quarta-feira, 6 de abril de 2011

Poesia e pensamentos - Guibson Medeiros




RACISMO
(Guibson Medeiros)

O homen traduz na cor
o que condiz com a sua raça
o importante é o que se faça
seja feito com amor
como manda o criador
nos caminhos da esperança
pra que a luz seja verdade
Deus criou a humanidade
a sua imagem e semelhança

O racista traz amargura
se achando no direito
todo mundo tem defeito
de pele branca ou escura
pra se ter a alma pura
é preciso confiança
sem haver desigualdade
Deus criou a humanidade
a sua imagem e semelhança

O preconceito é um ato fraco
gente ignorando gente
desconhecendo parente
chama o negro de macaco
mas vai pro mesmo buraco
e os pecados pra balança
pra se ter a liberdade
Deus criou a humanidade
a sua imagem e semelhança

Branco, preto ou nordestino
espírita, católico ou crente
rico, pobre ou deficiente
índio, caboclo ou latino
japonês, chinês, filipino
a vida é a maior herança
e amor não tem maldade
Deus criou a humanidade
a sua imagem e semelhança.

Fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/

terça-feira, 5 de abril de 2011

Poesia: "Violência contra a mulher" - Dalinha Catunda



Violência contra a mulher
(Dalinha Catunda)

*
Em revistas e jornais
Internet e televisão,
Vejo e sinto revolta
Com tanta judiação
Mulheres perdendo a vida
Que coisa mais descabida
E eu não vejo solução
*
A Mulher é mãe e filha,
Esposa e amante também,
Mas não nasceu para ser
Afrontada por ninguém.
Por isto preste atenção
Tenha consideração
Pois pode lhe fazer bem.
*
Cada vez que vejo o sangue
De uma mulher tingir o chão
Sinto um aperto no peito
Dói demais meu coração.
Ver mulheres assassinadas,
Covardemente violentadas
Que sórdida situação.
*
Mulher não seja defunta,
Cadáver não seja não.
Prefira ser a viúva.
Você tem esta opção.
Sendo sua causa justa
Ficar presa não custa
Logo sairá da prisão.
*
Um homem violento
Pede violência também.
E a mulher maltratada
Pode e deve ir bem além.
Basta só envenenar
O almoço ou o jantar
Que bravo vai pro além.
*
Uma coisa vou dizer
E digo plenamente,
Em mim homem não bate
Nem em meu atrevimento.
E se resolver tentar
Vai dormir sem acordar
Este é meu pensamento.
*
Mulher não se rebaixe
Não permita a agressão.
Tudo começa com palavras,
Depois termina em caixão.
Você tem capacidade
De evitar atrocidade
É só querer solução.
*
Não denuncie marido
Se a queixa vai retirar.
Ele vai prometer mil vezes
Porém nunca irá mudar.
Quem ama nunca tortura
Não caia em falsa jura
Não se deixe dominar.
*
Mulher não é mais escrava
E cativa de um senhor.
Os tempos hoje são outros
Por isso faça-me o favor!
A mulher pode se manter
Não precisa se submeter
A morte, castigo e dor.
*
A violência domestica,
É bem ruim com certeza.
É dormir com inimigo
É viver sempre indefesa.
A mulher tem que acordar
Com muita garra lutar
Em prol de sua defesa.

Dalinha Catunda www.cantinhodadalinha.blogspot.com www.cordeldesaia.blogspot.com

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Integrante de guerrilha tentou montar base rural em Itapetim (A história que o ex-ministro José Dirceu vem reviver)


Na zona rural de Itapetim, sertão pernambucano, permanece quase que intacto o sítio aonde um ex-dirigente do Movimento de Libertação Popular (Molipo) - posteriormente assassinado na Bahia pelas forças da repressão - sonhou instalar, no início dos anos 70, uma base rural para enfrentar a ditadura militar brasileira que por duas décadas comandou o País com mãos de ferro. Trata-se do Sítio Baixio, localizado a 02 quilômetros do centro de São Vicente, um distrito de Itapetim, município distante 430 km do Recife, a capital de Pernambuco.

