quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Vídeo Cavalo-marinho em Olinda-PE

Causo: Conversa de Passageiro - Zé Laurentino




Conversa de Passageiro
(Zé Laurentino)


Certa feita, viajei
Com destino ao interior
E no ônibus me sentei
Bem pertinho de um doutor.
E o homem conversava
As coisas me perguntava
Pois apesar do estudo
E sua sabedoria
Quase tudo ele sabia
Mas não sabia de tudo.


Por exemplo, perguntou
Num gesto de ironia
Quem foi que me ensinou
A escrever poesia.
Eu lhe respondi patrão
Não tenho certeza não
Mas pra estes versos meus
Que tem sabor silvestre
Eu só tive um grande mestre
A quem conheço por Deus.


Cortava o carro o asfalto
E agente dialogando
Toda viagem é um salto
Quando se vai conversando.
Contemplávamos a paisagem
Que margeava a rodagem
Num quadro bem nordestino
Cavalos, bois que comiam
Casebres que pareciam
Brincadeiras de menino.


Casebres rústicos de palha
Semeados pela serra
Feitos sem viga, sem calha
Os pisos feitos de terra.
Portas que nunca trincavam
Guris raquíticos brincavam
Pelo terreiro da frente
Vendo esse quadro o doutor
Falou assim trovador
Nestas casas mora gente.


Mora, mora um povo semimorto.
Lhe respondi no momento
De que o nome conforto
Não tomou conhecimento.
Em cada casinha desta
Por mais pequena e modesta
Tem dez pessoas ou mais
Ali os filhos se somam
Pois as suas mães não tomam
Anticoncepcionais.


E elas não tomam não
Por não quererem tomar
Lhes faltam orientação
E o dinheiro pra comprar
Mais necessitam de amor
Que é um dom do criador
Fazer amor quem não quis
Assim a todos instantes
Vão produzindo emigrantes
Que irão ao sul do país.


As poltronas desses ranchos
São alguns cepos de paus
Os guarda-roupas são ganchos
As camas quase giraus.
E a alimentação
É um prato de feijão
Um taco de rapadura
Batata doce também
Cuscuz de milho, xerém
Macaxeira, fava pura.


Meninos famintos fracos
Dado a limitada bóia
Os seus lençóis são de sacos
O leito é uma tipóia.
Os seus brinquedos são ossos
Caramujos e outros troços
Que eles acham pelo chão
Na maior variedade
Pois brinquedos de verdade
Eles não possuem não.


E os pais desses meninos
Me perguntou o doutor
São vadios, peregrinos?
Eu respondi não senhor.
São eles homem modestos
Porém honrados, honestos
Que trabalham todo dia
Trabalham tanto aliás
Que talvez trabalhem mais
Do que vossa senhoria.


Só uma coisa é diferente
É que eles tem embaraços
Trabalha o senhor com a mente
Eles trabalham com os braços
O senhor no gabinete
Que parece um palacete
Com todo luxo e requinte
Pobrezinhos que eles são
Não ganham nenhum milhão
Ganha o senhor mais de vinte.


Vive este homem da terra
Que não é dele é alheia
Nesta luta quase guerra
Que é trabalhar de meia.
Com sua mão calejada
Puxa o cabo da enxada
Que as suas forças consome
Para extrair do chão
Essa alimentação
Que o homem da praça come.


Ainda tinha uma coisa
Para dizer o doutor
Porém chegamos em Souza
Cidade do interior.
Eu precisa ficar
E ele tinha que passar
Pois ia pra o Juazeiro
Tão logo me despedi
Peguei a pena e escrevi
Conversa de Passageiro.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vamos dançar Cavalo Marinho

O Cavalo Marinho é um teatro de rua tradicional da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Conduzido por música e dança, possui dezenas de figuras que podem estar pintadas, vestindo máscaras, paletós, chapéus, penas, golas ou armações de bichos. Que podem surgir em pernas de pau ou cuspir fogo. Figuras que dançam e compõe coreografias. Dançarinos que encenam. Figuras que improvisam, dialogam e interagem com o público.

