quinta-feira, 19 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Budega do Cobra, da uma passadinha por lá




Você que quer matar a saudade de postagens mais antigas de nosso blog, visite a Budega do Cobra. Atualizamos as postagens, agora você pode rever nossa visita em Teixeira e Carpina.

Boi Bumbá



Cada apresentação é uma experiência inesquecível. Assiste-se, tudo ao mesmo tempo, uma suntuosa apresentação musical, uma procissão religiosa, um ritual tribal, um show de bonecos gigantescos, um conto de fadas com poderosos vilões e bravos heróis, uma apresentação folclórica, uma grandiosa festa para a platéia e uma energizante coreografia da “galera” – torcedores do “Boi”.

Apesar de ambos os “Bois” – como são chamadas as equipes – contarem a mesma história todas as noites, de forma que você a assiste 6 vezes o mesmo espetáculo, cada noite é diferente, pois as lendas, os rituais, as danças tribais, os bonecos, os trajes, as alegorias, tudo muda, tornando-se num espetáculo completamente novo.

Boi Garantido
Boi Caprichoso

Há muitos festivais no Brasil, mas o de Parintins é de longe o maior e mais espetacular. É ao mesmo tempo um show e uma disputa. Há duas equipes competindo – o “Boi” Caprichoso e o “Boi” Garantido. O “Boi” é o personagem principal da história que é apresentada todas as noites. O lugar para o festival é uma arena que acomoda 35.000 espectadores.

Cada “Boi” tem 3 horas para se apresentar e se você ainda quiser mais, a cidade o aguarda depois das apresentações com comidas, bebidas e baladas. A praça, os inúmeros bares e lugares próximos ao “Bumbódromo” sem hora para fechar, recebem o público ainda cheio de energia para mostrar suas habilidades na dança, nas coreografias e músicas do festival.

O festival folclórico de Parintins segue princípios fundamentais em que expressa a cultura espontânea, evolui exclusiva e livremente através de uma dinâmica própria . Exemplo disso é que não se consegue afirmar, com certeza absoluta, como foi, exatamente, que teria começado. Teria se iniciado quando Lindolfo Monteverde, criador do “Boi” Garantido, teria colocado em prática uma das histórias que ele ouvia de seu avô quando criança? Poderiam ter sido os Irmãos Cid, juntamente com José Furtado Belém, que teriam fundado o “Boi” Caprichoso?

Tanto o “Boi” Garantido quanto o “Boi” Caprichoso, teriam nascido graças às promessas feitas a São João Batista. Por motivos diferentes, mas tendo as promessas sido atendidas cumpririam o que prometiam e, ambos os “Bois”, a partir dali, se apresentariam todos os anos – isso era garantido – diria o Garantido; e no capricho – diria o Caprichoso.

O festival conta a história do Pai Francisco – funcionário da fazenda e sua esposa grávida, a Mãe Catirina, desejosa de comer língua de boi. Pai Francisco mata o melhor boi da fazenda para satisfazer o desejo da esposa. Pai Francisco seria levado à cadeia, mas a história tem um final feliz, com o “Boi” sobrevivendo graças aos rituais do pajé. Pai Francisco é perdoado e tudo acaba numa enorme festa celebrando a vida do “Boi”.

O festival de Parintins começou modestamente. Naqueles dias, eram simples procissões pelas ruas da cidade. Com o passar do tempo, o festival, a história e os personagens foram mudando para incorporar as lendas de índios locais, os rituais, as músicas e as danças. Celebra também o tradicional estilo de vida do caboclo – o homem da amazônia.

A disputa
O festival é também um desafio e o vencedor é escolhido por um júri, que avalia a performance de cada “Boi” em diversas categorias: apresentação do “Boi”, apresentação da tribo indígena, apresentação dos tuxauas – chefes indígenas -, apresentação do rituais xamanísticos, melhor música, melhores alegorias, melhor coreografia etc.

Um dos mais fascinantes aspectos do festival é a participação do público que lota o “Bumbódromo” – local onde se apresenta o festival. O apoio da “galera” é uma das categorias julgadas na disputa, então cada “Boi” tem pessoas especialmente designadas para comandar e orquestrar a “galera”.

O “Bumbódromo” fica dividido em duas metades, de forma que fãs do Garantido e fãs do Caprichoso ficam nos seus respectivos “territórios”. Durante a apresentação do seu “Boi” os fãs dançam, balançam lenços e candeias. A energia da “galera” vibra com a entrada de cada personagem no “Bumbódromo”.

Mas você não pode nunca, jamais, torcer para o outro “Boi” – se você fizer isso, estará contribuindo para a vitória do “Boi” contrário. A disputa é levada a sério aqui, as pessoas tem uma paixão louca pelo seu “Boi”. Todos em Parintins tem raízes voltadas para algum deles, Caprichoso ou Garantido, não há meio termo.

