sexta-feira, 26 de março de 2010

Mais provérbios e ditos populares


S

Saco vazio não fica em pé.
Santo de casa não faz milagre.
Se a esmola é grande o santo desconfia
Se queres ser bom juiz, ouve o que cada um diz.
Sinal na perna mulher de taberna.
Sinal no braço mulher de desembaraço.
Sinal no peito mulher de respeito.
São mais as vozes que as nozes.
Só se lembram de St. Bárbara quando faz os trovões.


T

Tal tratito, tal trabalhito
Tamanho não é documento.
Tanto vai o cão ao moinho que um dia lá deixa o focinho.
Tempo é dinheiro.
Tristezas não pagam dívidas.
Tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta.


U

Um dia é da caça, outro do caçador.
Um homem prevenido vale por dois.
Um mal nunca anda só (sozinho)
Uma andorinha só não faz verão.
Uma mão lava a outra, ambas lavam o rosto.
Urubu quando está infeliz cai de costas e quebra o nariz.


V

Vale mais prevenir que remediar
Vale mais pão duro que figo maduro
Vem a ventura a quem procura.
Vingar é lamber frio o que outro cozinhou quente demais.
Vintém poupado, vintém ganho.
Viúva rica com um olho chora, com o outro repenica.
Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
Vão-se os gatos, folgam os ratos.
Vê quem pisas na subida, porque irás encontrá-los na descida.
Vê-se pela aragem quem vai na carruagem

quarta-feira, 24 de março de 2010

Homens Unidos pelo fim da Violencia contra mulheres



Homens Unidos pelo fim da Violência contra mulheres
Isto sim é cultura, cultura de paz!


A Campanha do Laço Branco é uma mobilização mundial de homens pelo fim da violência contra as mulheres que surgiu após o Massacre de Montreal, um evento trágico que se tornou símbolo da injustiça contra as mulheres. Em 6 de dezembro de 1989, o estudante Marc Lépine entrou armado em uma sala de engenharia mecânica da Universidade de Montreal (Canadá) e matou 14 mulheres que estavam na aula. Lépine ainda prosseguiu com a chacina em outras partes da universidade, abrindo fogo sempre contra estudantes do sexo feminino e deixando outras 13 pessoas feridas.

Após a chacina, o estudante se suicidou. Em uma carta ele explicou que tomou esta atitude porque “não suportava a ideia de ver mulheres estudando engenharia, um curso, por tradição, dirigido exclusivamente aos homens”. De acordo com o coordenador do Instituto PAPAI, Ricardo Castro, desde 1999 o Brasil integra as ações do movimento.

sábado, 20 de março de 2010

Tremores de terra



A mais famosa história de terremoto no Recife ocorreu a 28 de outubro de 1811, quando a cidade teria sofrido três gigantescos abalos. De acordo com documentos da época, na semana em que se deu o fenômeno os recifenses iniciaram uma polêmica. Uns falavam que foram, mesmo, tremores de terra. Outros disseram que tudo não passou de um grande trovão. E, assim, o fato passeou pelas rodas de conversa até cair no esquecimento. Mas, quando em 1859 Dom Pedro II visitou Pernambuco e quis saber o que realmente teria acontecido, de novo a versão de terremoto ganhou força. E, prontamente, relatórios passaram a ser elaborados. Todos, para satisfazer a curiosidade do imperador.

Entre esses documentos, o mais célebre foi escrito pelo Visconde de Suassuna que era senador e não quis deixar D. Pedro sair de Pernambuco sem notícias transmitidas por uma autoridade política. Detalhe: na época dos supostos tremores, o Visconde tinha 18 anos, não ouviu nada porque, como ele próprio escreveu, "estava assistindo aulas em Olinda" mas, ainda assim, produziu um relato de quase cem linhas. O relatório foi escrito a partir de "informações de diversas pessoas que me merecem inteira confiança" e conta que tudo aconteceu "pelas oito horas da noite pouco mais ou menos". Diz que foram três grandes e prolongados estrondos, com intervalos de uns cinco minutos de um a outro.

