quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Seu Lunga – O cabra mais ignorante do mundo!



Uma lenda vida, literalmente. Seu Lunga para os mais desavisados é o cabra mais ignorante do mundo. Alguns até dizem que ele está prestes a entrar na seleta lista do Guiness Book – O famoso livro dos recordes - em função disso. Sua fama vai de Norte a Sul do Nordeste e já está tomando conta do Brasil.

Muitos acham que Seu Lunga não existe, que é apenas um personagem do folclore Nordestino, mas ele existe sim. É de carne, osso e "ignorância". Mora em Juazeiro do Norte-CE, na região do Cariri, onde também situa-se a cidade do Crato, Barbalha, entre outros municípios. Seu nome de batismo é Joaquim dos Santos Rodrigues, tem 81 anos e possui uma espécie de Sucata na Rua Santa Luzia, próxima a Rua São Paulo. Quem duvidar, basta conferir.

Seu Lunga é figura clássica em causos ou piadas aqui no Nordeste. Tão famosas quando piadas de papagaio, bêbado, rapariga, corno ou viado, são as histórias que fazem alusão a falta de paciência dele. Devido a toda essa fama, muita gente que vai a Juazeiro, não que vê o Padre Cícero não, prefere conhecer Seu Lunga. Ele já virou cordel, desenho animado, monografia e até nome de banda.

Infelizmente ainda não o conheço pessoalmente, mas quem já viu, diz que apesar de todo esse mito, ele é um cabra gentil, educado e muito esperto. Adora conversar e contar versos de sua autoria. O que falta mesmo em Seu Lunga é paciência. Antes de perguntar alguma coisa a ele, pense, pense muito para não perguntar besteira.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Nordestinês: não troco meu oxente por ok de ninguém



Existem vários Brasis dentro do Brail devido a grande riqueza e diversidade cultural. O jeito que se fala no nordeste é completamente diferente de como se fala no sul, por exemplo. E não estou me referindo apenas ao sotaque, mas principalmente no modo peculiar de falar e de inventar palavras do povo brasileiro. Veja como fala o nordestino em determinadas situações:

Nordestino não fica solteiro, ele fica solto na bagaceira!
Nordestino quando se empolga, fica com a mulesta dos cachorros!
Nordestino não bate, ele 'senta-le' a mãozada!
Nordestino não sai pra farra... ele sai pro muído, pra bagaça!
Nordestino não bebe um drink, ele toma uma!
Nordestino não é sortudo, ele é cagado!
Nordestino não corre, ele dá uma carreira!
Nordestino não malha dos outros, ele manga!
Nordestino não conversa, ele resenha!
Nordestino não toma água com açúcar, ele toma garapa!
Nordestino não percebe, ele dá fé!
Nordestino não sai apressado, ele sai desembestado!
Nordestino não aperta, ele arroxa!
Nordestino não dá volta, ele arrudeia!
Nordestino não espera um minuto, ele espera um pedacinho!
Nordestino não é distraído, ele é avoado, apombaiado!
Nordestino quando está irritado com alguém que fica diz: Homi largue de frangagem!
Nordestino não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado!
Nordestino não passa a roupa, ele engoma a roupa!
Nordestino não houve barulho, ele ouve zuada!
Nordestino não acompanha casal de namorados, ele segura vela!
Nordestino não rega as plantas, ele 'agoa' as plantas.
Nordestino não quebra algo, ele tora!
Nordestino não é esperto, ele é desenrolado!
Nordestino não é rico, ele é um cabra estribado!
Nordestino não é homem, ele é macho!
Nordestino não pede almoço, ele pede o cumê
Nordestino não come carne, ele come 'mistura'
Nordestino não lancha, merenda!
Nordestino não fica cheio quando come, ele enche o bucho!
Nordestino não dá bronca, dá carão!
Nordestino não tem diarréia, tem caganeira!
Nordestino não tem mau cheiro nas axilas, ele tem suvaqueira!
Nordestino não tem perna fina, ele tem dois cambitos!
Nordestino não é mulherengo, ele é raparigueiro!
Nordestino não se dá mal, ele se lasca todinho!
Nordestino não é cheio de frescura, é pantinzeiro!
Nordestino não pula, dá pinote!
Nordestino não fica bravo, fica com a gota serena!
Nordestino não é malandro, é cabra de pêia!
Nordestino não fica apaixonado, ele arrêia os pneus todinho!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Minha vida era um porre quando eu era cachaceiro



Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro
(Allan Sales)


Agradeço ao Dedé
Pela sua interferência
Demonstrando competência
No poema sua fé
O seu verso que dá pé
Meu poeta verdadeiro
Seu poema mensageiro
Nesta hora me socorre
Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro

Com conhaque de alcatrão
Serra Grande e pitulina
Tomar rum foi minha sina
E purinha com limão
Era chope de montão
Meu ofício de caneiro
Bagunçando num puteiro
Muita gente assim que morre
Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro

Era mesmo uma desgraça
Meu viver sem ter limites
Aceitando tais convites
Pra beber muita cachaça
Era um craque na manguaça
Nisso fui bom tarefeiro
Me lasquei ó companheiro
Meu viver sem isso corre
Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro

Vi amigo se lascar
Enterrei assim uns seis
Mas saí foi duma vez
E não quis mais me matar
Desisti de biritar
E mudei foi por inteiro
Saravá Dedé Monteiro
Cuja verve aqui escorre
Minha vida era um porre
Quando eu era cachaceiro.


Glosas e mote agradecendo ao poema do Poeta Dedé Monteiro. Jornal da Besta Fubana Fone: http://culturanordestina.blogspot.com/

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia de Finados



O Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos.

Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.

Tradição do dia de finados no México

No México é comemorada a festa do dia dos mortos, uma festa bem característica da cultura mexicana e que atrai muitos turistas.

Essa festa gera milhões para o país.

sábado, 31 de outubro de 2009

Recolhe teus restos mortais moleque




Recolhe teus restos



Recolhe teus restos mortais moleque!

Hoje é dia de suicídio!

Não vê que passam os urubus por longe e tão perto do peito materno sem leite ou afago.
Recolhe teus cacos menino sem rosto com dor do mundo e um olhar de tolo;

Sem pernas
Sem asas
Sem nada, se abafa. Cortinas rasgadas e boca tão murcha.

Recolheu teus restos moleque asqueroso! Que hoje é dia de suicídio! Pros tolos que rodam a noite sem nenhuma pretensão de ser feliz.

Te aclama seu bobo! Que sonhar é pra poucos, por isso não basta ficar com a enxada fazendo essas covas que mal cabe meu corpo.

Te acalma menino sem rosto! Ainda tens tua alma que é doce e ingênua, igual aos cabelos dos anjos que rasgam o céu sem estrelas, de noite sem lua com asas sem paz.

Te aqueta maloqueiro! Que hoje é dia de suicido! Pros loucos que riem sem medo do ontem que foi-se tão cedo, sem medo do hoje da morte que ronda as casas tão cheias do nada.

Se deixa seu besta! Se deixa levar por essa brisa de suicídio, pois hoje; é dia de risos frouxos!



Marcos Henrique.

Marcos Henrique é um escritor Pernambucano, tem um blog onde posta seus poemas e livros o endereço:http://poemasdecaverna.blogspot.com/

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O outro lado do mundo



O outro lado do mundo
(Marcos Henrique )


O outro lado do mundo fica tão perto;
Fica tão rápido;
É tão seguro como o estável;
É tão seguro e associável.

O outro lado do mundo fica embaixo;
Está tão perto do centro como o trânsito;
Está tão perto de tudo e é tão rápido;

O outro lado do mundo;
O outro lado do mundo;
O outro lado do mundo...

