sábado, 30 de julho de 2011
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
O Massacre da fazenda Jilo Por:Aderbal Nogueira
No local foi morto Jiló, cercado em sua casa pelos homens de Novais e Lampião. Numa das chacinas mais sangrentas, macabras e selvagens do cangaço. Virgulino insuflado pela ardilosa trama de Horácio Novaes, cerca a casa da ordeira família Jiló e perpetra um dos maiores crimes do cangaço.
Seu Pedro narra os fatos; ele era criança à época do ocorrido e ouviu a história durante toda a vida, contada por seus familiares. É um local importante na história do cangaço porque Lampião foi enganado por Novais nessa grande tragédia.
Fonte:http://cariricangaco.blogspot.com/
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
História de Cavaleiro

Por James Davidson
A história de Cavaleiro é uma matéria que há muito tempo tenho vontade de escrever. Alguns leitores já a tinham requerido, mas as dificuldades em encontrar fontes a este respeito prorrogaram esta postagem por um bom tempo. Ainda restam muitas dúvidas a serem esclarecidas, mas espero que esta postagem venha quitar a minha dívida com os cavaleirenses.
A história de Cavaleiro está relacionada aos antigos Engenhos Cavalheiro e Jangadinha. Além destes, existiam outros engenhos na região como o Santana e o Sítio Sucupira Torta (em Sucupira), engenhos Cumbe, Santo Amarinho, São Francisco e Cova de Onça (no atual bairro do Curado) e o Engenho Peres em Tejipió. Todos esses engenhos pertenciam à Freguesia da Várzea e já existiam desde meados do século XIX.
A sede do Engenho Jangadinha ficava situada onde é hoje o Abrigo Cristo Redentor. Este engenho pertencia a Francisco Casado da Fonseca, conforme escritura de arrendamento datada de 23 de março de 1881. No começo do século XX, pertenceu ao prefeito de Jaboatão Francisco Brandão Cavalcanti e depois foi vendido para virar o atual abrigo. Já o Engenho Cavalheiro, ora aparece como propriedade anexa do Engenho Jangadinha, ora aparece como propriedade independente, durante o decorrer das últimas décadas do século XIX. Segundo as antigas escrituras, este engenho ou sítio, como às vezes também é referido, ficava ao sul do Engenho Jangadinha, separado deste pelo "Riacho Cavalheiro". Contudo, não foi possível localizar o local exato de sua antiga sede (onde ficava a casa-grande, senzala, etc) acreditando-se que se situava em algum ponto do atual bairro de Cavaleiro.
Uma coisa interessante é que a localidade chamava-se inicialmente "Cavalheiro". Porém, por conta da semelhança com a palavra "Cavaleiro", a população passou a utilizar este último termo para denominar o local.
Ainda no século XIX, em 1859, os engenhos Jangadinha e Cavalheiro receberam a visita do Imperador D.Pedro II, em sua passagem por Jaboatão. Estando ali, quis ver um boqueirão existente entre algumas colinas e viu ruínas em terras do Engenho Jangadinha.
Mas a localidade só veio a crescer e torna-se povoada a partir da expansão do bairro de Tejipió e Coqueiral, no começo do século XX. Segundo Van-Hoeven Veloso, autor de Jaboatão dos meus avós, um homem simples e sem estudo, Teófilo Pereira de Lima é considerado o fundador de Cavaleiro. Com o apoio de José Liberato Fonseca Lima, ajudou a construir a Feira de Cavaleiro em 4/02/1935. Funcionava inicialmente na Rua Siqueira Campos e posteriormente foi transferida para a Praça Samuel Campelo.
O Merado Público foi erguido em 1943, sofrendo várias reformas posteriores. A Igreja de NS de Lourdes é de 1958, sendo que as igrejas evangélicas de Cavaleiro são bem mais antigas que ela. Cavaleiro destaca-se por ter uma percentagem de evangélicos de cerva de 30%, a maior entre os distritos. O Abrigo Cristo Redentor foi fundado em 1938 e o açude Jangadinha teve a água canalizada para abastecimento em 1945.
O povoado de Cavaleiro foi elevado à condição de distrito, em 16 de dezembro de 1948. Em 20/12/1963 Cavaleiro chegou a ser elevado à condição de município, mas o decreto foi anulado logo em seguida. Outros projetos de emancipação já foram propostos posteriormente, mas a criação de novos municípios no estado enfrenta sérias dificuldades, principalmente por causa da inviabilidade econômica das mesmas. Além disso, as propostas de emancipação de ditritos e estados novos são algumas vezes encabeçadas não pela população da localidade, mas por políticos interessados apenas na criação de novos cargos públicos para ocupar.
