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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Revolta de Princesa

A guerra de Princesa, em 1930, foi um acontecimento que marcou e transformou a vida estadual e teve repercussão nacional. Tudo começou através de discórdias políticas e econômicas, envolvendo poderosos coronéis do interior do estado e o governador eleito da Paraíba em 1927, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. O principal deles era o chefe político de Princesa Isabel, o “coronel” José Pereira de Lima, detentor do maior prestígio na região, que se tornou o líder do movimento. Era a própria personificação do poder político. Homem de decisão e coragem pessoal, também era fazendeiro, comerciante, deputado e membro da Comissão Executiva do partido.

João Pessoa discordava da forma como grupos políticos que o elegera, conduziam a política paraibana, onde era valorizado o grande latifundiário de terras do interior, possuidores de grandes riquezas baseadas no cultivo do algodão e na pecuária. Estes “coronéis” atuavam através de uma estrutura política arcaica, que se valia entre outras coisas do mandonismo, da utilização de grupo de jagunços armados e outras ações as quais o novo governador não concordava. Nos seus redutos, eram eles que apontavam os candidatos a cargos executivos, além de nomearem delegados, promotores e juízes. Eles julgavam, mas não eram julgados. Verdadeiros senhores feudais, nada era feito ou deixava de ser feito em seus territórios que não tivesse a sua aprovação. Mas João Pessoa passou a não respeitar mais as indicações de mandatários para nomeações de cargos públicos.

Por esta época, esses coronéis exportavam seus produtos através do principal porto de Pernambuco, em Recife, provocando enormes perdas de divisas tributárias para a Paraíba. Procurando evitar esta sangria financeira e efetivamente cobrar os coronéis, João Pessoa implantou diversos postos de fiscalização nas fronteiras da Paraíba, irritando de tal forma estes caudilhos, que pejorativamente passaram a chamar o governador de “João Cancela”.

A gota d`água foi a escolha dos candidatos paraibanos à deputação federal. Como presidente do estado, João Pessoa dirigiu o conclave da comissão executiva do Partido Republicano da Paraíba que escolheu os nomes de tais pessoas. A ideia diretriz era a rotatividade. Quem já era deputado não entraria no rol de candidatos. Tal orientação objetivava afastar o Sr. João Suassuna, grande aliado de José Pereira que, como presidente do estado que antecedeu a João Pessoa, teria maltratado parentes de Epitácio na cidade natal de ambos, Umbuzeiro. No entanto, João Pessoa deixou na relação dos candidatos o nome de seu primo, Carlos Pessoa, que já era deputado. Isso valeu controvérsia na comissão executiva e apenas João Pessoa assinou o rol dos candidatos.

Com o apoio discreto, mas efetivo, do Presidente da República e dos governadores de Pernambuco, Estácio de Albuquerque Coimbra, e do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine de Faria, o coronel José Pereira decidiu resistir a essas investidas contra seus poderes. Com data de 22 de fevereiro de 1930, ele rompe oficialmente com o governo do Estado, através do seguinte telegrama:

"Dr. João Pessoa - Acabo de reunir amigos e correligionários aos quais informei do lançamento da chapa federal. Todos acordaram mesmo que V. Excia., escolhendo candidatos à revelia Comissão Executiva, caracteriza palpável desrespeito aos respectivos membros. A indisciplina partidária que ressumbra do ato de V. Excia, inspirador de desconfianças no seio do epitacismo, ameaça de esquecimento os mais relevantes serviços dos devotados à causa do partido. Semelhante conduta aberra dos princípios do partido, cuja orientação muito diferia da atual, adotada singularmente por V. Excia. Esse divórcio afasta os compromissos velhos baluartes da vitória de 1915 para com os princípios deste partido que V. Excia. acaba de falsear. Por isso tudo delibero adotar a chapa nacional, concedendo liberdade a meus amigos para usarem direito voto consoante lhes ditar opinião, comprometendo-me ainda defendê-los se qualquer ato de violência do governo atentar contra direito assegurado Constituição. Saudações (a) José Pereira".

Como resposta, João Pessoa mandou a polícia invadir o município de Teixeira, reduto dos Dantas, aliados de José Pereira, prendendo pessoas da família e impedindo que ocorresse votação naquela cidade. Determinou que acontecesse o mesmo em Princesa, mas lá, o coronel se armou, juntou um exército e reagiu.

José Pereira tinha armas em quantidade, recebidas do próprio governo estadual, em gestões anteriores, para enfrentar o bando de Lampião e mais tarde a Coluna Prestes. Seu exército particular era estimado em mais de 1.800 combatentes, onde diversos desses lutadores eram egressos do cangaço ou desertores da própria polícia paraibana. Com esse poderio bélico e seu prestígio político, começou a planejar o que ficou conhecido como “A Revolta de Princesa”. Partiu então para a arregimentação de aliados. Nessa tentativa, no dia 27 de fevereiro de 1930, dirigiu ao Sr. Odilon Nicolau a seguinte carta:

"Amigo Odilon Nicolau, o meu abraço. O governo tem feito grande pressão aos eleitores e sei agora que têm sido espancados vários correligionários da Causa Nacional. Como você já deve saber, rompi com o governo de João Pessoa e estou disposto a garantir os nossos amigos, para o que envio vários contingentes.
O meu pessoal não tocará em ninguém, salve se for agredido. Havendo de provocar a intervenção, pois estou disposto a ocupar todos os municípios do Sul do Estado. O mesmo se fará no Norte com outra força comandada por pessoa em evidência no Estado. Penso ter direito e bem razão em lhe convidar para esta luta, porque as minhas relações com você e sua família, me animam a assim proceder. Não me engane porque a luta está amparada pelos próceres da política nacional. João Pessoa está ilegalmente no governo, logo depois da eleição, dado o movimento, o Governo Federal tomará conhecimento dos atos absurdos e inconstitucionais praticados por ele. Venha e não se receie. Do velho amigo, José Pereira Lima. Princesa, 27 de fevereiro de 1930".