Propriedade típica dos sertões nordestinos - ou seja, praticamente sem benfeitorias, apenas uma pequena casa de tijolo aparente e um barreiro para juntar a água da chuva-, o Sítio Baixio é de tamanho modesto (cerda de 10 hectares) e entre 1971 e 1974 pertenceu ao advogado baiano João Leonardo da Silva Rocha, um dos 15 presos políticos brasileiros libertados em troca do embaixador americano Charles Burke Elbrick, seqüestrado pela guerrilha de esquerda em 1969. Banido do Brasil, ao retornar, João Leonardo se instalou ali.

É claro que João Leonardo não chegou a São Vicente usando o seu nome verdadeiro. Ao adquirir o Sítio Baixio, ele se passava por José Lourenço da Silva, ou Zé Careca, apelido que ganhou da gente simples do lugar, pessoas como José Vital de Siqueira, o Zé de Vital, 63 anos, agricultor aposentado, que hoje lembra da vida no sítio do amigo: “Era um sítio igualzinho aos outros daqui. De vez em quando, ele chamava e nós ia caçar. Depois, ele ficava lá, cuidando de umas roçinhas bestas e ouvindo um rádio Siemens que ele tinha”.

Quando teve que sair de São Vicente por suspeitar que os militares tinham descoberto o seu projeto (Veja no texto seguinte, a resumida biografia de João Leonardo da Silva Rocha), Zé Careca deixou o Sítio Baixio aos cuidados da companheira sertaneja com quem viveu um grande amor e disse: “Se eu não voltar, faça o que quiser com tudo isso aqui que também é seu.” Como João Leonardo jamais voltaria, Virgínia Paes de Lima (a companheira hoje também falecida) cuidou do sítio até vendê-lo ao atual proprietário, Geneci José de Siqueira.

Embora preservado, atualmente o Sítio Baixio pouco produz: serve apenas para pequenos plantios de milho e feijão em épocas de chuva e funciona, também, como ponto de apoio para Geneci José de Siqueira (que não mora ali) encurralar seis vacas leiteiras. Além disso, tudo ali são apenas lembranças do tempo em que João Leonardo sonhou com uma base rural para impulsionar a luta contra a ditadura militar. Um sonho que nunca se concretizou: pelo contrário, resultou no trucidamento de ativistas políticos de esquerda como ele e tantos outros.

A passagem de João Leonardo da Silva Rocha pelo distrito de São Vicente foi um tanto misteriosa - e não poderia ser diferente uma vez que ele viveu ali na clandestinidade. Assim, hoje pouco se sabe do que ele fez (ou pretendeu fazer) ali. Mas, muitos têm consciência de que o Zé Careca foi um importante personagem da recente história política brasileira. Tanto que o prefeito da cidade, Adelmo Moura, decidiu, no início de agosto, propor à Câmara Municipal mudar o nome da praça central de Itapetim para Pça. João Leonardo da Silva Rocha.

Também no início deste mês de agosto, o diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo, jornalista e professor universitário Ivan Seixas, esteve em São Vicente colhendo subsídios para escrever a história do ex-militante do Molipo – movimento ao qual também pertenceu, entre outros, o ex-ministro José Dirceu. Com ex-militantes como Amparo Aaújo e outros, Ivan Seixas é autor de dossiês sobre vítimas da ditadura militar brasileiro de 1964.

Na foto, 13 dos 15 presos políticos libertados em troca do embaixador americano Charles Elbrick, que foi solto em 07/09/1969. João Leonardo é o primeiro abaixado, de branco, escondendo as algemas com o casaco.


João Leonardo da Silva Rocha (1939 – 1975)

João Leonardo da Silva Rocha era filho de Maria Nathália da Silva Rocha e Mário Rocha. Nasceu a 04 de agosto de 1939, na cidade de Salvador, Bahia. Perteceu à organização política denominada Movimento de Libertação Popular (Molipo), da qual foi dirigente, e seu nome integra hoje a lista de desaparecidos políticos brasileiro anexa à lei nº 9.140/95 que reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas no período de 02 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979.

