sexta-feira, 1 de julho de 2011

Eu já fui assim

A atriz Geninha da Rosa Borges no elenco do Teatro de Amadores de Pernambuco, antes de uma apresentação da peça “O Leque de Lady Windmary”, Recife, 1943.

Joaquim Francisco, ex-governador de Pernambuco, em foto reproduzida pela imprensa pernambucana em 1975. Não há referência quanto a data em que a foto foi realizada.



O hoje compositor Lenine em 1981, quando ainda era estudante de química industrial no Recife, mas já dava seus primeiros passos no música, tendo participado da 3ª eliminatória do Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Globo.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Quais são os seres mais velhos do mundo?


-Bactéria:

O campeão dos campeões é a bactéria Bacillus permians, encontrada no Novo México em 1999: 250 milhões de anos. Ela estava encapsulada em um pedaço de rocha de sal e foi ressuscitada em laboratório. Quando essa bactéria nasceu, o planeta atravessava uma grande extinção em massa, que acabou com 70% das espécies terrestres e criou as condições para o surgimento dos dinossauros.

-Planta terrestre:

Em terra, o vegetal mais idoso é um arbusto da espécie Lomatia tasmanica, que fica na Tasmânia (Austrália). Trata-se de uma planta rara, que tem 3 pares de cromossomos, é estéril e só se reproduz por mudas. Em geral, cada indivíduo vive 300 anos, mas a maior colônia conhecida data de 43 000 anos atrás, quando nossa espécie estava chegando à Europa, onde se encontraria com os neandertais.

-Planta aquática:
Entre os vegetais, ninguém bate a gramínea Posidonia oceanica, encontrável no fundo dos mares de Ibiza, no Mediterrâneo. No ano passado, pesquisadores americanos e portugueses descobriram que uma colônia da planta, com 8 km de extensão, está viva há 100 000 anos, a época em que o Homo sapiens só existia nas savanas africanas. A poluição tem diminuído as colônias dessa espécie em 3% ao ano.

-Animal:

No reino animal, o recorde fica para um espécime do molusco Arctica islandica. O maior ancião da espécie, encontrado na Islândia em 1868, morreu com 374 anos – ele estava vivo em 1512, quando Michelangelo terminou de pintar o teto da Capela Sistina. O Arctica é seguido de perto por Adwaita, uma tartaruga de Galápagos que morreu aos 256 anos, e por uma baleia branca que viveu por 245 anos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Crendices Relacionadas a Animais





Apesar de definidas como crenças populares absurdas e ridículas, as crendices (ou superstições) sempre existiram entre todos os povos. Em Pernambuco, bem como nos demais Estados do Nordeste brasileiro, crendices de todos os tipos são repassadas de geração a geração. Veja, aqui, as crendices relacionadas com os animais:
Besouro - Quando um besouro passa zumbindo pelos ouvidos de uma pessoa é sinal de mau agouro. A solução é pronunciar frases do tipo: "Credo! Vai-te para quem te mandou; dize que não me achaste; eu te arrenego; cruz credo!".

Coruja - É de mau agouro o canto lúgubre de uma coruja, ao cair da tarde, ou simplesmente quando ela pousa sobre o telhado da casa.

Beija-flor - Da mesma forma que as borboletas pretas ou as formigas de asa, quando um beija-flor invada a casa é mau agouro.

Anum - Também é considerado de mau agouro quando um anum preto pousa nas árvores vizinhas das casas habitadas na zona rural.

Cachorro - Quando um cachorro cava à porta ou no quintal de uma casa é sinal de que uma sepultura terá de ser aberta.

Urubu - É prenúncio de morte quando um urubu pousa no telhado de uma casa ou simplesmente quando ele voa repetidas vezes em torno de uma residência.

Esperança - Quando a esperança (espécie de gafanhoto verde) entra na casa ou pousa sobre uma pessoa é sinal de alegria, de que uma coisa boa vai acontecer.

Bem-ti-vi - Quando um bem-ti-vi canta insistentemente nas proximidade de uma casa é sinal de que uma pessoa ausente e estimada irá chegar.

Pitiguari - Quando um pitiguari canta também é aviso de que uma pessoa querida irá chegar. O sertanejo afirma que o cantar desse pássaro parece dizer claramente: "Olha para o caminho, quem vem!...".

O que acontece quando:

- Quem pisa o rabo de um gato não casa no ano em que o fato aconteceu

- Ao encontrar uma cobra, uma mulher deve virá o cós da saia e dizer: "Estás presa por ordem de São Bento" (que é o advogado contra os ofídios). Assim, essa cobra ficará imóvel, não oferecerá nenhuma resistência, e a mulher poderá matá-la facilmente.

