quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Matuto No Cinema

De: Jessier Quirino



E o matuto, rapaz...
Anafalbeto de pai e mãe... e parteira
E sai do sertão pra capital
pra assistir um filme estrangeiro legendado
quando ele volta pro sertão,
mas ele num conta o filme todinho?

"má rapai
eu fui lá na capitá rapai
eu assisti um filme altamente internacioná
pense num filme internacioná!
e tem uma coisa: um filme mafioso...
um fime mafioso...
Ói tinha dois atista:
tinha o atista que sofria e o atista que salvava.
Meu cumpadi
o atista que sufria: pense num cabra corajoso!
Rapai, o caba num tinha medo de nada não rapai!
Rapaz, os bandido!
os bandido pirigoso que só buchada azeda!
invocado que só um fiscal de gafiera
sério que nem um porco mijano!
tinha o dedo da grussura de um cabo de foimão!
amarraro o atista com imbira!
e tem uma coisa: imbira dos Estado Zunido,
num tem quem se solte não rapaiz!
Amarraro o atista com imbira,
butaro o caba sentado a força numa cadera
ai chego o bandido, buto o dedo na cara do atista e
disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá, num
sei que lá, num sei que lá.
Tá pensano que atista teve medo rapaiz?
O atista amarrado com imbira rapai, teve que ouvi
tudinho,
mas muito do tranquili, olhô pa cara do bandido assim
e disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá o quê
mermão???
mas rapaiz...esse bandido inchô feito um cururu no
sal, num sabe?
isfregô o dedo na cara dele assim e disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá, num
sei que lá, seu fila da puta!!!
Tu tá pensano que o atista teve medo?
oxe, amarrado com imbira, do jeito que tava,
ficô muito do tranquili, olhô assim pro vbandido e
disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá o
carai!!!
Mas meu cumpadi, esse bandido pegô um ar, pense numa
pegada de ar!
MAs raái, foi uma pegada de ar tão mudida do poico!
ai puxô uma chibata feita de virola de pneu de
caminhão, num sabe,
mais cumprida de que uma língua de manicure,
deu-lhe uma chibatada tão aparetada a um coice de
besta parida,
que ficô iscrito assim da taba dos quexo pa porta da
orlha do individuo: FIRESTONE


