terça-feira, 13 de julho de 2010
Enchentes

O período das grandes enchentes em Pernambuco tem sido de junho a agosto. Entre os meses de janeiro e fevereiro só há registros, em toda a História, de duas pequenas inundações. E assim mesmo restritas a algumas áreas do Recife. Acompanhe aqui todas as enchentes que já castigaram o Estado.
1632 - A 28 de janeiro, ocorre a primeira enchente de que se tem notícia no Recife, "causando perdas de muitas casas e vivandeiros estabelecidos às margens do Rio Capibaribe".
1638 - Maurício de Nassau manda construir a primeira barragem no leito do Rio Capibaribe para proteger o Recife das enchentes: foi o Dique de Afogados, que tinha mais de 2 km e hoje é uma rua do Recife, a Imperial.
1824 - Entre fevereiro e abril, nova enchente atinge o Recife.
1842 - Junho. Enchente atinge o Recife, derrubando várias casas. Pontes desabaram; trens saíram dos trilhos; milhares de pessoas ficaram desabrigadas. Foi a primeira enchente de grandes proporções do Rio Capibaribe.
1854 - Foi a maior enchente do século. Durou 72 horas, atingindo todos os bairros do Recife. Derrubou a muralha que guarnecia a Rua da Aurora; parte do cais da Casa de detenção veio abaixo; a cidade ficou sem comunicações com o interior; no Porto do Recife, os navios foram atirados uns contra os outros.
1862 - Nova enchente castiga o Recife.
1869 - Grande enchente destrói as pontes da Torre, Remédios e Barbalho, e rompe os aterros da via férrea do Recife. Foi a maior enchente até então, tendo o imperador Pedro II determinado que o engenheiro Rafael Arcanjo Galvão viesse a Pernambuco "estudar o problema".
1870 - A 16 de Julho, o bacharel em matemática e ciências físicas José Tibúrcio Pereira de Magalhães, diretor de Obras e Fiscalização do Serviço Público do Estado, sugere ao governo imperial a construção de uma série de barragens nos principais afluentes do Rio Capibaribe, para evitar cheias no Recife.
1884 - Outra enchente atinge o Recife.
1894 - Em junho, enchente atinge todos os subúrbios recifenses situados às margens do Rio Capibaribe.
1899 - 01 de Julho. Vários bairros do Recife foram inundados por cheia do Rio Capibaribe. No município de Vitória de Santo Antão, desaba o segundo encontro da ponte sobre o Rio Itapicuru.
1914 - Outra enchente desaba sobre o Recife, deixando vários mortos.
1920 - A 14 de Abril, grande enchente deixa Recife isolada do resto do Estado, durante três dias. Postes foram derrubados; linhas telegráficas interrompidas; trens paralisados; pontes vieram abaixo, entre elas a da Torre. Os bairros de Caxangá, Cordeiro, Várzea e Iputinga ficaram totalmente isolados do resto da cidade.
1924 - Nova enchente deixa os bairros da Ilha do Leite, Santo Amaro, Afogados, Dois Irmãos, Apipucos, Torre, Zumbi e Cordeiro complemente submersos. O prédio do Serviço de Saúde e Assistência desabou e as obras do Quartel do derby sofreram grandes prejuízos.
1960 - Nova enchente do Rio Capibaribe castiga o Recife.
1961 - Enchente deixa 2 mil pessoas desabrigadas no Recife.
1965 - Outra enchente castiga o Recife. Os bairros de Caxangá, Iputinga, Zumbi e Bongi ficaram complemente inundados. Nas áreas mais próximas ao Rio Capibaribe, a água cobriu o telhado das casas.
1966 - Enchente catastrófica provocada pelo Rio Capibaribe, com a água atingindo mais de 2 metros de altura, nas áreas mais baixas do Recife. Em poucas horas, toda a extensão da Av. Caxangá foi transformada num grande rio. Na capital e interior, mais de 10 mil casas (a maioria mocambos) foram destruídas e outras 30 mil sofreram danos, como paredes derrubadas. Morreram 175 pessoas e mais de 10 mil ficaram desabrigadas. O nível do Rio Capibaribe subiu 9,20 metros além do nível normal. O presidente da República, marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, veio ao Recife verificar os danos causados.
1967 - A Sudene apresenta relatório de uma comissão de técnicos, constituída logo após a enchente de
1966 - Para encontrar soluções para o problema. O relatório sugere a construção de barragens nos seus principais afluentes e no próprio Rio Capibaribe, que é a mesma sugestão apresentada quase um século antes pelo engenheiro José Tibúrcio.
1970 - Ocorrem duas enchentes em Pernambuco. Em Julho, as águas atingem a zona da Mata Sul e o Agreste do Estado, por conta do transbordamento dos rios Una, Ipojuca, Formoso, Tapacurá, Pirapama, Gurjaú, Amaraji e outros. A cidade que mais sofreu foi o Cabo, que teve 04 dos seus 05 hospitais inundados e várias indústrias pararam suas atividades. No Recife, as águas da Capibaribe causaram grande destruição. Na capital e interior, 500 mil pessoas foram atingidas e 150 morreram; 1.266 casas foram destruídas em 28 cidades. Só no Recife, 50 mil pessoas ficaram desabrigadas.
Em Agosto, nova cheia atinge o Recife e Olinda, desta vez provocada pelo Rio Beberibe. Em Olinda, 5 mil pessoas ficaram desabrigadas e foi decretado estado de calamidade pública.
1973 - Material de propaganda da Secretaria de Obras do governo do Estado anuncia, em letras garrafais, que a Barragem de Tapacurá, inaugurada naquele ano, era solução definitiva para dois graves problemas que afetavam o Recife: abastecimento de água da população e "o fim" das enchentes no Recife.
1974 - Outra enchente atinge o Recife. A Comissão de Defesa Civil, que tinha previsão do avanço das águas, retirou a tempo a população das área ribeirinhas. Em São Lourenço da Mata, uma ponte ficou parcialmente destruída e a população isolada. No município de Macaparana, 20 pessoas morreram, por conta do transbordamento do riacho Tiúma.
1975 - Considerada a maior calamidade do século, esta enchente ocorreu entre os dias 17 e 18 de Julho, deixando 80% da cidade do Recife sob as águas. Outros 25 municípios da bacia do Capibaribe também foram atingidos. Morreram 107 pessoas e outras 350 mil ficaram desabrigadas.
