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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Esquecer, ninguém esquece...



Esquecer, ninguém esquece, Mas aprende a viver sem.

O meu coração guardou
Recordações imortais
De quem foi e não é mais
Personagem do meu show.
A cortina se fechou,
A platéia foi além
Mas no palco ainda tem
Uma palavra com “S”.
Esquecer, ninguém esquece,
Mas aprende a viver sem.

Os românticos sonhadores
São mesmo predestinados
A amores fracassados,
A padecer tantas dores,
Na vida são uns atores
Sem diretor, sem ninguém,
A cada cena que vem
Nada de bom acontece.
Esquecer, ninguém esquece
Mas aprende a viver sem.

A cada passo que dou
Sinto um abalo no peito,
Com certeza é o efeito
Do que a paixão deixou.
Deletar o que passou?
Só se eu tivesse um harém!
Mas meu peito só quer quem
O maltrata e desconhece.
Esquecer, ninguém esquece
Mas aprende a viver sem.


Autor: Wellington Vicente

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Crendices Relacionadas a Animais





Apesar de definidas como crenças populares absurdas e ridículas, as crendices (ou superstições) sempre existiram entre todos os povos. Em Pernambuco, bem como nos demais Estados do Nordeste brasileiro, crendices de todos os tipos são repassadas de geração a geração. Veja, aqui, as crendices relacionadas com os animais:
Besouro - Quando um besouro passa zumbindo pelos ouvidos de uma pessoa é sinal de mau agouro. A solução é pronunciar frases do tipo: "Credo! Vai-te para quem te mandou; dize que não me achaste; eu te arrenego; cruz credo!".

Coruja - É de mau agouro o canto lúgubre de uma coruja, ao cair da tarde, ou simplesmente quando ela pousa sobre o telhado da casa.

Beija-flor - Da mesma forma que as borboletas pretas ou as formigas de asa, quando um beija-flor invada a casa é mau agouro.

Anum - Também é considerado de mau agouro quando um anum preto pousa nas árvores vizinhas das casas habitadas na zona rural.

Cachorro - Quando um cachorro cava à porta ou no quintal de uma casa é sinal de que uma sepultura terá de ser aberta.

Urubu - É prenúncio de morte quando um urubu pousa no telhado de uma casa ou simplesmente quando ele voa repetidas vezes em torno de uma residência.

Esperança - Quando a esperança (espécie de gafanhoto verde) entra na casa ou pousa sobre uma pessoa é sinal de alegria, de que uma coisa boa vai acontecer.

Bem-ti-vi - Quando um bem-ti-vi canta insistentemente nas proximidade de uma casa é sinal de que uma pessoa ausente e estimada irá chegar.

Pitiguari - Quando um pitiguari canta também é aviso de que uma pessoa querida irá chegar. O sertanejo afirma que o cantar desse pássaro parece dizer claramente: "Olha para o caminho, quem vem!...".

O que acontece quando:

- Quem pisa o rabo de um gato não casa no ano em que o fato aconteceu

- Ao encontrar uma cobra, uma mulher deve virá o cós da saia e dizer: "Estás presa por ordem de São Bento" (que é o advogado contra os ofídios). Assim, essa cobra ficará imóvel, não oferecerá nenhuma resistência, e a mulher poderá matá-la facilmente.

- Quem mata um cachorro fica devendo uma alma a São Lázaro

- Para um cachorro não crescer, basta pesá-lo com sal, logo ao nascer

- Quando uma cabra espirra é sinal de chuva

- Quando a cigarra estoura, de tanta cantar, de sua casca nasce o cipó japecanga

- O sapo não entra em decomposição, fica ressequido, mirrado e quem o matar ficará com o corpo do mesmo jeito

- Quando uma cobra entra na água deixa o veneno em terra e, picando alguém, não causa mal algum

- O pavão entristece quando olha para os pés

- Os negócios serão bons quando o dono colocar um chifre de boi no alto de uma balança ou em outra parte do seu estabelecimento comercial

- Uma pessoa que come uma galinha choca fica com fome canina

- Se o galo cantar várias vezes durante o dia é mau agouro. Se cantar exatamente ao meio-dia é sinal de moça fugida e cantando às dez horas é sinal de casamento

- Aos rapazes que apalpam galinhas não nasce barba

Origem da intriga entre o cachorro e o gato

Como tudo no mundo tem uma explicação, o imaginário popular também inventou uma história para explicar a famosa inimizade entre o cachorro e o gato. Essa estória é a seguinte:

Consta que, em tempos passados, o cachorro, hoje escravo do homem, havia conquistado o direito de viver livremente e era um dos grandes amigos do gato. E essa liberdade foi atestada inclusive com papel passado, uma carta de alforria.

Não tendo onde guardar o documento, um dia o cachorro pediu ao gato que guardasse a tal carta de alforria. Meio desligado, o gato depositou o documento do amigo entre as telhas da coberta da casa, crente que aquele era um lugar seguro.

Mas, eis que aconteceu o inesperado. O rato encontrou aquele papel e, como andava à cata de algo para forrar seu ninho, fez a festa: picotou a carta de alforria em centenas de pedaço. Com isso, o cachorro voltou ao cativeiro e jamais perdoou o gato.

Por ter perdido o grande amigo, o gato, por sua vez, tornou-se inimigo ferrenho do rato que, afinal, foi o grande causador do infortúnio do cachorro. Dizem que, ainda hoje, o gato não perdeu totalmente a esperança de reconquistar a velha amizade.

