terça-feira, 1 de junho de 2010

Mickey Mouse ganha versões nordestinas

Com foco em expandir sua marca no Nordeste, a Disney entrou em contato com alguns artistas para criar versões mais regionais do símbolo maior da companhia: Mickey Mouse.

Derlon Almeida, do Recife, Érica Zoe, de Fortaleza, e Cau Gomez, que nasceu em Belo Horizonte mas trabalha há muitos anos em Salvador, são os nomes que readaptaram o popular ratinho para contextos mais nordestinos.




Nas mãos desses ilustradores, Mickey Mouse tocou berimbau no Pelourinho, foi "xilogravado" no melhor estilo da Literatura em Cordel pernambucana e se uniu ao trio de forró do Ceará.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O Pai da Mata


3o. Lugar na Categoria de 12 a 14 anos - 4a. Faixa Etária

Conto: O Pai da Mata

autora Jessica Camila Jorge


Era uma vez um homen chamado Augusto.
Augusto adorava a natureza e todos os animais. Augusto morava em uma cabana No meio da mata. Todos os dias bem cedinho ele ia dar um passeio pela mata.

Um dia Jesus o nomeou o Pai-da-Mata e o seu dever era não permitir queimadas, não permitir caçadores matando animais, nem pessoas cortando árvores e desmatando a floresta e muito menos poluindo os rios.

Depois de muitos anos chagaram aquela região cinco caçadores dispostos a matar todos os bichos que valessem a pena.

O Pai-da-Mata soube e ficou furioso. No mesmo dia que os caçadores chegaram eles já foram à caçada e o chefe disse:
- Se espalhem e o primeiro que encontrar bastante caça grita assim: Vem pra cá!, Vem pra cá!

E todos os outros disseram:
- Certo!

Um dos caçadores de de cara com o Pai-da-Mata que furioso tinha se transformado em um bicho muito feio e grande. O Pai-da-Mata agarrou ele e imitou sua voz dizendo:
- Vem pra cá! Vem pra cá!

E todos os outros caçadores seguiram a voz e também deram de cara com o Pai-da-Mata. Aí o Pai-da-Mata disse:
- Ham, Ham! Peguei vocês e agora vou comê-los!

Aí um passarinho amigo do Pai-da-Mata lhe aconselhou dizendo:
- Por favor Pai-da-Mata não os coma. Só lhes dê um castigo.

Ele então disse:
- Está bem mas com uma condição.
- Que condição? , perguntou morrendo de medo o chefe dos caçadores.
- Que vocês saiam daqui sem ohar para trás e que nunca mais matem qualquer animal e que também cuidem da natureza com eu faço!
- Tudo bem, mais alguma coisa?, disse o chefe
- Sim," disse o Pai-da-Mata, "que não falem nada sobre mim.
- Certo!, disse o chefe.
- Vocês Juram? , disse o Pai-da-Mata.
- Sim, juramos!, disseram todos os caçadores.
- Então vão com Deus!, falou o Pai-da-Mata.

Os caçadores foram embora e desistiram da profissão e agora ajudam a plantar árvores, a soltar os animais presos e também a apagar focos de incêndio.

E hoje o Pai-da-Mata está feliz com os caçadores em que um dia já esteve muito zangado.

E todos ficaram felizes enquanto viveram.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

No interior se fala assim


No interior se fala assim
(Ismael Gaião da Costa)

Há diferenciação
Porque cada região
Tem seu jeito de falar
O Nordeste é excelente
Tem um jeito diferente
Que a outro não se iguala
Alguém chato é Abusado
Se quebrou, Tá Enguiçado
É assim que a gente fala

Uma ferida é Pereba
Homem alto é Galalau
Ou então é Varapau
E coisa ruim é Peba
Cisco no olho é Argueiro
O sovina é Pirangueiro

Enguiçar é Dar o Prego
Fofoca aqui é Fuxico
Desistir é Pedir Penico
Lugar longe é Caxaprego
Ladainha é Lengalenga
E um estouro é Pipoco
Qualquer botão é Pitoco
E confusão é Arenga

Fantasma é Alma Penada
Uma conversa fiada
Por aqui é Leriado
Palavrão é Nome Feio
Agonia é Aperreio
E metido é Amostrado
O nosso palavreado
Não se pode ignorar
Pois ele é peculiar
É bonito, é Arretado
E é nosso dialeto
Sendo assim, está correto