O relatório do Visconde de Suassuna narra que "o segundo tremor foi mais forte que o primeiro e último" e detalha os estragos provocados pelo fenômeno. Diz, por exemplo, que uma armação de chafariz construída no Pátio do Livramento "foi abatida pelo estremecimento da terra" e que no interior das casas "os objetos que se achavam sobre as mesas ameaçaram precipitar-se ao chão". Sobre a reação dos recifenses, o documento informa: "o povo corria para uma e outra parte dirigindo invocação ao Altíssimo". No final do texto, o senador conta que três iguais estrondos também foram ouvidos em Olinda e "em todos os lugares os habitantes se alvoroçaram da mesma sorte que os do Recife". Os historiadores que recuperaram e reproduziram o documento do Visconde de Suassuna (entre os quais Perreira da Costa) não discutem a seriedade dessa peça histórica.

Mas como explicar o fato de o senador não ter ouvido os estrondos no Recife porque se encontrava em Olinda, quando o relatório que ele escreveu diz que também ocorreram tremores em Olinda e os habitantes de todos os lugares se alvoroçaram? Indagações à parte, vai aí a frase que fecha o relatório do Visconde: "nesse mesmo ano e semanas anteriores ao dia do tremor, teve lugar a aparição de um cometa de cauda branca o que só deixou de ser visto depois do fato do tremor". Além de relatórios como o do Visconde de Suassuna, Dom Pedro II saiu de Pernambuco levando na bagagem outros textos produzidos por intelectuais, sobre o famoso terremoto que teria ocorrido no Recife.

O historiador Pereira da Costa informa, nos "Anais Pernambucanos", que uma dessas peças foi produzida pelo comendador Manuel Figueiroa de Faria (que era redator-proprietário do Diário de Pernambuco) e começava assim: "No ano de 1811 (não me recordo o mês) ao toque da Ave-Maria, sentiu-se na cidade do Recife um grande tremor subterrâneo, que aterrorizou a população, que de um só brado clamou aos céus - Misericórdia!"

sexta-feira, 19 de março de 2010

Assombrações

Galega da Cadisa


No final da década de 1960, surgiu em Caruaru uma bela e loura mulher que acabou levando pânico a todos aqueles que ousassem passar de carro, a partir de certas horas da noite, por um trecho de rua à época pouco movimentado, localizado nas proximidades do estádio do Central, na época o principal time de futebol da cidade.

Na esquina desse pedaço de rua ficava o prédio de uma revendedora de automóveis denominada Caruaru Diesel S.A (Cadisa), em frente ao qual tudo acontecia. Durante o dia, não havia nada de estranho, até crianças passavam por ali sem nenhum problema. O perigo era trafegar pela área depois das dez horas da noite.

Veja como tudo acontecia: quando um carro apontava na esquina, uma bela mulher, loura de olhos azuis, surgia de repente, supostamente vinda do interior do prédio da Cadisa que, no entanto, permanecia com todas as portas fechadas. Se a pessoa que dirigisse o carro fosse uma outra mulher, a Galega deixava passar. Se fosse um homem, ela pedia carona.

Perto dali ficava a zona de prostituição de Caruaru e, talvez por isso, a Galega da Cadisa sempre conseguia caronas. Ela pedia que a deixassem em sua residência, uma pequena casa no bairro do Salgado, e no caminho insinuava querer ter um caso amoroso com seus caroneiros. Mas, ao chagar, se despedia e, de pressa, entrava em casa, dizendo que logo retomaria o contato.

Os mais encantados com a Galega (a maioria deles motoristas de táxis) acabavam não resistindo e, no dia seguinte, iam procurá-la, em casa. Quem atendia, porém, era um senhor de idade, ferreiro de profissão, o verdadeiro morador da casa. Ele sabia, sim, que ali havia morado uma mulher loura e informava que ela morrera fazia vinte anos.

As primeiras aparições da Galega da Cadisa não tiveram grande repercussão, até porque os casos eram comentados à boca pequena, apenas entre alguns motoristas que diziam já ter passado pela experiência, ou nas rodas-de-bar. Mas, depois que um radialista passou noticiar os causos no programa policial de uma emissora de rádio de grande audiência, a estória pipocou na cidade.

Foram dois anos de muitos causos envolvendo a Galega da Cadisa e seus pobres pretendentes. Depois, quando a revendedora de automóveis encerrou suas atividades, nunca mais se ouviu falar da encantadora loura. Ficaram apenas o mistério em torno daquelas aparições e a intrigante constatação de que a Galega só saía do prédio para pedir caronas enquanto ali funcionou uma revendedora de automóveis.