- Quem mata um cachorro fica devendo uma alma a São Lázaro

- Para um cachorro não crescer, basta pesá-lo com sal, logo ao nascer

- Quando uma cabra espirra é sinal de chuva

- Quando a cigarra estoura, de tanta cantar, de sua casca nasce o cipó japecanga

- O sapo não entra em decomposição, fica ressequido, mirrado e quem o matar ficará com o corpo do mesmo jeito

- Quando uma cobra entra na água deixa o veneno em terra e, picando alguém, não causa mal algum

- O pavão entristece quando olha para os pés

- Os negócios serão bons quando o dono colocar um chifre de boi no alto de uma balança ou em outra parte do seu estabelecimento comercial

- Uma pessoa que come uma galinha choca fica com fome canina

- Se o galo cantar várias vezes durante o dia é mau agouro. Se cantar exatamente ao meio-dia é sinal de moça fugida e cantando às dez horas é sinal de casamento

- Aos rapazes que apalpam galinhas não nasce barba

Origem da intriga entre o cachorro e o gato

Como tudo no mundo tem uma explicação, o imaginário popular também inventou uma história para explicar a famosa inimizade entre o cachorro e o gato. Essa estória é a seguinte:

Consta que, em tempos passados, o cachorro, hoje escravo do homem, havia conquistado o direito de viver livremente e era um dos grandes amigos do gato. E essa liberdade foi atestada inclusive com papel passado, uma carta de alforria.

Não tendo onde guardar o documento, um dia o cachorro pediu ao gato que guardasse a tal carta de alforria. Meio desligado, o gato depositou o documento do amigo entre as telhas da coberta da casa, crente que aquele era um lugar seguro.

Mas, eis que aconteceu o inesperado. O rato encontrou aquele papel e, como andava à cata de algo para forrar seu ninho, fez a festa: picotou a carta de alforria em centenas de pedaço. Com isso, o cachorro voltou ao cativeiro e jamais perdoou o gato.

Por ter perdido o grande amigo, o gato, por sua vez, tornou-se inimigo ferrenho do rato que, afinal, foi o grande causador do infortúnio do cachorro. Dizem que, ainda hoje, o gato não perdeu totalmente a esperança de reconquistar a velha amizade.

E é por isso que, de vez em quando, as pessoas encontram um gato e um cachorro que se dão bem.


Ditados populares relacionados a animais

- Um dia, um dia, cachorro de paca mata cotia

- Camarada é boi de carga

- Boi solto lambe-se todo

- Na casa de Gonçalo, a galinha manda mais que o galo

- Quem come galinha magra paga uma gorda

- A galinha da minha vizinha é mais gorda do que a minha

- Galinha preta põe ovos brancos

- De grão em grão a galinha enche o papo

- Na sombra da galinha o cachorro bebe água

- Não se amarra cachorro com lingüiça

- A grande cão, grande osso

- Cachorro que muito anda, apanha pau ou rabugem

- Cão que muito late não morde

- Quem não tem cão, caça com gato

- Gato escaldado de água fria tem medo

- Gato quando não morde, arranha

- Gato escondido com o rabo de fora

- Tirar com a mão do gato

- Da casa de gato não sai rato farto

- Gato muito miador é pouco caçador

- Para burro velho, capim novo

- Cavalo dado não se abre a boca

- Por uma besta dar um coice, não se lhe corta a perna

- Praga de urubu magro não mata cavalo gordo

- Urubu pelado não voa em bando

- Quando urubu está caipora, não há galho verde que o agüente

- Onde se mata o boi aí se esfola

- Guariba quando se remexe, quer chumbo

- A ovelha mansa mama na sua teta e na alheia

- Uma ovelha má deita um rebanho a perder

- Macaco velho não mete a mão em cumbuca

- Cada macaco no seu galho

- Em terra de sapo, de cócoras com ele

- Cobra que não nada, não engole sapo

- A primeira pancada é que mata a cobra

- Dois tatus machos não moram em um buraco

- Dois bicudos não se beijam

- Em festa de jacaré não entra nambu

- Pela boca morre o peixe

- Com mel se pegam as moscas

- Em boca fechada não entram moscas

- Papagaio come milho, periquito leva a fama

- A formiga quando quer se perder cria asas

Fonte:http://www.pe-az.com.br

terça-feira, 28 de junho de 2011

Você conhece Exu



Histórico

Consta que a denominação do município veio de uma corrutela do nome da tribo Ançu, pertencente à Nação dos Cariris. Mas, outra versão diz que o nome Exu foi dado pelos índios que ali viviam, porque na região existia grande quantidade de abelhas que eles chamavam de "inxu". Além dos índios, os primeiros habitantes do lugar foram padres jesuítas, que ali se instalaram e construíram um abrigo.

A vila de Exu foi criada por lei provincial, a 30 de março de 1846.Por três vezes, a vila foi extinta e restaurada, sendo a última restauração a 07 de julho de 1875. Através de lei estadual, de 10 de junho de 1907, o município foi criado, sob a denominação de Novo Exu, desmembrado do município de Granito. A 09 de dezembro de 1938, o município passou a denominar-se apenas Exu.