O movimento declarou a independência provisória de Princesa Isabel do Estado da Paraíba. Em 28/02/1930 o Decreto nº 01 foi aclamado pela população, que declarou oficialmente a independência da cidade (República de Princesa), com hino,bandeira e leis próprias.

Essa rebelião atingiu também diversos municípios como Teixeira, Imaculada, Tavares e outros. A cidade, que já tinha visto passar diferentes grupos de cangaceiros, passou a ser reduto de valentia e independência. Foram travadas sangrentas batalhas e inúmeras vidas foram perdidas. Princesa se tornou uma fortaleza inexpugnável, resistindo palmo a palmo ao assédio das milícias leais ao governador João Pessoa.

Mas a luta perde sua razão de ser. O "coronel" queria afastar o presidente João Pessoa do governo, porém, o advogado João Duarte Dantas, por motivos pessoais/políticos, assassinou o presidente do Estado da Paraíba, na confeitaria Glória, no Recife, às 17 horas do dia 26 de julho de 1930. É que João Dantas teve a sua residência e escritório de advocacia na capital da Paraíba invadidos pela polícia do Estado, tendo parte de seus documentos apreendidos e divulgados pelo jornal A União, quase um diário oficial do estado. Vieram à luz detalhes de suas articulações políticas e de suas relações com a jovem Anayde Beiriz. Em uma época em que honra se lavava com sangue, Dantas sabendo que João Pessoa estava de visita ao Recife, saiu em sua procura para matá-lo.

Com sua morte, o movimento armado de Princesa, que pretendia a deposição do governo, tomou novo rumo. Os homens de José Pereira comemoraram, mas o coronel, pensativo, teria dito: “Perdemos...! Perdi o gosto da luta. Os ânimos agora vão se acirrar contra mim".

E conforme sua previsão, os paraibanos ficaram chocados com o assassinato (a partir daí criou-se todo um mito). O crime foi apresentado como obra dos perrepistas, o Partido Republicano Paulista. Seus partidários, em retaliação, foram perseguidos e tiveram suas casas incendiadas, além de sofrerem outros tipos de perseguição e violência.

O Presidente da República, Washington Luiz, decidiu então terminar com a Revolta de Princesa e o "coronel" José Pereira não ofereceu resistência, conforme acordo prévio, quando seiscentos soldados do 19º e 21º Batalhão de Caçadores do Exército, comandados pelo Capitão João Facó, ocuparam a cidade em 11 de agosto de 1930. José Pereira deixa a cidade no dia 5 de outubro de 1930.

No dia 29 de outubro de 1930, a Polícia Estadual ocupa a cidade de Princesa com trezentos e sessenta soldados comandados pelo Capitão Emerson Benjamim, passando a perseguir os que lutaram para defender a cidade ameaçada, humilhando e torturando os que foram presos, sem direito a defesa. A luta teve um balanço final de, aproximadamente, seiscentos mortos.

Depois de anistiado, em 1934, José Pereira foi residir na fazenda "Abóboras" em Serra Talhada-PE.


Fonte:http://culturapopular2.blogspot.com/2011/02/revolta-de-princesa.html

sábado, 10 de setembro de 2011

O MONSTRO LABATUT


O Labatut é um monstro que apresenta origem européia ao qual foi acrescentado elementos indígenas. A princípio, Labatut adquiriu seu caráter de malvado como herança da imagem que ficou na lembrança do povo sobre a atuação do general Pedro LABATUT, que esteve no Ceará, de junho de 1832 a abril de 1833, reprimindo a insurreição de Joaquim Pinto Madeira. Dizia-se que esse general era extremamente violento e muito cruel. Fuzilou muitos negros, surrou muitas pretas, e em virtude de incontrolável crueldade acabou revoltando até o exército.

A sua forma monstruosa foi acrescentada pelo imaginário indígena que era fértil na composição de monstros animalescos.

LABATUT (segundo José Martins de Vasconcelos)

Era noite e a cidade dormia pacificamente em seu habitual conchego sertanejo.

-"Cala esse assobio, menino!", gritava minha mãe, aturdida com o meu assobiar.

Era a hora em que todos em casa descansavam da labuta e dormiam placidamente.

-"Cala esse assobio menino! Não ouves??"

-"O que?" - indaguei, curioso e insistente, procurando descobrir naquilo alguma piegueci para zombar...