E é por isso que, de vez em quando, as pessoas encontram um gato e um cachorro que se dão bem.


Ditados populares relacionados a animais

- Um dia, um dia, cachorro de paca mata cotia

- Camarada é boi de carga

- Boi solto lambe-se todo

- Na casa de Gonçalo, a galinha manda mais que o galo

- Quem come galinha magra paga uma gorda

- A galinha da minha vizinha é mais gorda do que a minha

- Galinha preta põe ovos brancos

- De grão em grão a galinha enche o papo

- Na sombra da galinha o cachorro bebe água

- Não se amarra cachorro com lingüiça

- A grande cão, grande osso

- Cachorro que muito anda, apanha pau ou rabugem

- Cão que muito late não morde

- Quem não tem cão, caça com gato

- Gato escaldado de água fria tem medo

- Gato quando não morde, arranha

- Gato escondido com o rabo de fora

- Tirar com a mão do gato

- Da casa de gato não sai rato farto

- Gato muito miador é pouco caçador

- Para burro velho, capim novo

- Cavalo dado não se abre a boca

- Por uma besta dar um coice, não se lhe corta a perna

- Praga de urubu magro não mata cavalo gordo

- Urubu pelado não voa em bando

- Quando urubu está caipora, não há galho verde que o agüente

- Onde se mata o boi aí se esfola

- Guariba quando se remexe, quer chumbo

- A ovelha mansa mama na sua teta e na alheia

- Uma ovelha má deita um rebanho a perder

- Macaco velho não mete a mão em cumbuca

- Cada macaco no seu galho

- Em terra de sapo, de cócoras com ele

- Cobra que não nada, não engole sapo

- A primeira pancada é que mata a cobra

- Dois tatus machos não moram em um buraco

- Dois bicudos não se beijam

- Em festa de jacaré não entra nambu

- Pela boca morre o peixe

- Com mel se pegam as moscas

- Em boca fechada não entram moscas

- Papagaio come milho, periquito leva a fama

- A formiga quando quer se perder cria asas

Fonte:http://www.pe-az.com.br

sábado, 18 de junho de 2011

Acalanto de São Pedro

Acalanto registrado em Cunha (São Paulo):

Acordei de madrugada,
fui varrê a Conceição.
Encontrei Nossa Senhora
com dois livrinhos na mão.

Eu pedi um pra ela,
ela me disse que não;
eu tornei a lhe pedir,
ela me deu um cordão.

Numa ponta tinha São Pedro,
na outra tinha São João,
no meio tinha um letreiro
da Virgem da Conceição.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Eleição no Reino do Faz de Conta

(Cobra Cordelista)

No reino da fantasia
Além da imaginação
Por sobre todo animal
Feliz governa o leão

Lá prevalece a monarquia
O seu reinado é sem fim
Todos devem reverenciar
Se o rei falou é assim

Lá no trono bem sentado
Com o seu cetro na mão
Governa toda a floresta
Sem qualquer contestação

O pequeno leãozinho
Já se imagina rei
Um dia quando crescer
Maior que papai serei

E a madame leoa
Capricha no penteado
Só vive amolando as unhas
E cortejando o amado

O rei adora uma prosa
De comer e de dormir
Trabalho é coisa estranha
Nem se fala por aqui

Além desta vida boa
Que usufrui Rei Leão
Empregando todo parente
Primo, sobrinho, irmão.

A onça e a jaguatirica
Estão sorrindo de montão
Todo mês bota nos bolsos
O dinheiro do mensalão

Neste reino faz de conta
Cada qual tem uma função
O elefante é ministro
De segurança da nação

O papagaio é jornalista
Enquanto a coruja é vigia
O pavão é da cultura
O galo da cantoria

Até o bicho preguiça
Se ajeitou na monarquia
Vive muito assessorado
E empregou uma tia

Enquanto esta bicharada
Está feliz, vive bem
O resto entrou pelo cano
No bolso nem um vintém

Coitadinho do jacaré
Só água tem pra beber
Passando necessidade
Sem nada para comer

O pobre rinoceronte
O tempo todo calado
Indignou-se com o rei
Está muito revoltado

As galinhas carcarejam
Aumentando a confusão
O veado articula
Buscando uma solução

O urso de tanta raiva
Não consegue se controlar
Junto com a comadre arara
Não param de fofocar

Até mesmo o canário
Que detesta rebuliço
- Chamei meu amigo macaco
pra conversar sobre isso

Chegou à bicharada
O gambá e o furão
E o compadre macaco
Esperto que só cão

O macaco se assentou
No mais alto lugar
Ouviu a bicharada
E começou a discursar

Esta tal de monarquia
Precisar se acabar
Viva a democracia
E o governo popular

Viva o presidencialismo
Com congresso e senado
Com eleição pra prefeito
Vereador e deputado

Se vocês fechar comigo
Eu vou me candidatar
Acabe-se a monarquia
E a gente começa a votar

A cobra que só assistia
Deu um piado de cão
Aceito o presidencialismo
Mas com modificação

Como? Perguntou o macaco
Qual é a sua objeção
Me diga compadre cobra
Qual a sua opinião?

- Quero parlamentarismo
Com um primeiro ministro
Pro rei não mudar de nome
Pra mudar tem que ter isto!