Dados gerais

Localização: Sertão do Araripe, distante 688 km do Recife.
Área: 1.251 km2
Solo: Argiloso
Relevo: Plano
Vegetação: Floresta subperenifólia/Caatinga
Ocorrência mineral: -
Precipitação pluviométrica média anual: 1.166,2 milímetros
Meses chuvosos: Dezembro - Março
População: 31.636 habitantes (IBGE 2010)
Eleitorado: 27.511 eleitores (TRE 2010)
Dia de feira: Sábado
Data de comemoração da emancipação política: 08 de setembro
Prefeito: Antonio Zilclécio Pinto Saraiva
Vice-Prefeito: Francisco Pinto Saraiva
Padroeiro: Senhor Bom Jesus dos Aflitos

Peculiaridades

A cidade de Exu tem uma importância cultural que extrapola os limites do Estado de Pernambuco. Além de ser a terra de Bárbara de Alencar (uma matriarca que teve ativa participação na Revolução Pernambucana de 1817), a cidade é nacionalmente conhecida como "a terra do Rei do Baião". Pois foi ali que nasceu (e viveu a infância e parte da adolescência) o cantor/compositor Luís Gonzaga, um dos grandes nomes da música popular brasileira contemporânea, o criador do baião.

Exu tem outros atrativos, como, por exemplo, as nascentes de água mineral do distrito de Tabocas ou a produção de artesanato local. Mas, é sem dúvida, a herança deixada por Luís Gonzaga que mais caracteriza essa agradável cidade sertaneja. Tanto isso é verdade que todas as grandes festas municipais acontecem em torno do compositor. Os festejos de São João e São Pedro, em junho, têm na música criada por Gonzagão a sua essência. E as outras duas maiores festas anuais do município também estão ligadas ao artista: uma celebra o nascimento e a outra, a sua morte.

Portanto, não é exagero quando o pernambucano fala, orgulhosamente, da Exu de Luís Gonzaga ou de Luís Gonzaga de Exu. E quem vai hoje a cidade tem como obrigação visitar o espaço criado para curtir o que podemos chamar de gonzagomania. Trata-se do Parque Asa Branca, implantado pelo próprio Gozagão com o objetivo de abrigar todo o seu acervo artístico e pessoal. É nesse parque, aliás, que anualmente um grupo de artistas (entre os quais os compositores Raimundo Fagner e Dominguinhos) realiza um grande show (o Viva Gonzagão) em homenagem ao rei do baião.

O Parque

O parque Asa Branca tem uma área de aproximadamente 15 mil metros quadrados, onde estão distribuídos os seguintes equipamentos:
- Museu do Gonzagão, com mais de 500 peças que pertenceram ao compositor Luís Gonzaga tais como: discos, sanfona, fotografias, a indumentária típica de sertanejo com a qual o Rei do Baião costumava se apresentar etc. O museu foi criado pelo próprio compositor, mas só seria inaugurado após a sua morte, em 1989, pelo seu filho Luís Gonzaga Júnior;
- Pousada com 80 leitos para receber turistas;
- Quadra para exibição de grupos artísticos, palco para apresentação de shows musicais, bar e lanchonete;
- A casa que pertenceu a Januário, pai de Luís Gonzaga;

É também ali que está o mausoléu de Luiz Gonzaga. Em dezembro de 2001, o projeto Viva Gonzagão encaminhou ao Instituto do patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a proposta de tombamento do Parque Asa Branca como um bem do patrimônio artístico nacional.

Serviço

Prefeitura/endereço:
Rua Eufrasio Alencar, 13 - CEP: 56.230-000
tel: (87) 38791156 – (87) 38791211

Fórum/endereço:
AV Edmundo Dantas, s/n - Centro - Cep: 56.230-000
Tel: (87) 3879-1022 (87) 3879-1191 (87) 3879-1220

Câmara Municipal
Rua Eufrásio Alencar, s/n - CEP: 56.230-000
Tel: (87) 3879-1171

Vereadores (09):
Cicero Vieira da Silva
Francisco Afonso de Oliveira
Francisco Brígido de Souza
Joao Carlos Cardoso Bento
João Roberto Fontes Saraiva
José Orlando Moreira dos Santos
José Pinto Saraiva Junior
Maria de Fátima Pinto Saraiva
Nelson Peixoto de Alencar

Hospedagem

1 - Hotel Itamaraji
Rodov. Asa Branca, s/n km 37 – Centro – Tel.: (81) 3879-1141

2 - Pousada J Alves
Rodov. Asa Branca, 367 - Centro – Tel.: (87) 3879-1125

Fonte:http://www.pe-az.com.br

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O expresso forrozeiro



Dentro do maior São João do mundo existe um evento que vem se destacando a cada ano. É o Expresso Forrozeiro, um passeio de trem que sai da cidade de Campina Grande-PB até o distrito de Galante, um lugarejo encantador, localizado numa região montanhosa e com uma bela paisagem bucólica. A saída é na estação velha, prédio antigo que abriga o museu do algodão. Durante o trajeto, muito forró e animação nos vagões. Toda uma estrutura de restaurantes, pontos de apoio, ilhas de forró e passeios a cavalo e charrete.