Interessante como a “galera” do “Boi” contrário silencia completamente durante uma apresentação, isso porque até mesmo a vaia daria pontos preciosos para o “Boi” que estiver se apresentando e ninguém quer dar pontos para o “contrário”.

Na manhã do quarto dia, o vencedor é anunciado. “Galera” e torcedores do “Boi” vencedor dão início a uma parada improvisada que toma as ruas de Parintins. Este é um momento de muita emoção para ambos os lados – ganhadores e perdedores. A polícia militar está sempre alerta para reforçar a ordem de forma eficiente, evitando qualquer briga ou tumulto.

Parintins
Gente simpática, que pinta as fachadas de suas casas na cor do seu “boi” preferido, anda pelas ruas de bicicleta. Motociclistas fazem o papel de taxistas. Bicicletas são adaptadas com um banco e levam os passageiros por toda a cidade.

Os “currais”, como são chamados os lugares de concentração de cada um dos bois, são dois. Um do Caprichoso e outro do Garantido. Cada um localiza-se numa parte da cidade.

O turismo é uma importante fonte de renda para o município. Diferentes opções são oferecidas, como por exemplo, para quem gosta de pescar a época de visitar Parintins é durante a vazante dos rios, de setembro a dezembro. Uma ótima opção é mergulhar nas águas limpas do rio Uaicurapá. Seguir até o lago Macurany para passear de barco, lancha ou jet ski.

O artesanato conta com trabalhos feitos pelos indígenas Sateré-Mawé e Wai-Wai, que utilizam penas e sementes variadas para formar colares, brincos e outros tipos de adornos. Outros trabalhos populares utilizam raízes, palhas, juta.

Às margens do rio Amazonas, foi fundada no século XVIII, quando José Pedro Cordovil, a pedido do governo português, aportou à região dando-lhe o nome de Tupinambarana. Os antigos habitantes eram os índios Maués, Sapupés e Parintintins. Somente em 1880 é que Parintins ganhou status de cidade e recebeu este nome.

O clima é tropical, úmido e chuvoso, com temperaturas entre 22ºC e 30ºC . A vegetação, formada por florestas de várzea e terra firme, produz abacate, banana, cacau, café, caju, mandioca, melancia, melão, abacaxi, batata-doce, coco, milho, feijão. A pecuária conta principalmente com bovinos, produzindo carne e leite não somente para consumo local, mas também para Manaus. O relevo compõe-se de lagos, ilhotas e uma pequena serra com apenas 154m de altura.


Boibumba.com
Texto: Sheila Cirigola
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terça-feira, 17 de maio de 2011

Poesia: Feira de Itabaiana




FEIRA DE ITABAIANA
(Guibson Medeiros)

É aquela gritaria
é barraca de verdura
é doce de rapadura
tem melão e melância
uma gata dando cria
debaixo de uma xopana
um tabuleiro de banana
que as vezes amadurece
isso tudo acontece
na feira de itabaiana

Chapéu de couro e gibão
fumo de caipora
sete légua e espora
cangalha e matulão
chicote pra peão
pão doce e caldo de cana
conga e chinela havaiana
e beata fazendo prece
isso tudo acontece
na feira de itabaiana

Frete num carro de mão
bicicleta que só a gota
veio olhando garota
carroceiro de prontidão
jogador do conceiçãoe
e promessa de cigana
rico gastando grana
e tem rifa pra quermesse
isso tudo acontece
na feira de itabaiana

Mendigo pedindo esmola
menino vendendo manga
vendedor de buginganga
e passarinho na gaiola
cantador de viola
e umas pimentas baiana
as irmãs prebisteriana
pedindo pra quem carece
isso tudo acontece
na feira de itabaiana

querosene pra candinheiro
garrafa de aguardente
disco de antigamente
e espingarda pra cangaceiro
matuto lá de Mogeiro
de braços com a puritana
pratos de porcelana
e político que não agradece
isso tudo acontece
na feira de itabaiana

Rolo de miaiá
uma mesa de sinuca
uns parente de Sivuca
e castanha do pará
jumento com caçuá
cheio de rolete de cana
mel de abelha africana
chega o açucar endurece
isso tudo acontece
na feira de itabaiana

Cofrinho feito de gesso
amolador pra tesoura
espanador e vassoura
véia vendendo terço
pirrai chorando no berço
e bebo tomando cana
crente numa caravana
orando pra quem padece
isso tudo acontece
na feira de itabaiana

Côco ralado e farinha
estatueta de carranca
roupa lá da sulanca
e enfeite pra lapinha
caritó que vai sozinha
se achando Ly Daiana
piniqueira de bacana
que nem do carro desce
isso tudo acontece
na feira de itabaiana.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Belém de São Francisco



Histórico

O povoado de Belém de São Francisco surgiu a partir de uma fazenda pertencente a Antônio de Sá Araújo, que em 1830 se estabeleceu às margens do Rio São Francisco, em terras do município de Cabrobó.

Entre 1839 e 1840, durante uma das chamadas Santas Missões, tendo à frente o padre Francisco Correia, foi lançada a pedra fundamental de uma capela consagrada a Nossa Senhora do Patrocínio.