Na capital e interior, 1.000 km de ferrovias foram destruídos, pontes desabaram, casas foram arrastadas pelas águas. Só no Recife, 31 bairros, 370 ruas e praças ficaram submersos; 40% dos postos de gasolina da cidade foram inundados; o sistema de energia elétrica foi cortado em 70% da área do município; quase todos os hospitais recifenses ficaram inundados, tendo o depósito de alimentos do Hospital Pedro II. sido saqueado. Por terra, o Recife ficou isolada do resto do País durante dois dias.
O governador Moura Cavalcanti decretou estado de calamidade pública na capital e em 09 municípios do interior. O presidente da República, em cadeia nacional de televisão, anunciou medidas para socorrer as cidades pernambucanas atingidas. No Recife, a cheia atingiu seu ponto culminante às 04 da madrugada do dia 18.
1632 - A 28 de janeiro, ocorre a primeira enchente de que se tem notícia no Recife, "causando perdas de muitas casas e vivandeiros estabelecidos às margens do Rio Capibaribe".
1638 - Maurício de Nassau manda construir a primeira barragem no leito do Rio Capibaribe para proteger o Recife das enchentes: foi o Dique de Afogados, que tinha mais de 2 km e hoje é uma rua do Recife, a Imperial.
1824 - Entre fevereiro e abril, nova enchente atinge o Recife.
1842 - Junho. Enchente atinge o Recife, derrubando várias casas. Pontes desabaram; trens saíram dos trilhos; milhares de pessoas ficaram desabrigadas. Foi a primeira enchente de grandes proporções do Rio Capibaribe.
1854 - Foi a maior enchente do século. Durou 72 horas, atingindo todos os bairros do Recife. Derrubou a muralha que guarnecia a Rua da Aurora; parte do cais da Casa de detenção veio abaixo; a cidade ficou sem comunicações com o interior; no Porto do Recife, os navios foram atirados uns contra os outros.
1862 - Nova enchente castiga o Recife.
1869 - Grande enchente destrói as pontes da Torre, Remédios e Barbalho, e rompe os aterros da via férrea do Recife. Foi a maior enchente até então, tendo o imperador Pedro II determinado que o engenheiro Rafael Arcanjo Galvão viesse a Pernambuco "estudar o problema".
1870 - A 16 de Julho, o bacharel em matemática e ciências físicas José Tibúrcio Pereira de Magalhães, diretor de Obras e Fiscalização do Serviço Público do Estado, sugere ao governo imperial a construção de uma série de barragens nos principais afluentes do Rio Capibaribe, para evitar cheias no Recife.
1884 - Outra enchente atinge o Recife.
1894 - Em junho, enchente atinge todos os subúrbios recifenses situados às margens do Rio Capibaribe.
1899 - 01 de Julho. Vários bairros do Recife foram inundados por cheia do Rio Capibaribe. No município de Vitória de Santo Antão, desaba o segundo encontro da ponte sobre o Rio Itapicuru.
1914 - Outra enchente desaba sobre o Recife, deixando vários mortos.
1920 - A 14 de Abril, grande enchente deixa Recife isolada do resto do Estado, durante três dias. Postes foram derrubados; linhas telegráficas interrompidas; trens paralisados; pontes vieram abaixo, entre elas a da Torre. Os bairros de Caxangá, Cordeiro, Várzea e Iputinga ficaram totalmente isolados do resto da cidade.
1924 - Nova enchente deixa os bairros da Ilha do Leite, Santo Amaro, Afogados, Dois Irmãos, Apipucos, Torre, Zumbi e Cordeiro complemente submersos. O prédio do Serviço de Saúde e Assistência desabou e as obras do Quartel do derby sofreram grandes prejuízos.
1960 - Nova enchente do Rio Capibaribe castiga o Recife.
1961 - Enchente deixa 2 mil pessoas desabrigadas no Recife.
1965 - Outra enchente castiga o Recife. Os bairros de Caxangá, Iputinga, Zumbi e Bongi ficaram complemente inundados. Nas áreas mais próximas ao Rio Capibaribe, a água cobriu o telhado das casas.
1966 - Enchente catastrófica provocada pelo Rio Capibaribe, com a água atingindo mais de 2 metros de altura, nas áreas mais baixas do Recife. Em poucas horas, toda a extensão da Av. Caxangá foi transformada num grande rio. Na capital e interior, mais de 10 mil casas (a maioria mocambos) foram destruídas e outras 30 mil sofreram danos, como paredes derrubadas. Morreram 175 pessoas e mais de 10 mil ficaram desabrigadas. O nível do Rio Capibaribe subiu 9,20 metros além do nível normal. O presidente da República, marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, veio ao Recife verificar os danos causados.
1967 - A Sudene apresenta relatório de uma comissão de técnicos, constituída logo após a enchente de
1966 - Para encontrar soluções para o problema. O relatório sugere a construção de barragens nos seus principais afluentes e no próprio Rio Capibaribe, que é a mesma sugestão apresentada quase um século antes pelo engenheiro José Tibúrcio.
1970 - Ocorrem duas enchentes em Pernambuco. Em Julho, as águas atingem a zona da Mata Sul e o Agreste do Estado, por conta do transbordamento dos rios Una, Ipojuca, Formoso, Tapacurá, Pirapama, Gurjaú, Amaraji e outros. A cidade que mais sofreu foi o Cabo, que teve 04 dos seus 05 hospitais inundados e várias indústrias pararam suas atividades. No Recife, as águas da Capibaribe causaram grande destruição. Na capital e interior, 500 mil pessoas foram atingidas e 150 morreram; 1.266 casas foram destruídas em 28 cidades. Só no Recife, 50 mil pessoas ficaram desabrigadas.
Em Agosto, nova cheia atinge o Recife e Olinda, desta vez provocada pelo Rio Beberibe. Em Olinda, 5 mil pessoas ficaram desabrigadas e foi decretado estado de calamidade pública.
1973 - Material de propaganda da Secretaria de Obras do governo do Estado anuncia, em letras garrafais, que a Barragem de Tapacurá, inaugurada naquele ano, era solução definitiva para dois graves problemas que afetavam o Recife: abastecimento de água da população e "o fim" das enchentes no Recife.
1974 - Outra enchente atinge o Recife. A Comissão de Defesa Civil, que tinha previsão do avanço das águas, retirou a tempo a população das área ribeirinhas. Em São Lourenço da Mata, uma ponte ficou parcialmente destruída e a população isolada. No município de Macaparana, 20 pessoas morreram, por conta do transbordamento do riacho Tiúma.