Matéria exibida pela TV Itararé, em Campina Grande, estado da Paraíba.
Contato: jornalismo@tvitarare.com.br

domingo, 26 de junho de 2011

São Pedro pede passagem



Pedro é outro santo que nasceu com nome diferente. Chamava-se Simão, ou Simeão. Nascido em um vilarejo pagão na Galiléia, levou a vida como pescador na cidade de Carfanaum, até que, junto com seu irmão André, foi convocado por João Evangelista para fazer parte do grupo mais próximo de seguidores de Jesus Cristo.
Simão era um dos apóstolos preferidos de Cristo, que admirava sua liderança firme e lhe deu o nome de Pedro (Petrus), que significa pedra, rocha. Justificando isso, Jesus teria dito: "És Pedro! E sobre esta rocha construirei minha Igreja".

Dizem que Pedro viveu muitos anos após a morte de Jesus Cristo, dedicando sua vida à pregação das palavras de seu mestre pelo Império Romano, tanto na Palestina quanto em Antióquia. Por esse motivo e por sua proximidade com Cristo, ele é considerado fundador da Igreja Católica Romana. Contam algumas versões que Pedro foi executado em Roma quando tinha 64 anos.

Porteiro do céu

O povo vê São Pedro como o "porteiro do céu", o manda-chuva e o padroeiro dos pescadores. A presença dele na tradição oral portuguesa e brasileira é constante. Quando começa a trovejar, as crianças sempre ouvem dizer que "é a barriga de São Pedro que está roncando" ou que "São Pedro está mudando os móveis do céu de lugar". E, quando chove mesmo, "é São Pedro que está lavando o chão do céu".

Na Bahia e em comunidades pesqueiras do Ceará, São Pedro é comemorado em alto-mar, com uma procissão em meio às ondas. No cortejo em frágeis jangadas artesanais, os fiéis pedem proteção aos céus. A imagem do santo, que também é pescador, é colocada em um andor e vai navegando pelo litoral. Depois do cortejo, os pescadores participam de uma missa campal na beira da praia.

São Pedro, o Fundador da Igreja Católica

São Pedro, o Apóstolo e o pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi Apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido seu primeiro Papa.

Considerado o protetor das viúvas e dos pescadores, São Pedro é festejado no dia 29 de junho, com a realização de grandes procissões marítimas em várias cidades do Brasil. Em terra, os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações de sua festa.

Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no paraíso, é necessário que o santo abra suas portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Quando começa a trovejar, e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las, dizendo: "É a barriga de São Pedro que está roncando" ou "ele está mudando os móveis de lugar".

No dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo.

sábado, 25 de junho de 2011

Lolita


QUEM NÃO CONHECE LOLITA
NÃO CONHECE O RECIFE


Entrevista ao "Jornal da Cidade", 6 de julho de 1975.

Ivo Alves da Silva nasceu no interior e veio para o Recife com suas verdades e sua maneira de ser. Dentro da marginalidade ele se fez conhecido mas estendeu seu mundo até os corredores de universidades, onde divertia gerações de estudantes universitários, assim ele se fez uma pessoa conhecida na capital, um "Gente da Cidade". Na redação do "Jornal da Cidade", ele aos 45 anos, contou aos repórteres Ivan Maurício, Beth Salgueiro, Vera Ferraz, Geraldo Sobreira e Jones Melo, em sua primeira grande entrevista, a história de seu personagem: Lolita.

LOLITA - Os meus camaradas gostam de dizer bicha, bicha, eu sou diferente. Eu sou Lolita, o internacional, eu vim, vi e venci.

JORNAL DA CIDADE - De onde você veio?

LOLITA - Saí de Nazaré da Mata, com 15 anos de idade. Tudo por influência dos amigos. Mas, eu sempre gostei de varar mundo, sou como urubu, gosto de voar, em todo galho de mato faço minha morada. Cheguei no Recife para trabalhar de servente e cozinheiro e estou aqui, com todo sucesso até hoje.

JORNAL DA CIDADE - Que idade você tem, onde você mora?

LOLITA - Estou com 45 anos, nasci no dia 6 de janeiro de 1933. Estou morando no Pina na "Pensão Jaú", é lá onde faço os serviços de cozinha e a noite vou me divertir nos bares, todo mundo gosta de mim. Antes eu morava na Ilha do Maruim, passei 15 anos lá, saí porque tudo muda e eu também mudei.

JORNAL DA CIDADE - Como você mudou?

LOLITA - Ah, agora eu não sou mais aquele que topava toda arruaça e gostava de provocar policial, mas ainda dou meus shows, pois a veia artística está dentro de mim.