eu sei que nessa hora, no mei dos bandido,
tinha um que era do time do atista, rapai
do time da gente, num sabe?
e ele tava camuflado feito rapariga de pastô:
num tinha quem desconfiasse, rapaiz!
camuflado la por dento, e ele tinha um relógio, puxado
pa telefone,
ai ele foi prum pé de parede cum relógio dele
aí passô o bizu pa puliça que tava lá em baixo
ele pégô o relógio e disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá, num
sei que lá, num sei que lá,
contô tudinho à puliça
a puliça lá em baxo nos carro uvindo tudo pelos radio
e a puliça dos estado zunido, num se veste de puliça
não!
se veste de adevogado!
Aí a puliça dento dos carro só fez pegá o rádio
e chamá os carro tudim dos estado zunido rapaiz:
acunhe, acunhe, acunhe, acunhe, todos os carro
acunhe, que o negocio é serio,
acunhe, acunhe, acunhe, acunhe,
aí os carro acunharo,os carro acunharo, acunharo
aí era mais carro em cima do prédio, de quê romero em
cima de Pade Ciço
o prédio, rapai era um prédio grande,
tinha uns 2 ou 3 andá,
ou era um colégio de frera, ou era uma prefeitura
eu sei que num tinha quem entrasse:
um prédio todo de vrido, infeitado feito pintiadera de
rapariga, num sabe?
aí a puliça tome corda, tome corda, tome corda, tome
corda,
quando a gente pensava que era a puliça que ia subi
por fora do predio
pra salvá o atista,
aí veio o momento mais arrepiadô do filme, rapaiz!
foi quando chegô o atista principal, o atista
salvadô!
e ele vêi num avião daquele,
daquele avião que tem uma penera em cima, num sabe?
aí o avião vei
e o avião num vuava não: era parado, viu!
o avião ficô parado em cima da prefeitura,
pela capota de vrido a gente já via o atista, rapaiz
o atista forte com os peitão,
2 cinturão de bala, uma ispingarda da grussura dum
cano de esgoto, rapai,
aí o atista fico assim na porta do avião
Ó o nome do atista: Arnô Saijinegue!
agora, num é esses arnô saijinegue do sertão,
que dá no cu de todo mundo não!
é Arnô Saijinegue importado,
ou é da Chequilováquia, ou é da Bolívia, tá
entendendo?
Eu sei que o Arnô Saijinegue ficô9 na porta do avião
aí o chofer do avião olhô pra ele e disse:
acunhe! Pode pulá!
ai ele pulô la de cima, pulô la de cima, bateu no
telhado, furô a laje,
bateu mermo no jugá onde o atista tava preso com o s
bandido,
pego os bandido tudo desprevinido, comendo cuzcuz com
leite, rapaiz,
eu sei que nessa hora, o atista pegô a ispingarda
disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá,
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá,
ói ele matô tudinho!
aí apariceu mais bandido, e foi briga de sê midida a
metro!!
ele deu um tabefe no cor da orelha dum caba lá chamado
Mané Capado,
que ele borbuletô uns 2 palmo e caiu no chão feito uma
jaca mole
aí eve um bandido, rapaiz,
que homilhô o atista com uma dedada aonde as costa
muda de nome.
Meu cumpadi, esse homi ofendido na região glútea virô
uma fera
e entre a rapideiz da dedada e a imediatidade do êpa,
deu-lhe um berro nas oiça do sujeito que iscurrego na
froxura e caiu sentado.
Nessa hora, meu cumpadi, o atista partiu pra cima
dele
com um gênio de 150 siri dento de uma lata de
querosene,
deu-le um sopapo no serrote dos dente,
que chuveu canino, molar, e incisivo, por 3 dia no
sítio Boca Funda.
aí nessa hora, meu cumpadi, o bandido principal saiu
num derrapo de velocidade,
ai o atistao atista deu-lhe um chuvaréu de bala, meu
cumpadi,
que a gente teve que se abaxá dento do cinema,
aquelas letrinha que passa lá no filme ele derrubô
umas 140,
e eu ainda peguei umas 4: taqui pra você vê!!!

domingo, 16 de agosto de 2009

Fliporttinho 2009


O Fliportinho acontece de 18 d 22 de agosto de 2009 e terá a participação de Cobra Cordelista.


Veja abaixo os dias em que o Poeta Cobra Cordelista estará por lá dando o ar de sua graça.


Dia 22 de agostos de 2009 tenda – “Almanaque”.


16h Poeta e Cordelista cobra – Editora Coqueiro


Dia 22 de Agosoto - Pólo – “Quadrinho & Quadrinhas”


“Parque de Travessuras”


Pólo – “Quadrinho & Quadrinhas”


17h Poeta e Cordelista cobra – Editora Coqueiro


Para obter maiores informações click na imagem que vai para o site do Fliportinho.


Tenham tods uma boa viagem literária!!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Seu Lunga - Tolerância zero!


Tolerância zero
(Ismael Gaião)

Eu vou falar de Seu Lunga
Um cabra muito sincero,
Que não tolera burrice
Nem gosta de lero-lero.
Tem sempre boas maneiras,
Mas se perguntam besteiras,
Sua tolerância é zero!

Ao entrar num restaurante
Logo depois de sentar,
Um garçom lhe perguntou:
O Senhor vai almoçar?
Lunga disse: não Senhor!
Chame o padre, por favor,
Vim aqui me confessar.

Lunga tava na parada
Com Renata perto dele.
Esse ônibus vai pra praia?
Ela perguntou a ele.
Ele, então, disse à mulher:
- Só se a Senhora tiver
Um biquini que dê nele!

Seu Lunga tava pescando
E alguém lhe perguntou:
- Você gosta de pescar?
Ele logo retrucou:
- Como você pode ver,
Eu vim pescar sem querer,
A polícia me obrigou.

