofisticada e artística. Nascia assim o parafolclore - o aproveitamento do folclore na educação, na arte e na cultura.

"Além disso, se nós abandonarmos a cultura dessa gente (os grupos são formados por pessoas pobres), ela tende a desaparecer principalmente no que tange aos folguedos".

Os festivais de Olímpia têm uma função didática, de aguçar nas crianças e adultos a inteligência para perceberem o universo amplo do folclore. É o Brasil tradicional.

Enquanto na vitrola a música de Tonico, Bibi e Milton José continua tocando, no palco, o prefeito abre o primeiro dia de festa ao entregar a chave da cidade ao patrono do festival, o curupira. De acordo com a lenda, o curupira é um menino de cabelos avermelhados, corpo peludo, dentes verdes e pés virados para trás. Ele é o protetor das florestas, matas e bosques, por isso foi escolhido para proteger Olímpia durante as comemorações do folclore.

A parte mais emocionante de toda a festa é quando uma saraivada toma conta da praça. São os bacamarteiros, conjunto de homens portando armas rudimentares chamadas bacamartes. Os tiros de festejos acontecem sempre em manifestações populares e a munição é de pólvora caseira, doméstica, tirada de uma árvore nordestina chamada umbaúba. O carvão leve é misturado com nitrato de potássio, limão e cachaça. Tudo é pisado no pilão por várias horas. Depois, o resultado é colocado em cabaças e prontos para serem usados. O Batalhão de Bacamartes de Carmópolis, Sergipe, foi fundado por volta de 1780, na época do cativeiro, onde negros e brancos formaram este folguedo para se divertirem.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Show de Cobra Cordelista no Sertão Paraibano


A convite da família Dantas, tradicional família paraibana, o Poeta e Cantador Cobra Cordelista faz show na cidade do Teixeira no Sertão Paraibano, o nascedouro da cantoria de viola, onde nasceu o mito Zé Limeira (o poeta do absurdo)nesta sexta-feira as 19:00hs

Forró de Raiz, releitura de clássicos da música popular brasileira, Poesia matuta, ciranda, frevo, coco de roda, e Samba de latada

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Contatos 081 8649.6768 / 9947.5072 cobracordelista@hotmail.com Quer conhecer melhor o artista com vídeos e matérias? htpp//www.Cobracordelista.blogspot.com

Itapetim Está de Luto Com a Morte do Poeta Pedro Amorim Conhecido Como O Poeta dos Vaqueiros

Fonte: Itapetim.net

O Ventre Imortal da Poesia perde mais um dos seus grandes ícones da poesia. Faleceu na manhã de hoje, o poeta e repentista o Sr. Pedro Vieira de Amorim (Pedro Amorim). Autor do livro O Poeta dos Vaqueiros, o qual consagrou o poeta como poeta dos vaqueiros . Seu corpo está sendo velado na sua residência na av. Paulino Soares (próximo ao reservatório da compesa) o mesmo deixa enlutados filhos, genros, noras, netos e bisnetos.

Seu sepultamento será às 16 hs desta quinta feira (28) no cemitério local.

O mesmo nasceu em 18 de setembro de 1921, no sítio Surubim, na divisa do município de Itapetim – PE com Desterro – PB, mas pegou na veia a poesia Itapetinense. Residiu em Itapetim por mais de 50 anos. Filho de Jeronimo Correia de Amorim e de D. Teresa Maria da Conceição. Era um homem inteligente, simples, simpático e de uma boa comunicação com sua gente.

Cantou ao lado dos irmãos Batista: Dimas, Otacílio e Louro do Pajeú. E também com Manoel Xudú, Pinto do Monteiro, Jó Patriota, Zé Catota, Cancão entre outros nomes consagrados.

Participou de vários Congressos de Violeiro como os realizado no Teatro Santa Izabel e Castro Alves na Bahia em 1951 organizado pelo amigo e poeta itapetinense Rogaciano Leite.

Pedro Amorim e Otacílio Batista
Manuel Xudu e Pedro Amorim


MORRE MAIS UMA FLOR DE POESIA
.
Como bom Jardineiro dessas “hortas”
Que só sabem cheirar à Poesia
Deus colheu uma delas nesse dia
Quando as flores da vida foram mortas
Ordenou que São Pedro abrisse as portas
Da Mansão onde a vida não tem fim
Pra poder receber Pedro Amorim
Com as honras que os santos têm direito
Porque Deus só recebe desse jeito
Os Poetas que vão de Itapetim!

terça-feira, 26 de abril de 2011

I Feria literária do Jaboatão dos Guararapes

Programação da Festa da Pitomba 2011


Programação:

