terça-feira, 26 de abril de 2011
Programação da Festa da Pitomba 2011

Programação:
| Dia | Início | Atração | Observação |
| 24/04/11 | 11h | Boi Faceiro | Público estudantil |
| 24/04/11 | 16h | Boi de Loucos | Público estudantil |
| 24/04/11 | 17h | Oficina de Dança | Palco |
| 24/04/11 | 19h | Coco / Mestre Goitá | Palco |
| 24/04/11 | 20h | Bilé/Todos os Ritmos | Palco |
| 24/04/11 | 21h | Geraldo Maia | Palco |
| 24/04/11 | 22h | Boi Tatatá | Cortejo |
| 24/04/11 | 22h | Boi Estrela da Tarde | Cortejo |
| 24/04/11 | 22h | Boi Estrela de Sotave | Cortejo |
| 26/04/11 | 11h | Balé Popular | Público estudantil |
| 26/04/11 | 16h | Cia. Poesia | Tributo a Lula Cortes |
| 26/04/11 | 17h | Resgate Popular | Tributo a Lula Cortes |
| 26/04/11 | 19h | Antonio Lisboa / Edmilson Ferreira | Tributo a Lula Cortes |
| 26/04/11 | 20h | Ronaldo Aboiador | Tributo a Lula Cortes |
| 26/04/11 | 21h | Dudu do Acordeon | Tributo a Lula Cortes |
| 26/04/11 | 22h | Gerlane Lopes | Tributo a Lula Cortes |
| 26/04/11 | 23h | Banda de Pífanos | Cortejo |
| 26/04/11 | 23h | Urso do Pólo Sul | Cortejo |
| 27/04/11 | 11h | Ciranda Carcará | Público estudantil |
| 27/04/11 | 16h | Silvinho Caldas | Público estudantil |
| 27/04/11 | 20h | Ciranda Dengosa | Palco |
| 27/04/11 | 21h | Forró a Sertanejo | Palco |
| 27/04/11 | 22h | Cab. Tupi | Cortejo |
| 27/04/11 | 22h | Cab. Tupinambá | Cortejo |
| 27/04/11 | 22h | Cab. Canindé | Cortejo |
| 28/04/11 | 11h | Orquestra de Frevo | Público estudantil |
| 28/04/11 | 16h | HIP-HOP | Público estudantil |
| 28/04/11 | 16h | Mano de Baé | Público estudantil |
| 28/04/11 | 17h | Oficina de Dança | Público estudantil |
| 28/04/11 | 19h | Fantasia (lírico) | Palco |
| 28/04/11 | 20h | Danda (regional) | Palco |
| 28/04/11 | 21h | Bia Marinho | Palco |
| 28/04/11 | 22h | Recife Banda Show | Palco |
| 28/04/11 | 22h | Passistas de Frevo / Bonecos Gigantes | Cortejo |
| 29/04/11 | 11h | Folclore de Pernambuco | Público estudantil |
| 29/04/11 | 16h | Coco Nova Divinea | Público estudantil |
| 29/04/11 | 17h | Oficina de Dança | Público estudantil |
| 29/04/11 | 19h | George Luiz | Palco |
| 29/04/11 | 20h | Belo X | Palco |
| 29/04/11 | 21h | Andreia Luiza | Palco |
| 29/04/11 | 22h | Rebeldes do Samba | Cortejo |
| 29/04/11 | 22h | São Sebastião | Cortejo |
| 30/04/11 | 15h | Trio Souza Filho | Forró da 3ª Idade – Palco |
| 30/04/11 | 15h | Aulão de Forró | Forró da 3ª Idade – Palco |
| 30/04/11 | 16h | Grupo Vida Longa | Forró da 3ª Idade – Palco |
| 30/04/11 | 17h | Trio As Fulô de Caruaru | Forró da 3ª Idade – Palco |
| 30/04/11 | 18-20h | Reginaldo Mendonça | Forrozeiros de Jaboatão – Palco |
| 30/04/11 | 18-20h | Mané Baião | Forrozeiros de Jaboatão – Palco |
| 30/04/11 | 18-20h | Pinto e Maturi | Forrozeiros de Jaboatão – Palco |
| 30/04/11 | 18-20h | João Leite / 8 Baixos | Forrozeiros de Jaboatão – Palco |
| 30/04/11 | 18-20h | Jairo Lima | Forrozeiros de Jaboatão – Palco |
| 30/04/11 | 18-20h | André Ricardo | Forrozeiros de Jaboatão – Palco |
| 30/04/11 | 20h | Jailson Ritto | Palco |
| 30/04/11 | 20h | Xaxado Form & Art | Palco |
| 30/04/11 | 21h | Arlindo 8 Baixos | Palco |