-"Então não ouves o tropel de Labatut? Escuta...ele vem na ventania que já se aproxima rugindo! O vento geme longe... ele vem...Ao sair da lua entrará na cidade como um cão danado, devorando tudo que encontrar: homens, mulheres e meninos!...Ai do que cair nas suas mãos, porque jamais verá os seus queridos entes: irá dormir eternamente nas suas entranhas insaciáveis, cheias de fogo!"

-"E o que é Labatut, mamãe?" - perguntei, agora mais trêmulo e assustado que zombeteiro, crendo ver ali uma monstruosidade do outro mundo, coisa tida para mim "in illo tempore", como caverna incomensurável cheia de bichos descomunais, ferozes, e tudo isso, misturado com tais almas penadas que me faziam tremer, ouvindo-lhes as estórias fantásticas e macabras!

-"Fala baixo!...Queres morrer engolido? Labatut ouve de longe! Ele traz a ventania para ninguém ouvir-lhe a bulha dos passos pesados e retinentes, e para mais facilmente abocanhar a presa!"

E eu, engolindo um grito prestes a explodir, engasguei-me alguns segundos, tendo os olhos esbugalhados, luzindo na escuridão do quarto, como se alguém me comprimisse a garganta, fazendo-me extertorar, fustigando-me, impiedosamente! Afinal, estourei, balbuciando surdamente:

-"Mas quem é Labatut? Diga...Tenho medo!"

E, minha mãe, sibilando por entre os dentes uma resposta arranjada a jeito, prosseguia:

“Labatut é um bicho pior que o Lobisomem, pior que a Burrinha, pior que a Caipora e mais terrível que o Cão-Coxo. Ele mora, como dizem os velhos, no fim do mundo, e todas as noites percorre as cidades, para saciar a fome, porque ele vive eternamente esfaimado. Anda a pé; os pés são redondos, as mãos compridas, os cabelos longos e assanhados, corpo cabeludo, como o porco espinho, só tem um olho na testa como os cíclopes da fábula e os dentes são como as presas do elefante!. Ele gosta muito mais de meninos, porque são menos duros que os adultos! Ao sair da lua, ele, que anda ligeiro, entrará pelas ruas num trote estugada, pairando às portas para ouvir quem fala, quem canta, quem assobia e quem ressonar alto e zás! Devorar!...Os cães dão sinal, latindo-lhe atrás!”.

SIMBOLISMO DA LENDA

A crueldade e brutalidade humana está personificada na lenda sob a forma de Labatut. Os animais não são cruéis, pois vivem instintivamente e só matam ou devoram quando são ameaçados ou estão com fome. A imagem animalesca de Labatut refletem a idéia que o homem faz de si próprio, isto é, ele projeta nos animais seus ódios, seus desejos, seus temores...

O animal é a realidade, enquanto que o homem para fugir dela, criou um mundo imaginário. Os monstros criados pela imaginação fértil do homem simbolizam as dificuldades a vencer ou os obstáculos a ultrapassar. O monstro é a imagem do "Eu inconsciente", que é necessário vencer, para desenvolver o "Eu individualizado".

Encontramos exatamente essa mesma noção no monstro do pesadelo, o qual personifica o medo ou o perigo. O sonhador deve enfrentar esse monstro noturno, porque, do contrário, ressurgirá cedo ou tarde em outro sonho. Dominar o medo já é vencer o monstro!

Texto pesquisado e desenvolvido por ROSANE VOLPATTO

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Paraíba no começo de 1900



Em 1913, em missão para o Ministério do Comércio e para a Sociedade de Geografia Comercial de Paris, o escritor francês Paul Walle passou um tempo nessa cidade e elaborou uma monografia onde descreve uma capital ainda precária. Eis um trecho:

“Parayba é uma cidade modesta e um pouco atrasada, não por incúria, incapacidade ou falta de iniciativa de seus admiradores, mas por carência de recursos. É uma das capitais onde a política desenfreada absorve todas as energias, esteriliza os caracteres, as faculdades e as aptidões, em proveito de um grupo de ambiciosos, que não admitem oposição.

A cidade atravessa ainda a idade do petróleo; as ruas mais ou menos calçadas, são iluminadas por lâmpadas a petróleo, suspensas por colunas ou postes de madeira e que não iluminam em noites de luar. Não existe ainda nem rede de esgotos, nem serviço de água potável convenientemente organizados; os habitantes, ao menos uma certa parte, possuem cacimbas ou cisternas, outros, porém utilizam-se de condutores de água.

Constitui este tipo característico; percorrendo continuamente as ruas da cidade a guiar um jumento ou cavalo, que conduz, pendentes de uma cangalha, barris cheios de água apanhadas em fontes próximas. O animal e o homem são dois amigos inseparáveis”.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O Massacre da fazenda Jilo Por:Aderbal Nogueira


No local foi morto Jiló, cercado em sua casa pelos homens de Novais e Lampião. Numa das chacinas mais sangrentas, macabras e selvagens do cangaço. Virgulino insuflado pela ardilosa trama de Horácio Novaes, cerca a casa da ordeira família Jiló e perpetra um dos maiores crimes do cangaço.

Seu Pedro narra os fatos; ele era criança à época do ocorrido e ouviu a história durante toda a vida, contada por seus familiares. É um local importante na história do cangaço porque Lampião foi enganado por Novais nessa grande tragédia.