A 13 de junho de 1902, pela lei estadual n° 553, a povoação foi elevada à categoria de vila, com o nome de Belém. A 07 de maio de 1903, pela lei estadual n° 597, a vila foi elevada à categoria de cidade. Em 1953, passou a chamar-se Belém do São Francisco.

Alterações do nome do município: de Belém para Belém de Cabrobó, pela lei estadual nº 1641, de 10 de maio de 1924; de Belém de Cabrobó para Belém, pela lei estadual nº 1931, de 11 de setembro de 1928; de Belém para Jatinã , pelo decreto-lei estadual nº 952, de 31 de dezembro 1943; de Jatinã para Belém de São Francisco, pela lei estadual nº 1771, de 08 de dezembro de 1953.

Quem nasce em Belém de São Francisco é belenita ou belenense.


Dados gerais

Localização: Sertão de Itaparica, distante 486 km do Recife.
Área: 1.785 km2
Solo: Argiloso, arenoso pedregoso
Relevo: Suave ondulado
Vegetação: Caatinga hiperxerófila
Ocorrência mineral: Quartzo
Precipitação pluviométrica média anual: 691,2 milímetros
Meses chuvosos: Março - Dezembro
População: 20.236 habitantes (IBGE 2010)
Eleitorado: 13.906 eleitores (TRE 2010)
Dia de feira: Sábado
Data de comemoração da emancipação política: 07 de maio
Prefeito: Gustavo Henrique G. Caribé
Vice-Prefeito: Henrique Marcula Lima
Padroeiro: Nossa Senhora do Patrocínio

Base econômica: Agricultura, sobretudo a fruticultura irrigada, com exportações para a Europa, Japão e América do Norte. Além disso, outros destaques são a caprino-ovinocultura e a apicultura. Uma curiosidade: na década de 1970, Belém chegou a ser o maior produtor brasileiro de cebola, posição perdida depois da entrada do produto argentino.

Peculiaridades

Localizada no Sertão do São Francisco, a cidade de Belém do São Francisco tem um dos maiores potenciais turísticos do interior do Estado. É no território desse município, por exemplo, que fica a maior concentração de ilhas fluviais do Brasil: são nada menos que 88 ilhas, umas pequenas, outras maiores, todas formadas pelas águas do "Velho Chico".

E mais: a leste do território municipal está o imenso Lago de Itaparica, formado em decorrência da construção de uma hidrelétrica e que é hoje um importante local de competições náuticas de alcance nacional.

Mas, a representatividade de Belém não está apenas nas águas do Rio São Francisco. A cidade tem importância histórica em todo o Estado e uma grande tradição cultural. Um exemplo: Belém do São Francisco foi a primeira cidade no Brasil a introduzir no seu carnaval os bonecos gigantes, fato ocorrido em 1919 –antes mesmo da cidade de Olinda, que hoje tem nesses bonecos um dos seus principais cartões de visita.

No artesanato, Belém do São Francisco tem destaques para louças, crochê e móveis rústicos. E outra tradição cultural da cidade são Os Penitentes, grupo de homens que se auto-flagelam durante a Semana Santa.

O núcleo urbano de Belém estava originalmente localizado numa área bem próxima ao leito do Rio São Francisco, mas teve que ser transferido para um local mais acima depois que uma enchente, em 1919, arrasou praticamente tudo, deixando de pé somente um prédio: exatamente o da Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio, padroeira da cidade.

Foi, aliás, essa avassaladora enchente de 1919 que acabou colocando Belém do São Francisco no rol das primeiras cidades planejadas do Brasil. Para a reconstrução do seu casario, o traçado das ruas da cidade foi definido com base na planejada experiência de Belo Horizonte, em Minas Gerais.


Potencialidades turísticas: Casario e conjunto de igrejas do período colonial, bicas, praias fluviais, Ilha do Caxauí. Confira alguns dos principais atrativos do município:

Ilha de Caxauí - Ilhota com cerca de 2 hectares, plana com uma pequena inclinação e vegetação de caatinga. Tem área própria para banho, com profundidade variável, possibilitando a ancoragem natural para pequenas e médias embarcações. O maior atrativo é um banho de bica em pleno Rio.

Bica do Porto da Barra - Construída em rocha granítica, tem 2 metros de altura, vegetação de caatinga no seu entorno e solo argiloso e de cascalho. Localizada na orla do Rio São Francisco, tem ponto de ancoragem de balsas e restaurante.

Bica do Tadeu - Situada na Fazenda do Tadeu, as margens do Rio São Francisco, a bica tem altura de 2 metros.

Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio -Templo católico de arquitetura barroca, construído em 1840 por iniciativa do casal Antônio e Ana de Sá. Tem planta regular, simétrica, nave única, corredores laterais. No altar, guarda várias imagens, todas moldadas em gesso, destacando-se as imagens de N. S. da Conceição, São Judas Tadeu, Santa Luzia, São José, Santo Antônio, N. S. das Graças, N. S. Aparecida e Padre Cícero.