Cavaleiro conta hoje com uma população com mais de 100 mil habitantes, um forte e movimentado comércio e estações de metrô que facilitam a comunicação com o Recife e com Jaboatão Centro. Nenhuma semelhança com os tempos em que a produção do açúcar, o fausto dos senhores de engenho e o trabalho árduo dos escravos dominavam a localidade!
A história de Cavaleiro está relacionada aos antigos Engenhos Cavalheiro e Jangadinha. Além destes, existiam outros engenhos na região como o Santana e o Sítio Sucupira Torta (em Sucupira), engenhos Cumbe, Santo Amarinho, São Francisco e Cova de Onça (no atual bairro do Curado) e o Engenho Peres em Tejipió. Todos esses engenhos pertenciam à Freguesia da Várzea e já existiam desde meados do século XIX.
A sede do Engenho Jangadinha ficava situada onde é hoje o Abrigo Cristo Redentor. Este engenho pertencia a Francisco Casado da Fonseca, conforme escritura de arrendamento datada de 23 de março de 1881. No começo do século XX, pertenceu ao prefeito de Jaboatão Francisco Brandão Cavalcanti e depois foi vendido para virar o atual abrigo. Já o Engenho Cavalheiro, ora aparece como propriedade anexa do Engenho Jangadinha, ora aparece como propriedade independente, durante o decorrer das últimas décadas do século XIX. Segundo as antigas escrituras, este engenho ou sítio, como às vezes também é referido, ficava ao sul do Engenho Jangadinha, separado deste pelo "Riacho Cavalheiro". Contudo, não foi possível localizar o local exato de sua antiga sede (onde ficava a casa-grande, senzala, etc) acreditando-se que se situava em algum ponto do atual bairro de Cavaleiro.
Uma coisa interessante é que a localidade chamava-se inicialmente "Cavalheiro". Porém, por conta da semelhança com a palavra "Cavaleiro", a população passou a utilizar este último termo para denominar o local.
Ainda no século XIX, em 1859, os engenhos Jangadinha e Cavalheiro receberam a visita do Imperador D.Pedro II, em sua passagem por Jaboatão. Estando ali, quis ver um boqueirão existente entre algumas colinas e viu ruínas em terras do Engenho Jangadinha.
Mas a localidade só veio a crescer e torna-se povoada a partir da expansão do bairro de Tejipió e Coqueiral, no começo do século XX. Segundo Van-Hoeven Veloso, autor de Jaboatão dos meus avós, um homem simples e sem estudo, Teófilo Pereira de Lima é considerado o fundador de Cavaleiro. Com o apoio de José Liberato Fonseca Lima, ajudou a construir a Feira de Cavaleiro em 4/02/1935. Funcionava inicialmente na Rua Siqueira Campos e posteriormente foi transferida para a Praça Samuel Campelo.
O Merado Público foi erguido em 1943, sofrendo várias reformas posteriores. A Igreja de NS de Lourdes é de 1958, sendo que as igrejas evangélicas de Cavaleiro são bem mais antigas que ela. Cavaleiro destaca-se por ter uma percentagem de evangélicos de cerva de 30%, a maior entre os distritos. O Abrigo Cristo Redentor foi fundado em 1938 e o açude Jangadinha teve a água canalizada para abastecimento em 1945.
O povoado de Cavaleiro foi elevado à condição de distrito, em 16 de dezembro de 1948. Em 20/12/1963 Cavaleiro chegou a ser elevado à condição de município, mas o decreto foi anulado logo em seguida. Outros projetos de emancipação já foram propostos posteriormente, mas a criação de novos municípios no estado enfrenta sérias dificuldades, principalmente por causa da inviabilidade econômica das mesmas. Além disso, as propostas de emancipação de ditritos e estados novos são algumas vezes encabeçadas não pela população da localidade, mas por políticos interessados apenas na criação de novos cargos públicos para ocupar.
Cavaleiro conta hoje com uma população com mais de 100 mil habitantes, um forte e movimentado comércio e estações de metrô que facilitam a comunicação com o Recife e com Jaboatão Centro. Nenhuma semelhança com os tempos em que a produção do açúcar, o fausto dos senhores de engenho e o trabalho árduo dos escravos dominavam a localidade!
