sábado, 8 de maio de 2010

Igreja Matriz de Santo Amaro

Por James Davidson



A Igreja Matriz de Santo Amaro é um dos principais atrativos turísticos de Jaboatão Centro e destaca-se por ser vista de praticamente todos os cantos da cidade. Situada no alto de uma colina, a igreja é cercada por um belo casario, infelizmente parcialmente alterado e bastante modificado, que junto com a Igreja do Livramento forma um belo conjunto geometricamente bem ordenado com edifícios do século XIX e do início do século XX.



A história do templo começa na década de 1590 quando Bento Luiz de Figueirôa, fundador de Jaboatão e proprietário do Engenho São João Batista, ergueu uma pequena ermida dedicada a Santo Amaro. Sua paróquia foi criada já em 1598 pelo bispo D. Antonio Barreiros e seu primeiro vigário foi o padre Antônio André. Nesta época a igreja não estava onde se encontra hoje, pois em 1691 ela teve que ser reconstruída no atual local pelo padre Adriano de Almeida, já que a antiga ermida estava arruinada e distante do centro da povoação. Não se sabe ao certo o local da antiga igreja, mas acredita-se que ficava situado próximo ao Engenho Bulhões.



A Igreja construída em 1691 era muito simples e menor e era "de pedra e cal, com arcos, portas e cornijas de cantaria, com duas capelas, tudo com a perfeição possível" como relata o historiador Pereira da Costa. Somente em 1852 é que veio a adquirir as caracterísitcas atuais sofrendo uma grande reforma e ampliação com a construção de vãos laterais, sacristia e coro. Já as torres foram construídas no início do século XX. A torre leste foi a primeira, levantada pelo vigário João Araújo Pedrosa enquanto a oeste foi erguida em 1920 por Padre Chromácio Leão. Um detalhe que poucos notam é que as torres não são iguais sendo a torre oeste ligeiramente maior que a leste. Este fato decorreu de um erro na construção original e é um dos aspectos mais peculiares do templo.



A Igreja Matriz de Santo Amaro está incluída no Sítio Histórico de Jaboatão Centro que é protegido pela Legislação Urbanística Municipal. Constitui um dos principais atrativos turísticos de Jaboatão Centro e é uma área que vem sofrendo com as alterações constantes que descaracterizam os bens históricos locais. A igreja e seu entorno devem ser melhor preservados para que o nosso patrimonio histórico possa ser repassado para as novas gerações.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Os brutos também amam PARTE III

Seu Lunga mostra que também tem coração - O verdadeiro.-



quinta-feira, 6 de maio de 2010

Os brutos também amam PARTE II

Seu Lunga mostra que também tem coração - O verdadeiro.-



quarta-feira, 5 de maio de 2010

Os brutos também amam PARTE I

Seu Lunga mostra que também tem coração - O verdadeiro.-

terça-feira, 4 de maio de 2010

Jaboatão dos Guararapes, onde a pátria nasceu faz 417 anos




Jaboatão teve o seu povoado fundado a partir de 4 de maio de 1593, por Bento Luís Figueiroa, terceiro proprietário do Engenho São João Batista. Foi palco de duas grandes batalhas contra os holandeses em Pernambuco, travadas nos anos de 1648 e 1649.

Tem como seus principais vultos o general Francisco Barreto de Menezes, André Vidal de Negreiros, João Fernandes Vieira, Filipe Camarão, Henrique Dias, Antônio Dias e Antônio Silva. Em 1873, o povoado passou à categoria de vila e, em 1884, ao ser desmembrado do território de Olinda, foi elevado à categoria de Cidade. O primeiro nome da cidade foi Jaboatão, que vem do indígena "Yapoatan", numa lembrança à árvore comum na região, usada para fabricar mastros e embarcações.

A partir de 1989, a tentativa de emancipação do então distrito de Muribeca dos Guararapes fez com que a prefeitura mudasse a sede da cidade de Jaboatão para lá, o que fez com que o município tivesse seu nome alterado para o atual pela Lei N.º 004 de 5 de maio de 1989. O nome Guararapes é homenagem ao local das batalhas históricas - os Montes Guararapes. É lá que está localizada uma das mais belas igrejas de Pernambuco, a de Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, construída em 1565, e é a única igreja de Pernambuco, cuja fachada é revestida em azulejo - primeira igreja da América a ser dedicada ao culto de Nossa Senhora - onde todos os anos é realizada uma das festas mais famosas, a Festa da Pitomba (fruta regional).

