sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MESTRE VITALINO

Postado por Ivan Maurício em 20/01/2008 09:54

MESTRE VITALINO

Vitalino Pereira dos Santos, Mestre Vitalino, consagrou-se com sua arte de fazer bonecos em Caruaru, onde nasceu, perto do rio Ipojuca, em 1909.

Seu pai, humilde lavrador, preparou o forno para queimar peças de cerãmica que sua mãe fazia, para melhorar o orçamento familiar.

Sua mãe artesã, preparava o barro que ia buscar nas margens do rio Ipojuca. Depois, sem usar o torno, ia fazendo peças de cerâmica utilitária, que vendia na feira. Levava a cerâmica nos caçuás (cestos grandes) colocados nas cangalhas do jegue (burrico).

Ainda pequeno, Vitalino ia modelando boizinhos, jegues, bonecos, pratinhos com as sobras do barro que sua mãe lhe dava, para que não atrapalhasse e ao mesmo tempo se divertisse.

Quando a mãe colocava as peças utilitárias para "queimar" no forno, ele colocava no meio as suas figurinhas, suas miniaturas.

Os seus pais iam à feira semanal, o pai carregava os frutos do trabalho agrícola, a mãe carregava o jegue com os caçuás, para levar a terra trabalhada - a cerâmica utilitária.

O menino Vitalino levava o produto de sua "reinação", da sua brincadeira e vendia.

Por volta de 1930, com 20 anos de idade, Vitalino fez os seus primeiros grupos humanos, com soldados e cangaceiros, representando o mundo em que vivia.

Sua capacidade criadora se desenvolveu de tal maneira que acabou se tornando o maior ceramista popular do brasil.

Fazia peças de "novidade" - retirantes, casa da farinha, terno de zabumba, batizado, casamento, vaquejada, pastoril, padre, Lampião, Maria Bonita, representando seu povo, o seu trabalho, as suas tristezas, as suas alegrias. Retratava em suas peças o seu mundo rural.

Esta foi a grande fase do Mestre Vitalino, que imprimia no massapé a sua vivência.
Mais tarde começou a fazer obras sob encomendas: dentistas, médicos operando... Passou também a pintar as figuras para agradar aos compradores, da cidade, que tentavam "inspirar" o Mestre.

Carimbava as suas peças mas, a partir de 1950, analfabeto que era, aprendeu a autenticar a sua obra, com o seu nome.

Mestre Vitalino Pereira dos Santos faleceu em 1963 deixando escola e continuadores. Seus filhos, Severino e Amaro, continuam a sua obra, recriando no barro os personagens do mundo nordestino.

http://www.terrabrasileira.net/folclore/regioes/2artes/nd-vital.html

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Foz do Rio Jaboatão

Por James Davidson


A foz do Rio Jaboatão fica localizada na Praia de Barra de Jangadas, entre os municípios de Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Depois de percorrer cerca de 75 quilômetros desde a sua nascente, em Vitória de Santo Antão, o Rio Jaboatão deságua no Oceano Atlântico, numa foz conjunta com o Rio Pirapama.


A foz do Rio Jaboatão é do tipo estuário, ou seja, encontra-se com o oceano livremente sem formar ilhas ou canais. Lembrando que a denominada Ilha dos Amores, apesar do nome, não constitui uma ilha, mas uma restinga, pois está ligada à Praia do Paiva, no município do Cabo. Por conta dos impactos ambientais das ações humanas e das dinâmicas litorâneas, a foz do Jaboatão têm sofrido significativas alterações como a erosão marinha em alguns trechos e o assoreamento em outros. Culpa das ações mal planejadas do ser humano na costa e também no interior da bacia hidrográfica.


Seguindo em direção sul, é sutil a diferença entre as praias marinhas e a fluvial. Aos poucos, a areia vai ficando mais densa até transformar-se em lama, á medida que subimos o rio. Forma-se assim, um imenso e belo manguezal que se estende por quilômetros para o interior, até onde a influência das águas salobras e da maré pode alcançar. A água do rio é aparentemente tranquila e com pouca correnteza.