Fonte:http://jaboataodosguararapes.blogspot.com/
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
Os engenhos judaicos de Jaboatão
As terras do Vale do Rio Jaboatão começaram a ser ocupadas a partir da década de 1560, após a expulsão dos índios caetés, os antigos moradores, e com a doação de cartas de sesmarias aos colonos. As sesmarias eram grandes extensões de terras doadas a fidalgos onde eram instaladas fazendas e engenhos de cana-de-açúcar. Os primeiros engenhos da Ribeira do Rio Jaboatão, criados nessas sesmarias, foram os engenhos Santana, Santo André, Suassuna, Guararapes, Megaype de Baixo, São João Batista, Camassari, Novo da Muribeca, Penanduba, São Bartolomeu, NS da Guia, Palmeiras, Secupema, Gurjaú-de-Cima, Gurjaú-de-Baixo, NS da Apresentação(Moreno), N.S da Conceição (Catende), Carnijó, Muribeca, Santa Maria e D'Alinbero (Megaype de Cima). Todos esses engenhos surgiram ainda no século XVI e XVII.
Engenho Guararapes: Foi fundado antes da invasão holandesa e fica situado próximo onde se encontra o bairro de Muribeca Loteamento, o cemitério velho de Prazeres e os Montes Guararapes. Foi adquirido em 1637 por Vicente Rodrigues Vila Real que derrubou as cruzes e igrejas do engenho e declarou-se judeu, casando-se com a cristão-nova Izabel de Mesquita. Morreu em 1642, passando o engenho a seu irmão, também judeu, Simão Rodrigues Vila Real.
Engenho Camassari: Situava-se ás margens do Rio Duas Unas e foi um dos engenhos mais antigos. Foi encontrado em ruínas pelos holandeses que venderam-no a Duarte Saraiva, em 1638. Este também era judeu e senhor do Engenho Velho de Beberibe. Encontra-se hoje inundado pela represa de Duas Unas.
Fonte:http://jaboataodosguararapes.blogspot.com
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terça-feira, 26 de julho de 2011
Bacia hidrográfica do Rio Jaboatão
A bacia do Rio Jaboatão está localizada no Estado de Pernambuco, Nordeste do Brasil, abrangendo uma área de 413 km², entre as coordenadas 8°00’ e 8°14’ de latitude sul e 34°50’ e 35°15’ de longitude oeste. Drena os municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, São Lourenço da Mata, Cabo de Santo Agostinho e Vitória de Santo Antão, sendo uma das bacias mais importantes do Grande Recife.
Junto com as bacias dos rios Tejipió, Pirapama, Massangana e Jordão, ela é classificada como sendo do Grupo GL2 (Grupo de pequenos rios litorâneos) pela CPRH (Companhia Pernambucana de Recursos Hídricos). A temperatura média anual da bacia é de 24°C e a média das precipitações são sempre acima de 1500mm anuais. O clima é do tipo Mas’, segundo a classificação de Köeppen. O período de chuvas desenvolve-se entre os meses de março e agosto.
O Rio Jaboatão é o rio principal da bacia, possuindo 75 Km de comprimento e desembocando no Oceano Atlântico. Sua foz encontra-se na Praia de Barra de Jangadas, em Jaboatão dos Guararapes, e sua nascente encontra-se em terras do Engenho Pacas e Arandú de Cima, em Vitória de Santo Antão. Seus principais afluentes são os rios Duas Unas, Mussaíba, Manassu, Muribequinha, Suassuna, Laranjeiras, Caiongo, Contra-açude, Carnijó, Una, Galiléia, entre outros.
Junto com as bacias dos rios Tejipió, Pirapama, Massangana e Jordão, ela é classificada como sendo do Grupo GL2 (Grupo de pequenos rios litorâneos) pela CPRH (Companhia Pernambucana de Recursos Hídricos). A temperatura média anual da bacia é de 24°C e a média das precipitações são sempre acima de 1500mm anuais. O clima é do tipo Mas’, segundo a classificação de Köeppen. O período de chuvas desenvolve-se entre os meses de março e agosto.