Se o cabra num fizer bem
Nós convoca nova eleição
Nós deixa o presidente
Mas retira o paspalhão

Quando a cobra disse isto
A bicharada aplaudiu
O macaco disse; - concordo!
E o veado sorriu!

O rei soube de fato
Enfureceu-se o leão
Mas teve um plebiscito
Consulta a população

Lá perdeu a monarquia
Macaco venceu o leão
Mas ele disse: - A revanche
É no dia da eleição!

-Pois vou me candidatar
Me eleger presidente
Tenho família grande
De numerosos parentes

O macaco muito esperto
- Tem regra na eleição
Não pode compra o voto
Tem risco de cassação

Nem terá boca de urna
Privilégio em televisão
Não pode fazer trapaça
Calúnia, difamação

Houve acordo que a girafa
Julgaria a eleição
Seu papel era espiar
Esticando o pescoção

Já no dia seguinte o leão entrou em campanha
Andava pela floresta
Contava muita façanha

O leão chamou a serpente
Tentou lhe chantagear
Ofereceu-lhe presentes
E cargo para ocupar

- Eu sou parlamentarista
Defendo a democracia
Estou com compadre macaco
Nem ouro me compraria!

Enquanto o macaco andava
E tome aperto de mão
Abraçou até gambá
Mas ganhou a eleição

Quando findou a eleição
O leão tava quebrado
Não tinha nenhum partidário
Passaram pro outro lado

No reino da floresta
Um fato inusitado
Um macaco presidente
Muito bem assessorado

A cobra foi empossada
Tornou primeiro ministro
Fez juramento em combater
A corrupção, o desperdício

E o reino seguiu feliz
A cada dois anos eleição
Um gato virou prefeito
Com muita articulação

Tem um coelho senador
Um jumento deputado
Um cachorro foi eleito
E assumiu o senado

O compadre jacaré
Agora é vereador
Até um rinoceronte
Se elegeu governador

Um papagaio falante
Assim que findou a eleição
O macaco nomeou
Ministro da educação

O leão já humilde
Parece aprendeu a lição
Mas diz derrubar o macaco
Já na próxima eleição

Promete reforma agrária
Habitação popular
Uma revolução na cultura
Quem quiser pode apostar

Assim terminou a história
No reino do faz de conta
Pra ganhar uma eleição
de tudo político apronta

Entrou na perna do pinto
Saiu na perna do pato
Seu rei mandou dizer
Que acreditem no fato!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O caixeiro viajando da cultura, sai em mais uma de seu andanças pelo Sertão!

...Lá no meu pé de serra
Deixei ficar meu coração
Ai, que saudades tenho
Eu vou voltar pro meu sertão...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Nossa Homenagem!!!

José Adalberto Ferreira (Zé Adalberto), nascido no sítio Juá, Município de Itapetim – PE, em 25 de junho de 1962, é filho do casal Odon Ferreira Campos (Odon Preto) e Maria Xavier de Souza (Mãezinha) sobrinha do folclórico Severino Cassiano Pereira (Biu Doido).


Zé Adalberto casou-se com Maria José Ferreira de Souza, com quem tem dois filhos: Ítalo e Izabela Taise.

Estudou o primário no Grupo Escolar do Logradouro, o Ginásio e 2° Grua no Colégio Municipal de Itapetim Zé Adalberto não é cantador de profissão. Até os 25 anos de idade foi agricultor e, desde 1985, é funcionário público, na função de Auxiliar de Serviços Educacionais, lotado no Grupo Escolar Tereza Torres – Itapetim – PE. Mas é poeta, tendo muitas de suas poesias publicadas em diversos livros coletâneas (Antologias). Também já participou de vários festivais de cantadores, regionais e nacionais, tendo sido premiado com várias medalhas e troféus, como, por exemplo, o 1° lugar no festival de poetas Amadores, promovido pela Prefeitura Municipal de Itapetim, no Espaço Cultural Rogaciano Leite, fazendo dupla com o poeta Fernando Emídio, do sítio Prazeres, Município de Itapetim.

. Muitos versos de Zé Adalberto foram publicados em livros coletânea e o ano passado publicou um livro sozinho, intitulado “No caroço do Juá” (Cf. FERREIRA, 2005, 174p). Além disso, muitos de seus versos foram gravados em CDS de cantorias, como por exemplo, as canções “Órgão de Mãe” e ”Seu corpo é meu pecado” no CD da dupla Rogério Menezes e Raimundo Caetano, em 1998. No ano seguinte, em 1999, uma das supracitadas canções “Seu Corpo é Meu Pecado“ e a canção “Desabafo de Sertanejo” foram gravadas no Cd “Alma de menino” dos Nonatos. Além disso, participou na faixa 7, intitulada “A Mulher”, do Cd “É feito de fato”, da dupla Edmilson e Lisboa,
. Tempos depois, as canções “Órfão de mãe” e “Seu Corpo é Meu Pecado” Foram transformadas em músicas e gravadas no CD “Netinho do Forró”. Em 2004, o cantor itapetinense Vicente di Paula, regravou a canção “Seu Corpo é meu Pecado” e uma nova canção, intitulada “Magnífica” em seu CD. Em 2005, mais uma de suas poesias, “Caboclo Nativo”, foi gravada em forma de música por Val Patriota em seu CD Intitulado “Até que em fim”

. Finalmente em 2007, Val Patriota gravou mais uma música de Zé Adalberto. Intitulada “Retirei seu retrato da Carteira” Sem tirar seu amor do Coração”, que é um dos poemas do supracitado livro.

