sexta-feira, 27 de maio de 2011

Visita de D. Pedro II a Paraíba



Governava a Paraíba Ambrósio Leitão da Cunha, natural do Pará e formado em ciências jurídicas. Foi ele quem recebeu o ofício do ministro dos Negócios do Império comunicando que sua majestade visitaria a Paraíba ao mesmo tempo que enviava a importância de um conto de réis para as despesas de hospedagem das figuras reais. Isso desencadeou uma verdadeira febre em todo o Estado que, pobre como era, tinha de receber, à altura, tão augustas figuras que dificilmente passariam outra vez por esses rincões.

Com mais três contos de réis vindos da Corte, o governo começou a tarefa de preparar a cidade para a chegada real. Mobília, tapetes, utensílios próprios de um quarto - como um urinol em bronze, serviços completos de almoço e chá da melhor porcelana inglesa -, tudo isso começou a ser providenciado para que suas majestades tivessem uma recepção à altura da coroa que carregavam.

Datando do século XVIII, o palácio do governo precisou de reformas e adaptações para se tornar uma morada imperial. Tudo era necessário: desde a construção de novas alas até substituição de móveis, colocação de tapetes e uma repintura nas velhas paredes. As despesas se elevaram a mais de seis contos de réis. Chegou enfim o dia 24 de dezembro de 1859 e à uma hora da tarde a esquadra imperial passava em frente à Fortaleza de Santa Catarina, em Cabedelo, onde foi saudada com uma salva de canhões.

Da fortaleza, dirigiu-se ao estuário do Rio Paraíba e de lá tomou o destino do antigo Porto do Varadouro. Embarcações nacionais e estrangeiras já atracadas colocaram-se em linha saudando com tiros de peças de artilharia a chegada do imperador. Exatamente às 16h30, desembarcaram do vapor APA dom Pedro II e dona Tereza Cristina, numa galeota ornamentada com finas flores.

O imperador, envergando uniforme de general, foi recebido pelo presidente da Câmara de Vereadores e por mais de cinquenta senhoras. Segundo Maurílio de Almeida em seu Presença de Dom Pedro II na Paraíba, ali mesmo a mão de sua majestade foi beijada sob os mais frenéticos vivas e aclamações do povo. Talvez date desse tempo o costume tão popular de beijar mãos de poderosos, comum em nossa província.

No dia seguinte, suas majestades dirigiram-se ao porto de Cabedelo onde ficavam as principais fortificações militares da época. Dom Pedro embarcou novamente no APA e tomou destino à cidade costeira acompanhado pelo governador, a quem fazia sucessivas indagações e tudo anotava numa caderneta de bolso. Essa foi uma das marcas do viajante Pedro que ele conservou até o fim da vida.

Observador arguto, a tudo inquiria e perguntava. Em Cabedelo, visitou a Fortaleza de Santa Catarina e fez questão de ler as antigas inscrições de canhões holandeses remanescentes da invasão à nossa costa, demonstrando perfeito conhecimento da língua. Nesse momento, deu-se um fato pitoresco: um velho soldado aproximou-se do imperador furando o bloqueio ao seu redor e lhe pediu uma ajuda queixando-se que seu soldo de reformado era insuficiente. O imperador, atendendo ao pedido, mandou que lhe fosse dada uma régia esmola e ainda mandou que ele requeresse aumento do seu soldo de reformado.

A história não registra em quanto orçou essa esmola, mas não deve ter sido assim tão régia, pois o próprio Imperador, para viajar à Paraíba, tomou dinheiro emprestado e destinou à sua esposa, para todos os gastos da viagem, a minguada importância de três mil e seiscentos contos de réis, pagos em seis prestações. Não existiam as facilidades para as viagens como hoje. Dom Pedro não limitou sua viagem à capital.

Ele foi a cavalo, com grande comitiva de aduladores, até a cidade de Pilar que era importante centro açucareiro. Como a caminhada fosse longa, o imperador fez duas paradas: uma no Engenho São João, onde tomou o desjejum, e outra no Engenho Marau, de propriedade dos frades de São Bento, onde deveria almoçar. Ótimo cavaleiro, dom Pedro imprimiu tal ritmo à cavalgada que chegou a Pilar antes da hora e encontrou a Câmara Municipal fechada sem ninguém à sua espera. Todos faziam a toalete. De Pilar, dom Pedro foi a Mamanguape, de onde voltou numa só caminhada a João Pessoa.

Finalmente, no dia 30 de dezembro, o vapor APA levou embora os imperadores e parte da alegria. Somente uma parte, pois a visita real deixou na Paraíba vários títulos nobiliárquicos: dois barões, seis comendadores, 21 oficiais e 36 cavaleiros da Rosa, além de 25 cavaleiros da Ordem de Cristo. Uma boa colheita.

Jornal da Paraíba de 09/11/2009

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Febre Amarela na antiga Paraíba



Em 1686, a Paraíba foi acometida de uma epidemia de enormes proporções. A mortandade foi considerável, devido em parte à falta de assistência médica e, em parte, ocasionada pelas condições de higiene da época.

Mas, segundo o prognóstico de um jesuíta versado em astrologia, o mal não tinha cura porque resultava de um castigo divino, anunciado através de um eclipse da lua, que tinha sido observado em diversos pontos do país. Em sua “História da América Portuguesa”, Rocha Pita assim escreve sobre o assunto:

“Apareceu esta grande luminosidade em uma noite do mês de dezembro do ano de mil seiscentos e oitenta e cinco, tão abrasada que inculcava ter recebido no seu côncavo ou na sua circunstância toda a região do fogo: esta capa de chamas cobriu a maior parte do seu vastíssimo corpo, tendo precedido alguns meses antes um eclipse do sol, em que este príncipe dos planetas mostrava uma névoa< à qual o padre Valentim Extancel, astrólogo célebre, chamava “Aranha do Sol”.