Na margem direita do rio, formada pela restinga que separa este do oceano, trechos de mangues formados por pequenas camboas que penetram na Ilha dos Amores alternam-se com os coqueiros. Já na margem esquerda é a vegetação de restinga que domina, cedendo lugar ao mangue à medida que subimos o rio e nas margens das camboas e do Canal Olho D'água. Neste trecho algumas pessoas tomam banho no local, ignorando a poluição das águas do Rio Jaboatão e as femeas do tubarão cabeça-chata que se reproduzem no estuário.


Mais adiante encontra-se a desembocadura do Canal Olho D'água no Rio Jaboatão. Este canal atravessa Curcuranas até encontrar-se com a Lagoa Olho D'água. Suas águas estão muito contaminadas, como atesta sua coloração esverdeada decorrente da ação de bactérias que se proliferam onde se despejam esgotos sanitários. Apesar disso, muitas crianças tomavam banho no local, bem abaixo da nova ponte construída sobre o canal.




O manguezal que margeia o Canal Olho D'água estende-se por quilômetros pelo interior. Porém encontra-se bastante ameaçado pela poluição e pelas atividades humanas.


Mais adiante, a polêmica ponte do Paiva. Construída recentemente pelo governo do estado, constitui uma forma de agilizar o acesso à Praia do Paiva e ao luxuoso condomínio que lá foi construído, sendo necessário para isso pagar um pedágio. A vista da ponte é linda, mas seu principal ponto negativo é que está atraindo uma forte especulação para o local que está ameaçando o frágil ecossistema da região.


Mais adiante, no meio do mangue, o resultado da poluição sofrida pelo rio ao longo de seu caminho até a foz: lixo! Muitos pedaços de isopor, copos descartáveis, plasticos, pets e outros materiais de difícil decomposição ficam acumulados nas margens e entre as raízes do mangue. Quem acredita que o lixo desaparece ao jogá-lo no rio está muito engando!


Logo em seguida o encontro das águas local: o encontro do Rio Pirapama com o Rio Jaboatão. O primeiro vem do sul, oriundo do Cabo de Santo agostinho enquanto o segundo vem do oeste, marcano o limite entre os dois municípios. O local é frequentado por lanchas que visitam ambos os rios, levando turistas e visitantes ás belezas da região. Canoas e barcos de pescadores também podem ser avistados.



Próximo dali, em algum lugar ainda incerto, existiu a antiga Igreja de Santo Antônio da Barra, anterior ao período holandês. Procurei pela região e encontrei alguns possíveis locais onde ficavam, até recentemente, as ruínas dessa igreja, mas não consegui através dos moradores locais nenhuma confirmação conclusiva. Espero obter mais informações a esse respeito para saber quais dos dois locais indicados ficava a igreja.

Por fim, a região do estuário do Rio Jaboatão é um importante santuário ecológico que precisa ser preservado. Além de contar com um vasto manguezal, é um dos poucos trechos do município que preserva a antiga vegetação de restinga, outrora abundante em nossos litorais. Contudo, a especulação imobiliária da localidade, decorrente da Ponte do Paiva, já está afetando e comprometendo esses ambientes frágeis e que merecem ser mantidos para as gerações futuras.



Fonte:http://jaboataodosguararapes.blogspot.com/search?updated-max=2011-07-07T00%3A01%3A00-07%3A00&max-results=5

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Nascente do Rio Jaboatão

Por James Davidson


No último dia 11/06 tive a feliz oportunidade de conhecer a nascente do Rio Jaboatão, em Vitória de Santo Antão. Através do amigo Heraldo, leitor e colaborador do blog, visitei a nascente que fica na propriedade do Sr Manoel Ribeiro, divisa de Pacas com Arandú de Cima. Neste ponto o Rio Jaboatão inicia sua jornada como um simples riacho de águas cristalinas que brota de uma cacimba, percorrendo em seguida cerca de 75 km, até finalmente encontrar-se com o Oceano Atlântico, como foi mostrado na matéria anterior.

Às margens da estrada existe um marco indicando o exato local. Este marco tem os seguintes dizeres: "Aqui nasce o Rio Jaboatão/Iniciativa: Instituto Histórico de Jaboatão/Apoio: Prefeitura Municipal de Jaboatão 1985". Este foi colocado pelo pesquisador do IHJ Orlando Breno, que descobruiu o exato local onde o rio nascia. Orlando Breno faleceu em 1997, mas deixou como legado a descoberta da nascente registrada em detalhes no seu livro "Jaboatão, sua terra sua gente"como um grito pela necessidade de proteger o rio.