. Como também o Forró Pé – de – Bucha, gravou a música de Zé Adalberto intitulada “Traição à primeira vista”.

. Além disso, é de Zé Adalberto e Vicente di Paula o terceiro Hino Municipal de Itapetim, o qual foi oficializado pela Câmara de Vereadores pelo projeto Lei n. 27/3003 (digo terceiro, porque, nos anos 50, a poética Otacília patriota havia feito um primeiro Hino de Itapetim, que era uma paródia da Música “eu te amo meu Brasil”, que era, embora não tenha sido oficializado pela Câmara de vereadores, se cantava nas escolas Municipais nos anos 50 e, em 1993, havia sido oficializado um segundo hino, de autoria de Hilda Leite, irmã do PE. João Leite.

Mais recentemente participou do documentário “Com a Boca No Mundo”. Da série “Poetas do repente”, produzida pela FUNDARJ e a Editora Massangana, para a TV Escola, o qual foi exibido mais de dez vezes.

Dentre os trabalhos de Zé Adalberto, destacamos os seguintes sonetos contidos no seu supracitado livro:


Cinesexo
Num cenário pleno de encantos, a sós
Posicionamos nossos corpos nus
Sem nenhum recalque, apenas a luz
Do amor pairava forte sobre nós
.
De seu livro, o próprio Zé Adalberto selecionei esta estrofe, a partir de vários motes, que vale a pena mostra aqui:
.
Pra que casa cercada por muralha
Se a cova é cercada pelo pranto
Se pra Deus todos têm do mesmo tanto
Tanto faz a fortuna ou a migalha
Pra que roupa de marca se a mortalha
Não requer estilista na costura
Se o cadáver que a veste não procura
Nem saber se a costura ficou boa
Pra que tanta riqueza se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?


RETIREI SEU RETRATO DA CARTEIRA
SEM TIRAR SEU AMOR DO CORAÇÃO

José Adalberto de Itapetiga
Seu retrato foi todo incinerado
Mas até na fumaça deu pra vê-la
Não há nada que faça eu esquecê-la
Eu nem sei se por ela sou lembrado
Meu desejo está contaminado
Pelo vírus da sua sedução
Junta médica não faz intervenção
Se souber que a doença é roedeira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
.
Esse meu coração só pensa nela
Apesar de bater no meu reduto
120 batidas por minuto
São as 20 por mim, e as 100 por ela
Eu com raiva rasguei a foto dela
Mas amor não se rasga com a mão
Se vontade rasgasse ingratidão
Eu só tinha deixado a pedaceira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
.
Seu veículo de amor ainda cabe
Na garagem do peito que era seu,
O chassi do seu corpo está no meu
Se eu tentar alterá-lo o mundo sabe
Não existe paixão que não se acabe
Mas amor não possui limitação
Vai além das fronteiras da razão
E o que eu sinto por ela é sem fronteira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
.
Da carteira eu tratei de dar um jeito
De tirar sua foto de olhos vivos
Mas não pude apagar os negativos
Que ficaram gravados no meu peito
Junto à lei nosso caso foi desfeito
A igreja anulou nossa união
Mas do peito não tive condição
De tirar esse amor por mais que eu queira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

A cultura nordestina da feira São Cristóvão/RJ

Recebi do Fernando Borges uma matéria bem interessante sobre a influência da cultura nordestina nas outras regiões do país. A produção é do programa TV News e foi realizado pelos estudantes da UERJ na Feira de São Cristóvão/RJ.




O TV NEWS é um webprograma independente mensal que visa informar e entreter o público da internet.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mais raridades do velho Gonzagão!

1957 O Reino do Baião

1. Forró no escuro

2. Moça de feira

3. Sertão sofredor

4. Xote das moças

5. O delegado no coco

6. Gibão de couro

7. Comício no mato

8. Meu Pajeú

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

HOMENAGEADO DO MOSTEJA 2009

Bilé foi o artista homenageado na MOSTEJA 2009, sua arte encanta e é feita com muita sinceridade, honestidade e amor.

Bilé é um jaboatanense de Valor na Arte Pernambucana!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Mais do velho Lula


1954 História do Nordeste

1. Paraíba
2. Respeita Januário
3. Saudade de Pernambuco
4. O xote das meninas
5. O ABC do sertão
6. Acauã
7. Algodão
8. Asa Branca

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Fotos de eventos culturais em Jaboatão que Cobra Cordelista esteve presente

Giro Literário

Cobra faz um serviço social muito bonito contando estórias, causo matutos, divulgando a cultura nordestina.

Crianças da Muribeca em Jaboatão dos Guararpes/PE










Cobra Cordelista contado as coisas do sertão para as crianças da Muribeca








Mais cultura para as crianças da Muribeca em Jaboatão/PE



Pré conferência Municipal em Muribeca



Professor Paulo Karate campeão brasileiro de Karate


Giro literário









Geraldo Valério Cordelista de camisa azul
, no giro literário na casa Zé Herio.


A poetisa Linemar, a poetisa dos sinais


Pré conferência Municipal de Cultura de Cavaleiro

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Seu Lunga – O cabra mais ignorante do mundo!