Fonte:http://cariricangaco.blogspot.com/

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Os engenhos judaicos de Jaboatão


As terras do Vale do Rio Jaboatão começaram a ser ocupadas a partir da década de 1560, após a expulsão dos índios caetés, os antigos moradores, e com a doação de cartas de sesmarias aos colonos. As sesmarias eram grandes extensões de terras doadas a fidalgos onde eram instaladas fazendas e engenhos de cana-de-açúcar. Os primeiros engenhos da Ribeira do Rio Jaboatão, criados nessas sesmarias, foram os engenhos Santana, Santo André, Suassuna, Guararapes, Megaype de Baixo, São João Batista, Camassari, Novo da Muribeca, Penanduba, São Bartolomeu, NS da Guia, Palmeiras, Secupema, Gurjaú-de-Cima, Gurjaú-de-Baixo, NS da Apresentação(Moreno), N.S da Conceição (Catende), Carnijó, Muribeca, Santa Maria e D'Alinbero (Megaype de Cima). Todos esses engenhos surgiram ainda no século XVI e XVII.

Entre os colonos portugueses que instalaram engenhos em Jaboatão, havia alguns cristãos novos, judeus forçados a conversão ao catolicismo e que eram perseguidos por seguirem as tradições hebraicas. No livro "Denunciaões e confissões de Pernambuco", que fala da visita do tribunal da Inquisição a Pernambuco entre os anos de 1593 e 1595, são encontrados inúmeros casos de denúncias contra judeus, protestantes (evangélicos) e outros grupos discriminados.

Entre os engenhos onde se constata a presença judaica em Jaboatão, nessa época, destacam-se os engenhos Suassuna, Penanduba, São Bartolomeu, Camassari e Guararapes.

Engenho Guararapes: Foi fundado antes da invasão holandesa e fica situado próximo onde se encontra o bairro de Muribeca Loteamento, o cemitério velho de Prazeres e os Montes Guararapes. Foi adquirido em 1637 por Vicente Rodrigues Vila Real que derrubou as cruzes e igrejas do engenho e declarou-se judeu, casando-se com a cristão-nova Izabel de Mesquita. Morreu em 1642, passando o engenho a seu irmão, também judeu, Simão Rodrigues Vila Real.

Engenho Suassuna: Originado da sesmaria de Gaspar Alves Purgas, foram seus primeiros proprietários os irmãos cristãos-novos Diogo Soares e Fernão Soares. Chamava-se inicialmente N.S da Assunção e moeu pela 1° vez em 1587. Muitas das ocorrências citadas nas denunciações aconteceram neste engenho. Posteriormente é vendido a outras pessoas e atualmente encontra-se em ruínas, pois corresponde a Antiga Usina Jaboatã,o, hoje desativada.

Engenho São Bartolomeu: Pertenceu a Fernão do Vale. Ver mais detalhes na postagem sobre o mesmo.
Engenho Camassari: Situava-se ás margens do Rio Duas Unas e foi um dos engenhos mais antigos. Foi encontrado em ruínas pelos holandeses que venderam-no a Duarte Saraiva, em 1638. Este também era judeu e senhor do Engenho Velho de Beberibe. Encontra-se hoje inundado pela represa de Duas Unas.

Engenho Penanduba: Pertenceu durante o período holandês a Fernão Soares, cristão-novo e possivelmente filho do outro Fernão Soares de Suassuna. Este foi acusado de judaísmo por vários confessores durante a visita do Santo Ofício. Pertencente a freguesia de Muribeca, possui ainda hoje a casa-grande em ruínas.


Fonte:http://jaboataodosguararapes.blogspot.com

terça-feira, 26 de julho de 2011

Bacia hidrográfica do Rio Jaboatão



A bacia do Rio Jaboatão está localizada no Estado de Pernambuco, Nordeste do Brasil, abrangendo uma área de 413 km², entre as coordenadas 8°00’ e 8°14’ de latitude sul e 34°50’ e 35°15’ de longitude oeste. Drena os municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, São Lourenço da Mata, Cabo de Santo Agostinho e Vitória de Santo Antão, sendo uma das bacias mais importantes do Grande Recife.

Junto com as bacias dos rios Tejipió, Pirapama, Massangana e Jordão, ela é classificada como sendo do Grupo GL2 (Grupo de pequenos rios litorâneos) pela CPRH (Companhia Pernambucana de Recursos Hídricos). A temperatura média anual da bacia é de 24°C e a média das precipitações são sempre acima de 1500mm anuais. O clima é do tipo Mas’, segundo a classificação de Köeppen. O período de chuvas desenvolve-se entre os meses de março e agosto.

O Rio Jaboatão é o rio principal da bacia, possuindo 75 Km de comprimento e desembocando no Oceano Atlântico. Sua foz encontra-se na Praia de Barra de Jangadas, em Jaboatão dos Guararapes, e sua nascente encontra-se em terras do Engenho Pacas e Arandú de Cima, em Vitória de Santo Antão. Seus principais afluentes são os rios Duas Unas, Mussaíba, Manassu, Muribequinha, Suassuna, Laranjeiras, Caiongo, Contra-açude, Carnijó, Una, Galiléia, entre outros.





