sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
A cultura popular e as pedras do caminho
Por Bosco MacielSegundo Luis da Câmara Cascudo (Grande folclorista brasileiro), Cultura popular “é a cultura tradicional e milenar que nós aprendemos na convivência doméstica. É aquela que até certo ponto nós nascemos sabendo. Qualquer um de nós é mestre, que sabe contos, mitos, lendas, versos, cantos, danças, superstições”. E, é esta cultura que carrega beleza e encantamento herdados de nossos índios, negros, portugueses, espanhóis, e árabes. Cite-se que o clássico e o erudito, invariavelmente nascem da cultura popular. E, no contexto em que a educação e a cultura são a base transformadora da sociedade, a Cultura popular é ponta-de-lança, por ser ela a geradora da “identidade cultural” de cada cidadão. E, somente cidadãos com “identidade cultural”, transformam qualquer País em Nação.
Entretanto, no Brasil, desde o nascimento da república, existe uma dificuldade de diálogo entre o Poder público e os Fazedores de cultura popular, apesar de um estar umbilicalmente ligado ao outro. Enquanto os Fazedores de cultura popular necessitam do apoio do Poder público para suprir deficiências burocrático-administrativo-financeiras no processo de produção cultural, - pois artista sabe fazer arte e não sabe mexer com burocracia -, o Poder público necessita das ações dos Fazedores de cultura popular para criar meios que ajudem na formação de cidadãos conscientes de nossa riquezas culturais. E, dentre as dificuldades encontradas pelos Fazedores de cultura popular junto ao Poder público, destacam-se: A complexidade para preenchimento de formulários exigidos nos editais voltados a projetos culturais. A excessiva quantidade de documentos exigida por estes mesmos editais.
O rigor na análise dos documentos, quando por exemplo, uma assinatura esquecida tem o poder de anulação de um projeto. Os rígidos critérios utilizados pelos Analisadores, nos processo de avaliação. Sem falar, das dificuldades estabelecidas pela `Lei Rouanet` - criada para fomentar a produção cultural em nosso país -, mas que até hoje, não cumpre os objetivos em sua plenitude. Se tem peso o argumento, de que, o controle dos recursos públicos dirigidos para a produção cultural devem ser muito bem administrados pelo governo (daí a nessessidade do controle burocrático), seria também interessante que o próprio governo dispusesse de `Departamentos de suporte a serviços burocráticos`, com atendimento integral aos artistas e produtores culturais, cujos serviços seriam pagos com os recursos advindos da própria aprovação de projetos. E, isto ocorre de forma adequada em outros setores.
Por exemplo, para a compra de um apartamento, a tramitação burocrática é feita por um corretor de imóveis. Para o licenciamento de um carro, a liberação dos documentos é realizada por um despachante. Porque não, para a obtenção de recursos do governo para a produção de um projeto cultural, não se dispõe de um `especialista` que acessore o requisitante, na tramitação burocrática.
Em função do exposto, percebe-se que existe a nessessidade de aperfeiçoar-se a estrutura governamental no que concerne a `Administração cultural`, no sentido de se valorizar na forma devida, os artistas e produtores culturais que lidam com a “Cultura popular”. Cultura esta, rica em diversidade, história, preservação de costumes, e encantamento. Isto tudo, com baixo custo. E, só com Artistas e Produtores culturais valorizados será possível reverter o quadro que já se estabeleceu em nosso país.
Por exemplo, hoje assistimos em nossas tv`s `Reality shows`, `novelas`, e, `programas` de nível cultural tão baixo, que por vezes, ultrapassam a linha tënue da ética e da moral, promovendo de forma rápida, a degradação e o aniquilamento do pouco que ainda resta de nossas reservas culturais. A Internet disponibiliza a informação cultural de valor. Mas, a imensa maioria do povo brasileiro não acessa a Internet para buscar informações educativas e culturais, dispondo apenas da TV como meio de informação, cultura, e lazer. E esta falta de opção é extremamente nociva. Porisso, é urgente que a reversão desse quadro ocorra logo. Senão, muito brevemente teremos um país de acéfalos. Aí sim, com prejuízos incalculáveis para a nação, cujas cobranças serão debitadas aos que hoje são responsáveis pela implantação e manutenção de políticas culturais, no Brasil.
