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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Aqui as Três paixões do homem do campo: Cavalo, mulher e sela

Aqui as Três paixões do homem do campo: Cavalo, mulher e sela. O cavalo tem que ser forte, a mulher tem que ser carinhosa, mas a sela tem que ser bonita.

No final de semana uma partida de futebol, uma cervejinha gelada e vale beijar muito, pois vaqueiro que não gosta de mulher, sei não! Agente chegou com a cultura para incentivar a feira de gado. Percebe-se que as motocicletas fazem parte da vida do campo, os filhos dos agricultores e dos criadores, inclusive alguns destes, trocaram os cavalos pelas motocicletas, que andam rápido, pois possuem muitos cavalos no motor.

Chegamos as 11:00h da manhã e foi muita alegria, um galo bem guisado que eu comprei e mandei preparar pra nós , arroz tropeiro e feijão verde. Vitor no violão adorou a festança, é a segunda vez que me acompanha ao violão, e está cada vez melhor esta parceria. Moço educado e muito bom violonista, ainda toca muito bem padeiro e contra baixo, valeu parceiro, seja bem vindo!

A galera do estrela da tarde botou o boi pra dançar, e arroxou na percussão, com frevo e com coco de raiz, e confesso que fiquei de perna bamba de tanto dançar coco e frevo com a vaquerama. Houve uma hora que me distanciei um pouco, e ouvi uma crítica gostosa que partiu de uma pessoa que assistia: “estes caras estão doido, tocando frevo e coco, e é carnaval è”? Fiquei feliz coma crítica, pois para mim a intenção é esta mesmo, divulgar a cultura de época o ano inteiro.

O nosso frevo que já passa dos 103 anos, precisa ser tocado todos os dias e a nossa cultura conhecida pelo nosso povo. Críticas igual a esse que recebi agente mata no peito e vai comemorar mais um gol pro time da cultura. È assim minha vida, senão estiver fazendo shows em qualquer cidade, meu palco é o campo, é a feira, pois o artista deve ir onde o povo está. Claro que é legal fazer um show no palco, com iluminação, som de boa qualidade e produção.

Aliás dirigir carro novo é uma beleza, mas para dirigir um fusca 69, tem que ser bom motorista, pois bom no bom todo mundo é ,quero ver bom, no ruim.











sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tracunhaém da multiculturalidade!

O primeiro é Gil Negão, o cara nasceu com a poesia no coração, tem essência. A sambada de Maracatu é a sua vida e no dia que esta cidade resolver investir forte nesta cultura, agente vai ver Gil Negão feliz, no meio da praça. Toda sexta e sábado, cantado e dançando maracatu, de noite ou de dia, e a cidade cheia de turistas, para aplaudir a cultura desta cidade. O sangue negro, e o grito das Senzalas, ainda ecoam em nossos ouvidos em Tarcunhaém. O negro livre quer libertar seu canto ainda preso, para cantar a sua liberdade.

Tracunhaém tem sete maracatus: O pavão misterioso, O águia misteriosa, Maracatu Estrela, Leão de Ouro, Leão Formoso, Estrela da Serra e Leão misterioso, todos em atividades, e Tracunhaém com todas as condições de ser o segundo pólo dos maracatus em Pernambuco. Porém já foi o primeiro, e esta tradição foi assumida com méritos por Nazaré da Mata, e o povo da região ouvi de muitos agradecimentos a dona Marta de Nazaré da mata, mas que governou Tracunhaém, e a Jaime Correia que já foi prefeito de Nazaré da Mata e hoje é chefe de gabinete do prefeito Elias Gomes de Jaboatão dos Guararapes.

Logos após na foto Biu compositor, um mestre da poesia da composição um talento que merece respeito e admiração. A capacidade deste jovem de criar, declamar e cantar, é muito grande. Tem muito artista fazendo sucesso que nunca compôs uma letra, tem gente fazendo sucesso que não canta nada, é só efeito de estúdio! Mas Biu é especial, e me sinto honrado em viajar muitas cidades, fotografando, filmando e entrevistando artistas da qualidade de Biu compositor. Digo isto por que talvez quem acessa este blog, nunca verá Biu compositor de Tracunhaém, ou Delmiro Barros de São José do Egito, ou José Adalberto de Itapetim, são artista de muita qualidade, e totalmente enraizados na cultura local, que nunca aventuram-se em terras estranhas, mas que fazem um sucesso tremendo em sua região. Tem que ir lá para vê-los.

Meu amigo Ivan do Maracabarro que eu fotografei na Serra do Trapuá, lado do seu sobrinho Rafael. A Serra do Trapuá era a flor do desejo de João Cabral de Melo Neto, onde desejou ser enterrado, na ocasião de sua morte. Gostaria de ter visto a igreja, mas esta impedida de ser visitada. Creio que a Prefeita Cleide Lapa em breve abrirá a igreja para visitação e agente vai lá fotografar.