A água da nascente do Rio Jaboatão brota de uma cacimba e de outros olhos d'água que emergem do local. O rio surge como um tímido riacho, mas ao seguir o seu caminho vai aumentando o volume de suas águas e o tamanho de seu leito, à medida que recebe a água de outros riachos. Eis os engenhos e localidades que o Rio Jaboatão atravessa até chegar no oceano - Engenhos Pacas, Pedreiras, São Francisco, Genipapo, Jaboatãozinho, Taquary, Laranjeiras, Jussara, Jaboatão, Pintos, Pereiras, Morenos - aí entra na cidade de Moreno - Catende, - deixa a cidade de Moreno - Bom dia, Caxito, Bulhões, - entra em Jaboatão - Engenho Velho, Socorro, Santana, Guarany, Recreio, Usina Muribeca, Engenho Novo da Muribeca, São Bartolomeu, Comportas, Megaype de Baixo, Pontezinha e Barra de Jangadas.


A água do Rio Jaboatão, retirada da fonte é limpa, bastante diferente da que vai ser encontrada mais adiante. Nesta região, o rio abastece as pequenas propriedades rurais que ali existem. A nascente fica localizada na encosta de uma vertente, um morro que serve de divisor de águas para três bacias hidrográficas, por onde passa a estrada. A leste as águas correm pra a bacia do Rio Jaboatão, a sul para a sub-bacia do Riacho Arandu, bacia do Rio Pirapama, e a oeste as águas fluem para o Riacho Pacas, afluente do Rio Natuba, bacia do Tapacurá (Capibaribe).

A nasce do Rio Jaboatão fica localizada a 386 metros de altitude, quase 400 metros acima do nível do mar. Coordenadas geográficas da nascente: 8° 10' 32,25'' Lat S e 35° 11' 45,72" Long O. O local é bonito e contamos com a calorosa recepção do Sr Salatiel, filho do proprietário, a quem agradecemos pela gentil acolhida.


A nascente do Rio Jaboatão é mais um local que precisa ser melhor conhecido e preservado, para que pelo menos em algum local da bacia ainda permaneça existindo água limpa e potável, em contraste com os demais trechos do rio.

Fonte:http://jaboataodosguararapes.blogspot.com/search?updated-max=2011-07-07T00%3A01%3A00-07%3A00&max-results=5

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Tejipió - um ex-bairro de Jaboatão

Por James Davidson



O Bairro de Tejipió, no Recife, é um lugar pitoresco e de origem muito antiga, remontando aos tempos coloniais. Sua história é pouco conhecida pelos próprios recifenses e, por já ter pertencido a Jaboatão, demo-lhes um espaço neste blog.





Cortada pelo rio Tejipió, a região foi ocupada pelos portugueses ainda no século XVI, com a instalação de alguns engenhos de cana-de-açúcar. Estes engenhos pertenciam à freguesia da Várzea - Engenhos São Paulo, Curado, Tejipió, etc. O açúcar era levado em pequenos barcos pelo rio Tejipió, também conhecido como Rio dos Cedros e Rio dos Afogados, até o porto do Recife.



Foi através do Vale do Rio Tejipió que os colonizadores adentraram e conquistaram o Vale do Rio Jaboatão, pela região que hoje é Cavaleiro. Durante o período holandês, o Engenho Tejipió foi confiscado pelos holandeses e passado a João Fernandes Vieira e, por isso, o local passou a ser um dos centros de conspirações contra os invasores.



O Rio Tejipió nasce na Mata do Mamucaia, município de São Lourenço da Mata, nos confins da Cova de Onça. Segundo Teodoro Sampaio a palavra Tejipió significa "raiz de Tejú".





No século XVII, é fundado no local o Engenho Peres pelo português José Peres Campelo que veio em Pernambuco em 1680. Suas terras correspondem hoje à mata protegida pelo quartel do exército de Tejipió. Também neste século, foi erguida a Capela de NS do Rosário que, apesar de inúmeras alterações, permanece no local.


Com a construção da Estrada da Vitória (atual avenida José Rufino), em 1836, o povoado começou a crescer, tanto que em 1858 muitas casas foram construídas ao pé da ponte ali existente. Em 1885 foi criada a Estação de Tejipió, pertencente à Estrada de Ferro Central de Pernambuco e, posteriormente, a de Coqueiral na junção com a linha para Camaragibe. Ambas estações foram destruídas para a construção das atuais do metrô.