O Rio Jaboatão é o rio principal da bacia, possuindo 75 Km de comprimento e desembocando no Oceano Atlântico. Sua foz encontra-se na Praia de Barra de Jangadas, em Jaboatão dos Guararapes, e sua nascente encontra-se em terras do Engenho Pacas e Arandú de Cima, em Vitória de Santo Antão. Seus principais afluentes são os rios Duas Unas, Mussaíba, Manassu, Muribequinha, Suassuna, Laranjeiras, Caiongo, Contra-açude, Carnijó, Una, Galiléia, entre outros.
A Bacia hidrográfica do Rio Jaboatão é de grande importância para a RMR, pois além de possuir expressiva área de abrangência nesta, contribui significativamente para o abastecimento da região. Para isso, possui diversas represas e açudes em seus afluentes com captação pela COMPESA, destacando-se a Represa de Duas Unas, 4° maior da RMR em atividade.
Porém, apesar de sua importância, a bacia do Rio Jaboatão vem sofrendo inúmeros impactos ambientais que vem prejudicando a fauna, flora e a qualidade da vida das pessoas da região. Entre estes impactos, destaca-se o despejo de resíduos industriais os mais diversos nos rios, os dejetos residenciais sem tratamento nos cursos d’água, o desmatamento desenfreado, o despejo de lixo e a ocupação irregular das margens fluviais, entre outros. Tudo isso contribui para que o Rio Jaboatão seja um dos rios mais poluídos e degradados do Estado de Pernambuco.
Porém, apesar de sua importância, a bacia do Rio Jaboatão vem sofrendo inúmeros impactos ambientais que vem prejudicando a fauna, flora e a qualidade da vida das pessoas da região. Entre estes impactos, destaca-se o despejo de resíduos industriais os mais diversos nos rios, os dejetos residenciais sem tratamento nos cursos d’água, o desmatamento desenfreado, o despejo de lixo e a ocupação irregular das margens fluviais, entre outros. Tudo isso contribui para que o Rio Jaboatão seja um dos rios mais poluídos e degradados do Estado de Pernambuco.
Fonte:http://jaboataodosguararapes.blogspot.com
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
Serrita, no Sertão do Estado, é a capital dos vaqueiros

Histórico
Originalmente denominado Serrinha, o distrito foi criado a 16 de novembro de 1892 e pertencia ao município de Salgueiro. A 11 de setembro de 1928, torna-se sede do município de Serrinha, criado àquela data.
A 23 de janeiro de 1931, o município é extinto e Serrinha volta à condição de distrito de Salgueiro. A 27 de junho de 1934, o município de Serrinha é restaurado e a 31 de dezembro de 1943 passa a denominar-se Serrita.
Consta que a povoação foi fundada pelo "coronel" Romão Pereira Fìlgueira Sampaio, que se instalou na região depois de ganhar terras e ajuda dos governantes de então. Os primeiros moradores do lugar, entre eles o citado "coronel", mandaram construir ali uma capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição, em torno da qual surgiu um povoado.O município ganhou o nome de Serrita por conta de um serrote (ou serrinha) existente a um quilômetro do atual centro da cidade.
Quem nasce em Serrita é serritense.
Datas oficiais importantes:
16/11/1892: Através da lei municipal nº 2, é criado o Distrito de Serrinha.
11/09/1928: O Distrito é elevado à categoria de Município, sob a denominação de Serrinha, pela lei estadual nº 1931, desmembrado dos Municípios de Salgueiro, Leopoldina, Bodocó e Exu.
23/01/1931: Pelo decreto estadual nº 55, o Município de Serrinha é extinto, sendo o seu território anexado ao município de Salgueiro.
27/06/1934: O Distrito é novamente elevado à categoria de Município, sob a denominação de Serrinha, pelo decreto estadual nº 314, desmembrado de Salgueiro
31/12/1943: O Município tem o nome alterado de Serrinha para Serrita, pelo decreto-lei nº 952.
Dados gerais
Localização: Sertão Central, distante 544 km do Recife.
Área: 1.664 km2
Solo: Arenoso, pedregoso, rochoso
Relevo: Suave ondulado e ondulado
Vegetação: Caatinga hiperxerófila
Ocorrência mineral: -
Precipitação pluviométrica média anual: 974,0 milímetros
Meses chuvosos: Dezembro - Março
População: 18.331 habitantes (IBGE 2010)
Eleitorado: 14.310 eleitores (TRE 2010)
Dia de feira: Sábado
Data de comemoração da emancipação política: 11 de setembro
Prefeito: Carlos Eurico Ferreira Cecilio
Vice-Prefeito: Jovani Sampaio Peixoto de Alencar
Originalmente denominado Serrinha, o distrito foi criado a 16 de novembro de 1892 e pertencia ao município de Salgueiro. A 11 de setembro de 1928, torna-se sede do município de Serrinha, criado àquela data.