A Bacia hidrográfica do Rio Jaboatão é de grande importância para a RMR, pois além de possuir expressiva área de abrangência nesta, contribui significativamente para o abastecimento da região. Para isso, possui diversas represas e açudes em seus afluentes com captação pela COMPESA, destacando-se a Represa de Duas Unas, 4° maior da RMR em atividade.

Porém, apesar de sua importância, a bacia do Rio Jaboatão vem sofrendo inúmeros impactos ambientais que vem prejudicando a fauna, flora e a qualidade da vida das pessoas da região. Entre estes impactos, destaca-se o despejo de resíduos industriais os mais diversos nos rios, os dejetos residenciais sem tratamento nos cursos d’água, o desmatamento desenfreado, o despejo de lixo e a ocupação irregular das margens fluviais, entre outros. Tudo isso contribui para que o Rio Jaboatão seja um dos rios mais poluídos e degradados do Estado de Pernambuco.



Fonte:http://jaboataodosguararapes.blogspot.com

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Umbuzeiro


Denominada cientificamente de Spondis tuberosa Arr. Cam. o Umbuzeiro é uma planta frutífera, xerófila, da família das anacardiáceas, nativa da região semi-árida do Nordeste brasileiro. Árvore de pequeno porte (raramente atinge mais de 6 metros) e de vida longa (vive mais de 100 anos) é capaz de suportar longos períodos de seca e produz em solos ruins.

Frutifica no período chuvoso e cada planta chega a produzir 300 kg de frutos por safra. O período de frutificação é de aproximadamente dois meses. O umbu tem bom valor comercial, é consumido in natura como fruto de mesa ou preparado na forma de sorvete, refresco e, principalmente, como ingrediente da tradicional umbuzada, que é a polpa do umbu de vez (estágio entre o verde e o maduro), cozida com leite e açúcar.

Das batatas da raiz do umbuzeiro (onde a árvore armazena água para enfrentar longos períodos de seca) é fabricado um doce de grande aceitação nas feiras livres sertanejas, prática que tem contribuído para a presença cada vez menor da árvore na paisagem nordestina.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cordel Sindrome de dawn





Meu filho é Up Trissonico
Autor;Cobra Cordelista

A ciência é importante
Para o bem da humanidade
É ele que fundamenta
Os pilares da Verdade
É estudo com paciência
Pro bem da sociedade

Vou discorrer sobre um tema
Sobre modo especial
De uma alteração genética
Que ocorre ao Natural
A tríssomia do 21
Que é síndrome de Dawn

Em tempos muitos remotos
Na Grega de antigamente
Apresentavam-se os filhos
Para toda a sua gente
E logo se eliminavam
Os nascidos deficientes

Só se criavam os filhos
Prontos para guerrear
O povo Grego de Esparta
Mandava eliminar
Criancinhas inocentes
Mandando sacrificar

Um tempo de ignorância
De grande Selvageria
Onde o valor de um homem
Ainda não se entendia
Quantos pobres inocentes
Tolhida a cidadania

Dr John Langdon Down
O estudos aprofundou
Descreveu toda a síndrome
Ele tanto pesquisou
Que a comunidade cientifica
Com seu nome batizou

Era 1866
A pesquisa evoluía
Ao pensar da sociedade
A ciência contribuía
Confrontou-se à igreja
E sua Teologia

Foi chamada mongolismo
Houve muito preconceito
Por gente desinformada
Que se achava perfeito
Egoísta, desumana
Todo cheio de defeito

Jerôme Lejeune
Deu sua contribuição
É acidente genético
Ocorre no Embrião
Na divisão celular
Ocorre esta confusão

Era 1959
O estudo adiantado
Temos 46 cromossomos
Duplamente emparedo
A alteração genética
Modifica o resultado

Quando ocorre a anomalia
O par 21 é duplicado
Com 47 cromossomos
Já esta identificado
Como Síndrome de dawn
Geneticamente modificado

Descobriu-se que a síndrome
Nunca foi deformidade
Ocorre com qualquer um
E não rouba a felicidade
Que na mulher quarentona
Tem mais possibilidade

Que a cada 700
Nasce um bebê assim
Por certo o preconceito
É coisa muito ruim
Não herdamos de Abel
Por certo foi de Caim

Nos laços fortes do amor
É construída a União
Traçam planos de futuro
Para a próxima geração
Se imaginam os filhos
Extrapola a perfeição

Néscios no matrimônio
E com pouca experiência
Se não forem auxiliados
Já começa a desavença
Com muito amor e carinho
A família se sustenta

Algumas sociedades
Praticam a exclusão
Aí se livram do Feto
Abortar é solução
Contraria a lei de Deus
É ato sem compaixão

Praticam o asilamento
Exclui da sociedade
Ou do seio da família
Isto tudo é maldade
Um filho é benção de Deus
Pra quem ama de verdade

Alguns traços são comuns
Lá vai dica pra vocês
Um cabelo bem lisinho
Carinha de japonês
Baixinho,Nariz achatado
Apresenta flacidez

Desenvolve lentamente
Mas atinge o ponto final
Por isto a sua família
Tem papel especial
Pra superar seus limites
E todo potencial

A pessoa trissônica
Tinha suas dificuldades
As doenças do coração
Roubou a felicidade
Infecções respiratórias
As fez sofrer de verdade

Porém no Século presente
O véu do tempo se abriu
A medicina avançou
O pensamento evoluiu
E muitos pais que choraram
Agradeceu e sorriu