Figuras e toadas tantas, que uma noite inteira se passa. Gestos e corporeidades específicos, precisos. Vitalidade e vigor físico com habilidade e beleza. Música, dança, teatro. Diversidade e riqueza que impressionam.

A maioria das tradições no Brasil se formataram como grupos musicais, cortejos, danças ou danças com encenações. O que faz do Cavalo Marinho uma das tradições mais peculiares é o fato de ter se formatado como teatro. Embora a música e a dança sejam elementos imprescindíveis, o funcionamento da brincadeira como um todo está voltado para o teatro (ver roteiro).

A religiosidade está presente em praticamente todas as brincadeiras do Brasil. Muitas delas, inclusive, são religião. O Cavalo Marinho, embora faça parte do ciclo natalino, não é devoção. É espetáculo, apresentação. Mas é antes de tudo, necessidade.

O Cavalo Marinho nasceu de artistas que têm em comum o trabalho na cana-de-açúcar. Por este motivo, se liga a um Brasil primeiro, que está na raiz da própria cana-de-açúcar. Economia que viabilizou o começo de tudo e onde as primeiras caras brasileiras começaram a surgir.

Consequentemente onde também começaram a surgir as primeiras necessidades. Necessidades humanas antes de tudo. Necessidades que geram, que produzem, que movem, que transformam, nem que seja por uma noite. O Cavalo Marinho é fruto dessa necessidade, desse Brasil primeiro.


ROTEIRO GERAL DO CAVALO MARINHO

No Cavalo Marinho, o roteiro geral é um “Baile” que o “Capitão Marinho” vai oferecer ao “Santo Rei do Oriente”. Ele contrata dois negros, o “Mateus” e o “Bastião”, para tomar conta do terreiro. Após chegar de uma viagem, os negros se dizem donos do lugar e o “Capitão” é obrigado a chamar o “Soldado da Gurita”. De repente, quando tudo parece voltar ao normal, surge o “Empata Samba” que, como o nome sugere, interrompe a brincadeira. A festa só tem continuidade quando o “Mané do Baile” abre o terreiro para o “Baile”.

A partir daí acontece uma sequência de várias coreografias, também chamadas de “Dança dos Arcos”, entre elas o “São Gonçalo”, o “Jerimum”, a “Marieta”, a “Cobra”, a “Roseira” e outras, elaboradas em conjunto pelos “Galantes”, “Damas”, “Pastorinha” e “Arlequim” e o “Capitão” como o “Puxador dos Arcos”.

É também o momento do “Capitão” e cada “Galante” dizerem suas loas. Já o “Mateus” e o “Bastião” só dizem as suas obrigados pelas figuras dos “Capitães de Campo”.

Depois dos “Arcos” é a vez do próprio “Capitão Marinho” vir montado em seu cavalo, por isso a figura é chamada de “Cavalo Marinho”, que também dá nome a toda brincadeira.

Para seguir adiante, o “Capitão” manda chamar o “Mestre Ambrósio”, um mascate que “vive no mundo, comprando, vendendo e trocando figura”, para negociar algumas delas e realizar a brincadeira.

Depois do “Ambrósio” as figuras não obedecem uma ordem de entrada. O “Matuto da Goma”, o “Selador e Seu Campelo”, o “Vila Nova”, “Seu Domingos”, a “Véia do Bambu”, são algumas que podem cortar a madrugada.

O “Vaqueiro” dá início a sequência final, com seu filho, “Mané”, montado numa “Burra”. Mas só quando a barra do dia vem quebrando é que o terreiro recebe o “Boi”. Depois dele, para finalizar, a “Despedida” e uma roda de “Côco”.

