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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Esquecer, ninguém esquece...



Esquecer, ninguém esquece, Mas aprende a viver sem.

O meu coração guardou
Recordações imortais
De quem foi e não é mais
Personagem do meu show.
A cortina se fechou,
A platéia foi além
Mas no palco ainda tem
Uma palavra com “S”.
Esquecer, ninguém esquece,
Mas aprende a viver sem.

Os românticos sonhadores
São mesmo predestinados
A amores fracassados,
A padecer tantas dores,
Na vida são uns atores
Sem diretor, sem ninguém,
A cada cena que vem
Nada de bom acontece.
Esquecer, ninguém esquece
Mas aprende a viver sem.

A cada passo que dou
Sinto um abalo no peito,
Com certeza é o efeito
Do que a paixão deixou.
Deletar o que passou?
Só se eu tivesse um harém!
Mas meu peito só quer quem
O maltrata e desconhece.
Esquecer, ninguém esquece
Mas aprende a viver sem.


Autor: Wellington Vicente

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Arvore do Dinheiro




Direção: Marcos Buccini e Diego Credidio.

sábado, 18 de junho de 2011

Acalanto de São Pedro

Acalanto registrado em Cunha (São Paulo):

Acordei de madrugada,
fui varrê a Conceição.
Encontrei Nossa Senhora
com dois livrinhos na mão.

Eu pedi um pra ela,
ela me disse que não;
eu tornei a lhe pedir,
ela me deu um cordão.

Numa ponta tinha São Pedro,
na outra tinha São João,
no meio tinha um letreiro
da Virgem da Conceição.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

CAVALO NÃO TEM CHIFRE PORQUE CASOU COM UMA ÉGUA



CAVALO NÃO TEM CHIFRE
PORQUE CASOU COM UMA ÉGUA

Literatura de Cordel

Autora:
Narli Dias de Oliveira
João Pessoa-PB, 31-12-1985


Eu vou contar uma história
Do jeito que aconteceu,
Senhor Honório de Lima
Me disse que conheceu
Os personagens da mesma,
Pois eram vizinhos seus.

No estado de Pernambuco,
Numa pacata cidade,
Morava um belo casal,
Ambos na flor da idade
Viviam bem até o dia
Que surgiu toda verdade.

Já fazia 8 meses
Que ambos tavam casados,
Estevão foi visitar
Uns parentes afastados,
Que moravam em um sítio
E eram bem abastados.

Para chegar neste sítio
Num motel ele passava,
Qual foi a sua surpresa
Quando se aproximava,
O carro da sua esposa
Parado ali estava.
1

Estevão ficou pensando
E um pouco perturbado,
O carro da sua esposa
Ali de frente, parado,
Mas quem será que pegou
O carro dela emprestado?

Jamais esse pobre homem,
Nem de longe imaginava
Que sua esposa querida
Nesse motel se encontrava
Era infiel, traidora,
Muito sonsa e não prestava.

Um dia Estevão da Silva
Quando ia trabalhar
Encontrou um seu colega
Começaram a conversar
O colega disse Estevão
Eu quero te avisar.

A vizinhança já sabe
Pode a todos perguntar
Que depois que você vai
Todo dia trabalhar,
Gracinha sua mulher
Vai pra rua namorar.
2

Não queria lhe dizer
Pra não lhe contrariar,
Mas aí achei que estava
Também a lhe enganar
Se quer saber a verdade
Pode pra casa voltar.

Estevão sentiu-se mal
E ficou muito abalado,
Esta notícia o deixou
Triste e desanimado,
Amava a sua esposa
E pensava que era amado.

De repente enfureceu-se
E para casa voltou,
Vou dar-lhe uma boa surra,
Mas quando em casa chegou
Não encontrando sua esposa,
Mais furioso ficou.

Começou a quebrar tudo
Estava obstinado,
Praguejava cada nome,
Batia pra todo lado,
Estava tão furioso,
Que deixou tudo quebrado.
3

Ele tinha um papagaio
Que a tudo observava,
Disse ele: desgraçado,
Sabia e não me contava
Que aquela vil e infame
Com outros me enganava.

Pegou o louro com raiva,
Com furor e desacato,
Com toda força que tinha
Jogou-o em cima do gato!
Eu não sei aonde estou
Que agora não te mato.

Com a pancada do louro
O gato ficou zangado.
Deu umas duas assopradas
E ficou todo arqueado.
Disse o louro: Não ri não
Que hoje o corno tá danado.

Estevão já bem mais calmo
A mulher foi esperar
As duas horas da tarde,
Quando ela veio chegar.
Aonde você estava?
Foi ele a lhe perguntar.
4

Fui visitar uma tia
Que estava passando mal,
Saí sem lhe avisar,
Acho muito natural,
Se tratando de doença
É um caso especial.

Estevão ficou em dúvida,
Não sabia o que pensar,
Não falou nada à mulher,
Queria observar
Suas saídas diárias,
Pois queria lhe flagrar.

Gracinha lhe perguntou:
O que foi que houve aqui?
Parece que um furacão
Passou aqui depois que eu saí?
Cheguei em casa e chamei
Você saiu e não vi!

Não encontrando você
Tive uma raiva danada,
Comecei a quebrar tudo
Não restando quase nada,
Mas vamos fazer de conta
Que aqui não houve nada.
5

Passaram mais de 3 meses,
Estevão já esquecido,
Saiu para trabalhar
E ia bem entretido,
O colega o acompanhou
Fez cara de ofendido.

O rapaz disse: Estevão
O que foi que aconteceu?
Nunca mais tinha lhe visto,
Parece que se escondeu
O que eu contei de Gracinha
Parece que lhe ofendeu.

Você está conformado
Com esta situação?
Ela ainda está saindo
Um dia e outro não
Por que não fala com ela
E pede uma explicação?

Ela anda freqüentando
Aquele primeiro andar,
É uma casa suspeita
Pra uma senhora entrar,
Querendo tirar a dúvida
É só ir lá tocaiar.
6

Estevão faria serão,
Mas para casa voltou,
Chegando em frente ao prédio
Viu quando a mulher entrou
Acompanhada do amante,
Pasmado ele ficou.

Ficou por mais de uma hora
Sem do canto se mexer,
Estava petrificado
Com o que acabara de ver,
Isto é um pesadelo,
Não pode acontecer.

Estevão então reagiu,
Embora estivesse zangado,
Passa um policial,
Ele disse: seu soldado
Quero que vá lá em cima
Pra me fazer um mandado.

Seu praça, minha mulher,
Entrou aí a safada,
Quero que o senhor traga
Pelo cabelo arrastada
Porque vou dar-lhe uma surra,
Peço não lhe dizer nada.
7

Como é a sua esposa?
Pra não fazer coisa errada.
Ela é bem alva e bonita,
Tem a face bem corada,
Está de blusa amarela
E uma saia listrada.

O praça entrou na casa,
Foi a mulher procurando,
Quando Estevão olhou pra cima
O Praça vinha voltando
Com uma mulher morena
Brigando e esbofeteando.

Estevão apavorou-se
E disse: Camaradinha
Essa não é minha mulher,
Minha mulher é Gracinha
O praça disse: não é
A sua, mas é a minha.

O praça levou a mulher
Para casa rebocando,
Estevão ficou ali
Pela sua esperando,
Mas desistiu e foi pra casa,
Pois estava demorando.
8

Gracinha quando chegou
Ele já estava dormindo,
Passaram-se uns dez anos,
Ela continuou saindo,
Estevão se conformou,
Não vivia discutindo.

Mas a dúvida existia
E Estevão desconfiado,
Pediu ajuda ao amigo
Disse ele transtornado:
Desconfio de Gracinha,
Sinto-me um desgraçado.

Não sei como vou fazer
Pra descobrir a verdade,
Esta dúvida me matando,
Eu quero a realidade,
Parece que estou vivendo
Numa grande tempestade.