Uma lenda vida, literalmente. Seu Lunga para os mais desavisados é o cabra mais ignorante do mundo. Alguns até dizem que ele está prestes a entrar na seleta lista do Guiness Book – O famoso livro dos recordes - em função disso. Sua fama vai de Norte a Sul do Nordeste e já está tomando conta do Brasil.

Muitos acham que Seu Lunga não existe, que é apenas um personagem do folclore Nordestino, mas ele existe sim. É de carne, osso e "ignorância". Mora em Juazeiro do Norte-CE, na região do Cariri, onde também situa-se a cidade do Crato, Barbalha, entre outros municípios. Seu nome de batismo é Joaquim dos Santos Rodrigues, tem 81 anos e possui uma espécie de Sucata na Rua Santa Luzia, próxima a Rua São Paulo. Quem duvidar, basta conferir.

Seu Lunga é figura clássica em causos ou piadas aqui no Nordeste. Tão famosas quando piadas de papagaio, bêbado, rapariga, corno ou viado, são as histórias que fazem alusão a falta de paciência dele. Devido a toda essa fama, muita gente que vai a Juazeiro, não que vê o Padre Cícero não, prefere conhecer Seu Lunga. Ele já virou cordel, desenho animado, monografia e até nome de banda.

Infelizmente ainda não o conheço pessoalmente, mas quem já viu, diz que apesar de todo esse mito, ele é um cabra gentil, educado e muito esperto. Adora conversar e contar versos de sua autoria. O que falta mesmo em Seu Lunga é paciência. Antes de perguntar alguma coisa a ele, pense, pense muito para não perguntar besteira.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Um pouco da culinaria Nordestina




Arroz Doce
Ingredientes
1 xícara de arroz; 1 lata de leite moça e canela em pó.

Modo de fazer
Lave o arroz e escorra bem. Leve ao fogo numa panela grande com 1 1/2 litro de água. Quando ferver, abaixe o fogo e cozinhe até que o arroz fique macio. Junte o leite condensado, misture bem e retire do fogo.
* Querendo, sirva em tijelinhas individuais ou numa travessa. polvilhe o arroz doce com canela ou, para inovar, com uma calda à base de vinho tinto.
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Bolo de Fubá Cozido
Ingredientes:
Faça um mingau com duas xícaras (de chá) de fubá; 2 xícaras (de chá) de açúcar; 2 xícaras (de chá) de leite; 2 colheres (de sopa) cheias de manteiga; uma colher (de chá) de erva-doce; 4 cravos da Índia, uma rama de canela e uma pitada de sal.

Modo de Fazer:
Coloque todos os ingredientes numa panela, deixe cozinhar, mexendo sempre até ficar solto da panela. Deixe esfriar. Tome 4 ovos, bata as claras em neve, adicione as gemas batendo um pouco mais. Junte os ovos ao mingau já frio, adicione uma colher ( de sopa) bem cheia de fermento em pó dissolvido em uma xícara (de chá) de leite e um pires de queijo parmesão ralado. Leve ao forno quente em forma untada com manteiga.
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Bolo de Massa de Mandioca
Ingredientes:
1 quilo de massa de mandioca lavada e seca; 100 gr de manteiga; 6 gemas; 4 claras em neve; 400 gr de açúcar; 1 copo de leite de coco; 1 copo de leite de vaca

Modo de fazer:
Misturar na ordem acima todos os ingredientes, colocar numa forma untada e levar ao forno quente.
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Broa de Milho Verde
Ingredientes:
10 espigas de milho verde; 1 litro de leite; açúcar a gosto; 1 pitada de sal; 4 colheres (sopa) de queijo parmesão; 4 colheres (sobremesa) de fermento em pó e 1 colher (sopa) de margarina ou manteiga.

Como Fazer:
Lave as espigas e retire o milho do sabugo. Passe no liquidificador com um pouquinho de leite ou água. Acrescente o leite, o queijo ralado, o c6oco, o fermento, a margarina, o açúcar e o sal, misturando bem. Unte um tabuleiro com manteiga ou óleo e leve ao forno. Quando a mistura estiver coradinha ( o que leva cerca de 40 minutos), está pronta. A broa fica igual a um pudim bem consistente.
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Cocada
Ingredientes:
700 g de açúcar; 1 copo de água e 2 cocos ralados.

Como Fazer:
Leve o açúcar e a água ao fogo. Quando estiver em ponto de fio coloque o coco ralado. Tire do fogo colocando pequenas porções em forminhas de papel ou no mármore untado, deixando esfriar e depois corte em pequenos quadrados.
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Mungunzá
Ingredientes:
250g de milho branco para canjica; 1 litro de leite; 1 e ½ xícara de chá de açúcar; 1 xícara de chá de coco fresco ralado; canela em pó ou em pau, a gosto.