Compete portanto, à nossa Ministra da cultura Ana de Hollanda, cuidar de nossa `Cultura popular` com uma atenção muito especial, considerando os seguintes pontos: 1 - Buscando eliminar o excesso de burocracia, potencializando (como conseqüência) nossa produção cultural. 2 - Mantendo e aperfeiçoando os programas que capilarizam os bens culturais do nosso povo, como o Programa `Cultura Viva` e, `Pontos de cultura`. 3 - Resistindo as pressões dos grandes `nomes` e `grupos nacionais` (alguns criados artificialmente pela `Mídia’), que ocupam espaço e recursos por vezes não merecidos. 4 - Estimulando a participação de programas `folclóricos` e de `Costumes regionais` (urbanos e rurais) em nossas televisões abertas, por assinatura, e públicas. 5 - Promovendo a mistura de nossas `culturas populares`, com a criação de programas que permitam a grupos, e artistas, se apresentarem em todas regiões do país.
Percebe-se que tudo isto é possível. Mas, faz-se absolutamente nessessário, que as pessoas que acessoram nossa ministra, vibrem com o cheiro, o som, e as cores da cultura vertida a cada segundo, pelo povo brasileiro. E mais, que estas mesmas pessoas, disponham da coragem, garra, e determinação de homens como `Célio Turino`, que deu a alma em favor da funcionalidade dos `Pontos de cultura` em nosso país. É também fundamental, que os `Fazedores de cultura` e a própria sociedade não espere apenas ações do Minstério da cultura, mas que seja co-participante no processo, exercendo cidadania.
Cidadania no acompanhamento e fiscalização das ações públicas do governo, na proposição de idéias e projetos, mas, acima de tudo, na atuação como agentes geradores da própria história. É oportuna a célebre frase de John Kennedy ”Não pergunte ao seu país o que ele pode fazer por você, diga o que você pode fazer por ele”.
É chegada a hora de assumirmos que um “Novo Brasil” está nascendo com perfil de país emergente. E porísso mesmo, com novos e grandes desafios que devem ser equacionados exatamente por esta geração, que ora se forma com a `educação` e a `cultura` que dispomos; sendo esta a razão maior de nossa inquietude.
Urge então, que mudemos nossos velhos paradígmas. Que finalmente, passemos a tratar a educação e a cultura como prioridades absolutas. Que ensinemos aos nossos filhos e netos, que os nossos valores culturais estão prontos para serem descobertos e cultivados. Enfim, que busquemos alternativas para a construção de uma sociedade mais humana, educada, e, culta, que seja motivo de orgulho para as gerações vindouras.
Entretanto, no Brasil, desde o nascimento da república, existe uma dificuldade de diálogo entre o Poder público e os Fazedores de cultura popular, apesar de um estar umbilicalmente ligado ao outro. Enquanto os Fazedores de cultura popular necessitam do apoio do Poder público para suprir deficiências burocrático-administrativo-financeiras no processo de produção cultural, - pois artista sabe fazer arte e não sabe mexer com burocracia -, o Poder público necessita das ações dos Fazedores de cultura popular para criar meios que ajudem na formação de cidadãos conscientes de nossa riquezas culturais. E, dentre as dificuldades encontradas pelos Fazedores de cultura popular junto ao Poder público, destacam-se: A complexidade para preenchimento de formulários exigidos nos editais voltados a projetos culturais. A excessiva quantidade de documentos exigida por estes mesmos editais.