Esse astrólogo explicava que esses fenômenos, que não são naturais porque são produzidos pela interposição da terra, no curso daquelas sordicies ou qualidade contagiosa do ar, por razões manifestas ou causas ocultas e da SUS corrupção resultarem doenças, senão em todo mundo, em algumas partes dele, como se tem experimentado em contágios e desgraças de que há muitos exemplos antigos e modernos”.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Zé Clementino integrou trilogia cultural

ZÉ CLEMENTINO formou com Patativa do Assaré e Luiz Gonzaga o movimento “Trilogia do Ciclo do Jumento”
ANTÔNIO VICELMO

PADRE ANTÔNIO Vieira foi um dos idealizadores do movimento em prol do jumento




Crato (Sucursal) — A morte do compositor José Clementino consternou o Cariri. Ao lado de Luiz Gonzaga, Padre Antônio Vieira e Patativa do Assaré, Zé Clementino fez parte da “Trilogia do Ciclo do Jumento”, um movimento idealizado em Crato, em defesa do jegue. A iniciativa tomou dimensão nacional através da música e da poesia dos quatro defensores do jumento. A campanha ganhou mais intensidade na década de 80, quando os quatro se encontraram na Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), sob a presidência de Henrique Costa. Padre Vieira chegou ao palanque, onde se encontravam Luiz Gonzaga, Patativa e Zé Clementino, montado num jumento.

Ao lembrar este fato, o jornalista Huberto Cabral destaca que Zé Clementino foi um dos mais vigorosos músicos do Ceará. É o autor de autênticos clássicos da música nordestina, tendo sido interpretado por alguns dos grandes nomes da MPB, dentre os quais o “Rei do Baião” — Luiz Gonzaga. Funcionário público aposentado, Zé Clementino, que já morou em Crato, quando trabalhava no INSS, integrou-se à vida boêmia da Princesa do Cariri, fazendo parcerias com outros artistas cratenses, entre os quais, Correinha e Hildelito Parente.

Com o “velho Lua”, o talento de Zé Clementino ganharia destaque nacional, ao passo que, por outro lado, a inventiva produção artística do compositor varzealegrense proporcionaria vitalidade e renovação à obra musical de Luiz Gonzaga. O “batismo” fonográfico da parceria Luiz Gonzaga-Zé Clementino procedeu-se, de certa forma, quando o “Rei do Baião” atravessava um longo período de ostracismo e mesmo de indefinição quanto à continuidade da carreira artística. No seu trabalho anterior, o ilustre “sanfoneiro de Exu” mostrava-se desestimulado e cético quanto aos possíveis rumos de sua até então vitoriosa trajetória musical. Numa de suas canções mais emblemáticas da época, Luiz Gonzaga lamentava: “Pra onde tu vai, Baião? / Eu vou sair por aí / Mas por que, Baião? / Ninguém me quer mais aqui...”. De fato, o Baião, assim como outros ritmos nordestinos, havia perdido o forte apelo comercial que gozara no passado, particularmente em virtude do surgimento de novos movimentos musicais — a Bossa Nova e a Jovem Guarda. Nesse panorama, foi lançado o álbum “Luiz Gonzaga – Óia Eu Aqui de Novo”, o qual continha três canções compostas por Zé Clementino. Uma delas, o “Xote dos Cabeludos”, uma bem humorada crítica à estética ‘hippie’ que conquistava a juventude de todo o mundo, tornou-se uma das músicas mais executadas do país no verão de 68, trazendo o ‘Rei do Baião’ de volta à mídia e despertando o interesse das novas gerações pelo riquíssimo acervo musical do artista.

Naquele mesmo ano, Zé Clementino confere uma legítima e emotiva dádiva à sua cidade natal, quando compõe a letra do Hino Oficial de Várzea Alegre. No seu álbum seguinte, Luiz Gonzaga grava “O jumento é nosso irmão”, uma homenagem à luta, encampada pelo Padre Vieira, em prol da preservação da espécie asinina. Em 1976, fazendo proveito do mesmo tema, o Rei do Baião gravaria “Apologia ao jumento”, uma espécie de discurso inflamado em que, com muito bom humor, exalta as benesses do “pobre e castigado” animal. Registra ainda o xote “Capim Novo”, outra canção do compositor varzealegrense, cuja letra sugere uma “discutível” alternativa terapêutica e afrodisíaca para os homens que enfrentam os “percalços” da terceira idade.

Em 1978, o Trio Nordestino, na época o campeão em vendagem de discos no segmento de música regional, grava “Chinelo de Rosinha”, uma parceria de Zé Clementino e Paulo César Clementino. Em 1983, o Brasil vê-se tocado pela sensibilidade musical do prodigioso varzealegrense Serginho Piau, que executa a comovente canção “Simplesmente Zé”, de autoria de Zé Clementino, em alguns programas televisivos. Por fim, os anos 90 marcaram o processo de revitalização estética e musical do forró, e o cearense Sirano, um dos mais bem sucedidos artistas do Ceará. Entre as suas músicas estão: “Xote dos cabeludos” , “O jumento é nosso irmão”, “Apologia ao jumento”, “Contrastes de Várzea Alegre”, “Capim novo”, “Sou do banco Xeêm”, “Chinelo de Rosinha”, “Jeito bom”, “Hino Oficial de Várzea Alegre”, e “Simplesmente Zé”. Ele faleceu vítima de enfarte no Hospital de Várzea Alegre, aos 69 anos de idade.


terça-feira, 24 de maio de 2011

I ENCONTRO DE POETAS DE LAGOA DE ROÇA



VENHA!

PARTICIPAR CONOSCO DO I ENCONTRO DE POETAS DE LAGOA DE ROÇA - 27 DE MAIO - A PARTIR DAS 20h NA ESCOLA PEDRO DA COSTA BEZERRA - CENTRO.

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS: IPONAX VILA NOVA (PB), COBRA CORDELISTA (PE) ALÉM DE APRESENTAÇÕES DE ARTISTAS DA TERRA E DO LANÇAMENTO DO LIVRO "ALMA SERTANEJA" (DE COBRA CORDELISTA).

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Os primeiros do Estado da Paraíba




-A Primeira Fotógrafa:

Segundo depoimento do jornalista e professor de Ciências Sociais Bertrand Lira, a primeira fotógrafa que surgiu aqui em nosso Estado foi Teresa de Jesus Medeiros. Esse professor defendeu a tese de Mestrado sobre o inventário dos fotógrafos que atuaram na Paraíba, no período de 1850/1950.

