
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
A Saga de Benjamim Abrahão Parte I
de CARIRI CANGAÇO
Benjamin Abrahão em fotografia realizada em um estúdio fotográfico pernambucano. A partir do livro “Lampião o mito”, autoria de Roberto Tapioca, 9ª edição, página 50.Durante certo tempo muitos sertanejos não tiveram ideia da aparência e de outros aspectos ligados à figura de Lampião. Logo surgiu na imprensa uma boa quantidade de fotografias do chefe cangaceiro e este fazia questão de se deixar reproduzir diante das câmeras. Ele não tinha a aversão que o grande cangaceiro Antônio Silvino, preso em 1914, nutria pelas lentes fotográficas. Pelo contrário, gostava tanto que até cartões com a sua foto estampada foram um dia produzidos.
Desde que o cinema chegou ao Brasil, em 8 de julho de 1896, com a inauguração de um “omniographo” na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, o seu desenvolvimento era cada vez mais intenso. Novas salas de exibição eram inauguradas pelo país afora, onde o público consumidor desejava através das imagens, tanto o entretenimento, quanto o conhecimento dos aspectos do imenso país.
Para uma pessoa de iniciativa e coragem, a ideia de filmar Lampião e seu bando poderia gerar muita fama e dinheiro. Somente através da iniciativa de um emigrante libanês, foi possível imagens do famoso cangaceiro e do seu bando, sendo este o único registro cinematográfico desta controversa figura.
Segundo o pesquisador Frederico Pernambucano de Mello (in “Guerreiros do sol, 2ª edição”, págs. 313 a 317), seu nome completo era Benjamin Abrahão Calil Botto, sendo originário do Líbano. Sua terra natal era Zahle, uma cidade situada na parte central deste país, no chamado Vale do Bekaa, próxima a cadeia de montanhas do Monte Líbano, em uma área extremamente fértil para agricultura e onde até hoje predomina uma população cristã.
Para alguns estudiosos ele teria vindo para o Brasil em 1910 e para outros ele aqui chegou em 1915. A razão de sua saída seria a ideia de buscar novas paragens para progredir na vida e deixar uma região então dominada pelo Império Turco Otomano desde 1517. Outra teoria aponta que a vinda de Abrahão seria uma fuga da convocação do exército que ocupava sua terra, para combater na Primeira Guerra Mundial.
Nesta época a nação libanesa ainda não havia sido oficialmente criada e os imigrantes que deixavam esta região e se dirigiam para o Brasil, eram normalmente conhecidos como “Turcos” ou “Sírios”. Apenas em 1926 foi oficialmente criada à República do Líbano, por interesses dos franceses.
Quis o destino que Benjamin Abrahão viesse para Recife, onde conseguiu um emprego de vendedor. Depois, impulsionado pelo espirito aventureiro e senso de oportunidade, foi até a cidade de Juazeiro, no interior do Ceará, onde conheceu o mítico e venerado líder religioso Padre Cícero Romão Batista. Após os primeiros contatos com o homem considerado santo pelos romeiros que afluíam de todos os lugares do Nordeste, o libanês passou a ser conhecido na cidade como jornalista, secretário particular, fotógrafo e acompanhante do “Padim Ciço”. Existe a versão que o libanês de fala enrolada conquistou o coração do severo clérigo quando mentiu descaradamente ao afirmar ter nascido em Belém, a cidade natal de Jesus Cristo.

Tudo indica que o imigrante se deu muito bem nas terras do “Padim Ciço” e se entrosou perfeitamente com a sociedade local. Segundo o jornal “Diário de Pernambuco”, edição de 27 de dezembro de 1936, ao apresentar o “Sírio” Abrahão, o periódico informava que o imigrante teria fundado um jornal chamado “O Cariri”.
Rostand Medeiros
Pesquisador e Escritor
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Execuções à Forca no Estado

O patíbulo foi erguido nas imediações do matadouro público e compunha-se de dois pesados esteios de madeiras fincados ao solo e ligados no alto por espaçoso travejamento. Havia ainda a escada por onde subiam os condenados, o carrasco e o sacerdote. O carrasco era escolhido entre os presos, já condenado, que era tirado da cadeia e obrigado a cumprir o macabro ofício.
Mas na forca de Areia houve apenas duas execuções. Os enforcados foram Marçal e Beiju.
O negro Marçal foi morto em 1847. Ele era escravo de Manoel Gomes da Cunha Lima, dono dos engenhos “Jussara” e “Novo Mundo”. Foi executado por haver atacado e ferido seu senhor quando este açoitava sua esposa, também escrava. Marçal, quando perguntado qual seu último desejo, pediu doce com queijo. Na hora do enforcamento ele mesmo pulou para morte e antes soltou impropérios às autoridades presentes.
A outra morte ocorreu em maio de 1861. O enforcado foi Antonio José das Virgens, vulgo Beiju. Era um pobre agregado, que uma vez tinha gozado da proteção da família Santos Leal. Foi condenado à morte pelo assassinato do Dr. Trajano Augusto de Holanda Chacon.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O que é o Ramadã

O início do Ramadã em cada ano é baseado na combinação das observações da Lua e em cálculos astronômicos. Nos Estados Unidos, muitos muçulmanos aderem à decisão da Sociedade Islâmica da América do Norte para o começo da festividade. O final do Ramadã é determinado de maneira semelhante.
Todos os anos, mais de um bilhão de muçulmanos do mundo todo consideram a importância do mês de Ramadã(em árabe رَمَضَان) . Esse período do ano é um momento para reflexão, devoção a Deus e autocontrole, demonstrado por meio do jejum.
Muitas religiões encorajam alguns tipos de jejum para propósitos religiosos. Por exemplo, os católicos não comem carne na Quaresma e os judeus jejuam durante o feriado de Yom Kippur. Para os muçulmanos, o jejum é um componente muito importante do Islamismo. Os benefícios do jejum para o Ramadã são numerosos. O mais importante, no entanto, é a idéia de que, por meio do autocontrole do jejum, uma pessoa pode prestar atenção especial em sua natureza espiritual.
O Ramadã é um período importante para os muçulmanos, não somente porque ajuda a desenvolver um relacionamento mais próximo com Deus, mas também por ser um período para pensar nas pessoas menos favorecidas. Outro objetivo do jejum para o Ramadã é experimentar a fome em compaixão por aqueles que não têm comida. Essa é a forma pela qual muitos muçulmanos aprendem a gratidão e a valorização daquilo que possuem.
- O significado do Ramadã
Para os muçulmanos, o Ramadã é um mês de bênção que inclui oração, jejum e caridade. O significado do Ramadã retrocede a muitos séculos, a cerca de 610 d.C. Era nesse período, durante o nono mês do calendário lunar, que os muçulmanos acreditavam que Deus, ou Alá, revelara os primeiros versos do Alcorão, o livro sagrado do Islamismo.
De acordo com o Islamismo, um comerciante chamado Maomé estava andando em um deserto perto de Meca. Isso aconteceu onde atualmente localiza-se a Arábia Saudita. Certa noite, uma voz vinda do céu o chamou. Foi a voz do anjo Gabriel que falou que Maomé tinha sido escolhido para receber a palavra de Alá. Nos dias posteriores, Maomé começou a falar os versos que seriam transcritos, compondo o Alcorão.
Em muitas mesquitas, durante o Ramadã, os versos do Alcorão são recitados todas as noites. Os oradores são conhecidos como tarawih. No final do Ramadã, a escritura completa foi recitada. Ramadã é o período no qual os muçulmanos podem se interligar aos ensinamentos do Alcorão.
-Como o Ramadã é celebrado?
Durante o Ramadã, os muçulmanos praticam o sawm, ou jejum. Claro que ninguém é obrigado a jejuar o mês inteiro. A prática do jejum durante o Ramadã significa que os muçulmanos não devem comer ou beber nada, incluindo água, enquanto o sol estiver brilhando. O jejum é um dos cinco pilares ou obrigações do Islamismo. Como na maioria das práticas religiosas no Islamismo, os muçulmanos participam do jejum desde os 12 anos.
Um dos aspectos mais importantes do jejum do Ramadã é chamado niyyah. Niyyah significa "intenção". Os muçulmanos não devem simples ou acidentalmente se abster da comida. Eles devem realizar a condição do niyyah. Para executar essa exigência, um muçulmano deve "propor em seu coração que o jejum significa uma adoração somente a Alá". Dessa forma, se alguma pessoa jejua por razões políticas ou de dieta, essa pessoa não realizaria o niyyah. De acordo com as escrituras, "quem não faz niyyad antes do amanhecer, não deveria ter jejuado". A determinação de jejuar é de igual importância ao jejum em si mesmo.
Em muitos lugares do mundo, os restaurantes muçulmanos fecham durante o dia no período do Ramadã. As famílias acordam cedo, antes do sol nascer, e comem uma refeição chamada sohour. Depois que o sol se põe, o jejum é quebrado com uma refeição chamada iftar. O iftar muitas vezes começa com a ingestão de tâmaras e bebidas doces para dar ao jejum muçulmano um rápido aumento da energia, além de ser deliciosa. Pode ser adicionado qualquer tipo de alimento, mas a sobremesa quase sempre inclui konafa ou qattayef. Konafa é um bolo feito de trigo, açúcar, mel, uvas secas e nozes. O qatayef é um bolo semelhante, mas é menor e dobrado para revestir as nozes e as uvas secas. Entre as duas refeições, o iftar do período da noite e o shour antes do amanhecer, os muçulmanos podem comer livremente.
O jejum é muito importante para os muçulmanos por uma série de razões. Primeiro, quando você não está prestando atenção a suas necessidades físicas como o alimento, poderá ser capaz de estar em maior harmonia com Deus e com seu lado espiritual. Além disso, o jejum serve para lembrar os muçulmanos do sofrimento do pobre. Essa idéia reafirma a importância da caridade durante o Ramadã.O jejum propicia aos muçulmanos uma oportunidade para praticar o autocontrole e a limpeza do corpo e do espírito. Muitas culturas e religiões usam o jejum para esse propósito. Durante o Ramadã, o jejum ajuda os muçulmanos em sua devoção espiritual, bem como no desenvolvimento de um sentimento de irmandade com outros muçulmanos.
Conforme segue a história, o Ramadã é o mês em que Alá entrou em contato com o profeta Maomé e lhe deu os versos do livro sagrado, ou Alcorão. Dessa forma, orar durante o Ramadã é muito importante. Os muçulmanos praticam orações noturnas, seja no período do Ramadã ou não, mas o taraweeh, ou oração noturna do Ramadã, carrega um peso adicional.
De acordo com as escrituras, "aquele que observa a oração noturna no Ramadã como uma expressão de sua fé e para buscar a recompensa de Alá, terá seus pecados apagados". Desse modo, a oração noturna de Ramadã, depois de um dia de jejum, tem o propósito de erradicar os pecados cometidos anteriormente, sendo, então, um elemento importante para os rituais de Ramadã.
Ao final do Ramadã e antes da quebra do jejum, os muçulmanos dizem takbeer. O takbeer é uma frase que indica que não há nada no mundo que seja maior ou melhor do que Alá. O takbeer é sempre falado quando um muçulmano completa uma tarefa importante, como o término do jejum de Ramadã.
Traduzido, o takbeer exclama: "Alá é o Maior, Alá é o Maior. Não há divindade digna de adoração que não seja Alá e ele é o maior. Alá é o Maior e todo o louvor é devido a Ele". Recomenda-se que os homens falem alto o takbeer e as mulheres o façam em pensamento. Takbeer é um sinal de que as festividades de Eid Al-Fitr começaram. É uma frase de contentamento da fé e da consumação.
-Eid al-Fitr
O Ramadã é considerado o mês do ano mais alegre, que termina com a maior celebração de todas: a quebra do jejum, Eid al-Fitr. Em todo o mundo, os muçulmanos celebram com luzes e decorações. No Egito, "fanoos" - lanternas feitas de lata e vidro colorido - decoram as ruas e as mesquitas. No passado, as crianças brincavam com as lanternas nas ruas. Hoje, os carros nas ruas tornaram essa prática perigosa, mas a tradição ainda é realizada nos lares e nas reuniões de Eid al-Fitr.
Durante a celebração, as pessoas se vestem com o que têm de mais fino, decoram suas casas com luzes, dão divertimento para as crianças e visitam os amigos e a família. Para muitas pessoas, um senso de generosidade, de gratidão e de boas maneiras é o principal tema do Eid al-Fitr e são muito importantes para o Ramadã. O mês sempre consistirá no auxílio dos muçulmanos na alimentação dos pobres e nas contribuições para suas mesquitas.
Quando os muçulmanos terminam o mês do jejum, partem com muitos benefícios que o Ramadã deixa para trás. De acordo com a tradição muçulmana, o Ramadã:
1) fortalece o vínculo da pessoa com Alá e educa a alma a observar as obrigações de devoção de acordo com os ensinamentos do Alcorão;
2) impõe paciência e determinação;
3) desenvolve o princípio da sinceridade, afastando o ser individual da arrogância e da vaidade;
4) desenvolve o bom caráter, em especial a honestidade e a confiança;
5) encoraja o indivíduo a deixar os maus hábitos e mudar suas circunstâncias para melhor;
6) intensifica a generosidade, a hospitalidade e o dom da caridade;
7) reforça os sentimentos de unidade e irmandade entre os muçulmanos;
8) suscita ordem e cumprimento rigoroso dos valores do período;
9) serve como uma oportunidade para as crianças executarem a obediência e praticarem leis islâmicas de adoração;
10) oferece a chance de equilibrar a atenção da pessoa tanto para as necessicidades físicas como para as espirituais.
Durante o mês do Ramadã, os muçulmanos conquistam mais do que uma purificação do corpo e da mente. Sentem que estão fazendo o trabalho de chegar mais perto de Alá por meio da oração e tornando-se pessoas mais misericordiosas por experimentar a fome e aprender sobre o sofrimento dos pobres. O jejum do Ramadã é a experiência principal na religião islâmica.
Fonte: www.obeabadosertão.com.br
sábado, 11 de dezembro de 2010
Hércules e os seus 12 trabalhos

Na vida adulta, as aventuras de Hércules foram maiores e mais espetaculares do que as de qualquer outro herói.
Hércules cresceu, mas Hera continuou a persegui-lo e usou seus poderes para provocar um acesso de loucura no herói, que acabou matando a própria esposa e os filhos. Quando Hércules recuperou a razão, procurou o Oráculo de Delfos - o mais famoso templo de consulta às divindades gregas - para buscar orientação sobre como enfrentar a tragédia.
O Oráculo mandou-o se entregar em servidão a Euristeus, rei da cidade de Micenas, que ordenou a realização das 12 famosas tarefas. Eram trabalhos que só podiam ser realizadas por alguém com força sobre-humana. Se fossem cumpridos, permitiriam que Hércules se redimisse das mortes que cometeu, além de elevá-lo à condição divina ao fim de sua jornada. E no cumprimento dessas obrigações colossais, o herói enfrentou vários monstros. Eis as tarefas:
1 - LEÃO DE NEMÉIA: Um leão gigantesco, quase invulnerável, devastava a região de Neméia, próxima à cidade de Micenas. Hércules tentou matá-lo com sua clava e com seu arco, sem sucesso. Então, encurralou o animal e o estrangulou até a morte. Realizado o primeiro trabalho, o herói tirou a pele do leão e passou a usá-la como manto.
2 - HIDRA DE LERNA: Na cidade de Lerna, vivia uma enorme serpente com nove cabeças, uma delas imortal. Hércules decepou oito cabeças e Iolau, seu sobrinho, queimou as feridas para elas não nascerem mais. A cabeça imortal foi enterrada num buraco fundo. Ao molhar suas flechas no sangue da Hidra, o herói as tornou venenosas.
3 - JAVALI DE ERIMANTO: Um javali aterrorizava as vizinhanças do monte Erimanto, no noroeste da Arcádia. Enorme e feroz, ele matava quem cruzasse seu caminho. A tarefa era capturá-lo vivo. O animal foi cercado e, quando se cansou, foi dominado por Hércules.
4 - CORÇA CERINÉIA: No monte Cerineu - também próximo da região da Arcádia - havia uma corça com chifres de ouro e pés de bronze. Ela era muito veloz e tinha que ser capturada viva. Hércules a perseguiu por um ano até os confins do mundo conhecido. Finalmente a capturou durante a travessia de um rio.
5 - AVES DO ESTÍNFALE: Num bosque às margens do lago Estínfale, no norte da Arcádia, escondiam-se aves que, além de devorar as colheitas da região, também atacavam os homens. Para matá-las, Hércules primeiro usou um címbalo (antigo instrumento de cordas) para atraí-las. Assim que as aves saíram do bosque, o herói pôde atingi-las com suas flechas venenosas.
6 - CAVALARIÇAS DE ÁUGIAS: Áugias, rei da Élida, região a oeste da Arcádia, tinha grandes rebanhos de cavalos (ou gado, conforme a versão), mas não cuidava de seus estábulos, que acumularam uma colossal quantidade de estrume ao longo dos anos. Hércules conseguiu lavá-los num só dia, usando a água de dois rios, cujos cursos desviou com sua força.
7 - TOURO DE CRETA: Por vingança, Poseidon, deus do mar, havia deixado louco um lindo touro pertencente ao rei de Creta, uma ilha grega. O animal devastava os campos da região e Hércules foi até lá para dominá-lo. Após controlar o touro, o herói precisou nadar de Creta até o continente levando a fera consigo.
8 - ÉGUAS DE DIOMEDES: Diomedes - filho de Ares, deus da guerra - vivia na Trácia (região hoje pertencente à Turquia e à Bulgária). Ele tinha quatro éguas ferozes e carnívoras, que alimentava com os estrangeiros que apareciam em suas terras. Hércules capturou as éguas e, notando que elas estavam famintas, serviu-lhes Diomedes como refeição.
9 - CINTO DE HIPÓLITA: Hipólita era rainha das amazonas, tribo de mulheres guerreiras que viviam perto do mar Negro. Ela tinha um belo cinto, desejado pela filha de Euristeus. A mando do rei, Hércules convenceu Hipólita a lhe entregar o objeto, mas Hera incitou as amazonas à guerra e o herói teve que matar a rainha.
10 - BOIS DE GÉRION: Gérion, um gigante de três cabeças, vivia na ilha de Erítia (possivelmente perto de Cádiz, no sul da Espanha) e possuía um numeroso rebanho de bois. Os animais eram guardados por um pastor monstruoso, Eurítion, e seu cão, ambos com diversas cabeças. Após matar a dupla, Hércules acabou com Gérion, usando sua clava, e entregou os bois a Euristeus.
11 - POMOS DE OURO: As maçãs de ouro ficavam num jardim desconhecido e Hércules vagou o mundo atrás delas. Segundo alguns textos mitológicos, quem finalmente encontrou os pomos para o herói foi Atlas - que havia recebido de Zeus o castigo de carregar o mundo nas costas. Enquanto Atlas foi atrás das maçãs, Hércules sustentou o mundo em seu lugar.
12 - GUARDIÃO DO HADES: Cérbero, um cão de três cabeças e cauda em forma de serpente, guardava a entrada do Hades, o mundo subterrâneo, permitindo a entrada de todos, mas não deixando ninguém sair. Hércules o capturou e, após mostrar Cérbero a Euristeus, devolveu o cão guardião ao inferno.
Após o último trabalho, Hércules se casou com uma mulher chamada Dejanira. Numa viagem, o centauro Néssus tentou violentá-la e o herói o matou. Entretanto, antes de morrer e disposto a se vingar, Néssus disse a Dejanira que seu sangue era um elixir do amor e a aconselhou a guardar um pouco caso o marido deixasse de amá-la. Quando de fato Hércules se apaixonou por outra mulher, Dejanira mandou-lhe um manto com gotas do sangue de Néssus. Ao vesti-lo, o herói sentiu o veneno e percebeu que ia morrer.
Segundo a mitologia, seu corpo humano foi queimado numa pira, mas sua essência ascendeu ao Olimpo - a morada dos deuses. Apesar de tudo ser um mito, alguns historiadores suspeitam que a história de Hércules possa ter sido inspirada num homem real, que seria um poderoso líder escravizado por algum reino grego.
Related Posts with thumbnails for bloggerblogger widgets
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Versos de João Paraibano
Vi o fantasma da seca
Ser transportado numa rede
Vi o açude secando
Com três rachões na parede
E as abelhas no velório
Da flor que morreu de sede.
...
Terreno ruim não dá fruto,
Por mais que a gente cultive,
No seu céu eu nunca fui,
Sua estrela eu nunca tive,
Que o espinho não se hospeda,
Na mansão que a rosa vive.
...
A juventude não dá
Direito a segunda via
Jesus pintou meus cabelos
No final da boemia
Mas na hora de pintar
Esqueceu de perguntar
Qual era a cor que eu queria
Toda a noite quando deito
Um pesadelo me abraça
Meu cabelo que era preto
Está da cor de fumaça
Ficou branco após os trinta
Eu não quis gastar com tinta
O tempo pintou de graça
...
Coruja dá gargalhada
Na casa que não tem dono
A borboleta azulada
Da cor de um papel carbono
Faz ventilador das asas
Pra rosa pegar no sono.
...
Faço da minha esperança
Arma pra sobreviver
Até desengano eu planto
Pensando que vai nascer
E rego com as próprias lágrimas
Pra ilusão não morrer.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
2º PREMIO SOLANO TRINDADE DE POESIAS
02. Altair Leal Ferreira................................Paulista - Pernambuco
03.Flavio Dias da Silva................................Jaboatão – Pernambuco
04. Jose Kildery de Oliveira.........................Recife - Pernambuco
05. Geraldo Ferreira de Lima......................Jaboatão – Pernambuco
06. Ricardo da Conceição Peixoto..............Jaboatão- Pernambuco
07. Paulo Leonardo Batista Silva...............Jaboatão- Pernambuco
08. Rômulo Ramos de Queiroz...................Jaboatão – Pernambuco
09. Romero Ramos de Queiroz..................Jaboatão- Pernambuco
10. Levi da Silva Lima................................Jaboatão- Pernambuco
11. Ronaldo Sebastião de Barros ................Jaboatão – Pernambuco
12. Junior Jose Vieira...................................Recife – Pernambuco
13. Valquer Ramos dos Santos ....................Jaboatão- Pernambuco
14. Dílson Ferreira da Luz filho..................Jaboatão- Pernambuco
15. Adriana costa Mendonça ......................Recife - Pernambuco
16. Mauricio Fonseca dos Santos................Recife - Pernambuco
17.Almesio do Nascimento Silva................Jaboatão- Pernambuco
18. Marcos Antonio Gonçalves de Lima ....Jaboatão- Pernambuco
19. Piteer Junior Antonio da Silva...............Jaboatão- Pernambuco
20. Elizabeth Severina da Cruz Oliveira......Recife - Pernambuco
21. Roni Rossi Luiz da silva........................Jaboatão- Pernambuco
22. Ivano Ferreira do Nascimento................Recife - Pernambuco
Natanael Lima - Escritor (Membro da academia de Letras Cabense)
Lula Cortes - Musico , escritor, Cantor e compositor
Valeria Alvarenga - Presidente do Conselho de Igualdade racial
Mirtes Figueiroa - Secretaria de Educação / Jaboatão Jornal
Nildo Barbosa - Secretaria de Cultura / Professor universitário
Ivaldo Batista - União dos Escritores de Carpina/ Historiador
Paulo Rocha - Jornalista Redação Gazeta Nossa
Cobra Cordelista - Lenemar Santos – Jorge Braz - J. Andrade
Seu Lunga, tolerância zero
Um dos personagens mais populares dos cordéis da atualidade é o Seu Lunga, de Juazeiro do Norte, sempre com suas respostas afiadas para quem lhe faz pergunta besta. Esse cordel é de Ismael Gaião em sua coluna COLCHA DE RETALHOS, do Jornal da Besta Fubana.
SEU LUNGA, tolerância zero Ismael Gaião
Eu vou falar de Seu Lunga
Um cabra muito sincero,
Que não tolera burrice
Nem gosta de lero-lero.
Tem sempre boas maneiras,
Mas se perguntam besteiras,
Sua tolerância é zero!
Ao entrar num restaurante
Logo depois de sentar,
Um garçom lhe perguntou:
O Senhor vai almoçar?
Lunga disse: não Senhor!
Chame o padre, por favor,
Vim aqui me confessar.
Lunga tava na parada
Com Renata perto dele.
Esse ônibus vai pra praia?
Ela perguntou a ele.
Ele, então, disse à mulher:
- Só se a Senhora tiver
Um biquini que dê nele!
Seu Lunga tava pescando
E alguém lhe perguntou:
- Você gosta de pescar?
Ele logo retrucou:
- Como você pode ver,
Eu vim pescar sem querer,
A polícia me obrigou.
Pagando contas no Banco
Lunga viveu um dilema
Pois com um talão nas mãos,
Ouviu de Pedro Jurema:
O Senhor vai usar cheque?
- Ele disse: não, moleque,
Vou escrever um poema.
Em sua sucataria
Alguém tava escolhendo,
- Por quanto o Senhor me dá,
Essa lata com remendo?
Lunga, sem pestanejar,
Disse: não posso lhe dar,
Porque eu estou vendendo.
E ainda muito irritado
A seu freguês respondeu:
Tudo que eu tenho aqui,
Eu vendo porque é meu.
Pois se o Senhor quiser ver,
Coisas sem ser pra vender,
Vá visitar um museu.
Lunga foi comprar sapato
Na loja de Barnabé
E um rapaz bem gentil
Perguntou: é pra seu pé?
Ele disse: não esqueça,
Bote na minha cabeça,
Vou usar como boné.
Lunga carregava leite
Numa garrafa tampada
E um velho lhe perguntou:
Bebe leite, camarada?
Ele disse: bebo não!
Depois derramou no chão.
- Eu vou lavar a calçada.
Seu Lunga tava deitado
Na cama, sem se mexer.
E um amigo idiota
Perguntou, a lhe bater:
- O senhor está dormindo?
Lunga disse: tô fingindo
E treinando pra morrer!
Seu Lunga foi a um banco
Com um cheque pra trocar
Um caixa muito imbecil
Achou de lhe perguntar:
O Senhor quer em dinheiro?
- Não quero não, companheiro,
Quero em bolas de bilhar.
Lunga olhou pro relógio
Na frente de Gabriela,
Quando menos esperava,
Ouviu a pergunta dela:
- Lunga viu que horas são?
Ele disse: não, vi não,
Olhei pra ver a novela!
Seu Lunga comprava esporas
Para correr argolinha
E o vendedor idiota
Fez essa perguntazinha:
- É pra usar no cavalo?
- É não, eu uso no galo,
Monto e dou uma voltinha.
Seu Lunga tava pescando
Quando chegou Viriato
- Perguntando: aqui dá peixe?
Lunga disse: isso é boato!
No rio só dá tatu,
Paca, cutia e teju,
Peixe dá dentro do mato.
Lunga foi se consultar
Com um Doutor que era Crente
Esse logo perguntou:
- O Senhor está doente?
- Lunga disse: não Senhor,
Vim convidar o Doutor,
Para tomar aguardente.
Seu Lunga, com seu cachorro,
Saiu para caminhar
E um besta lhe perguntou:
É seu cão, vai passear?
Lunga sofreu um abalo,
Disse: não, é um cavalo,
Vou levá-lo pra montar.
Lunga trazia da feira,
Já em ponto de tratar,
Uma cabeça de porco,
Quando ouviu alguém falar:
- Vai levando pra comer?
Ele só fez responder:
- Vou levando pra criar!
Lunga foi à eletrônica
Com um som pra consertar
Lá ouviu um idiota
Sem demora, perguntar:
- O seu som está quebrado?
- Tá não, está estressado.
Eu trouxe pra passear.
Seu Lunga foi numa loja
Lá perto de Itaqui
- Tem veneno pra rato?
- Temos o melhor daqui.
Vai levá-lo? Está barato.
- Vou não, vou buscar o rato
Para vim comer aqui!
Seu Lunga tava bebendo,
Quando escutou de Tião:
- Já que faltou energia,
Nós vamos fechar irmão!
Lunga falou: que desgraça!
Eu vim pra tomar cachaça,
Não foi tomar choque não!
Lunga tava em sua loja
Numa preguiça profunda
Quando escutou a pergunta
Vindo de Dona Raimunda:
- O Senhor tem meia-calça?
- Isso em você não realça,
Ou você, tem meia bunda?
Lunga saiu pra pescar,
Quando um amigo encontrou.
Depois de cumprimentá-lo
Seu amigo perguntou:
Lunga vai à pescaria?
Seu Lunga só disse: ia.
Pegou a vara e quebrou.
Jacó estava querendo
Apostar numa milhar
Vendo Lunga numa banca
Disse: agora vou jogar!
E foi gritando dali:
- Lunga, passa bicho aqui?
- Passa sim! Pode passar.
Seu Lunga sentia dor
Procurou Doutor Ramon
Que começou a consulta
Já perguntando em bom tom:
Seu Lunga, qual o seu plano?
Lunga disse: sem engano,
O meu plano é ficar bom!
Lunga tava em seu comércio
Despachando a Zé Lulu
Que depois de escolher
A fava e o feijão guandu.
- Disse: vou levar fubá.
E o arroz como está?
Seu Lunga disse: Tá cru!
Lunga com uma galinha
E a faca pra cortar,
Seu vizinho perguntou:
Oh! Seu Lunga, vai matar?
Com essa pergunta burra,
Disse: não, vou dar uma surra,
Logo depois vou soltar.
Lunga indo a um enterro
Encontrou Zeca Passivo
- Seu Lunga pra onde vai?
Ao enterro de Biu Ivo.
- E Seu Biu Ivo morreu?
- Não, isso é engano seu,
Vão enterrar ele vivo!
Lunga mostrou um relógio
Ao filho de Biu Romão
- Posso botar dentro d’água?
Perguntou o garotão.
Lunga disse sem demora:
- Relógio é pra ver a hora,
Não é sabonete, não!
Lunga fez uma viagem
Pra cidade de Belém
E quando voltou pra casa
Escutou essa de alguém:
- Oh! Seu Lunga, já chegou?
- Eu não, você se enganou,
Chego semana que vem!
Lunga levou uma queda
De cima de seu balcão
- Quer tomar um pouco d’água?
Perguntou o seu irmão.
Lunga logo, respondeu:
Foi só uma queda, meu!
Eu não comi doce não!
Na porta do elevador
Esperando ele chegar
Seu Lunga escutou um besta
Pro seu lado perguntar:
- Vai subir nesse momento?
- Não, que meu apartamento,
Vai descer pra me pegar.
Se encontrar com Seu Lunga
Converse, mas com cuidado,
Pois ele pode ser grosso,
Mesmo sendo educado.
Eu já fiz o meu papel,
Escrevendo este cordel
Pra você ficar ligado!
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Cobra Cordelista na Escola Edgar Moury Fernandes
Professores e alunos caíram no forro, na ciranda e no coco e entre uma coisa e outra haja poesia que as meninas aprovavam com gritinhos e os machos com aplausos. O tempo todo eu toquei acompanhado do meu parceiro e amigo Vitor Aragão e da banda pão com ovo, uma galera maluca que toca a batera na escola e percussões e aliás tocam muito, que improviso maravilhoso, gente um dia agente repete.
Já como fica o veio no meio dos meninos, fazendo a maior agitação? Parece um pinto no lixo, é alegria só! Que Deus abençoe vocês e espero que a mensagem tenha ficado; Que a nossa cultura é muito linda e bastante participativa! Por fim mais um recado: Vamos crescendo com muito estudo e superando desafios, sem droga nenhuma, nem álcool, nem cigarro, ou outra porcaria qualquer e se houver sexo com camisinha é mais seguro evita doenças sexuais e gravidez não planejada que lhes fazem serem papai e mamãe em hora errada, e bebê não tem nada a ver com isto! Por fim beijos e sucessos, daqui fico torcendo por boas noticias!
Cobra Cordelista.
O Sorriso da Saudade

(Anizio)
Sob o peso da saudade...
Deixo as lágrimas cair!
Triste nem sei mais sorrir,
Em mim só ansiedade...
Que todo meu ser invade!
Nostalgia do passado...
Em mim fica impregnado!
Como enxerto na pele,
Um mal que não se repele!
Neste meu rosto marcado.
Lamentando essa ausência...
As lágrimas voltam a rolar!
No silêncio a lamentar,
Do amor sinto a presencia...
Mas sofro com paciência,
Vendo sorrir a saudade...
Fazendo-me essa crueldade!
Levando parte de mim,
Querendo ver o meu fim!
Expondo-me a sua maldade.
E nos soluços em silêncio,
Faz expulsar minhas lágrimas...
Expandindo minhas mágoas!
Meu coração é um vazio...
Sinto este amor por um fio!
Mas mesmo na ansiedade,
Eu busco a felicidade...
Para acalmar minha dor!
Nas memórias do amor...
Vive sorrindo a saudade.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Lançamento do livro "Madrugada de Anseios", do poeta Edivaldo Miranda
Estive na Cidade Carpina para prestigiar o lançamento do livro "Madrugada de Anseios", do poeta Edivaldo Miranda. O livro é uma série de poesias inéditas do escritor sexagenário, que lança seu primeiro livro, uma coletânea de toda a sua trajetória poética, e são maravilhosas as composições que o mesmo postou em sua obra.
Lá estavam Ramos Silva, presidente da associação dos escritores de Carpina, Professora Zélia Secretaria de Educação, o escritor Ivaldo Batista e outros escritores presentes que realizaram um belo Sarau no auditório da prefeitura de Carpina. O neto de Edivaldo Miranda fez uma bela declamação imortalizou em suas memórias a lembrança do avô. Ezequiel ao violão e nunca vi um violão tocado da forma como toca, creio que a experiências dos anos vividos e das serenatas amadureceu o trabalho, e assim houve um show de cultura para presentear o público presente.
Vejam as fotos.
Zé Limeira o Poeta do Absurdo

Os temas que abordava em suas poesias e repentes eram variados e chegavam, muitas vezes, ao delírio. Pornografia era um tema recorrente, mas Zé Limeira ficou conhecido como "Poeta do Absurdo" por suas distorções históricas, poesias recheadas de surrealismo e nonsense, e pelos neologismos esdrúxulos que criava.
Vestia-se de forma berrante, com enormes óculos escuros e anéis em todos os dedos, e saía pelos caminhos de sua vida, cantando e versando.
Minha muié chama Bela
Quando eu vou chegando em casa
O galo canta na brasa,
Cai o texto da panela
Eu fico olhando para ela
Cheio de contentamento
O satanaz num jumento
Pra mordê a Mãe de Deus
Não mordeu ela nem eus
Diz o novo testamento
Eu vi uma gavetinha
Da casa de João Moisés
Mais de cem contos de réis
Só de ovo de galinha
Ela comeu uma tinha
Da carcassa de um jumento
Que bicho má, peçonhento
Lacrau e piôi de cobra
Não pode mais fazer obra,
Diz o novo testamento
Jesus nasceu em Belém,
Conseguiu sair dalí
Passou por Tamataí
Por Guarabira também
Nessa viagem de trem
Foi pará no Entroncamento
Não encontrando aposento
Dormiu na casa do cabo
Jantou cuscus com quiabo
Diz o novo testamento
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
2º FESTIVAL SOLANO TRINDADE DE POESIA AFRO-BRASILEIRA
2º FESTIVAL SOLANO TRINDADE DE
POESIA AFRO-BRASILEIRA
MAIOR SARAU BRASILEIRO DE POESIA AFRO
PRESENÇA DE VÁRIOS POETAS DO BRASIL
LOCA: PRAIA DE BARRA DE JANGADA/PE. (AO LADO DA IMAGEM DE IEMANJÁ)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Sentimento Poético

Para sentir, para crer.
Construir com as palavras
Edifícios de prazer.
Sentir o que o outro não sente
Mentir o que outro não mente
Vê o que o outro não vê.
O gato tem sete fôlego
O poeta tem setenta
Se faltar respiração
O poeta cria, inventa
Não morre asfixiado,
Pode até correr de lado
Ou andar em marcha lenta.
Pois quando está inspirado
Viaja com a poesia
Cheira o perfume da flor
Encontra a alegria,
A paz, o sonho, o amor
E tudo é fantasia.
Como é bom ser um poeta
Sereno, em paz, tranqüilo.
Tratando no dia-a-dia
Disso, daquele ou daquilo.
Cada poeta faz verso
Demonstrando seu estilo.
Valentim Martins Quaresma Neto 01/01/2001
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Cobra Cordelista na Universidade Federal de Vitória de Santo Antão
A professora da turma era a Beatriz, declamei filho agente não enjeita e fiz uma bela amizade com professores e alunos desta universidade, um dia agente se encontra de novo um beijo no coração de todos vocês.
Cobra Cordelista.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Outras Histórias de Assombrações
Conta a lenda que era um enorme monstro, de dentes agudíssimos, que soltava fogo pelas narinas e pela boca. Em suas investidas noturnas, procurava entrar nas casas para devorar os meninos que encontrava. Existem vários contos populares cujo personagem central é a Cabra Cabriola. O mais famoso em Pernambuco data de meados do século XIX e diz mais ou menos assim:
Existia uma mulher, mãe de três crianças pequenas, que sempre saía à noite em busca de meios para sustentar seus filhos. Ao sair, ela recomendava às crianças que tomassem cuidados com monstros, que não abrissem a porta para ninguém até ela voltar. E, assim, os meninos costumavam fazer: só abriam a porta quando a mãe retornava e, com sua voz familiar, pedia aos filhos que a abrissem.
Certa noite, a Cabra Cabriola chegou à casa dessa mulher, bateu à porte e, falando como se fosse a mãe das crianças, pediu que a deixassem entrar. O disfarce, porém, não foi perfeito, visto que a Cabra Cabriola não modificou o timbre de sua voz grossa e horrível. Os meninos perceberam que não se tratava da mãe deles e não abriram a porta. A Cabra Cabriola, então, foi embora prometendo, baixinho, voltar.
Semanas depois, a Cabra Cabriola voltou à casa daquelas três pobres crianças. Mas, desta vez não bateu à porta, ela ficou escondida aguardando o retorno da mãe das crianças, com o seguinte objetivo: conhecer o timbre da voz da mulher e aprender todos os termos usados por ela para chamar os filhos. Era a preparação para a grande e certeira investida que realmente aconteceria.
No dia seguinte, a Cabra Cabriola foi à oficina de um ferreiro e mandou que ele batesse a língua dela na bigorna, para que o timbre de sua voz, antes grossa e horrível, ficasse bem parecido com o da voz da mulher. À noite, a Cabra Cabriola esperou que a mãe das crianças saísse e completou o seu terrível plano: bateu à porta, imitando em tudo o chamado da mulher: "Filhinhos, filhinhos..."
Crentes que era a mãe delas, as crianças abriram a porta e foram todas devoradas pela Cabra Cabriola.
Chora Menino
Praça situada no final da Rua Manoel Borba, na Boa Vista, é um dos mais famosos lugares mal-assombrados do Recife. Antigamente, o local era denominado Mondego e tinha ali uma capelinha.
Durante a revolta militar conhecida como Setembrizada, que eclodiu entre os dias 14 e 16 de setembro de 1831, cerca de 300 soldados se amotinaram ali e foram massacrados por tropas leais ao governo.
A maioria desses soldados foi sepultada ali mesmo no local da carnificina e, a partir daquela data, quem passasse pelo local ouvia gemidos e choros que seriam dos filhos dos soldados lamentando a morte dos seus pais.
A história desses choros e gemidos ganhou as ruas do Recife e, assim, a praça passou a ser chamada de Chora Menino, ao mesmo tempo em que ganhou fama de local mal-assombrado.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Pioneirismo Pernambucano
- O primeiro cardeal do Brasil foi o pernambucano Cardeal Arcoverde.
- O autor do primeiro compêndio brasileiro de teoria e prática do processo civil comparado com o comercial foi o pernambucano Francisco de Paula Baptista.
- Um dos primeiros engenheiros calculistas da estrada Rio-Niterói foi o pernambucano Joaquim Cardozo, que, aliás, também calculou Brasília.
- O criador e mais importante autor do moderno teatro brasileiro foi o recifense Nelson Rodrigues.
- A mais antiga igreja do Brasil, a dos Santos Cosme e Damião, está no município pernambucano de Igarassu.
- O poeta recifense Solano Trindade, fundador do Teatro Popular Brasileiro, é considerado o criador da poesia verdadeiramente negra do Brasil.
- Os primeiros estudos sobre a Costa brasileira foram realizados pelo pernambucano Manuel Antônio Vital de Oliveira, hidrógrafo-padrão da Marinha do Brasil.
- A primeira comédia escrita por um brasileiro (representada em teatro, em 1780) é de autoria do pernambucano Luís Alves Pinto.
- Diretor da Biblioteca Nacional entre 1900 e 1924, o pernambucano Manuel Cícero Peregrino da Silva foi pioneiro no Brasil em planejamento de documentação bibliográfica e na formação de bibliotecários.
- O pioneiro da comunicação visual no Brasil foi o pernambucano Aloísio Magalhães.
- Quem estabeleceu os primeiros contatos amigáveis com os índios Xavantes foi o sertanista Francisco Meireles, pernambucano.
- O introdutor, no Brasil, dos métodos da chamada Escola Nova (1900) foi o pernambucano Antônio Carneiro Leão.
- O autor de "História Sincera da República", marco da historiografia marxista no Brasil, é o pernambucano Leôncio Basbaum.
- A primeira Assembléia Legislativa da América do Sul foi criada em Pernambuco (Domínio Holandês).
- Autor do livro "Casa Grande & Senzala", o escritor pernambucano Gilberto Freyre é considerado o pai da sociologia brasileira.
- O criador do primeiro mural de arte abstrata da América Latina foi o pintor pernambucano Cícero Dias.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Crendices relacionadas a animais

Besouro - Quando um besouro passa zumbindo pelos ouvidos de uma pessoa é sinal de mau agouro. A solução é pronunciar frases do tipo: "Credo! Vai-te para quem te mandou; dize que não me achaste; eu te arrenego; cruz credo!".
Coruja - É de mau agouro o canto lúgubre de uma coruja, ao cair da tarde, ou simplesmente quando ela pousa sobre o telhado da casa.
Beija-flor - Da mesma forma que as borboletas pretas ou as formigas de asa, quando um beija-flor invada a casa é mau agouro.
Anum - Também é considerado de mau agouro quando um anum preto pousa nas árvores vizinhas das casas habitadas na zona rural.
Cachorro - Quando um cachorro cava à porta ou no quintal de uma casa é sinal de que uma sepultura terá de ser aberta.
Urubu - É prenúncio de morte quando um urubu pousa no telhado de uma casa ou simplesmente quando ele voa repetidas vezes em torno de uma residência.
Esperança - Quando a esperança (espécie de gafanhoto verde) entra na casa ou pousa sobre uma pessoa é sinal de alegria, de que uma coisa boa vai acontecer.
Bem-ti-vi - Quando um bem-ti-vi canta insistentemente nas proximidade de uma casa é sinal de que uma pessoa ausente e estimada irá chegar.
Pitiguari - Quando um pitiguari canta também é aviso de que uma pessoa querida irá chegar. O sertanejo afirma que o cantar desse pássaro parece dizer claramente: "Olha para o caminho, quem vem!...".
O que acontece quando:
- Quem pisa o rabo de um gato não casa no ano em que o fato aconteceu
- Ao encontrar uma cobra, uma mulher deve virá o cós da saia e dizer: "Estás presa por ordem de São Bento" (que é o advogado contra os ofídios). Assim, essa cobra ficará imóvel, não oferecerá nenhuma resistência, e a mulher poderá matá-la facilmente.
- Quem mata um cachorro fica devendo uma alma a São Lázaro
- Para um cachorro não crescer, basta pesá-lo com sal, logo ao nascer
- Quando uma cabra espirra é sinal de chuva
- Quando a cigarra estoura, de tanta cantar, de sua casca nasce o cipó japecanga
- O sapo não entra em decomposição, fica ressequido, mirrado e quem o matar ficará com o corpo do mesmo jeito
- Quando uma cobra entra na água deixa o veneno em terra e, picando alguém, não causa mal algum
- O pavão entristece quando olha para os pés
- Os negócios serão bons quando o dono colocar um chifre de boi no alto de uma balança ou em outra parte do seu estabelecimento comercial
- Uma pessoa que come uma galinha choca fica com fome canina
- Se o galo cantar várias vezes durante o dia é mau agouro. Se cantar exatamente ao meio-dia é sinal de moça fugida e cantando às dez horas é sinal de casamento
- Aos rapazes que apalpam galinhas não nasce barba
Origem da intriga entre o cachorro e o gato
Como tudo no mundo tem uma explicação, o imaginário popular também inventou uma história para explicar a famosa inimizade entre o cachorro e o gato. Essa estória é a seguinte:
Consta que, em tempos passados, o cachorro, hoje escravo do homem, havia conquistado o direito de viver livremente e era um dos grandes amigos do gato. E essa liberdade foi atestada inclusive com papel passado, uma carta de alforria.
Não tendo onde guardar o documento, um dia o cachorro pediu ao gato que guardasse a tal carta de alforria. Meio desligado, o gato depositou o documento do amigo entre as telhas da coberta da casa, crente que aquele era um lugar seguro.
Mas, eis que aconteceu o inesperado. O rato encontrou aquele papel e, como andava à cata de algo para forrar seu ninho, fez a festa: picotou a carta de alforria em centenas de pedaço. Com isso, o cachorro voltou ao cativeiro e jamais perdoou o gato.
Por ter perdido o grande amigo, o gato, por sua vez, tornou-se inimigo ferrenho do rato que, afinal, foi o grande causador do infortúnio do cachorro. Dizem que, ainda hoje, o gato não perdeu totalmente a esperança de reconquistar a velha amizade.
E é por isso que, de vez em quando, as pessoas encontram um gato e um cachorro que se dão bem.
Ditados populares relacionados a animais
- Um dia, um dia, cachorro de paca mata cotia
- Camarada é boi de carga
- Boi solto lambe-se todo
- Na casa de Gonçalo, a galinha manda mais que o galo
- Quem come galinha magra paga uma gorda
- A galinha da minha vizinha é mais gorda do que a minha
- Galinha preta põe ovos brancos
- De grão em grão a galinha enche o papo
- Na sombra da galinha o cachorro bebe água
- Não se amarra cachorro com lingüiça
- A grande cão, grande osso
- Cachorro que muito anda, apanha pau ou rabugem
- Cão que muito late não morde
- Quem não tem cão, caça com gato
- Gato escaldado de água fria tem medo
- Gato quando não morde, arranha
- Gato escondido com o rabo de fora
- Tirar com a mão do gato
- Da casa de gato não sai rato farto
- Gato muito miador é pouco caçador
- Para burro velho, capim novo
- Cavalo dado não se abre a boca
- Por uma besta dar um coice, não se lhe corta a perna
- Praga de urubu magro não mata cavalo gordo
- Urubu pelado não voa em bando
- Quando urubu está caipora, não há galho verde que o agüente
- Onde se mata o boi aí se esfola
- Guariba quando se remexe, quer chumbo
- A ovelha mansa mama na sua teta e na alheia
- Uma ovelha má deita um rebanho a perder
- Macaco velho não mete a mão em cumbuca
- Cada macaco no seu galho
- Em terra de sapo, de cócoras com ele
- Cobra que não nada, não engole sapo
- A primeira pancada é que mata a cobra
- Dois tatus machos não moram em um buraco
- Dois bicudos não se beijam
- Em festa de jacaré não entra nambu
- Pela boca morre o peixe
- Com mel se pegam as moscas
- Em boca fechada não entram moscas
- Papagaio come milho, periquito leva a fama
- A formiga quando quer se perder cria asas


