sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dom Helder: Pastor da Liberdade PARTE I

Produzido pelos jornalistas Marcos Cirano, César Almeida e Ciro Rocha, o vídeo Dom Helder Pastor da Liberdade narra o que foi a vida de Dom Helder Câmara, então arcebispo de Olinda e Recife, durante o conturbado período da ditadura militar instalada no Brasil a partir de 1964.

Com duração de 18 minutos, traz depoimentos de jornalistas, padres, historiadores, políticos, ex-presos políticos e gente que conviveu e trabalhou com o líder religioso que representou um dos integrantes da Igreja Católica que mais se engajaram na luta pela liberdade e defesa dos direitos humanos.

No DVD, são mostradas a derrubada do governo Jango, a ascensão dos coronéis e a chegada, semanas depois do golpe, de Dom Helder para assumir a arquidiocese. É traçada uma cronologia da atuação de Dom Helder como um arcebispo engajado, que tinha sua casa metralhada, recebia ameaças e enfrentava a aversão dos militares que detinham o poder.

Patrocinado pela Companhia Hidro Elétrica do São Fancisco - Chesf, o DVD teve uma tiragem de 200 cópias, que foram distribuídas em bibliotecas e instituições públicas.

Fonte:http://www.pe-az.com.br/

O Diabo Nordestino

O Deus e o Diabo dos brancos chegaram ao Nordeste nas caravelas de Pedro Álvares Cabral. Enquanto Frei Henrique de Coimbra plantava a cruz da Fé celebrando a primeira misse, que também foi assistida pelos indígenas, o Diabo fazia das suas, desviando a atenção dos membros da expedição portuguesa para a nudez acobreada das mulheres nativas.

Naquele tempo, o Diabo estava no apogeu de sua fama, respeitado e temido no mundo Inteiro, personagem central de tudo quanto ara lenda, estórias e crendices armazenadas desde o começo do mundo. Cada um respeitava o temia o chifrudo conforme o uso de sua província. No entanto, era generalizada a crença de que se alguém pronunciasse o nome do Diabo, ele poderia aparecer. Para que Isso não acontecesse, os portugueses inventaram apelidos para o Diabo, que eram uma maneira de enganá-lo.


Alguns apelidos nordestinos para o Diabo:

"Afuleimado", "Amaldiçoado'', "Arrenegado", "Barzabu", "Bicho-Preto", "Bruxo", "Cafuçu", "Canheta", "Capa Verde", "Diogo", "Diale","Diá", "Diacho", "Diangas", "Dianho", "Demo", "Satã", "Dedo", "Ele", "Esmolambado", "Excomungado, "Feio", "Feiticeiro", "Ferrabrás", "Futrico", "Gato-Preto", "Imundo", "Inimigo", "Lúcifer", "Mequetrefe", "Mal-Encaracio", "Mofento", "Não-Sei-Que-Diga", "Negrão", "Nojento", "Pé-de-Cabra", "Pé-de-Pato", "Peitica", "Rabudo", "Rapaz", "Sapucaio", "Sarnento", "Tição", "Tisnado", "Tinhoso".

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Os indígenas



A colonização do território brasileiro pelos europeus representou em grande parte a destruição física dos indígenas através de guerras e escravidão, tendo sobrevivido apenas uma pequena parte das nações indígenas originais.

A cultura indígena foi também parcialmente eliminada pela ação da catequese e intensa miscigenação com outras etnias. Atualmente, apenas algumas poucas nações indígenas ainda existem e conseguem manter parte da sua cultura original. Indígena brasileiro, representando sua rica arte plumária e de pintura corporal

Apesar disso, a cultura e os conhecimentos dos indígenas sobre a terra foram determinantes durante a colonização, influenciando a língua, a culinária, o folclore e o uso de objetos caseiros diversos como a rede de descanso. Um dos aspectos mais notáveis da influência indígena foi a chamada língua geral (Língua geral paulista, Nheengatu), uma língua derivada do Tupi-Guarani com termos da língua portuguesa que serviu de lingua franca no interior do Brasil até meados do século XVIII, principalmente nas regiões de influência paulista e na região amazônica.

O português brasileiro guarda, de fato, inúmeros termos de origem indígena, especialmente derivados do Tupi-Guarani. De maneira geral, nomes de origem indígena são frequentes na designação de animais e plantas nativos (jaguar, capivara, ipê, jacarandá, etc), além de serem muito frequentes na toponímia por todo o território.