| 30/04/11 | 22h | Raízes do Kilombo | Cortejo |
| 30/04/11 | 22h | Lelê Okê Azuane | Cortejo |
| 01/05/11 | 15h | Cello Gomes | Bailinho da 3ª Idade – Palco |
| 01/05/11 | 17h | Coco dos Pretos | Palco |
| 01/05/11 | 18h | Forró Sensação | Palco |
| 01/05/11 | 19h | Neto Brayner | Palco |
| 01/05/11 | 20h | André Malakof | Palco |
| 01/05/11 | 21h | Josildo Sá | Palco |
| 01/05/11 | 22h | Maracatu Rural Gavião da Mata | Cortejo |
| 02/05/11 | 17h | Banda Forró Mania | Palco |
| 02/05/11 | 18h | Fátima Albinos | Palco |
| 02/05/11 | 19h | Velho Xaveco | Palco |
| 02/05/11 | 20h | Natureza Humana | Palco |
| 02/05/11 | 20:30h | Pernambuco Afro | Palco |
| 02/05/11 | 21h | Dinda Salu | Palco |
| 02/05/11 | 22h | Digão Ferraz | Palco |
| 02/05/11 | 23h | Maracatu Lira do Morro da Conceição | Cortejo |
| 02/05/11 | 23h | Raízes do Kilombo | Cortejo |
segunda-feira, 25 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Páscoa...

É ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para melhorarmos
as coisas que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho.
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.
Desejo a todos as amigas e amigos uma
Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para melhorarmos
as coisas que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho.
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.
Desejo a todos as amigas e amigos uma
Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!
cobra Cordelista.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Melancolias de um sertanejo longe de seu torrão

Melancolias de um sertanejo longe de seu torrão
(Manoel Messias Belizario Neto)
Sertão seco estou aqui
Nessa capital à toa.
Um dia eu te deixei
Por que faltava garoa.
Agora desprotegido,
Desempregado, sentido,
Tua falta me magoa.
Te deixei meu velho chão
Porque faltou agasalho.
Do gado todo caído,
Não mais se ouvia chocalho.
Chorava parado o vento,
O chão queimava sedento.
Despedia-se o orvalho.
Mesmo assim velho Sertão
Não posso te esquecer.
Te respirarei até
O dia que eu morrer.
Esses lugares modernos
Cheios de gente de terno
Nem chegam aos pés de você.
Tua calça sertão Velho
É um belo mandacaru;
A camisa é um juazeiro
Enfeitado de anu.
O cupim é o chapéu;
A gravata é o céu
Se derramando em azul.
Teus prédios são os serrotes
Habitadas por guará
Que guardam a tua filha.
A princesa do lugar
Do Reino da Pedra Fina
Caatinga ainda menina
Criou-se feliz por lá.
Teus mares são os açudes
Livres da poluição;
As veredas são as linhas
Dos metrôs do coração
De um sertanejo nato
Que aqui se sente ingrato
Por ter deixado teu chão.
Sertão Velho sou teu servo.
Sou teu súdito. É meu rei.
Mesmo que eu vá para a China
Inda lá te servirei.
Sem ti sou grilhão sem elo.
Guarde um canto no castelo
Que um dia eu retornarei.
(Manoel Messias Belizario Neto)
Sertão seco estou aqui
Nessa capital à toa.
Um dia eu te deixei
Por que faltava garoa.
Agora desprotegido,
Desempregado, sentido,
Tua falta me magoa.
Te deixei meu velho chão
Porque faltou agasalho.
Do gado todo caído,
Não mais se ouvia chocalho.
Chorava parado o vento,
O chão queimava sedento.
Despedia-se o orvalho.
Mesmo assim velho Sertão
Não posso te esquecer.