João Leonardo fez o curso primário em Amargosa, Bahia, onde morava com seus pais. Estudou o primeiro ano do curso secundário no Colégio dos Irmãos Maristas, em Salvador, ingressando, a 29/02/1952, no Seminário Católico de Aracaju, onde permaneceu até 1957. Em 1959, aprovado em concurso público, tornou-se funcionário do Banco do Brasil em Alagoinhas (BA), cidade em que seus pais passaram a residir. Naquele mesmo ano começou ensinar Português e Latim no Colégio Santíssimo Sacramento e Escola Normal e Ginásio de Alagoinhas.

No início de 1962, João Leonardo da Silva Rocha muda-se para São Paulo, ainda como funcionário do Banco do Brasil, onde também passou a ensinar Latim e Português em colégios da região do ABC paulista. Era considerado excelente poeta e contista. Ingressou, logo depois, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP, época em que passou participar da militância política. Foi diretor da Casa do Estudante, localizada na Av. São João, que abrigava alunos de sua Faculdade. Vem de uma testemunha inesperada – o filósofo e articulista Olavo de Carvalho – o depoimento de que, nessa época da Casa do Estudante, João Leonardo realizou excelentes duetos musicais com Arno Pires, que foi morto em fevereiro de 1972 e também pertencia ao Molipo.

João Leonardo cursava o último ano de Direito e já integrava a ALN (Agrupamento Comunista de São Paulo) quando foi preso pelo DOPS, no final de janeiro de 1969, no fluxo de prisões de militantes da VPR que mantinham contato com a organização de Marighella. O mesmo Olavo de Carvalho já escreveu mencionando as brutais torturas a que foi submetido o seu amigo daquela época. Os órgãos de segurança acusavam João Leonardo de participar do Grupo Tático Armado dessa organização guerrilheira, tendo participado a 10/08/1968 do rumoroso assalto a um trem pagador na Ferrovia Santos/Jundiaí, bem como de outras operações armadas. Foi, inclusive, indiciado no inquérito policial que apurou a execução do oficial do Exército norte-americano Charles Chandler, a 12/10/1968, embora não seja apontado como participante direto do comando que realizou a ação.

Em setembro de 1969, com o seqüestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, João Leonardo foi um dos 15 presos políticos libertados e enviados ao México, oficialmente banidos do País. Transferiu-se para Cuba e recebeu treinamento militar naquele País, onde se alinhou com o grupo dissidente da ALN que gerou o Molipo. Retornou ao Brasil em 1971, se estabelecendo numa pequena localidade rural de Pernambuco, São Vicente, que era Distrito de Itapetim, sertão do Pajeú, quase divisa com a Paraíba. Raspou totalmente a cabeça e era conhecido como Zé Careca. Tornou-se lavrador, tendo adquirido um pequeno sítio onde trabalhava. Gostava muito de caçar e era exímio atirador. Era muito querido na região e, como tinha habilidades artesanais, fazia brinquedos com que presenteava as crianças.

Foi um dos poucos sobreviventes entre os militantes que tentaram construir bases rurais do Molipo, entre 1971 e 1972, tanto no Oeste da Bahia quanto no Norte de Goiás, território atual do Tocantins. Quando pressentiu que podia ser identificado na região de São Vicente, mudou-se para o interior da Bahia, onde terminaria sendo localizado e morto em junho de 1975, ano em que o Molipo e ALN já não existiam mais e João Leonardo buscava sobreviver e trabalhar. Num choque com agentes policiais que, ainda hoje, é recoberto por densa camada de mistério e informações desencontradas, foi executado por agentes da Polícia Militar da Bahia em Palmas de Monte Alto, município entre Malhada e Guanambi, no Sertão Baiano, margem direita do Rio São Francisco, divisa entre Bahia e Minas.

Seu caso foi o último episódio a confirmar a existência de uma verdadeira sentença de pena de morte extra-judicial, decretada pelos órgãos de segurança para todos os banidos que retornassem ao Brasil com a intenção de retomar a luta contra a Regime. (Texto do livro “Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos a Partir de 1964”).


O Molipo

O Movimento de Libertação Popular (Molipo) foi um dos grupos que deflagraram a guerrilha urbana no Brasil entre 1968 e 1973. Surgiu em 1971 como uma dissidência da Ação Libertadora Nacional (ALN) que, por sua vez, teve origem no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e era comandada por Carlos Marighella, antigo dirigente do Partidão. Dissidência armada do PCB, a ALN surgiu em 1967.