A influência indígena é também forte no folclore do interior brasileiro, povoado de seres fantásticos como o curupira, o saci-pererê, o boitatá e a iara, entre outros. Na culinária brasileira, a mandioca, a erva-mate, o açaí, a jabuticaba, inúmeros pescados e outros frutos da terra, além de pratos como os pirões, entraram na alimentação brasileira por influência indígena.

Essa influência se faz mais forte em certas regiões do país, em que esses grupos conseguiram se manter mais distantes da ação colonizadora, principalmente em porções da Região Norte do Brasil.

Fonte:http://culturapopular2.blogspot.com/2010/03/os-indigenas.html

A Iara


Os cronistas dos séculos XVI e XVII registraram essa história. No princípio, o personagem era masculino e chamava-se Ipupiara, homem peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio. No século XVIII, Ipupiara vira a sedutora sereia Uiara ou Iara. Todo pescador brasileiro, de água doce ou salgada, conta histórias de moços que cederam aos encantos da bela Uiara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa sua casa no fundo das águas no fim da tarde. Surge magnífica à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas.

Quando a Mãe das águas canta, hipnotiza os pescadores. Um deles foi o índio Tapuia. Certa vez, pescando, Ele viu a deusa, linda, surgir das águas. Resistiu. Não saiu da canoa, remou rápido até a margem e foi se esconder na aldeia. Mas enfeitiçado pelos olhos e ouvidos não conseguia esquecer a voz de Uiara. Numa tarde, quase morto de saudade, fugiu da aldeia e remou na sua canoa rio abaixo.

Uiara já o esperava cantando a música das núpcias. Tapuia se jogou no rio e sumiu num mergulho, carregado pelas mãos da noiva. Uns dizem que naquela noite houve festa no chão das águas e que foram felizes para sempre. Outros dizem que na semana seguinte a insaciável Uiara voltou para levar outra vítima.

Origem: Européia com versões dos Indígenas, da Amazônia.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cangaço (1877-1879)


A pobreza e a injustiça social no Nordeste criaram um fenômeno chamado "cangaço". Os bandoleiros carregavam os rifles sobre os ombros e essa imagem lembrava a canga, arreio de madeira que os bois levam no pescoço. Bandos armados assaltavam fazendas e saqueavam armazéns. Depois distribuíam o alimento para as vítimas da seca. Muitos coronéis, no entanto, se aproveitaram da situação e contrataram cangaceiros para matar seus inimigos. O primeiro cangaceiro a virar mito foi o pernambucano Cabeleira, que morreu enforcado. Lucas da Feira, outro cangaceiro, chegou a ser chamado ao Rio de Janeiro pelo imperador Dom Pedro II, que queria conhecê-lo. Antônio Silvino atacava cidades, fazendas e tropas de governo. Chegou a ser apelidado de "Governador do Sertão". Ele mobilizou as polícias de quatro Estados (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco) para ser capturado em 1914. Sinhô Pereira abriu as portas de seu bando para um jovem de 24 anos chamado Virgulino Ferreira da Silva. Ele passaria a liderar o grupo em 1922.

Você sabe o que foi "A Batalha dos Gararapes"?

O conde Maurício de Nassau


Batalhas que determinaram o fim do domínio holandês no Nordeste brasileiro, travadas, a 19/04/1648 e 18/02/1649, no Monte Guararapes, localizado ao sul so Recife, no povoado de Prazeres, atualmente um bairro do município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.

Nas duas ocasiões, os holandeses (que, anteriormente, já haviam perdido o primeiro grande confronto, a Batalha das Tabocas, saíram derrotados e teve início a debandada: com o Recife bloqueado por terra, quase todos os fortins já em poder dos reconquistadores (que tiveram à frente o comandante Martin Soares Moreno e os brasileiros João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros e Henrique Dias, altos funcionários holandeses, civis e militares emigravam; os soldados desertavam; todos queriam fugir.

Vem o final de 1653 e só no Recife alguns holandeses resistiam, quando chega à costa pernambucana uma poderosa esquadra portuguesa, com 60 navios comandados por Pedro Jaques de Magalhães e pelo almirante Francisco de Brito Freire.