O amigo disse: meu caro
Vou lhe dar um parecer,
Bata na porta da frente,
Pros fundos pode correr,
Se tiver alguém com ela
Você vai surpreender.
9

Estevão disse: rapaz,
Desse jeito fez Menezes,
Acho que não vai dar certo,
Aí vai dias e meses,
O amigo disse: Garanto
Pois já peguei 8 vezes.

O coitado do Estevão
Fez como o amigo ensinou,
Bateu na porta da frente
E na de trás esperou
Se escondeu pra não ser visto
E o rival observou.

Tomou uma iniciativa
E resolveu se mudar,
Fez uma casa no sítio
E nela foram morar
Aqui vou viver tranqüilo
Ela não vai namorar.

Mas aí ela já tinha
Com o amante combinado,
Um código entre eles dois,
Tudo ficou acertado
O marido estando em casa
Tinha um pano colocado.
10

Era o sinal entre eles,
Ambos guardavam segredo.
Certo dia, no entanto,
Estevão chegou mais cedo,
Ela esqueceu-se do pano
E complicou o enredo.

Como é que eu saio dessa?
Aí o cara chegou,
Ficou ali dando volta,
A casa arrodeou,
Gracinha inteligente
Dessa forma se safou.

Nessas alturas, Estevão
De medo estava tremendo,
Gracinha disse: isso é alma
De alguém se arrependendo
E ela pra ir embora
Só vai alguém requerendo.

Já que você não requer,
Vou fazê-lo sem demora:
Oh alma que estais penando
Aí do lado de fora
Meu marido está em casa,
Me lembrei do plano agora.
11

O cabra assim que ouviu
Da amante o aviso:
- Valham-me santas canelas
E a terra onde eu piso
Já vou é dando nos calos,
Pra isso eu tenho juízo.

Estevão já estava cheio,
Não dava pra suportar
As tantas humilhações
Que teve de agüentar,
Gracinha adoeceu
E nada de melhorar.

Um certo dia a mulher
Da doença piorou,
Chamou assim seu marido
E por sua vez confessou
Quanto lhe fora infiel
E como lhe enganou.

Disse então ela: meu velho,
Pelo Deus onipotente,
Eu botei-lhe tanto chifre
Deixei-lhe a cabeça quente,
Você sem saber de nada,
Coitado, tão inocente.

- Você está enganada,
Falou com a fala tropa,
- Você pensa que sou linho,
Porém eu sou é estopa,
Adivinha quem botou
Veneno em sua sopa?
12
FIM

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O verdadeiro significado de alguns ditados populares

Você não precisa ir a Roma para entender o significado de alguns ditados populares. Aqui pertinho, no Cultura Nordestina, você não fica a ver navios e aprende tudo sem cair no conto do vigário.

Alguns ditados populares e suas devidas correções:

Dito Popular: “Quem tem boca vai a Roma”.
O correto seria: “Quem tem boca vaia Roma”. (do verbo vaiar).

Dito Popular: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro”.
O correto seria: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro”.


Dito Popular: “Batatinha quando nasce, esparra
ma pelo chão”.
O correto seria: “Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão”.

Dito Popular: “Cor de burro quando foge”.
O correto seria: “Corro de burro quando foge!”

Dito Popular: “Cuspido e escarrado”. (alguém muito parecido com oura pessoa).
O correto seria: “Esculpido em carraro”. (tipo de má
rmore).

Dito Popular: "Quem não tem cão, caça com gato".
O correto seria: "Quem não tem cão, caça como gato". (ou seja, sozinho, esgueirando, astutamente, traiçoeiramente).

Veja também como surgiram esses:

O pior cego é o que não quer ver
Significado: Diz-se da pessoa que não quer ver o que está bem na sua frente. Nega-se a ver a verdade.
Histórico: Em 1647, em Nimes, na França, na uni
versidade local, o doutor Vicent de Paul D'Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.

De cabo a rabo
Significado: Total conhecedor. Conhecer algo do começo ao fim.
Histórico: Durante o período das grandes navegações portuguesas, era comum se dizer total conhecedor de algo, quando se conhecia este algo de "cabo a rabah", ou seja, como de fato conhecer todo o continente afr
icano, da Cidade do Cabo ao Sul, até a cidade de Rabah no Marrocos (rota de circulação total da África com destino às Índias).

Andar à toa

Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.
Histórico: Toa é a corda com que uma embarcação remboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, ind
o para onde o navio que o reboca determinar. Uma mulher à toa, por exemplo, é aquela que é comandada pelos outros. Jorge Ferreira de Vasconcelos já escrevia, em 1619: Cuidou de levar à toa sua dama.

Casa de mãe Joana

Significado: Onde vale tudo, todo mundo pode entrar, mandar, etc.
Histórico: Esta vem da Itália. Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença (1326-1382), liberou os bordéis em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: "que tenha uma porta po
r onde todos entrarão". O lugar ficou conhecido como Paço de Mãe Joana, em Portugal. Ao vir para o Brasil a expressão virou "Casa da Mãe Joana". A outra expressão envolvendo Mãe Joana, um tanto chula, tem a mesma origem, naturalmente.

Onde judas perdeu as botas

Significado: Lugar longe, distante, inacessível.
Histórico: Como todos sabem, depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar enf
orcando-se numa árvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A história é omissa daí pra frente. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.

Da pá virada
Significado: Um sujeito da pá virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio.
Histórico: Mas a origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo,
está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita. Hoje em dia, o sujeito da "pá virada", parece-me, tem outro sentido. Ele é O "bom". O significado das expressões mudam muito no Brasil com o passar do tempo.


Nhenhenhém
Significado: Conversa interminável em tom de lamúria, irritante, monótona. Resmungo, rezinga.
Histórico: Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles não entendiam aquela falação estra
nha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen".

Estar de paquete
Significado: Situação das mulheres quando estão menstruadas.
Histórico: Paquete, já nos ensina o Aurélio, é um da
s denominações de navio. A partir de 1810, chegava um paquete mensalmente, no mesmo dia, no Rio de Janeiro. E a bandeira vermelha da Inglaterra tremulava. Daí logo se vulgarizou a expressão sobre o ciclo menstrual das mulheres. Foi até escrita uma "Convenção Sobre o Estabelecimento dos Paquetes", referindo-se, é claro, aos navios mensais.

Pensando na morte da bezerra
Significado: Estar distante, pensativo, alheio a tudo.
Histórico: Esta é bíblica. Como vocês sabem, o bezerro era adorado pelos hebreus e sacrificados para Deus num altar. Quando Absalão, por não ter mais bezerros, resolveu sacrificar uma bezerra, seu filho menor, que tinha grande carinho pelo animal, se opôs. Em vão. A bezerra foi oferecida aos céus e o garoto passou o resto da vida sentado do lado do altar "pensando na mort
e da bezerra". Consta que meses depois veio a falecer.

Não entender patavina
Significado: Não saber nada sobre determinado assunto. Nada mesmo.
Histórico: Tito Lívio, natural de Patavium (hoje Pádova, na Itália), usava um latim horroroso, originário de sua região. Nem todos entendiam. Daí surgiu i Patavinismo, que originariamente significava não entender Tito Lívio, não entender patavina.

Santinha do pau ôco
Significado: Pessoa que se faz de boazinha, mas não é.
Histórico: Nos século XVIII e XIX os contrabandistas de ouro em pó, moedas e pedras preciosas utilizavam estátuas de santos ocas por dentro. O santo era “recheado” com preciosidades roubadas e enviado para Portugal.

Sem eira nem beira
Significado: Pessoas sem bens, sem posses.
Histórico: Eira é um terreno de terra batida ou cimento onde grãos ficam ao ar livre para secar. Beira é a beirada da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos e o proprietário fica sem nada.
Aqui na região nordeste este ditado tem o mesm
o significado, mas outra explicação. Dizem que antigamente as casas das pessoas ricas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira como era chamada a parte mais alta do telhado. As pessoas mais pobres não tinham condições de fazer este telhado triplo, então construíam somente a tribeira ficando assim “sem eira nem beira”.