JORNAL DA CIDADE - Como é teu nome verdadeiro e como surgiu o apelido "Lolita"?

LOLITA - Meu nome é Ivo Alves da Silva. Agora esse negócio de "Lolita" surgiu porque foi uma destinação. Um dia eu ia passando na rua e vi um folheto de feira, ah essa é outra história que depois eu conto. Lolita mesmo foi o seguinte. Meu nome teve origem no filme "Carnaval Atlântida", eu assisti várias vezes e decorei os diálogos. A artista que fazia o papel de "Lolita" era Maria Antonieta Pons. Aí eu comecei a recitar os diálogos para os meus amigos, estudantes de engenharia e eles começaram a me chamar de Lolita e ficou até hoje.

JORNAL DA CIDADE - Conta agora a historiado folheto que você ia passando...

LOLITA - Sim, é, eu ia passando, vi o folheto, folheei, gostei e comprei logo. Nessa época eu já me chamava Lolita, e o nome do folheto de João Martins de Athayde era "Lolita Era Uma Condessa", que dizia assim: "Lolita era uma condessa/filha do Conde de Aragão/Desde muito criança/tinha bom coração/embora que seus pais/não fossem essa educação/porque o Conde pai de Lolita/só olhava para o ouro/por isso chamava um cofre/o céude mau anjo louro/Dizia que a alma dele/Era a honra e o tesouro".

JORNAL DA CIDADE - Você gostou desse folheto por quê?

LOLITA - Não sei, gostei dos versos. Esse folheto me ajudou muito nas horas difíceis. Quando eu ia preso por causa de bebedeira, eu recitava esse folheto para os delegados e eles me soltavam. Eles gostavam quando eu dizia: "Lolita desde criança era compadecida/Dava pequeno valor/aos objetos da vida/visitava os hospitais/inda que fosse escondida".

JORNAL DA CIDADE - Mas Lolita, porque você veio para o Recife e o que você fazia em Nazaré da Mata, até os 15 anos?

LOLITA - Eu não tive infância. Passei a vida sempre trabalhando no campo, limpando mato, fazendo roça. Meus pais eram agricultores, morando em terra de senhor de engenho.

JORNAL DA CIDADE - Havia escola, você chegou a estudar alguma coisa, como aprendeu a ler?

LOLITA - Estudei cinco anos em Nazaré da Mata, no Grupo Escolar Maciel Monteiro, depois fui para Limoeiro, lá terminei o Ginásio. Foram meus colegas Dr. Luiz Gonzaga de Vasconcelos, Dr. Almeida Filho que foi delegado e é deputado conhecido como Almeidinha. Muita gente grande. Inclusive meu retrato está pregado numa parede. Outro colega meu, foi o Dr. Anacleto que é comissário de Casa Amarela, o Dr. Paulo Couto Malta, jornalista do Diário de Pernambuco.

JORNAL DA CIDADE - E por que você deixou a família? Como foi?

LOLITA - Meus viajaram para São Paulo. Meu pai era despeitado comigo. Ele não aceitava minhas qualidades corporal. Com idade de 10 anos comecei a depravação, por influência de colegas. Não tive um primeiro namorado, o primeiro foram vários, eu era o mais fraco e cedi, num banho de açude, sabe como é, gosto de falar por parábolas, eles me forçaram e depois foram contar tudo ao meu pai. Com 16 anos fui para Limoeiro, trabalhar com o padre Nicolau Pimentel, porque a família tinha ido para São Paulo, foi quando estudei e terminei o Ginásio com 22 anos. Nessa época eu pensava em ser professor, mas o vício não deixou mais, aos 16 anos eu estava viciado na bebedeira.

JORNAL DA CIDADE - E quando você chegou no Recife?

LOLITA - Quando eu cismo de fazer uma coisa, eu faço. Cheguei em Recife no ano de 1954, a zona era muito diferente. Eu vim para fazer serviços domésticos, mas a vida do bairro do Recife me encantou e eu tive vontade de entrar nela, de conhecer a Capital e enfrentei a barra pensando que dominava ela, mas ela leva a gente junto e a gente vai bebendo para esquecer alguma coisa.
JORNAL DA CIDADE - Você já pensou em parar com a vida que você leva?

LOLITA - Eu nunca me arrependo do que faço. O Dr. Dias da Silva psicólogo, mesmo um dia falou na televisão, que eu devia ir pra uma clínica, etc. Mas eu já fui duas vezes na Tamarineira (hospital psiquiátrico) e já entrei uma vez no Sancho (hospital para tuberculosos) com uma deficiência no pulmão.

JORNAL DA CIDADE - Por que esse ditado de "Quem não conhece Lolita, não conhece o Recife"?

LOLITA - Eu já estou cheio de tanta pergunta. Quem inventou essa história foi o Detetive Dunga, aquele que tem uma revista a "Repórter Policial", essa revista era muito famosa e eu também como gente famosa, internacional, fui convidado por ele para posar e ele fez uma foto minha assim (faz o gesto, abrindo os braços), publicou numa página e escreveu em baixo, "Quem não conhece Lolita, não conhece o Recife". Aí o pessoal leu e começou a falar isso e eu também comecei a falar aos estudantes e eles pegaram e ficou até hoje.