O rigor na análise dos documentos, quando por exemplo, uma assinatura esquecida tem o poder de anulação de um projeto. Os rígidos critérios utilizados pelos Analisadores, nos processo de avaliação. Sem falar, das dificuldades estabelecidas pela `Lei Rouanet` - criada para fomentar a produção cultural em nosso país -, mas que até hoje, não cumpre os objetivos em sua plenitude. Se tem peso o argumento, de que, o controle dos recursos públicos dirigidos para a produção cultural devem ser muito bem administrados pelo governo (daí a nessessidade do controle burocrático), seria também interessante que o próprio governo dispusesse de `Departamentos de suporte a serviços burocráticos`, com atendimento integral aos artistas e produtores culturais, cujos serviços seriam pagos com os recursos advindos da própria aprovação de projetos. E, isto ocorre de forma adequada em outros setores.
Por exemplo, para a compra de um apartamento, a tramitação burocrática é feita por um corretor de imóveis. Para o licenciamento de um carro, a liberação dos documentos é realizada por um despachante. Porque não, para a obtenção de recursos do governo para a produção de um projeto cultural, não se dispõe de um `especialista` que acessore o requisitante, na tramitação burocrática.
Em função do exposto, percebe-se que existe a nessessidade de aperfeiçoar-se a estrutura governamental no que concerne a `Administração cultural`, no sentido de se valorizar na forma devida, os artistas e produtores culturais que lidam com a “Cultura popular”. Cultura esta, rica em diversidade, história, preservação de costumes, e encantamento. Isto tudo, com baixo custo. E, só com Artistas e Produtores culturais valorizados será possível reverter o quadro que já se estabeleceu em nosso país.
Por exemplo, hoje assistimos em nossas tv`s `Reality shows`, `novelas`, e, `programas` de nível cultural tão baixo, que por vezes, ultrapassam a linha tënue da ética e da moral, promovendo de forma rápida, a degradação e o aniquilamento do pouco que ainda resta de nossas reservas culturais. A Internet disponibiliza a informação cultural de valor. Mas, a imensa maioria do povo brasileiro não acessa a Internet para buscar informações educativas e culturais, dispondo apenas da TV como meio de informação, cultura, e lazer. E esta falta de opção é extremamente nociva. Porisso, é urgente que a reversão desse quadro ocorra logo. Senão, muito brevemente teremos um país de acéfalos. Aí sim, com prejuízos incalculáveis para a nação, cujas cobranças serão debitadas aos que hoje são responsáveis pela implantação e manutenção de políticas culturais, no Brasil.
Compete portanto, à nossa Ministra da cultura Ana de Hollanda, cuidar de nossa `Cultura popular` com uma atenção muito especial, considerando os seguintes pontos: 1 - Buscando eliminar o excesso de burocracia, potencializando (como conseqüência) nossa produção cultural. 2 - Mantendo e aperfeiçoando os programas que capilarizam os bens culturais do nosso povo, como o Programa `Cultura Viva` e, `Pontos de cultura`. 3 - Resistindo as pressões dos grandes `nomes` e `grupos nacionais` (alguns criados artificialmente pela `Mídia’), que ocupam espaço e recursos por vezes não merecidos. 4 - Estimulando a participação de programas `folclóricos` e de `Costumes regionais` (urbanos e rurais) em nossas televisões abertas, por assinatura, e públicas. 5 - Promovendo a mistura de nossas `culturas populares`, com a criação de programas que permitam a grupos, e artistas, se apresentarem em todas regiões do país.
Percebe-se que tudo isto é possível. Mas, faz-se absolutamente nessessário, que as pessoas que acessoram nossa ministra, vibrem com o cheiro, o som, e as cores da cultura vertida a cada segundo, pelo povo brasileiro. E mais, que estas mesmas pessoas, disponham da coragem, garra, e determinação de homens como `Célio Turino`, que deu a alma em favor da funcionalidade dos `Pontos de cultura` em nosso país. É também fundamental, que os `Fazedores de cultura` e a própria sociedade não espere apenas ações do Minstério da cultura, mas que seja co-participante no processo, exercendo cidadania.