Com o bloqueio por mar e o assédio por terra, os holandeses se dão por vencidos e, a 26/01/1654, na Campina do Taborda, ao sul do Recife, assinam o termo de rendição, entregando a cidade e todas as fortalezas por eles levantadas no Nordeste brasileiro. Durante as batalhas, os holandeses estavam sob o comando de von Schkoppe.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil


Desde o descobrimento do Brasil cultiva-se aqui a devoção de Nossa Senhora. Os portugueses descobridores do país tinham-na aprendido e usado desde a infância; os primeiros missionários recomendavam e propagavam-na. Aonde se fundavam cidades, construíram-se igrejas em honra de Nossa Senhora Aparecida e celebravam-se com grandes solenidades as suas festas. Foi certamente em recompensa desta constante devoção que a Virgem Santíssima quis estabelecer no Brasil um centro de sua devoção, um trono de graças, um santuário em nada inferior aos grandes santuários de outros países.

Data o ano de 1717 a origem da romaria de Nossa Senhora Aparecida. Três pescadores, de nome Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, moradores nas margens do rio Paraíba, no município de Guaratinguetá/SP, estavam um dia pescando em suas canoas, sem conseguir durante longas horas pegar peixe algum. Lançando João Alves mais uma vez a sua rede na altura do Porto de Itaguaçu, retirou das águas o corpo de uma imagem, mas sem cabeça e, lançando mais abaixo de novo a rede, colheu também a cabeça. Envolveu-a em um pano e continuou a pesca. Desde aquele momento foi tão abundante a pescaria, que em poucos lances encheram as canoas e tiveram de suspender o trabalho para não naufragarem. Eram certamente extraordinários esses fatos: O encontro da imagem, da qual nunca se soube que a tivesse atirado à água, o encontro da cabeça a qual naturalmente devia ser arrastada mais longe pela correnteza da água, e além disto dificilmente podia ser colhida em rede de pescador, enfim, a pesca abundante que seguiu o encontro da imagem. Os pescadores limparam, pois, com grande cuidado e respeito a misteriosa figura e com grande satisfação verificaram que era uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Colocaram-na no oratório de sua pobre morada e diante dela começaram a fazer suas devoções diárias.

Não tardou a Virgem Santíssima a mostrar por novos sinais que tinha escolhido essa imagem para distribuir favores especiais aos seus devotos. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. Construiu-se dentro em pouco um oratório e após alguns anos, com a intervenção do vigário da paróquia, uma capelinha. As graças que Nossa Senhora ali concedia aumentavam e com elas cresceu a concorrência do povo. Impunha-se a construção de uma capela maior, e em lugar mais elevado. Estava ali perto o Morro dos Coqueiros, o mais vistoso de todos os altos que margeiam o Paraíba. Ali, pois, no cume do morro foi começada em 1743 a construção de uma capela espaçosa, a qual foi terminada em 1745; no dia 26 de julho foi benta e celebrou-se nela a primeira Missa. A imagem de Nossa Senhora da Conceição, já então chamada por todos de Aparecida, estava em seu lugar definitivo e o morro que escolheu para fixar sua residência, tomou por ela seu nome.
Aparecida tornou-se desde então conhecida pelos Estados vizinhos e por todo o Brasil. Numerosas caravanas de romeiros vinham mesmo de grandes distâncias, em viagens penosas de dias e semanas para visitarem Nossa Senhora Aparecida, lhe renderem graças e pedirem proteção. O nome de Nossa Senhora sempre foi no Brasil por todos invocado em momentos de aflição e perigo e sua devoção é praticada em quase todas as casas.

A capela de Nossa Senhora Aparecida, durante o tempo, foi por diversas vezes reformada, tornou-se igreja até chegar a atual basílica. A partir de 1894, o prelado constatou número insuficiente de sacerdotes e por isso obteve a vinda de religiosos da Congregação Redentorista que passaram a exercer a direção espiritual da igreja e das romarias.

Novo progresso trouxe o ano jubilar de 1900, em que por iniciativa do bispo do Rio de Janeiro e do Bispo de São Paulo, foram organizadas peregrinações diocesanas e paroquiais ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Desde então, além dos romeiros que vem sós ou em pequenos grupos, chegam anualmente em Aparecida numerosas peregrinações chefiadas pelo respectivo bispo ou vigário, contando com milhares de romeiros vindos de todos os pontos do Brasil.