-A Primeira Assembléia Legislativa:

A história começa na época do Império, quando D. Pedro I outorgou a Constituinte de 1824 e criou, dois anos depois, os Conselhos Gerais da Província. Foi a semente para que surgisse, em 7 de abril de 1835, a Assembléia Legislativa da Paraíba. A primeira legislatura teve 28 parlamentares, que representavam as várias regiões da antiga Parahyba. O seu presidente eleito foi o deputado José Lucas de Sousa Rangel. Durante essa época da Monarquia, os mandatos eram de dois anos, sendo os parlamentares oriundos dos Partidos Liberal e Conservador. Com o advento da República, o exercício parlamentar passou a ser de quatro anos.

-O Primeiro Asilo de Loucos:

A história da loucura, na Paraíba, começa ainda na época da colonização, quando ainda era uma Capitania e a cidade tinha cerca de 3000 moradores, aí incluídos soldados, negros, escravos e senhores feudais. Os perturbados mentais, quando estavam em crise e agitados, eram perigosos, podendo vir até a atacar a população. Eles eram então aprisionados. Algemados em cadeias, ficavam mais furiosos ainda, gritavam, escavavam o chão e faziam todo tipo de sujeira. Essa infeliz situação em que viviam passou a preocupar as autoridades.

-A Primeira Hidrelétrica:

Foi por volta de 1920 que um paraibano, o advogado José Amâncio Ramalho, de maneira ousada, implantou a primeira usina de luz da Paraíba. Era turbina movida com a força da água do açude da cidade de Borborema, no Brejo Paraibano. Era registrada como Empresa Hidroelétrica de Borborema e o pessoal escutava rádio com a energia da empresa. O proprietário, com os empregados, também cuidou de instalar a linha de transmissão na região: eram postes de cimento e madeira. Não eram tão altos como os de hoje, mas tinha postes de baixa e alta tensão. Ficou bastante conhecida na região do Brejo naqueles tempos. Quem saia de porta em porta cobrando a conta da luz eram dois eletricistas da usina. A energia só chegava nas casas das pessoas quando escurecia. Na década de 1940 sua usina de força já fornecia energia para as cidades de Borborema, Bananeiras, Solânea, Pilões de Dentro e Serraria. Também alimentava bicos de luz de escolas agro técnicas da região e a várias propriedades rurais.
A usina de força de José Ramalho deixou de gerar energia elétrica porque a Codebro, uma empresa que chegou à região e que utilizava energia elétrica da cachoeira de Paulo Afonso, entrou no mercado paraibano. Era a concessionária de energia elétrica daqueles tempos. Foi a partir daí que a Empresa Hidroelétrica de Borborema deixou de fornecer energia para as casas. Até hoje se encontra no local algumas ruínas da antiga usina de força.

-A primeira Fábrica de Cimento:

Não foi aquela que funciona na Ilha do Bispo não. Na realidade, a primeira fábrica de cimento da Paraíba e de toda a América Latina, foi instalada, no final de século XIX, na Ilha de Tiriri, pertencente ao município de Santa Rita. Inicialmente explorada por uma firma francesa, em colaboração com industriais brasileiros, o cimento tinha excelente qualidade. Mas, depois de algum tempo fechou e suas máquinas foram retiradas clandestinamente. As ruínas dessa edificação ainda podem ser vistas naquele local.

-O primeiro autor:

Natural do Estado da Paraíba, o cabo de guerra Lopo Curado Garro, que se destacou na lutas contra os holandeses, foi o primeiro autor paraibano. É de sua autoria a “Breve, Verdadeira e Autêntica Relação das Últimas Tiranias e Crueldades que os Pérfidos Holandeses Usaram com os Moradores do Rio Grande do Norte”. Trata-se de uma carta que dirigiu a André Vidal de Negreiros e João Fernandes Vieira, no dia 23/10/1645, e que foi publicada pela primeira vez no “Valeroso Lucideno e Triunfo da Liberdade”, de Frei Manoel Calado, cronista dos fatos de nossa história.
Historicamente, o primeiro livro que se escreveu sobre a Paraíba foi a “Descrição Geral da Capitania da Paraíba”, de Elias Herckman, Governador holandês, em 1639.

-O primeiro cinema:

O primeiro aparelho de cinema que chegou à Paraíba foi o “Cinematógrafo”, trazido de Paris por Nicola Maria Parente, nome ligado às artes e um dos seus pioneiros na capital do estado. Com a máquina ele trouxe filmetes (mudos), entre eles: “Chegada de um trem à gare de Lion”, “Um macaco pulando um arco” e “Crianças jogando bolas de neve em Biarritz”. Esse cinematógrafo foi instalado na antiga Rua Nova, nº 2, como complemento das atrações da Festa das Neves naquele tempo (1897).
Um outro registro informa que o primeiro cinema propriamente dito foi o “Cine PATHÉ”, montado por Manoel Garcia de Castro na Rua Duque de Caxias. Depois, os italianos Rattacazzo e Cozza, instalaram no Ponto de Cem Réis o cinema Rio Branco, que estreou em 24/02/1911. Depois dos italianos, o dinamarquês Einer Svendsen também se tornou um exibidor de filmes. O Cel. Manoel Henriques de Sá adquiriu o PATHÈ, que passou a funcionar com o nome de MORSE. Ele também instalou o cine EDISON, que funcionava próximo à Praça Venâncio Neiva.
O cinema falado só chegou aqui em 1932. A iniciativa foi de Alberto Leal, que instalou no Teatro Santa Roza o primeiro Vitafone Movietone. O filme inaugural foi “O Tenente Sedutor”, com Maurice Chevalier.

-Os primeiros jornais:

O primeiro jornal da Paraíba foi a “Gazeta do Governo da Paraíba do Norte” (1826-1827), durante o Governo do coronel Alexandre Francisco de Seixas Machado. Era um semanário político.
Já o primeiro jornal particular foi a “Gazeta Parahybana” (1828-1829), do jornalista Borges da Fonseca. Era um bi semanário dedicado exclusivamente à defesa dos princípios republicanos, impresso na "Tipografia Nacional”. Seu primeiro número circulou em março de 1828.
Em 1830, foi impresso em Recife (PE) o Correio da Paraíba. Era um órgão oficial do governo provincial presidido por Getúlio Monteiro de Mendonça. Teve curta duração. Dois anos depois, Antônio Borges da Fonseca reaparece com o “Republicano”. No mesmo ano, surge o “Raio da Verdade”, de Ricardo Rogger.
O jornal “A União” foi fundado no dia 2 de fevereiro de 1893 pelo então presidente da Província, Álvaro Machado. Surgiu como órgão do Partido Republicano do Estado, agremiação fundada pelo próprio Álvaro Machado. Quarenta e sete anos depois, no dia 13 de março de 1940, surgiu o Diário Oficial. “ A União” é hoje o único jornal oficial ainda existente no Brasil. Está vinculado ao Governo da Paraíba .