Pagando contas no Banco
Lunga viveu um dilema
Pois com um talão nas mãos,
Ouviu de Pedro Jurema:
O Senhor vai usar cheque?
- Ele disse: não, moleque,
Vou escrever um poema.

Em sua sucataria
Alguém tava escolhendo,
- Por quanto o Senhor me dá,
Essa lata com remendo?
Lunga, sem pestanejar,
Disse: não posso lhe dar,
Porque eu estou vendendo.

E ainda irritado
A seu freguês respondeu:
Tudo que eu tenho aqui,
Eu vendo porque é meu.
Se o Senhor quiser ver,
Coisas sem ser pra vender
Vá visitar um museu.

Lunga foi comprar sapato
Na loja de Barnabé
E um rapaz bem gentil
Perguntou: é pra seu pé?
Ele disse: não esqueça,
Bote na minha cabeça,
Vou usar como boné.

Lunga carregava leite
Numa garrafa tampada
E um velho lhe perguntou:
Bebe leite, camarada?
Ele disse: bebo não!
Depois derramou no chão.
- Eu vou lavar a calçada.

Seu Lunga tava deitado
Na cama, sem se mexer.
E um amigo idiota
Perguntou, a lhe bater:
- O senhor está dormindo?
Lunga disse: tô fingindo,
E treinando pra morrer!

Seu Lunga foi a um banco
Com um cheque pra trocar
Um caixa muito imbecil
Achou de lhe perguntar:
O Senhor quer em dinheiro?
- Não quero não, companheiro,
Quero em bolas de bilhar.

Lunga olhou pro relógio
Na frente de Gabriela
Quando menos esperava,
Ouviu a pergunta dela:
- Lunga viu que horas são?
Ele disse: não, vi não,
Olhei pra ver a novela!

Seu Lunga comprava esporas
Para correr argolinha
E o vendedor idiota
Fez essa perguntazinha:
- É pra usar no cavalo?
- É não, eu uso no galo,
Monto e dou uma voltinha.

Seu Lunga tava pescando
Quando chegou Viriato
- Perguntando: aqui dá peixe?
Lunga falou: é boato!
No rio só dá tatu,
Paca, cutia e teju,
Peixe dá dentro do mato.

Lunga foi se consultar
Com um Doutor que era Crente
Esse logo perguntou:
- O Senhor está doente?
- Lunga disse: não Senhor,
Vim convidar o Doutor,
Para tomar aguardente.

Seu Lunga, com seu cachorro,
Saiu para caminhar
Um besta lhe perguntou:
É seu cão, vai passear?
Lunga sofreu um abalo,
Disse: não, é um cavalo,
Vou levar para montar.

Lunga trazia da feira,
Já em ponto de tratar,
Uma cabeça de porco,
Quando ouviu alguém falar:
- Vai levando pra comer?
Ele só fez responder:
- Vou levando pra criar!

Lunga foi à eletrônica
Com um som pra consertar
E ouviu um idiota
Sem demora, perguntar:
- O seu som está quebrado?
- Tá não, está estressado.
Eu trouxe pra passear.

Seu Lunga foi numa loja
Lá perto de Itaqui
- Tem veneno pra rato?
- Temos o melhor daqui.
Vai levá-lo? Está barato.
- Vou não, vou buscar o rato
Para vim comer aqui!

Seu Lunga tava bebendo,
Quando ouviu de Tião:
- Já que faltou energia,
Nós vamos fechar irmão!
Lunga falou: que desgraça!
Eu vim pra tomar cachaça,
Não foi tomar choque não!

Lunga tava em sua loja
Numa preguiça profunda
Quando escutou a pergunta
Vindo de Dona Raimunda:
- O Senhor tem meia-calça?
- Isso em você não realça,
Ou você, tem meia bunda?

Seu Lunga ia pescar
E um amigo encontrou
Depois de cumprimentá-lo
Seu amigo perguntou:
Lunga vai à pescaria?
Seu Lunga só disse: ia.
Pegou a vara e quebrou.