1975 - Considerada a maior calamidade do século, esta enchente ocorreu entre os dias 17 e 18 de Julho, deixando 80% da cidade do Recife sob as águas. Outros 25 municípios da bacia do Capibaribe também foram atingidos. Morreram 107 pessoas e outras 350 mil ficaram desabrigadas.
Na capital e interior, 1.000 km de ferrovias foram destruídos, pontes desabaram, casas foram arrastadas pelas águas. Só no Recife, 31 bairros, 370 ruas e praças ficaram submersos; 40% dos postos de gasolina da cidade foram inundados; o sistema de energia elétrica foi cortado em 70% da área do município; quase todos os hospitais recifenses ficaram inundados, tendo o depósito de alimentos do Hospital Pedro II. sido saqueado. Por terra, o Recife ficou isolada do resto do País durante dois dias.
O governador Moura Cavalcanti decretou estado de calamidade pública na capital e em 09 municípios do interior. O presidente da República, em cadeia nacional de televisão, anunciou medidas para socorrer as cidades pernambucanas atingidas. No Recife, a cheia atingiu seu ponto culminante às 04 da madrugada do dia 18.

Na manhã do dia 21, quando as águas baixaram e a população começava retomar a vida, o pânico tomou conta das ruas do Recife, em decorrência de um boato de que a Barragem de Tapacurá havia estourado e que a cidade seria arrasada.
Tudo ocorreu às 10 horas: de repente, a multidão corria de um lado para outro sem saber aonde ir; mulheres desmaiavam; os carros não respeitavam sinais nem contra-mão; guardas de trânsito abandonavam seus postos; várias pessoas foram atropeladas; bancos, casas comerciais e a agência central dos Correios fecharam as portas; no Hospital Barão de Lucena várias pessoas pularam do primeiro andar; enquanto o boato se espalhava de boca em boca.
No Palácio do Governo, ao saber do que estava acontecendo, o governador Moura Cavalcanti comentou: "Agora não é mais tragédia, agora é mortandade". As emissoras de rádio passaram imediatamente a divulgar insistentes desmentidos. A Polícia Militar divulgou nota oficial informando que prenderia quem fosse flagrado repetindo o alarme.
A Polícia Federal anunciou que estava investigando a origem (nunca descoberta) do boato. O pânico durou cerca de duas horas, mas seu momento de maior intensidade teve cerca de 30 minutos. Mais de 100 pessoas foram atendidas nos serviços de emergência dos hospitais.
Passado o pânico, técnicos da Companhia de Abastecimento de Água informaram que um rompimento da Barragem de Tapacurá (que tem capacidade para 94 milhões de metros cúbicos de água e nada sofrera com a enchente) traria conseqüências imprevisíveis para a cidade do Recife.
1977 - A 01 de Maio, nova enchente do Rio Capibaribe deixa 16 bairros do Recife embaixo d'água. Olinda e outras 15 cidades do interior do Estado também foram atingidas. Mais de 15 mil pessoas ficaram desabrigadas e só não foram registradas mortes porque a população das áreas ribeirinhas foram retiradas 24 horas antes. São Lourenço da Mata foi o município mais atingido. Em Limoeiro, houve desabamento de ponte.
1978 - A 29 de Maio, o presidente da República, Ernesto Geisel, vem ao Recife inaugurar a Barragem de Carpina, construída para conter as enchentes do Rio Capibaribe. Com 950 metros de comprimento, 42 metros de altura, a barragem tem capacidade para armazenar 295 milhões de m3 de água e fica a maior parte do ano seca, só enchendo no período chuvoso.
2000 - Entre os dias 30 de julho e 01 de agosto, fortes chuvas castigaram o Estado, inclusive a Região Metropolitana do Recife, deixando um total de 22 mortos, 100 feridos e mais de 60 mil pessoas desabrigadas. Cidades foram parcialmente destruídas, tendo ás águas que transbordaram dos rios levado pontes e casas.
As chuvas foram anunciadas com 40 dias de antecedência pelos serviços de meteorologia, mas as autoridades governamentais deram pouca importância à previsão. As chuvas atingiram 300 milímetros em apenas três dias e só na RMR aconteceram 102 deslizamentos de barreiras. No município de Belém de Maria, com 15 mil habitantes, 450 casas foram arrastadas pelas águas.
O centro de Palmares ficou complemente debaixo de água e em Barreiros a água atingiu o teto do hospital da cidade. Dos 33 municípios seriamente atingidos, em 16 foi decretado estado de emergência e em 17 estado de calamidade pública, entre os quais Rio Formoso, Gameleira, Belém de Maria, Goiana, Cupira e São José da Coroa Grande.
O presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, veio a Pernambuco observar de perto os efeitos da calamidade e, dias depois, autorizou a liberação de apenas 30% dos R$ 129 milhões que, segundo levantamento do governo do Estado, seriam os recursos emergenciais necessários para recuperação das áreas atingidas.
2004 - Fortes chuvas entre 08 de janeiro 02 de fevereiro de 2004 castigam todas as regiões do Estado, deixando 36 mortos e cerca de 20 mil pessoas desabrigadas. As chuvas (jamais registradas entre os dois primeiros meses do ano) foram provocadas por fenômenos atípicos (frente fria e outros) e destruíram pontes e estradas, açudes romperam, casas desabaram, populações inteiras ficaram ilhadas.
Treze cidades ficaram em estado de calamidade pública e 76 em estado de emergência. Petrolina, no sertão do São Francisco, ficou vários dias isolada, depois que as águas levaram a estrada de acesso à cidade. Todos os açudes e barragens do Sertão e Agreste transbordaram, inclusive a gigantesca Barragem de Jucazinho, em Surubim. De acordo com levantamento do governo estadual, os prejuízos em todo o Estado chegaram a R$ 54 milhões.
2005 - Entre os dias 30 de maio e 02 de junho, fortes chuvas provocaram enchentes em 25 cidades do Agreste, Zona da Mata e Litoral pernambucanos, deixando 36 mortos e mais de 30 mil pessoas desabrigadas.
Cerca de 07 (sete) mil casas foram parcialmente ou totalmente destruídas; 40 pontes foram danificadas; 11 rodovias estaduais foram atingidas, sendo que sete delas ficaram interditadas; a água inundou ruas centrais, hospitais, escolas e casas comerciais de várias cidades, provocando enormes prejuízos materiais.