Existem variações nesse roteiro. Alguns Mestres podem ser citados como representantes de algumas dessas variações: Mestre Inácio Lucindo, Mestre Salustiano e Mestre Batista. A sequência apresentada aqui é praticada pelos Mestres Grimário, Biu Alexandre, Biu Roque, Mariano Teles, entre outros, que seguem a que era praticada pelo Mestre Batista.

Helder Vasconcelos.
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Fonte:http://conexaocavalomarinho-cm.blogspot.com/

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

2º PREMIO SOLANO TRINDADE DE POESIAS

O 2º PREMIO SOLANO TRINDADE DE POESIAS VAI ACONTECER NO DIA 08 DE DEZEMBRO DE 2010 AS 16h00 NA PRAIA DE BARRA DE JANGADA (AO LADO DA IMAGEM DE IEMANJA NO PALCO PRINCIPAL DA FESTA) E TERÁ OS SEGUINTES CONCORRENTES





01.Laércio Almeida de Lima......................Salvador - Bahia
02. Altair Leal Ferreira................................Paulista - Pernambuco
03.Flavio Dias da Silva................................Jaboatão – Pernambuco
04. Jose Kildery de Oliveira.........................Recife - Pernambuco
05. Geraldo Ferreira de Lima......................Jaboatão – Pernambuco
06. Ricardo da Conceição Peixoto..............Jaboatão- Pernambuco
07. Paulo Leonardo Batista Silva...............Jaboatão- Pernambuco
08. Rômulo Ramos de Queiroz...................Jaboatão – Pernambuco
09. Romero Ramos de Queiroz..................Jaboatão- Pernambuco
10. Levi da Silva Lima................................Jaboatão- Pernambuco
11. Ronaldo Sebastião de Barros ................Jaboatão – Pernambuco
12. Junior Jose Vieira...................................Recife – Pernambuco
13. Valquer Ramos dos Santos ....................Jaboatão- Pernambuco
14. Dílson Ferreira da Luz filho..................Jaboatão- Pernambuco
15. Adriana costa Mendonça ......................Recife - Pernambuco
16. Mauricio Fonseca dos Santos................Recife - Pernambuco
17.Almesio do Nascimento Silva................Jaboatão- Pernambuco
18. Marcos Antonio Gonçalves de Lima ....Jaboatão- Pernambuco
19. Piteer Junior Antonio da Silva...............Jaboatão- Pernambuco
20. Elizabeth Severina da Cruz Oliveira......Recife - Pernambuco
21. Roni Rossi Luiz da silva........................Jaboatão- Pernambuco
22. Ivano Ferreira do Nascimento................Recife - Pernambuco


Júri Especializado

Natanael Lima - Escritor (Membro da academia de Letras Cabense)
Lula Cortes - Musico , escritor, Cantor e compositor
Valeria Alvarenga - Presidente do Conselho de Igualdade racial
Mirtes Figueiroa - Secretaria de Educação / Jaboatão Jornal
Nildo Barbosa - Secretaria de Cultura / Professor universitário
Ivaldo Batista - União dos Escritores de Carpina/ Historiador
Paulo Rocha - Jornalista Redação Gazeta Nossa


Comissão Organizadora

Cobra Cordelista - Lenemar Santos – Jorge Braz - J. Andrade





Obs. Antes da apresentação do 1º candidato a comissão organizadora do evento fará um sorteio das apresentações.

Seu Lunga, tolerância zero

Seu Lunga

Um dos personagens mais populares dos cordéis da atualidade é o Seu Lunga, de Juazeiro do Norte, sempre com suas respostas afiadas para quem lhe faz pergunta besta. Esse cordel é de Ismael Gaião em sua coluna COLCHA DE RETALHOS, do Jornal da Besta Fubana.


SEU LUNGA, tolerância zero Ismael Gaião
Eu vou falar de Seu Lunga
Um cabra muito sincero,
Que não tolera burrice
Nem gosta de lero-lero.
Tem sempre boas maneiras,
Mas se perguntam besteiras,
Sua tolerância é zero!