Te respirarei até
O dia que eu morrer.
Esses lugares modernos
Cheios de gente de terno
Nem chegam aos pés de você.
Tua calça sertão Velho
É um belo mandacaru;
A camisa é um juazeiro
Enfeitado de anu.
O cupim é o chapéu;
A gravata é o céu
Se derramando em azul.
Teus prédios são os serrotes
Habitadas por guará
Que guardam a tua filha.
A princesa do lugar
Do Reino da Pedra Fina
Caatinga ainda menina
Criou-se feliz por lá.
Teus mares são os açudes
Livres da poluição;
As veredas são as linhas
Dos metrôs do coração
De um sertanejo nato
Que aqui se sente ingrato
Por ter deixado teu chão.
Sertão Velho sou teu servo.
Sou teu súdito. É meu rei.
Mesmo que eu vá para a China
Inda lá te servirei.
Sem ti sou grilhão sem elo.
Guarde um canto no castelo
Que um dia eu retornarei.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
HUMORISTA SHAOLIN COMPLETA 3 MESES EM COMA
Três meses depois de ter sofrido um grave acidente de carro em Campina Grande (PB), o humorista Shaolin continua internado em estado grave e ainda está em coma no Hospital das Clínicas, na zona oeste de São Paulo. A informação foi confirmada ao R7 pela assessoria de imprensa da instituição.Nesses 87 dias, sem evolução do quadro de saúde, a mulher de Shaolin, Maria Laucidéia Veloso, contou à reportagem como tem vivido esse momento difícil.
- Tenho muita esperança. Só volto para casa com ele junto e bem. Enquanto isso, fico aqui ao lado dele. Venho ao hospital todos os dias. Ligo para casa todos os dias para falar com a mãe dele, com os irmãos, para dar notícias. De lá, eles me ligam para saber se estamos bem.
Apesar de perceber que o batimento cardíaco de Shaolin se altera todas as vezes que conversa com ele, Maria Laudicéia disse que, segundo os médicos, isso é “algo normal para quem está em uma situação como a dele”.
- Não há previsão para ele sair do coma. Os médicos dizem que eu tenho que ter paciência, porque é imprevisível. Clinicamente, ele está bem, mas neurologicamente não tem reação.
Além do apoio familiar e dos amigos, Maria tem contado com o apoio carinhoso de fãs do humorista Brasil a fora.
- Recebo centenas de e-mails com mensagens todos os dias. Não consigo nem responder todo mundo. Fico feliz em saber que ele está sendo lembrado. Esses gestos contribuem de forma muito positiva para recuperação dele, já que temos uma corrente de oração.
Investigação
No 20 de janeiro, o motorista envolvido no acidente com Shaolin, Jobson Clemente Benício, de 23 anos, apresentou-se à delegacia da Polícia Rodoviária Federal da cidade paraibana. O inspetor responsável pela unidade ouviu o motorista que, em seguida, foi liberado.
Desde o acidente, já foram ouvidos policias rodoviários federais; médicos do Samu, que prestaram os primeiros atendimentos ao humorista; pessoas da comunidade local, que presenciaram o ocorrido, segundo informou ao R7, o advogado da família de Shaolin, Rodrigo Felinto.
Ainda de acordo com o advogado, a delegada responsável pelo caso pediu mais prazo ao Ministério Público, pois ainda faltam duas ou três testemunhas prestarem depoimento, além da documentação com o quadro clínico do humorista do hospital em que ele deu entrada logo após o acidente.
Assim que tudo estiver anexado ao inquérito, o Ministério Público julgará se acusa ou não o motorista do caminhão como réu no crime de lesão corporal na direção de veículo automotor, previsto no Código de Trânsito Brasileiro.
O acidente
Francisco Jozenilton Veloso, o Shaolin, ficou gravemente ferido em um acidente na BR-230, na região de Mutirão, em Campina Grande (PB), no dia 18 de janeiro. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o comediante dirigia no sentido São José da Mata quando um caminhão, que vinha na faixa oposta, invadiu a contramão e bateu contra o veículo do artista.
Em depoimento à Polícia Rodoviária Federal da Paraíba, o motorista do caminhão que se envolveu no acidente com o humorista disse que foi Shaolin quem provocou a batida.