Cidadania no acompanhamento e fiscalização das ações públicas do governo, na proposição de idéias e projetos, mas, acima de tudo, na atuação como agentes geradores da própria história. É oportuna a célebre frase de John Kennedy ”Não pergunte ao seu país o que ele pode fazer por você, diga o que você pode fazer por ele”.
É chegada a hora de assumirmos que um “Novo Brasil” está nascendo com perfil de país emergente. E porísso mesmo, com novos e grandes desafios que devem ser equacionados exatamente por esta geração, que ora se forma com a `educação` e a `cultura` que dispomos; sendo esta a razão maior de nossa inquietude.
Urge então, que mudemos nossos velhos paradígmas. Que finalmente, passemos a tratar a educação e a cultura como prioridades absolutas. Que ensinemos aos nossos filhos e netos, que os nossos valores culturais estão prontos para serem descobertos e cultivados. Enfim, que busquemos alternativas para a construção de uma sociedade mais humana, educada, e, culta, que seja motivo de orgulho para as gerações vindouras.
Autor: Bosco Maciel
www.boscomaciel.com.br
Poeta, Folclorista, Cantador, Produtor cultural, criador da Casa dos cordéis, membro da AGL – Academia Guarulhense de Letras
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
A Morte do Rei de Barro
Todo feito com fotos digitais, a animação "A Morte do Rei de Barro" ultiliza um dos principais símbolos da cultura nordestina, os bonecos de barro, animados com atécnica de stop-motion, para contar a história de uma luta entre dois bandos rivais de cangaceiros.
Núcleo de Animação das Faculdades Integradas Barros Melo
www.barrosmelo.edu.br/animation
Direção: Plínio Uchoa
TORRE MALAKOFF

A Torre Malakoff foi construída na época da heróica defesa de Sebastopol, durante a guerra da Criméia (1853-1855). De um lado da trincheira, os russos, e do outro, o exército aliado, formado por ingleses, franceses, turcos e italianos da região de Piemonte. A guerra da Criméia, penísula ao sul da Ucrânia, foi um confronto fundamentalmente naval, travado no mar Negro e que teve como episódio mais sangrento e marcante o cerco à cidade portuária de Sebastopol. O destaque que ganhou os jornais de toda a Europa foi o foco de resistência em defesa da colina e da torre fortificada de Malakoff. A despeito da derrota russa a resistência em Malakoff é lembrada como um dos mais importantes momentos da História Militar.
A partir de informações de jornais europeus, o Diário de Pernambuco passou a noticiar o desenrolar da guerra da Criméia . E as imagens das batalhas no interior das trincheiras de Malakoff, que despertou grande interesse no Recife, chegavam através dos cosmoramas do Diário e das exposições do fotógrafo Fredk Lembeke. A popularização de nomes relacionados à guerra, tornou-se comum em Pernambuco. Engenhos de açúcar foram batizados com denominações como Malakoff, Sebastopol (Cabo) e Criméia ( Escada e Nazaré). Produtos de consumo como seda, bolacha e até marchinha de carnaval também ganharam popularidade e glamour com os nomes da guerra.
Na origem da Torre Malakoff está o Decreto Providencial de 01 de janeiro de 1834, que criou o Arsenal da Marinha, cujo Projeto Arquitetônico foi elaborado em 1837. Embora não tivesse ainda sede própria, o Arsenal já possuía, em 1846, oficinas de carpintaria, calafates, ferreiros, tanoeiros, pedreiros e muitas outras necessárias ao reparo das embarcações de guerra e paquetes nacionais. Em 1850, os planos de implantação dos Arsenais da Marinha, Brasil afora, são objeto de um Plano Geral para uniformização das construções desses edifícios. Mas é só em 1853, que as obras de construção do chamado Portão Monumental do arsenal de Marinha, na zona do Porto do Recife e, portanto, no bojo desse plano de melhoramentos, ganham mais regularidade. O andamento das obras acompanha o ritmo das demolições de importantes edificações existentes nas proximidades, como é o caso do Forte do Bom Jesus, cujo material construtivo foi aproveitado no edifício da Torre.