Ao entrar num restaurante
Logo depois de sentar,
Um garçom lhe perguntou:
O Senhor vai almoçar?
Lunga disse: não Senhor!
Chame o padre, por favor,
Vim aqui me confessar.

Lunga tava na parada
Com Renata perto dele.
Esse ônibus vai pra praia?
Ela perguntou a ele.
Ele, então, disse à mulher:
- Só se a Senhora tiver
Um biquini que dê nele!

Seu Lunga tava pescando
E alguém lhe perguntou:
- Você gosta de pescar?
Ele logo retrucou:
- Como você pode ver,
Eu vim pescar sem querer,
A polícia me obrigou.

Pagando contas no Banco
Lunga viveu um dilema
Pois com um talão nas mãos,
Ouviu de Pedro Jurema:
O Senhor vai usar cheque?
- Ele disse: não, moleque,
Vou escrever um poema.

Em sua sucataria
Alguém tava escolhendo,
- Por quanto o Senhor me dá,
Essa lata com remendo?
Lunga, sem pestanejar,
Disse: não posso lhe dar,
Porque eu estou vendendo.

E ainda muito irritado
A seu freguês respondeu:
Tudo que eu tenho aqui,
Eu vendo porque é meu.
Pois se o Senhor quiser ver,
Coisas sem ser pra vender,
Vá visitar um museu.

Lunga foi comprar sapato
Na loja de Barnabé
E um rapaz bem gentil
Perguntou: é pra seu pé?
Ele disse: não esqueça,
Bote na minha cabeça,
Vou usar como boné.

Lunga carregava leite
Numa garrafa tampada
E um velho lhe perguntou:
Bebe leite, camarada?
Ele disse: bebo não!
Depois derramou no chão.
- Eu vou lavar a calçada.

Seu Lunga tava deitado
Na cama, sem se mexer.
E um amigo idiota
Perguntou, a lhe bater:
- O senhor está dormindo?
Lunga disse: tô fingindo
E treinando pra morrer!

Seu Lunga foi a um banco
Com um cheque pra trocar
Um caixa muito imbecil
Achou de lhe perguntar:
O Senhor quer em dinheiro?
- Não quero não, companheiro,
Quero em bolas de bilhar.

Lunga olhou pro relógio
Na frente de Gabriela,
Quando menos esperava,
Ouviu a pergunta dela:
- Lunga viu que horas são?
Ele disse: não, vi não,
Olhei pra ver a novela!

Seu Lunga comprava esporas
Para correr argolinha
E o vendedor idiota
Fez essa perguntazinha:
- É pra usar no cavalo?
- É não, eu uso no galo,
Monto e dou uma voltinha.

Seu Lunga tava pescando
Quando chegou Viriato
- Perguntando: aqui dá peixe?
Lunga disse: isso é boato!
No rio só dá tatu,
Paca, cutia e teju,
Peixe dá dentro do mato.

Lunga foi se consultar
Com um Doutor que era Crente
Esse logo perguntou:
- O Senhor está doente?
- Lunga disse: não Senhor,
Vim convidar o Doutor,
Para tomar aguardente.

Seu Lunga, com seu cachorro,
Saiu para caminhar
E um besta lhe perguntou:
É seu cão, vai passear?
Lunga sofreu um abalo,
Disse: não, é um cavalo,
Vou levá-lo pra montar.

Lunga trazia da feira,
Já em ponto de tratar,
Uma cabeça de porco,
Quando ouviu alguém falar:
- Vai levando pra comer?
Ele só fez responder:
- Vou levando pra criar!

Lunga foi à eletrônica
Com um som pra consertar
Lá ouviu um idiota
Sem demora, perguntar:
- O seu som está quebrado?
- Tá não, está estressado.
Eu trouxe pra passear.