Dizer que esperma é Gala
É feio pra muita gente
Mas não é incoerente
É assim que a gente fala

Você pode estranhar
Mas ele não tem defeito
Aqui bala é Confeito
Rir de alguém é Mangar

Mexer em algo é Bulir
Paquerar é Se Inxirir
E correr é Dar Carreira
Qualquer coisa torta é Troncha
Marca de pancada é Roncha
E a caxumba é Papeira

Longe é o Fim do Mundo
E garganta aqui é Goela
Veja que a língua é bela
E nessa língua eu vou fundo
Tentar muito é Pelejar
Apertar é Acochar

Homem rico é Estribado
Se for muito parecido
Diz-se Cagado e Cuspido
E uma fofoca é Babado
Desconfiado é Cabreiro
Travessura é Presepada
Uma cuspida é Goipada
Frente de casa é Terreiro

Dar volta é Arrudiar
Confessar, Desembuchar
Quem trai alguém, Apunhala
Distraído é Aluado
Quem está mal, Tá Lascado
É assim que a gente fala

Aqui valer é Vogar
E quem não paga é Xexeiro
Quem dá furo é Fuleiro
E parir é Descansar
Um rastro é Pisunhada
A buchuda é Amojada
E pão-duro é Amarrado

Verme no bucho é Lombriga
Com raiva Tá Com a Bixiga
E com medo é Acuado
Tocar em algo é Triscar
O último é Derradeiro
E para trocar dinheiro
Nós falamos Destrocar

Tudo que é bom é Massa
O Policial é Praça
Pessoa esperta é Danada
Vitamina dá Sustança
A barriga aqui é Pança
E porrada é Cipoada

Alguém sortudo é Cagado
Capotagem é Cangapé
O mendigo é Esmolé
Quem tem pressa é Avexado
A sandália é Percata
Uma correia, Arriata
Sem ter filho é Gala Rala
O cascudo é Cocorote
E o folgado é Folote
É assim que a gente fala

Perdeu a cor é Bufento
Se alguém dá liberdade
Pra entrar na intimidade
Dizemos Dar Cabimento
Varrer aqui é Barrer
Se a calcinha aparecer
Mostra a Polpa da Bunda
Mulher feia é Canhão
Neco é pra negação
Nas costas, é na Cacunda

Palhaçada é Marmota
Tá doido é Tá Variando
Mas a gente conversando
Fala assim e nem nota
Cabra chato é Cabuloso
Insistente é Pegajoso
Remédio aqui é Meisinha
Chateado é Emburrado
E quando tá Invocado
Dizemos Tá Com a Murrinha

Não concordo, é Pois Sim
Tô às ordens é Pois Não
Beco ao lado é Oitão
A corrente é Trancilim
Ou Volta, sem o pingente
Uma surpresa é, Oxente!
Quem abre o olho Arregala
Vou Chegando, é pra sair
Torcer o pé, Desmintir
É assim que a gente fala

A cachaça é Meropéia
Tá triste é Acabrunhado
O bobo é Apombalhado
Sem qualidade é Borréia
A árvore é Pé de Pau
Caprichar é Dar o Grau
Mercado é Venda ou Bodega
Quem olha tá Espiando
Ou então, Tá Curiando
E quem namora Chumbrega

Coceira na pele é Xanha
E molho de carne é Graxa
Uma pelada é um Racha
Onde se perde ou se ganha
Defecar se chama Obrar
Ou simplesmente Cagar
Sem juízo é Abilolado
Ou tem o Miolo Mole
Sanfona também é Fole
E com raiva é Infezado

Estilingue é Balieira
Uma prostituta é Quenga
Cabra medroso é Molenga
Um baba ovo é Chaleira
Opinar é Dar Pitaco
Axila é Suvaco
E cabra ruim é Mala
Atrás da nuca é Cangote
Adolescente é Frangote
É assim que a gente fala

Lugar longe aqui é Brenha
Conversa besta, Arisia
Venha, ande, é Avia
Fofoca é também Resenha
O dado aqui é Bozó
Um grande amor é Xodó
Demorar muito é Custar
De pernas tortas é Zambeta
Morre, Bate a Caçuleta
Ficar cheirando é Fungar