Jacó estava querendo
Apostar numa milhar
Vendo Lunga numa banca
Disse: agora vou jogar!
E foi gritando dali:
- Lunga, passa bicho aqui?
- Passa sim! Pode passar.

Seu Lunga sentia dor
Procurou Doutor Ramon
Que começou a consulta
Já perguntando em bom tom:
Seu Lunga, qual o seu plano?
Lunga disse: sem engano,
O meu plano é ficar bom!

Lunga tava em seu comércio
Despachando a Zé Lulu
Que depois de escolher
Fava e feijão guandu.
- Disse: vou levar fubá.
E o arroz como está?
Lunga respondeu: Tá cru!

Lunga com uma galinha
E a faca pra cortar,
Seu vizinho perguntou:
Oh! Seu Lunga, vai matar?
Com essa pergunta burra,
Disse: não, vou dar uma surra,
Logo depois vou soltar.

Lunga indo a um enterro
Encontrou Zeca Passivo
- Seu Lunga pra onde vai?
Ao enterro de Biu Ivo.
- E Seu Biu Ivo morreu?
- Não, isso é engano seu,
Vão enterrar ele vivo!

Lunga mostrou um relógio
Ao filho de Biu Romão
- Posso botar dentro d’água?
Perguntou o garotão.
Lunga disse sem demora:
- Relógio é pra ver a hora,
Não é sabonete, não!

Lunga fez uma viagem
Pra cidade de Belém
E quando voltou pra casa
Ouviu essa de alguém:
- Oh! Seu Lunga, já chegou?
- Eu não, você se enganou,
Chego semana que vem!

Lunga levou uma queda
De cima de seu balcão
- Quer tomar um pouco d’água?
Perguntou o seu irmão.
Lunga logo, respondeu:
Foi só uma queda, meu!
Eu não comi doce não!

Na porta do elevador
Esperando ele chegar
Seu Lunga escutou um besta
Pro seu lado perguntar:
- Vai subir nesse momento?
- Não, que meu apartamento,
Vai descer pra me pegar.

Se encontrar com Seu Lunga
Converse, mas com cuidado,
Pois ele pode ser grosso
Mesmo sendo educado.
Eu já fiz o meu papel
Escrevendo este cordel
Pra você ficar ligado!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

(Vamos Recordar!)Senai de Areias

Cobra e sua participação em uma feira de livros no Senai de Areias.







domingo, 9 de agosto de 2009

( Vamos Recordar!) Colégio Ascenso Ferreira em Porta Larga

Cobra Cordeliste falou sobre a hitória de Jaboatão dos Guararapes para os Alunos do Coléligio Ascenso Ferreira.





quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Um mix dos eventos que Cobra Cordelista participou II Parte




Maestro Amin (conselheiro de cultura) dirige o concervatório de múcisa em Piedade - Janoatão
Trio de Forro
Bacamarteiro aliados de Jaboatão
Guedes comandante dos Bacamareiros, poeta Geraldo Valério, Moema guardiã da cultura de Jaboatão, Cobra e sua esposa Nete
O vice prefeito Edir Peres, cobra e sua esposa
Grupo de capoeira
Grupo de capoeira
Grupo de capoeira
Cia de Dança Valdeck Faria
Sargento Souza vereador

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cobra em comercial da Prefeitura de Jaboatão dos Guararpes

Cobra Cordelista participa de comercial da prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, exaltando os artistas da terra.




segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Um mix dos eventos que Cobra Cordelista participou I Parte

Mira Figueroa conselheira do instituto histórico de Jaboatão, Professor Hilton (vereador) e Cobra
Grupo de Maracatu da Fundac
Grupo de Maracatu da Fundac
Valdeck Faria e sua Esposa
Uma cabeça pensante da cultura de Jaboatão
O vice prefeito Edir Peres, Lula Cotes e o escritor e poeta Marcos Henrique
Cobra e José Marivaldo júnior da Cia de Folguedos
O vice prefeito Edir e Cobra
O vice prefeitor Edir