Vá se queixar ao bispo

Significado: Como quem manda ir se queixar de algum problema a outra pessoa.
Histórico: No tempo do Brasil colônia, por cau
sa da necessidade de povoar as novas terras, a fertilidade na mulher era um predicado fundamental. Em função disso, elas eram autorizadas pela igreja a transar antes do casamento, única maneira de o noivo verificar se elas eram realmente férteis. Ocorre que muitos noivinhos fugiam depois do negócio feito. As mulheres iam queixar-se ao bispo, que mandava homens atrás do fujão.



Cair no conto do vigário
Significado: Ser enganado por algum vigarista.
Histórico: Duas igrejas em Ouro Preto receberam um presente: uma imagem de santa. Para verificar qual da paróquias ficaria com o presente, os vigários resolveram deixar por conta da mão divina, ou melhor, das patas de um burro. Exatamente no meio do caminho entre as duas igrejas, colocaram o tal burro, para onde ele se dirigisse, teríamos a igreja felizarda. Assim foi feito, e o vigário vencedor saiu satisfeito com a imagem de sua santa. Mas ficou-se sabendo mais tarde que o burro havia sido treinado para seguir o caminho da igreja vencedora.

Ficar a ver navios
Significado: Esperando algo que não aconteceu ou não apareceu. Esperar em vão.
Histórico: O rei de Portugal, Dom Sebastião, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, mas o corpo não foi encontrado. A partir de então (1578), o povo português esperava sempre o sonhado retorno do monarca salvador. Lembremos que, em 1580, em função da morte de Dom Sebastião, abre-se uma crise sucessória no trono vago de Portugal. A conseqüência dessa crise foi a anexação de Portugal à Espanha (1580 a 1640), governada por Felipe II. Evidentemente, os portugueses sonhavam com o retorno do rei, como forma salvadora de resgatar o orgulho e a dignidade da pátria lusa. Em função disso, o povo passou a visitar com freqüência o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, esperando, ansiosamente, o retorno do dito rei. Como ele não voltou, o povo ficava apenas a ver navios.

Dourar a pílula
Significado: Melhorar a aparência de algo.
Histórico: Vem das farmácias que, antigamente, embrulhavam as pílulas em requintados papéis, para dar melhor aparência ao amargo remédio.

Chegar de mãos abanando
Significado: Chegar em algum lugar sem levar nada, de mãos fazias.
Histórico: Os imigrantes, no século passado, deveriam trazer as ferramentas para o trabalho na terra. Aqueles que chegassem sem elas, ou seja, de mãos abanando, davam um indicativo de que não vinham dispostos ao trabalho árduo da terra virgem.

A voz do povo, a voz de Deus
Significado: Essa tá obvia. Quem realmente sabe das coisas é o povo.
Histórico: As pessoas consultavam o deus Hermes, na cidade grega de Acaia, e faziam uma pergunta ao ouvido do ídolo. Depois o crente cobria a cabeça com um manto e saía à rua. As primeiras palavras que ele ouvisse eram a resposta a sua dúvida.

Chato de galocha
Significado: Pessoas muito chatas, resistente e insistente.
Histórico: Infelizmente, os chatos continuam a existir, ao contrário do acessório que deu origem a essa expressão. A galocha era um tipo de calçado de borracha colocado por cima dos sapatos para reforçá-los e protegê-los da chuva e da lama. Por isso, há uma hipótese de que a expressão tenha vindo da habilidade de reforçar o calçado. Ou seja, o chato de galocha seria um chato resistente e insistente, explica Valter Kehdi, professor de Língua Portuguesa e Filologia da Universidade de São Paulo. De acordo com Kehdi, há ainda a expressão chato de botas, calçados também resistentes, o que reafirma a idéia do chato reforçado.

Do arco-da-velha
Significado: Coisas do arco-da-velha são coisas inacreditáveis, absurdas.
Histórico: Arco-da-velha é como é chamado o arco-íris em Portugal, e existem muitas lendas sobre suas propriedades mágicas. Uma delas é beber a água de um lugar e devolvê-la em outro - tanto que há quem defenda que “arco-da-velha” venha de arco da bere (”de beber”, em italiano).

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Eleição no Reino do Faz de Conta

(Cobra Cordelista)

No reino da fantasia
Além da imaginação
Por sobre todo animal
Feliz governa o leão

Lá prevalece a monarquia
O seu reinado é sem fim
Todos devem reverenciar
Se o rei falou é assim

Lá no trono bem sentado
Com o seu cetro na mão
Governa toda a floresta
Sem qualquer contestação

O pequeno leãozinho
Já se imagina rei
Um dia quando crescer
Maior que papai serei

E a madame leoa
Capricha no penteado
Só vive amolando as unhas
E cortejando o amado

O rei adora uma prosa
De comer e de dormir
Trabalho é coisa estranha
Nem se fala por aqui

Além desta vida boa
Que usufrui Rei Leão
Empregando todo parente
Primo, sobrinho, irmão.

A onça e a jaguatirica
Estão sorrindo de montão
Todo mês bota nos bolsos
O dinheiro do mensalão

Neste reino faz de conta
Cada qual tem uma função
O elefante é ministro
De segurança da nação

O papagaio é jornalista
Enquanto a coruja é vigia
O pavão é da cultura
O galo da cantoria

Até o bicho preguiça
Se ajeitou na monarquia
Vive muito assessorado
E empregou uma tia

Enquanto esta bicharada
Está feliz, vive bem
O resto entrou pelo cano
No bolso nem um vintém

Coitadinho do jacaré
Só água tem pra beber
Passando necessidade
Sem nada para comer

O pobre rinoceronte
O tempo todo calado
Indignou-se com o rei
Está muito revoltado

As galinhas carcarejam
Aumentando a confusão
O veado articula
Buscando uma solução

O urso de tanta raiva
Não consegue se controlar
Junto com a comadre arara
Não param de fofocar

Até mesmo o canário
Que detesta rebuliço
- Chamei meu amigo macaco
pra conversar sobre isso

Chegou à bicharada
O gambá e o furão
E o compadre macaco
Esperto que só cão

O macaco se assentou
No mais alto lugar
Ouviu a bicharada
E começou a discursar

Esta tal de monarquia
Precisar se acabar
Viva a democracia
E o governo popular

Viva o presidencialismo
Com congresso e senado
Com eleição pra prefeito
Vereador e deputado

Se vocês fechar comigo
Eu vou me candidatar
Acabe-se a monarquia
E a gente começa a votar

A cobra que só assistia
Deu um piado de cão
Aceito o presidencialismo
Mas com modificação

Como? Perguntou o macaco
Qual é a sua objeção
Me diga compadre cobra
Qual a sua opinião?

- Quero parlamentarismo
Com um primeiro ministro
Pro rei não mudar de nome
Pra mudar tem que ter isto!

Se o cabra num fizer bem
Nós convoca nova eleição
Nós deixa o presidente
Mas retira o paspalhão

Quando a cobra disse isto
A bicharada aplaudiu
O macaco disse; - concordo!
E o veado sorriu!

O rei soube de fato
Enfureceu-se o leão
Mas teve um plebiscito
Consulta a população

Lá perdeu a monarquia
Macaco venceu o leão
Mas ele disse: - A revanche
É no dia da eleição!

-Pois vou me candidatar
Me eleger presidente
Tenho família grande
De numerosos parentes

O macaco muito esperto
- Tem regra na eleição
Não pode compra o voto
Tem risco de cassação

Nem terá boca de urna
Privilégio em televisão
Não pode fazer trapaça
Calúnia, difamação

Houve acordo que a girafa
Julgaria a eleição
Seu papel era espiar
Esticando o pescoção

Já no dia seguinte o leão entrou em campanha
Andava pela floresta
Contava muita façanha

O leão chamou a serpente
Tentou lhe chantagear
Ofereceu-lhe presentes
E cargo para ocupar

- Eu sou parlamentarista
Defendo a democracia
Estou com compadre macaco
Nem ouro me compraria!