A referência mais antiga , em letra de forma, ao edifício do Arsenal da Marinha(concluído em 1855), foi encontrada pelo historiador José Antônio Gonsalves de Mello, no Diário de Pernambuco de 04/12/1857 que descreve: "Por diversas vezes temos falado nesse edifício, o mais importante da Província, quanto ao seu material e ao estado de melhora progressiva que se lhe nota,(...) No pavimento abaixo da cúpula vê-se colocado um grande relógio de mostrador transparente, para serem as horas visíveis à noite, pondo-se-lhe luz por detrás, fabricado em Inglaterra por um dos melhores autores. Na cúpula se porá um observatório, podendo-se aí estabelecer também um telégrafo, para indicar aos navios o meio-dia pela pêndula horária". Colaborador do Diário nesse tempo, Antônio Pedro de Figueiredo fez minuciosa descrição do Arsenal e do Torreão, do qual se salienta o "colossal portão de ferro" e a cúpula de metal que cobria o edifício, provida de um maquinismo que a movia, tendo ainda uma luneta para proporcionar a observação dos astros.
Apesar da beleza e imponência da Torre , esta era, tão somente o acesso ou portão de entrada para o Arsenal de Marinha , construída num amplo terreno a beira mar, com quase 800 metros de cais, onde funcionavam a administração , depósitos e galpões para recolher, consertar e construir embarcações. A origem do nome Malakoff, por algum tempo foi atribuída ao nome do relojoeiro ou a marca do relógio existente na Torre, hipótese não comprovada pelos pesquisadores. Segundo Veloso Costa, o batismo do Torreão do Arsenal, no Recife, foi dado pela população, identificada com a resistência da Malakoff de além mar.
Na década de 20 a Torre do Arsenal foi condenada a demolição para ampliação do Porto do Recife, o que motivou um vitorioso movimento em sua defesa. Formado por importantes setores da intelectualidade e instituições culturais pernambucanas , o movimento contou com amplo engajamento da sociedade e utilizou-se do nome Malakoff- símbolo de resistência e capacidade de luta - para sensibilizar as autoridades durante o processo de defesa do edifício. Com o advento da República são extintos os Arsenais de Marinha do Pará, da Bahia e de Pernambuco. Com a extinção dessas unidades e a centralização das atribuições no Rio de Janeiro, o imóvel passa a servir à Capitania dos Portos de Pernambuco. Anos mais tarde, com a transferência da Capitania para outro local, a Torre Malakoff cai no abandono , até ser resgatada para funcionar como um centro de referência da cultura em Pernambuco.
A partir de informações de jornais europeus, o Diário de Pernambuco passou a noticiar o desenrolar da guerra da Criméia . E as imagens das batalhas no interior das trincheiras de Malakoff, que despertou grande interesse no Recife, chegavam através dos cosmoramas do Diário e das exposições do fotógrafo Fredk Lembeke. A popularização de nomes relacionados à guerra, tornou-se comum em Pernambuco. Engenhos de açúcar foram batizados com denominações como Malakoff, Sebastopol (Cabo) e Criméia ( Escada e Nazaré). Produtos de consumo como seda, bolacha e até marchinha de carnaval também ganharam popularidade e glamour com os nomes da guerra.
Na origem da Torre Malakoff está o Decreto Providencial de 01 de janeiro de 1834, que criou o Arsenal da Marinha, cujo Projeto Arquitetônico foi elaborado em 1837. Embora não tivesse ainda sede própria, o Arsenal já possuía, em 1846, oficinas de carpintaria, calafates, ferreiros, tanoeiros, pedreiros e muitas outras necessárias ao reparo das embarcações de guerra e paquetes nacionais. Em 1850, os planos de implantação dos Arsenais da Marinha, Brasil afora, são objeto de um Plano Geral para uniformização das construções desses edifícios. Mas é só em 1853, que as obras de construção do chamado Portão Monumental do arsenal de Marinha, na zona do Porto do Recife e, portanto, no bojo desse plano de melhoramentos, ganham mais regularidade. O andamento das obras acompanha o ritmo das demolições de importantes edificações existentes nas proximidades, como é o caso do Forte do Bom Jesus, cujo material construtivo foi aproveitado no edifício da Torre.