- A primeira Rádio Difusora.

A primeira estação de rádio da cidade surgiu entre 1930 e 1931. Com transmissor de 10 watts, foi montada pelos técnicos José Monteiro e Jaime Seixas. Ficava na Rua Gouveia Nóbrega (perto da Bica) e se chamava Rádio Clube da Paraíba. Funcionou como uma sociedade, onde seus membros contribuíam financeiramente para sua manutenção. Com um ano de fundação já contava com mais de 200 sócios, os quais podiam levar os discos para serem tocados na emissora. Em dezembro de 1932 tornou-se pioneira na radiodifusão nacional ao apresentar aulas de inglês pelo rádio, graças aos irmãos Oliver e Geraldo Von Sohsten, educados na Inglaterra. A experiência foi bem recebida pela população. Em janeiro de 1937, o governo Argemiro de Figueiredo recebeu, sem ônus para o estado, todo o patrimônio da Rádio Clube e iniciou investimentos para dinamizá-la. Passou então a chamar-se Estação Radio-Diffusôra da Parahyba, depois Rádio Tabajara da Paraíba e, finalmente, Rádio Tabajara.

Fonte: Texto extraído do trabalho apresentado por Moacir Barbosa de Sousa (UFPB), no XXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação em Belo Horizonte (set/2003).


-A primeira fábrica de refrigerantes:

A empresa, denominada “FÁBRICA DE GASOSAS ANGLO-BRASILEIRA” foi inaugurada nas imediações do Porto do Capim, em João Pessoa, em 02/04/1910. Pertencia ao Engenheiro-Mecânico e Químico Industrial Inglês Sidney Clemente Dore, que por aqui chegou em 1904, então com 38 anos de idade. Produzia, no começo, 250 grades de refrigerantes “DORE” por dia, em garrafas trazidas de Londres. A produção, em 1980, era dez mil garrafas por hora. Atualmente essa fábrica já não existe mais.

-A primeira tipografia:

A primeira oficina tipográfica da Paraíba foi adquirida pela Câmara Municipal, que a arrendou em hasta pública, em 1818. Em 1831 aquela casa comprou uma nova máquina. O pesquisador Eduardo Martins afirma, porém, que a primeira tipografia da Paraíba foi resultante de uma iniciativa particular do português José Rodrigues Costa, que trabalhava no Recife nas oficinas do jornal “O Cruzeiro”. O periódico tinha o feitio de órgão político, literário e comercial.

-O primeiro Teatro:

O primeiro Teatro da Paraíba foi construído na cidade de Areia. Seu primeiro nome foi Recreio Dramático. Depois foi modificado para Teatro Minerva, que é uma homenagem à deusa das artes e foi dado pelo areiense Horácio da Silva. Foi construído em 1854 pelas famílias mais ricas do lugar. Ainda hoje está conservado e funcionando.
Já em João Pessoa, segundo o historiador Reinaldo de Oliveira Sobrinho, o primeiro teatro foi instalado na Rua da Areia, sob a responsabilidade do Sr. Francisco de Freitas Cambôa. Tinha o nome de “Santa Cruz”.
De acordo com Irineu Pinto, em “Datas e Notas Para a História da Paraíba”, o lançamento da primeira pedra do prédio ocorreu em 1853. Nesse ato, que contou com a presença do Presidente da Província, o vigário da capital negou bênção à dita pedra, por se tratar de uma casa destinada a espetáculos, declarando que “ela não se prestaria por ir de encontro aos sagrados cânones da igreja e às doutrinas dos santos padres que se opõem e reprovam as casas de teatro”. O bispo de Pernambuco e da Diocese desta capital aprovou o procedimento do vigário.

-O primeiro clube social:

O clube mais antigo da capital é o ASTREA. Foi fundado em 30 de maio de 1886 pela sociedade de João Pessoa, tendo como cores oficiais o azul e branco. Depois surgiu o Club dos Diários, atual Cabo Branco.

-A primeira rua:

Um trecho íngreme foi desmatado, ligando o Forte (na cidade baixa) à capela, localizada numa colina. Essa rua ficou conhecida como Ladeira de São Francisco e é considerada a primeira rua da cidade, onde depois foi construída a Casa da Pólvora. Sua segunda rua foi aberta em frente à capela e denominada Rua Nova, atual General Osório.

-O primeiro Bairro:

Até 1850, existia um aglomerado urbano. Com o crescimento demográfico, houve aumento de construções, vivendas e chácaras de famílias nobres, principalmente nas imediações da Fonte do Tambiá ou “Bica”, que fornecia à população a água para a sua manutenção. As pessoas de baixa renda também iam construindo suas moradias em sítios.
A estrada para essa fonte tomou o nome de Rua da Aurora (atual Mons. Walfredo). Ela fazia cruzamento com a Rua São José (atual Des. Souto Maior), que descia para a Lagoa dos Irerês (atual Parque Solon de Lucena). Pois bem, esse ambiente aprazível veio a se tornar o Bairro de Tambiá (nome que veio da fonte), o primeiro da capital.

-A primeira Favela:

Toda cidade tem sua vizinhança problemática e a primeira "favela" que aqui se formou foi na então Rua do Grude, defronte à Bica. Era um local de marafonas que davam muito trabalho à Polícia e onde o coco de roda funcionava o dia inteiro. O local também era bem servido de bodegas, bares e biroscas, com folguedos diários e pastoris aos fins de semana.

-O primeiro Código de Postura:

Até meados de 1850, as construções na capital eram desordenados. A cidade era mal arrumada, com suas artérias cheias de sulcos provocados pelas águas fluviais, porcos e galinhas nas artérias, não existia serviços de coleta de detritos e os becos serviam para deposito de lixo. Nenhuma atenção era dispensada ao aglomerado urbano.
Somente as ruas principais eram cuidadas, como a rua das Convertidas (atual Maciel Pinheiro), Rua da Areia e Rua Nova (atual General Osório). O primeiro "Código de Postura" foi em 1857 no governo de Beaureaire Rohan. Com ele se começava a estudar numa forma de construção mais ordenada para a cidade que crescia desordenadamente e foi desenvolvido um trabalho de orientação na comunidade sobre como os moradores deviam acondicionar e se livrar do lixo gerado em suas casas.