Quebremos o preconceito
Que amarra a sociedade
São barreiras, são entraves
Impecílio a felicidade
Com seus padrões de estética
E de alta produtividade

Não tratar o cidadão
Como se fosse um doente
Respeitá-la e escutá-la
Cara a cara, feito gente
Com lazer e com esporte
Estudando indo em frente

Respeitando as diferenças
Nenhum ser humano é igual
Junto a outras crianças
Na educação formal
Com professor competente
E amiguinho legal

Nada de adjetivos
Nenhuma discriminação
A família e a escola
Juntos na educação
E exigindo do governo
Políticas de inclusão

Direito a vida ao trabalho
Liberdade e igualdade
O direito de ter um lar
Ter sua propriedade
Orientação sexual
Momentos de intimidade

Direito de ser artista
Tudo que imaginar
Pois o destino de alguém
Só cabe a ele traçar
E nosso papel como Pais
È aos filhos apoiar

Exigir do nosso governo
Compromisso com educação
Exigir que a faculdade
Promova a discussão
Pois lá estão os doutores
Agentes da transformação

Com Estudo Pesquisa
Chegamos a conclusão
Que pra síndrome de Down
O remédio é instrução
Pra ter sucesso na vida
A base é educação

Que a família é um alicerce
Uma base pra toda vida
Nela constroem-se os sonhos
É amparo e guarida
E as lembranças do lar
Jamais serão esquecidas

Subiu na perna do pinto
Caiu na perna do Pato
Seu rei mandou dizer
Que acreditem no fato
Pois história acabou
Ta findado meu relato!





sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Curiosidades do Nordeste




1 - Fundada em 1537, Recife é a mais antiga capital brasileira. Apesar de a vizinha Olinda ter sido a primeira capital da capitania de Pernambuco.

2 - O estado da Bahia é responsável por 95% da produção de cacau no Brasil.

3 - O carnaval na Bahia é comemorado desde o século XVIII.

4 - Dragão do Mar, símbolo da resistência popular cearense contra a escravidão.

5 - O América de Natal (RN) foi o primeiro clube a conseguir dois acessos consecutivos no Campeonato Brasileiro de Futebol. Esse feito foi conquistado com o acesso da Série C para Série B, em 2005 e da Série B para Série A em 2006.

6 - A Bahia é o estado que mais faz divisa com outras unidades da Federação, possuindo um total de oito estados limítrofes, a saber: Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Piauí (N); Minas Gerais e Espírito Santo (S); Goiás e Tocantins (O).

7 - A revista americana Newsweek escolheu, na edição de abril de 2001, 9 cidades de destaque no mundo que representam um novo modelo de Centro Tecnológico e que Campina Grande (Paraíba) está presente na lista? A única cidade escolhida da América Latina. Em 2003, mais uma menção foi feita à cidade: desta vez referenciada como o "Vale do Silício brasileiro", graças, além da high tech, às pesquisas envolvendo o algodão colorido ecologicamente correto. As 9 cidades escolhidas pela Newsweek foram: Akron (Ohio - EUA); Huntsville (Alabama - EUA); Oakland (Califórnia - EUA); Omaha (Nebraska - EUA); Tulsa (Oklahoma - EUA); Campina Grande (Paraíba - Brasil); Barcelona (Espanha); Suzhou (China); Côte d'Azur (França).

8 - Muitos ingleses da equipe de Albert Einstein lideradas por Sir Arthur Stanley Eddington que vieram comprovar a Teoria da Relatividade em Sobral não voltaram com a equipe, alguns ficaram e casaram, constituindo família na cidade, onde ainda hoje nota-se a presença de sobrenomes ingleses e traços britânicos em muitas famílias da região? Além de ruas e avenidas que homenageiam a esses cientistas que ajudaram no desenvolvimento da cidade.

9 - Teresina é a única capital da Região Nordeste que não se localiza no litoral.

Poesia: Sonhador




Sonhador
(Rafael Neto)


Você já me disse que não vai ser minha
Mas no meu sonho eu posso te amar
Ai quem me dera um sono profundo
Para eu viver, somente a sonhar
Mesmo que o sonho seja uma ilusão
Mas se você for a minha paixão
Eu nunca mais, queria acordar.

Eu tive um sonho inacreditável,
Mas isso é verdade pode acreditar
Que eu fui ao céu e peguei um pedaço
De uma estrela que estava a brilhar
Fiz pra você um anel multicor
E você dizia foi o meu amor
Que tirou do céu pra me presentear.

Eu vou viver sonhando para te amar
Eu quero morrer sendo um sonhador
E se te amar não tiver perdão
Deus tenha pena, desse pecador
Porque esse amor não é impossível
E o impossível se torna possível
Se você der chance para o meu amor.


Fonte: http://nosbordoesdaviola.blogspot.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Artistas do Nordeste


Mestre Miro dos Mamulengos de Carpina, em Pernambuco. Carpina teve o mestre destes mestres de mamulengo, que é o mestre Sollon, já falecido. Tem Gilvam da Burrinha, que já postei anteriormente, e não dá pra ficar falando muito sobre o mestre Miro. È talentoso, simples e musical, dança com a boneca que é uma beleza, é criativo e o restante nosso blog vai lhe mostrar com as fotografias em seu atelier em Carpina.