Por que será que a Galega sumiu depois que o edifício passou a ter outro uso? Pare essa pergunta, ninguém nunca teve resposta.

terça-feira, 16 de março de 2010

A festa da Manga


A festa da Manga acontece a 13 anos na comunidade rural do engenho São Bartolomeu, entre os seus principais idealizadores O escritor Heleno Veríssimo, primo do escritor Érico Veríssimo, falecido no ano de 2009, mas de saudosa memória para esta comunidade rural tão querida para o povo Jaboatanense!

Vai ter feira de artesanato, corrida de argolinha, bolo Souza Leão e muita brejerice gostosa.

Veja a programação:

Programação

sexta feira 26/03/10 20:00hs atração local - Mago dos teclados

21:00hs cantoria - Antonio Lisboa e Edmilsaom Ferreira
22:30hs pe de Serra - Jailsom Ritto
encerramento meia noite

sabado 27/03/10 20:00hs atração local - grupo de Pagode

21:00hs conjunto Pernambucano de Choro
22:30hs Ronaldo Aboiador

Encerramento meia noite

Domingo 28/03/10 15;00 corrida de Argolinha

20:00 atração local - grupos cowver
21:00 Banda aparencia - musica Brega
22:30 Tucanos do Forro
encerramento meia noite

Mais provérbios e ditos populares


F
Falar é fácil, fazer é que é difícil.
Falar sem pensar é atirar sem apontar.
Faz mais quem quer do que quem pode.
Faça o bem sem olhar a quem.
Fé em Deus e pé na tábua.
Feio é roubar e não poder carregar.
Ferro se malha enquanto está quente.
Filho de onça já nasce pintado.
Filho de peixe, peixinho é.
Filho de peixe sabe nadar


G

Gaivotas em terra tempestade no mar.
Galinha que canta é que é a dona dos ovos.
Galinha velha faz bom caldo
Gato escaldado de água fria tem medo.
Gato escaldado tem medo de água fria.
Generoso como ninguém é aquele que nada tem.
Grande gabador, pequeno fazedor.
Grande nau grande tormenta
Grão a gráo enche a galinha o papo.
Guarda de comer não guardes que fazer.
Guarda te do homem que não fala e do cão que não ladra.


H

Há males que vem para bem.
Há sempre um chinelo velho para um pé doente.
Homem sem dinheiro é um violão sem cordas.
Homem pequenino, ou velhaco ou bom dançarino.
Homem prevenido vale por dois
Hora de morrer não tem retardo.


J

Janeiro fora, mais uma hora


L

Ladrão de tostão, ladrão de milhão.
Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.
Laranja: de manha ouro, à tarde é prata, de noite mata.
Lava mais água suja do que mulher asseada.
Leite de vaca não mata bezerro.


M

Macaco velho não mete a mão em cumbuca.
Madruga e verás, trabalha e terás
Mais anda quem tem bom vento do que quem muito rema.
Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.
Mais fácil acender uma vela que amaldiçoar a escuridão.
Mais fácil é o burro perguntar do que o sábio responder.
Mais vale burro vivo do que sábio morto.
Mais vale um ?toma?do que dois ?te darei?.
Mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro.
Mais vale um mau acordo que uma boa demanda
Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.
Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
Mais vale um pé do que duas muletas.
Mal virá que bem se fará.
Manda e faz servido serás
Manhã de nevoeiro, tarde de sol soalheiro
Mis vale não dizer nada, que nada dizer
Muito riso, pouco siso
Muito riso, pouco siso.
Muitos entram lambendo e saem mordendo.
Mulher de cabelo na venta nem o diabo agüenta.
Mão de mestre não suja ferramenta.
Mãos frias coração quente/amor ardente/paixão para sempre.
Mãos frias, coração quente.
Mãos que não dais, por que esperais?