Um grande dia foi para os devotos de Nossa Senhora Aparecida o dia 08 de setembro de 1904 (dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição), em que a imagem foi coroada por ordem do Santo Padre. Assistiram à grande solenidade o Núncio Apostólico e todo o episcopado de diversas regiões do Brasil, além do presidente da República, através de seu representante. Todo o episcopado e o povo fizeram solene consagração a Nossa Senhora Aparecida com entusiásticas ovações a Nossa Senhora no momento de sua coroação.

Depois da coroação, o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, indulgências para os romeiros que vem em peregrinação ao Santuário. Em 1908 elevou a Igreja de Nossa Senhora à dignidade de Basílica. Por esse motivo ela foi solenemente sagrada a 5 de setembro de 1909 e no ano seguinte foram nela depositados os ossos de São Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.

Nas festas e no congresso sempre se manifestou o desejo que Nossa Senhora Aparecida fosse declarada oficialmente padroeira do Brasil e o episcopado apresentou este desejo ao Santo Padre. Acolheu o Papa Pio XI favoravelmente os pedidos dos bispos e dos católicos do Brasil e, por decreto de 16 de julho de 1930 proclamou a Virgem Aparecida Padroeira principal de todo o Brasil.

Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário o Título de “Rosa de Ouro”, reconhecendo a importância da santa devoção.

Em 04 de julho de 1980, o Papa João Paulo II, em sua histórica visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus.

No mês de maio de 2004, o Papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil .

REFLEXÕES

Seria impossível enunciar e descrever os favores que Nossa Senhora Aparecida já tem concedido aos seus devotos em suas necessidades, muitas vezes mesmo milagrosos que a todos deixam admirados. Seria igualmente impossível contar os benefícios espirituais que ela tem concedido pela conversão de pecadores há muito afastados de Deus, pela tranqüilidade restituída a muitas consciências e por inúmeras outras graças espirituais. A devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, aprovada pela Santa Igreja e confirmada por tantos milagres, é de sumo proveito para todos, e deve ser praticada por todos os habitantes desta terra em que é gloriosa Rainha.
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Referências bibliográficas:
- Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas Gerais, 1959.
- Site oficial da Basílica de Aparecida do Norte - http://www.santurarionacional.com.br
- Imagem: BSCS

Hoje é dia das crianças!!!



O Dia das Crianças é uma data comemorada em diferentes países. De acordo com a história e o significado da comemoração, cada país escolhe uma determinada data e certos tipos de celebração para lembrar de seus menores. Ao mesmo tempo, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) convencionou o dia 20 de novembro para se comemorar o dia das crianças.

A escolha desta data se deu porque nesse mesmo dia, no ano de 1959, o UNICEF oficializou a Declaração dos Direitos da Criança. Nesse documento, se estabeleceu uma série de direitos válidos a todas as crianças do mundo como alimentação, amor e educação. No caso brasileiro, a tentativa de se padronizar uma data para as crianças aconteceu algumas décadas antes.

Em 1923, a cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, sediou o 3º Congresso Sul-Americano da Criança. No ano seguinte, aproveitando a recente realização do evento, o deputado federal Galdino do Valle Filho elaborou o projeto de lei que estabelecia essa nova data comemorativa. No dia 5 de novembro de 1924, o decreto nº 4867, instituiu 12 de outubro como data oficial para comemoração do Dia das Crianças.

Entretanto, a data não se tornou uma unanimidade imediata. Somente em 1955, a data começou a ser celebrada a partir de uma campanha de marketing elaborada por uma indústria de brinquedos chamada Estrela. Primeiramente, Eber Alfred Goldberg, diretor comercial da empresa, lançou a chamada “Semana do Bebê Robusto”. O sucesso da campanha logo atraiu a atenção de outros empresários ligados à indústria de brinquedos.

Com isso, lançaram uma campanha publicitária promovendo a “Semana da Criança” com o objetivo de alavancar as vendas. Os bons resultados fizeram com que esse mesmo grupo de empresários revitalizassem a comemoração do “12 de outubro” criado pelo deputado Galdino. Dessa forma, o Dia das Crianças passou a incorporar o calendário de datas comemorativas do país.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
fonte:http://www.brasilescola.com/dia-das-criancas/a-origem-dia-das-criancas.htm

Eleição no Reino do Faz de Conta (Vale a pena rever)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Rios e Barragens


Rios e Barragens

Pernambuco dispõe de 13 grandes bacias hidrográficas, além de seis bacias de pequenos rios litorâneos e oito bacias dos chamados rios interiores. As 13 grandes bacias são formadas pelos rios: Capibaribe, Goiana, Ipojuca, Sirinhaém, Una, Ipanema, Mundaú, Moxotó, Pajeú, Terra Nova, Brígida, da Garça e do Pontal. O mais importante de todos esses é o Capibaribe, que banha, inclusive, a capital Recife.