-O primeiro abastecimento de água:

Em 1912, no governo de João Machado, inaugurou-se o primeiro abastecimento d água, construindo-se vários chafarizes para a população. A usina situava-se na antiga passagem do Rio Buraquinho e Macacos. Iniciava-se, então o encanamento de água nas residências.

-A Luz elétrica:

A iluminação pública era, na monarquia, feita em lampiões que queimavam azeite de mamona ou querosene. Em 1910 foi assinado o contrato da iluminação elétrica da Capital. E em março de 1912 houve a inauguração da luz elétrica, com acesso a residências.

-O primeiro ramal ferroviário:

A 7 de setembro de 1883 foi inaugurado o primeiro Ramal Ferroviário. Ligava a Capital à povoação de Mulungu. Depois foi a vez dos ramais de Pilar e Guarabira, entre 1884 a 1901.

-O primeiro (e único) presidente da república paraibano:

Pelo menos até aqui, Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa, nascido na cidade de Umbuzeiro em 1865, foi o único paraibano eleito Presidente da República Federativa do Brasil. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito do Recife, em 1886. Quando Deputado Federal fez forte oposição ao Presidente Floriano Peixoto. Em 1912 elegeu-se senador pela Paraíba. Ele venceu, em 1919, o senador baiano Rui Barbosa e tomou posse em 26 de julho como Presidente da República.
Morreu em fevereiro de 1942, aos 77 anos. A cripta, onde repousam seus restos mortais, juntamente com os de sua esposa Mary Manso Sayão Pessoa, está localizada no subsolo do Palácio da justiça, em João Pessoa, num ambiente que foi idealizado pelo arquiteto Leonardo Sturcret.

-A primeira Biblioteca Pública:

A primeira Biblioteca Pública do Estado foi instalada em uma das dependências do antigo prédio do Liceu Paraibano, por iniciativa do então Presidente, o Tenente-Coronel Henrique de Beaurepaire Rohan, que governou a Província de 1857 a 1859. Contava inicialmente com mil e dez volumes de obras literárias, sendo 324 compradas por ele e, o restante, doadas por diversas pessoas da cidade.

-O primeiro Grupo Escolar:

O primeiro construído no Estado foi o Grupo Escolar Tomaz Mindello, Localizado no centro da capital. Foi construído em 1916 pelo arquiteto italiano Pascoal Fiorillo. Atualmente, depois de várias reformas que preservaram sua estrutura, passou a ser denominado de “Centro Cultural do Terceiro Setor” e abriga entidades com atuação sociocultural, sem fins lucrativos.

-O primeiro Colégio:

O primeiro colégio criado na Paraíba data de 1748, com o retorno dos jesuítas. Foi doação do casal Manoel da Cruz e Luzia do espírito Santo. Pessoas de muitas posses, eles doaram uma grande soma para a construção do “Casarão”, o colégio que veria a ser administrado pelos jesuítas. Ali eram ministradas as primeiras letras, filosofia e latim. O colégio recebia alunos tanto da capital quanto do interior.

-O primeiro Colégio particular:

O primeiro colégio particular da capital foi o Colégio Nossa Sra. Do Cormo. Sua fundadora foi a professora Idalina Margarida da Assunção Meira Henriques e esteve em atividade de 1865 a 1875, ano em que faleceu sua fundadora. Ficava na Rua Duque de Caxias, onde funcionou o Museu Fotográfico Walfredo Rodrigues. Seus alunos eram exclusivamente do sexo feminino. Ali funcionava o Curso Primário, Secundário, prendas domésticas e artes.

-A primeira Escola Feminina:

No período provincial, o Conselheiro Padre Joaquim Antonio Leitão conseguiu a aprovação, em 18/04/1828, de um projeto criando uma Escola para o sexo feminino. Naquela época, salvo raras exceções, quase toda a população feminina era analfabeta, pois o ensino era destinado apenas aos homens. As mulheres eram educadas para o lar, resumindo-se à cozinha e às prendas domésticas. Com a inauguração dessa escola pública, estava assim dado o primeiro passo para a educação pública feminina. D. Maria da Conceição Cabral foi a primeira professora pública da Província.

-O primeiro livro de poesia:

O primeiro livro de poesia editado na Paraíba foi “VIDA E POESIAS”, de autoria do Capitão Mor Francisco Xavier Monteiro da Franca. Foi impresso na tipografia do português José Rodrigues da Costa. A sua publicação deve-se ao major da Guarda Nacional Manoel Caetano Vellozo, antigo professor de francês do Liceu Paraibano e genro do autor. Isso se deu em 1854.

-O primeiro paraibano na Academia Brasileira de Letras:

O primeiro paraibano a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de letras foi Antonio Joaquim Pereira da Silva. Natural de Araruna, onde nasceu a 09/11/1876, foi advogado, jornalista e poeta.. Foi também crítico literário nos jornais “A Cidade do Rio” utilizando-se do pseudônimo ‘J. d'Além’, “Gazeta de Notícias”, “Época” e “Jornal do Commercio”. Entre suas obras estão Voe solis, Solitudes, Beatitudes, Holocausto, O pó das sandálias, Senhora da melancolia, Alta noite e Poemas amazônicos.
Foi eleito para a ABL em 23/11/1933, na sucessão de Luiz Carlos, ocupando a cadeira de número 18, tendo tomado posse em 26/06/1934. É patrono da cadeira nº 34 da Academia Paraibana de letras, que tem como fundador Alcides Carneiro, atualmente ocupada por Humberto Cavalcante Mello. Faleceu no Rio de Janeiro em 11/01/1944.

-O primeiro automóvel:

As primeiras manifestações de transito e trafego na capital foram depois de 1896, pois anteriormente a cidade era servida por transporte de tração animal, como carroças, cabriolés, charretes ou coches. Provavelmente, o primeiro automóvel, a transitar na cidade, foi o de marca Bayard em 1909 (ou 1912), do rico empresário Francisco Honorato Vergara. Depois, outros paraibanos de posses obtiveram outros carros, como o Dr. Isidro Gomes, por exemplo.