O comediante da Rede Record deu entrada no pronto-socorro do Hospital das Clínicas de São Paulo na madrugada do dia 21, após ter passado por cirurgias para conter o traumatismo craniano e uma fratura exposta no membro superior esquerdo.
No começo de fevereiro, ele teve o braço esquerdo operado, porque perdeu musculatura e massa óssea no acidente. Os médicos retiraram uma parte externa da coxa do artista e a colocaram no braço. A cirurgia faz parte do processo de restauração do membro superior.
No decorrer deste tempo de internação, Shaolin fez exames que mostraram que ele não teve perda auditiva tampouco visual. Mas, segundo os médicos, nenhum exame é conclusivo até que ele saia do coma.
Fonte: R7
Postado por Equipe Sertânia na Net
A Tapioca

A Tapioca
(Dalinha Aragão)
É uma herança indígena,
Derivada da mandioca.
Guloseima que os índios,
Comiam em suas ocas.
E o nordestino adotou,
Por certo ele aprovou,
Em sua mesa a tapioca.
Quem jamais provou,
Precisa experimentar,
A tapioca de goma
Feita no meu Ceará.
Presença confirmada
Em todas as camadas,
Das terras de Alencar.
Há quem use na tapioca,
Novos ingredientes.
Recheada e colorida,
Com sabores diferentes.
Mas eu amo a tradicional,
Feita em minha terra natal,
Com sabor da minha gente.
Feita com a goma molhada.
E temperada apenas com sal.
Depois de úmida e peneirada
Dá-se continuidade ao ritual.
Com a frigideira bem quente
Destas que tem antiaderente
Conclui-se a receita afinal.
Frigideira estando no ponto,
Preste bastante atenção:
Coloque no fundo dela
Uma pequena porção
Da goma bem espalhada,
Que em seguida será virada
E está pronta a produção.
Mas tem só uma coisinha:
Eu não cheguei a explicar.
É que a boa tapioqueira
Sempre vira a tapioca no ar.
Se você não tem boa mão,
Nem quer sujar seu chão,
Invente seu jeito de virar.
Com um café quentinho
Eu comia em meu sertão,
Tapioca com muita nata,
Como manda a tradição.
E para ser muito sincera,
Tendo manteiga da terra,
Eu até dispensava o pão.
A tapioca é uma iguaria
Da culinária Nordestina.
Mas hoje já se espalhou,
Pois também é peregrina.
E percorre nos alforjes
Do nordestino que foge,
Buscado uma melhor sina.
(Dalinha Aragão)
É uma herança indígena,
Derivada da mandioca.
Guloseima que os índios,
Comiam em suas ocas.
E o nordestino adotou,
Por certo ele aprovou,
Em sua mesa a tapioca.
Quem jamais provou,
Precisa experimentar,
A tapioca de goma
Feita no meu Ceará.
Presença confirmada
Em todas as camadas,
Das terras de Alencar.
Há quem use na tapioca,
Novos ingredientes.
Recheada e colorida,
Com sabores diferentes.
Mas eu amo a tradicional,
Feita em minha terra natal,
Com sabor da minha gente.
Feita com a goma molhada.
E temperada apenas com sal.
Depois de úmida e peneirada
Dá-se continuidade ao ritual.
Com a frigideira bem quente
Destas que tem antiaderente
Conclui-se a receita afinal.
Frigideira estando no ponto,
Preste bastante atenção:
Coloque no fundo dela
Uma pequena porção
Da goma bem espalhada,
Que em seguida será virada
E está pronta a produção.
Mas tem só uma coisinha:
Eu não cheguei a explicar.
É que a boa tapioqueira
Sempre vira a tapioca no ar.
Se você não tem boa mão,
Nem quer sujar seu chão,
Invente seu jeito de virar.
Com um café quentinho
Eu comia em meu sertão,
Tapioca com muita nata,
Como manda a tradição.
E para ser muito sincera,
Tendo manteiga da terra,
Eu até dispensava o pão.
A tapioca é uma iguaria
Da culinária Nordestina.
Mas hoje já se espalhou,
Pois também é peregrina.
E percorre nos alforjes
Do nordestino que foge,
Buscado uma melhor sina.