JORNAL DA CIDADE - Por que você ia para as faculdades?

LOLITA - Porque eu precisava dar expansão a minha veia artística e os estudantes gostavam de mim, me entendiam, eu cantava, recitava e eles batiam palmas.

JORNAL DA CIDADE - Lembro que você gostava muito de "Arlequim de Toledo", que você imitava Ângela Maria ...

LOLITA - Era. Eu gostava e gosto, mas agora estou aprendendo outra de Clara Nunes, "É Água No Mar", estou quase aprendendo ela toda.

JORNAL DA CIDADE - Você já cantou em outro lugar fora as faculdades?

LOLITA - Já. Eu cantei num programa de calouro que tinha aqui, era deixe eu ver o nome... era de Nilson Lins e Castelão (Fernando Castelão).

JORNAL DA CIDADE - "Varieté".

LOLITA - Era esse mesmo. Muitas vezes eu fui cantar lá como calouro. Lá conheci muita gente: Ângela Maria, eu vi de perto, assim, Cauby Peixoto, que é meu colega também, tinha Nerize Paiva. Os programas eram de Castelão, Nilson Lins, os cantores eram os que falei. Déa Soares, José Auriz, que cantava tango.

JORNAL DA CIDADE - E como você se sai nesses programas? Você pensava em seguir a carreira arística?

LOLITA - Não. Eu ia porque gostava. Nessa época não existia buzina, eram urros. Eu cantava "Chiquita Bacana", ainda canto quando estou queimado. No programa "Varieté", na Rádio Jornal do Commercio, toda vez eu ia vestido de homem, camisa esporte, levava vaia e aplausos. Os estudantes gostavam. Minha reação era de achar graça. Depois eu me operei das amígdalas, não fui mais, só nas faculdades de Direito e Engenharia.

JORNAL DA CIDADE - Quem são seus cantores favoritos hoje?

LOLITA - Gosto dos mesmos, de Ângela Maria, gostava da finada Dalva de Oliveira, Cauby, de Carlos Alberto.

JORNAL DA IDADE - Como você vê o Recife, hoje, mora aqui, você conhece o Recife todo?

LOLITA - O Recife que eu conheço é a zona e as faculdades. Alguns arrabaldes de passagem. Sempre morei na confusão. Hoje o Recife está muito mudado. Faz cinco anos que não vou ao bairro do Recife, moro agora no Pina. Quando eu cheguei aqui as pensões que estavam no auge eram várias. A primeira pensão que eu fui foi na Vigário Tenório, depois fui para a Mariz e Barros, Marquês de Olinda, só gostava de me focalizar em lugares assim. As casas tradicionais naquela época eram a "Chantecler", "Moulin Rouge", na época que cheguei a boate "Flutuante" era famosa, que depois naufragou-se naquela ponte Maurício de Nassau. Aí eu brincava, dava expansão ao meu gênio. Hoje modificou tudo porque os delegados fecharam tudo. Estão mudando a zona para os bairros Boa Viagem e Pina. É bom mudar de local, já é outro sucesso que se faz.

JORNAL DA CIDADE - Dizem que você já brigou com uma guarnição da Rádio Patrulha, é verdade?

LOLITA - Eu não admito provocação, sou muito nervoso. Já tomei revólver de mão de gente, um capitão da tropa à paisana. Tudo é a ocasião. Sempre fui vencedor. Quando eu era preso, o delegado me soltava, Dr. Mário Alencar me adorava, só quando era delegado estranho é que me encanavam. Quando eu cismava da Rádio Patrulha eles não me levavam não. Quando surgiu aquelas duplas de "Cosme e Damião", em 1955, o povo dizia "você agora vai se endireitar". Resolvi tirar a dúvida. Tomei meia garrafa de cana e fui pra Avenida Guararapes, lá pra esquinada Sertã. Cheguei lá,encarei os dois que vinha do Cinema Art-Palácio. E perguntei: "Quem de vocês é Cosme ou Damião dos dois?". Eles perguntaram: "Quem é você?" Eu disse: "Sou o Lolita falado" e o pau cantou, briguei e rasguei a túnica dele todinha. Ah, eu já fiz muita sugesta com a polícia. Aí eles me levaram num Ford verde.

JORNAL DA CIDADE - Mas um dia você já encarou uma parada que não deu para encarar?