Enquanto o macaco andava
E tome aperto de mão
Abraçou até gambá
Mas ganhou a eleição

Quando findou a eleição
O leão tava quebrado
Não tinha nenhum partidário
Passaram pro outro lado

No reino da floresta
Um fato inusitado
Um macaco presidente
Muito bem assessorado

A cobra foi empossada
Tornou primeiro ministro
Fez juramento em combater
A corrupção, o desperdício

E o reino seguiu feliz
A cada dois anos eleição
Um gato virou prefeito
Com muita articulação

Tem um coelho senador
Um jumento deputado
Um cachorro foi eleito
E assumiu o senado

O compadre jacaré
Agora é vereador
Até um rinoceronte
Se elegeu governador

Um papagaio falante
Assim que findou a eleição
O macaco nomeou
Ministro da educação

O leão já humilde
Parece aprendeu a lição
Mas diz derrubar o macaco
Já na próxima eleição

Promete reforma agrária
Habitação popular
Uma revolução na cultura
Quem quiser pode apostar

Assim terminou a história
No reino do faz de conta
Pra ganhar uma eleição
de tudo político apronta

Entrou na perna do pinto
Saiu na perna do pato
Seu rei mandou dizer
Que acreditem no fato!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Rogaciano Leite


Rogaciano Bezerra Leite (São José do Egito, sítio Cacimba Nova- Atualmente, município de Itapetim-PE 1 de julho de 1920 — Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1969) foi um poeta brasileiro.

Filho dos agricultores Manoel Francisco Bezerra e de Maria Rita Serqueira Leite, iniciou a carreira de poeta-violeiro aos 15 anos de idade, quando desafiou, na cidade paraibana de Patos, o cantador Amaro Bernadino.

Em seguida, Rogaciano Leite foi para o Rio Grande do Norte, onde conheceu e iniciou amizade com o renomado poeta recifense Manuel Bandeira. Aos 23 anos de idade mudou-se para Caruaru, no agreste pernambucano, onde apresentou um programa diário de rádio. De Caruaru, seguiu para Fortaleza, onde tornou-se bancário.

Entre 1950 e 1955, Rogaciano residiu nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. No Rio casou-se com Maria José Ramos Cavalcante, com quem teve os filhos Rogaciano Filho, Anita Garibaldi, Roberto Lincoln, Helena Roraima, Rosana Cristina e Ricardo Wagner.

Em 1968 deixou o Brasil para uma temporada na França e outros países da Europa. Na Rússia deixou gravado, em monumento na Praça de Moscou, o poema Os Trabalhadores.

Alguns dos poemas mais conhecidos de Rogaciano Leite são Acorda Castro Alves, Dois de Dezembro, Poemas escolhidos, Carne e Alma, Os Trabalhadores e "Eulália. Rogaciano faleceu, de enfarte do miocárdio, no Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro. O corpo do poeta está sepultado no cemitério São João Batista, em Fortaleza, Ceará.

Rogaciano Leite foi, ainda, jornalista e era formado em Direito e Letras.

Em dezembro de 2007 foi lançado em Pernambuco na cidade de Itapetim pela jornalista Tacianna Lopes o documentário "Reminiscência em Prosa e Versos",o vídeo conta um pouco da história de Rogaciano Leite. Um trabalho inédito, um curta-metragem de aproximadamente 23 minutos e que conta com a participação de familiares, admiradores e amigos contemporâneo do Poeta, entre eles está o escritor Ariano Suassuna, que junto com Rogaciano na década de 40 foi responsável pela realização do I Congresso de Cantadores Repentistas do Brasil.


Uma das estrofes mais repetidas no universo da poesia popular foi escrita por Rogaciano Leite, em Setembro de 1950.


"Senhores críticos, basta!
Deixai-me passar sem pejo,
Que o trovador sertanejo
Vai seu pinho dedilhar...
Eu sou da terra onde as almas
São todas de cantadores
-Sou do Pajeú das Flores
Tenho razão de cantar!

Essa estrofe inicia o poema "Aos Críticos"(no total são 16 estrofes), escrito quando o poeta estava no Rio de Janeiro e publicado no livro "Carne e Alma". Há uma controvérsia em relação a sua terra natal. Particularmente não compartilho desta discussão. Se ele é pernambucano de Itapetim ou de São José do Egito, tanto faz. Mas a verdade é que ele nasceu em junho de 1920 no Sítio Cacimba Nova, nas Umburanas, hoje pertencente a Itapetim, mas quando ele nasceu pertencia a São José do Egito, então pela obviedade em seu registro ele é egipsiense. Morreu no dia 7 de outubro de 1969 no Rio, seu corpo foi levado ao Ceará, onde foi enterrado em Fortaleza cidade em que viveu. Com uma inquieta crítica às diferenças sociais Rogaciano deu voz ao grito do povo, ao escrever "Aos trabalhadores", em 1943. Um trecho:

"Trabalhar! Que o trabalho é sacrifício santo,
Estaleiro de amor que as almas purifica!
Onde o pólen fecunda, o pão se multiplica
E em flores se transforma a lágrima do pranto!

Mas não vale o trabalho andar a passo largo
Quando a estrada é forrada de injustiça e crimes
Porque em vez de dar frutos dúlcidos, sublimes,
Gera bargos mortais e de sabor amargo!"

Em sua viagem a Europa na década de 60 deixou fincado um pouco do seu talento em um monumento na Rússia, o poema acima "Aos trabalhadores", na praça de Moscou.O escritor baiano Jorge Amado, ao ver uma apresentação do poeta disse:"Versos que seriam dignos da pena de Castro Alves!".E era como Rogaciano era comparado, inclusive pelo porte físico e pelas madeixas negras.De cantador de viola a jornalista premiado, recebeu o prêmio Esso pela reportagem "Amazônia".


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mais raridades do velho Gonzagão!

1957 O Reino do Baião

1. Forró no escuro

2. Moça de feira

3. Sertão sofredor

4. Xote das moças

5. O delegado no coco

6. Gibão de couro

7. Comício no mato

8. Meu Pajeú

Baixar

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ganhadores do Prêmio Solano Trindade

Cultura



Jaboatão encerra com
emoração da Festa de Iemanjá

No evento, houve também o 1º Festival Jaboatanense de Literatura Afro-brasileira

Ao som das batidas do maracatu Aurora Africana e Tumaraca e do grupo de coco do Mestre Goitá Jaboatão encerrou, neste último domingo (13/12), as comemorações da Festa de Iemanjá. A mãe de santo, Maria de Lurdes, do terreiro Santo Aleixo foi a homenageada da festa, coroada com um standard simbólico confeccionado pelo artista plástico Fernando Keller. A abertura da festividade aconteceu na sexta-feira (11/12), na beira mar de Barra de Jangada.

O encontro teve a participação dos terreiros do município e abrigou o 1º Festival Jaboatanense de Literatura Afro-brasileira, Prêmio Solano Trindade, que reuniu 23 autores de todo o Estado. O concurso tem como critério temas que façam alusão à cultura e ao povo negro.

“Mãe África de meus sonhos tua fome me mata, tua seca me fere, teu sol me arde a pele, tua dor é minha e de todos nós, pois somos um pouquinho de ti.Tua mão escrava, sofrida chegou com teu sorriso escondido nas frestas da ferida do chicote. E hoje fez quem sou fez a identidade de minha terra”. Essa é a primeira parte do poema Clamor que fala sobre a África e os descendentes brasileiros. Natural de recife, a autora da poesia, Marina Presbítero, 22, foi a vencedora da primeira edição do concurso. “A Prefeitura de Jaboatão está de parabéns pela iniciativa maravilhosa”, disse.

O segundo lugar ficou para o poeta-repentista, Júnior Vieira, também da cidade do Recife com o poema: Se for reencarnar eu quero ser um Solano Trindade do Brasil. A principal mensagem da poesia é sobre o preconceito junto à luta do escritor Solano Trindade em prol do povo negro. De acordo com Vieira, o concurso “planta uma semente muito construtiva para os artistas de Pernambuco”.

Com o título Negro Xangó, o poema que ganhou o terceiro lugar foi de autoria do escritor jaboatanense do bairro do Curado IV, Valque Santos e expressa a dificuldade dos negros na época das senzalas e o conforto clamado aos santos naquele momento. Para Santos, a criação do festival reflete a importância dada à cultura de Jaboatão pela Prefeitura, porque abre espaço também para novos artistas locais. “Como artista, através dessas mudanças, hoje eu reencontrei meu amor pela cidade”, contou.

O vencedor recebeu um valor de R$ 1.500; o 2º colocado R$ 1.000; e o 3º lugar, R$ 500. Os três primeiros colocados, ainda, ganharam uma placa alusiva ao evento. O prêmio é uma homenagem aos 101 anos de morte de Solano Trindade, escritor negro destaque na literatura brasileira. O presidente do Conselho de Cultura Municipal, Cobra Cordelista, ressalta que a intenção é transformar o concurso em uma competição estadual. “Esperamos que nos próximos anos, outras cidades possam também participar”, destacou.


Confira o poema vencedor:

CLAMOR!

Mãe África de meus sonhostua fome me matatua seca me fereteu sol me arde a peletua dor é minhae de todos nós pois somos um pouquinho de ti.Tua mão escrava, sofridachegou com teu sorriso
escondido nas frestas da ferida do chicoteE hoje fez quem soufez a identidade de minha terra Não se deixe morrer, Óh mãe
Não se vá! Tua cultura me é vida,e tua existência
é também minhaA música no alto morrocanta tua luz
nos dá tua bençãoOuço teu coração acelerarNas ruas de meu Recife
- Batuque de alfaia
Chocalha o abê.
Não se vá, Óh mãe
Não se vá! Não deixe que te enterremEm caixão capitalistaEm cemitério “desenvolvido”.Não esqueces
que alimentas teu parasita
Não esqueces que alimentas quem te U.S.A. com tua lama preta com teus descendentes...

Não se deixe levar, Óh mãe
Não se vá! Viva, pois vivo!Vivo, porque vives!Caminha com tua riquezaNão deixe teus filhosNão deixe tuas tradições. Oxalá mãe, tu vives!Bato palmas, a capoeira ginga o som de Angola.Afoxé desfila em teu nome.
Axé!Vem lutar teu povoAtravés de tua música enraizada em nosso peito.O samba gritamostra tua vida em nósacelera teu sangue em nósbrilha tua cor em nós.
Não se deixe morrer, Óh mãe
Não se vá!

-- Marina Presbitero


Confira o poema do segundo lugar:

“UM SOLANO TRINDADE DO BRASIL”
Autor: Junior Vieira


PRECONCEITO SÓ GERA VIOLÊNCIA
E O RACISMO É COISA ABOMINÁVEL,
É O GÁS MAIS VOLÁTIL E INFLAMÁVEL
QUE SUFOCA O CRISTÃO SEM TER CLEMÊNCIA;
É PRECISO TER MUITA PACIÊNCIA
QUANDO A GENTE É TACHADO DE IMBECIL,
SE A JUSTIÇA NÃO FOGE NEM UM TIL
EU ESPERO “ESSA COISA” PERECER...
SE FOR REENCARNAR EU QUERO SER
UM “SOLANO TRINDADE” DO BRASIL!!!

AH! SE HOUVESSE AMOR NO CORAÇÃO
E O DISCURSO NÃO FOSSE SÓ BALELA,
ACABAVA DE VEZ TODA A SEQUELA;
NÃO HAVIA MAIS DISCRIMINAÇÃO,
NEGRO TINHA MAIS VEZ NESTA NAÇÃO
E NÃO TRATADO QUAL BICRO DE CANIL;
NÃO CARECE JUSTIÇA NEM FUZIL
PRO DIREITO DA GENTE APARECER...
SE FOR REENCARNAR EU QUERO SER
UM “SOLANO TRINDADE” DO BRASIL!!!

MAS NÃO É SÓ O NEGRO, DIGO EU,
QUE ESBARRA NA LEI DO PRECONCEITO,
MUITA GENTE TAMBÉM NÃO TEM DIREITO
QUE DIFERE DO RICO PRO PLEBEU,
PORÉM A ESPERANÇA NÃO MORREU
E EU NÃO QUERO MORRER SEM DAR UM PIU;
CARTA MÁGNA PRA MIM NÃO EXISTIU,
MEU AVÔ FOI ESCRAVO DO PODER...
SE FOR REENCARNAR EU QUERO SER
UM “SOLANO TRINDADE” DO BRASIL!!!

DESTA FEITA ESTIPULO A MINHA COTA
E EU QUERO IGUALDADE NA ESCOLA,
JÁ FAZ TEMPO Q”EU VIVO DE ESMOLA,
EU NÃO VOU MAIS PASSAR POR IDIOTA;
QUEM CONFIA EM DEUS NÃO TEM DERROTA,
INDA TEM MUITA ÁGUA EM MEU CANTIL,
SEI QUE O CAMPO É MINADO E MUITO HOSTIL;
MAS A LUTA EU SÓ PARO DE MORRER...
SE FOR REENCARNAR EU QUERO SER
UM “SOLANO TRINDADE” DO BRASIL!!!

GENTE A MATÉRIA COMPLETA ESTA NO SITE DA PREFEITURA DE JABOATÃO.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Informativo do Cobra!



Fundarpe abre espaço para artistas na Feira Música Brasil 2009


Estande do Governo terá local de divulgação de bandas, distribuição do 3º volume da coletânea Music From Pernambuco e espaço de convivência para fechamento de negócios Imprensa Fundarpe.

Bandas e músicos pernambucanos terão espaço garantido para divulgação de CDs, DVDs e publicações – além um lounge para rodada de negócios – durante a Feira Música Brasil, que acontece no Terminal Marítimo do Recife, no Marco Zero da cidade, entre os dias 9 e 13 de dezembro. A ação do Governo de Pernambuco tem o objetivo de apresentar a produtores e empresários de vários países a nova safra de grupos do estado.

Ao todo, serão dois espaços: um aberto ao público e outro direcionado somente a artistas e convidados. As principais ações estão concentradas no primeiro local, com 48 m², onde haverá três espaços interativos: o Toca Pernambuco, um game interativo no estilo guitar hero; o Music From Pernambuco, uma ação de distribuição da coletânea homônima que reúne 38 artistas pernambucanos; e o Bandas de Pernambuco, um balcão aberto a CDs e materiais de divulgação de novos artistas, além de dois telões de LCD onde serão exibidos videoclipes dos interessados. No segundo stand, será montado um espaço exclusivo com 36 m².

MUSIC FROM PERNAMBUCO – Depois de percorrer duas importantes feiras de negócios internacionais na área de música – a World Music Expo (Womex), realizada entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, na Dinamarca, e a Buenos Aires Feria Internacional de La Musica (Bafim), principal evento da América Latina que aconteceu de 19 a 22 de novembro – a Fundarpe apresenta, pela primeira vez, no Recife, a terceira edição do projeto Music From Pernambuco.

Trata-se de uma compilação de 38 trabalhos de músicos e grupos pernambucanos, feita por uma curadoria formada pelo coordenador de Música da Fundarpe, Rafael Cortes, pelo jornalista e crítico musical José Teles e pelo produtor musical Paulo André Pires, que também participa da produção do volume. Rafael Cortes definiu alguns critérios para a escolha dos artistas. “Levamos em consideração quem lançou novo trabalho e artistas que não tinham participado das edições anteriores do Music From Pernambuco”.

Para ele, uma ação desse tipo sempre tem grande impacto para a classe. “Podemos usar esse produto para fechar parceiras com festivais independentes no Brasil e mundo afora. Existe também a possibilidade de introduzir esses produtos nas rádios internacionais que tem o foco na world music” completa ele.

Acompanhado a tendência de conteúdos digitais, o volume 3 do Music From Pernambuco foi também pensado para a internet. “Prensamos 1.500 unidades para distribuirmos nesses eventos, mas disponibilizamos no portal colaborativo Pernambuco Nação Cultural

todas as faixas dos dois discos, inclusive para quem quiser baixar as músicas no formato mp3”, lembrou Cortes.

BANDAS DE PERNAMBUCO – Este setor do Stand da Fundarpe é dedicado a qualquer pessoa que queira divulgar seu trabalho musical, seja em formato de CD, DVD, ou qualquer material impresso. A idéia é possibilitar ao artista pernambucano um lugar no tão concorrido salão da Feira Música Brasil, garantindo uma boa visibilidade. Para isso, foram instaladas duas TVs de LCD de 32 polegadas, onde serão exibidos durante todo o dia, os videoclipes inscritos no balcão. Os visitantes terão possibilidade de conhecer o trabalho

ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA – Este ambiente foi estrategicamente pensado para rodadas de negócios entre empresários, produtores e artistas pernambucanos. O ambiente climatizado oferece conforto e tranquilidade para a realização de pequenas conferências.

Fundarpe abre espaço para artistas na Feira Música Brasil 2009

Estande do Governo terá local de divulgação de bandas, distribuição do 3º volume da coletânea Music From Pernambuco e espaço de convivência para fechamento de negócios Imprensa Fundarpe.

Bandas e músicos pernambucanos terão espaço garantido para divulgação de CDs, DVDs e publicações – além um lounge para rodada de negócios – durante a Feira Música Brasil, que acontece no Terminal Marítimo do Recife, no Marco Zero da cidade, entre os dias 9 e 13 de dezembro. A ação do Governo de Pernambuco tem o objetivo de apresentar a produtores e empresários de vários países a nova safra de grupos do estado.

Ao todo, serão dois espaços: um aberto ao público e outro direcionado somente a artistas e convidados. As principais ações estão concentradas no primeiro local, com 48 m², onde haverá três espaços interativos: o Toca Pernambuco, um game interativo no estilo guitar hero; o Music From Pernambuco, uma ação de distribuição da coletânea homônima que reúne 38 artistas pernambucanos; e o Bandas de Pernambuco, um balcão aberto a CDs e materiais de divulgação de novos artistas, além de dois telões de LCD onde serão exibidos videoclipes dos interessados. No segundo stand, será montado um espaço exclusivo com 36 m².

MUSIC FROM PERNAMBUCO – Depois de percorrer duas importantes feiras de negócios internacionais na área de música – a World Music Expo (Womex), realizada entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, na Dinamarca, e a Buenos Aires Feria Internacional de La Musica (Bafim), principal evento da América Latina que aconteceu de 19 a 22 de novembro – a Fundarpe apresenta, pela primeira vez, no Recife, a terceira edição do projeto Music From Pernambuco.

Trata-se de uma compilação de 38 trabalhos de músicos e grupos pernambucanos, feita por uma curadoria formada pelo coordenador de Música da Fundarpe, Rafael Cortes, pelo jornalista e crítico musical José Teles e pelo produtor musical Paulo André Pires, que também participa da produção do volume. Rafael Cortes definiu alguns critérios para a escolha dos artistas. “Levamos em consideração quem lançou novo trabalho e artistas que não tinham participado das edições anteriores do Music From Pernambuco”.

Para ele, uma ação desse tipo sempre tem grande impacto para a classe. “Podemos usar esse produto para fechar parceiras com festivais independentes no Brasil e mundo afora. Existe também a possibilidade de introduzir esses produtos nas rádios internacionais que tem o foco na world music” completa ele.

Acompanhado a tendência de conteúdos digitais, o volume 3 do Music From Pernambuco foi também pensado para a internet. “Prensamos 1.500 unidades para distribuirmos nesses eventos, mas disponibilizamos no portal colaborativo Pernambuco Nação Cultural

todas as faixas dos dois discos, inclusive para quem quiser baixar as músicas no formato mp3”, lembrou Cortes.

BANDAS DE PERNAMBUCO – Este setor do Stand da Fundarpe é dedicado a qualquer pessoa que queira divulgar seu trabalho musical, seja em formato de CD, DVD, ou qualquer material impresso. A idéia é possibilitar ao artista pernambucano um lugar no tão concorrido salão da Feira Música Brasil, garantindo uma boa visibilidade. Para isso, foram instaladas duas TVs de LCD de 32 polegadas, onde serão exibidos durante todo o dia, os videoclipes inscritos no balcão. Os visitantes terão possibilidade de conhecer o trabalho

ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA – Este ambiente foi estrategicamente pensado para rodadas de negócios entre empresários, produtores e artistas pernambucanos. O ambiente climatizado oferece conforto e tranquilidade para a realização de pequenas conferências.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Fotos de eventos culturais em Jaboatão que Cobra Cordelista esteve presente

Giro Literário

Cobra faz um serviço social muito bonito contando estórias, causo matutos, divulgando a cultura nordestina.

Crianças da Muribeca em Jaboatão dos Guararpes/PE










Cobra Cordelista contado as coisas do sertão para as crianças da Muribeca








Mais cultura para as crianças da Muribeca em Jaboatão/PE



Pré conferência Municipal em Muribeca



Professor Paulo Karate campeão brasileiro de Karate


Giro literário









Geraldo Valério Cordelista de camisa azul
, no giro literário na casa Zé Herio.


A poetisa Linemar, a poetisa dos sinais


Pré conferência Municipal de Cultura de Cavaleiro

terça-feira, 24 de novembro de 2009

COVEIRO SEM ESPERANÇA NÃO SEPULTE O MEU PASSADO

Patativa do Assaré e Louro do Pajeú

imagens: Beto Candia e Greg Holanda


Em 1984, foi realizado em Arcoverde-PE, o Primeiro Festival de Viola daquela cidade. A realização coube à Faculdade de Formação de Professores, que tinha como diretor, o Professor José Rabelo, apoiado por Manoel Filó e Raimundo Patriota, no decorrer do Festival, os promoventes organizaram uma roda de glosa, que dentre outros, participaram, Lourival Batista - que estava completando 70 primaveras, Diniz Vitorino - o Augusto dos Anjos da viola, Jó Patriota, José Rabelo, João Paraibano, Sebastião Dias, Daudete Bandeira, Pedro Amorim e um convidado muito especial: Patativa do Assaré.


Diniz Vitorino deu o seguinte mote:

COVEIRO SEM ESPERANÇA
NÃO SEPULTE O MEU PASSADO.

O texto completo sobre esse acontecimento pode ser conferido na coluna de Ésio Rafael, Folhas Soltas. O mote acabou tendo duas chaves conforme visto abaixo:

Convocamos a todos os poetas, cordelistas e cantadores para glosarem o mote.


Patativa do Assaré [Arcoverde/PE, 1984]

EU VIVO NO CATIVEIRO
PERDI A MINHA QUERIDA
O AMOR DA MINHA VIDA
O MEU AMOR VERDADEIRO
Ó MEU AMIGO COVEIRO
ÉS TÃO FORTE E DESGRAÇADO
ESSE CAIXÃO ENFEITADO
FOI MEU SONHO MINHA BONANÇA
COVEIRO SEM ESPERANÇA
NÃO SEPULTE O MEU PASSADO.

Lourival Batista [Arcoverde/PE, 1984]

VELHO COVEIRO OBSCURO
DA MORTE ÉS UM BENEMÉRITO
SETENTA ANOS DE PRETÉRITO
E QUASE NADA DE FUTURO
EU VIVO PAGANDO JURO
E UM TANTO IMPRESSIONADO
HOJE ABATIDO E CANSADO
DEIXE O VELHO SER CRIANÇA
COVEIRO SEM ESPERANÇA
NÃO SEPULTE O MEU PASSADO.

Ademar Rafael Ferreira [Marabá-PA, 17/11/2009]

Posso até não merecer
Futuro cheio de glória
Meu passado e minha história
Com garra eu vou defender,
Não adianta dizer
Que estou velho e cansando
Eu não vou ficar parado
Senão você me alcança
Coveiro sem esperança
Não sepulte e meu passado.

Eloi Firmino de Melo [João Pessoa-PB, 17/11/2009]

Não tenho medo da morte
Mas tenho amor pela vida;
Já foi um tanto sofrida
Quando eu vivia sem norte;
Aí o vento da sorte
Fez chover no meu roçado;
Me tornei equilibrado
Feito um fiel de balança.
Coveiro sem esperança,
Não sepulte o meu passado.

Ciro Menezes [19/11/2009]

Respeitar o que vivi
Faz parte de minha vida
Que na sequência da lida
Tô aqui, sobrevivi
Céus e terras que movi
Defendendo o meu roçado
De cada tico, um bocado
Pra dar a minha criança
Coveiro sem esperança
Não sepulte o meu passado.

Astier Basílio [19/11/2009]

depois de lutas e anos
tristes dores e karmas,
eu deponho as minhas armas
no altar dos desenganos
suplico aos deuses arcanos
que respeitem meu enfado
meu escudo está quebrado
está sem uso minha lança
Coveiro sem esperança,
Não sepulte o meu passado.

Cícero Moraes [BELMONTE-PE, 19/11/2009]

QUANDO A VIDA TERMINAR
SÓ MEU CADÁVER É QUE FICA
DEIXAREI LEMBRANÇA RICA
POR UMA VIDA EXEMPLAR
PARA PODEREM LEMBRAR
DEIXO UM VERSO RIMADO
BONITO, METRIFICADO,
ETERNIZANDO A LEMBRANÇA
COVEIRO SEM ESPERANÇA
NÃO SEPULTE O MEU PASSADO.

Alberlando Lúcio [19/11/2009]

Sonhei e ainda sonho
Viver feliz é o mote
Não me desprendo da sorte
Para não ser tristonho
A História que componho
Agiganta meu reinado
Não me deixe acuado
Pois sou a perseverança
Coveiro sem esperança
Não sepulte meu passado

JAELSON GOMES [19/11/2009]

ESCREVI A MINHA HISTÓRIA
COM DORES E ALEGRIAS
TRABALHOS E FANTASIAS
TENHO TUDO NA MEMÓRIA
PORÉM ME SINTO ESCÓRIA
AO VER O APROXIMADO
NÃO TENHO ISSO ESPERADO
PARA ISSO SOU CRIANÇA
COVEIRO SEM ESPERANÇA
NÃO SEPULTE O MEU PASSADO

DUVAL BRITO [19/11/2009]

Oh coveiro sem coração
da morte não posso escapar
quando ela me matar
tu não terás compaixão
vedarás o meu caixão
num gesto triste e malvado
ficarei ali sepultado
mas ainda serei lembrança
coveiro sem esperança
não enterre o meu passado.

Ésio Rafael [19/11/2009]

Desatarraxe a ferrança
Abra a tampa do caixão
Jogue o castiçal no chão
"COVEIRO SEM ESPERANÇA"
Arremesse feito lança
Meu corpo inteiro velado
Pra cair no mar gelado
Num balé de onda e peixe
Quero que assim me deixe
"NÃO SEPULTE O MEU PASSADO"

Kerlle de Magalhães [20/11/2009]

Ta vendo aquele caixão
Da minha mãezinha morta
A lembrança que conforta
É lembrar a educação
Qu'eu tive com sua ação
De carinho e de cuidado
Por isso fui educado
Com su'alma pura e mansa
Coveiro sem esperança
Não sepulte o meu passado.

Fonte:http://www.interpoetica.com/colunas.htm

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Um pouco da culinaria Nordestina




Arroz Doce
Ingredientes
1 xícara de arroz; 1 lata de leite moça e canela em pó.

Modo de fazer
Lave o arroz e escorra bem. Leve ao fogo numa panela grande com 1 1/2 litro de água. Quando ferver, abaixe o fogo e cozinhe até que o arroz fique macio. Junte o leite condensado, misture bem e retire do fogo.
* Querendo, sirva em tijelinhas individuais ou numa travessa. polvilhe o arroz doce com canela ou, para inovar, com uma calda à base de vinho tinto.
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Bolo de Fubá Cozido
Ingredientes:
Faça um mingau com duas xícaras (de chá) de fubá; 2 xícaras (de chá) de açúcar; 2 xícaras (de chá) de leite; 2 colheres (de sopa) cheias de manteiga; uma colher (de chá) de erva-doce; 4 cravos da Índia, uma rama de canela e uma pitada de sal.

Modo de Fazer:
Coloque todos os ingredientes numa panela, deixe cozinhar, mexendo sempre até ficar solto da panela. Deixe esfriar. Tome 4 ovos, bata as claras em neve, adicione as gemas batendo um pouco mais. Junte os ovos ao mingau já frio, adicione uma colher ( de sopa) bem cheia de fermento em pó dissolvido em uma xícara (de chá) de leite e um pires de queijo parmesão ralado. Leve ao forno quente em forma untada com manteiga.
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Bolo de Massa de Mandioca
Ingredientes:
1 quilo de massa de mandioca lavada e seca; 100 gr de manteiga; 6 gemas; 4 claras em neve; 400 gr de açúcar; 1 copo de leite de coco; 1 copo de leite de vaca

Modo de fazer:
Misturar na ordem acima todos os ingredientes, colocar numa forma untada e levar ao forno quente.
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Broa de Milho Verde
Ingredientes:
10 espigas de milho verde; 1 litro de leite; açúcar a gosto; 1 pitada de sal; 4 colheres (sopa) de queijo parmesão; 4 colheres (sobremesa) de fermento em pó e 1 colher (sopa) de margarina ou manteiga.

Como Fazer:
Lave as espigas e retire o milho do sabugo. Passe no liquidificador com um pouquinho de leite ou água. Acrescente o leite, o queijo ralado, o c6oco, o fermento, a margarina, o açúcar e o sal, misturando bem. Unte um tabuleiro com manteiga ou óleo e leve ao forno. Quando a mistura estiver coradinha ( o que leva cerca de 40 minutos), está pronta. A broa fica igual a um pudim bem consistente.
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Cocada
Ingredientes:
700 g de açúcar; 1 copo de água e 2 cocos ralados.

Como Fazer:
Leve o açúcar e a água ao fogo. Quando estiver em ponto de fio coloque o coco ralado. Tire do fogo colocando pequenas porções em forminhas de papel ou no mármore untado, deixando esfriar e depois corte em pequenos quadrados.
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Mungunzá
Ingredientes:
250g de milho branco para canjica; 1 litro de leite; 1 e ½ xícara de chá de açúcar; 1 xícara de chá de coco fresco ralado; canela em pó ou em pau, a gosto.

Modo de preparo:
Deixe o milho de molho na água por um mínimo de três horas, ou deixe por uma noite. Leve ao fogo em uma panela de pressão, com um litro de água, e cozinhe por 30 minutos. Deixe sair a pressão naturalmente. Se o milho já estiver macio, junte o leite, o açúcar e o amendoim, cozinhando por mais 30 minutos com a
panela sem a tampa. Servir quente, morna ou gelada. Se gostar, polvilhe com canela em pó. Existe uma variação que substitui o coco ralado por amendoim torrado e moído de forma grosseira. Espécie de mingau com milho branco, leite, açúcar e coco ralado. Também é popular e jocosamente chamado de chá-de-burro. Nos estados do sul, é chamada de canjica de milho branco ou apenas de canjica.
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Pudim de Macaxeira
Ingredientes:
500 gramas de macaxeira cozida em água e sal; 3 ovos inteiros; 2 copos de leite de coco; 2 copos de açúcar; 1 colher de sopa rasa de maizena; 1 colher de sopa rasa de manteiga; 1 pitada de sal

Modo de fazer:
Depois da macaxeira cozida ,ponha todos os ingredientes no liquidificador e despeje numa forma para pudim, untada com manteiga e leve ao forno quente até dourar.
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Tapioca
Ingredientes:
Goma de tapioca; Fatias bem finas de queijo coalho; Coco fresco ralado; Manteiga de garrafa.