-Os Primeiros Ônibus:

Os primeiros ônibus chegados à Paraíba foram os de uma empresa particular. Vieram em 1925 e circulavam fora da cidade. O crescimento demográfico da Capital paraibana levou o empresário Coronel Oswaldo Pessoa, por volta de 1929, a adquirir uma frota de 5 ônibus urbanos. Nesses coletivos, a entrada de passageiros era realizada pela retaguarda. Posteriormente fabricaram um transporte coletivo urbano com entradas pelas laterais, semelhantes ao bonde, e que a população denominou de "sopa" pelo fato de ser um transporte rápido e confortável.

-A primeira habilitação:

Por volta do ano de 1907, o rico proprietário Aníbal Gouveia Moura adquiriu um automóvel de marca Ford- T. Como para dirigi-lo era necessário estar habilitado, foi obrigado a tirar a Carteira de Motorista.

-O primeiro motorista profissional:

O primeiro motorista profissional foi um senhor conhecido por Anunciato. Ele foi designado a tirar anteriormente um curso de Cheaufer (motorista) na cidade do Recife, por um período de 3 meses. Durante o exercício de sua profissão, ele usava como fardão um guarda-pó (espécie de "bata de médico").

-A primeira Delegacia de Trânsito:

Conforme se tem notícia, a primeira Delegacia de Trânsito teria funcionado, em 1916, na Rua Maciel Pinheiro em anexo ao Quartel dos Bombeiros, Em 1940, foi transferida para Rua das Trincheiras. A parte burocrática funcionava nessa delegacia. Posteriormente, o teste de volante era realizada através do motorista do Palácio.

-O primeiro desastre de carro:

O primeiro desastre de automóvel que se tem notícia aconteceu com o sr. Aníbal Gouveia, que tinha uma propriedade no bairro de Mandacaru. Certo dia, ao atravessar a linha do trem (os dormentes acima da estrada) o veiculo "estancou" (enguiçou), mesmo na hora que a locomotiva se aproximava. O carro funcionava com o motor de partida a "manivela", e ele vendo o perigo, só deu tempo de retirar um seu filho paraplégico que estava no veiculo. O trem destroçou o automóvel com o impacto, mas felizmente o desastre não teve vítimas.

-A primeira frota de taxi:

Em 1907, Sr. Vergara, juntamente com o irmão, adquiriu mais três automóveis, sendo um Adler, outro Berliet e um Bayard e instalaram uma Garagem para carros de aluguel. Isso equivale aos táxis de hoje.

-A primeira estrada interestadual:

As estradas começaram a aparecer de forma interestadual em 1918, com impulso e incentivo do presidente Epitácio Pessoa. O que se tem noticia é que a ligação da cidade do Recife à Parahyba foi em 1927, com estrada de barro. Nessa época foram iniciadas as primeiras viagens, em carros fretados. No entanto, oficialmente só em 1928 passou a se verificar essas viagens através de transporte coletivo. Era a empresa do Sr. Pedro Galvão denominada de "Auto Viação Parahyba", com linha regular. A duração da viagem era em torno de 5 horas, podendo o usuário ir ao Recife e voltar no mesmo dia.

-As primeiras placas de trânsito:

As primeiras placas de trânsito foram: Proibido buzinar (defronte ao hospital de Pronto Socorro); a primeira Contramão foi na Rua Peregrino de Carvalho e o primeiro sinal manual de trânsito, feito através de guardas de trânsito uniformizados e com apito na boca, foi na Rua das Trincheiras, confluência com a Rua das Palmeiras (Rodrigues de Aquino).

-A primeira Estação Rodoviária:

A primeira Estação Rodoviária, desde 1924, funcionava na Praça Antenor Navarro. Posteriormente passou a ser na Praça Pedro Américo. Depois na Praça Ticiano e atualmente no Varadouro, ao lado da Estação Ferroviária.

-O primeiro abrigo de passageiros:

Inaugurado em 12/10/1924, o primeiro abrigo foi para passageiros de bonde e ficava na frente da Igreja de N. S. Rosário dos Pretos, que depois foi demolida. Era um pavilhão que media 10x30 metros e o seu interior era vazado para facilitar a circulação e o sustentáculo por colunas romanas. Na parte superior existia uma marquise de proteção encimada com um frontão com cornija.

-A primeira Igreja:

A igreja de Nossa Senhora das Neves foi a primeira a ser construída na Paraíba. Foi construída ainda em 1585. Era uma simples capela, de taipa e pila e de pequenas dimensões. Passaram-se muitos anos sem ter nenhuma alteração. Atualmente, depois de várias reformas, é a Basílica de Nossa Senhora das Neves, situada na Rua General Osório, no centro da Capital.

-O primeiro vigário:

Joan Vaz Salém foi o primeiro vigário da freguesia de Nossa Senhora das Neves, aqui chegando em 1586. Também respondia pela matriz de Olinda, atendendo ao mesmo tempo as duas freguesias. Esse religioso caiu nas malhas da Santa Inquisição e voltou preso para Portugal.

-O primeiro bispo:

A Santa Sé criou, em 1892, a Diocese da Paraíba, nomeando como primeiro bispo Dom Adauto de Miranda Henriques. Nascido em terras do município de Areia (PB), hoje localizadas no município de Alagoa Grande, Dom Adauto ordenou-se em Roma. A sua posse, na Paraíba, foi em 04/03/1894. Dirigiu a Arquidiocese com mão de ferro, notabilizando-se pelas pastorais em que condenava o liberalismo, ateísmo, socialismo, maçonaria, comunismo, EMANCIPAÇÃO DA MULHER e o relaxamento de costumes trazido pelo urbanismo e a industrialização. Fundou em João Pessoa o Seminário Arquidiocesano, o Colégio Pio X e, antes, em 1897, o semanário católico “A Imprensa”. Em 1930 o arcebispo manteve uma longa pendência com o Presidente João Pessoa, em razão da preexistência do registro e casamento civis, por este defendido. Faleceu em 15/08/1935.

-O primeiro casamento civil:

O primeiro casamento civil da Paraíba aconteceu em 19/07/1890, às 17:00h., no Paço de Intendência Municipal da capital. O enlace contou com a presença do então governador do Estado, Dr. Venâncio Augusto de Magalhães Neiva. Animou a solenidade, a banda de música da Polícia Militar. Os noivos eram Benedito José Jerônimo de Lima e Maria Ferreira Padilha.