Modo de preparo:
Deixe o milho de molho na água por um mínimo de três horas, ou deixe por uma noite. Leve ao fogo em uma panela de pressão, com um litro de água, e cozinhe por 30 minutos. Deixe sair a pressão naturalmente. Se o milho já estiver macio, junte o leite, o açúcar e o amendoim, cozinhando por mais 30 minutos com a
panela sem a tampa. Servir quente, morna ou gelada. Se gostar, polvilhe com canela em pó. Existe uma variação que substitui o coco ralado por amendoim torrado e moído de forma grosseira. Espécie de mingau com milho branco, leite, açúcar e coco ralado. Também é popular e jocosamente chamado de chá-de-burro. Nos estados do sul, é chamada de canjica de milho branco ou apenas de canjica.
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Pudim de Macaxeira
Ingredientes:
500 gramas de macaxeira cozida em água e sal; 3 ovos inteiros; 2 copos de leite de coco; 2 copos de açúcar; 1 colher de sopa rasa de maizena; 1 colher de sopa rasa de manteiga; 1 pitada de sal

Modo de fazer:
Depois da macaxeira cozida ,ponha todos os ingredientes no liquidificador e despeje numa forma para pudim, untada com manteiga e leve ao forno quente até dourar.
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Tapioca
Ingredientes:
Goma de tapioca; Fatias bem finas de queijo coalho; Coco fresco ralado; Manteiga de garrafa.

Modo de Preparo:
Passe a goma pela peneira. Esquente bem uma frigideira e, sem untar, coloque uma porção da goma (o suficiente para cobrir com uma camada bem fina o fundo da panela). Coloque algumas fatias de queijo, uma porção de coco ralado e um pouco de manteiga. O fogo deve estar bem brando para a massa não queimar. Quando o recheio esquentar e o queijo começar a derreter, dobre a massa ao meio, apertando as bordas com uma colher para fechar a tapioca. Pronto. Para fazer outra, limpe bem a frigideira com um pano seco e esquente-a novamente. Só aí, coloque outra porção de goma.
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Bolo de Batata Doce
Ingredientes:
1 quilo de batata doce cozidas e amassadas; 3 xícaras de açúcar refinado; 4 gemas; leite puro de 1 coco; 120 g de manteiga; 100 g de castanhas torradas e moídas; 1 xícara de farinha de trigo; 1 colher de chá de fermento; 2 claras em neve.

Modo de fazer:
Junte a batata com todos os ingredientes. Se ficar pesado, junte um pouco de leite de vaca. Bata bem e coloque, por último, as claras em neve. Forno quente em forma untada.
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Bolo de Macaxeira
Ingredientes:
1 quilo e meio de macaxeira crua ralada ,espremida e peneirada (peneira grossa); 2 copos de açúcar; 1 copo de leite de coco; 1 coco raspado; 4 ovos inteiros; 100 gr de manteiga

Modo de fazer:
Misturar pela ordem todos os ingredientes, colocar numa forma untada e levar ao forno quente até dourar.
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Bolo de Milho
Ingredientes:
1 1/2 copo de flocos de milho, 2 1/2 copos de açúcar, 3 copos de leite, 1/2 copo de farinha de trigo, 1 1/2 copo de leite de coco, 6 ovos, 1 xícara de queijo parmesão ralado, 1 colher de sopa de erva doce, 1/2 colher de sopa de cravo-da-índia, 1 colher de sopa de fermento e 1 colher de chá de sal.

Modo de Fazer:
Peneire os flocos de milho. Junte o leite, o açúcar e o sal. Leve ao fogo até engrossar e deixe a mistura reservada. Prepare um chá com a erva doce e o cravo. Enquanto o chá esfria, bata os ovos. Junte a farinha e o leite de coco. Acrescente o queijo, o fermento e o chá. Despeje tudo aos poucos na massa do milho. Levar ao forno por meia hora em fôrma untada e polvilhada.
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Canjica
Ingredientes
2 xícaras de chá de milho p/ canjica Leite 2 xícaras de chá de açúcar Canela em pedaços Cravos-da-Índia Canela em pó.

Modo de fazer
Na véspera, coloque o milho de molho numa tigela com água. No dia seguinte, escorra o milho, passe-o para uma panela de pressão, cubra com água e leve ao fogo. Deixe esfriar até poder abrir a panela, verifique se o milho já está macio. Se não estiver, cozinhe mais um pouco. Depois, junte leite suficiente para cobrir todo o milho. Coloque o açúcar, pedaços de canela e cravos-da-índia a gosto e cozinhe em fogo mínimo, mexendo de vez em quando com a colher de pau até obter um caldo grosso e saboroso. Deixe esfriar e passe para uma compoteira. Na hora de servir, polvilhe a canela em pó.
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Cuscuz de Milho
Ingredientes:
250 g de flocos de milho; 1 coco raspado; sal a gosto; água.

Modo de fazer:
Com a água salgada, umedeça os flocos de milho, misture bem e leve a cozinhar no cuscuzeiro ou faça o seguinte: ponha uma chaleira no fogo com água para ferver; em um pires, coloque a massa formando montes; cubra com um guardanapo úmido, amarre atrás do pires e tampe, com o mesmo a boca da chaleira. Com 10 a 15 minutos, está cozido o cuscuz. Deixe esfriar e ensope com leite de coco açucarado e com um pouquinho de sal, levando-o ao fogo ligeiramente, mexendo sempre até ferver.
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Bolo de Fubá
Ingredientes:
4 ovos Leite 1 xícara de chá de óleo 2 xícaras de chá e açúcar 1 copo de leite fervente 1 xícara de chá de fubá 1 colher de sopa de fermento em pó Canela em pó

Modo de Fazer:
Pré-aqueça o forno. Quebre os ovos na tigela da batedeira e adicione o óleo e o açúcar. Bata até misturar tudo muito bem. Junte o leite fervente e torne a bater. Adicione a farinha, o fubá e o fermento aos poucos batendo sempre. Despeje numa assadeira untada com óleo e leve ao forno quente para assar até que ao enfiar um palito na massa este saia seco. Tire do forno e polvilhe com uma mistura de açúcar e canela em partes iguais.

Dica:
Após a adição do leite fervente, o bolo deve ser batido rapidamente e levado ao forno já quente em seguida. Assim ficará macio e levemente úmido.
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Pamonha
Ingredientes
5 espigas de milho verde grandes 1/2 xícara de chá de leite 1 colher de sopa de manteiga 1 xícara de chá de açúcar.

Modo de fazer
Descasque as espigas(reserve as palhas), eliminando os fios. Usando uma faca afiada, corte os grãos de milho bem rente ao sabugo. Coloque-os no copo do liquidificador e bata até obter um creme e reserve. Aqueça o leite junto com a manteiga e o açúcar até que a manteiga derreta. Apague o fogo e deixe esfriar. Enquanto isso, escolha as palhas maiores, dobre-as e costure as laterais, fazendo saquinhos. Adicione o creme, mexa bem e distribua o creme obtido entre os saquinhos. Feche-os bem, amarrando com tiras de palha. Coloque os saquinhos numa panela com água e cozinhe até que a pamonha esteja firme e a palha amarelada. Sirva-as quente ou frias.
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Pé-de-Moleque
Ingredientes:
1 xícara de chá de glicose de milho 2 xícaras de chá de açúcar 300 g de amendoim cru, Sem casca 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio para untar.

Modo de Fazer:
Misture a glicose de milho, o açúcar, o amendoim 4 colheres de água e leve ao fogo para cozinhar. Deixe ferver, mexendo com uma colher de pau por uns 25 minutos ou até que o amendoim comece a estalar. Mantenha no fogo por mais 3 minutos. Adicione o bicarbonato sem parar de mexer. Tire do fogo e continue batendo mais um pouco com a colher. Despeje numa, superfície de mármore untada e deixe esfriar. Corte os pés-de-moleque em quadradinhos ou losangos e arrume-os numa travessa.

Dica:
Para cortar pés-de-moleque mais uniformes, risque o doce com a ponta da faca enquanto ele ainda está mole. Depois é só cortar nas linhas.
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Bolo de Milho Verde
Ingredientes:
6 espigas de milho verde; 2 xícaras (de chá) de leite; 2 colheres (de sopa) de margarina derretida; 2 xícaras (de chá) de açúcar; quatro ovos; uma colher (de café) de canela em pó; uma colher (de sobremesa) de fermento em pó

Modo de fazer:
Retire os grãos de milho verde com uma faca afiada, cortando-os rente ao sabugo. Coloque no liquidificador o milho e o leite e bata muito bem. Junte os ovos, o açúcar, a canela e a margarina, batendo até ficar uma mistura homogênea. Finalmente acrescente o fermento. Unte muito bem uma assadeira com margarina. Leve ao forno por aproximadamente 40 minutos. Deixe esfriar e corte em quadrinhos. Leva de duas a três horas para esfriar.

sábado, 12 de setembro de 2009

Dicas de Livros


Justino, o Retirante &Justino, um menino de 12 anos, órfão, foge da seca, sa fome, da opressão dos grandes latifundiários. É mais um retirante que procura se livrar da cruel realidade nordestina. percorrendo os caminhos áridos do sertão, descobre a solidariedade e a amizade, e começa a alimentar um sonho capaz de transformar sua vida e a de sua gente. Escrito por Odete de Barros Mott da editora Atual.Nbsp; * * *

Teatro de Bonecos A arte de dar vida aos bonecos Mnu herdou dos avós, que viajaram durante toda a vida pelo sertão nordestino, brincando em vilas, praças, escolas e fazendas. Só para dar uma idéia, seu avô, Mestre Perfumado, foi um dos mais afamados mamulengueiros de Pernambuco.

Era uma vida difícil que os pais de Manu não queriam para o filho, mas não teve jeito: ele acabou se interessando mesmo pelos bonecos e aos poucos foi se tornando um brincante. Primeiro, entregava os bonecos aos pais, depois os comandava sem fala, nas cenas de luta e afins.

O aprendizado precoce fez dele o mais famoso animador de bonecos do País, o Rei do Mamulengo. Sua história está retratada no livro O Rei do Mamulengo, de Rogério Andrade Barbosa, um apaixonado pelo folclore e cultura brasileira.

As ilustrações são do pernambucano André Neves.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Matuto No Cinema

De: Jessier Quirino



E o matuto, rapaz...
Anafalbeto de pai e mãe... e parteira
E sai do sertão pra capital
pra assistir um filme estrangeiro legendado
quando ele volta pro sertão,
mas ele num conta o filme todinho?