Pouco mais de 30 mil estudantes da rede estadual de ensino ficaram vários dias sem aulas, porque em todas as cidades atingidas 93 escolas foram danificadas e outras 11 foram transformadas em abrigos para os desabrigados.
As cidades mais atingidas: Moreno, Vitória de Santo Antão, Jaboatão, Nazaré da Mata, Pombos, Ribeirão, Cabo e Escada. O município que teve o maior número de casas destruídas ou parcialmente danificadas foi Vitória: 5 (cinco) mil casas.
Tudo ocorreu às 10 horas: de repente, a multidão corria de um lado para outro sem saber aonde ir; mulheres desmaiavam; os carros não respeitavam sinais nem contra-mão; guardas de trânsito abandonavam seus postos; várias pessoas foram atropeladas; bancos, casas comerciais e a agência central dos Correios fecharam as portas; no Hospital Barão de Lucena várias pessoas pularam do primeiro andar; enquanto o boato se espalhava de boca em boca.
No Palácio do Governo, ao saber do que estava acontecendo, o governador Moura Cavalcanti comentou: "Agora não é mais tragédia, agora é mortandade". As emissoras de rádio passaram imediatamente a divulgar insistentes desmentidos. A Polícia Militar divulgou nota oficial informando que prenderia quem fosse flagrado repetindo o alarme.
A Polícia Federal anunciou que estava investigando a origem (nunca descoberta) do boato. O pânico durou cerca de duas horas, mas seu momento de maior intensidade teve cerca de 30 minutos. Mais de 100 pessoas foram atendidas nos serviços de emergência dos hospitais.
Passado o pânico, técnicos da Companhia de Abastecimento de Água informaram que um rompimento da Barragem de Tapacurá (que tem capacidade para 94 milhões de metros cúbicos de água e nada sofrera com a enchente) traria conseqüências imprevisíveis para a cidade do Recife.
1977 - A 01 de Maio, nova enchente do Rio Capibaribe deixa 16 bairros do Recife embaixo d'água. Olinda e outras 15 cidades do interior do Estado também foram atingidas. Mais de 15 mil pessoas ficaram desabrigadas e só não foram registradas mortes porque a população das áreas ribeirinhas foram retiradas 24 horas antes. São Lourenço da Mata foi o município mais atingido. Em Limoeiro, houve desabamento de ponte.
1978 - A 29 de Maio, o presidente da República, Ernesto Geisel, vem ao Recife inaugurar a Barragem de Carpina, construída para conter as enchentes do Rio Capibaribe. Com 950 metros de comprimento, 42 metros de altura, a barragem tem capacidade para armazenar 295 milhões de m3 de água e fica a maior parte do ano seca, só enchendo no período chuvoso.
2000 - Entre os dias 30 de julho e 01 de agosto, fortes chuvas castigaram o Estado, inclusive a Região Metropolitana do Recife, deixando um total de 22 mortos, 100 feridos e mais de 60 mil pessoas desabrigadas. Cidades foram parcialmente destruídas, tendo ás águas que transbordaram dos rios levado pontes e casas.
As chuvas foram anunciadas com 40 dias de antecedência pelos serviços de meteorologia, mas as autoridades governamentais deram pouca importância à previsão. As chuvas atingiram 300 milímetros em apenas três dias e só na RMR aconteceram 102 deslizamentos de barreiras. No município de Belém de Maria, com 15 mil habitantes, 450 casas foram arrastadas pelas águas.
O centro de Palmares ficou complemente debaixo de água e em Barreiros a água atingiu o teto do hospital da cidade. Dos 33 municípios seriamente atingidos, em 16 foi decretado estado de emergência e em 17 estado de calamidade pública, entre os quais Rio Formoso, Gameleira, Belém de Maria, Goiana, Cupira e São José da Coroa Grande.
O presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, veio a Pernambuco observar de perto os efeitos da calamidade e, dias depois, autorizou a liberação de apenas 30% dos R$ 129 milhões que, segundo levantamento do governo do Estado, seriam os recursos emergenciais necessários para recuperação das áreas atingidas.
2004 - Fortes chuvas entre 08 de janeiro 02 de fevereiro de 2004 castigam todas as regiões do Estado, deixando 36 mortos e cerca de 20 mil pessoas desabrigadas. As chuvas (jamais registradas entre os dois primeiros meses do ano) foram provocadas por fenômenos atípicos (frente fria e outros) e destruíram pontes e estradas, açudes romperam, casas desabaram, populações inteiras ficaram ilhadas.
Treze cidades ficaram em estado de calamidade pública e 76 em estado de emergência. Petrolina, no sertão do São Francisco, ficou vários dias isolada, depois que as águas levaram a estrada de acesso à cidade. Todos os açudes e barragens do Sertão e Agreste transbordaram, inclusive a gigantesca Barragem de Jucazinho, em Surubim. De acordo com levantamento do governo estadual, os prejuízos em todo o Estado chegaram a R$ 54 milhões.
2005 - Entre os dias 30 de maio e 02 de junho, fortes chuvas provocaram enchentes em 25 cidades do Agreste, Zona da Mata e Litoral pernambucanos, deixando 36 mortos e mais de 30 mil pessoas desabrigadas.
Cerca de 07 (sete) mil casas foram parcialmente ou totalmente destruídas; 40 pontes foram danificadas; 11 rodovias estaduais foram atingidas, sendo que sete delas ficaram interditadas; a água inundou ruas centrais, hospitais, escolas e casas comerciais de várias cidades, provocando enormes prejuízos materiais.
Pouco mais de 30 mil estudantes da rede estadual de ensino ficaram vários dias sem aulas, porque em todas as cidades atingidas 93 escolas foram danificadas e outras 11 foram transformadas em abrigos para os desabrigados.
As cidades mais atingidas: Moreno, Vitória de Santo Antão, Jaboatão, Nazaré da Mata, Pombos, Ribeirão, Cabo e Escada. O município que teve o maior número de casas destruídas ou parcialmente danificadas foi Vitória: 5 (cinco) mil casas.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
O Nordestinês do Pernambucano!

Pernambucano não fica solteiro, ele fica "solto na bagaceira".
Pernambucano não vai embora, ele "pega o beco".
Pernambucano não diz 'concordo com você', ele diz: issssso, homi!!!
Pernambucano não conserta, ele "imenda".
Pernambucano quando se empolga, fica com a "mulesta dos cachorro".
Pernambucano não bate, ele 'senta-le' a mão. (entra aí)
Pernambucano não bebe um drink, ele "toma uma".