N

Nada como um dia depois do outro.
Nem sempre galinha, nem sempre sardinha
Nem sempre o diabo é tão feio quanto o pintam.
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
Nem todo dia se como pão quente.
Nem tudo o que balança cai.
Nem tudo o que luz é ouro
Nem tudo o que sobe cai
Nem tudo que reluz é ouro.
Ninguém diga: desta água não beberei
Ninguém fica para semente.
Ninguém se levanta sem primeiro cair
Ninguém toca flauta e chupa cana ao mesmo tempo.
No duro ninguém se atola, nem faz poeira no mole.
No fim é que se cantam as glórias.
No frigir dos ovos é que se vê a manteiga.
Nunca digas: desta água não beberei.
Não adianta gritar por São Bento, depois que a cobra mordeu.
Não censure dor alheia quem nunca dores sentiu.
Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.
Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.
Não dá quem tem, dá quem quer bem
Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam.
Não há bem que sempre dure, nem mal que sempre se ature.
Não há domingo sem missa, nem segunda sem preguiça.
Não há duas sem três
Não há regra sem exceção, nem mulher sem senão.
Não há rosas sem espinhos.
Não se amarra cachorro com lingüiça.
Não te metas a comprar o que não podes pagar
Não é com palha que se apaga o fogo.
Não é o mel para a boca do asno.
Não é o sol que faz a sombra.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mais provérbios e ditos populares



C

Cada cabeça, cada sentença.
Cada leitão em sua teta.
Cada louco com sua mania.
Cada macaco no seu galho.
Cada ovelha com sua parelha.
Cada qual canta como lhe ajuda a garganta.
Cada qual com seu igual.
Cada qual sabe onde lhe doem os calos.
Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso.
Cada um dá o que tem.
Cada um por si, Deus por todos.
Cada um puxa a brasa para a sua sardinha.
Caiu na rede é peixe.
Caiu no saco é gato.
Caminho começado é meio andado.
Candeia que vai à frente alumia duas vezes.
Casa arrombada , tranca na porta.
Casa o filho quando quiseres, a filha quando puderes.
Casa onda não há pão, todos brigam e ninguém tem razão.
Casa onde não entra sol, entra o médico.
Casa-te e verás: perdes o sono e mal dormirás.
Casarás, amansarás e te arrependerás.
Cesteiro que faz um cesto faz um cento.
Cobra que não anda não apanha sapo.
Coice de égua não machuca cavalo.
Coisa oferecida ou está podre ou está moída.
Com fogo não se brinca.
Comer e coçar, é só começar.
Comer para viver, e não viver para comer.
Confiança não se dá e não se toma emprestado, conquista-se.
Conforme se toca assim se dança
Contra a má sorte, coração forte.
Coração que suspira não tem o que deseja.
Cria fama e deita-te na cama.
Cão que ladra não morde.
Cão que ladra não morde.


D

Da discussão nasce a luz.
De Espanha, nem bom vento nem bom casamento.
De algodão velho não se faz bom pano.
De boas intenções o inferno está cheio.
De boi manso me guarde Deus, que de bravo me guardo eu.
De casa de gato não sai farto o rato.
De graça só relógio trabalha, e assim mesmo quer corda.
De graça só se dá bom dia.
De grão em grão a galinha enche o papo.
De janeiro a janeiro o dinheiro é do banqueiro.
De médico, poeta e louco, todo mundo tem um pouco.
De pensar morreu um burro.
De pequenino se torce o pepino.
De pequenino é que se torce o pepino.
De tostão em tostão vai-se ao milhão.
Defunto rico, defunto chorado.
Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer.
Deixa estar, jacaré, que a lagoa há de secar.
Depois da batalha aparecem os valentes.
Depois da calma vem a tempestade.
Depois da noiva casada não lhe faltam pretendentes.
Depois da tempestade vem a bonança.
Depois de casa roubada, trancas na porta.
Depois de rapar não há o que tosquiar.
Desgraça pouca é bobagem.
Deus dá nozes a quem não tem dentes e dá dentes a quem não tem nozes
Deus dá nozes a quem não tem dentes.
Devagar com o andor, que o santo é de barro.
Devagar se vai ao longe.
Devagar se vai ao longe.
Dinheiro não tem cheiro.
Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és
Diz-me com quem tu andas que eu te direi quem tu és.
Do homem é o errar, da besta, o teimar.
Do pasto à boca se perde a sopa
Do prato à boca é que se perde a sopa.
Dois bicudos não se beijam.
Dos males, o menor.


E

Em boca fechada não entra mosca.
Em briga de marido e mulher, não metas a colher.
Em casa de enforcado, não fales em corda.
Em casa de ferreiro, espeto de pau.
Em pé de pobre é que o sapato aperta.
Em tempo de guerra, mentira é como terra.
Em terra de cego, quem tem um olho é rei.
Em terra de cegos quem tem um olho é Rei
Enquanto há vento, molha-se a vela.
Enquanto o pau vai e vem folgam as costas.
Entrada de leão, saída de cão.
Entre marido e mulher não se mete a colher.
Errando é que se aprende.
Errar é humano.
Erudito sem obra é nuvem sem chuva.
Erva má, depressa cresce.
Escreveu não leu, o pau comeu.
É leve o fardo no ombro alheio.
É mais fácil prometer do que dar.
É melhor andar a pé do que montar em burro magro.
É melhor não soltar rojão antes do tempo.
É melhor prevenir do que remediar.
É na sela que o burro conhece o cavaleiro.
É nos tempos maus que se conhecem os bons amigos.
É preciso ver para crer.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Provérbios e ditos populares



A

A César o que é de César, a Deus o que é de Deus.
A amar e a rezar ninguém se pode obrigar.
A bom entendedor meia palavra basta.
A bom gato, bom rato.
A cavalo dado não se olham os dentes.
A concha é que sabe o calor da panela.
A corda sempre arrebenta pelo lado mais fraco.
A grandes males, grandes remédios.
A justiça tarda, mas não falta.
A lua não fica cheia em um dia.
A melhor espiga é para o pior porco.
A mentira tem pernas curtas.
A morte não espera.
A mulher e a pescada querem-se das mais gradas.
A mulher e a sardinha querem-se das mais pequeninas.
A mulher é como o pão, está sempre a olhar para a mão.
A má erva depressa nasce e tarde envelhece.
A necessidade ensina a lebre a correr.
A necessidade faz a lei.
A noite é boa conselheira.
A ocasião faz o ladrão.
A palavra é prata, o silêncio é ouro.
A palavras loucas orelhas moucas
A palavras loucas, orelhas moucas.
A perna não faz o que o joelho quer.
A pior roda é a que mais chia.
A pressa é inimiga da perfeição.
A primeira pancada é que mata a cobra.
A quem Deus não deu filhos, deu o diabo sobrinhos.
A ruim capelão, mau sacristão.
A santo que não conheço, não rezo nem ofereço.
A união faz a força.
A velho recém-casado, reza-lhe por finado.
Albarda-se o burro à vontade do dono.
Além ou aquém, sempre vejas com quem.
Amarra-se burro à vontade do dono.
Amigo disfarçado, inimigo dobrado.
Amigos, amigos; negócios, à parte.
Amizade remendada, café requentado.
Amor com amor se paga.
Amor e dinheiro não querem parceiro.
Amor é a gente querendo achar o que é da gente.
Amor é sede depois de se ter bebido.
Anda em capa de letrado muito asno disfarçado.
Antes calar que mal falar.
Antes causar inveja que dó.
Antes fanhoso que sem nariz.
Antes perder a lã que a ovelha.
Antes só do que mal acompanhado.
Antes tarde do que nunca.
Ao menino e aos borracho põe sempre eus a mão por baixo.
Ao rico não faltes, ao pobre não prometas
Apos a desgraça (tempestade) vem a bonança
Aqui se faz, aqui se paga.
As paredes têm ouvidos.
As rosas caem os espinhos ficam
Asno que a Roma vá, asno volta de lá.
Atrás de quem corre não falta valente.
Azeite, vinho e amigo: melhor o antigo.
À noite todos gatos são pardos.
Água e conselho só se dão a quem pede.
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
Águas passadas não movem moinhos.


B


Barriga cheia, companhia desfeita.
Bastante sabe quem não sabe, se calar sabe.
Boi ladrão não amanhece em roça.
Boi sonso, chifrada certa.
Batendo ferro é que se fica ferreiro.
Beleza não se põe a mesa.
Bem sabe o asno em que casa rosna.
Bom vinho dispensa pregão.
Briga o mar com a praia, quem paga é o caranguejo.
Burro morto cevada ao rabo.
Burro velho não aprende.