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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

SHOW: Cobra Cordelista



SHOW: Toda sexta-feira o poeta e cantador Cobra Cordelista realiza um show com cânticos sertanejos, releitura de alguns clássicos da cultura popular, ciranda , poesia matuta e alguns “causus” .

CONVIDADOS: No acompanhamento musical a banda curupira com os músicos Edivaldo Junior e Felipe de Dora.

LOCAL: O evento acontece no restaurante Espeto na mesa (antigo bar da poeira) que se localiza na avenida comercial após o restaurante Recanto Gaúcho das 20:00 hs até as 00:00 hs.

INFORMAÇÕES FONE: 8649 – 6768/8828 - 0242

domingo, 26 de junho de 2011

São Pedro pede passagem



Pedro é outro santo que nasceu com nome diferente. Chamava-se Simão, ou Simeão. Nascido em um vilarejo pagão na Galiléia, levou a vida como pescador na cidade de Carfanaum, até que, junto com seu irmão André, foi convocado por João Evangelista para fazer parte do grupo mais próximo de seguidores de Jesus Cristo.
Simão era um dos apóstolos preferidos de Cristo, que admirava sua liderança firme e lhe deu o nome de Pedro (Petrus), que significa pedra, rocha. Justificando isso, Jesus teria dito: "És Pedro! E sobre esta rocha construirei minha Igreja".

Dizem que Pedro viveu muitos anos após a morte de Jesus Cristo, dedicando sua vida à pregação das palavras de seu mestre pelo Império Romano, tanto na Palestina quanto em Antióquia. Por esse motivo e por sua proximidade com Cristo, ele é considerado fundador da Igreja Católica Romana. Contam algumas versões que Pedro foi executado em Roma quando tinha 64 anos.

Porteiro do céu

O povo vê São Pedro como o "porteiro do céu", o manda-chuva e o padroeiro dos pescadores. A presença dele na tradição oral portuguesa e brasileira é constante. Quando começa a trovejar, as crianças sempre ouvem dizer que "é a barriga de São Pedro que está roncando" ou que "São Pedro está mudando os móveis do céu de lugar". E, quando chove mesmo, "é São Pedro que está lavando o chão do céu".

Na Bahia e em comunidades pesqueiras do Ceará, São Pedro é comemorado em alto-mar, com uma procissão em meio às ondas. No cortejo em frágeis jangadas artesanais, os fiéis pedem proteção aos céus. A imagem do santo, que também é pescador, é colocada em um andor e vai navegando pelo litoral. Depois do cortejo, os pescadores participam de uma missa campal na beira da praia.

São Pedro, o Fundador da Igreja Católica

São Pedro, o Apóstolo e o pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi Apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido seu primeiro Papa.

Considerado o protetor das viúvas e dos pescadores, São Pedro é festejado no dia 29 de junho, com a realização de grandes procissões marítimas em várias cidades do Brasil. Em terra, os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações de sua festa.

Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no paraíso, é necessário que o santo abra suas portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Quando começa a trovejar, e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las, dizendo: "É a barriga de São Pedro que está roncando" ou "ele está mudando os móveis de lugar".

No dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

COVEIRO SEM ESPERANÇA NÃO SEPULTE O MEU PASSADO

Patativa do Assaré e Louro do Pajeú

imagens: Beto Candia e Greg Holanda


Em 1984, foi realizado em Arcoverde-PE, o Primeiro Festival de Viola daquela cidade. A realização coube à Faculdade de Formação de Professores, que tinha como diretor, o Professor José Rabelo, apoiado por Manoel Filó e Raimundo Patriota, no decorrer do Festival, os promoventes organizaram uma roda de glosa, que dentre outros, participaram, Lourival Batista - que estava completando 70 primaveras, Diniz Vitorino - o Augusto dos Anjos da viola, Jó Patriota, José Rabelo, João Paraibano, Sebastião Dias, Daudete Bandeira, Pedro Amorim e um convidado muito especial: Patativa do Assaré.


Diniz Vitorino deu o seguinte mote:

COVEIRO SEM ESPERANÇA
NÃO SEPULTE O MEU PASSADO.

O texto completo sobre esse acontecimento pode ser conferido na coluna de Ésio Rafael, Folhas Soltas. O mote acabou tendo duas chaves conforme visto abaixo:

Convocamos a todos os poetas, cordelistas e cantadores para glosarem o mote.


Patativa do Assaré [Arcoverde/PE, 1984]

EU VIVO NO CATIVEIRO
PERDI A MINHA QUERIDA
O AMOR DA MINHA VIDA
O MEU AMOR VERDADEIRO
Ó MEU AMIGO COVEIRO
ÉS TÃO FORTE E DESGRAÇADO
ESSE CAIXÃO ENFEITADO
FOI MEU SONHO MINHA BONANÇA
COVEIRO SEM ESPERANÇA
NÃO SEPULTE O MEU PASSADO.

Lourival Batista [Arcoverde/PE, 1984]

VELHO COVEIRO OBSCURO
DA MORTE ÉS UM BENEMÉRITO
SETENTA ANOS DE PRETÉRITO
E QUASE NADA DE FUTURO
EU VIVO PAGANDO JURO
E UM TANTO IMPRESSIONADO
HOJE ABATIDO E CANSADO
DEIXE O VELHO SER CRIANÇA
COVEIRO SEM ESPERANÇA
NÃO SEPULTE O MEU PASSADO.

Ademar Rafael Ferreira [Marabá-PA, 17/11/2009]

Posso até não merecer
Futuro cheio de glória
Meu passado e minha história
Com garra eu vou defender,
Não adianta dizer
Que estou velho e cansando
Eu não vou ficar parado
Senão você me alcança
Coveiro sem esperança
Não sepulte e meu passado.

Eloi Firmino de Melo [João Pessoa-PB, 17/11/2009]

Não tenho medo da morte
Mas tenho amor pela vida;
Já foi um tanto sofrida
Quando eu vivia sem norte;
Aí o vento da sorte
Fez chover no meu roçado;
Me tornei equilibrado
Feito um fiel de balança.
Coveiro sem esperança,
Não sepulte o meu passado.

Ciro Menezes [19/11/2009]

Respeitar o que vivi
Faz parte de minha vida
Que na sequência da lida
Tô aqui, sobrevivi
Céus e terras que movi
Defendendo o meu roçado
De cada tico, um bocado
Pra dar a minha criança
Coveiro sem esperança
Não sepulte o meu passado.

Astier Basílio [19/11/2009]

depois de lutas e anos
tristes dores e karmas,
eu deponho as minhas armas
no altar dos desenganos
suplico aos deuses arcanos
que respeitem meu enfado
meu escudo está quebrado
está sem uso minha lança
Coveiro sem esperança,
Não sepulte o meu passado.

Cícero Moraes [BELMONTE-PE, 19/11/2009]

QUANDO A VIDA TERMINAR
SÓ MEU CADÁVER É QUE FICA
DEIXAREI LEMBRANÇA RICA
POR UMA VIDA EXEMPLAR
PARA PODEREM LEMBRAR
DEIXO UM VERSO RIMADO
BONITO, METRIFICADO,
ETERNIZANDO A LEMBRANÇA
COVEIRO SEM ESPERANÇA
NÃO SEPULTE O MEU PASSADO.

Alberlando Lúcio [19/11/2009]

Sonhei e ainda sonho
Viver feliz é o mote
Não me desprendo da sorte
Para não ser tristonho
A História que componho
Agiganta meu reinado
Não me deixe acuado
Pois sou a perseverança
Coveiro sem esperança
Não sepulte meu passado

JAELSON GOMES [19/11/2009]

ESCREVI A MINHA HISTÓRIA
COM DORES E ALEGRIAS
TRABALHOS E FANTASIAS
TENHO TUDO NA MEMÓRIA
PORÉM ME SINTO ESCÓRIA
AO VER O APROXIMADO
NÃO TENHO ISSO ESPERADO
PARA ISSO SOU CRIANÇA
COVEIRO SEM ESPERANÇA
NÃO SEPULTE O MEU PASSADO

DUVAL BRITO [19/11/2009]

Oh coveiro sem coração
da morte não posso escapar
quando ela me matar
tu não terás compaixão
vedarás o meu caixão
num gesto triste e malvado
ficarei ali sepultado
mas ainda serei lembrança
coveiro sem esperança
não enterre o meu passado.

Ésio Rafael [19/11/2009]

Desatarraxe a ferrança
Abra a tampa do caixão
Jogue o castiçal no chão
"COVEIRO SEM ESPERANÇA"
Arremesse feito lança
Meu corpo inteiro velado
Pra cair no mar gelado
Num balé de onda e peixe
Quero que assim me deixe
"NÃO SEPULTE O MEU PASSADO"

Kerlle de Magalhães [20/11/2009]

Ta vendo aquele caixão
Da minha mãezinha morta
A lembrança que conforta
É lembrar a educação
Qu'eu tive com sua ação
De carinho e de cuidado
Por isso fui educado
Com su'alma pura e mansa
Coveiro sem esperança
Não sepulte o meu passado.

Fonte:http://www.interpoetica.com/colunas.htm

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

(Vamos Recordar!)Senai de Areias

Cobra e sua participação em uma feira de livros no Senai de Areias.







domingo, 9 de agosto de 2009

( Vamos Recordar!) Colégio Ascenso Ferreira em Porta Larga

Cobra Cordeliste falou sobre a hitória de Jaboatão dos Guararapes para os Alunos do Coléligio Ascenso Ferreira.





sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pinto do Monteiro por ele mesmo



Pinto de Monteiro


No dia 11 de abril de 1983, às quatro da tarde, na casa do poeta, em Sertânia, Pinto do Monteiro gravou entrevista — ainda inédita — concedida a Djair de Almeida Freire, acompanhado do cantador Gato Velho.

Eis os principais trechos, transcritos e editados por Maria Alice Amorim:

"Severino Lourenço da Silva Pinto Monteiro, nasci em 1895, a 21 de novembro, a uma da madrugada, assim dizia a velha minha mãe. Batizei-me a hum de janeiro de 1896, pelo Pe. Manuel Ramos, na vila de Monteiro. Nasci na rua, mas morava em Carnaubinha. Com sete anos de idade, em 1903, fui para a fazenda Feijão. Saí de lá em 1916, 30 de junho. Meus avós eram da Itália, quando chegaram por aqui se misturaram com sangue de português. Esse Monteiro é parente dos Brito, eu sou parente dos Brito.

Com Antônio Marinho, eu nunca viajei para canto nenhum. Fiz várias cantorias com ele. Quando eu andava por aqui, cantava com ele. Quando eu morava em Vitória de Santo Antão, ele mudou-se para Caruaru. Eu vim, cantei com ele, levei ele a Vitória. Passou uma semana comigo. Lá, ele não andou mais. Levei ele uma vez ao Recife. Não cantou, adoeceu. Eu cantei muito foi com João da Catingueira, sobrinho de Inácio. Sete anos sem cantar com outro. Com Lino, fiz poucas viagens. Com Joaquim Vitorino, eu viajei mais, mais, e foi muito. Fui para Alagoas, Pernambuco, Recife, Piancó. Cantei com Zé Gustavo, no Arruda. Assis Tenório, eu viajei coisinha pouca, somente aqui, em Afogados. Cantei com ele em Pesqueira, Garanhuns, Caetés. Zé Limeira, eu cantei muitas vezes com ele.

Zé Pretinho, só ouvi falar por aquela história naquele folheto do cego Aderaldo, nunca conheci, acho que não existiu. Cantei com Zé Pretinho, de Caruaru, que era da Serra Velha. Com João Fabrício, que era também da Serra Velha. Com Aristo, também cantei mais ele muitas vezes. Com Laranjinha, muitas vezes. Zé Agostinho, barbeiro, cantei várias vezes. Agostinho Cajá, cantei mais ele muito, viajei mais ele. Cantei mais no Recife. Muito no Derby, no Savoy, na Câmara de Vereadores. Mnorei no Arruda trinta anos, rua das Moças.