O município ficou conhecido como "moscouzinho", por ter sido o primeiro município brasileiro a eleger um prefeito comunista, em 1947.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Lugar de sogra é em pára-choque de caminhão!



É aquela velha história de sogra. Será que você gosta mesmo da sua? Para tirar essa dúvida, não com você é claro, que adora sua sogra, mas com as pessoas que estão ao seu lado, basta fazer uma pesquisa rápida verificando qual delas possui uma foto da sogra na carteira. E aí, achou alguém que tivesse?

Por não ser essa unanimidade, a sogra é tema característico em pára-choques de caminhões. São verdadeiros resumos da filosofia popular. Frases provavelmente inspiradas em noites mal dormidas, num quarto ao lado do que a namorada estava, ou mesmo no sofá da casa dela. Talvez escritas por ser obrigado a comer uma buxada de bode do fim de semana passado ou naquela viagem a três (a sogra como terceiro elemento) que foi obrigado a fazer.

Esses pensamentos populares são sarcásticos e carregados de humor. Selecionei as que julguei mais engraçadas. Se você souber de mais frases de sogras, basta entrar em contato e enviar.

Frases de sogra

"Feliz foi Adão, que não teve sogra, nem caminhão"
"Sogra e bosta, só o diabo gosta!"
"Filosofia de monge é ter a sogra bem longe!"
"Sogra e dor no dente, não tem quem agüente!"
"A sogra que ajuda é a cega, surda e muda!"
"Não quero enterrar minha sogra em Jerusalém porque lá já ressuscitaram um!"
"Sogra devia ter 2 dentes, um para abrir cerveja e outro pra doer o dia todo"
"Duas coisas matam de repente: vento pelas costas e sogra pela frente""Sogra, milho e feijão, só debaixo do chão"
"Sogra é como cerveja, só serve gelada sobre a mesa"
"A única sogra que presta é a da minha mulher"
"Que nossas sogras nunca se chamem Esperança, pois ela é a última que morre"
"Sogra é o único réptil do mundo que fala, vê novela e faz tricô"
"Sogra quando morre, enterra-se de bruços: se ela ressuscitar cava para baixo!"
"Aqui jaz a minha sogra que viveu enchendo o saco, não tendo mais o que encher, veio encher esse buraco"
"Deus, receba minha sogra com a mesma alegria que eu a mando"
"Minha mulher é a rosa, meus filhos são jasmim e minha sogra é a praga que estragou meu jardim"
"Aviso funerário: Se sua sogra é uma jóia, nós temos á caixinha!"
"Se sogra fosse coisa boa, Cristo não teria morrido solteiro"
"Casei-me com a cunhada para economizar sogra"
"Sogra boa é sogra morta"
"Sogra quando morre vai no caixão e a língua no caminhão"
"Sogra ideal é aquela que não mora tão perto que possa vir de chinelos e nem tão longe que possa aparecer com malas"

sábado, 1 de maio de 2010

1º de maio


Comemorado no dia 1º de maio, o Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é uma data comemorativa usada para celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história. Nessa mesma data, em 1886, ocorreu uma grande manifestação de trabalhadores na cidade americana de Chicago.

Milhares de trabalhadores protestavam contra as condições desumanas de trabalho e a enorme carga horária pela qual eram submetidos (13 horas diárias). A greve paralisou os Estados Unidos. No dia 3 de maio, houve vários confrontos dos manifestantes com a polícia. No dia seguinte, esses confrontos se intensificaram, resultando na morte de diversos manifestantes. As manifestações e os protestos realizados pelos trabalhadores ficaram conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Em 20 de junho de 1889, em Paris, a central sindical chamada Segunda Internacional instituiu o mesmo dia das manifestações como data máxima dos trabalhadores organizados, para assim, lutar pelas 8 horas de trabalho diário. Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de trabalho de 8 horas e proclamou o dia 1° de maio como feriado nacional.