Um Conselho venha até Pernambuco, pelo Frevo, pelo Maracatu, o carinho de nossa gente, a beleza das mulheres Pernambucanas, a beleza da nossa literatura inventada por Leandro Gomes de Barros, a literatura de cordel, qualquer motivo, mas visite a nossa cultura.

E não deixe de conhecer o nosso artesanato, mais uma: obrigado de coração por acessar este blog, você é o nosso maior incentivo

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Cobra cordelisra

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O verdadeiro significado de alguns ditados populares


Alguns ditados populares e suas devidas correções:

Dito Popular: “Quem tem boca vai a Roma”.
O correto seria: “Quem tem boca vaia Roma”. (do verbo vaiar).

Dito Popular: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro”.
O correto seria: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro”.

Dito Popular: “Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão”.
O correto seria: “Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão”.

Dito Popular: “Cor de burro quando foge”.
O correto seria: “Corro de burro quando foge!”

Dito Popular: “Cuspido e escarrado”. (alguém muito parecido com oura pessoa).
O correto seria: “Esculpido em carraro”. (tipo de mármore).

Dito Popular: "Quem não tem cão, caça com gato".
O correto seria: "Quem não tem cão, caça como gato". (ou seja, sozinho, esgueirando, astutamente, traiçoeiramente).

Veja também como surgiram esses:

O pior cego é o que não quer ver
Significado: Diz-se da pessoa que não quer ver o que está bem na sua frente. Nega-se a ver a verdade.
Histórico: Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D'Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.

De cabo a rabo
Significado: Total conhecedor. Conhecer algo do começo ao fim.
Histórico: Durante o período das grandes navegações portuguesas, era comum se dizer total conhecedor de algo, quando se conhecia este algo de "cabo a rabah", ou seja, como de fato conhecer todo o continente africano, da Cidade do Cabo ao Sul, até a cidade de Rabah no Marrocos (rota de circulação total da África com destino às Índias).

Andar à toa
Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.
Histórico: Toa é a corda com que uma embarcação remboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar. Uma mulher à toa, por exemplo, é aquela que é comandada pelos outros. Jorge Ferreira de Vasconcelos já escrevia, em 1619: Cuidou de levar à toa sua dama.

Casa de mãe Joana
Significado: Onde vale tudo, todo mundo pode entrar, mandar, etc.
Histórico: Esta vem da Itália. Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença (1326-1382), liberou os bordéis em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: "que tenha uma porta por onde todos entrarão". O lugar ficou conhecido como Paço de Mãe Joana, em Portugal. Ao vir para o Brasil a expressão virou "Casa da Mãe Joana". A outra expressão envolvendo Mãe Joana, um tanto chula, tem a mesma origem, naturalmente.

Onde judas perdeu as botas
Significado: Lugar longe, distante, inacessível.
Histórico: Como todos sabem, depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar enforcando-se numa árvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A história é omissa daí pra frente. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.

Da pá virada
Significado: Um sujeito da pá virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio.
Histórico: Mas a origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita. Hoje em dia, o sujeito da "pá virada", parece-me, tem outro sentido. Ele é O "bom". O significado das expressões mudam muito no Brasil com o passar do tempo.

Nhenhenhém
Significado: Conversa interminável em tom de lamúria, irritante, monótona. Resmungo, rezinga.
Histórico: Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen".

Estar de paquete
Significado: Situação das mulheres quando estão menstruadas.
Histórico: Paquete, já nos ensina o Aurélio, é um das denominações de navio. A partir de 1810, chegava um paquete mensalmente, no mesmo dia, no Rio de Janeiro. E a bandeira vermelha da Inglaterra tremulava. Daí logo se vulgarizou a expressão sobre o ciclo menstrual das mulheres. Foi até escrita uma "Convenção Sobre o Estabelecimento dos Paquetes", referindo-se, é claro, aos navios mensais.

Pensando na morte da bezerra
Significado: Estar distante, pensativo, alheio a tudo.
Histórico: Esta é bíblica. Como vocês sabem, o bezerro era adorado pelos hebreus e sacrificados para Deus num altar. Quando Absalão, por não ter mais bezerros, resolveu sacrificar uma bezerra, seu filho menor, que tinha grande carinho pelo animal, se opôs. Em vão. A bezerra foi oferecida aos céus e o garoto passou o resto da vida sentado do lado do altar "pensando na morte da bezerra". Consta que meses depois veio a falecer.

Não entender patavina
Significado: Não saber nada sobre determinado assunto. Nada mesmo.
Histórico: Tito Lívio, natural de Patavium (hoje Pádova, na Itália), usava um latim horroroso, originário de sua região. Nem todos entendiam. Daí surgiu i Patavinismo, que originariamente significava não entender Tito Lívio, não entender patavina.

Santinha do pau ôco
Significado: Pessoa que se faz de boazinha, mas não é.
Histórico: Nos século XVIII e XIX os contrabandistas de ouro em pó, moedas e pedras preciosas utilizavam estátuas de santos ocas por dentro. O santo era “recheado” com preciosidades roubadas e enviado para Portugal.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

João de Comporta nosso Caboclo de Lança

Às vezes me surpreendo com minha cidade pela diversidade cultural nela encontrada. Por isto mesmo não me canso de percorrer os seus 252 km quadrados de extensão territorial, e de procurar conhecer seus 700.000 habitantes. Por se tratar de uma área de litoral e Região metropolitana, Jaboatão cresceu demais. È uma metrópole interessante, com belas construções modernas, mas que não perde o charme da ruralidade.