A 23 de janeiro de 1931, o município é extinto e Serrinha volta à condição de distrito de Salgueiro. A 27 de junho de 1934, o município de Serrinha é restaurado e a 31 de dezembro de 1943 passa a denominar-se Serrita.
Consta que a povoação foi fundada pelo "coronel" Romão Pereira Fìlgueira Sampaio, que se instalou na região depois de ganhar terras e ajuda dos governantes de então. Os primeiros moradores do lugar, entre eles o citado "coronel", mandaram construir ali uma capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição, em torno da qual surgiu um povoado.O município ganhou o nome de Serrita por conta de um serrote (ou serrinha) existente a um quilômetro do atual centro da cidade.
Quem nasce em Serrita é serritense.
Datas oficiais importantes:
16/11/1892: Através da lei municipal nº 2, é criado o Distrito de Serrinha.
11/09/1928: O Distrito é elevado à categoria de Município, sob a denominação de Serrinha, pela lei estadual nº 1931, desmembrado dos Municípios de Salgueiro, Leopoldina, Bodocó e Exu.
23/01/1931: Pelo decreto estadual nº 55, o Município de Serrinha é extinto, sendo o seu território anexado ao município de Salgueiro.
27/06/1934: O Distrito é novamente elevado à categoria de Município, sob a denominação de Serrinha, pelo decreto estadual nº 314, desmembrado de Salgueiro
31/12/1943: O Município tem o nome alterado de Serrinha para Serrita, pelo decreto-lei nº 952.
Dados gerais
Localização: Sertão Central, distante 544 km do Recife.
Área: 1.664 km2
Solo: Arenoso, pedregoso, rochoso
Relevo: Suave ondulado e ondulado
Vegetação: Caatinga hiperxerófila
Ocorrência mineral: -
Precipitação pluviométrica média anual: 974,0 milímetros
Meses chuvosos: Dezembro - Março
População: 18.331 habitantes (IBGE 2010)
Eleitorado: 14.310 eleitores (TRE 2010)
Dia de feira: Sábado
Data de comemoração da emancipação política: 11 de setembro
Prefeito: Carlos Eurico Ferreira Cecilio
Vice-Prefeito: Jovani Sampaio Peixoto de Alencar

Base econômica: Agropecuária e comércio.
Peculiaridades
Em Serrita podemos encontrar atrações culturais como uma refinada produção de artesanato em couro, grupos de música regional ou mesmo alguns poetas e repentistas de peso no Estado.
Mas, o que melhor representa a cidade é, sem dúvida, a Missa do Vaqueiro, que aconteceu pela primeira vez em 1970 e hoje é um misto de festa popular e celebração religiosa que atrai vaqueiros de todo o Nordeste brasileiro.
Um dos mais importantes espetáculos do calendário turístico de Pernambuco, a Missa é celebrada, sempre no terceiro domingo do mês de julho, no Parque Nacional do Vaqueiro, na localidade de Sítio das Lajes, a 32 quilômetros do centro da cidade.
Foi criada pelo padre João Câncio (já falecido), pelo compositor Luiz Gonzaga e pelo repentista Pedro Bandeira. A celebração surgiu como um ato de protesto pelo misterioso assassinato de um humilde vaqueiro (Raimundo Jacó), que era primo do "Rei do Baião".
O corpo do vaqueiro foi encontrado na caatinga, a 08/07/1954, com a cabeça despedaçada. Ele havia passado a noite anterior em companhia do colega Miguel Lopes, juntando gado para levar de Serrita a uma outra cidade da região.
Logo após o crime, Lopes foi apontado como o assassino, mas o caso nunca chegou a ser esclarecido. A pedra que teria sido usada pelo criminoso, manchada de sangue, desapareceu da Delegacia de Polícia da cidade. E, assim, o crime tornou-se um mistério e a história de Raimundo Jacó virou lenda.