Além dessas bacias hidrográficas, alguns municípios pernambucanos são cortados pelo Rio São Francisco, o mais importante do Nordeste. Geograficamente, nossos cursos d'água são divididos em rios litorâneos (que nascem no Planalto da Borborema e deságuam no Oceano Atlântico) e rios sertanejos que, em geral, deságuam no Rio São Francisco.



Rio Beberibe

O Rio Beberibe nasce no município de São Lourenço da Mata através da confluência dos seus dois formadores: o Rio Pacas e o Rio Araçá. Tem uma extensão de 19 km, desde a nascente até desembocar no mar.

A bacia hidrográfica do Beberibe engloba uma área de 79 km2, numa região que vai de São Lourenço da Mata, pequeno trecho do município de Paulista e vastas áreas das cidades de Recife e Olinda. É uma bacia hidrográfica litorânea, situada inteiramente na Zona da Mata de Pernambuco e na Região Metropolitana do Recife.

O principal afluente do Beberibe na sua margem direita é o Rio Morno, que, por sua vez, recebe água do Rio Macacos, ainda em seu trecho superior. Também pela margem direita, o Beberibe recebe ainda as águas do Canal do Vasco da Gama.

Pela margem esquerda, o Beberibe recebe as águas do Riacho Lava-Tripas e do Canal da Malária. Infelizmente, hoje todas essas fontes de alimentação do Beberibe estão com um elevado grau de poluição que tornam o rio um imenso esgoto a céu aberto.

Em períodos normais, o Bebribe é um rio estreito, com largura aproximada de seis metros em grande parte do seu percurso, alargando-se apenas no seu trecho final, quando sofre influência das marés altas.

Esta largura do rio só é alterada em períodos de enchentes. No final do seu trajeto, o Beberibe corre paralelo ao mar em direção ao sul, encontrando-se com o Rio Capibaribe para desenbocarem, juntos, no oceano, entre Recife e Olinda.

Até o início do século passado, o Rio Beberibe e seus afluentes eram margeados por florestas exuberantes. O rio, em seu trecho inferior, servia para o transporte de madeira e carvão, através de balsas que desciam até a foz.

Em sentido contrário, eram comuns os barcos provenientes do mar, que transportavam peixes para comercialização em locais como O Varadouro e outros pontos de venda.


Rio Capibaribe

É o mais importante rio pernambucano, nasce nas vertentes da Serra do Jacarará, no município de Poção e tem 240 km de extensão. Em sua bacia estão localizados 39 municípios e o rio deságua no Oceano Atlântico, depois de cortar toda a cidade do Recife.

Tem seu curso dividido em três trechos: superior, médio e inferior. Os alto e médio cursos do rio estão situados no Polígono das Secas, onde o rio apresenta regime temporário.

No curso inferior, o Capibaribe se torna perene a partir do município de Limoeiro, na região agreste do estado, até o seu desaguadouro. A bacia hidrográfica do Rio Capibaribe compreende uma área de 7.716 km2, que representa 7,8% do território pernambucano.

Seu mais importante afluente é o Rio Tapacurá. Na bacia do Capibaribe, o clima predominante é o semi-árido e menos de 20% de sua área têm chuvas acima de 800 milímetros.


Rio Ipojuca

A bacia do Ipojuca tem uma área de 3.310 km2 e, até sua foz, no litoral sul do Estado, mais precisamente na praia de Suape, o rio percorre um total de 250 quilômetros. O rio banha nove cidades: Sanharó, Tacaimbó, São Caetano, Caruaru, Bezerros, Gravatá, Primavera, Escada e Ipojuca.

Em sua bacia existem cerca de 2 mil hectares a agricultura irrigada, onde são produzidos 30% das verduras e hortaliças comercializadas pela central de Abastecimento do Recife-Ceasa.


Rio São Francisco

É o mais importante do Nordeste e um dos principais rios brasileiros. Tem suas nascentes no estado de Minas Gerais, na Serra da Canastra, e percorre 2.700 quilômetros, banhando parte dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco e Alagoas. Deságua no Oceano Atlântico, num ponto situado na divisa de Alagoas com Sergipe.