-O primeiro engenho:

O primeiro engenho da Paraíba foi o Engenho Real de Tibiri, que ficava às margens do Riacho do mesmo nome, em terras do município de Santa Rita. Foi construído por ordem do Capitão Mor João Tavares, que assim determinou ao Ouvidor Geral Martim Leitão. Tibiri é vocábulo indígena que significa “água do pecado”.

-A primeira Inquisição:

A recém-conquistada Filipéia de Nossa Senhora das Neves ainda não completara dez anos quando por aqui chegou, em janeiro de 1595, um visitador chamado Heitor Furtado de Mendonça. A autoridade sacerdotal trazia consigo um documento que marcaria novo período violento por essas terras: o Primeiro Auto da Santa Inquisição celebrado na Capitania da Parahyba, lido e instaurado no dia oito daquele mês. "No Edito da fé dá o senhor visitador quinze dias de termo para toda a dita Capitania virem perante ele denunciar qualquer pessoa que tenha dito, feito ou cometido contra nossa Madre Igreja e no Edito da graça concede o dito senhor quinze dias de graça e perdão para que os que nele vierem (...) perante ele confessar suas culpas e fazer delas inteiras e verdadeiras confissões sejam recebidos com muita benignidade e não se lhes dê pena corporal nem penitência pública nem se lhes seqüestrem nem confisquem seus bens como melhor e mais largamente se contém e declara nos ditos Editos", é o que diz um trecho do Auto.
Entre os casos mais denunciados estavam a bigamia, homossexualismo e blasfêmia, sendo este o de maior número de registros. O que se seguiu a isso foram cenas violentas banhadas de sangue, em nome da ordem divina.

-O primeiro Banco:

A Paraíba abriu sua primeira agência em 1916, 108 anos depois da fundação do Banco do Brasil por D. João VI.A primeira agência do Banco do Brasil na Paraíba foi instalada na Rua Maciel Pinheiro, em João Pessoa. Era muito acanhada e só durou dois anos. A segunda agência é que virou referência histórica e ficava na esquina da Maciel Pinheiro com a Barão do Triunfo. O imóvel, hoje, não existe mais: foi derrubado quando a Barão do Triunfo foi alargada.
O primeiro banco estadual foi o Banco da Parahyba, fundado aqui, em 1924. Começou privado, mas o crash na Bolsa de Nova York, em 1929, levou a instituição à falência. No mesmo ano, ele foi comprado pelo governo e se tornou o Banco do Estado da Parahyba, mais tarde, Paraiban.

-O primeiro Governador:

Naquela época não se usava a denominação “Governador” para denominar a maior autoridade do Estado. Eles eram chamados capitães-mores. Também não existia Estado e sim Capitania. O primeiro capitão-mor da Capitania Real da Paraíba foi João Tavares, que governou de 1585 a 1588. Ele foi investido no cargo pelo Ouvidor-Geral Martim Leitão. Depois foram nomeados Frutuoso Barbosa, André de Albuquerque, Feliciano Coelho e outros.

-Os primeiros missionários:

Foram os jesuítas os primeiros missionários que chegaram à Capitania da Paraíba. Vieram desde as primeiras expedições de conquista e acompanharam a todas as lutas de colonização. Tinham a missão de catequizar os índios. Os primeiros membros a chegar foram os padres Simão Travassos e Jerônimo Machado. Depois vieram muitos outros. Os frades franciscanos chegaram depois dos jesuítas.

-O primeiro estádio paraibano:

O primeiro movimento futebolístico na Paraíba aconteceu no inicio do ano de 1908, quando se criou o Clube de Foot Ball Parahyba. O primeiro jogo foi no dia 15 de janeiro daquele ano. A partida aconteceu no sítio do coronel Manoel Deodato, nas imediações de onde hoje é Praça da Independência. Cadeiras do Teatro Santa Rosa foram para ali deslocadas para atender aos curiosos e simpatizantes dessa modalidade de esporte. Os primeiros times que se enfrentaram foram as equipes Norte e a Sul.

Mas somente em 27 de setembro de 1924 foi tomada a iniciativa para a construção de um “estádio” (o campo do Cabo Branco), com a compra de um terreno pertencente ao Montepio do Estado, Ficava no Bairro de Jaguaribe, onde funcionava o prado de corrida de cavalos. Consta na ata da assembleia de 27 de setembro de 1924 do Clube Cabo Branco que o custo foi de 24 contos de réis. Somente em 1934 foi dado início à construção da sede social e esportiva pelo Arquiteto Giovani Gioia. O campo ocupava um quarteirão entres as avenidas Alberto de Brito e Primeiro de Maio.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Flor Mulher


Flor Mulher
(Manoel Messias Belizario Neto)

O senhor da criação,
No auge de seu amor,
Visita o jardim terrestre
E cria a mais linda flor
Cuja beleza é sempre
Celebrada com louvor.

Refiro-me à flor mulher
Que em toda situação
(se ela nasce na relva
Ou nas brenhas do sertão)
O amor é a lei maior
Que rege seu coração.

Como mãe ela exala
Amor incondicional
Sendo ou não correspondida
Pelo lado filial.
Dá a vida pela prole
Num momento crucial.

Como esposa se entrega
De corpo e alma ao marido.
Renuncia muita coisa
Em função do seu querido.
Colore a vida dele
Dando a esta mais sentido.

Conduz a sua família
Com mão de sabedoria.
Organização é arte
Que sempre lhe auxilia.
O seu estandarte é
Uma constante alegria.

Pergunto-te flor mulher:
Onde achas tanta ternura?
Como tu consegues ser
A mais bela criatura?
O que seria do homem
Se faltasse esta figura?

Como manter uma estrela
No céu claro escondida?
A flor mulher se destaca
Em todo o jardim da vida.
É a bondade divina
Na humanidade esculpida.

Houvera tantas batalhas
À conquista do jardim
Em busca de igualdade
Em relação ao capim.
A flor mulher não desiste
Resiste até o fim.

E assim vai conquistando
Espaço na sociedade.
“Uma flor mais que escândalo”!
“Respeite por caridade”!
Esta flor há muito tempo
Batalha por igualdade.

Diz-me amigo por que
Alguns homens sem valor
Vem agir com desrespeito
Com a nossa linda flor?
Porque um jardim sem rosas
É um deserto de dor.