LOLITA - Eu peguei uma detenção porque cortei um soldado. Caí no artigo 129, três meses de Detenção, ferimento leve e eu era primário. Foi Romildo Leite, que é despeitadíssimo comigo, que me arranjou essa. Eu tava bebendo, eu e três soldados, aí eles queriam que eu pagasse a conta, aí eu joguei a caneca de chope na cabeça de um, ele levou dez pontos e eu fui autuado em flagrante. A prisão foi o canto melhor que achei, não fazia questão de estar lá, nem mesmo bateram em mim. Nessa época eu tomava muito tóxico, "perventim", "dexamil" com cachaça, mas nunca andei armado e sou muito desconfiado. Sou intoxicado pela bebida, é esse meu diagnóstico de eu ser revirado na vida. Muitas vezes me acordava dentro do xadrez, antigamente me perseguiam muito. Hoje trabalho numa pensão na Rua do Jaú, 262, sou cozinheiro, sei fazer tudo na cozinha: lombo, bife a milanesa e faço outros trabalhos domésticos. Ganho Cr$ 20,00 por semana que dá para eu beber. O resto consigo fora. Todos s sábados recebo de um colega do Ginásio Cr$ 30,00, é Dr. Vladimir, um advogado, no 8º. Andar do Banco do Brasil. Toda noite vou brincar, vivo agora da fama, brigas nunca mais.

JORNAL DA CIDADE - Como você vê as mulheres que convivem com você?

LOLITA - A condição das mulheres da zona é precária. Vivem mendigando o pão. A blitz quando chega, pronto, a vida é difícil. Mais fácil que a delas é a minha, pelo meu conhecimento. A Polícia sempre combate as mulheres. Nós, os da minha espécie eles agora deixaram de combater. Já fiz papel de cafetão quando vivia no bairro do Recife. Ganhei um dinheirinho. Hoje no Pina me perguntam por uma mulher boa, eu gigo, mas não arranjo mais. Quando elas ganham um dinheiro bom, me dão alguma coisa.

JORNAL DA CIDADE - Hoje você não sabe mais de sua família?

LOLITA - Na minha casa éramos 10 irmãos, 6 homens e 4 mulheres. Uma vez me perguntaram, seu irmão é toureiro, em Limoeiro, e você toureia o que? Eu disse: - Homem. Mas eles estão tudo em São Paulo, moram na Vila Maria. Minha mãe quando veio de São Paulo, me achou fácil por causa de uma tia minha e do conhecimento. Ela queria me ver. Me deu Cr$ 50,00 daí pra cá não sei mais dela. Ela sempre me protegia quando nós morava em Nazaré da Mata (chora) eu disse que não me arrependo de nada do que faço, mas eu sei,se eu não fosse assim, estava noutra, sou muito sentimental. E toda vida fui popular. Meu nome é internacional. Faz uns 10 anos que chegaram umas pessoas de Minas Gerais procurando o famoso Lolita da Capital, há 6 anos veio um rapaz da Rede Tupi para me filmar e dar um banho de loja...

JORNAL DA CIDADE - Você teve ou tem um grande amor na vida?

LOLITA - Eu nunca tive amor, tive simpatia. Dois é muito, três é demais.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

É São João e o rei do baião não pode faltar


Raridade - Gonzagão diz como surgiu a integração entre a sanfona, o triângulo e a zabumba


Pouca gente sabe, mas foi Gonzagão o idealizador do perfeito casamento entre a sanfona, o triângulo e a zabumba. O mais interessante é saber como surgiu tudo isso.

A revelação foi feita no programa Proposta com Luiz Gonzaga, que teve também a ilustre participação de Gonzaguinha no quadro Arquivo do Radiola na TV Cultura.




"Minha infância foi pobre, mas não infeliz, porque uma criança não pode saber que é infeliz desde que tenha o carinho de seus pais, e isso não me faltou em casa" (Luiz Gonzaga)

Arquivo TV Trama

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Festa Junina e sua História

Hoje pouca gente sabe que essas festas cristãs vêm de muito tempo atrás da nossa época. Tudo fazia parte dos rituais agrários das primeiras civilizações européias, festas essas que faziam os Celtas (povo de raça indo-européia).

O dia 24 de junho que hoje é dedicado a São João Batista, era o dia do solstício de verão (época em que o sol passa por sua maior declinação boreal ou austral, e durante a qual cessa de afastar-se do equador). No hemisfério norte, fenômeno astronômico que significava o momento da viagem do sol quando, depois de ir subindo dia a dia cada vez mais alto no céu, ele para e faz o caminho de volta, pois a vida daquela comunidade era regida por fenômeno astronômico.

Eles acreditavam que nesses momentos abriam-se as portas em que se comunicavam o reino da terra com o reino do céu, e assim que as almas dos mortos podiam visitar seus lares para se aquecerem junto à fogueira, e que eles se reconfortariam com as homenagens de seus velhos amigos e parentes. Eles dançavam, cantavam, comia e bebia ao redor da fogueira para todas as almas amigas que acreditavam estarem ao seu redor.