O Molipo tinha contingente reduzido e, segundo o livro Brasil Nunca Mais, “foi extinto com a execução sumária ou sob torturas da maioria dos seus membros, entre os quais se destacaram líderes estudantis paulistas como Antônio Benetazzo, José Roberto Arantes de Almeida e Jeová Assis Gomes”. José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil do Governo Lula e ex-presidente do PT foi um dos seus integrantes.

sábado, 2 de abril de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cientistas do Acre confirmam a existência de alienígenas no Brasil.


Cientista do Acre confirmam a existência de alienígenas no Brasil


Hoje, dia primeiro de abril, cientista do instituto de pesquisa avançada (MQC) revelaram a existência de vida inteligente extraterrestre. Em um vídeo gravado pelo cientista Tomazturbano Pinto, imagens inéditas de uma conversa com o extraterrestre e os cientistas brasileiros, pedem ir ao ar a qualquer momento, em uma conversa sobre o futuro da terra. As imagens serão divulgadas, ainda hoje, em todos os telejornais do Brasil, com exclusividade. O Sr. Tomazturbanos falou ainda que, é um fato histórico para toda a humanidade, “nossa forma de enxergar o universo vai dar um virada de 180 graus”, disse o cientista eufórico com tudo o que presenciou.


Vamos agora a mais esclarecimentos:


Significado do instituto MQC: Minto mais do que político em dia da campanha.

Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no dia das mentiras ou dia dos bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day, "Dia dos Tolos [de Abril]"; na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, literalmente "peixe de abril".

No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Hoje é o dia da mentira!

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_mentira

quinta-feira, 31 de março de 2011

Fragmento do poema A TERRA É NATURÁ



Esta terra é como o Só
Que nace todos os dia
Briando o grande, o menó
E tudo que a terra cria.
O só quilarêa os monte,
Tombém as água das fonte,
Com a sua luz amiga,
Potrege, no mesmo instante,
Do grandaião elefante
A pequenina formiga.

Esta terra é como a chuva,
Que vai da praia a campina,
Móia a casada, a viúva,
A véia, a moça, a menina.
Quando sangra o nevuêro,
Pra conquistá o aguacêro,
Ninguém vai fazê fuxico,
Pois a chuva tudo cobre,
Móia a tapera do pobre
E a grande casa do rico.

Esta terra é como a lua,
Este foco prateado
Que é do campo até a rua,
A lampa dos namorado;
Mas, mesmo ao véio cacundo,
Já com ar de moribundo
Sem amô, sem vaidade,
Esta lua cô de prata
Não lhe dêxa de sê grata;
Lhe manda quilaridade.

Esta terra é como o vento,
O vento que, por capricho
Assopra, às vez, um momento,
Brando, fazendo cuchicho.
Ôtras vez, vira o capêta,
Vai fazendo piruêta,
Roncando com desatino,
Levando tudo de móio
Jogando arguêro nos óio
Do grande e do pequenino.

Se o orguiôso podesse
Com seu rancô desmedido,
Tarvez até já tivesse
Este vento repartido,
Ficando com a viração
Dando ao pobre o furacão;
Pois sei que ele tem vontade
E acha mesmo que percisa
Gozá de frescô da brisa,
Dando ao pobre a tempestade.

Pois o vento, o só, a lua,
A chuva e a terra também,
Tudo é coisa minha e sua,
Seu dotô conhece bem.
Pra se sabê disso tudo
Ninguém precisa de istudo;
Eu, sem escrevê nem lê,
Conheço desta verdade,
Seu dotô, tenha bondade
De uvi o que vô dizê.

Não invejo o seu tesôro,
Sua mala de dinhêro
A sua prata, o seu ôro
O seu boi, o seu carnêro
Seu repôso, seu recreio,
Seu bom carro de passeio,
Sua casa de morá
E a sua loja surtida,
O que quero nesta vida
É terra pra trabaiá.