A referência mais antiga , em letra de forma, ao edifício do Arsenal da Marinha(concluído em 1855), foi encontrada pelo historiador José Antônio Gonsalves de Mello, no Diário de Pernambuco de 04/12/1857 que descreve: "Por diversas vezes temos falado nesse edifício, o mais importante da Província, quanto ao seu material e ao estado de melhora progressiva que se lhe nota,(...) No pavimento abaixo da cúpula vê-se colocado um grande relógio de mostrador transparente, para serem as horas visíveis à noite, pondo-se-lhe luz por detrás, fabricado em Inglaterra por um dos melhores autores. Na cúpula se porá um observatório, podendo-se aí estabelecer também um telégrafo, para indicar aos navios o meio-dia pela pêndula horária". Colaborador do Diário nesse tempo, Antônio Pedro de Figueiredo fez minuciosa descrição do Arsenal e do Torreão, do qual se salienta o "colossal portão de ferro" e a cúpula de metal que cobria o edifício, provida de um maquinismo que a movia, tendo ainda uma luneta para proporcionar a observação dos astros.
Apesar da beleza e imponência da Torre , esta era, tão somente o acesso ou portão de entrada para o Arsenal de Marinha , construída num amplo terreno a beira mar, com quase 800 metros de cais, onde funcionavam a administração , depósitos e galpões para recolher, consertar e construir embarcações. A origem do nome Malakoff, por algum tempo foi atribuída ao nome do relojoeiro ou a marca do relógio existente na Torre, hipótese não comprovada pelos pesquisadores. Segundo Veloso Costa, o batismo do Torreão do Arsenal, no Recife, foi dado pela população, identificada com a resistência da Malakoff de além mar.
Na década de 20 a Torre do Arsenal foi condenada a demolição para ampliação do Porto do Recife, o que motivou um vitorioso movimento em sua defesa. Formado por importantes setores da intelectualidade e instituições culturais pernambucanas , o movimento contou com amplo engajamento da sociedade e utilizou-se do nome Malakoff- símbolo de resistência e capacidade de luta - para sensibilizar as autoridades durante o processo de defesa do edifício. Com o advento da República são extintos os Arsenais de Marinha do Pará, da Bahia e de Pernambuco. Com a extinção dessas unidades e a centralização das atribuições no Rio de Janeiro, o imóvel passa a servir à Capitania dos Portos de Pernambuco. Anos mais tarde, com a transferência da Capitania para outro local, a Torre Malakoff cai no abandono , até ser resgatada para funcionar como um centro de referência da cultura em Pernambuco.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Academia Pernambucana de Letras (APL)
Foi fundada em 26 de janeiro de 1901, por Joaquim Maria Carneiro Vilela e um grupo de literatos radicados no Recife, tendo como objetivo "promover a defesa dos valores culturais do Estado, especialmente no campo da criação literária".
Academia Pernambucana de Letras
É uma instituição civil, de utilidade pública e foi a terceira academia de letras fundada no Brasil. A primeira foi a do Ceará, criada em 1894, três anos antes da Academia Brasileira de Letras (1897).
No início, as reuniões da APL eram realizadas em salas do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Em 1966, passou a funcionar em sede própria, num casarão na Av. Rui Barbosa, n. 1596, que pertenceu ao Barão Rodrigues Mendes, João José Rodrigues Mendes um comerciante português. O Governo do Estado de Pernambuco, na época do então governador Paulo Guerra, desapropriou o imóvel, doando-o à Academia, através do Decreto n.1.184, de 14 de janeiro de 19666. O edifício-sede da Academia é conhecido como a Casa de Carneiro Vilella.