Serviços
Prefeitura/Endereço:
Rua Barbosa Lima, 63 - CEP: 56140-000
Tel: 3882-1156
pserrita@telesof.com.br
www.pmserrita.com.br
Fórum/Endereço:
Forum Des. Rodolfo Aureliano
R Major Antônio Rufino, 351 - Centro - Cep: 56140000
(87) 3882.1144 (87) 3882.1218
(87) 3882.1215
Câmara de Vereadores:
Rua Barbosa Lima, 63 - CEP: 56140-000
Tel: (87) 3882-1118
Vereadores (09):
Alfredo Sampaio Neto
Carlos Pedro da Cruz
Carlos Sampaio Peixoto
Francisco Arraes Sampaio
Francisco Romão Sampaio Angelim
Isac Sampaio da Silva
Luiz Ferreira Martins
Maria Josivânia de Sousa
Ronildo Manoel de Oliveira
Peculiaridades
Em Serrita podemos encontrar atrações culturais como uma refinada produção de artesanato em couro, grupos de música regional ou mesmo alguns poetas e repentistas de peso no Estado.
Mas, o que melhor representa a cidade é, sem dúvida, a Missa do Vaqueiro, que aconteceu pela primeira vez em 1970 e hoje é um misto de festa popular e celebração religiosa que atrai vaqueiros de todo o Nordeste brasileiro.
Um dos mais importantes espetáculos do calendário turístico de Pernambuco, a Missa é celebrada, sempre no terceiro domingo do mês de julho, no Parque Nacional do Vaqueiro, na localidade de Sítio das Lajes, a 32 quilômetros do centro da cidade.
Foi criada pelo padre João Câncio (já falecido), pelo compositor Luiz Gonzaga e pelo repentista Pedro Bandeira. A celebração surgiu como um ato de protesto pelo misterioso assassinato de um humilde vaqueiro (Raimundo Jacó), que era primo do "Rei do Baião".
O corpo do vaqueiro foi encontrado na caatinga, a 08/07/1954, com a cabeça despedaçada. Ele havia passado a noite anterior em companhia do colega Miguel Lopes, juntando gado para levar de Serrita a uma outra cidade da região.
Logo após o crime, Lopes foi apontado como o assassino, mas o caso nunca chegou a ser esclarecido. A pedra que teria sido usada pelo criminoso, manchada de sangue, desapareceu da Delegacia de Polícia da cidade. E, assim, o crime tornou-se um mistério e a história de Raimundo Jacó virou lenda.
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sábado, 23 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Umbuzeiro

Denominada cientificamente de Spondis tuberosa Arr. Cam. o Umbuzeiro é uma planta frutífera, xerófila, da família das anacardiáceas, nativa da região semi-árida do Nordeste brasileiro. Árvore de pequeno porte (raramente atinge mais de 6 metros) e de vida longa (vive mais de 100 anos) é capaz de suportar longos períodos de seca e produz em solos ruins.
Frutifica no período chuvoso e cada planta chega a produzir 300 kg de frutos por safra. O período de frutificação é de aproximadamente dois meses. O umbu tem bom valor comercial, é consumido in natura como fruto de mesa ou preparado na forma de sorvete, refresco e, principalmente, como ingrediente da tradicional umbuzada, que é a polpa do umbu de vez (estágio entre o verde e o maduro), cozida com leite e açúcar.
Das batatas da raiz do umbuzeiro (onde a árvore armazena água para enfrentar longos períodos de seca) é fabricado um doce de grande aceitação nas feiras livres sertanejas, prática que tem contribuído para a presença cada vez menor da árvore na paisagem nordestina.
Frutifica no período chuvoso e cada planta chega a produzir 300 kg de frutos por safra. O período de frutificação é de aproximadamente dois meses. O umbu tem bom valor comercial, é consumido in natura como fruto de mesa ou preparado na forma de sorvete, refresco e, principalmente, como ingrediente da tradicional umbuzada, que é a polpa do umbu de vez (estágio entre o verde e o maduro), cozida com leite e açúcar.
Das batatas da raiz do umbuzeiro (onde a árvore armazena água para enfrentar longos períodos de seca) é fabricado um doce de grande aceitação nas feiras livres sertanejas, prática que tem contribuído para a presença cada vez menor da árvore na paisagem nordestina.
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
O Pobre na Filosofia Popular

O Pobre na Filosofia Popular
do livro Folclore etc & Tal
do livro Folclore etc & Tal
A sabedoria popular também pode ser considerada como uma filosofia do povo que, sem nunca haver alisado os bancos das universidades e sem tomar conhecimento das idéias dos grandes pensadores, tem suas idéias próprias e estabelece seus conceitos através dos provérbios, dos ditos e das legendas de caminhões.