"má rapai
eu fui lá na capitá rapai
eu assisti um filme altamente internacioná
pense num filme internacioná!
e tem uma coisa: um filme mafioso...
um fime mafioso...
Ói tinha dois atista:
tinha o atista que sofria e o atista que salvava.
Meu cumpadi
o atista que sufria: pense num cabra corajoso!
Rapai, o caba num tinha medo de nada não rapai!
Rapaz, os bandido!
os bandido pirigoso que só buchada azeda!
invocado que só um fiscal de gafiera
sério que nem um porco mijano!
tinha o dedo da grussura de um cabo de foimão!
amarraro o atista com imbira!
e tem uma coisa: imbira dos Estado Zunido,
num tem quem se solte não rapaiz!
Amarraro o atista com imbira,
butaro o caba sentado a força numa cadera
ai chego o bandido, buto o dedo na cara do atista e
disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá, num
sei que lá, num sei que lá.
Tá pensano que atista teve medo rapaiz?
O atista amarrado com imbira rapai, teve que ouvi
tudinho,
mas muito do tranquili, olhô pa cara do bandido assim
e disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá o quê
mermão???
mas rapaiz...esse bandido inchô feito um cururu no
sal, num sabe?
isfregô o dedo na cara dele assim e disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá, num
sei que lá, seu fila da puta!!!
Tu tá pensano que o atista teve medo?
oxe, amarrado com imbira, do jeito que tava,
ficô muito do tranquili, olhô assim pro vbandido e
disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá o
carai!!!
Mas meu cumpadi, esse bandido pegô um ar, pense numa
pegada de ar!
MAs raái, foi uma pegada de ar tão mudida do poico!
ai puxô uma chibata feita de virola de pneu de
caminhão, num sabe,
mais cumprida de que uma língua de manicure,
deu-lhe uma chibatada tão aparetada a um coice de
besta parida,
que ficô iscrito assim da taba dos quexo pa porta da
orlha do individuo: FIRESTONE


eu sei que nessa hora, no mei dos bandido,
tinha um que era do time do atista, rapai
do time da gente, num sabe?
e ele tava camuflado feito rapariga de pastô:
num tinha quem desconfiasse, rapaiz!
camuflado la por dento, e ele tinha um relógio, puxado
pa telefone,
ai ele foi prum pé de parede cum relógio dele
aí passô o bizu pa puliça que tava lá em baixo
ele pégô o relógio e disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá, num
sei que lá, num sei que lá,
contô tudinho à puliça
a puliça lá em baxo nos carro uvindo tudo pelos radio
e a puliça dos estado zunido, num se veste de puliça
não!
se veste de adevogado!
Aí a puliça dento dos carro só fez pegá o rádio
e chamá os carro tudim dos estado zunido rapaiz:
acunhe, acunhe, acunhe, acunhe, todos os carro
acunhe, que o negocio é serio,
acunhe, acunhe, acunhe, acunhe,
aí os carro acunharo,os carro acunharo, acunharo
aí era mais carro em cima do prédio, de quê romero em
cima de Pade Ciço
o prédio, rapai era um prédio grande,
tinha uns 2 ou 3 andá,
ou era um colégio de frera, ou era uma prefeitura
eu sei que num tinha quem entrasse:
um prédio todo de vrido, infeitado feito pintiadera de
rapariga, num sabe?
aí a puliça tome corda, tome corda, tome corda, tome
corda,
quando a gente pensava que era a puliça que ia subi
por fora do predio
pra salvá o atista,
aí veio o momento mais arrepiadô do filme, rapaiz!
foi quando chegô o atista principal, o atista
salvadô!
e ele vêi num avião daquele,
daquele avião que tem uma penera em cima, num sabe?
aí o avião vei
e o avião num vuava não: era parado, viu!
o avião ficô parado em cima da prefeitura,
pela capota de vrido a gente já via o atista, rapaiz
o atista forte com os peitão,
2 cinturão de bala, uma ispingarda da grussura dum
cano de esgoto, rapai,
aí o atista fico assim na porta do avião
Ó o nome do atista: Arnô Saijinegue!
agora, num é esses arnô saijinegue do sertão,
que dá no cu de todo mundo não!
é Arnô Saijinegue importado,
ou é da Chequilováquia, ou é da Bolívia, tá
entendendo?
Eu sei que o Arnô Saijinegue ficô9 na porta do avião
aí o chofer do avião olhô pra ele e disse:
acunhe! Pode pulá!
ai ele pulô la de cima, pulô la de cima, bateu no
telhado, furô a laje,
bateu mermo no jugá onde o atista tava preso com o s
bandido,
pego os bandido tudo desprevinido, comendo cuzcuz com
leite, rapaiz,
eu sei que nessa hora, o atista pegô a ispingarda
disse:
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá,
num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá,
ói ele matô tudinho!
aí apariceu mais bandido, e foi briga de sê midida a
metro!!
ele deu um tabefe no cor da orelha dum caba lá chamado
Mané Capado,
que ele borbuletô uns 2 palmo e caiu no chão feito uma
jaca mole
aí eve um bandido, rapaiz,
que homilhô o atista com uma dedada aonde as costa
muda de nome.
Meu cumpadi, esse homi ofendido na região glútea virô
uma fera
e entre a rapideiz da dedada e a imediatidade do êpa,
deu-lhe um berro nas oiça do sujeito que iscurrego na
froxura e caiu sentado.
Nessa hora, meu cumpadi, o atista partiu pra cima
dele
com um gênio de 150 siri dento de uma lata de
querosene,
deu-le um sopapo no serrote dos dente,
que chuveu canino, molar, e incisivo, por 3 dia no
sítio Boca Funda.
aí nessa hora, meu cumpadi, o bandido principal saiu
num derrapo de velocidade,
ai o atistao atista deu-lhe um chuvaréu de bala, meu
cumpadi,
que a gente teve que se abaxá dento do cinema,
aquelas letrinha que passa lá no filme ele derrubô
umas 140,
e eu ainda peguei umas 4: taqui pra você vê!!!