Igreja do Menino Jesus de Praga - Templo católico, construído em 1905 por iniciativa de Dom Augusto Álvaro da Silva. Tem 800 metros quadrados de área construída e integra o sítio histórico da cidade. Em arquitetura gótica. Com torre central, abrigando o coro, capela-mor e sacristias. Frontispício marcado pela verticalidade, pilastras coroadas por pináculos e vãos de vergas ogivais. O altar-mor, revestido com mármore, guarda a imagem do Menino Jesus de Praga, trazida da França.

Museu Elísio Caribé - Fundado por Benedita Alves de Carvalho ("Sinhá" Dita), é aberto apenas uma vez por semana, geralmente às sextas-feiras à noite, ou quando solicitado previamente. Guarda, em seu acervo, peças como o batistério de Lampião; uma balança de pesar ouro; uma espada da Guarda Nacional; um bandolim do início deste século XX; uma pedra para pisar condimentos, supostamente usada pelos índios Cariris em 1800; castiçais de prata do início do século XX; fósseis e um documento iconográfico de 1704, ligado à Ordem Terceira de São Francisco.

Artesanato: Bordados e pinturas a óleo.

Festas: Entre as mais importantes da cidade, estão as festas da padroeira Nossa Senhora do Patrocínio, de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Santa Cruz (esta com exibição dos penitentes), carnaval e festejos juninos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Trava Línguas



São frases ditas de forma rápida, com a finalidade de desenvolver uma boa dicção, especialmente para aqueles que possuem dificuldade em articular as palavras de forma correta. Além do mais, é uma ótima brincadeira. Divirta-se!

- O pinto pia, a pia pinga, quanto mais o pinto pia, mais a pia pinga.

- A fiandeira fia a farda do filho do feitor Felício.

- O peito do pé de Pedro é preto.

- O rato roeu a roupa do rei de Roma.

- O doce perguntou ao doce: qual era o doce mais doce. O doce respondeu ao doce que o doce mais doce era o doce da batata doce.

- A naja egípicia gigante age e reage hoje, já.

- Toco cru embaixo d'agua. Toco cru pegando fogo. Toco cru embaixo d'agua. Toco cru pegando fogo. Toco cru embaixo d'agua. Toco cru pegando fogo.

- Taquigrafia para quem não tem boa grafia. Bom taquígrafo não é bom grafador. Grafia por grafia, não tem haver com serigrafia nem com monografia!

- Dromedário, Dromedálio, Domedrário ou Domedrálio? É mais confuso que baralho, que rima com... sopa de alho!

- Joguei o jogo no jóquei João. O júri jurou ante os jurados. Jurema jogou a jarra no jacaré.

- Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três. Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.

- Se o caricato caricterizasse a caricatura do caricato, com que o caricato caractiraria a caricatura do caricato.

- Se sessenta e seis serras serram sessenta e seis cerejeiras, seiscentos e sessenta e seis serras serrarão seiscentos e sessenta e seis cerejeiras.

- Vento veloz e vingativo varre a Varzea com violência voraz.

- O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.

- Saber e querer, quem sabe vive de saber querer saber, quem não sabe quer saber viver, vivendo a vida de saber e que é o saber sem saber querer!

- Se vai-e-vem vai e vem, vai-e-vem vai, se vai-e-vem vai e não vem, vai-e-vem não vai...

- A frota de frágeis fragatas, fretada por um franco frustrado, enfreado de frio, naufragou na refrega, por frementos frecheiros africanos.

- Tagarelarei, tagarelaras, tagarelará, tagarelaremos, tagarelareis, tagarelarão.

- Um pé de gabiroba bem gabirobadinho, quem bem o desingabirobasse bom desengabirobador seria.

- Eu não ligo para a Liga, Porque a Liga não me liga. Se a Liga me ligasse, eu ligava para a Liga. Mas como a Liga não me liga, eu não ligo para a Liga.

- O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.

- Meio milhão, dez limões, dois milhões, nove limões, três milhões, oito limões, quatro milhões, sete limões, cinco milhões, seis limões, seis milhões, cinco limões, sete milhões, quatro limões, oito milhões, três limões, nove milhões, dois limões, dez milhões, meio limão.

- Por que palras pardal pardo? Palro e palrarei porque sou pardal pardo palrador mór del rei.

- Quem nasce em Itaquaquecetuba é itaquaquecetubense, quem nasce em Caraguatatuba é caraguatatubense.

- A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...

- Se o papa papasse pão, se o papa papasse papa, se o papa papasse tudo, seria um papa papão!

- A língua lânguida lambe a seiva da boca. Cada lambida líquida saliva o sulco salino e secao suco sugado, saboroso e salgado!

- Devora Dor Doída, Distante Da Dor Desmedida, Daquilo Dista Dimensões, Do Devorador Disto!