Assim acontece com relação ao negro, à mulher, à sogra, aos baixinhos e ao pobre, alvos preferidos por essa sabedoria, por essa filosofia paralela que salta aos nossos olhos com um sabor pitoresco, com uma graça que nos faz pensar e nos deixa admirados por conta desse dom que o povo tem de mostrar o quanto é sábio ao emitir seus conceitos.
O pobre - com a inflação galopante que comanda a nossa economia, considerada como das mais desenvolvidas do mundo contemporâneo - está vivendo os dias mais negros de sua vida, dando nó em pingo d’água, subindo em bananeira com tamancos, dando beliscão em fumaça, fazendo toda sorte de ginástica para, não sei como, sobreviver. O pobre está cada vez mais pobre. Tão pobre que, numa nova divisão das classes econômicas da nossa sociedade, deixou de ser o pobre de ontem para se tornar, simplesmente, o miserável de hoje.
O pobre, ou melhor dizendo, o miserável, constitui um problema angustiante que tem que ser resolvido o mais depressa possível e, se não o for, sua situação poderá ocasionar sérios transtornos na vida social brasileira.
Deixemos que os economistas e os sociólogos estudem o problema, apontem uma solução urgente, para que os poderes públicos e a sociedade consigam estabelecer o equilíbrio sócioeconômico da nossa gente.
Vejamos, agora, como o pobre é considerado, como é visto pelo povo através dos provérbios, das legendas de caminhões e dos ditos populares:
- Galinha só aparece na mesa do pobre quando um dos dois está doente.
- Pobre só enche a barriga quando morre afogado.
- Pobre com bagagem perde o trem.
- Ser pobre como rato de igreja.
- Arquivo de pobre é um prego na parede.
- Pobre é como pneu: quanto mais trabalha mais fica liso.
- Pobre com pouco se alegra.
- Pobre com rica casado, mais que marido é criado.
- Cinema de pobre é janela de trem.
- Rico sai de casa e pega o carro; pobre sai de casa e o carro pega.
- Alegria de pobre dura pouco.
- Pobre é cavalo do Cão andar montado.
- Pobre é o Diabo.
- Se cabelo fosse dinheiro pobre nascia careca.
- Pobre só engole frango quando joga de goleiro.
- Pobre só come carne quando morde a língua.
- Pobre é como punho de rede: só anda com a corda no pescoço.
- Pobre, mas não da graça de Deus.
- Pobre muda de patrão, mas não de condição.
- Pobre não é nem o que o rico foi.
- Pobre só anda de carro quando vai preso.
- Ladrão que entra na casa de pobre só leva susto.
- No dia em que chover comida o pobre nasce sem boca.
- Pobre não morre cedo.
- Pobre não tem amigo e nem parente.
- Pobre só levanta a cabeça quando quer comer pitomba.
- Televisão de pobre é espelho.
- Quando o rico geme o pobre é quem sente a dor.
- Pobre só sai do aperto quando desce do ônibus.
- Pobre nunca tem razão.
- Pobre quando acha um ovo, o ovo está goro.
- Quando o rico corre é atleta e quando o pobre corre é ladrão.
- Pobre é como pneu velho: só vive na lona.
- Pobre quando mete a mão no bolso só tira os cinco dedos.
- Pobre só vai prá frente quando a polícia corre atrás.
- Pobre só recebe convite quando é intimado pela polícia.
- O despertador do pobre é o galo do vizinho.
- Dinheiro de pobre é como sabão: quando ele pega, escorrega.
- Coceira na mão do pobre é sarna e na mão do rico é dinheiro.
- Pobre que arremeda rico, morre aleijado.
- Pobre só vai pra frente quando leva uma topada.
- Piscina de pobre é poça de lama.
- Rico fica gordo e pobre fica inchado.
- Pobres, nós todos somos: miseráveis quem se faz são os donos.
- Pobre só acha a vida doce quando está chupando pirulito.
- O rico bebe para se lembrar e o pobre para esquecer.
- Dinheiro na mão de pobre só faz baldeação.
- Rico bêbado é divertido: pobre bêbado é pervertido.
- Pobre é como papel higiênico. Quando não está no rolo está na merda.
- Champanha de pobre é Sonrisal.
- Em pé de pobre é que o sapato aperta.
- Entre ricos e pobres não há parentesco.