No início do século XX, o bairro de Tejipió era um distrito de Jaboatão até que no ano de 1928 foi anexado ao Recife, por ordem do Governador Estácio Coimbra. Nesse período, o local era mais movimentado que Cavaleiro, tendo um mercado público, construído pelo prefeito de Jaboatão Nobre de Lacerda. Este mercado foi destruído posteriomente para que os ônibus elétricos pudessem fazer a volta. Tejipió também possuía uma imprensa bastante movimentada com vários jornais locais como "O Echo".

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Santa Rita

A Histórica Santa Rita
Literatura de Cordel

Autoria: Alunos do Instituto São Marcus,
Profª Wilma e Cordelista Francisco Diniz



NOTA: As 7 primeiras estrofes e a estrofe n° 11 deste trabalho foram elaboradas na Escola Municipal Instituto São Marcus, Várzea Nova, Santa Rita-PB no período entre 10 e 17 de agosto de 2009, com orientação de Francisco Diniz, pela professora Wilma e por seus alunos: Anderson, André, Natália, Alessandra, Rayane, Isabele, Joelson, Josélia; pelos alunos da Professora Vânia: Élida, Kaline, Douglas, Robson, Wilames; pelos alunos da Professora Telma: Joanderson, Enderson, Bruno; pelos alunos da Professora Geisa: Gabriela, Maria Fernanda, Joanderson. As demais estrofes foram produzidas pelo cordelista Francisco Diniz para a Amostra de Cordel das Escolas Municipais de Santa Rita no dia 19.08.2009, no Ginásio Renato Ribeiro Coutinho, bairro Popular, as 14:00h.



Santa Rita, bom lugar,
Terra boa pra viver,
Aqui nós somos felizes,
Venha aqui nos conhecer,
Você sempre é bem-vindo
Com amor e com prazer.

É lugar meigo, bonito,
Temos muito o que mostrar,
Mais de 130 mil
Habitantes a morar
E desta terra aqui
Em cordel vamos tratar.
1

Santa Rita é chamada
Terra dos canaviais
Porque sempre houve aqui
Cana-de-açúcar demais,
O povo é trabalhador,
Cada dia brilha mais.

Há o rio Paraíba,
Há açudes, cachoeiras,
No mar lá de Forte Felho
Há lugar pra brincadeira,
É bom para se viver,
Paraíso sem fronteira.

Há vegetação aqui,
Mata Atlântica, manguezais,
No solo observamos,
As riquezas naturais
Para fabricar cerâmica
Ou peças artesanais.

Temos águas minerais,
Há fontes a trabalhar:
Sublime, Itaquatiara
E também a Indaiá,
Há praças grandes, bonitas,
Boas para passear.
2

No Distrito Várzea Nova,
De grande população,
Onde nossa escola está,
Nós temos a tradição:
Comércio de Caranguejo,
Vendido na região.

Em 1890
9 de março, o dia,
Santa Rita transformou-se
E à cidade passaria,
A data é marco histórico,
Trouxe grande alegria.

Fica a 12 km
Distante da capital.
705 km
Quadrados de área total
O clima é quente e seco
E a temperatura em graus:

A mínima é de 18,
A máxima é 36,
A média é 27;
Muita argila, massapês,
Colheitas verificamos,
Principalmente as 3...
3

Que se destacam aqui
Em nossa agricultura:
São a cana-de-açúcar,
Batata-doce e a cultura
Grande de abacaxi,
Os campos, uma pintura.

Limites de Santa Rita:
Ao Norte é com Capim,
Mamanguape, Rio Tinto
E com Lucena, por fim;
Ao Sul os limites são
Determinados assim:

Alhandra, Pedras de Fogo
E termina lá no Conde;
A Leste é com João Pessoa,
Bayeux, Cabedelo e onde
Tem limites com o Oeste,
A beleza não se esconde:

Cruz do Espírito Santo
E as terras de Sapé.
Santa Rita é grandiosa,
Sempre acolhe a quem quer
Trabalhar, viver aqui
E professar sua fé.
4

O que pusemos aqui
Nesta breve exposição,
Da história de Santa Rita
Teve a contribuição
De uma pesquisa maior
Que fez a Marta Falcão.