Os móveis e as obras de arte foram doados, em sua maioria, pela sociedade pernambucana, incluindo doações do arcebispo Dom Helder Câmara.
Em 1911, foi aumentado o número de acadêmicos de vinte para trinta e, em 1960, passou para quarenta cadeiras, por sugestão do acadêmico Mauro Mota. Compõe-se hoje de quarenta membros, podendo ter o mesmo número de sócios correspondentes, residentes em outros Estados ou no Exterior.
Os acadêmicos não usam o fardão, como na Academia Brasileira de Letras. O fardão foi substituído por um colar dourado, com medalhão distintivo.
A APL possui uma biblioteca, um auditório e edita a Revista da Academia Pernambucana de Letras, que apesar de ter uma periodicidade irregular, é publicada desde 1901. Promove e estimula iniciativas de caráter cultural, concede prêmios literários, medalhas, troféus e títulos honoríficos, realiza cursos, reuniões e simpósios destinados ao estudo, pesquisa e discussões sobre literatura, especialmente a pernambucana.
Recife, 13 de junho de 2003.
(Atualizado em 20 de agosto de 2009).
Academia Pernambucana de Letras
É uma instituição civil, de utilidade pública e foi a terceira academia de letras fundada no Brasil. A primeira foi a do Ceará, criada em 1894, três anos antes da Academia Brasileira de Letras (1897).
No início, as reuniões da APL eram realizadas em salas do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Em 1966, passou a funcionar em sede própria, num casarão na Av. Rui Barbosa, n. 1596, que pertenceu ao Barão Rodrigues Mendes, João José Rodrigues Mendes um comerciante português. O Governo do Estado de Pernambuco, na época do então governador Paulo Guerra, desapropriou o imóvel, doando-o à Academia, através do Decreto n.1.184, de 14 de janeiro de 19666. O edifício-sede da Academia é conhecido como a Casa de Carneiro Vilella.
Os móveis e as obras de arte foram doados, em sua maioria, pela sociedade pernambucana, incluindo doações do arcebispo Dom Helder Câmara.
Em 1911, foi aumentado o número de acadêmicos de vinte para trinta e, em 1960, passou para quarenta cadeiras, por sugestão do acadêmico Mauro Mota. Compõe-se hoje de quarenta membros, podendo ter o mesmo número de sócios correspondentes, residentes em outros Estados ou no Exterior.
Os acadêmicos não usam o fardão, como na Academia Brasileira de Letras. O fardão foi substituído por um colar dourado, com medalhão distintivo.
A APL possui uma biblioteca, um auditório e edita a Revista da Academia Pernambucana de Letras, que apesar de ter uma periodicidade irregular, é publicada desde 1901. Promove e estimula iniciativas de caráter cultural, concede prêmios literários, medalhas, troféus e títulos honoríficos, realiza cursos, reuniões e simpósios destinados ao estudo, pesquisa e discussões sobre literatura, especialmente a pernambucana.
Recife, 13 de junho de 2003.
(Atualizado em 20 de agosto de 2009).
FONTES CONSULTADAS:
CENTENÁRIO da Academia Pernambucana de Letras: os de ontem, os de hoje, os de sempre. Recife: APL, 2001. 2 v.
CHACON, Vamireh. Uma academia de Pernambuco e do Nordeste. Cultura, Brasília, ano 8, n. 30, p. 85-89, jul./dez. 1978.
SUPLEMENTO CULTURAL D.O. PE, Recife, ano 15, jan. 2001. [Fascículo dedicado à APL].
COMO CITAR ESTE TEXTO:
Fonte: GASPAR, Lúcia. Academia Pernambucana de Letras (APL). Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em:
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Fotos da missa do vaqueiro em Itapetim no Sertão do Pajeú

Tradicional missa anual do vaqueiro em Itapetim. 10ª missa do vaqueiro celebrada na capela de São Francisco pelo padre José Viana, no Bairro São Francisco.