Seus mais importantes afluentes são: rios das Velhas, Paracatu, Corrente, Grande, Urucaia e Carinhanha. Nos dias de hoje, o principal aproveitamento do rio é no setor de geração de energia elétrica.

Ao longo do seu curso, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - CHESF - mantém uma série de usinas que fornecem energia para todo o Nordeste. Além disso, as águas do rio também são utilizadas na agricultura irrigada. Estão no Vale do São Francisco importantes núcleos de produção de frutas para exportação e de uva para o fabrico de vinhos.

O Vale do São Francisco tem uma extensão de 640.000 km2, área em que cabem sete países do tamanho de Portugal e que representa 7,5% da área total do Brasil.

Mais da metade (57%) da área total de sua bacia está no Polígono das Secas, o que já motivou a elaboração de inúmeros projetos (nenhum efetivado) de desvio de suas águas para amenizar o drama da população nordestina que sofre com as estiagens. Minas Gerais ocupa 37% da área da bacia.

O Rio São Francisco já teve 1.300 km de seu trecho navegável e foi através de suas águas que chegaram os povoadores dos sertões brasileiros. A partir de 1663, a margem direita do Rio São Francisco é transformada em área de criação de gado, porque no litoral a criação era impossível por causa das plantações.

Os pioneiros vão substituindo por baiadas os índios que encontram no caminho. Em 1690 estoura no sertão a notícia da descoberta do ouro em Minas Gerais e as embarcações se multiplicam rio abaixo, rio acima.

No fim do Século XVII, o gado gordo e o ouro farto já não existem e com a transferência da capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763, inicia-se o abandono do vale por parte do governo.

A mais tradicional embarcação que circulou pelo São Francisco foi a chamada "Gaiola", barco a vapor que transportava centenas de pessoas e trazia na proa uma carranca - estranha escultura em madeira utilizada para afugentar os maus espíritos. Consta que é de 1870 o primeiro barco desse tipo.

O período de exploração do rio para a produção de energia elétrica tem início em 1910, quando o empresário cearense Delmiro Gouveia decide construir na Cachoeira de Paulo Afonso uma pequena usina (v. CHESF). O rio foi descoberto por Américo Vespúcio, a 04 de outubro (dia de São Francisco) de 1501.

Transposição

Projeto de utilização do Rio São Francisco para combater a seca em várias localidades dos Estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A proposta é polêmica e já foi discutida várias vezes.

De acordo com projeto apresentado em 1999 pelo Ministério da Integração Nacional, a mudança do curso natural das águas do rio deveria ocorrer através da construção de 1.400 km de canais e túneis e oito estações de bombeamento, obras avaliadas em US$ 1,5 bilhão.

A água seria canalizada para outros rios e 90 açudes nordestinos, beneficiando 6,8 milhões de pessoas em 200 municípios. As críticas ao projeto giram em torno de três questões: os elevados custos das obras; as conseqüências ecológico-ambientais; e os possíveis problemas que o desvio das águas traria para o conjunto de hidrelétricas instaladas ao longo do leito do rio.

Sobre estas duas últimas questões, nunca se chegou a um entendimento: alguns estudiosos dizem que a transposição é a grande saída para combater as secas; outros afirmam que desviar o curso do São Francisco pode acarretar uma grande tragédia, uma vez que acabaria exaurindo o rio ao longo dos anos.

Projeto semelhante ao de 1999 foi apresentado, também pelo governo federal, em 1983, mas gerou a mesma polêmica e nunca saiu do papel.

Este projeto previa o desvio de 300 metros cúbicos de água por segundo; no projeto de 1999, essa vazão caiu para 80 metros cúbicos por segundo, fato que, segundo os defensores da obra, acabaria o perigo de esgotamento do rio. Mas, ainda assim, as discussões prosseguiram.

A idéia de usar o Rio São Francisco para amenizar a seca no Nordeste vem de longe: em 1886, o engenheiro Tristão Franklin Alencar de Lima propôs a transposição do rio para o semi-árido setentrional, interligando-o com a bacia do Rio Jaguaribe, no Ceará, mas as dificuldades técnicas à época inviabilizaram o projeto.


Açudes e barragens

Veja, abaixo, a relação dos açudes e barragens construídos nos leitos dos rios pernambucanos para implantação dos serviços de abastecimento de água estaduais: