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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Gato Félix: 100 anos de esquecimento de um caricaturista
Félix de Albuquerque, o Gato Félix, nasceu em 1911, em Chã de Alegria, município da Zona da Mata Norte de Pernambuco. De uma família de humildes trabalhadores rurais, em 1925, portanto aos 14 anos de idade, Félix mudou-se para o Recife onde, inicialmente, trabalhou como empregado doméstico na residência de uma senhora da sociedade: “era uma casa na Rua da Imperatriz nº 36, no segundo andar, onde tinha um piano que era tocado por três mocinhas”, diria a 02de fevereiro de 1975, numa entrevista ao Jornal da Cidade, do Recife.Naquela época, ou seja, em 1925, o garoto Félix de Albuquerque já gostava de desenhar, tarefa a que dedicava todo o tempo em que não estava ocupado com os afazeres domésticos. Um dia, a patroa viu os rabiscos do seu empregado e o incentivou a estudar. Através do maestro e compositor Nelson Ferreira, que frequentava a casa, ela conseguiu matricular Félix num curso de desenho do Liceu de Artes e Ofícios, a então mais importante escola profissionalizante do Recife. Mas, avesso aos estudos, Félix só frequentou o curso por apenas três dias.
Além de deixar o Liceu de Artes e Ofícios, Félix de Albuquerque também saiu da casa onde era empregado doméstico e foi trabalhar como gazeteiro, “porque vender jornal era uma profissão muito mais divertida”. Assim, aos 15 anos de idade, Félix teve seus primeiros contatos com o mundo da imprensa, já alimentando o sonho de um dia ter os seus desenhos publicados nos jornais. E, assim aconteceu: de gazeteiro a ilustrador (cartunista/caricaturista) seria “um pulo”, pois aos 16 anos de idade Félix veria suas primeiras caricaturas publicadas:
- Publiquei meus dois primeiros desenhos aos 16 anos de idade. Uma caricatura de um médico chamado Edgard Altinho e a outra era uma caricatura do Ministro Oliveira Lima. Foi a maior alegria da minha vida porque naquele tempo os jornais do Recife tinham muitos cartunistas famosos, muita gente importante - diria Gato Félix na já citada entrevista ao Jornal da Cidade. Ele acrescentava:
- Me lembro de quase todos os cartunistas do Recife: Beroaldo Melo; Armando Santos que depois virou coisa muito alta e só fazia pintura; eu vi a primeira caricatura de Lula Cardoso Ayres, que foi a do médico Simões Barbosa; J. Ranulpho foi outro grande caricaturista, aprendi muito com ele, lá na casa dele na Rua da Praia, onde vi o seu filho Carlos Ranulpho (hoje marchand de arte famoso) ainda pequeno; Nestor Silva morreu na miséria, lá no Alto José do Pinho... Ainda tinha Vitoriano, Valdemar Vilares, Zezé e outros que não lembro agora...
A partir daquele 1927, Gato Félix teve uma bem sucedida carreira de cartunista, atuando em praticamente todos os importantes jornais recifenses: A Noite, Jornal do Recife, Jornal Pequeno, Diário da Manhã, A Rua, A Notícia, O Prego, A Revista, A Pilhéria, Folha da Manhã, Diário da Noite, Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio, entre outros. Além do sucesso, seus desenhos também trouxeram problemas. Em 1930, por exemplo, foi preso várias vezes, a maioria delas por conta de caricaturas do Inspetor de Polícia Ramos de Freitas, “um sujeito beiçudo, fácil de caricaturar”.
- Publiquei meus dois primeiros desenhos aos 16 anos de idade. Uma caricatura de um médico chamado Edgard Altinho e a outra era uma caricatura do Ministro Oliveira Lima. Foi a maior alegria da minha vida porque naquele tempo os jornais do Recife tinham muitos cartunistas famosos, muita gente importante - diria Gato Félix na já citada entrevista ao Jornal da Cidade. Ele acrescentava:
- Me lembro de quase todos os cartunistas do Recife: Beroaldo Melo; Armando Santos que depois virou coisa muito alta e só fazia pintura; eu vi a primeira caricatura de Lula Cardoso Ayres, que foi a do médico Simões Barbosa; J. Ranulpho foi outro grande caricaturista, aprendi muito com ele, lá na casa dele na Rua da Praia, onde vi o seu filho Carlos Ranulpho (hoje marchand de arte famoso) ainda pequeno; Nestor Silva morreu na miséria, lá no Alto José do Pinho... Ainda tinha Vitoriano, Valdemar Vilares, Zezé e outros que não lembro agora...
A partir daquele 1927, Gato Félix teve uma bem sucedida carreira de cartunista, atuando em praticamente todos os importantes jornais recifenses: A Noite, Jornal do Recife, Jornal Pequeno, Diário da Manhã, A Rua, A Notícia, O Prego, A Revista, A Pilhéria, Folha da Manhã, Diário da Noite, Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio, entre outros. Além do sucesso, seus desenhos também trouxeram problemas. Em 1930, por exemplo, foi preso várias vezes, a maioria delas por conta de caricaturas do Inspetor de Polícia Ramos de Freitas, “um sujeito beiçudo, fácil de caricaturar”.
No início dos anos 1970, Gato Félix foi esquecido pelos jornais do Recife. Mas, enquanto atuou como cartunista, fez amizade com grandes nomes da cultura pernambucana: “Fiz muitos amigos no meio cultural. Conheci Gilberto Freyre quando ele era secretário de redação de A Província. Fiz amizade com Mauro Mota, Eugênio Coimbra, Lula Cardoso Ayres...Com Mário Melo cheguei a fazer um suplemento carnavalesco para o Jornal do Commercio em 1936... Hoje, alguns desses nem falam comigo ou pensam que já morri” (Jornal da Cidade, 02/02/1975).
Capiba e Antônio Farias


Os últimos desenhos de Gato Félix foram publicados pelo semanário Jornal da Cidade, entre 1974/75, depois que o jornalista Ivan Maurício localizou o cartunista morando numa modesta casa do Beco do Rosário, no bairro recifense de Afogados, e o trouxe de volta à imprensa. Antes de morrer, pobre, no final da década de 1970, Gato Félix passa os dias num restaurante no bairro de Santo Amaro, Recife, onde comia e bebia pagando as contas com caricaturas que fazia dos outros clientes e que o proprietário dependurava pelas paredes do estabelecimento.
Segundo o próprio cartunista, o apelido Gato Félix surgiu numa redação de jornal, por lhe acharem parecido com o gato do mais famoso desenho animado dos anos 1920.
Segundo o próprio cartunista, o apelido Gato Félix surgiu numa redação de jornal, por lhe acharem parecido com o gato do mais famoso desenho animado dos anos 1920.
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Erros Históricos
1) O Português João Tavares, inteligentemente, aproveitou-se de alguns desentendimentos havidos entre as tribos indígenas e conseguiu insinuar-se junto aos Tabajaras, firmando um pacto de paz e amizade com o cacique Piragibe (o “Braço de Peixe”). O acordo entre eles foi firmado no dia 05 de agosto de 1585 (dia de Nossa Sra. das Neves), à margem direita do Rio Sanhauá, afluente do Rio Paraíba. Estava assim aberto o caminho para a colonização da Paraíba. Mas os trabalhos de fundação da cidade só foram iniciados em 04/11/1585, embora a data de 05/08/1585 seja aceita oficialmente como a fundação da cidade, em homenagem ao pacto conseguido por João Tavares.2) A escolha do local para a construção da cidade no interior, com foros de capital, pareceu para muitos um erro dos portugueses, pois era nos litorais que se esperavam as invasões. E só nos litorais se podia defender a integridade de suas terras. Para isso foi construída a Fortaleza de Santa Catarina, no litoral de Cabedelo. Para VARNHAGEN (1981: 386), a capital deveria ter sido edificada onde hoje se situa a aquela cidade portuária.
Fonte:http://culturapopular2.blogspot.com/2010/03/erros-historicos.html
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Convite
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Arquivo Público do Estado digitaliza seu acervo fotográfico
O Arquivo Público do Estado, órgão vinculado à Secretaria de Educação, está digitalizando o seu acervo fotográfico. O trabalho, iniciado em março de 2011, é parte do projeto “Catalogação do Acervo Iconográfico do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano”, desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), e tem como objetivo facilitar o acesso de pesquisadores e do público em geral ao material ali arquivado.
No total, são mais de 15 mil imagens assim distribuídas:
2.000 fotografias sobre a História do próprio Arquivo Público, criado em 1945; todo o acervo pessoal do primeiro diretor da instituição, Jordão Emerenciano; 3.000 fotografias da Secretaria de Obras Públicas do Estado, relativas a obras realizadas no Recife e interior de Pernambuco entre 1930/50; o acervo fotográfico sobre a vida intelectual e acadêmica (1910/50) de um dos líderes do movimento abolicionista no Estado, José Mariano Carneiro da Cunha; e 4.000 imagens avulsas de outros vários acervos.
Três flagrantes da Revolução de 1930 no Recife:
Idealizado pela professora Marília de Azambuja Ribeiro, o projeto também tem parceria com o Laboratório de História Oral e da Imagem, do Departamento de História da Universidade Federal de Pernambuco, e vem sendo tocado por uma equipe de cinco professionais, além da coordenadora. Atualmente (agosto 2011), os trabalhos – que irão até março de 2013 – estão na fase de higienização e digitalização das fotografias, vindo em seguida a catalogação e a digitalização do acervo.
Para os integrantes da equipe, todas as fotografias do acervo são importantes, “visto que fazem parte da memória coletiva do nosso Estado”. Mas, eles não negam que, entre as imagens, algumas se destacam. E, entre estas, estão as fotos dos combates ocorridos no Recife durante a Revolução de 1930 que mostram, por exemplo, as paredes do Palácio do Governo ou do Teatro Santa Isabel crivadas de balas, populares nas ruas ou soldados entrincheirados nas pontes da cidade etc.
Segundo os integrantes da equipe, uma das mais trabalhosas tarefas do projeto vem sendo o reconhecimento iconográfico. Isto porque, além da quantidade significativa de fotografias manipuladas (mais de 15 mil), grande parte delas não contem informações essenciais como: local e data, acontecimento do qual se trata, pessoas fotografadas, fotógrafo autor da fotografia etc. Nesses casos, os profissionais têm que sair em buscas dessas informações, o que nem sempre é uma coisa fácil.
Acomodado no prédio anexo da entidade (à Rua Imperial, bairro São José, Recife), o acervo iconográfico do Arquivo Público do Estado poderá, ao final dos trabalhos de digitalização, ser consultado via Internet. E a reprodução das imagens será livre e gratuita, exigindo-se do pesquisador apenas os créditos das fotografias: tanto para o fotógrafo quanto para o acervo. Para a execução do projeto, a Facepe repassou para o Arquivo Público recursos de R$ 160 mil.
Para os integrantes da equipe, todas as fotografias do acervo são importantes, “visto que fazem parte da memória coletiva do nosso Estado”. Mas, eles não negam que, entre as imagens, algumas se destacam. E, entre estas, estão as fotos dos combates ocorridos no Recife durante a Revolução de 1930 que mostram, por exemplo, as paredes do Palácio do Governo ou do Teatro Santa Isabel crivadas de balas, populares nas ruas ou soldados entrincheirados nas pontes da cidade etc.
Segundo os integrantes da equipe, uma das mais trabalhosas tarefas do projeto vem sendo o reconhecimento iconográfico. Isto porque, além da quantidade significativa de fotografias manipuladas (mais de 15 mil), grande parte delas não contem informações essenciais como: local e data, acontecimento do qual se trata, pessoas fotografadas, fotógrafo autor da fotografia etc. Nesses casos, os profissionais têm que sair em buscas dessas informações, o que nem sempre é uma coisa fácil.
Acomodado no prédio anexo da entidade (à Rua Imperial, bairro São José, Recife), o acervo iconográfico do Arquivo Público do Estado poderá, ao final dos trabalhos de digitalização, ser consultado via Internet. E a reprodução das imagens será livre e gratuita, exigindo-se do pesquisador apenas os créditos das fotografias: tanto para o fotógrafo quanto para o acervo. Para a execução do projeto, a Facepe repassou para o Arquivo Público recursos de R$ 160 mil.
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