Primeira formação do projeto Curupira

Componentes: Diego, Rosilene, Manoel, Julinho, Neguinho, Bel,

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Luiz Gonzaga - Biografia


Maior responsável pela divulgação da música nordestina no resto do Brasil, Luiz Gonzaga nasceu na Fazenda Caiçara, em Exu (PE). Filho de um lavrador e sanfoneiro, desde criança se interessou pela sanfona de oito baixos do pai, a quem ajudava tocando zabumba e cantando em festas religiosas e forrós. Saiu de casa em 1930 para servir o exército como voluntário.

Viajou pelo Brasil como corneteiro, tendo baixa em 1939. Resolveu ficar no Rio de Janeiro, com uma sanfona recém-comprada. Passa então a se apresentar em ruas, bares e mangues, tocando boleros, valsas, canções, tangos. Por essa época percebe a carência que os migrantes nordestinos têm de ouvir sua própria música, e passa a tocar, com grande sucesso, xaxados, baiões, chamegos e cocos. Foi no programa de calouros de Ary Barroso e tocou seu chamego "Vira e Mexe", com grande aprovação do público e do temível apresentador, que lhe deu nota máxima.

Alguns sucessos

Asa Branca
Aproveita Gente (com Sivuca e Oswaldinho)
Boiadeiro
Respeita Januário (com Fágner)
Sete Meninas (com Dominguinhos)
Sanfoninha Choradeira (com Elba Ramalho)
Juazeiro (com Zé Ramalho)
A Morte do Vaqueiro
Riacho do Navio
Pouporri

Depois de descobrir esse filão no mercado, Gonzagão começa a freqüentar programas de rádio - substituindo inclusive seu ídolo Antenógenes Silva - e a gravar discos, sempre com repertório de músicas nordestinas. Mais tarde passa a cantar também, e não apenas tocar sua sanfona, além de mostrar seu talento como compositor. Em 1943 apresenta-se vestido a caráter como nordestino, com bastante êxito.

Discografia

Seu maior sucesso, "Asa Branca" (com Humberto Teixeira), foi gravado em 1947 e regravado inúmeras vezes por diversos artistas até hoje. Trabalhou na Rádio Nacional e até cerca de 1954 teve seu auge de popularidade, um sucesso avassalador que lançou a moda do baião e do acordeom, além de obrigar todas as prensas de sua gravadora, a RCA, a trabalhar para atender aos pedidos de seus discos.

Veja o museu Luiz Gonzaga

Depois disso, com a ascensão da bossa nova, se afastou um pouco dos palcos dos grandes centros e passou a se apresentar em cidades do interior, onde sempre continuou extremamente popular. Nos anos 70 e 80 foi voltando à cena, em muito graças às releituras de sua obra feitas por artistas como Geraldo Vandré, Caetano Veloso, Gilberto Gil, seu filho Gonzaguinha e Milton Nascimento.

Algumas de suas músicas mais conhecidas são as parcerias com Zé Dantas:

"Vozes da Seca", "Algodão", "A Dança da Moda", "ABC do Sertão", "Derramaro o Gai", "A Letra I", "Imbalança", "A Volta da Asa Branca", "Cintura Fina", "O Xote das Meninas"; ou com Humberto Teixeira: "Juazeiro", "Paraíba", "Mangaratiba", "Baião de Dois", "No Meu Pé de Serra", "Assum Preto", "Légua Tirana", "Qui Nem Jiló". Outras parcerias que tiveram êxito foram "Tá Bom Demais" (com Onildo de Almeida), Danado de Bom" (com João Silva), "Dezessete e Setecentos" e "Cortando o Pano" (ambas com Miguel Lima). Com o paraibano Zé Marcolino, gravou mais de 20 canções: "Sala de Reboco", "Cacimba Nova", "Serrote Agudo", "Eu quero Chá", "Cantiga de Vem Vem", "Boca de Caiera", "Nordestino Lutador", entre outras.