Eu sou com Lourival como o gato com o rato. Cantei com ele no dia 5 de fevereiro (1983 — a cantoria mais recente à época), em Monteiro. Tinha Job, Zezé Lulu, João da Piaba, Zequinha, Zé Palmeira, Edésio Vicente, Zé Jabitacá. Tinha somente os de Monteiro e os de São José do Egito. Tinha Zé de Cazuza Nunes, que é grande poeta. Tinha Manuel Filó. Tinha João Furiba, Zé Galdino. Numa noite chuvosa, tinha mais de trezentas pessoas no clube.

Em certo lugar, chamado Boi Velho, chegou Manoel Filó — grande poeta, porém não usava a poesia —, deu um mote a mim e ao que estava cantando comigo: "O carão que cantava em meu baixio / teve medo da seca e foi embora". Cantei:

Se em janeiro não houver trovoada / fevereiro não tem sinal de chuva / não se vê a mudança da saúva / carregando a família da morada / só se ouve do povo é a zuada / pai e mãe, noivo e noiva, genro e nora / homem treme com fome, o filho chora / se arruma e vão tudo para o Rio / O carão que cantava em meu baixio / teve medo da seca e foi embora".

quinta-feira, 21 de maio de 2009

domingo, 17 de maio de 2009

Mais Espeto na Mesa

A festa continuou rasgou o bucho da noite e todas as a virgens dos céus caíram e inundaram com sua formosura e restaurante Espeto na mesa.

Veja mais fotos de quem esteve por lá:


Cobra Cordeliste e os cantadores Edmilson Ferreira e Antônio Liboa


O vice-Prefeito Edir Pinto, Lula Côrtes e o Escritor e Poeta Marcos Henrique

terça-feira, 12 de maio de 2009

Primeira cantoria do restaurante Espeto na Mesa


No último dia 08 de maio foi realizado a primeira cantoria do restaurante Espeto na Mesa, com os cantadores “EDMILSON FERREIRA E ANTONIO LISBOA”.

Foi uma noite memorável cheia de amigos e presenças ilustres, o realizador do evento foi o cordelista e contador de causos Cobra Cordelista. Nesses próximos dias vocês verão quem passou por lá e como o ambiente é familiar e os convida a desfrutar de boa música, boas conversas e uma deliciosa comida.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

1° CANTORIA DO RESTAURANTE ESPETO NA MESA

1° CANTORIA DO RESTAURANTE ESPETO NA MESA



DIA : 08/05/2009

HORÁRIO: 20:00

COM: EDMILSON FERREIRA E ANTONIO LISBOA

REALIZAÇÃO: COBRA CORDELISTA




LOCAL: RESTAURANTE ESPETO NA MESA ( ANTIGO BAR DA POEIRA )
AV. COMERCIAL S/N APÓS O RECANTO GAUCHO.

INFORMAÇÕES PELO FONE: (81) 8649 – 6768 8828 - 0242

terça-feira, 28 de abril de 2009

1° Mostra de Cultura de Cavaleiro

1° Mostra de Cultura de Cavaleiro

Vários Grupos se apresentaram na Primeira Mostra de Cultura de Cavaleiro.




Ciranda a democratização da cultura


Cia de Folguedos




Cia de Folguedos - Guerreiro


Grupo Brincantear




Grupo Brincantear dança afro



segunda-feira, 27 de abril de 2009

Aniversário do vice Prefeito Edir Pinto

No aniversário do vice prefeito de Jaboatão do Guararapes realizado por Cobra Cordelista no restaurante Espeto na Mesa (antigo bar da poeira), situada na av. comercial s/n após o recanto gaucho, amigos compareceram e artista se apresentaram para comemorar junto com o vive prefeito uma festa bonita e cheia de cultura.


Artistas como o violonista Tonhé, o poeta Geraldo Valério, a poeta Lenemar, a Cia de Folguedos, o grupo Brincantear, a companhia de dança Valdeck, o repentista Antônio Lisboa e muito amigos prestigiaram o vice prefeito Edir Pinto.


O Poeta Geraldo Valério


O diretor da Companhia de dança Valdeck


O violonista Tonhé

A poeta Lenemar fazendo uma homenage a Edir Pinto


Cia de Folguedos e seu Boi


Mais da Cia de Folguedos

Grupo Brincantear e sua dança Afro

Grupo Valcdek dando seu Show


A noite foi bastante agradável com os convidados e os artistas confraternizando com o Vice Edir Pinto.