- O môlho de chaves caiu no môlho de tomate, ficou molhado, avermelhado, envergonhado. Môlho molhado no môlho de tomate é disparate, não o maltrate!

- O sapo Sabino sabia da sua saborosa sopa. O Sapo Sapudo só sabia que o Sapo Sabino sabia. O Sapo Sabino não sabia que o Sapo Sapudo sabia que ele sabia. A saborosa sopa suculenta tinha até polenta!

- Mefistófeles felestofisme fez com que Tomelesfisse os lesfemefistos e os fisfementoles com os femetofisles e os tolesmefifes. Foi daí que nasceu um metofisfeles felestofismezinho.

- Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há! Quem os desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador será.

- Larga a tia, largatixa! Lagartixa, larga a tia! Só no dia em que sua tia chamar largatixa de lagartixa!!

- Um grego é gago, outro grogue é gagá. Tem um grego gagá e um grogue gago. Tem também grogue e um gago gagá.

- Se a aranha arranha a rã, se a rã arranha a aranha, como a aranha arranha a rã? Como a rã arranha a aranha?

- Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.

- Lalá, Lelé e Lili e suas filhas Lalalá, Lelelé e Lilili e suas netas Lalelá, Lelalé e Lileli e suas bisnetas Lilelá, Lalilé e Lelali e suas tataranetas Laleli, Lilalé e Lelilá cantavam em coro lalalalalalalalalá.

- Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos. Seis paralelogramos têm um paralelepípedo. Mil paralelepípedos têm uma paralelepipedovia. Uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos. Então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?

- Paga o pato, dorme o gato, foge o rato, paga o gato, dorme o rato, foge o pato, paga o rato, dorme o pato, foge o gato.

- Feijão, melão, pinhão, mamão. Meijão, malão, feinhão, pimão. Pijão, feilão, manhão, memão. Majão, pilão, menhão, feimão.

- Olha o sapo dentro do saco, o saco com o sapo dentro, o sapo batendo papo e o papo soltando vento.

- A sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o sábio não sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia que o sabiá sabia assobiar.

- O tempo perguntou pro tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que não tem tempo pra dizer pro tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.

- É crocogrilo? É crocodrilo? É cocrodilo? É cocodilho? É corcodilho? É crocrodilho? É crocodilho? É corcrodilo? É cocordilo? É jacaré? Será que ninguém acerta o nome do crocodilo mané?

- Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco é ornitorrinco, ornitologista é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.

- Quando o TATÁ tá, ta. Quando TATÁ não tá, a mulher do TATÁ tando é o mesmo que TATÁ ta!

- O rato roeu a roupa do Rei de Roma a rainha com raiva resolveu remendar.

- Três pratos de trigo para três tigres tristes.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Orquestra Sol Maior

Histórico de Sucesso


Criado pelo maestro Ricardo Diniz 1999 o Conservatório Instituto artes Movimentos Associados Sol Maior, com a finalidade de musicalizar através dos sentimentos, e profissionalizar no mundo das artes musicais.

Em 2003, o Dr. Luiz Alberto Carneiro ent
ra em parceria com o maestro Diniz, e passou a Coordenar o trabalho, além de conceder uma sede que até hoje abriga o Projeto: Esperança em Sol Maior, que tem salvado jovens e profissionalizando com competência e disciplina.

Em 2006, o maestro Diniz, juntamente co
m o Dr. Luiz recebeu a medalha Vidal de Negreiros, por este projeto. Daí então os palcos da UFPE – Santa Isabel – Centro de Convenções – Teatro do Parque já receberam e aplaudiram a Orquestra Sol Maior.

Em 2008, inauguramos o Palácio do Galo da Madrugada, força de nossa cultura PE.


Em 2009, o projeto gerou a orquestra jovem Sol Menor.

Em 2010, recebemos o título de cidadão da cidade, e conquistamos os palcos da Espanha e Inglaterra, e recebemos um reforço do bem, nossa madrinha Célia Batista (empreendedora do Arcádia recepções). Que tem mudado o rumo de nossa orquestra cada vez mais profissional.


Em 2011, juntos Dr. Luiz e o maestro Ricardo Diniz, foram homenageados pela Fundação Perrone, mais uma vez por serviços
relevantes na área social.

Com a graça de Deus, e estes honrados nobres das Artes Musicais, o mundo desfrutará das harmonias inspiradas por homens de bom coração.


Em maio 2011, o maestro Diniz segue
para a Europa para firmar uma turnê da orquestra em cinco países:

Lisboa ( Portugal)

Málaga – Grandada (Espanha)
Roma (Itália)
Montrô (França)
Berlim (Alemanha)

A Turnê será em outubro, o maestro retorna em junho.




Patativa do Assaré - Documentário

O programa da TV Cultura, Entrelinhas, homenageou o centenário de nascimento de um dos maiores poetas populares do país, cuja obra pertence ao universo da literatura oral e do cordel.