Santa Rita é o segundo
Núcleo de povoamento
Mais antigo do Estado
E começou no momento
Que Martin Leitão chegou
Após conseguir o intento,

Ou seja, que foi vencer
Nosso índio Potiguara,
Logo construiu o Forte
E uma capela para
Lembrar São Sebastião
E então também fundara...

1586
O Engenho Tibiri,
Que era movido a água,
Depois pertinho dali,
Às margens do Paraíba
Outro engenho fez surgir.
5

Cumbe era o seu nome,
Que depois foi transformado
Em Usina Santa Rita,
Cumbe virou povoado
Que abrigava viajantes
À capital do Estado,

Aliás, era Província,
O Estado naqueles idos,
1776
Fora então construído
Um templo pra Santa Rita,
Igreja, fique entendido.

Esta capela surgiu
Devido a devoção
À Santa Rita de Cássia
De todo o povo cristão
E assim Santa Rita é
Chamada desde então.

Esta terra tem história
Prova são os monumentos:
Capela de São Gonçalo,
Capela do Livramento,
Capela São Gabriel
E é como um ornamento
6

A bela igreja Matriz,
A igreja da Conceição,
As capelas do Socorro,
Forte Velho, São João,
A Torre do Atalaia
E fazemos citação:

Gruta de Senhora Lourdes.
Aqui há mais que o ouro,
São as manifestações
Do povo, são os tesouros
Que fazem nos orgulhar,
São colheitas, são os louros:

Cirandeiros, mamulengos,
Artesãos, os ceramistas,
Os cantadores de coco,
Violeiros repentistas,
Sanfoneiros, seresteiros,
Uma leva de artistas...

Dos carnavais, os poetas,
Acadêmicos, pintores,
Mulheres, homens das letras,
Povo simples ou doutores,
Santa Rita tem histórias
De imensuráveis valores.
7

Dentre tantos personagens
Nós deveremos citar
Amaro Gomes Coutinho
E a memória preservar
De Antônio Elias Pessoa
Que morreram por lutar

Em 1817
Durante a insurreição.
De um tempo mais remoto
Urge se fazer menção:
André Vidal de Negreiros,
Grande herói desse chão.

Agora, o maior herói,
Não se pode esquecer,
É o povo que constrói
No dia-a-dia o viver,
O povo de Santa Rita
É história, é luta, é saber!

Mas nosso povo inda tem
Muito para evoluir,
Reclamar os seus direitos,
Todo dia exigir
A melhor educação
Pro'utro mundo construir.
8

Francisco Diniz
Site:www.projetocordel.com.br

Lenine comenta as tartarugas do Jaboatão dos Guararapes


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Fidalgo de um lado só

Pelos idos de 1800, governava a Paraíba o capitão Amaro Joaquim, que também era Comendador da Ordem de Cristo. Por esse tempo muitos indivíduos perambulavam à noite pela cidade, com os rostos cobertos, a perturbar a ordem pública. Um tal de Nogueira, filho de uma mulata com um dos homens mais importantes da Província, era um desses arruaceiros, raptando moças e matando aqueles que reagissem a ele. Mas o mulato terminou, afinal, sendo preso. O historiador Henry Koster assim narra o fato:

“Amaro Joaquim queria fazê-lo executar, mas percebendo as dificuldades criadas pela família, que intercedia, mandou que o açoitassem. Nogueira disse que era meio-fidalgo, homem nobre e essa punição não podia ser aplicada.

O Governador então ordenou que só lhe fosse surrado um lado do corpo, para que o lado fidalgo não sofresse, devendo Nogueira indicar qual era o seu costado aristocrático. E, castigado dessa maneira, depois de haver permanecido muito tempo na prisão, foi desterrado, por toda a vida, para Angola.”

Fonte:http://culturapopular2.blogspot.com/2010/03/o-fidalgo-de-um-lado-so.html

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Flautins Matuá - Apresentações musicais e oficinas culturais

Influenciado pelas tradicionais bandas de pífano, O Fuá é um espetáculo interativo com diversos elementos da cultura popular brasileira e que pode ser apresentado em diversos espaços, ruas, praças, teatros, Áreas externas e internas em geral.




Fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/