Pernambucano não é sortudo, ele é "cagado".
Pernambucano não corre, ele "dá uma carreira".
Pernambucano não malha os outros, ele "manga".
Pernambucano não conversa, ele "resenha".
Pernambucano não toma água com açúcar, ele toma "garapa".
Pernambucano não mente, ele "engana".
Pernambucano não percebe, ele "dá fé".
Pernambucano não sai apressado, ele sai "desembestado".
Pernambucano não aperta, ele "arroxa".
Pernambucano não dá volta, ele "arrudeia". (a melhor do dicionário)
Pernambucano não espera um minuto, ele espera um "pedacinho".
Pernambucano não é distraído, ele é "avoado".
Pernambucano não se irrita, ele se "arreta".
Pernambucano não fica com vergonha, ele fica "encabulado, todo errado".
Pernambucano não passa a roupa, ele "engoma".
Pernambucano não ouve barulho, ele ouve "zuada".
Pernambucano não acompanha casal de namorados, ele "segura vela".
Pernambucano não rega as plantas, ele "agoa".
Pernambucano não quebra algo, ele "tora".
Pernambucano não é esperto, ele é "desenrolado".
Pernambucano não é rico, ele é um cabra "estribado".
Pernambucano não é homem, ele é "macho".
Pernambucano não é gay, ele é "bicha".
Pernambucano não pede almoço, ele pede o "cumê".
Pernambucano não merenda, "lancha".
Pernambucano não fica satisfeito quando come, ele "enche o bucho".
Pernambucano não dá bronca, dá "carão".
Pernambucano quando não casa, ele fica "amigado".
Pernambucano não tem diarréia, tem "caganeira".
Pernambucano não tem mau cheiro nas axilas, ele tem "suvaqueira".
Pernambucano não tem perna fina, ele tem "cambitos".
Pernambucano não é mulherengo, ele é "raparigueiro".
Pernambucano não joga fora, ele "avoa no mato".
Pernambucano não vigia as coisas, ele "fica atucaiando".
Pernambucano não se dá mal, "se lasca todinho". (Me lasquei todinho!!!!)
Pernambucano quando se espanta não diz: - Xiiii! Ele diz: "Viiixi Maria! Aff Maria!"
Pernambucano não vê coisas do outro mundo, ele vê "malassombros".
Pernambucano não é chato, é "cabuloso".
Pernambucano não é cheio de frescura, é cheio de "pantim".
Pernambucano não pula, "dá pinote".
Pernambucano não briga, "arenga".
Pernambucana não fica grávida, fica "buchuda".
Pernambucano não fica bravo, fica com a "gota serena".
Pernambucano não é corajoso, é "cabra de pêia".
Pernambucano não fica apaixonado, ele "arrêia os pneus".
Pernambucano quando liga pra alguém não diz alô,atende e diz logo:- "Tais ondi?"
Pernambucano não vai embora, ele "pega o beco".
Pernambucano não diz 'concordo com você', ele diz: issssso, homi!!!
Pernambucano não conserta, ele "imenda".
Pernambucano quando se empolga, fica com a "mulesta dos cachorro".
Pernambucano não bate, ele 'senta-le' a mão. (entra aí)
Pernambucano não bebe um drink, ele "toma uma".
Pernambucano não é sortudo, ele é "cagado".
Pernambucano não corre, ele "dá uma carreira".
Pernambucano não malha os outros, ele "manga".
Pernambucano não conversa, ele "resenha".
Pernambucano não toma água com açúcar, ele toma "garapa".
Pernambucano não mente, ele "engana".
Pernambucano não percebe, ele "dá fé".
Pernambucano não sai apressado, ele sai "desembestado".
Pernambucano não aperta, ele "arroxa".
Pernambucano não dá volta, ele "arrudeia". (a melhor do dicionário)
Pernambucano não espera um minuto, ele espera um "pedacinho".
Pernambucano não é distraído, ele é "avoado".
Pernambucano não se irrita, ele se "arreta".
Pernambucano não fica com vergonha, ele fica "encabulado, todo errado".
Pernambucano não passa a roupa, ele "engoma".
Pernambucano não ouve barulho, ele ouve "zuada".
Pernambucano não acompanha casal de namorados, ele "segura vela".
Pernambucano não rega as plantas, ele "agoa".
Pernambucano não quebra algo, ele "tora".
Pernambucano não é esperto, ele é "desenrolado".
Pernambucano não é rico, ele é um cabra "estribado".
Pernambucano não é homem, ele é "macho".
Pernambucano não é gay, ele é "bicha".
Pernambucano não pede almoço, ele pede o "cumê".
Pernambucano não merenda, "lancha".
Pernambucano não fica satisfeito quando come, ele "enche o bucho".
Pernambucano não dá bronca, dá "carão".
Pernambucano quando não casa, ele fica "amigado".
Pernambucano não tem diarréia, tem "caganeira".
Pernambucano não tem mau cheiro nas axilas, ele tem "suvaqueira".
Pernambucano não tem perna fina, ele tem "cambitos".
Pernambucano não é mulherengo, ele é "raparigueiro".
Pernambucano não joga fora, ele "avoa no mato".
Pernambucano não vigia as coisas, ele "fica atucaiando".
Pernambucano não se dá mal, "se lasca todinho". (Me lasquei todinho!!!!)
Pernambucano quando se espanta não diz: - Xiiii! Ele diz: "Viiixi Maria! Aff Maria!"
Pernambucano não vê coisas do outro mundo, ele vê "malassombros".
Pernambucano não é chato, é "cabuloso".
Pernambucano não é cheio de frescura, é cheio de "pantim".
Pernambucano não pula, "dá pinote".
Pernambucano não briga, "arenga".
Pernambucana não fica grávida, fica "buchuda".
Pernambucano não fica bravo, fica com a "gota serena".
Pernambucano não é corajoso, é "cabra de pêia".
Pernambucano não fica apaixonado, ele "arrêia os pneus".
Pernambucano quando liga pra alguém não diz alô,atende e diz logo:- "Tais ondi?"
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sexta-feira, 9 de julho de 2010
A cultura nordestina da feira São Cristóvão/RJ
Recebi do Fernando Borges uma matéria bem interessante sobre a influência da cultura nordestina nas outras regiões do país. A produção é do programa TV News e foi realizado pelos estudantes da UERJ na Feira de São Cristóvão/RJ.
O TV NEWS é um webprograma independente mensal que visa informar e entreter o público da internet.