O programa conversou sobre Patativa do Assaré com o diretor Sérgio Roizemblit (que fez a última entrevista com ele para o filme O Milagre de Santa Luzia, e com diretor e atores da peça Concerto de Ispinho e Fulô, da Companhia do Tijolo, baseada na vida e na obra do poeta do sertão cearense.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Enchentes em Pernambuco


O período das grandes enchentes em Pernambuco tem sido de junho a agosto. Entre os meses de janeiro e fevereiro só há registros, em toda a História, de duas pequenas inundações. E assim mesmo restritas a algumas áreas do Recife. Acompanhe aqui todas as enchentes que já castigaram o Estado.

1632 - A 28 de janeiro, ocorre a primeira enchente de que se tem notícia no Recife, "causando perdas de muitas casas e vivandeiros estabelecidos às margens do Rio Capibaribe".

1638 - Maurício de Nassau manda construir a primeira barragem no leito do Rio Capibaribe para proteger o Recife das enchentes: foi o Dique de Afogados, que tinha mais de 2 km e hoje é uma rua do Recife, a Imperial.

1824 - Entre fevereiro e abril, nova enchente atinge o Recife.

1842 - Junho. Enchente atinge o Recife, derrubando várias casas. Pontes desabaram; trens saíram dos trilhos; milhares de pessoas ficaram desabrigadas. Foi a primeira enchente de grandes proporções do Rio Capibaribe.

1854 - Foi a maior enchente do século. Durou 72 horas, atingindo todos os bairros do Recife. Derrubou a muralha que guarnecia a Rua da Aurora; parte do cais da Casa de detenção veio abaixo; a cidade ficou sem comunicações com o interior; no Porto do Recife, os navios foram atirados uns contra os outros.

1862 - Nova enchente castiga o Recife.

1869 - Grande enchente destrói as pontes da Torre, Remédios e Barbalho, e rompe os aterros da via férrea do Recife. Foi a maior enchente até então, tendo o imperador Pedro II determinado que o engenheiro Rafael Arcanjo Galvão viesse a Pernambuco "estudar o problema".

1870 - A 16 de Julho, o bacharel em matemática e ciências físicas José Tibúrcio Pereira de Magalhães, diretor de Obras e Fiscalização do Serviço Público do Estado, sugere ao governo imperial a construção de uma série de barragens nos principais afluentes do Rio Capibaribe, para evitar cheias no Recife.

1884 - Outra enchente atinge o Recife.

1894 - Em junho, enchente atinge todos os subúrbios recifenses situados às margens do Rio Capibaribe.

1899 - 01 de Julho. Vários bairros do Recife foram inundados por cheia do Rio Capibaribe. No município de Vitória de Santo Antão, desaba o segundo encontro da ponte sobre o Rio Itapicuru.

1914 - Outra enchente desaba sobre o Recife, deixando vários mortos.

1920 - A 14 de Abril, grande enchente deixa Recife isolada do resto do Estado, durante três dias. Postes foram derrubados; linhas telegráficas interrompidas; trens paralisados; pontes vieram abaixo, entre elas a da Torre. Os bairros de Caxangá, Cordeiro, Várzea e Iputinga ficaram totalmente isolados do resto da cidade.

1924 - Nova enchente deixa os bairros da Ilha do Leite, Santo Amaro, Afogados, Dois Irmãos, Apipucos, Torre, Zumbi e Cordeiro complemente submersos. O prédio do Serviço de Saúde e Assistência desabou e as obras do Quartel do derby sofreram grandes prejuízos.

1960 - Nova enchente do Rio Capibaribe castiga o Recife.

1961 - Enchente deixa 2 mil pessoas desabrigadas no Recife.

1965 - Outra enchente castiga o Recife. Os bairros de Caxangá, Iputinga, Zumbi e Bongi ficaram complemente inundados. Nas áreas mais próximas ao Rio Capibaribe, a água cobriu o telhado das casas.

1966 - Enchente catastrófica provocada pelo Rio Capibaribe, com a água atingindo mais de 2 metros de altura, nas áreas mais baixas do Recife. Em poucas horas, toda a extensão da Av. Caxangá foi transformada num grande rio. Na capital e interior, mais de 10 mil casas (a maioria mocambos) foram destruídas e outras 30 mil sofreram danos, como paredes derrubadas. Morreram 175 pessoas e mais de 10 mil ficaram desabrigadas. O nível do Rio Capibaribe subiu 9,20 metros além do nível normal. O presidente da República, marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, veio ao Recife verificar os danos causados.

1967 - A Sudene apresenta relatório de uma comissão de técnicos, constituída logo após a enchente de

1966 - Para encontrar soluções para o problema. O relatório sugere a construção de barragens nos seus principais afluentes e no próprio Rio Capibaribe, que é a mesma sugestão apresentada quase um século antes pelo engenheiro José Tibúrcio.