A clavícula aqui é Pá
Um mal-estar é Gastura
Um vento bom é Frescura
Ali, se diz, Acolá
Um sujeito inteligente
Muito feio ou valente
É o Cão Chupando Manga
Um companheiro é Pareia
Depende é Aí Vareia
Tic nervoso é Munganga

Colar prova é Filar
Brigar é Sair no Braço
Nosso lombo é Ispinhaço
Faltar aula é Gazear
Quem fala alto ou grita
Pra gente aqui é Gasguita
Quem faz pacote, Embala
Enrugado é Ingilhado
Com dor no corpo, Ingembrado
É assim que a gente fala

Um afago é Alisado
Um monte de gente é Ruma
Pra perguntar como, é Cuma
E bicho gordo é Cevado
A calça curta é Coronha
Um cabra leso é Pamonha
E manha aqui é Pantim
Coisa velha é Cacareco
O copo aqui é Caneco
E coisa pouca é Tiquim

Mulher desqualificada
Chamamos de Lambisgóia
Tudo que sobra, é Bóia
E muita gente é Cambada
O nariz aqui é Venta
A polenta é Quarenta
Mandar correr é Acunha
Ter um azar é Quizila
A bola de gude é Bila
Sofrer de amor, Roer Unha

Aprendi desde pivete
Que homem franzino é Xôxo
Quem é medroso é um Frouxo
E comprimido é Cachete
Sujeira em olho é Remela
Quem não tem dente é Banguela
Quem fala muito e não cala
Aqui se chama Matraca
Cheiro de suor, Inhaca
É assim que a gente fala

Pra dizer ponto final
A gente só diz: E Priu
Pra chamar é Dando Siu
Sem falar, Fica de Mal
Separar é Apartá
Desviar é Ataiá
E pra desmentir é Nego
Quem está desnorteado
Aqui se diz Ariado
E complicado é Nó Cego
Coisa fácil é Fichinha
Dose de cana é Lapada
Empurrão é Dá Peitada
E o banheiro é Casinha

Tudo pequeno é Cotoco
Vigi! Quer dizer, por pouco
Desde o tempo da senzala
Nessa terra nordestina
Seu menino, essa menina!
É assim que a gente fala

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Entrevista e vídeos com Oliveira de Panelas

Oliveira de Panelas é sem dúvidas um dos maiores poetas/repentistas de nosso país. Como grande incentivador e divulgador da cultura popular nordestina, o poeta dedicou sua carreira a valorização do cordel como um símbolo de resistência e arte aos costumes de nossa gente.

No vídeo abaixo, uma entrevista ao Programa Diversidade.


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vencedor do I Festival de Música Regional de Jaboatão dos Guararapes

Laécio Beethoven


Laécio Beethoven é o vencedor do I Festival de Música Regional de Jaboatão dos Guararapes e vencedor do prêmio de Melhor interprete do festival.




Foto do Júri do Festival



Cantora: Ilana Ventura.


Produtor Teatral: J.Andrade.


Repentista: Adelio Ricardo.


Produtor Cultural: Jorge Braz e a poetisa Lenemar Santos.



Jurados

domingo, 23 de maio de 2010

Resultado Final do I Festival de Música Regional



Primeiro Lugar

Laécio Beethoven com A Musica Rios De Algodão;

Segundo Lugar

A Gota D'água e o Colibri de Noel e Beto do Banjolim


Terceiro Lugar

É Só Libido de Allan Sales


Melhor Interprete do Festival

Laercio Bethoven

Melhor Arranjo Música

Banda Caapora com A Música Baião de Veraneioo



Nosso Blog Filmou E Fotografou O Evento E Aos Poucos Agente Vai Postando As Matérias.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

I FESTIVAL DE MUSICA REGIONAL DE JABOATÃO DOS GUARARAPES

I FESTIVAL DE MUSICA REGIONAL DE JABOATÃO DOS GUARARAPES



A Terceira eliminatória do Festival de Musica Regional de Jaboatão dos Guararapes aconteceu ontem, dia 20/05/20010, e entre as 12(doze) músicas concorrentes classificaram-se para a final, que acontece sexta-feira dia 21/05/2010, 06 (seis) canções que alcançaram dos jurados a maior pontuação.


O Festival prossegue hoje quando acontece a grande finalíssima, no Clube Ferroviário de Jaboatão, a partir das 19:00h, com 18 (dezoito) Músicas concorrendo ao primeiro, segundo e terceiro lugar com prêmios de R$ 3.000,00 (três Mil Reais) 2.000,00 (Dois Mil Reais) e R$ 1.000,00 (Um Mil Reais) e ainda R$ 1.000,00 (um Mil Reais) para o Melhor interprete do festival e R$ 1.000,00 (Um mil Reais) para o melhor arranjo musical do Festival.