Após a França estabelecer o Dia do Trabalho, a Rússia foi o primeiro país a adotar a data comemorativa, em 1920. No Brasil, a data foi consolidada em 1924 no governo de Artur Bernardes. Além disso, a partir do governo de Getúlio Vargas, as principais medidas de benefício ao trabalhador passaram a ser anunciadas nesta data. Atualmente, inúmeros países adotam o dia 1° de maio como o Dia do Trabalho, sendo considerado feriado em muitos deles.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Proseando na sombra do juazeiro


Nessa vida viajante
Declamando poesia
Num lugarzinho distante
Eu cheguei um certo dia
Para uma apresentação
E antes da preparação
Do palco pra brincadeira
Eu saí perambulando
Pela rua observando
O movimento da feira

A feira era pequenina
Como todas do sertão
Porém olhei pra uma esquina
Que me chamou atenção
Onde um branco incrementado
Estava ali instalado
Cheio de mercadoria
E assim com muita classe
De tudo que procurasse
Naquele banco vendia

Eu fui perto observar
Pra fazer a descrição
E também examinar
Pra que tivesse noção
De todo esse disparate
No banco tinha: alicate
Prego, martelo, ponteira
Pinhão, bodoque, chocalho
Pimenta do reino, alho
Foice, enxada e baladeira

Tinha corda de laçar
Espora, sela, gibão
Pote, gamela, alguedar
Machado, ancinho, facão
Sapólio pra lavar prato
Tinha veneno pra rato
Chicote e chapéu de couro
Feijão de corda, pimenta
Hóstia, terço e água benta
Anel e cordão de ouro

Vassoura, cabo de enxada
Caco pra torrar café
Rapadura, arroz, cocada
Rosário de catolé
Roupas de mescla ou de linho
Gaiola pra passarinho
Bucha e barra de sabão
Cavalo de pau, carrinho
Urupema, cana, vinho
Cangalha e carro de mão

Chá de toda qualidade
Para curar qualquer mau
E nessa variedade
Tempero, colher de pau
Remédio para coceira
Babosa erva cidreira
Erva doce e capim santo
Estando contaminado
Tinha oração pra olhado
Pra feitiço e pra quebranto

Vi ralo pra ralar milho
Balaio e caçuá
Goma pra fazer sequilho
Tapioca, mungunzá
Broa, bolacha, banana
Garapa, caldo de cana
Gergelim e grão-de-bico
Blusa, sutiã, calcinha
Cueca, calça, tanguinha
Absorvente e pinico

Tinha loção pra cabelo
Pente, ataca e marrafa
Suco com raspa de gelo
Anzol, jereré, tarrafa
Remédio pra dor de dente
E mordida de serpente
Se acaso fosse atacada
A vaca a cabra ou a galinha
Lá no banco também tinha
Uma corrêa curada

Porém eu fiquei pasmado
E vou relatar o assunto
Quando alguém disse: Seu Nado
Vende caixão de defunto??
Ele disse, não vendia
Mas depende da quantia
Que eu resolvo isso ligeiro
E se o seu caso é urgente
Eu irei rapidamente
Contratar um marceneiro

Daquele dia em diante
Seu Nado firmou contrato
Com o marceneiro, e garante
Não faltar esse artefato
Pra comercializar
Se acaso alguém precisar
Dessa mala de madeira
Pra partir pra eternidade
Vai encontrar na verdade
Naquele banco de feira


Publicado por Luiz Berto em PROSEANDO NA SOMBRA DO JUAZEIRO - Carlos Aires
Fonte: Jornal da Besta Fubana

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Patrimônios podem virar ruínas