Estas festas tinham uma importância tão grande e tão forte que foi ai então que a igreja cristã dos primeiros séculos resolveu a criar um significado cristão, surgindo assim que a fogueira do dia 24 de junho seria em homenagem ao aniversario de São João Batista, o santo que batizou Jesus. João Batista nasceu no dia 24 de junho, alguns anos antes do seu primo Jesus Cristo, e morreu no dia 29 de agosto do ano 31 depois de Cristo na Palestina. Ele ocupa papel importante nas festas, pois entre os santos de junho, foi ele que deu ao mês o seu nome, pois assim ficou como festas “Joaninas”.

Existe também uma lenda do surgimento da fogueira de São João, dizem que Santa Izabel quando ficou sabendo que estava grávida de João, foi contar a novidade para Nossa Senhora e contou-lhe que estava grávida, e que dentro algum tempo nasceria seu filho e que se chamaria João Batista.

Nossa Senhora ficou contente e lhe perguntou como poderia saber do seu nascimento. Então Santa Izabel falou que acenderia uma fogueira bem grande, pois assim poderia ver de longe e saberia então que João nasceu. E que também erguer um mastro com uma boneca sobre ele. E assim no dia 24 de junho Santa Izabel cumpriu o que prometeu, assim que Nossa Senhora viu ao longe uma fumaceira foi até la e constatou que João havia nascido.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Simpatias Juninas



Véspera de São João


Sabedoria de bananeira
Na noite de São João, de 23 para 24, deve-se enfiar uma faca virgem (nova) na bananeira. No dia seguinte, de manhã bem cedo, retire a faca que nela aparecerá o nome do(a) futuro(a) noivo(a). Outra variante dessa simpatia diz que o nome do(a) futuro(a) marido/mulher aparecerá escrito no caule da bananeira.

Alguns preferem ver o nome escrito no tronco da bananeira. Ainda há outra variante, mais rápida: enfia-se a faca na bananeira e, ao retirá-la, você ouvirá o nome do(a) futuro(a) companheiro(a).

Papéis mágicos
Na noite de São João, escreva em pequenos papéis o nome de vários(as) pretendentes. Enrole-os e jogue-os em uma bacia ou copo d'água. O papel que se desenrolar primeiro indicará o nome do(a) futuro(a) companheiro(a).

A idade do cônjuge
Passe um ramo de manjericão sobre a fogueira e jogue-o sobre o telhado de sua casa. Se na manhã seguinte ele ainda estiver verde, é sinal de casamento com pessoa jovem. Se estiver murcho, com pessoa mais velha.

Oráculo de carvão

Pegue dois pedaços de carvão da fogueira de São João. À meia-noite, coloque os carvões em uma bacia com água. Se afundar o maior é porque o marido vai morrer primeiro. Afundando os dois, o casal vai morrer junto. Se os dois carvões boiarem, o casal terá vida longa.

Sonho lotérico

Se você sonhar com um bicho na véspera de São João, deve jogar na loteria porque vai ganhar com certeza.

O poder do carvão

- O carvão que sobra depois que a fogueira apaga adquire poderes sobrenaturais. Com ele, pode-se cobrir os ovos das aves para que a ninhada seja forte e saudável.

- Andar com um pedaço de carvão da fogueira no bolso traz felicidade e dinheiro o ano todo.

- Jogar na fogueira um galho de alecrim, arruda ou uma trança de alho espanta o mau-olhado.

- Os carvões que restarem podem ser enviados a parentes e amigos, pois são considerados bentos.

- Quem possuir um carvão da fogueira viverá até o próximo São João.

O poder do mastro

- Para obter boa colheita, prenda junto à bandeira do mastro laranjas, pencas de banana e espigas de milho, pedindo a proteção dos santos.

- As espigas de milho que ficam no mastro são recolhidas e usadas para o plantio. Dizem que quem achar no dia da festa uma espiga com 15 fileiras ficará rico.

Simpatias para ter sorte

Para ter sorte na moradia

Alguns dias antes de mudar, a pessoa tem que lavar a nova casa com água, vinho e mel e deixar secar naturalmente. Um dia antes da mudança, abrir uma lata de sardinha, uma garrafa de vinho e uma bisnaga. Colocar tudo isso no meio da sala e no dia da mudança, recolher tudo e jogar num jardim. Depois disso, não faltará, saúde e dinheiro e só reinará a felicidade no lar.

Para retirar o azar de sua casa

Pegue 7 pombos brancos, em dias de domingo, e coloque dentro de sua casa. Abra todas as janelas, e abra a gaiola dos pombos deixando eles saírem por onde quiserem, assim levando todo o azar em suas asas.

Para ter sorte em novos empreendimentos

Recorra aos poderes de uma simpatia. Antes de atirar-se a um novo empreendimento, tome um banho preparado com água morna, sal grosso, três folhas de hortelã, uma folha de arruda e meia colher de enxofre.

Para ter sorte no comércio

Quando abrir seu comércio pegue a chave do estacionamento e deixe durante três dias dormir no sereno. Depois disso, antes de inaugurar o comércio mande rezar uma missa ao santo de sua devoção.