Ontem classificaram para a final as seguintes canções:

MÚSICA

COMPOSITOR

INTERPRETE

PONTOS

ORIGEM

01

Lendas de Um Bandolim

Anastácia Rodrigues

Noel Tavares

146

Jaboatão

02

Em três Sonetos o amor

Laércio Beethoven

Laércio Beethoven

135,5

Salvador

03

O amor da minha encontrar

Izack Junior

Izack Junior

135,5

Jaboatão

04

Ê só Libido

Allan Sales

Allan Salles

134,5

Recife

05

Baião de Veraneio

Igor Távora

Caapora

129

Recife

06

Quem

Silvinho Caldas e Sidnei Soares

Silvinho Caldas

127,5

Jaboatão

Coordenação: Cobra Cordelista, André Luiz e Geraldo Valério

Curadores: J.Andrade, Jorge Braz, Lenemar Santos, Luciano da Ajam, e Adélio Ricardo.

Apresentação: Sandreli e Cobra Cordelista

RETIFICAÇÃO!!


"Retificação"


I FESTIVAL DE MUSICA REGIONAL DE JABOATÃO DOS GUARARAPES

RELATÓRIO DO DAÍ 18/05/2010



A Segunda eliminatória do Festival de Musica Regional de Jaboatão dos Guararapes aconteceu ontem, dia 19/05/20010, e entre as 12(doze) músicas concorrentes classificaram-se para a final, que acontece sexta-feira dia 21/05/2010, 06 (seis) canções que alcançaram dos jurados a maior pontuação.


O Festival prossegue hoje e amanhã , no Clube Ferroviário de Jaboatão, sempre a partir das 19:00h, com 12 (doze) concorrentes a cada noite, e classificando 06(seis) canções para a final.

Ontem classificaram para a final as seguintes canções:


MÚSICA

COMPOSITOR

INTERPRETE

PONTOS

ORIGEM

01

Um Tributo a Ivanildo Vila Nova

Fauzer Jorge

Fauzer Jorge

138

Jaboatão

02

Rios de Algodão

Laércio Beethoven

Laércio Beethoven

135

Salvador

03

Velho Chico

Gustavo Pinheiro

Amanda Gânimo

124

Recife

04

Do meu ao Melhor

Jailson Marroquim / Waldemar Rangel

Luiz Paulo e Banda

124

Recife

05

Dube xote

Allen Jerônimo

Rave de Raiz

124

Jaboatão

06

O grito da Madrugada

Amanda Gânimo

Banda Maria Cafuza

122,5

Recife




Coordenação: Cobra Cordelista, J.Anndrade, Jorge Braz e Lenemar Santos

Curadores: Ilana Ventura, Jorge Braz, Lenemar Santos, Doralice Santana, Antonio Lisboa e Adélio Ricardo.

Apresentação: Sandreli e Cobra Cordelista



Culinária Nordestina para esse sexta-feria


CARNE DE SOL

A carne de sol é um prato típico do sertão pernambucano. A carne de boi é salgada e deixada ao sol até atingir o ponto ideal. Na hora do preparo, é necessário deixá-la de molho em água para dessalgar e depois mergulhar no leite por algumas horas para que amacie bem e não endureça. Esta carne é encontrada já pronta nos mercados públicos, feiras e supermercados da região.

Ingredientes:

800g de carne de sol em um único pedaço
1 litro de leite
manteiga de garrafa (derretida)
300g de queijo de coalho cortado em fatias bem grossas

Preparo:

Abra a carne ao meio no sentido do comprimento fazendo uma espécie de bife bem grande. Deixe a carne de sol de molho na água por 12h, trocando a água 1 vez e depois mais 4 horas de molho no leite. Enxugue e leve para fritar na manteiga, em fogo baixo, cuidando para que não endureça nem resseque. Coloque em uma travessa e mantenha aquecida.
Aqueça ligeiramente as fatias de queijo sem deixar dourar, só para que comecem a derreter. Arrume o queijo por cima da carne e sirva acompanhado de manteiga de garrafa, feijão verde, arroz branco, macaxeira cozida e farofa.