Iscute o que tô dizendo,
Seu dotô, seu coroné:
De fome tão padecendo
Meus fio e minha muié.
Sem briga, questão nem guerra,
Meça desta grande terra
Umas tarefa pra eu!
Tenha pena do agregado
Não me dêxe deserdado
Daquilo que Deus me deu.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ministério Público promove trilha ecológica em Caruaru


A Comissão de Gestão Ambiental do Ministério Público de Pernambuco promove nesse sábado (26), um passeio ecológico no Parque João Vasconcelos Sobrinho, conhecido por Serra dos Cavalos, em Caruaru, Agreste do Estado.

Cerca de 40 pessoas, entre membros da Comissão, servidores e familiares das promotorias da Região Metropolitana do Recife e de Caruaru, participarão do passeio previsto para começar às 9h30.

Alvo de degradação, apropriação indevida de poceiros e retirada ilegal de argila e água mineral para fins comerciais, o parque passou por uma série de regulamentações, exigidas pelo MPPE, para que toda a área, remanescente de Mata Atlântica, pudesse ser recuperada e preservada.

O local é uma reserva da biosfera da Mata Atlântica e abriga cinco açudes provenientes de nascentes localizadas na própria reserva, que ajudam no abastecimento da cidade de Caruaru. Como atrativos, existem pontos para contemplação em mirantes naturais e várias trilhas usadas pelos turistas.

Fonte:http://ne10.uol.com.br/canal/interior/agreste/noticia/2011/03/25/ministerio-publico-promove-trilha-ecologica-em-caruaru-263117.php

terça-feira, 29 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

Nossa homenagem a Lula Côrtes, o cara mais Ronck and Roll de Pernambuco!



Lula Côrtes foi um dos primeiros a fundir ritmos regionais nordestinos com o Rock and Roll, juntamente com Zé Ramalho e outros artistas.

Em dupla com Lailson, lançou no início de 1973 o álbum Satwa, o primeiro disco independente da música brasileira moderna, com a participação de músicos que depois ficariam consagrados, como Robertinho de Recife. O álbum chegou a ser relançado na década de 2000 nos Estados Unidos pela gravadora Time-Lag Records.

Em 1975, lança o raro e cultuado álbum Paêbirú em dupla com Zé Ramalho. Quase todas as cópias do álbum foram destruídas em uma inundação, tornando-o muito difícil de ser encontrado. O álbum foi relançado em 2005 pela gravadora alemã Shadoks Music e em 2008 na Inglaterra pelo selo Mr. Bongo.

Ainda em 1976 fez parte da banda de Alceu Valença. Após isso, gravou alguns álbuns solos pela gravadora Rozenblit que nunca foram lançados. Entre eles está Rosa de Sangue, que em 2009 foi lançado pela gravadora estadunidense Time-Lag Records.

Lula deixou esse mundo careta no sábado passado e foi para a viagem mais louca de sua vida. Vai deus cara!




sábado, 26 de março de 2011

Morre o músico pernambucano Lula Côrtes




O músico pernambucano Lula Côrtes, de 61 anos, faleceu na madrugada deste sábado (27) no Hospital Barão de Lucena, em Recife. O artista lutava contra um câncer na garganta.

Os últimos shows dele foram na semana passada - quinta, sexta e sábado - no Sesc Belenzinho, em São Paulo, segundo o 'Diário de Pernambuco'. Ele e Zé da Flauta fizeram participações especiais no show de Alceu Valença, relembrando a década de 1970.

Lula Côrtes foi um dos primeiros a fundir o ritmo regional nordestino ao rock and roll. Ele chegou a lançar três discos, sendo dois na primeira metade da década de 1970, um com o cartunista Laílson o LP Satwa, pela Rozemblit e outro em 1974, com Zé Ramalho. Este, chamado Paêbiru - O Caminho da Montanha do Sol, é raro já que apenas poucas cópias restaram após uma enchente que atingiu a sede da gravadora.

Os três trabalhos chegaram a liderar a lista de discos mais vendidos na categoria World Music quando foram lançados em 2008 nos Estados Unidos por uma gravadora independente, a Time-Lag Records. O relançamento em CD de Paêbiru no Brasil fazia parte dos planos de Lula Côrtes.

O velório acontece na Câmara Municipal de Vereadores em Jabotão dos Guararapes

Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,morre-o-musico-pernambucano-lula-cortes,697651,0.htm