Modo de Preparo:
Passe a goma pela peneira. Esquente bem uma frigideira e, sem untar, coloque uma porção da goma (o suficiente para cobrir com uma camada bem fina o fundo da panela). Coloque algumas fatias de queijo, uma porção de coco ralado e um pouco de manteiga. O fogo deve estar bem brando para a massa não queimar. Quando o recheio esquentar e o queijo começar a derreter, dobre a massa ao meio, apertando as bordas com uma colher para fechar a tapioca. Pronto. Para fazer outra, limpe bem a frigideira com um pano seco e esquente-a novamente. Só aí, coloque outra porção de goma.
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Bolo de Batata Doce
Ingredientes:
1 quilo de batata doce cozidas e amassadas; 3 xícaras de açúcar refinado; 4 gemas; leite puro de 1 coco; 120 g de manteiga; 100 g de castanhas torradas e moídas; 1 xícara de farinha de trigo; 1 colher de chá de fermento; 2 claras em neve.

Modo de fazer:
Junte a batata com todos os ingredientes. Se ficar pesado, junte um pouco de leite de vaca. Bata bem e coloque, por último, as claras em neve. Forno quente em forma untada.
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Bolo de Macaxeira
Ingredientes:
1 quilo e meio de macaxeira crua ralada ,espremida e peneirada (peneira grossa); 2 copos de açúcar; 1 copo de leite de coco; 1 coco raspado; 4 ovos inteiros; 100 gr de manteiga

Modo de fazer:
Misturar pela ordem todos os ingredientes, colocar numa forma untada e levar ao forno quente até dourar.
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Bolo de Milho
Ingredientes:
1 1/2 copo de flocos de milho, 2 1/2 copos de açúcar, 3 copos de leite, 1/2 copo de farinha de trigo, 1 1/2 copo de leite de coco, 6 ovos, 1 xícara de queijo parmesão ralado, 1 colher de sopa de erva doce, 1/2 colher de sopa de cravo-da-índia, 1 colher de sopa de fermento e 1 colher de chá de sal.

Modo de Fazer:
Peneire os flocos de milho. Junte o leite, o açúcar e o sal. Leve ao fogo até engrossar e deixe a mistura reservada. Prepare um chá com a erva doce e o cravo. Enquanto o chá esfria, bata os ovos. Junte a farinha e o leite de coco. Acrescente o queijo, o fermento e o chá. Despeje tudo aos poucos na massa do milho. Levar ao forno por meia hora em fôrma untada e polvilhada.
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Canjica
Ingredientes
2 xícaras de chá de milho p/ canjica Leite 2 xícaras de chá de açúcar Canela em pedaços Cravos-da-Índia Canela em pó.

Modo de fazer
Na véspera, coloque o milho de molho numa tigela com água. No dia seguinte, escorra o milho, passe-o para uma panela de pressão, cubra com água e leve ao fogo. Deixe esfriar até poder abrir a panela, verifique se o milho já está macio. Se não estiver, cozinhe mais um pouco. Depois, junte leite suficiente para cobrir todo o milho. Coloque o açúcar, pedaços de canela e cravos-da-índia a gosto e cozinhe em fogo mínimo, mexendo de vez em quando com a colher de pau até obter um caldo grosso e saboroso. Deixe esfriar e passe para uma compoteira. Na hora de servir, polvilhe a canela em pó.
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Cuscuz de Milho
Ingredientes:
250 g de flocos de milho; 1 coco raspado; sal a gosto; água.

Modo de fazer:
Com a água salgada, umedeça os flocos de milho, misture bem e leve a cozinhar no cuscuzeiro ou faça o seguinte: ponha uma chaleira no fogo com água para ferver; em um pires, coloque a massa formando montes; cubra com um guardanapo úmido, amarre atrás do pires e tampe, com o mesmo a boca da chaleira. Com 10 a 15 minutos, está cozido o cuscuz. Deixe esfriar e ensope com leite de coco açucarado e com um pouquinho de sal, levando-o ao fogo ligeiramente, mexendo sempre até ferver.
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Bolo de Fubá
Ingredientes:
4 ovos Leite 1 xícara de chá de óleo 2 xícaras de chá e açúcar 1 copo de leite fervente 1 xícara de chá de fubá 1 colher de sopa de fermento em pó Canela em pó

Modo de Fazer:
Pré-aqueça o forno. Quebre os ovos na tigela da batedeira e adicione o óleo e o açúcar. Bata até misturar tudo muito bem. Junte o leite fervente e torne a bater. Adicione a farinha, o fubá e o fermento aos poucos batendo sempre. Despeje numa assadeira untada com óleo e leve ao forno quente para assar até que ao enfiar um palito na massa este saia seco. Tire do forno e polvilhe com uma mistura de açúcar e canela em partes iguais.

Dica:
Após a adição do leite fervente, o bolo deve ser batido rapidamente e levado ao forno já quente em seguida. Assim ficará macio e levemente úmido.
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Pamonha
Ingredientes
5 espigas de milho verde grandes 1/2 xícara de chá de leite 1 colher de sopa de manteiga 1 xícara de chá de açúcar.

Modo de fazer
Descasque as espigas(reserve as palhas), eliminando os fios. Usando uma faca afiada, corte os grãos de milho bem rente ao sabugo. Coloque-os no copo do liquidificador e bata até obter um creme e reserve. Aqueça o leite junto com a manteiga e o açúcar até que a manteiga derreta. Apague o fogo e deixe esfriar. Enquanto isso, escolha as palhas maiores, dobre-as e costure as laterais, fazendo saquinhos. Adicione o creme, mexa bem e distribua o creme obtido entre os saquinhos. Feche-os bem, amarrando com tiras de palha. Coloque os saquinhos numa panela com água e cozinhe até que a pamonha esteja firme e a palha amarelada. Sirva-as quente ou frias.
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Pé-de-Moleque
Ingredientes:
1 xícara de chá de glicose de milho 2 xícaras de chá de açúcar 300 g de amendoim cru, Sem casca 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio para untar.

Modo de Fazer:
Misture a glicose de milho, o açúcar, o amendoim 4 colheres de água e leve ao fogo para cozinhar. Deixe ferver, mexendo com uma colher de pau por uns 25 minutos ou até que o amendoim comece a estalar. Mantenha no fogo por mais 3 minutos. Adicione o bicarbonato sem parar de mexer. Tire do fogo e continue batendo mais um pouco com a colher. Despeje numa, superfície de mármore untada e deixe esfriar. Corte os pés-de-moleque em quadradinhos ou losangos e arrume-os numa travessa.

Dica:
Para cortar pés-de-moleque mais uniformes, risque o doce com a ponta da faca enquanto ele ainda está mole. Depois é só cortar nas linhas.
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Bolo de Milho Verde
Ingredientes:
6 espigas de milho verde; 2 xícaras (de chá) de leite; 2 colheres (de sopa) de margarina derretida; 2 xícaras (de chá) de açúcar; quatro ovos; uma colher (de café) de canela em pó; uma colher (de sobremesa) de fermento em pó

Modo de fazer:
Retire os grãos de milho verde com uma faca afiada, cortando-os rente ao sabugo. Coloque no liquidificador o milho e o leite e bata muito bem. Junte os ovos, o açúcar, a canela e a margarina, batendo até ficar uma mistura homogênea. Finalmente acrescente o fermento. Unte muito bem uma assadeira com margarina. Leve ao forno por aproximadamente 40 minutos. Deixe esfriar e corte em quadrinhos. Leva de duas a três horas para esfriar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cobra em comercial da Prefeitura de Jaboatão dos Guararpes

Cobra Cordelista participa de comercial da prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, exaltando os artistas da terra.