Seu Lunga foi numa loja
Lá perto de Itaqui
- Tem veneno pra rato?
- Temos o melhor daqui.
Vai levá-lo? Está barato.
- Vou não, vou buscar o rato
Para vim comer aqui!

Seu Lunga tava bebendo,
Quando escutou de Tião:
- Já que faltou energia,
Nós vamos fechar irmão!
Lunga falou: que desgraça!
Eu vim pra tomar cachaça,
Não foi tomar choque não!

Lunga tava em sua loja
Numa preguiça profunda
Quando escutou a pergunta
Vindo de Dona Raimunda:
- O Senhor tem meia-calça?
- Isso em você não realça,
Ou você, tem meia bunda?

Lunga saiu pra pescar,
Quando um amigo encontrou.
Depois de cumprimentá-lo
Seu amigo perguntou:
Lunga vai à pescaria?
Seu Lunga só disse: ia.
Pegou a vara e quebrou.

Jacó estava querendo
Apostar numa milhar
Vendo Lunga numa banca
Disse: agora vou jogar!
E foi gritando dali:
- Lunga, passa bicho aqui?
- Passa sim! Pode passar.

Seu Lunga sentia dor
Procurou Doutor Ramon
Que começou a consulta
Já perguntando em bom tom:
Seu Lunga, qual o seu plano?
Lunga disse: sem engano,
O meu plano é ficar bom!

Lunga tava em seu comércio
Despachando a Zé Lulu
Que depois de escolher
A fava e o feijão guandu.
- Disse: vou levar fubá.
E o arroz como está?
Seu Lunga disse: Tá cru!

Lunga com uma galinha
E a faca pra cortar,
Seu vizinho perguntou:
Oh! Seu Lunga, vai matar?
Com essa pergunta burra,
Disse: não, vou dar uma surra,
Logo depois vou soltar.

Lunga indo a um enterro
Encontrou Zeca Passivo
- Seu Lunga pra onde vai?
Ao enterro de Biu Ivo.
- E Seu Biu Ivo morreu?
- Não, isso é engano seu,
Vão enterrar ele vivo!

Lunga mostrou um relógio
Ao filho de Biu Romão
- Posso botar dentro d’água?
Perguntou o garotão.
Lunga disse sem demora:
- Relógio é pra ver a hora,
Não é sabonete, não!

Lunga fez uma viagem
Pra cidade de Belém
E quando voltou pra casa
Escutou essa de alguém:
- Oh! Seu Lunga, já chegou?
- Eu não, você se enganou,
Chego semana que vem!

Lunga levou uma queda
De cima de seu balcão
- Quer tomar um pouco d’água?
Perguntou o seu irmão.
Lunga logo, respondeu:
Foi só uma queda, meu!
Eu não comi doce não!

Na porta do elevador
Esperando ele chegar
Seu Lunga escutou um besta
Pro seu lado perguntar:
- Vai subir nesse momento?
- Não, que meu apartamento,
Vai descer pra me pegar.

Se encontrar com Seu Lunga
Converse, mas com cuidado,
Pois ele pode ser grosso,
Mesmo sendo educado.
Eu já fiz o meu papel,
Escrevendo este cordel
Pra você ficar ligado!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Meu novo blog!!!


Olá amigos e amigas, criei esse novo espaço para divulgar os avanços de Jaboatão dos Guararapes, quero mostrar as coisas boas de minha terra. Temos muitos problemas é verdade, mas as coisas parecem que estão mudando e quero compartilhar com todos vocês, meus amigos, essas mudanças.

Jaboatão não tem só problemas, hoje tem progresso também e uma luta constante para a melhoria de nosso povo.

Acessem meu novo blog: Fala Jaboatão!!!

Cobra Cordelista na Escola Edgar Moury Fernandes


A convite de Eri Johnson e Luiz Antônio, indicado pelo Prof. Edmo, recebi uma homenagem muito legal na Escola Edgar Moury Fernandes em Muribeca (Jaboatão) e comparecia festa. Puseram minha foto num mural ao lado de Alguns poetas e artista que eu admiro muito e achei muito legal. Retribui o carinho com a minha arte, o que aprendi em outras gerações e que procurarei deixar as posteriores.