Como pode haver no mundo
Alguém com tanta frieza
Para maltratar o ser
Mais lindo da natureza.
Querer através do mal
Ofuscar sua beleza?

Homem honre esta mãe,
Esta esposa, esta amiga.
Seus conselhos são a voz
De Deus por isso os siga.
Ela sempre quer livrá-lo
De toda e qualquer intriga.

Homem respeite esta mãe
Esta esposa, esta mulher.
Ame-a com todas as forças,
Pois sabes que ela é
Aquele ser que fará
Por ti tudo o que puder.

Espetáculo Infantil A Poção Encantada



Novo espetáculo Infantil A Poção Encantada, que em setembro estará realizando Projeto Escola no Teatro Boa da Vista, Rua Dom Bosco- Recife.

As Escolas que queiram levar seus alunos, entrar em contato com J Anndrade(8887-4171).

sábado, 21 de maio de 2011

Aniversário do Gazeta Nossa

Os donos das festa, Paulo Rocha e Paulo Gê

O jornal Gazeta Nossa comemorou 05 anos de bons serviços prestados a este município no Restaurante Casa Grande, juntou com artistas, empresários, amigos e colaboradores que se encontraram para realizar uma grande comemoração. O jornal Gazeta Nossa tem a direção de Paulo Rocha e Paulo Gê, uma dupla de “dois” muito afinada, ambos Gaúchos, radicados em Pernambuco há dez anos, pessoas da melhor qualidade pessoal e profissional, e extremamente comprometidos com a cultura nordestina.

Estas fotos foram tiradas por ocasião desta comemoração quando realizei apresentação, junto com a companhia da poesia, e os músicos Fauzer Zaidan, Vitor Aragão e Felipe de Dora que me acompanhavam.

Meu abraço e meu carinho, a toda a equipe do Jornal Gazeta e serei eternamente grato, pela maneira gentil e respeitosa que fundamenta nossa parceria.

Cobra Cordelista
O caixeiro viajante da Cultura









Fim do Mundo



Em Pernambuco, interpretar eclipses ou aparecimento de cometas como prenúncios de calamidades e até sinal do fim do mundo não é fruto apenas da imaginação popular. Em tempos passados, essa vinculação também era levada em conta por autoridades e foi abordada por muitos historiadores. Vejamos alguns exemplos:

Em 1686, uma doença desconhecida (que as autoridades batizaram de Males) castiga o Recife, vira epidemia que se prolonga por sete anos, matando milhares de pessoas. Entre a população, o prognóstico: dois eclipses, um do sol, ocorrido em agosto do ano anterior, e um da lua, ocorrido em dezembro daquele ano.

O eclipse solar tinha "uma figura de uma feroz e gigantesca aranha" e a lua apareceu "abrasada num eclipse de fogo escuro". Documentos oficiais estabeleceram relação entre os eclipses e a epidemia e o padre Valentim Estancel, da Companhia de Jesus, que era um conceituado astrólogo, aproveitou para profetizar que "muitas enfermidades e mortes iam cair sobre o Brasil e que haviam de continuar por muito tempo".

No século seguinte, os eclipses continuaram prenunciando calamidades. Por exemplo, a Guerra dos Mascates (1710) teria sido anunciada por um eclipse lunar, como narraria depois Sebastião da Rocha Pitta no livro "História da América Portuguesa" (1730):

"Algum tempo antes das perturbações da província de Pernambuco, se viu nela, em uma clara noite, a metade da lua coberta de sombras, em tal proporção que, partida do eclipse pelo meio, parecia estar em duas iguais partes separadas, mostrando o que lhe havia de acontecer na desunião dos seus moradores, em prova do que o reino em si dividido é desolação, da qual tocou à nobreza a maior parte, padecendo perdas da liberdade, assolações da fazenda, ausências da casa, e com elas a falta de lavouras nas suas propriedades, gastando mais do que podia em sustentar exércitos contra o Recife, e por esta causa se acha tão diferente que é objeto de lástimas, sem esperança de tornar ao esplendor antigo dos seus antepassados, em pena destas e de muitas outras soberbas vaidades."

No caso do aparecimento de cometas prenunciando catástrofes, os documentos são mais enfáticos. Em 1698, por exemplo, atribui-se ao fenômeno uma grande seca que castigou Pernambuco e até mesmo sérias desavenças entre o bispo Mathias de Figueiredo Mello e o governador Marquez de Monte-Bello que por pouco não desencadearam uma batalha no Recife.

Sobre esse fatal cometa, existe na Biblioteca Nacional de Lisboa um manuscrito com o gigantesco título: "Discurso astronômico sobre o estupendo e fatal cometa ou nuncio pela Divina Providência enviado aos mortais, o qual foi visto a primeira vez a 6 de dezembro do ano de 1698, ao romper da aurora, neste nosso orizonte (sic) oriental Pernambuco na altura austral de 8 gr. no signo Escorpião".

Em 1666, uma peste assolou o Recife e estendeu-se até o Rio de Janeiro, com milhares de vítimas. Na época, como relataria Rocha Pitta, a catástrofe foi precidida por "um horroroso cometa que, por muitas noites tenebrosas, ateado em vapores densos, ardeu com infausta luz sobre a nossa América, e lhe anunciou o dano que havia de sentir".

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Goiâna terra bonita!

Vila Maria Eugênia


Cidade de Goiâna a 80 km do Recife. Uma Riqueza de patrimônio Cultural a espera de nossa visitação e do pronto reconhecimento.


São igrejas seculares que preservam o passado do nosso povo e proporcionam uma belíssima viagem no tempo. O artesão Afonso preserva a arte do Barro, enquanto a sua irmã da vida as burrinhas que nascem de sua imaginação.


O buraco da Gia recebe a todos com o carinho e a atenção que apenas seu Luiz é capaz de proporcionar, enquanto o caranguejo serve seus clientes. Ontem domingo dia 07 de fevereiro de 2010 peguei a estrada com minha esposa Adjanete (professora), minha cunhada Aldenira (professora de Geografia) e meu filho Eduardo. Todos adoraram a viagem e aprendemos muito sobre esta cidade tão importante para a história e a Cultura do Povo de Pernambuco. Quer saber mais sobre Goiana ? Dê uma visitada por lá! Você não vai se arrepender.

As igrejas de Goiânia são um Show a parte