Dia Início Atração Observação
24/04/11 11h Boi Faceiro Público estudantil
24/04/11 16h Boi de Loucos Público estudantil
24/04/11 17h Oficina de Dança Palco
24/04/11 19h Coco / Mestre Goitá Palco
24/04/11 20h Bilé/Todos os Ritmos Palco
24/04/11 21h Geraldo Maia Palco
24/04/11 22h Boi Tatatá Cortejo
24/04/11 22h Boi Estrela da Tarde Cortejo
24/04/11 22h Boi Estrela de Sotave Cortejo
26/04/11 11h Balé Popular Público estudantil
26/04/11 16h Cia. Poesia Tributo a Lula Cortes
26/04/11 17h Resgate Popular Tributo a Lula Cortes
26/04/11 19h Antonio Lisboa / Edmilson Ferreira Tributo a Lula Cortes
26/04/11 20h Ronaldo Aboiador Tributo a Lula Cortes
26/04/11 21h Dudu do Acordeon Tributo a Lula Cortes
26/04/11 22h Gerlane Lopes Tributo a Lula Cortes
26/04/11 23h Banda de Pífanos Cortejo
26/04/11 23h Urso do Pólo Sul Cortejo
27/04/11 11h Ciranda Carcará Público estudantil
27/04/11 16h Silvinho Caldas Público estudantil
27/04/11 20h Ciranda Dengosa Palco
27/04/11 21h Forró a Sertanejo Palco
27/04/11 22h Cab. Tupi Cortejo
27/04/11 22h Cab. Tupinambá Cortejo
27/04/11 22h Cab. Canindé Cortejo
28/04/11 11h Orquestra de Frevo Público estudantil
28/04/11 16h HIP-HOP Público estudantil
28/04/11 16h Mano de Baé Público estudantil
28/04/11 17h Oficina de Dança Público estudantil
28/04/11 19h Fantasia (lírico) Palco
28/04/11 20h Danda (regional) Palco
28/04/11 21h Bia Marinho Palco
28/04/11 22h Recife Banda Show Palco
28/04/11 22h Passistas de Frevo / Bonecos Gigantes Cortejo
29/04/11 11h Folclore de Pernambuco Público estudantil
29/04/11 16h Coco Nova Divinea Público estudantil
29/04/11 17h Oficina de Dança Público estudantil
29/04/11 19h George Luiz Palco
29/04/11 20h Belo X Palco
29/04/11 21h Andreia Luiza Palco
29/04/11 22h Rebeldes do Samba Cortejo
29/04/11 22h São Sebastião Cortejo
30/04/11 15h Trio Souza Filho Forró da 3ª Idade – Palco
30/04/11 15h Aulão de Forró Forró da 3ª Idade – Palco
30/04/11 16h Grupo Vida Longa Forró da 3ª Idade – Palco
30/04/11 17h Trio As Fulô de Caruaru Forró da 3ª Idade – Palco
30/04/11 18-20h Reginaldo Mendonça Forrozeiros de Jaboatão – Palco
30/04/11 18-20h Mané Baião Forrozeiros de Jaboatão – Palco
30/04/11 18-20h Pinto e Maturi Forrozeiros de Jaboatão – Palco
30/04/11 18-20h João Leite / 8 Baixos Forrozeiros de Jaboatão – Palco
30/04/11 18-20h Jairo Lima Forrozeiros de Jaboatão – Palco
30/04/11 18-20h André Ricardo Forrozeiros de Jaboatão – Palco
30/04/11 20h Jailson Ritto Palco
30/04/11 20h Xaxado Form & Art Palco
30/04/11 21h Arlindo 8 Baixos Palco
30/04/11 22h Raízes do Kilombo Cortejo
30/04/11 22h Lelê Okê Azuane Cortejo
01/05/11 15h Cello Gomes Bailinho da 3ª Idade – Palco
01/05/11 17h Coco dos Pretos Palco
01/05/11 18h Forró Sensação Palco
01/05/11 19h Neto Brayner Palco
01/05/11 20h André Malakof Palco
01/05/11 21h Josildo Sá Palco
01/05/11 22h Maracatu Rural Gavião da Mata Cortejo
02/05/11 17h Banda Forró Mania Palco
02/05/11 18h Fátima Albinos Palco
02/05/11 19h Velho Xaveco Palco
02/05/11 20h Natureza Humana Palco
02/05/11 20:30h Pernambuco Afro Palco
02/05/11 21h Dinda Salu Palco
02/05/11 22h Digão Ferraz Palco
02/05/11 23h Maracatu Lira do Morro da Conceição Cortejo
02/05/11 23h Raízes do Kilombo Cortejo

Banda de Pífanos 2 Irmãos - Caruaru

segunda-feira, 25 de abril de 2011

sábado, 23 de abril de 2011

Páscoa...



É ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para melhorarmos
as coisas que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho.
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.

Desejo a todos as amigas e amigos uma
Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!

cobra Cordelista.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Melancolias de um sertanejo longe de seu torrão


Melancolias de um sertanejo longe de seu torrão
(Manoel Messias Belizario Neto)

Sertão seco estou aqui
Nessa capital à toa.
Um dia eu te deixei
Por que faltava garoa.
Agora desprotegido,
Desempregado, sentido,
Tua falta me magoa.

Te deixei meu velho chão
Porque faltou agasalho.
Do gado todo caído,
Não mais se ouvia chocalho.
Chorava parado o vento,
O chão queimava sedento.
Despedia-se o orvalho.

Mesmo assim velho Sertão
Não posso te esquecer.
Te respirarei até
O dia que eu morrer.
Esses lugares modernos
Cheios de gente de terno
Nem chegam aos pés de você.

Tua calça sertão Velho
É um belo mandacaru;
A camisa é um juazeiro
Enfeitado de anu.
O cupim é o chapéu;
A gravata é o céu
Se derramando em azul.

Teus prédios são os serrotes
Habitadas por guará
Que guardam a tua filha.
A princesa do lugar
Do Reino da Pedra Fina
Caatinga ainda menina
Criou-se feliz por lá.

Teus mares são os açudes
Livres da poluição;
As veredas são as linhas
Dos metrôs do coração
De um sertanejo nato
Que aqui se sente ingrato
Por ter deixado teu chão.

Sertão Velho sou teu servo.
Sou teu súdito. É meu rei.
Mesmo que eu vá para a China
Inda lá te servirei.
Sem ti sou grilhão sem elo.
Guarde um canto no castelo
Que um dia eu retornarei.