Nossa cidade é a boca de Pernambuco, é por onde se entra ou mesmo se sai em alguns casos. Sua população se formou de várias formas: Pelos negros que habitavam os engenhos na condição de escravos, agreste ou Sertão. Pelos seus filhos alforriados dos escravos, pelos senhores de engenho, pelos cortadores de cana e mais tarde pelos operários que vieram de diversas regiões de Pernambuco, da zona da mata norte, e da zona da mata sul, atraídos pela industrialização; ou seja, pelo crescimento do pólo industrial em Pernambuco nos anos de sessenta e setenta, ou ainda pela explosão de crescimento da construção civil.

Em todos estes momentos, estes homens fugiam da exploração através do seu trabalho. Na zona da mata norte e sul, ainda hoje estes homens trabalham sem registro de carteira e sem garantias de direitos. No sertão são vaqueiros e exercem ainda hoje atividades rurais, onde os seus direitos trabalhistas não são respeitados. Estes homens vieram para a região metropolitana na esperança de alcançar carteira assinada, direitos trabalhistas, e aposentaria ao final da vida, coisa tão merecida. Trouxeram consigo disposição para o trabalho e vontade de vencer, pois para quem tinha as mãos calejadas do corte da cana, a vida de operário era uma beleza. Oito horas de trabalho, para quem já acordou de madrugada, umas quatro da manhã, e empenhou uma foice cortando cana até onze horas, e depois amarrou os feixes da bendita até quatro da tarde, era moleza. Mas este homem trouxe consigo a sua cultura, a cultura de raiz e para não prolongar demais o assunto, vou falar de João de Comporta, nosso João veio de Carpina, mora a quarenta anos em Jaboatão, tem 67 anos e desde os quatorze anos de idade "brinca maracatu". Sua fantasia está avaliada em R$ 3.000,00 (três mil reais), sua lança, pesa algo em torno de cinco quilos, e cada fita ali colocada vendo o preço atual de mercado, lhe custou algo em torno de R$ 1.000,00(mil Reais). Uma apresentação de João de Comporta, custa R$ 200,00 (duzentos reais) e nestas apresentações, ele canta a poesia dos caboclos da zona rural. João de Comportas dança maracatu em Olinda, e me disse que para sair de casa, vestido para suas apresentações, tem que chamar um taxi, pois alguns garotos atiram pedras em sua fantasia, Alguns religiosos lhe chamam de representante do cão e lhe fazem apelos á sua conversão. E eu daqui vou rezando para que ele não se converta a este tipo de religião, pois será um mestre de cultura a menos, com compromisso de manter acesa a chama da nossa tradição, João não é nenhum demônio e sim um brincante da cultura nordestina. Eu vou continuar andando nos meus interstícios de trabalho, de maquininha fotográfica na mão, para mostra a vocês a nossa cultura popular, e enquanto vocês acessarem o nosso blog e divulgarem para outros vou mostrando nossa gente. Isto estimula a minha vontade de continuar fazendo esse trabalho.

Muito obrigado e um bom dia!








terça-feira, 6 de julho de 2010

Cia de Folguedos

Jorge Braz - Produtor da Cia de Folguedos



Jorge Braz é Diretor Geral da Cia de Folguedos, que atua na comunidade da UR-11, um bairro de nossa cidade Jaboatão dos Guararapes. Há muito tempo queria fazer uma matéria com ele, mas de Jorge é muito difícil roubar uma foto, esta eu consegui durante o II Concurso de Quadrilhas que ele coordenou, juntamente com a poetisa Lenemar Santos e J. Andrade.

Jorge fundou a Cia de Folguedos em meador de 2002, era um dos brincantes da companhia, até que um problema no joelho lhe impediu de dançar, porém a sua dedicação ao projeto tornou-se até mais intensa, pois no papel de empresário e produtor cultural deste reisado tão bonito, que preserva as raízes da cultura Pernambucana, ele tem se destacado no cenário da cultura Jaboatanense e, em Pernambuco. Aos sábados pela manhã se dedica as crianças juntamente com o coreografo Júnior, responsável pela criação do grupo, e ensina a meninos e meninas, o frevo, o maracatu, o caboclinho e outros ritmos regionais que compõem o repertório da Cia de Folguedos. Desta dedicação revelou muitos artistas que hoje fazem do seu elenco, e de outras entidades culturais que preservam a nossa cultura. A Cia de Folguedos acompanha profissionalmente o palhaço Chocolate, o mais importante e destacado artista cultural que trabalha a criança em Pernambuco, e daí recebem o sustento da arte tão bela que representam.

Aqui acolá o nosso blog vai mostrando gente que faz a cultura em nossa terra, e quem quiser contratar um dos mais belos espetáculos culturais de Pernambuco é só ligar (081) 9142-7271 e-mail: jjbbraz@hotmail.com e pode ser para qualquer lugar do Brasil, eu assino embaixo!