Dalinha é uma grande poeta e cordelista cearense. Ocupa cadeira na ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Conheça seu blog.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Poesia: O brasileiro tem o sangue africano (Wilton Silva)

O brasileiro tem o sangue africano
(Wilton Silva)
Através desses meus pequenos versos
Que começo essa grande história
A qual se não me falha a memoria
Foi criada, sem ordens nem progressos.
E os temas aqui por mim expressos
Não se sujeitam ao erro ou engano
Mas não falo desse solo americano
Porem falo de outro continente
Ressaltando orgulhosamente
Que o brasileiro tem o sangue africano
E é sobre a história africana
Que daremos toda a nossa atenção
Um tema de tanta repercussão
Que não da pra se ver numa semana
La que a, ciência quase profana.
Diz que surgiu certamente o ser humano
Não questiono, pra não entrar pelo cano.
Pôs só Deus sabe, de onde surgiu a gente.
Mas ressalto orgulhosamente
Que o brasileiro tem o sangue africano
África dos belíssimos leões
Dos oazis e também dos elefantes
Foi também África dos traficantes
Homens maus e suas expedições
Que levavam dentro de seus porões
Muita gente até por baixo do pano
Pra lugares como o solo americano
Aportando num pais novo e crescente
E graças a esse fato simplesmente
O brasileiro tem o sangue africano
E assim o negro veio ao Brasil
Trazendo sua cor e sua crença
E claro que com a sua presença
Surgirão movimentos mais de 1000
E assim o escravo que surgiu
Pra servir de um jeito inumano
Sofrera preconceito e desengano
Ante uma maldade, sem precedente.
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Vale lembrar que em nosso pais
O escravo foi de enorme valia
Em seus ombros cresceu a economia
E mesmo assim vivia muito infeliz
Almejando o que ele sempre quis
Libertar-se desse mal cotidiano
Desse povo que se acha soberano
E que é simplesmente diferente
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Porem mesmo a margem da sociedade
O negro garantiu a sua crença
Essa era maior do que se pensa
Pôs se tinha escravo em toda cidade
Havia negro pra toda atividade
Desde o da roça até escravo urbano
Do nordeste ao chapadão alagoano
O escravo estava sempre à frente
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Ele foi vitima de preconceito
No sentido, de ser um objeto.
Não detinha direito, nem afeto.
Não era dono, de nada de seu feito.
Também não era nem um pouco aceito
O seu culto, considerado profano.
Seu viver sempre tido por mundano
Julgado tanto, e erradamente.
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Ele não resistiu passivamente
Essa frase é deveras verdadeira
Pra tanto se inventou a capoeira
Uma forma de luta diferente
Os quilombos surgiram mais a frente
Pra fugir do patrão tão leviano
Os negros, dentre eles um veterano.
Zumbi, que confiavam cegamente.
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Deste esforço assim nasceu palmares
Uma saída ao negro fugitivo
E zumbi enquanto esteve vivo
Lutou para, proteger os seus pares.
Outros tentaram o mesmo em mais lugares
Que resistiram aluta ano após ano
Mas palmares do rincão pernambucano
Destacou-se, até seu fim iminente.
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
O tempo passa e o mundo esta mudado
E o Brasil ainda do mesmo jeito
O negro escravo, e sem efeito.
Vive mal, precisa ser ajudado.
Mas porem o abolicionismo esperado
Estende-se num período sobre-humano
Mas 1888 foi o ano
Que a escravidão liquidou-se finalmente
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Entra a republica e tem fim o império
Cai regime e outro se firmando
Porem a situação não vai mudando
E ocaso do negro é muito serio
O governo adotando outro critério
Muda o negro de escravo a suburbano
E esse novo regime republicano
Menospreza o negro novamente
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Porem essa história que foi triste
Esse relato de um tempo tão cruel
Modelou o negro e seu papel
De herói construtor desse pais
Que carrega na cor a cicatriz
De séculos de um sofrer inumano
Onde de lutas é um veterano
Mas se ergue de pé valentemente
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Não importa aposição em que esteja
A cor que possuir, ou sua crença.
Independente, da diferença.
O estado em que está ou sua igreja
Não importa de que time seja
Se é da capital, ou interiorano.