- Deus dá o pão, mas o pobre não tem dentes.
- Em cara de pobre é que o barbeiro aprende.
- Pobre só herda sífilis.
- O pau enverga no cu do rico, mas só quebra no cu do pobre.
- O pão do pobre só cai com a manteiga para baixo.
- O pobre só vive de teimoso que é.
- O pobre é como limão: nasceu para ser espremido.
- Pobre não casa, junta os trapos.
- Pobre é como cachimbo, só leva fumo.
- Se merda fosse dinheiro, pobre nascia sem cu.
- Rico em casa de pobre é a desgraça da galinha.
- Pobre em casa de rico ou é dinheiro emprestado ou fuxico.
- Pobre só descansa quando plantado de olho pra cima para comer capim pela raiz.
- Mais vale um pobre honesto do que um rico ladrão.
- Pobre só enche a barriga quando morre afogado.
- Pobre com bagagem perde o trem.
- Ser pobre como rato de igreja.
- Arquivo de pobre é um prego na parede.
- Pobre é como pneu: quanto mais trabalha mais fica liso.
- Pobre com pouco se alegra.
- Pobre com rica casado, mais que marido é criado.
- Cinema de pobre é janela de trem.
- Rico sai de casa e pega o carro; pobre sai de casa e o carro pega.
- Alegria de pobre dura pouco.
- Pobre é cavalo do Cão andar montado.
- Pobre é o Diabo.
- Se cabelo fosse dinheiro pobre nascia careca.
- Pobre só engole frango quando joga de goleiro.
- Pobre só come carne quando morde a língua.
- Pobre é como punho de rede: só anda com a corda no pescoço.
- Pobre, mas não da graça de Deus.
- Pobre muda de patrão, mas não de condição.
- Pobre não é nem o que o rico foi.
- Pobre só anda de carro quando vai preso.
- Ladrão que entra na casa de pobre só leva susto.
- No dia em que chover comida o pobre nasce sem boca.
- Pobre não morre cedo.
- Pobre não tem amigo e nem parente.
- Pobre só levanta a cabeça quando quer comer pitomba.
- Televisão de pobre é espelho.
- Quando o rico geme o pobre é quem sente a dor.
- Pobre só sai do aperto quando desce do ônibus.
- Pobre nunca tem razão.
- Pobre quando acha um ovo, o ovo está goro.
- Quando o rico corre é atleta e quando o pobre corre é ladrão.
- Pobre é como pneu velho: só vive na lona.
- Pobre quando mete a mão no bolso só tira os cinco dedos.
- Pobre só vai prá frente quando a polícia corre atrás.
- Pobre só recebe convite quando é intimado pela polícia.
- O despertador do pobre é o galo do vizinho.
- Dinheiro de pobre é como sabão: quando ele pega, escorrega.
- Coceira na mão do pobre é sarna e na mão do rico é dinheiro.
- Pobre que arremeda rico, morre aleijado.
- Pobre só vai pra frente quando leva uma topada.
- Piscina de pobre é poça de lama.
- Rico fica gordo e pobre fica inchado.
- Pobres, nós todos somos: miseráveis quem se faz são os donos.
- Pobre só acha a vida doce quando está chupando pirulito.
- O rico bebe para se lembrar e o pobre para esquecer.
- Dinheiro na mão de pobre só faz baldeação.
- Rico bêbado é divertido: pobre bêbado é pervertido.
- Pobre é como papel higiênico. Quando não está no rolo está na merda.
- Champanha de pobre é Sonrisal.
- Em pé de pobre é que o sapato aperta.
- Entre ricos e pobres não há parentesco.
- Deus dá o pão, mas o pobre não tem dentes.
- Em cara de pobre é que o barbeiro aprende.
- Pobre só herda sífilis.
- O pau enverga no cu do rico, mas só quebra no cu do pobre.
- O pão do pobre só cai com a manteiga para baixo.
- O pobre só vive de teimoso que é.
- O pobre é como limão: nasceu para ser espremido.
- Pobre não casa, junta os trapos.
- Pobre é como cachimbo, só leva fumo.
- Se merda fosse dinheiro, pobre nascia sem cu.
- Rico em casa de pobre é a desgraça da galinha.
- Pobre em casa de rico ou é dinheiro emprestado ou fuxico.
- Pobre só descansa quando plantado de olho pra cima para comer capim pela raiz.
- Mais vale um pobre honesto do que um rico ladrão.
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
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