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
Curiosos Remédios Populares do Nordeste

Curiosos Remédios Populares do Nordeste
do livro Folclore etc e Tal
do livro Folclore etc e Tal
As raízes da medicina empírica estão cravadas na Bíblia, Apocalipse: 22, 1-2: "Ele me mostrou um rio da água da vida, resplandecente como cristal, que saía do trono de Deus e do Cordeiro no meio de sua praça e de uma a outra parte do rio, estava a árvore da vida, que dá doze frutos, produzindo em cada mês seu fruto, e as folhas da árvore servem para a saúde das gentes".
À medida que os santos homens iam pregando a palavra de Deus entre os povos do mundo, a medicina popular - folhas, flores, tubérculos e raízes das árvores - ia-se propagando, e os povos procuravam encontrar a árvore da vida experimentando todos os arbustos que encontravam para curar seus males, dando, assim, a origem da medicina ortodoxa, folclórica, a medicina do povo. Os sábios de então, por sua vez, pensavam encontrar o rio da água da vida. E como eram sábios, naturalmente sabiam mais do que o povo que nada sabia. E como a palavra de Deus chegava ao conhecimento deles através de parábolas, entenderam, depois que fizeram experiências - trata-se de uma mera suposição de nossa parte - que tinham que procurar um líquido que curasse os males das gentes, quer esse líquido fosse o suco de frutos ou tubérculos das plantas, quer o líquido fosse encontrado em fontes milagrosas.
Mas os povos, quando adoeciam, procuravam, desordenadamente, encontrar nas diversas espécies de plantas, uma maneira de ficarem restabelecidos das doenças que contraíam por força das condições sanitárias em que viviam.
E assim, tropeçando nos erros e acertos, os povos, desde priscas eras, só dispunham dos remédios que criavam feitos com as diversas partes das plantas e até mesmo com pequenos animais, dando, assim, asas à imaginação, à inventiva, à criatividade. E por conta desses métodos ortodoxos é que foram surgindo, também, os remédios mais curiosos e pitorescos que já tivemos notícia.
O cólera morbos surgiu nas margens do rio Ganges, na Índia, e chegou ao Brasil em meados do século XX a bordo da galera "Defensor" que atracou, em 1855, no porto de Belém do Pará. De Belém, o cólera se espalhou pelo Nordeste com tanta impetuosidade que conseguiu fazer 125.793 vítimas e em virtude da precariedade das condições sanitárias da região e por estar a medicina científica dando ainda seus primeiros passos, somente em Vitória de Santo Antão ceifou 4.000 vidas e no Recife, 3.336 pessoas contraíram o mal e morreram.
No seu "Livro de Assentos", Félix Cavalcanti de Albuquerque Mello (1821-1901) escolhidos e anotados por Diogo de Melo Menezes e comentados por Gilberto Freyre, publicado algum tempo depois sob o título O Velho Félix e suas Memórias de um Cavalcanti, vamos encontrar um autêntico retrato da época em que grassou a epidemia do cólera em Pernambuco.
Registrou o velho Félix no seu Livro de Assentos: "No dia 14 de 1854 se deu no Engenho Cacimbas, no termo de Santo Antão, o primeiro caso de cholera-morbus nesta comarca. A comarca de Garanhuns foi o primeiro ponto da Provincia invadido pelo cholera. Passou a Papacaça e Altinho, seguiu para a capital e generalizou-se por toda a Provincia. A cidade de Victoria, diz-se geralmente, foi a localidade de Pernambuco onde a epidemia lavrou com maior intensidade. Constou nas investigações da policia ter havido dia de fallecerem 120 pessoas, mortandade espantosa para uma cidade de 6.000 habitantes. Dizem que o conselho de Hygiene Ribeira, de acordo com o Presidente da Provincia José Bento da Cunha Figueiredo, havia deliberado mandar incendiar a cidade, porque a esperança de extinção do mal havia abandonado a todos. Felizmente um offício do delegado do termo dirigido ao presidente, informando que a epidemia declinava de intensidade, suspendeu a execução do projecto."
A medicina de então não dispunha de recursos para debelar o mal, o que não acontece agora.
O velho Félix foi acometido de cólera. Diz ele: "Procurei então combater a diarrhea com aguardente e sal, segundo aconselhava o doutor Sabino, do que me havia esquecido mas que me foi lembrado por um amigo que se achava refugiado em minha casa; e com effeito, o mal não resistiu à segunda dose. Suspendeo logo a evacuação. considerei-me escapo. Nada mais senti."
"Em 16 de junho de 1862 - prossegue o velho Félix - foi acomettida minha filha Lisbella (Sinhá) de cholera morbus. Tendo se manifestado fraco, tomou depois aspecto grave. Quinze dias conservou-se de cama sem tomar alimento algum, além d’uma colher de vinho do Porto, que às vezes lancava." (...) "Tudo quanto os dois systemas médicos aconselhavam aplicou-se mas em vão."
E como Lisbela, a filha do velho Félix conseguiu se restabelecer? O remédio para soltar a urina foi o seguinte: "Cinco moscas torradas e dissolvidas em uma colher de água morna fizeram-na urinar em 13 minutos. Um sertanejo do Brejo da Madre de Deus me aconselhou este remedio, o qual eu recusei-me a aceitar; mas n’essa ocasião estava lá em casa o meu amigo João Vicente, que se opôs a minha recusa e ele ,mesmo foi procurar as moscas, eu as torrei, dei-as de beber a menina, o que produziu tão maravilhoso effeito."
Vejamos, em seguida, outros remédios curiosos e pitorescos até hoje, usados pelo povo nordestino:
AMEBA. Tomar, durante 30 dias, em jejum, um copo de água fria com três gotas de creolina.
ASMA. 1) Tomar chá feito com enxerto-de-passarinho. 2) Fumar um cigarro feito com folhas secas de zabumba. 3) Comer testículos de porco assados e servidos com sal. 4) Tomar fel de boi misturado com um pouco de cachaça. 5) Tomar chá feito com chocalho da cobra cascavel. 6) Tomar chá feito do olho que tem na pena do pavão.
AZIA. Beber um copo d’água no qual foram colocadas três pitadas de cinza fria.
BICHO-DO-PÉ. Depois de retirado o bicho-do-pé, com o auxílio de um alfinete, encher a cavidade com sarro de cachimbo
CALO. Quando o sapato é novo, o calo é sempre uma certeza: 1) Colocar sobre o calo cera-de-ouvido. 2)Pingar no calo leite de avelós.