O espaço tornou-se pequeno para esta grandiosa missa comparecimento em massa dos vaqueiros, seus familiares, amigos e demais itapetineses.
Homenagearam o vaqueiro mais velho do município “ Sr. Arvelino” . Outros vaqueiros também foram homenageados. Todos os homenageados receberam troféus.
Estive lá e tirei algumas fotos dessa festa maravilhosa:
Fonte: http://itapetim.net/2011/01/10%C2%AA-missa-do-vaqueiro-de-itapetim-pe/O espaço tornou-se pequeno para esta grandiosa missa comparecimento em massa dos vaqueiros, seus familiares, amigos e demais itapetineses.
Homenagearam o vaqueiro mais velho do município “ Sr. Arvelino” . Outros vaqueiros também foram homenageados. Todos os homenageados receberam troféus.
Estive lá e tirei algumas fotos dessa festa maravilhosa:








sábado, 5 de fevereiro de 2011
Forte do Brum
Construção iniciada em 1629, pelo governador da Capitania de Pernambuco, Matias de Albuquerque. Foi denominado inicialmente Forte Diogo Pais, que era um morador do Recife que financiou a obra. Em 1630, por conta das Invasões Holandesas, as obras foram paralisadas e, no ano seguinte, foi erguido no local um novo forte. Foi restaurado entre 1886 e 1889, sendo mantido o estilo arquitetônico do século XVII.
Tem uma capela dedicada a São João e, no século XVIII, serviu de sede do governo da Província de Pernambuco. É tombado pelo Patrimônio Histórico nacional e está localizado no Bairro do Recife.
Tem uma capela dedicada a São João e, no século XVIII, serviu de sede do governo da Província de Pernambuco. É tombado pelo Patrimônio Histórico nacional e está localizado no Bairro do Recife.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Forte das Cinco Pontas

Localizado no bairro de São José, Recife, foi construído pelos holandeses, em 1630. Em 1654, os portugueses assumiram o forte. Em 1684, foi reconstruído, com um novo traçado: o número de bastiões foi reduzido de cinco para quatro. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1938, serve atualmente como sede do Museu da Cidade do Recife.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Você sabe quem foi Conde da Boa Vista?

Francisco do Rego Barros (o Conde da Boa Vista) nasceu a 03 de fevereiro de 1802, no Engenho Trapiche, município do Cabo de Santo Agostinho. Militar e político, bacharelou-se em Matemática pela Universidade de Paris, França. Foi eleito deputado-geral pela província de Pernambuco em duas legislaturas: 1830/33 e 1850.
Por carta imperial de 06 de abril de 1850, foi escolhido senador, cargo que ocupou por 20 anos. Por duas vezes, foi governador de Pernambuco: entre 1838/41 e entre 1841/44, cargo na época denominado presidente da província.Ganhou do governo imperial os títulos de Barão da Boa Vista (1840), Visconde (1858) e Conde (1866).
Foi, ainda, comandante superior da Guarda Nacional do município do Recife e em 1865 foi nomeado comandante das Armas da Província do Rio Grande do Sul, cargo do qual pediu exoneração no ano seguinte, para retornar a Pernambuco. Morreu no Recife, a 04 de outubro de 1870.
Por carta imperial de 06 de abril de 1850, foi escolhido senador, cargo que ocupou por 20 anos. Por duas vezes, foi governador de Pernambuco: entre 1838/41 e entre 1841/44, cargo na época denominado presidente da província.Ganhou do governo imperial os títulos de Barão da Boa Vista (1840), Visconde (1858) e Conde (1866).
Foi, ainda, comandante superior da Guarda Nacional do município do Recife e em 1865 foi nomeado comandante das Armas da Província do Rio Grande do Sul, cargo do qual pediu exoneração no ano seguinte, para retornar a Pernambuco. Morreu no Recife, a 04 de outubro de 1870.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
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