1970 - Ocorrem duas enchentes em Pernambuco. Em Julho, as águas atingem a zona da Mata Sul e o Agreste do Estado, por conta do transbordamento dos rios Una, Ipojuca, Formoso, Tapacurá, Pirapama, Gurjaú, Amaraji e outros. A cidade que mais sofreu foi o Cabo, que teve 04 dos seus 05 hospitais inundados e várias indústrias pararam suas atividades. No Recife, as águas da Capibaribe causaram grande destruição. Na capital e interior, 500 mil pessoas foram atingidas e 150 morreram; 1.266 casas foram destruídas em 28 cidades. Só no Recife, 50 mil pessoas ficaram desabrigadas.

Em Agosto, nova cheia atinge o Recife e Olinda, desta vez provocada pelo Rio Beberibe. Em Olinda, 5 mil pessoas ficaram desabrigadas e foi decretado estado de calamidade pública.

1973 - Material de propaganda da Secretaria de Obras do governo do Estado anuncia, em letras garrafais, que a Barragem de Tapacurá, inaugurada naquele ano, era solução definitiva para dois graves problemas que afetavam o Recife: abastecimento de água da população e "o fim" das enchentes no Recife.

1974 - Outra enchente atinge o Recife. A Comissão de Defesa Civil, que tinha previsão do avanço das águas, retirou a tempo a população das área ribeirinhas. Em São Lourenço da Mata, uma ponte ficou parcialmente destruída e a população isolada. No município de Macaparana, 20 pessoas morreram, por conta do transbordamento do riacho Tiúma.

1975 - Considerada a maior calamidade do século, esta enchente ocorreu entre os dias 17 e 18 de Julho, deixando 80% da cidade do Recife sob as águas. Outros 25 municípios da bacia do Capibaribe também foram atingidos. Morreram 107 pessoas e outras 350 mil ficaram desabrigadas.

Na capital e interior, 1.000 km de ferrovias foram destruídos, pontes desabaram, casas foram arrastadas pelas águas. Só no Recife, 31 bairros, 370 ruas e praças ficaram submersos; 40% dos postos de gasolina da cidade foram inundados; o sistema de energia elétrica foi cortado em 70% da área do município; quase todos os hospitais recifenses ficaram inundados, tendo o depósito de alimentos do Hospital Pedro II. sido saqueado. Por terra, o Recife ficou isolada do resto do País durante dois dias.

O governador Moura Cavalcanti decretou estado de calamidade pública na capital e em 09 municípios do interior. O presidente da República, em cadeia nacional de televisão, anunciou medidas para socorrer as cidades pernambucanas atingidas. No Recife, a cheia atingiu seu ponto culminante às 04 da madrugada do dia 18.

Na manhã do dia 21, quando as águas baixaram e a população começava retomar a vida, o pânico tomou conta das ruas do Recife, em decorrência de um boato de que a Barragem de Tapacurá havia estourado e que a cidade seria arrasada.

Tudo ocorreu às 10 horas: de repente, a multidão corria de um lado para outro sem saber aonde ir; mulheres desmaiavam; os carros não respeitavam sinais nem contra-mão; guardas de trânsito abandonavam seus postos; várias pessoas foram atropeladas; bancos, casas comerciais e a agência central dos Correios fecharam as portas; no Hospital Barão de Lucena várias pessoas pularam do primeiro andar; enquanto o boato se espalhava de boca em boca.

No Palácio do Governo, ao saber do que estava acontecendo, o governador Moura Cavalcanti comentou: "Agora não é mais tragédia, agora é mortandade". As emissoras de rádio passaram imediatamente a divulgar insistentes desmentidos. A Polícia Militar divulgou nota oficial informando que prenderia quem fosse flagrado repetindo o alarme.

A Polícia Federal anunciou que estava investigando a origem (nunca descoberta) do boato. O pânico durou cerca de duas horas, mas seu momento de maior intensidade teve cerca de 30 minutos. Mais de 100 pessoas foram atendidas nos serviços de emergência dos hospitais.

Passado o pânico, técnicos da Companhia de Abastecimento de Água informaram que um rompimento da Barragem de Tapacurá (que tem capacidade para 94 milhões de metros cúbicos de água e nada sofrera com a enchente) traria conseqüências imprevisíveis para a cidade do Recife.

1977 - A 01 de Maio, nova enchente do Rio Capibaribe deixa 16 bairros do Recife embaixo d'água. Olinda e outras 15 cidades do interior do Estado também foram atingidas. Mais de 15 mil pessoas ficaram desabrigadas e só não foram registradas mortes porque a população das áreas ribeirinhas foram retiradas 24 horas antes. São Lourenço da Mata foi o município mais atingido. Em Limoeiro, houve desabamento de ponte.

1978 - A 29 de Maio, o presidente da República, Ernesto Geisel, vem ao Recife inaugurar a Barragem de Carpina, construída para conter as enchentes do Rio Capibaribe. Com 950 metros de comprimento, 42 metros de altura, a barragem tem capacidade para armazenar 295 milhões de m3 de água e fica a maior parte do ano seca, só enchendo no período chuvoso.