Desde o Cearense ao paulistano
Nossa história iguala toda gente
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
(Wilton Silva)
Através desses meus pequenos versos
Que começo essa grande história
A qual se não me falha a memoria
Foi criada, sem ordens nem progressos.
E os temas aqui por mim expressos
Não se sujeitam ao erro ou engano
Mas não falo desse solo americano
Porem falo de outro continente
Ressaltando orgulhosamente
Que o brasileiro tem o sangue africano
E é sobre a história africana
Que daremos toda a nossa atenção
Um tema de tanta repercussão
Que não da pra se ver numa semana
La que a, ciência quase profana.
Diz que surgiu certamente o ser humano
Não questiono, pra não entrar pelo cano.
Pôs só Deus sabe, de onde surgiu a gente.
Mas ressalto orgulhosamente
Que o brasileiro tem o sangue africano
África dos belíssimos leões
Dos oazis e também dos elefantes
Foi também África dos traficantes
Homens maus e suas expedições
Que levavam dentro de seus porões
Muita gente até por baixo do pano
Pra lugares como o solo americano
Aportando num pais novo e crescente
E graças a esse fato simplesmente
O brasileiro tem o sangue africano
E assim o negro veio ao Brasil
Trazendo sua cor e sua crença
E claro que com a sua presença
Surgirão movimentos mais de 1000
E assim o escravo que surgiu
Pra servir de um jeito inumano
Sofrera preconceito e desengano
Ante uma maldade, sem precedente.
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Vale lembrar que em nosso pais
O escravo foi de enorme valia
Em seus ombros cresceu a economia
E mesmo assim vivia muito infeliz
Almejando o que ele sempre quis
Libertar-se desse mal cotidiano
Desse povo que se acha soberano
E que é simplesmente diferente
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Porem mesmo a margem da sociedade
O negro garantiu a sua crença
Essa era maior do que se pensa
Pôs se tinha escravo em toda cidade
Havia negro pra toda atividade
Desde o da roça até escravo urbano
Do nordeste ao chapadão alagoano
O escravo estava sempre à frente
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Ele foi vitima de preconceito
No sentido, de ser um objeto.
Não detinha direito, nem afeto.
Não era dono, de nada de seu feito.
Também não era nem um pouco aceito
O seu culto, considerado profano.
Seu viver sempre tido por mundano
Julgado tanto, e erradamente.
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Ele não resistiu passivamente
Essa frase é deveras verdadeira
Pra tanto se inventou a capoeira
Uma forma de luta diferente
Os quilombos surgiram mais a frente
Pra fugir do patrão tão leviano
Os negros, dentre eles um veterano.
Zumbi, que confiavam cegamente.
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Deste esforço assim nasceu palmares
Uma saída ao negro fugitivo
E zumbi enquanto esteve vivo
Lutou para, proteger os seus pares.
Outros tentaram o mesmo em mais lugares
Que resistiram aluta ano após ano
Mas palmares do rincão pernambucano
Destacou-se, até seu fim iminente.
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
O tempo passa e o mundo esta mudado
E o Brasil ainda do mesmo jeito
O negro escravo, e sem efeito.
Vive mal, precisa ser ajudado.
Mas porem o abolicionismo esperado
Estende-se num período sobre-humano
Mas 1888 foi o ano
Que a escravidão liquidou-se finalmente
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Entra a republica e tem fim o império
Cai regime e outro se firmando
Porem a situação não vai mudando
E ocaso do negro é muito serio
O governo adotando outro critério
Muda o negro de escravo a suburbano
E esse novo regime republicano
Menospreza o negro novamente
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Porem essa história que foi triste
Esse relato de um tempo tão cruel
Modelou o negro e seu papel
De herói construtor desse pais
Que carrega na cor a cicatriz
De séculos de um sofrer inumano
Onde de lutas é um veterano
Mas se ergue de pé valentemente
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Não importa aposição em que esteja
A cor que possuir, ou sua crença.
Independente, da diferença.
O estado em que está ou sua igreja
Não importa de que time seja
Se é da capital, ou interiorano.
Desde o Cearense ao paulistano
Nossa história iguala toda gente
Por isso, ressalto orgulhosamente.
Que o brasileiro tem o sangue africano
Assinar:
Postagens (Atom)