...É limpo, é flácido, é egoísmo, é tudo pálido;
O outro lado da curva é mais uma curva desse lado;
O outro lado de tudo é outro lado;
O outro lado do nada é o que resta do outro lado do mundo do outro lado, Bem ao teu lado.

Bem ao teu lado e tão fantástico, como o massacre da vida e o estupro do verso, o amarra do cadarço que é o outro lado do pé, que andam tão rápido.

O outro lado do fim é o começo do acaso;
O outro lado do mundo fica ao lado do quarto.


Marcos Henrique é um escritor Pernambucano, tem um blog onde posta seus poemas e livros o endereço:http://poemasdecaverna.blogspot.com/

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

AI! SE SÊSSE!...

AI! SE SÊSSE!...

Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dos se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulíce?
E se eu me arriminasse
e tu cum insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?...
Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Histórias de Caboclo – Para Corações Pequeninos

As escolas que quiserem adquirir o livro basta ligar para o telefone: (81)8649-6768 / 9914-4922 ou se você estiver interessado em conhecer o trabalho de Cobra Cordelista basta ligar para o mesmo número, ou entre em contato através do e-mail: cobracordelista@hotmail.com


sábado, 3 de outubro de 2009

Conheçam o site Jaboatão em Foco



Conheçam o site Jaboatão em Foco, além de conhecerem a história do município de Jaboatão dos Guararapes esse site age como um prestador de serviços de utilidade pública.

No site Jaboatão em Foco você vai encontrar links para vários assuntos como: Cultura, serviços, a história da cidade de Jaboatão, concursos, oportunidades de empregos e estágios, roteiros turísticos, saúde, educação e muito mais.

Quer conhecer as praias de Jaboatão? Então entre no site Jaboatão em Foco;

Quer saber sobre o orçamento participativo de Jaboatão? O Jaboatão em Foco te diz.

Você que é estudante e quer conhecer um pouco da história de Jaboatão esse site é uma boa opção para suas pesquisas.

Jaboatão em Foco esse é o link: http://www.jaboataoemfoco.com.br/

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Literatura de Cordel Nunca é de Mais




Literatura de Cordel

Literatura popular, impressa em forma de versos, apresentada em pequenos folhetos que trazem histórias fantásticas saídas da imaginação dos seus criadores ("A Mãe que Xingou o Filho no Ventre e ele Nasceu com Chifre e com Rabo") ou relatam tragédias ("As Enchentes no Brasil no Ano 74"), fatos históricos ("A Guerra de Canudos") etc.

Os folhetos são livrinhos de 4 por 6 polegadas, impressos em papel barato e geralmente têm a capa ilustrada por uma xilogravura. Por muito tempo, esses folhetos foram a única fonte de informação e divertimento da população mais pobre do Nordeste e ainda hoje eles são encontrados em feiras-livres e mercados populares.

O termo Literatura de Cordel deve-se ao fato de que os folhetos ficavam expostos à venda pendurados num barbante (cordão, cordel). A origem do folheto de Cordel, segundo Luís da Câmara Cascudo, deve-se à iniciativa dos cantadores de viola em imprimir e vender a sua poesia e à "adaptação à poesia das histórias em prosa que vieram de Portugal e da Espanha".

Em Portugal, o folheto era conhecido por "Literatura de Cego", devido a uma lei promulgada por Dom João VI que limitava a sua venda à Irmandade do Menino Jesus dos Homens Cegos de Lisboa.

O folheto em Portugal era escrito em forma de prosa. Ao chegar ao Brasil, passou a ser escrito em sextilhas de versos de sete sílabas. O primeiro brasileiro a publicar um romance de Cordel foi, provavelmente, Sílvio Pirauá (1848/1913), famoso cantador de viola paraibano.

Os poetas populares do Nordeste dividem a Literatura de Cordel em dois tipos: Romance (ficção) e Folheto de Época (narrativa de fatos).