2000 - Entre os dias 30 de julho e 01 de agosto, fortes chuvas castigaram o Estado, inclusive a Região Metropolitana do Recife, deixando um total de 22 mortos, 100 feridos e mais de 60 mil pessoas desabrigadas. Cidades foram parcialmente destruídas, tendo ás águas que transbordaram dos rios levado pontes e casas.

As chuvas foram anunciadas com 40 dias de antecedência pelos serviços de meteorologia, mas as autoridades governamentais deram pouca importância à previsão. As chuvas atingiram 300 milímetros em apenas três dias e só na RMR aconteceram 102 deslizamentos de barreiras. No município de Belém de Maria, com 15 mil habitantes, 450 casas foram arrastadas pelas águas.

O centro de Palmares ficou complemente debaixo de água e em Barreiros a água atingiu o teto do hospital da cidade. Dos 33 municípios seriamente atingidos, em 16 foi decretado estado de emergência e em 17 estado de calamidade pública, entre os quais Rio Formoso, Gameleira, Belém de Maria, Goiana, Cupira e São José da Coroa Grande.

O presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, veio a Pernambuco observar de perto os efeitos da calamidade e, dias depois, autorizou a liberação de apenas 30% dos R$ 129 milhões que, segundo levantamento do governo do Estado, seriam os recursos emergenciais necessários para recuperação das áreas atingidas.

2004 - Fortes chuvas entre 08 de janeiro 02 de fevereiro de 2004 castigam todas as regiões do Estado, deixando 36 mortos e cerca de 20 mil pessoas desabrigadas. As chuvas (jamais registradas entre os dois primeiros meses do ano) foram provocadas por fenômenos atípicos (frente fria e outros) e destruíram pontes e estradas, açudes romperam, casas desabaram, populações inteiras ficaram ilhadas.

Treze cidades ficaram em estado de calamidade pública e 76 em estado de emergência. Petrolina, no sertão do São Francisco, ficou vários dias isolada, depois que as águas levaram a estrada de acesso à cidade. Todos os açudes e barragens do Sertão e Agreste transbordaram, inclusive a gigantesca Barragem de Jucazinho, em Surubim. De acordo com levantamento do governo estadual, os prejuízos em todo o Estado chegaram a R$ 54 milhões.

2005 - Entre os dias 30 de maio e 02 de junho, fortes chuvas provocaram enchentes em 25 cidades do Agreste, Zona da Mata e Litoral pernambucanos, deixando 36 mortos e mais de 30 mil pessoas desabrigadas.

Cerca de 07 (sete) mil casas foram parcialmente ou totalmente destruídas; 40 pontes foram danificadas; 11 rodovias estaduais foram atingidas, sendo que sete delas ficaram interditadas; a água inundou ruas centrais, hospitais, escolas e casas comerciais de várias cidades, provocando enormes prejuízos materiais.

Pouco mais de 30 mil estudantes da rede estadual de ensino ficaram vários dias sem aulas, porque em todas as cidades atingidas 93 escolas foram danificadas e outras 11 foram transformadas em abrigos para os desabrigados.

As cidades mais atingidas: Moreno, Vitória de Santo Antão, Jaboatão, Nazaré da Mata, Pombos, Ribeirão, Cabo e Escada. O município que teve o maior número de casas destruídas ou parcialmente danificadas foi Vitória: 5 (cinco) mil casas.

2010 – Entre os dias 17, 18 e 19 de junho, uma enchente atingiu 67 cidades pernambucanas, principalmente da Zona da Mata e Agreste do Estado, deixando um rastro de destruição. Foi a maior tragédia da década: 21 pessoas morreram, enquanto 26.970 ficaram desabrigadas e 55.650 pessoas ficaram desalojadas; 14.136 casas foram destruídas; 142 pontes ficaram danificadas, sendo que muitas delas foram totalmente levadas pela água; 5.000 km de estradas foram danificados; 12 municípios decretaram estado de calamidade pública e 27 ficaram em situação de emergência.

Nos municípios mais afetados –como, por exemplo, Cortês, Palmares, Barreiros e Água Preta -, quase nada escapou: as águas atingiram até mesmo as ruas centrais da cidade, pondo abaixo prédios de hospitais, órgãos públicos como fóruns, prefeituras, escolas. O Governo do Estado montou uma gigantesca operação para socorrer as vítimas e organizar os trabalhos de reconstrução das cidades, usando o Palácio das Princesas como centro de apoio das atividades emergenciais. O presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e vários ministros visitaram a região atingida e em todas as regiões do Estado a população realizou campanhas para ajudar os atingidos. Do exterior também veio ajuda.

Em 24 horas choveu na região afetada 170 milímetros, equivalentes à metade da média histórica para todo o mês de junho. Na cidade de Palmares, a água chegou ao teto do hospital regional. Em 22 municípios da área afetada, 19 unidades de saúde foram totalmente destruídas e 41 danificadas. Sete escolas estaduais foram totalmente destruídas e mais 43 ficaram danificadas.