CATAPORA. Para a catapora acabar de sair ou sair ainda mais depressa, nada como tomar chá feito com o cabelo-de-milho sem açúcar.
CACHUMBA. Aplica-se, no local, um emplastro feito com o lodo do pote de carregar água da cacimba.
CHULÉ. É bom lavar os pés com a urina de uma criança.
DEDO, PÉ ou BRAÇO DESMENTIDOS. Dar uma surra no lugar afetado com um saquinho de sal grosso.
DESMAIO. 1) Passar, dentro do começo do nariz da pessoa desmaiada, uma pena de galinha até a pessoa voltar a si. 2) Soprar nos ouvidos e bater na sola dos pés até a pessoa tornar, voltar a si.
DOENÇA-DOS-OLHOS. 1) Pingar, no olho doente, algumas gotas de leite materno. 2) Banhar os olhos com a água onde se pôs uma rosa branca.
DOR-DE-BARRIGA. 1) Tomar chá feito com a moela da galinha, crua. 2) Comer uma banana prata verdosa. 3) Comer um pedaço de macaxeira branca, crua.
DOR-DE-CABEÇA. Colocar, sobre a testa, uma mistura feita com pó de café e manteiga.
DOR-DE-DENTE. 1) Introduzir na cárie, se couber, uma cabeça de fósforo. 2) Encher a cárie com o pó feito do chocalho da cobra cascavel. 3) Encher a cárie com sarro de cachimbo.
DOR-DE-GARGANTA. Comer tanajura torrada, se for tempo de tanajura.
DOR-DE-OUVIDO. Botar, no ouvido que estiver doendo, três gotas de leite materno.
ENJÔO-DE-GRAVIDEZ. Comer um pombo bem assado, sem sal.
ENJÔO-DE-VIAGEM-DE-AUTOMÓVEL. 1) Colocar uma castanha de caju no bolso, se for homem, ou na bolsa, se for mulher. 2) Mascar uma cabeça de fósforo.
ERISIPELA. Amarrar, no tornozelo, uma fita vermelha.
FURÚNCULO. Para o furúnculo estourar, por si só, nada como colocar no olho da cabeça-de-prego, um emplastro feito com o couro do bacalhau, cru.
GALO-NA-CABEÇA. Quando se leva uma pancada na cabeça e aparece um galo nada como fazer, sobre ele, forte pressão com a folha de uma faca fria.
HEMORRAGIA. Colocar, no local da hemorragia externa, para parar o sangue, um chumaço de algodão embebido em verniz de carpinteiro.
HEMORRAGIA NASAL. Molhar a cabeça em água fria e ficar olhando para o céu durante cinco minutos.
HEMORRÓIDAS. 1) Sentar num pedaço de tronco de bananeira recém-cortado. 2) Colocar uma pele de fumo no anus. 3) Colocar compressas de querosene.
HIDROCELE ou ÁGUA-NAS-PARTES. Ferver a água necessária para quase encher uma bacia de tamanho médio em que se tenha colocado uma caixa de charutos vazia, para que o doente se acocore e possa tomar banho do vapor.
IMPINGEM. 1) É bom cobrir a impingem com tinta de escrever. 2) Esfregar a impingem com tinta de escrever. 3) Esfregar a impingem com pólvora de caçador.
IMPOTÊNCIA SEXUAL. 1)Tomar chá de catuaba. 2) Comer testículos de boi, assados. 3) Tomar sopa de mocotó-de-boi.
INDIGESTÃO. Chá feito com a pele que envolve a moela de uma galinha, crua.
JÁ-COMEÇA ou COCEIRA. Tomar banho com o cozimento de maxixes, sem comê-los.
LOMBRIGA. Comer coco seco raspado, em jejum até aborrecer.
MAL-DOS-SETE-COUROS. Passar, no local, sebo de carne-do-ceará, bem quente.
MIJAR-NA-CAMA. Nada com dar umas lapadas na criança com um muçum vivo.
MORDIDA-DE-COBRA. Tomar meia garrafa de querosene e comer um prato de farofa com bacalhau assado na brasa.
MULHER MANINHA. Para que a mulher venha a ter filhos: 1) Tomar água antes de ter relações sexuais. 2) Dar ao marido, todo dia, no almoço, carne de carneiro preto, com um copo de vinho.
PANOS BRANCOS. Lavar o rosto ou a parte afetada pelos panos brancos, com água de chuva caída na hora.
PRISÃO-DE-VENTRE. Tomar chá de cupim.
QUEDA-DE-CABELO. Pentear os cabelos com um pente feito de chumbo.
SOLUÇO. Pregar um susto à pessoa que estiver com soluço.
TERÇOL. 1) Engolir nove caroços de limão durante três dias seguidos. 2) Esfregar, no chão, a semente de olho-de-boi e depois colocá-la sobre o olho onde está localizado o terçol.
TRIPA-DE-FORA. (Prolapso do reto). Sentar a pessoa acometida do mal em um pedaço de tronco de bananeira cortado na hora.
UMBIGO-CRESCIDO-DE-RECÉM-NASCIDO. Chá de cabelo-de-milho.
URINA PRESA. 1) Fazer um chá do talo do jerimum, seco e torrado. 2) Chá de alpiste.
VERRUGA. Colocar sobre a verruga um pouco de mênstruo.
É assim que o nordestino pobre, se cura, quando está doente, ficar bom para que possa cuidar do seu roçado, da sua luta, do seu trabalho.
terça-feira, 6 de julho de 2010
CONCURSO DE QUADRILHAS DE JABOATÃO DOS GUARARARAPES
Realização prefeitura municipal de Jaboatão dos Guararapes
Coordenadores: Jorge Braz , J. Andrade e Lenemar Santos.
Secretário de Cultura: Ivan Lima filho
A final Ocorreu no dia de São Pedro no pátio da prefeitura, e teve como vencedora a Junina tradição e em segundo Lugar a Dona Matuta. Todas fizeram um de belíssimo espetáculo! Aqui o júri especializado a tudo observa troca opiniões e faz anotações!
A coordenação do Evento da esquerda a poetisa Lenemar santos. O produtor teatral J. Andrade, o Produtor Cultural Jorge Braz e Locutor da clube FM nosso amigo Léo lima
Cia de Folguedos
Jorge Braz é Diretor Geral da Cia de Folguedos, que atua na comunidade da UR-11, um bairro de nossa cidade Jaboatão dos Guararapes. Há muito tempo queria fazer uma matéria com ele, mas de Jorge é muito difícil roubar uma foto, esta eu consegui durante o II Concurso de Quadrilhas que ele coordenou, juntamente com a poetisa Lenemar Santos e J. Andrade.