Ivan é cultura viva, é um jovem cheio de idéias e de esperanças, que luta todos os dias como um batalhador incansável pela cultura, e que de todos os aficionado pela cultura ganhou respeito, inclusive deste caixeiro viajante da poesia, que admira e colabora para o sucesso de pessoas feito Ivan, comprometidas com a cultura popular.










segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Eleição no Reino do Faz de Conta

(Cobra Cordelista)

No reino da fantasia
Além da imaginação
Por sobre todo animal
Feliz governa o leão

Lá prevalece a monarquia
O seu reinado é sem fim
Todos devem reverenciar
Se o rei falou é assim

Lá no trono bem sentado
Com o seu cetro na mão
Governa toda a floresta
Sem qualquer contestação

O pequeno leãozinho
Já se imagina rei
Um dia quando crescer
Maior que papai serei

E a madame leoa
Capricha no penteado
Só vive amolando as unhas
E cortejando o amado

O rei adora uma prosa
De comer e de dormir
Trabalho é coisa estranha
Nem se fala por aqui

Além desta vida boa
Que usufrui Rei Leão
Empregando todo parente
Primo, sobrinho, irmão.

A onça e a jaguatirica
Estão sorrindo de montão
Todo mês bota nos bolsos
O dinheiro do mensalão

Neste reino faz de conta
Cada qual tem uma função
O elefante é ministro
De segurança da nação

O papagaio é jornalista
Enquanto a coruja é vigia
O pavão é da cultura
O galo da cantoria

Até o bicho preguiça
Se ajeitou na monarquia
Vive muito assessorado
E empregou uma tia

Enquanto esta bicharada
Está feliz, vive bem
O resto entrou pelo cano
No bolso nem um vintém

Coitadinho do jacaré
Só água tem pra beber
Passando necessidade
Sem nada para comer

O pobre rinoceronte
O tempo todo calado
Indignou-se com o rei
Está muito revoltado

As galinhas carcarejam
Aumentando a confusão
O veado articula
Buscando uma solução

O urso de tanta raiva
Não consegue se controlar
Junto com a comadre arara
Não param de fofocar

Até mesmo o canário
Que detesta rebuliço
- Chamei meu amigo macaco
pra conversar sobre isso

Chegou à bicharada
O gambá e o furão
E o compadre macaco
Esperto que só cão

O macaco se assentou
No mais alto lugar
Ouviu a bicharada
E começou a discursar

Esta tal de monarquia
Precisar se acabar
Viva a democracia
E o governo popular

Viva o presidencialismo
Com congresso e senado
Com eleição pra prefeito
Vereador e deputado

Se vocês fechar comigo
Eu vou me candidatar
Acabe-se a monarquia
E a gente começa a votar

A cobra que só assistia
Deu um piado de cão
Aceito o presidencialismo
Mas com modificação

Como? Perguntou o macaco
Qual é a sua objeção
Me diga compadre cobra
Qual a sua opinião?

- Quero parlamentarismo
Com um primeiro ministro
Pro rei não mudar de nome
Pra mudar tem que ter isto!

Se o cabra num fizer bem
Nós convoca nova eleição
Nós deixa o presidente
Mas retira o paspalhão

Quando a cobra disse isto
A bicharada aplaudiu
O macaco disse; - concordo!
E o veado sorriu!

O rei soube de fato
Enfureceu-se o leão
Mas teve um plebiscito
Consulta a população

Lá perdeu a monarquia
Macaco venceu o leão
Mas ele disse: - A revanche
É no dia da eleição!

-Pois vou me candidatar
Me eleger presidente
Tenho família grande
De numerosos parentes

O macaco muito esperto
- Tem regra na eleição
Não pode compra o voto
Tem risco de cassação

Nem terá boca de urna
Privilégio em televisão
Não pode fazer trapaça
Calúnia, difamação

Houve acordo que a girafa
Julgaria a eleição
Seu papel era espiar
Esticando o pescoção

Já no dia seguinte o leão entrou em campanha
Andava pela floresta
Contava muita façanha

O leão chamou a serpente
Tentou lhe chantagear
Ofereceu-lhe presentes
E cargo para ocupar

- Eu sou parlamentarista
Defendo a democracia
Estou com compadre macaco
Nem ouro me compraria!

Enquanto o macaco andava
E tome aperto de mão
Abraçou até gambá
Mas ganhou a eleição

Quando findou a eleição
O leão tava quebrado
Não tinha nenhum partidário
Passaram pro outro lado

No reino da floresta
Um fato inusitado
Um macaco presidente
Muito bem assessorado

A cobra foi empossada
Tornou primeiro ministro
Fez juramento em combater
A corrupção, o desperdício

E o reino seguiu feliz
A cada dois anos eleição
Um gato virou prefeito
Com muita articulação

Tem um coelho senador
Um jumento deputado
Um cachorro foi eleito
E assumiu o senado

O compadre jacaré
Agora é vereador
Até um rinoceronte
Se elegeu governador

Um papagaio falante
Assim que findou a eleição
O macaco nomeou
Ministro da educação

O leão já humilde
Parece aprendeu a lição
Mas diz derrubar o macaco
Já na próxima eleição

Promete reforma agrária
Habitação popular
Uma revolução na cultura
Quem quiser pode apostar

Assim terminou a história
No reino do faz de conta
Pra ganhar uma eleição
de tudo político apronta

Entrou na perna do pinto
Saiu na perna do pato
Seu rei mandou dizer
Que acreditem no fato!