Há 82 anos, uma cena colocava abaixo uma das primeiras tentativas de preservar monumentos históricos em Pernambuco. Naquela época a falta de informação e consciência sobre a importância de bens patrimoniais talvez explicasse o que sucedeu. Em 1928, o governo de Pernambuco criou uma lei para preservar seus monumentos. A casa-grande do Engenho Megaípe, no município de Cabo de Santo Agostinho, foi um dos primeiros a integrar a lista de edifícios com valor histórico. Ao saber da lista, o senhor do engenho mandou dinamitar a edificação. A cena que se repetiu, em pleno século 21, com a derrubada do Engenho São Bartolomeu, em Jaboatão dos Guararapes, no último domingo, mostra a fragilidade da legislação na proteção de bens tombados ou não.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) só foi criado quase 10 anos depois que o Megaípe virou ruínas. De lá para cá, já se passaram 73 anos e apenas um engenho no estado foi tombado na esferal federal, o engenho Poço Comprido, em Vicência, na Zona da Mata Norte. Um inventário do que resta na área de engenhos começou a ser feito pelo Iphan desde 2008. Até agora foram identificados 443 bens, entre engenhos e ruínas passíveis de tombamento federal e que ainda estão em risco. O trabalho, ainda não concluído, foi feito em apenas cinco municípios do litoral Sul e parte da Zona da Mata.

A corrida para tentar salvar esses bens patrimoniais esbarra na falta de entendimento sobre a legislação de tombamento. "Mesmo com essa documentação os bens só passam a ser protegidos com o início do processo de tombamento. Se nesse intervalo houver algum dano ao patrimônio não há nada que possamos fazer, como no caso do São Bartolomeu que, sequer, tinha começado o processo por parte da Prefeitura de Jaboatão", revelou o superintendente do Iphan, Frederico Almeida. Já se os bens tombados forem danificados, os responsáveis podem responder civil e criminalmente. De acordo com o decreto federal 25/37, as multas variam de R$ 10 a R$ 500 mil . "Nos danos irreparáveis pode haver até prisão", afirmou Almeida.

Entre os engenhos ainda desprotegidos no estado estão o Tabatinga, Novo da Conceição e Iguape, no município de Vicência. Outros dois inventários, na esfera estadual, também tentaram registrar o que há de valor no estado e precisa ser preservado. O primeiro levantamento feito em 1978 pela Fundação do Desenvolvimento Municipal (Fidem), identificou na época apenas 87 bens. "O critério naquela época era outro e muitos bens ficaram de fora, inclusive o Engenho São Bartolomeu", explicou a pesquisadora Nazaré Reis, da Fundarpe. O segundo inventário do Plano de Preservação dos Sítio Históricos do Interior, em 1982, identificou mais 86 patrimônios. Nos dois casos não se sabe o que ainda se mantém preservado.

"Teremos que atualizar essas informações e dar início ao processo de tombamento antes que o nosso patrimônio se perca ainda mais", revelou a diretora de patrimônio da Fundarpe, Célia Campos. A arquiteta Sylvia Tigre, que também participou da elaboração do segundo inventário, fala com tristeza do que já havia se perdido há mais de 20 anos. "O acervo azulejar, por exemplo já tinha sido praticamente dizimado. Eu não quero nem saber como está a situação hoje que dá uma dor no coração", revelou.

Para o arquiteto José Luís da Mota Menezes será preciso um melhor entendimento sobre a legislação de tombamento, do contrário o patrimônio ficará vulnerável à ira dos proprietários. "Há uma grande confusão sobre o objetivo do tombamento, que é o bem classificado. É estranho para muita gente saber que o seu bem vai ser tombado sem entender o seu significado", afirmou. A percepção que se tem, segundo o arquiteto, é apenas sobre as restrições. "Eles não têm orgulho de saber que o seu bem é especial e por isso foi classificado. Acho que falta um melhor esclarecimento por parte dos órgãos e uma flexibilização quanto às restrições", ressaltou.

OBS.:A destruição do Engenho São Bartolomeu, em Jaboatão dos Guararapes, expôs a fragilidade do patrimônio do estado, que não se encontra protegido pela legislação. Imagens: Tânia Passos/DP/D.A Press

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Do blog do Magno Martins


No túnel do tempo

Na série do nosso mergulho no passado, homenageamos, hoje, a figura do legendário Coronel Chico Heráclio, de Limoeiro, que aparece sentado numa velha cadeira de palha no terraço da sua fazenda, seu QG, de onde ditava ordens e desafiava os poderosos com seu modo literalmente coronolesco de fazer política. Foi uma colaboração do leitor José Carlos Oliveira. Se você tem uma relíquia política do seu baú como esta, nos mande pelo email: magno@blogdomagno.com.br


O blog: http://www.blogdomagno.com.br/