Professores e alunos caíram no forro, na ciranda e no coco e entre uma coisa e outra haja poesia que as meninas aprovavam com gritinhos e os machos com aplausos. O tempo todo eu toquei acompanhado do meu parceiro e amigo Vitor Aragão e da banda pão com ovo, uma galera maluca que toca a batera na escola e percussões e aliás tocam muito, que improviso maravilhoso, gente um dia agente repete.

Já como fica o veio no meio dos meninos, fazendo a maior agitação? Parece um pinto no lixo, é alegria só! Que Deus abençoe vocês e espero que a mensagem tenha ficado; Que a nossa cultura é muito linda e bastante participativa! Por fim mais um recado: Vamos crescendo com muito estudo e superando desafios, sem droga nenhuma, nem álcool, nem cigarro, ou outra porcaria qualquer e se houver sexo com camisinha é mais seguro evita doenças sexuais e gravidez não planejada que lhes fazem serem papai e mamãe em hora errada, e bebê não tem nada a ver com isto! Por fim beijos e sucessos, daqui fico torcendo por boas noticias!

Cobra Cordelista.











Comprando Voto




Quem negocia seu voto
Prega a corrupção
E não pode exigir depois
Nenhuma pequena ação
Daquele seu candidato
Que escolheu na eleição.

Aquele que vende o voto
Sem saber faz aumentar
A injustiça social
Pois não pode nem cobrar
Trabalho do candidato
Depois que este ganhar.

O crápula que compra votos
Do povo não quer saber
O que ele pretende mesmo
É adquirir o poder
Pra roubar dinheiro público
E assim enriquecer.

O Sorriso da Saudade



O Sorriso da Saudade
(Anizio)

Sob o peso da saudade...
Deixo as lágrimas cair!
Triste nem sei mais sorrir,
Em mim só ansiedade...
Que todo meu ser invade!
Nostalgia do passado...
Em mim fica impregnado!
Como enxerto na pele,
Um mal que não se repele!
Neste meu rosto marcado.

Lamentando essa ausência...
As lágrimas voltam a rolar!
No silêncio a lamentar,
Do amor sinto a presencia...
Mas sofro com paciência,
Vendo sorrir a saudade...
Fazendo-me essa crueldade!
Levando parte de mim,
Querendo ver o meu fim!
Expondo-me a sua maldade.

E nos soluços em silêncio,
Faz expulsar minhas lágrimas...
Expandindo minhas mágoas!
Meu coração é um vazio...
Sinto este amor por um fio!
Mas mesmo na ansiedade,
Eu busco a felicidade...
Para acalmar minha dor!
Nas memórias do amor...
Vive sorrindo a saudade.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Lançamento do livro "Madrugada de Anseios", do poeta Edivaldo Miranda

Estive na Cidade Carpina para prestigiar o lançamento do livro "Madrugada de Anseios", do poeta Edivaldo Miranda. O livro é uma série de poesias inéditas do escritor sexagenário, que lança seu primeiro livro, uma coletânea de toda a sua trajetória poética, e são maravilhosas as composições que o mesmo postou em sua obra.

Lá estavam Ramos Silva, presidente da associação dos escritores de Carpina, Professora Zélia Secretaria de Educação, o escritor Ivaldo Batista e outros escritores presentes que realizaram um belo Sarau no auditório da prefeitura de Carpina. O neto de Edivaldo Miranda fez uma bela declamação imortalizou em suas memórias a lembrança do avô. Ezequiel ao violão e nunca vi um violão tocado da forma como toca, creio que a experiências dos anos vividos e das serenatas amadureceu o trabalho, e assim houve um show de cultura para presentear o público presente.

Cobra Cordelista.

Vejam as fotos.