Jorge fundou a Cia de Folguedos em meador de 2002, era um dos brincantes da companhia, até que um problema no joelho lhe impediu de dançar, porém a sua dedicação ao projeto tornou-se até mais intensa, pois no papel de empresário e produtor cultural deste reisado tão bonito, que preserva as raízes da cultura Pernambucana, ele tem se destacado no cenário da cultura Jaboatanense e, em Pernambuco. Aos sábados pela manhã se dedica as crianças juntamente com o coreografo Júnior, responsável pela criação do grupo, e ensina a meninos e meninas, o frevo, o maracatu, o caboclinho e outros ritmos regionais que compõem o repertório da Cia de Folguedos. Desta dedicação revelou muitos artistas que hoje fazem do seu elenco, e de outras entidades culturais que preservam a nossa cultura. A Cia de Folguedos acompanha profissionalmente o palhaço Chocolate, o mais importante e destacado artista cultural que trabalha a criança em Pernambuco, e daí recebem o sustento da arte tão bela que representam.
Aqui acolá o nosso blog vai mostrando gente que faz a cultura em nossa terra, e quem quiser contratar um dos mais belos espetáculos culturais de Pernambuco é só ligar (081) 9142-7271 e-mail: jjbbraz@hotmail.com e pode ser para qualquer lugar do Brasil, eu assino embaixo!
Jorge fundou a Cia de Folguedos em meador de 2002, era um dos brincantes da companhia, até que um problema no joelho lhe impediu de dançar, porém a sua dedicação ao projeto tornou-se até mais intensa, pois no papel de empresário e produtor cultural deste reisado tão bonito, que preserva as raízes da cultura Pernambucana, ele tem se destacado no cenário da cultura Jaboatanense e, em Pernambuco. Aos sábados pela manhã se dedica as crianças juntamente com o coreografo Júnior, responsável pela criação do grupo, e ensina a meninos e meninas, o frevo, o maracatu, o caboclinho e outros ritmos regionais que compõem o repertório da Cia de Folguedos. Desta dedicação revelou muitos artistas que hoje fazem do seu elenco, e de outras entidades culturais que preservam a nossa cultura. A Cia de Folguedos acompanha profissionalmente o palhaço Chocolate, o mais importante e destacado artista cultural que trabalha a criança em Pernambuco, e daí recebem o sustento da arte tão bela que representam.
Aqui acolá o nosso blog vai mostrando gente que faz a cultura em nossa terra, e quem quiser contratar um dos mais belos espetáculos culturais de Pernambuco é só ligar (081) 9142-7271 e-mail: jjbbraz@hotmail.com e pode ser para qualquer lugar do Brasil, eu assino embaixo!
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
Poesia: Beijando a fita da viola de "Preto Limão"
(Trecho do Canto 08 do poema “Sertão de Espinho e de Flor”, de OTHONIEL MENEZES (1895-1969), Poeta, Jornalista e Escritor potiguar, inserto na sua “Obra Reunida”, no prelo em 2010, organizada e anotada por Laélio Ferreira, seu filho).
“No alpendre de Dona Santa,
Preto Limão(*) cospe e canta,
num tom de bravura e dó…
Mistral de chapéu-de-couro,
teu verso é uma prima de ouro,
na viola do Seridó!
– Negro velho escopeteiro,
louve aqui meu companhero,
poeta que vem mais eu!
Retruca o Homero tisnado:
– Você traz um convidado,
que é tomém amigo meu!
– Pruquê abasta tê vindo
mais você! Seu moço, eu brindo
vossa entrada no lugá.
Não tem fulôres agora,
mas esta chorona chora
e canta, pra lhe sarvá…
No juazeiro verdinho,
tá cantando um passarinho,
outro chega, e pega o tom…
Num faz mal que eu sêje franco:
sô moreno, o moço é branco
– café cum leite é que é bom…
Poeta parnasiano
– que faz um poema por ano,
e livros lê, mais de cem –,
renego o cinzel e a trena,
beijo essa fita morena
que a tua viola tem!”
Preto Limão(*) cospe e canta,
num tom de bravura e dó…
Mistral de chapéu-de-couro,
teu verso é uma prima de ouro,
na viola do Seridó!
– Negro velho escopeteiro,
louve aqui meu companhero,
poeta que vem mais eu!
Retruca o Homero tisnado:
– Você traz um convidado,
que é tomém amigo meu!
– Pruquê abasta tê vindo
mais você! Seu moço, eu brindo
vossa entrada no lugá.
Não tem fulôres agora,
mas esta chorona chora
e canta, pra lhe sarvá…
No juazeiro verdinho,
tá cantando um passarinho,
outro chega, e pega o tom…
Num faz mal que eu sêje franco:
sô moreno, o moço é branco
– café cum leite é que é bom…
Poeta parnasiano
– que faz um poema por ano,
e livros lê, mais de cem –,
renego o cinzel e a trena,
beijo essa fita morena
que a tua viola tem!”
(*) Preto Limão: Anota Câmara Cascudo em Vaqueiros e Cantadores, p. 256-257, ed. citada: Preto Limão, famosíssimo cantador e violeiro. Era um negro alto, esguio, de olhos amarelados, e com um cavanhaque de soba africano. É sempre enumerado entre os primeiros cantadores, e como residindo em Natal, embora não fosse verídico.
Derrotou dezenas de menestréis, mais sua maior glória é ter-se batido com Bernardo Nogueira, que o venceu. Dizem os cantadores que Preto Limão só foi vencido por estar doente, e ter a família adoecido também.
domingo, 4 de julho de 2010
Vídeo raro: Jackson do Pandeiro canta “Cantiga do Sapo/Lampião"
Uma raridade. Jackson do Pandeiro cantando “Cantiga do Sapo/Lampião” – Ao Vivo em São Paulo – SP, em 1982.
Trecho do Programa Mosaicos - TV Cultura
sábado, 3 de julho de 2010
Segundo encontro de música Regional de Jaboatão dos Guararapes
Pinto e Maturi no II encontro de Música Regional de Jaboatão dos Guararapes
A dupla arrancou aplausos e muitas risadas do publico presente, que não arredou o pé antes do final da apresentação da dupla de emboladores presentes ao II encontro de poetas e cantadores de viola em Muribeca dos Guararapes em Jaboatão!
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